PORCELANA

Sinopse: Quando ela entrou na clínica psiquiátrica nunca imaginou apaixonar-se por um paciente, que cuida dela como sua boneca de porcelana. Será mais forte o amor, doçura e paciência do que os traumas e problemas?

Disclaimer: A história pertence a Kira, os personagens a Stephenie, e a mim somente a tradução.


Capítulo 38 – Amor

Sua expressão seguia congelada em uma mascara de surpresa e perplexidade.

- Edward eu... – começou, mas o telefone a interrompeu. Sem tirar os olhos de mim, caminhou até o telefone.

- Boa noite – sua voz era distante, muito apagada – Não, não, Carlisle ele está aqui. Sim, está bem. Não, precisamos conversar. Ele vai ficar bem, não se preocupe com isso. – desligou o telefone e se virou para mim.

- Era Carlisle – disse com a expressão moderada – está preocupado com você. – Adicionou ao não ver resposta da minha parte – não devia sair de casa sem lhe dizer. Ele parecia muito angustiado...

- Eu sei disso. Ele vive preocupado por mim. Todo mundo faz isso e pensam que é uma boa razão para negar a verdade.

- Não é assim Edward.

- Diga-me então a verdade. Tem medo de mim? Você tem medo que te machuque? – perguntei com o olhar no chão. Não queria ver a expressão tomasse o seu rosto ao para responder.

Esperei o que pareceram horas por uma resposta, mas ela não disse nada. Com medo levantei a cabeça e a olhei fixamente. Não era o que eu esperava ver.

Lágrimas silenciosas escorriam pelo seu rosto. Eu podia ver seu maxilar cerrado para evitar fazer qualquer tipo de som e suas mãos, caídas do seu lado, tremiam convulsivamente.

Essa imagem, Bella completamente destroçada. Meu coração se afundou no meu peito, não era melhor que a imagem que lembrava daquele dia. Doía igual, porque em ambas ela estava machucada e ambas eram minha culpa.

- Bella... – seu nome morreu nos meus lábios. Eu não sabia o que dizer. O que eu poderia dizer? Não havia nada com que pudesse consolá-la. Eu mesmo precisava disso dela.

Sem dizer uma palavra, fui até a porta, não havia nenhuma maneira que conversássemos nesse estado. Nenhum.

- Espere... Edward... Não... Não vá – disse entrecortada. As lágrimas não lhe permitiam falar claramente.

A olhei sem dizer nada. Esperava que ela dissesse alguma coisa, mas ela só olhava para mim enquanto enxugava as lágrimas que tinha derramado.

- Por favor, Edward, por favor não faça o mesmo dessa vez. – Bella suplicou com uma voz chorosa.

O meu coração caiu aos pés. Ela realmente pensou que eu iria machucá-la. Ela realmente tinha medo de mim.

Meus pés não seguraram meu peso e eu cai no chão. A dor devido ao impacto devia me fazer reagir, mas tudo que eu conseguia pensar era em Bella.

Eu senti sua presença ao meu lado. Ela estava preocupada, e ouvi sua voz me chamando. Sua mão segurando a minha enquanto eu estava desesperado para soltar-me dela.

- Solte-me – consegui falar. Tinha os pensamentos nublados em mim, todos incoerentes, todos sem sentido, todos sem sentido. O único lógico, o único real ali era Bella. Ela e que devia ficar longe de mim, por seu bem.

Seu olhar passou de preocupação para pavor quando entendeu as minhas palavras.

- Não. Edward, olhe para mim, sou eu. Sou a Bella. – Sua mão batalhava com a minha para segurar e com esforço a colocou sobre sua bochecha. - Eu sou a Bella. Eu sou a sua bonequinha, por favor, volta para mim, Edward. Por favor, por favor. – implorava enquanto outra vez começava a derramar os rios de lágrimas.

Não entendia o que me pedia. Eu sabia quem ela era. O único que queria era que estivesse bem.

Ela seguia repetindo essas mesmas frases e eu estava cada vez mais confuso.

- Bella, Não, não chore. Não chore – lhe pedi uma vez que saí de confusão. A apertei contra mim para poder consolá-la do que seja que a fez ficar assim.

- Edward? – Perguntou com voz grossa pelas lágrimas – Edward, meu Edward – disse novamente e novamente enquanto me apertava fortemente com seus braços pequenos.

- O que aconteceu? O que foi?

- Não me afaste, por favor. Eu só quero estar com você.

- Eu pensei que você... eu... lembrei do que aconteceu no hospital. A maneira como te tratei e eu... – de novo o momento repetiu em minha cabeça uma e outra vez. Sua expressão de medo muito parecida ao que tinha há algum tempo, mas em vez de se afastar, ela se aproximou de mim. Tentou me tocar, tento me consolar.

