Disclaimer:Twilight não me pertence.

XXXVI. Para sempre

Bella PDV

As crianças estavam em polvorosa naquela manhã de Natal.
Finalmente havíamos conseguido reunir toda a família na ilha Esme durante um feriado e tudo era uma enorme festa.

Foi difícil conter todos durante o café da manhã, mas não houve discussão com Esme: presentes apenas depois de todos tomarem café da manhã educadamente e escovarem os dentes.
Ficamos impressionados, porque foi a primeira vez que ela não cedeu.

Meu príncipe Anthony estava com sete anos e em sua ânsia de querer ser adulto, fingiu muito mal concordar plenamente com a medida da avó durante todo o café da manhã, espelhando os gestos do pai ao comer.
E, graças aos céus, a minha princesinha Elizabeth, com apenas dois anos e meio, era muito nova para fazer drama por esse assunto.

Camile, a filha de seis anos de Alice e Jasper, sustentava um bico enorme pelo atraso em abrir seus presentes. Aquela parecia ter herdado da mãe todo o desejo de comprar e por coisas novas.
Jasper era o único que conseguia colocar freios na ferinha.

Vivian e Vanessa, as gêmeas de sete anos de Rose e Emmett, comiam tranquilas após uma olhada poderosa da mãe.
Mas, o mesmo não acontecia com Mattew, de cinco anos, que parecia tão desolado quanto seu pai em atrasar a diversão. Aquele lá era absurdamente parecido com o pai.

Claire, de cinco anos, também estava bastante comportada, sentada ao lado de sua mãe.
Era o primeiro Natal que conseguíamos reunir Leah e Embry, porque normalmente eles passavam o dia de Ação de Graças conosco e Natal com a família dele.

Quinn, o filho de sete anos de Seth e Mellany, parecia estar com formigas em suas roupas de tanto que se remexia na cadeira.
Seu rosto era a imagem da aflição, revelando sua vontade de abrir os presentes.

O momento em que foi dada a largada para que eles corressem para os presentes foi épico. Ainda bem que, sabiamente, Carlisle já estava com a câmera a postos.

As crianças correram para a arvore, junto com Emmett, Embry e Seth, que pareciam ter voltado a ser crianças também.
Edward acompanhou de perto com nossa princesa no colo com medo de que ela se machucasse na confusão que havia se formado sob a arvore.

Todos os avós babões, incluindo Phill que se sentia avô, Jasper e Leah se mantiveram próximos para evitar quaisquer confusões que não fossem benéficas.
Mas, tínhamos sorte, as crianças estavam afoitas por seus presentes, porem isso não as impedia de ajudar uns aos outros a encontrarem os próprios.

A arvore ficava em uma sala de estar no estilo varanda, que Esme havia projetado pessoalmente. Era altamente aconchegante e acolhedora, mas ainda nos possibilitava uma bela visão do mar e a brisa marítima também chegava a nós.
Havia uma parede de vidro que era fechada tarde da noite ou quando julgávamos necessário, o que não era o caso agora.

Eu decidi não participar tão ativamente daquele momento e me sentei no sofá, dividindo minha atenção entre a bagunça familiar e a paisagem magnífica que nos cercava.
Se fosse necessário, eu sabia que meus filhos correriam para mim. Mas, eles estavam em boas mãos, além do pai, podiam contar com as pessoas que mais os amavam.

Alice sentou-se pesadamente ao meu lado.
A barriga de cinco meses parecia grande demais para o tamanho dela e ela parecia sempre cansada.

- Eu juro que esse será meu ultimo filho. – ela comentou – Essa barriga esta acabando com minhas costas.

- Lembro-me de outra Cullen dizer a mesma coisa. – eu comentei sorrindo para ela.

- Acho que essa é a minha deixa. – Rose se juntou a nós, após colocar uma jarra de chá gelado e alguns copos na mesinha a nossa frente. – Eu sei que disse isso, mas jamais me arrependeria do meu Matt.

- Esse é ponto. Nessa época, você tinha apenas as gêmeas, faltava um menino para completar o quadro. – o ar de sabe-tudo de Alice não havia mudado com o passar dos anos – Eu já tenho a minha bonequinha, agora com esse rapagão aqui - ela acariciou sua barriga – estarei mais do que satisfeita.

- Eu também acho um belo quadro. Edward e eu estamos satisfeitos com Tony e Liz, sentimos que nossa família já está completa. – eu apoiei.

- Sei que podemos dizer o mesmo. – Rose sorriu.

Era verdade, nossa família estava completa e feliz.
O cenário desse dia comprovava isso, as crianças abrindo seus presentes sorridentes, enquanto os adultos os olhavam de um modo bastante próximo de adoração.

[...]

Eu resolvi sair do banho, porque já estava lá há muito tempo.

As crianças ainda estavam com Carlisle e Esme na ilha. Os dois haviam tirado esse período para descansar com os netos.
Eu achava um pouco difícil eles descansarem com seis crianças, mas jamais iria reclamar.

Neste ano, Edward estava ajudando no hospital, pois um amigo acabava de ser pai, e eu ainda tinha dois eventos programados com autores.
Estaríamos livres apenas no ano novo, portanto as crianças iriam aproveitar melhor esses dias na ilha do que conosco.

Eu me espantei quando cheguei ao quarto.
As luzes estavam apagadas e havia velas e flores espalhadas por todo lado e eu podia ouvir uma musica suave ao fundo.

Andei até o meio do quarto ainda absorvendo a imagem e não me surpreendi ao sentir as mãos de meu marido em meus ombros.

- O que achou? – ele sussurrou em meu ouvido – Pensei em termos nossa comemoração particular, antes de eu precisar dividi-la com a família.

- Eu acho uma ótima ideia.

Edward me virou e começamos a dançar de acordo som suave que preenchia o quarto. Nossos corpos ainda se encaixavam da mesma maneira quase mágica.
Ele vestia apenas uma calça de moletom e eu estava protegida apenas pela toalha de banho.

Era incrível como, mesmo depois de anos, ainda mantínhamos nossa química intacta.
Minha mãe havia me atormentado quando era mais nova com a historia de que após algum tempo os casamentos caíam no marasmo e a paixão se perdia.
Hoje, eu já sabia que ela não poderia estar mais enganada a respeito disso, minha química com Edward, nossa paixão, parecia aumentar e se fortalecer com o passar dos anos.

- Sabe que eu sonhei com momentos como esse durante toda minha vida? – Edward confessou de modo sussurrante - Eu observava meus pais se amando mais e mais com o passar dos anos e sonhava em viver algo assim com você. Eu tenho sorte de estar aqui, são poucos que alcançam seus sonhos.

- Eu é que tenho sorte de estar com você. – eu beijei seu queixo – Meu marido maravilhoso, forte, generoso, doce e apaixonado.

- Ele não seria tudo isso, se não fosse casado com uma mulher maravilhosa, doce, compreensiva e incrivelmente sexy.

- Isso seria uma cantada, dr. Cullen? – eu o encarei com uma sobrancelha arqueada.

- Depende... Está dando certo, sra. Cullen? – ele sorriu daquele modo que ainda fazia minhas pernas se tornarem gelatina.

- Ainda não, mas você está no caminho certo, com certeza.

- Apenas no caminho certo, é? – ele tinha um sorriso perverso em seus lábios – Então acho melhor eu acelerar as coisas.

Antes que eu pudesse pensar no que ele faria, Edward me tomou em seus braços e me levou até a cama, posicionando seu corpo sobre o meu.

- Acho que está indo rápido demais, dr. Cullen. – eu disse tentando manter o fôlego.

- Sabe como é, sra. Cullen... Eu sou melhor nas ações, do que nas palavras. – ele disse mordiscando meu pescoço – Mas, tenha certeza de que você não sairá decepcionada.

- Você nunca me decepciona. – eu não falava apenas desse momento.

- É um dos meus objetivos na vida.

Edward deu fim a nossa conversa com um beijo abrasador, me impedindo de me concentrar em qualquer coisa além de seu toque.
Ele acariciou meu corpo, enquanto me livrava da toalha que me envolvia e eu me dediquei a acariciar seu peitoral, ao qual tinha livre acesso.

- Não sei como você consegue ficar a cada dia mais gostosa. – ele sussurrou antes de abocanhar um de meus seios.

Gemer era a única coisa que eu podia fazer.
Eu sempre tive certeza de que Edward conhecia meu corpo melhor do que eu mesma, mas ele parece viver para provar que podia me provocar novas sensações mais prazerosas que as anteriores.