- Edward, eu estava com medo. Tanto medo. – sussurrou com seu rosto contra meu peito.

- Então por que você segue comigo? Por que você não se afastou? Por que não correu ou gritou?

Ela se separou de mim para olhar-me nos olhos. Eu esperava ver um olhar em pânico, mas ao contrário, ela me deu um de seus olhares ternos. Daqueles que me dava quando tinha um gesto lindo para ela. Quando recém me afastava depois de beijá-la. Quando despertava junto a mim. Esse olhar de amor que me transmitia. Aquele olhar que eu correspondia com o mesmo amor.

- Edward, eu nunca tive medo de você – apesar das lágrimas que seguiam saindo de seus olhos, essas palavras foram ditas com doçura e amor. Eram sinceras.

- Eu não entendo.

- Eu nunca tive tanto mesmo mais do que naquela ocasião, mas não era de você. Você não me reconhecia, gritava que eu tinha te deixado e pedia por mim, apesar de que eu estava ao seu lado. – soluçou ao lembrar – Eu só queria estar com você e te abraçar, que me dissesse o quanto me amava. Mas você dizia que eu não era a Bella e que me afastasse. Eu estava com medo que não voltasse a ser você. Que não voltasse a ser o meu Edward. Que não voltasse a ser esse homem que ganhou meu coração sem saber.

- Hoje à noite me pediu para não fazer o mesmo, o que queria dizer?

- Você parecia tão irritado, eu automaticamente me transportei para esse momento e tive medo que voltasse a acontecer. Que voltasse a me esquecer. – suas mãos se apertaram ao redor de mim, como se tivesse medo que isso acontecesse. Ficamos assim abraçados e tentando nos acalmar. Ambos havíamos tido reações muito fortes e nossos corações seguiram se recuperando disso.

- Não é por isso que não querer que viva aqui? – eu voltei a perguntar com medo quando seus soluços sumiram e sua respiração voltou ao normal. Ela soltou uma risada, talvez por minha insistência.

- Edward, o que eu mais quero é ter você aqui comigo e nunca deixá-lo ir.

- Então, por que me disse...?

- Eu não quero que você se sinta mais desconfortável. Sei o que lhe curou adaptar-se à casa de Carlisle e apenas está se acostumando com a sua dinâmica. E agora você teria que vir e se adaptar aqui. Seria injusto com você. E seria muito egoísta da minha parte ao pedir isso.

- Bella, eu que lhe pedi. Sou eu quem esta sendo egoísta. Por favor, deixe-me decidir o que eu possa suportar. Deixe-me fazer minhas decisões. Se é algo que você e eu queremos fazer, então façamos – eu pedi.

Minha mão seguia acariciando seu rosto com carinho. Muitas coisas que havíamos pensado não haviam sido certas, eu estava errado em tudo, mas ela ainda estava ali. Eu também havia desconfiado dela e sabia como doía isso, mas ela não tinha reclamado de nada, me abraçava como se nada tivesse acontecido, como se não a tivesse feito chorar de novo.

- Você ainda quer isso? Desistir de todas as comodidades que você tem com sua família para viver aqui?

- Bella, se você vivesse em uma caixa, eu estaria ali porque com quem eu quero estar é com você. – disse beijando seus lábios.

Ela não disse nada, se limitou a aproximar-me e aumentar a força do beijo. Aceitei a mudança sem demora. Esses beijos eram melhores do que dizer "eu te amo". Transmitiam sentimentos, tudo o que eu sentia por ela e vice-versa.

Suas mãos subiram meu pescoço e os dedos finos emaranhadas no meu cabelo puxando. Minhas mãos ainda estavam e não ser tímido percorriam seu corpo. Ele sentiu que a situação estava errado, era apenas que ela não sabia como agir. Você se importaria de Bella lhe que o tocasse dessa forma? Se minhas mãos toque como eu quero?

Suas mãos subiram até o meu pescoço e os dedos finos enrolaram no meu cabelo puxando-o. Minhas mãos tão pouco ficavam quietar e percorriam timidamente seu corpo. Não sentia que a situação estava errada, era apenas que não sabia bem como agir. Bella se importaria se lhe tocasse dessa forma? Se minhas mãos a tocassem como eu quero?

Aos poucos fui ganhando confiança e quase sem perceber minhas mãos estavam dentro da sua blusa tocando seu suave abdômen e subindo descaradamente os seus suaves seios através do tecido do sutiã... Ela soltou uma exclamação que sufocou em meus lábios, mas não fez nenhuma sugestão de se afastar assim que tomei isso como um bom sinal. Eu continuei a explorar a sua pele, minhas mãos, minha pele, estavam ansiosas pela sua, desejando provar cada centímetro. Suas mãos puxando a minha camisa e de um momento a outro estava sem ela e Bella acariciava cada parte do meu peito.

Era muito difícil se concentrar com cada nova sensação que sentia devido a ela. Devido as suas mãos, aos seus lábios, aos sons emitidos, que emitia cada vez que a acariciava. Tudo nela me fazia sentir emoções que eu nunca tinha sentido.

Minhas mãos inexperientes foram para os botões de sua blusa e comecei a soltar um por um. Quando terminei retirei a volumosa peça que me impedia de vê-la. Ela tão suave e frágil, tão amorosa e apaixonada, tão bonita como somente ela. Sem demora voltar a atacar seus lábios e ela seguiu em seu trabalho de abraçar-me e beijar-me e enfraquecer meus sentidos com sua essência.

Meus sentidos seguiam apreciando cada porção dela. Meu olhar se maravilhava com sua beleza tão natural e pura, escutava seus fracos gemidos que saiam de seus lábios, seu perfume particular se impregnava em mim, o sabor dos seus lábios nos meus e a suavidade da sua pele. Sensações que antes havia experimentado, mas agora eram muito mais poderosas e muito apreciadas por mim.

As mãos de Bella deslizaram meu peito para baixo e não pude evitar o constrangedor gemido que eu soltei devido a sensação maravilhosa que me dava, com esse toque.

- Edward – suspiro entre meus lábios. – Edward, meu amor... pare – pediu de repente. Imediatamente quando pediu me afastei dela.

Talvez estava fazendo algo errado ou talvez já fosse suficiente por hoje.

Mas não poderia ser isso, sentia que ardia por dentro. Que no lugar de sangue o que corria nas minhas veias era lava quente que me fazia queimar por ela. Ela devia sentir o mesmo, isso não poderia terminar, ainda não.

- O quê? – perguntei sem separar-me demais dela.

- Vamos... vamos para o meu quarto – pediu ainda sem respiração.

Sem dizer palavras ficamos em pé e ela guiou-me para o seu quarto.

Seguia sem entender o que estava acontecendo.

Bella me levou para sua cama e continuou o beijo de onde havíamos parado. Lentamente a roupa que nos restava desapareceu deixando-nos completamente indefesos em frente um do outro.

Naquela noite, com caricias desmedidas e ternura infinita ela me ensinou a amar sem palavras, apenas com beijos, carícias e gemidos.

Essa noite Bella e eu nos unimos em corpo e alma pela primeira vez. E para sempre.

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As horas que havia passado com Bella tinham sido as mais maravilhosas da minha vida. E que momento com ela não era maravilhoso? Mas agora nós tínhamos compartilhado algo especial. Algo único, algo que não queria ter com ninguém mais.

Bella continuava dormindo unicamente enrolada pelos lençóis que nos cobria. Ela estava linda banhado pelos raios do sol que alcançavam esgueirar-se através das fissuras da janela. O frio não era uma queixa para mim hoje. Do que podia me queixar quando este anjo tinha me amado do jeito que fez?

Eu não conseguia desviar os olhos de seu rosto delicado, seu cabelo desgrenhado dava-lhe uma aura de ternura que só ela poderia ter. E um dos sorrisos mais bonitos cobria o seu rosto, apesar de estar inconsciente.

Os golpes na porta me tiraram do meu devaneio. Cuidadosamente eu saí da cama e rapidamente coloquei minha boxer e calça. As batidas na porta não diminuíam, soava desesperado ao ponto que eu pensei que iria derrubar a porta.

Cheguei tão rapidamente como eu poderia e ao abrir a porta fiquei surpreso ao encontrar Alice. Seu rosto completamente angustiado e molhado por algumas lágrimas. Em suas mãos segurava um pedaço de papel.

- O que foi Alice? – foi a primeira coisa que pensei em perguntar.

- Jasper – foi tudo o que disse antes de se lançar nos meus braços para chorar.

- O que aconteceu com Jasper? – perguntei preocupado tentando que ela me olhasse e me explicasse.

- Vai embora... vai embora – repetia convulsivamente. Naquele momento me lembrei do que ele tinha dito.

- Como você sabe? Quando ele vai?

- Deixo esta carta – disse mostrando o papel amassado – Esta indo hoje – soluçou.

- É o que você queria certo? – eu disse. Eu sabia que estava sofrendo, mas eu queria percebesse a situação que ela mesma tinha formado.