Edward tomou seu tempo acariciando meu corpo com seus lábios.
Ele estava completamente no controle e eu sabia que qualquer tentativa minha de acelerar as coisas faria apenas com que ele prolongasse a tortura. Então, me concentrei em sentir seus beijos e leves mordidas ao longo de meu corpo.

- Edward... por favor...

- Eu adoro quando você geme meu nome e suplica por mim. – ele beijou meus lábios com fome e apenas nesse momento eu percebi que ele já havia se livrado de sua calça. - Me deixa completamente louco.

- Então... É por isso... que você sempre me faz suplicar? – eu aos poucos recuperava o fôlego.

- Eu não a faço suplicar sempre, anjo. Algumas vezes eu sou bem bonzinho. – ele me beijou novamente ao mesmo momento em que deslizava para meu interior – Incrível como os anos passam e você continua apertada. Delicia.

Eu me derreti ainda mais, se isso era possível.
Havia uma nota mais sensual quando Edward resolvia ser vocal sem freios. Eu amava quando ele falava comigo delicadamente, mas ele falando sujo conseguia ser ainda melhor.

Ele iniciou os movimentos dentro de mim e logo atingiu um ritmo frenético.
Eu ainda não conseguiria descrever as sensações maravilhosas que Edward me provocava.

À medida que o ritmo ficava mais intenso, eu envolvi os quadris de Edward com minhas pernas fazendo com que ele fosse ainda mais fundo em meu interior e arrancando gemidos altos de nós dois.
Minhas unhas estavam cravadas em suas costas e eu tinha absoluta certeza de que ele terminaria com muitos arranhões.

Embalada pelos movimentos dele, eu mais uma vez fui transportada para aquele mundo onde existia apenas ele, eu e o prazer. Edward me acompanhou nessa viagem e no ápice nos gritamos o nome um do outro.

- Eu te amo demais, minha Bella. - ele sussurrou ofegante contra meu pescoço.

- Eu também te amo, amor. - eu acariciei levemente o cabelo dele.

Ele olhou em meus olhos atentamente.
- E pensar que precisamos da coragem de alguns drinques para ficarmos realmente juntos pela primeira vez.

Não era a primeira vez que falávamos sobre isso e sempre concordávamos que havíamos começado de uma maneira um pouco inesperada.
- Acho que ambos temíamos perder nossa amizade, que era valorosa demais. Nós eramos bons amigos, os melhores.

- Nós ainda somos bons juntos. – ele deitou na cama e me puxou, unindo nossos corpos. – Muito bons.

- Somos mesmo... e continuaremos assim para sempre.

N/A: Bem, amores, esse foi o epilogo.
Espero que tenham gostado do meu presente de Natal para vocês.
Essa é realmente nossa despedida de Inesperado e eu aproveito para agradecer novamente a todos os leitores da fic por sua paciência ao prestigiar, acompanhar e aguardar por minhas atualizações. Vocês são nota 1000!

Como eu já disse, estou dando um tempo de fanfics de Twilight e por consequência um tempo do fanfiction também. Mas, para quem tiver interesse, no Nyah Brasil eu tenho uma fic da Irmandade da Adaga Negra em andamento, basta procurar pelo perfil de Aline Black.

Então, é isso. Eu não queria me despedir de vocês, mas chegou a hora.
Feliz Natal e um próspero Ano Todo. Tudo do melhor para vocês.
Bjos e sorrisos. Até a próxima oportunidade.

Respondendo aos reviews:

Theslenn Urils: fico feliz que tenha gostado da ideia do casamento deles.

Jeh Paixão: Parabéns pela sua aprovação. Eu realmente tiro o chapéu para você, pois exatas são o meu calcanhar de Aquiles e eu aprendi ao venerar quem tem competência nesse tipo de matéria.
Fico feliz que você tenha gostado do casamento dos dois e entendido a essência deste momento. Espero que tenha gostado do epilogo também. Bjinhos.

Josiany Cullen: É a fic realmente acabou... Felizmente ou Infelizmente. (eu ainda não decidi) Fico feliz que você tenha amado os capítulos. E como você pode ver, Edward e Bella tiveram um casal de filhos como prova viva do amor deles.

É isso.
Bjos e sorrisos.