- Claro que não. Eu... – tentou se defender, mas ela mesma sabia que não tinha argumento para isso.

- Alice você e eu sabemos muito bem que você ainda o ama. Mas você foi muito orgulhosa. Por mais que me doa ver você sofrer assim, é sua culpa e de mais ninguém.

Seus olhos estavam lacrimejantes, mas não disse nada. Sabia que eu estava certo. Que por seu orgulho ele tinha se afastado. Agora já não podia fazer nada.

Ou talvez...

- Você o ama, certo?

- Eu... não... não sei...

- Se o faz por que não o segue. Talvez não alcance o avião, mas poderia ir à Inglaterra, dizer que o ama. Sei que ele vai ter aceitar de imediato, seu orgulho morreu a muito tempo.

Os olhos de Alice brilharam. Ela voltou para seu apartamento e em instantes tinha saído para a rua.

Após a visita de Alice voltei ao quarto de Bella. Talvez essa não tinha sido uma má idéia para consertar as coisas. Alice precisava perceber o que tinha, perdendo e agora ela teria que lutar para recuperá-lo.

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Tinha passado horas desde que tinha acordado, mas Bella ainda estava dormindo. Todo esse tempo a estivesse observando e sonhando. Mas talvez não era apenas sonhas, planejava melhor dizendo. Desenhado em minha mente um futuro com ela. No momento só tínhamos este apartamento, só tínhamos o futuro próximo de predispostos. Mas eu queria mais, muito mais tempo com ela. Eu queria isso, eu queria um futuro. Agora tinha a oportunidade e o compartilharia com ela.

A caixa de música descansava na minha mão. A fazia tocar uma e outra vez esperando que a melodia não interrompesse o sono de Bella, mas a música me relaxava. Me ajudava a pensar.

A caixa começou a passar de uma mão para outra e de volta, enquanto a melodia repetia. Em um descuido a pequena caixinha caiu das minhas mãos fazendo o um ruído tênue. Com preocupação me inclinei para pegar. Parecia intacto, só havia soltado a base. A recolhi para acomodar, mas eu percebi que tinha algo dentro. Era um anel.

Olhei para ele com curiosidade. Foi muito bonito e...

- O que você está fazendo no chão? – a voz de Bella me fez pular.

- Deixei algo cair e estava pegando – dei uma desculpa rápida, coloquei a caixa e o anel no bolso da minha calça. Fui para a cama só para trazer Bella para os meus braços e segurá-la novamente ao meu lado – Como você dormiu?

- Muito bem. Quase não queria acordar e não ter feito se você tivesse continuado na cama Por que você se levantou? – perguntou enquanto se acomodava no meu peito e se aconchegava contra mim.

Eu tive que dizer o que tinha acontecido com Alice e o que tinha dito. Se preocupou por ela, mas como eu entendia que ela também tinha errado. Talvez agora tudo está se resolvia entre eles, ou talvez acabasse de uma vez por todas. Para ambos.

A atmosfera havia mudado, não era relaxado nem tranquilo calma. Notava a tensão de Bella e era por Alice. Ela gostava muito dela e entendia sua preocupação. Assim que passei a maior parte da manhã tentando fazê-la sorrir. Desde ajudar a preparar o café da manhã até para beijá-la ocasionalmente apenas para beijar. Sabia que gostava dessas coisas, a faziam sorrir e este dia era para isso. Fazê-la sorrir seria o meu objetivo. Não só hoje, mas sempre que estiver ao seu lado.

O dia passou lentamente e apesar de que Bella seguia um tanto angustiada, tivemos bons momentos. Percebi que nem Carlisle e nem Esme tinham ligado, deviam estar preocupar, mas certamente estavam fazendo uma tentativa de dar-me o meu espaço e os agradecia, porque pela primeira vez na minha vida tinha resolvido os meus problemas sozinho. Portanto, antes de ir para casa para conversar com Carlisle e Esme tinha que ter certeza da opinião de Bella.

Assim que mais uma vez acabamos em seu sofá espremidos um no outro. Respirei fundo antes de perguntar.

- Bella?

- Mmmm – ela murmurou, com o rosto escondido no meu pescoço, dando beijinhos lá. Não que eu me queixasse, mas eu precisava que se afastasse um pouco para poder falar.

- Tem certeza do que falamos ontem? – imediatamente ela sentou para olhar-me nos olhos.

- Eu pensei que ontem v tinha mostrado o quão segura estava de tudo – deu um sorriso malicioso.

- Eu sei – ou pelo menos achava que entendia – mas eu quero que esteja certa. Eu não quero que depois você se arrependa ou...

- Edward, por favor. SIM, eu realmente quero que more aqui. Não discuta mais, agora beije-me – pediu com seus olhinhos brilhantes.

E eu não continuei discutindo mais. Eu tinha que fazê-la feliz.

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- Este é o último - disse Carlisle colocando a mala no corredor. Haviam passado alguns dias desde que Bella e eu decidimos viver juntos. Como era de se esperar Carlisle não concordava em tudo, mas com todos os acontecimentos finalmente me deixou sair de casa. Esme inclusive o fez me ajudar a trazer minhas coisas.

Esme, minha querida Esme. Com ela era outra história. Claramente ela também estava preocupada, mas desde que eu mencionei que estaria com Bella não tinha parado de fazer planos para comprar outro apartamento para nós e outras coisas. E embora soubesse que suas intenções eram as melhores eu não deixei. Eu queria começar do zero ao lado de Bella e ainda que insistiam que eu fizesse uso da minha herança para viver melhor, Bella e eu queríamos assim. Talvez um dia usaria, mas não agora. Eu queria a experiência de viver por minha conta por um tempo.

Sua despedida em casa havia sido tão carinhosa.

- Meu filho se vai – havia dito enquanto chorava. Eu não podia deixar de sorrir, ela me considerava como um filho. Jamais havia pensado até que a vi chorando, porque eu estava indo embora de casa.

- Não chore. – pedi removendo as suas lágrimas. – Eu te amo.

E graças aos céus Emmett estava ali para amenizar a situação.

- Não chore mamãe. Ainda tem a mim – e Esme não pode evitar de rir.

- Vou sentir sua falta Ed. Virei te visitar sempre – Emmett havia prometido e que mais do que visitar-me, iria ver sua amada Rosie.

- Assim que nos despedimos? – mencionou Carlisle. Os tinha acompanhado até o seu carro novamente.

- Despedimos? Por que nos despediríamos? Não deixei de ver nem a to e nem a Esme. Emmett certamente vai querer viver aqui para poder ver Rosalie – Carlisle soltou uma gargalhada – Não os abandonarei, só quero fazer minha vida da minha maneira.

- Eu entendo, filho. Acredite em mim eu entendo, mas eu não posso evitar que me preocupe.

- Carlisle, não o faça.

- Perdoe-me. Eu não posso evitar. Eu...

- Não se sinta mais culpado por qualquer coisa – eu disse, lembrando de uma conversa com ele. Eu sei como culpa o corroia e isso não era necessário

- Eu não o faço. Pelo menos não como antes, ainda que não acredite, me sinto tão orgulhoso de você. Esme também está e seus pais também estariam – disse com lágrimas nos olhos. Eu não pude evitar de abraçá-lo.

- Obrigado por tudo, tio Carlisle – declarei de todo o coração. Porque tudo o que agora era, mal ou bom, havia sido por ele. E queria pensar que havia mais coisas boas.

- Não o digas garoto. Amo muito você Edward, só quero seu bem. E sei que com ela está bem – seu sorriso era sincera, era o que sentia de coração.

- Eu também te amo, tio Carlisle – nunca o havia dito, mas era a verdade.

Poucos minutos depois, Carlisle tinha ido embora.

Eu fiz o caminho de volta para o prédio, enquanto subia as escadas pensava que agora esse edifício se tornaria a minha casa.

Lentamente cruzei o corredor e eu não pude deixar de olhar para o apartamento de Alice imaginando como ela estaria lá em Londres e, se por fim teria encontrado Jasper.

Entrei no apartamento de Bella e ela me recebeu com um sorriso. Arrastava uma das minhas malas para o quarto. E eu não pude deixar de sorrir, agora compartilharíamos nossas vidas, compartilharíamos o nosso futuro. Eu andei até ela e retirei a mala de suas mãos. Sem dizer nada a levei para o quarto e Bella ia atrás de mim. Enquanto coloquei a mala em algum lugar ela se jogou nas minhas costas e se pendurou no meu pescoço.

- Eu estou tão feliz – murmurou enquanto beijava minha bochecha.

- Eu sou mais bonequinha. Muito mais. Eu te amo – declarei enquanto a puxava em meus braços e começava a beijar seu rosto com delírio.

Agora tudo era real. Agora tudo era meu. E agora viveria ao máximo.

Com ela.


CAPÍTULO FINAL! AAAA! ELES CHEGARAM AOS FINALMENTE! Como a fic é Rated T não era de se imaginar uma lemon completa, maaas eles chegaram.

Amanhã entre 13hrs - 14hrs eu posto o Epílogo para vocês. Vou deixar para as despedidas para amanhã.

COMENTEM PLEASEEE!

Bjs