Capítulo 32

Emmett andava de um lado para o outro, a seguir as ordens da mulher, enquanto esperava a chegada da família.

– Em. Vamos almoçar lá fora que hoje está um bom dia de sol. Está calor e tudo. – Rosalie opinou enquanto o marido ajeitava as últimas coisas na cozinha.

– Então vou preparar a mesa ursinha. Fica ai no sofá que eu já volto.

– Pareço uma inválida. – Bufou para o marido com cara brava.

– Não estás inválida mas estás gravida e nos últimos dias. Não queres que nada de mal aconteça ao nosso filho pois não? – Emmett já tinha ouvido esse discurso várias vezes.

– Não. Mas é chato estar aqui sentada sem puder fazer nada.

– Queres ir até lá fora? Sentar na beirada da piscina? – Propus já se dirigindo á mulher para a ajudar a levantar.

– Pode ser. – Respondeu inconformada.

Os dois estavam a chegar ao jardim quando o primeiro carro entrou na casa.

– Chegou a dona Esme e o Dr. Carlisle. – Emmett brincou enquanto Rosalie se sentava.

– Vai abrir a porta e trás me por favor um copo de agua.

– Tudo o que a minha ursinha quiser.

Depois de cumprimentar os pais e os instruir até ao quintal onde Rosalie estava, seguiu para a cozinha para buscar o bendito copo de água.

– Já vou. – Emmett gritou para o telemóvel que tocava na sala, como se a pessoa o pudesse ouvir. – Sim?

Emmett? – Edward estranhou a voz alterada do irmão.

– Olá Ed. Que se passa? – Disse já mais calmo. Afinal o irmão não tinha culpa de ele andar tão stressado por causa da gravidez da mulher.

Liguei-te para saber se precisas que leve algo. A Bella perguntou se queres que leve uma sobremesa ou assim.

– Obrigado mas não é preciso. A Dona Esme já tratou de tudo. – Brincou porque todos sabiam que a mãe Esme não deixava nada passar.

Então até daqui a pouco.

– Até. – Emmett desligou com um suspiro e seguiu atras da mulher e dos pais.

(…)

Alice e Jasper chegaram ao mesmo tempo que Edward e Bella que saíram do carro entre risadas. A pequena Sophia veio o caminho todo emburrada porque se esqueceu do seu trombinhas em casa. Os dois sabiam bem que ele estava no carro, e só lhe disseram quando chegaram. A pequena tinha feito cara feia e depois abraçado os dois que apenas riram.

– Trombinhas. – A pequena abraçou forte o seu boneco predileto enquanto seguia os pais até á entrada da casa.

– Bom dia gente. – Alice abraçou os dois e beijou a sua pequena bonequinha.

–Bom dia. – Cumprimentaram antes de entrar em casa.

Já era hábito nas reuniões de família a porta ficar aberta para que pudessem entrar. Alice entrou saltitante chamando pelo irmão.

– Em! – Gritou mais alto quando não o viu na sala.

– No jardim. – Gritou igualmente.

– Olá! – Depois dos cumprimentos habituais, foram se espalhando entre conversas.

– Rose, o que se passa? – Bella tinha estranhado a cara de emburrada da amiga/cunhada desde que chegará. Agora que estavam sozinhas era uma boa hora para perceber o que se passava.

– Estou cansada Bella. – Rosalie disse já com lagrimas nos brilhantes olhos azuis.

– Cansada de quê?

– De estar em casa, sem puder fazer nada. Odeio dizer isto mas esta criança que nasça logo. Não posso fazer nada. – Reclamou, com as lagrimas retornando aos seus olhos.

– Oh Rose. – Bella sentou-se mais perto dela para a confortar. – Sabes que agora falta pouco. Tens mesmo de descansar, é normal. Não te sintas tão inútil. Podes sempre fazer coisas para o bebé.

– Como o quê? – A loira já ficava mais animada com a ideia.

– Sabes fazer ponto cruz?

– Um pouquinho. – Respondeu, ainda sem entender.

– Podes sempre fazer aqueles quadros com o nome, por exemplo. Ou desenhos para o quarto dele. Ficaria tão lindo. – A morena instigou-a com um sorriso.

– Gostei da ideia. Tenho de arranjar as coisas então. – As lagrimas desapareceram dos olhos dela, dando lugar a um sorriso brilhante. Ser útil era bom.

– Eu posso te arranjar tudo, se quiseres. Conheço o sítio certo.

– Obrigada Bella. O que seria de mim sem ti?

– Não tens de quê. Sei o que é estar gravida, alem disso amigas servem para isso.

– És uma excelente amiga mesmo. – A loira abriu um sorriso maior quando se lembrou de uma coisa. – Como correu tudo na sexta feira? Ouvi dizer que passas-te a noite sozinhos.

– Muito bem, Rose. Deu para aproveitar para namorar e avançar na nossa relação. – Disse corando e desviando a atenção do namorado que conversava com os meninos.

– Só preciso saber uma coisa. Foi bom? – Questionou rindo, quando Edward se virou para trás e presentou-o com um sorriso brilhante, fazendo-a corar ainda mais.

– Muito bom. – Bella soprou um beijo para ele que retribui o gesto antes de se virar definitivamente para a conversa dos homens.

– Sois tão lindos juntos. – As lagrimas voltaram a assolar os olhos de Rosalie, quando assistiu á cena.

– Obrig… - Bella nem acabou de falar que Rosalie soltou um gemido de dor. – Rose estás bem?

– Chute forte demais. – Queixou-se massajando a barriga.

– É normal, está ajustar-se para nascer. Quando for assim tenta deitar- te um pouco, ajuda.

– O que seria de mim sem ti? Sempre com os melhores conselhos. – Rosalie esticou-se mais na espreguiçadeira de forma a ficar semi deitada.

– Sempre que precisares… - Bella sorriu e massajou a barriga dela, fazendo que o bebé se acalmasse.

– Como fizeste isso? – O bebé tinha ficado calminho com as mãos dela.

– Massajar com firmeza mas não com força. E nas laterias que normalmente é onde podes encontrar os pezinhos ou manzinhas em movimento. – Explicou massajando mais um pouco.

– Onde aprendeste-te tanta coisa?

– Cursos que fiz quando estava gravida. Eu estava com tanto medo que fiz todo o tipo de cursos que consegui. E a Sophia foi um bebé até que calminho. E vozes conhecidas como a do pai, normalmente ajudam.

– Bella vou-te contratar para ficares comigo vinte e quatro horas por dia. – Rosalie brincou já mais calma.

– Vinte e quatro horas não que trabalho. Mas sempre que precisares podes me ligar. Se eu puder ajudar. – A morena sorriu, enquanto traçava desenhos imaginários na saliente barriga de Rosalie.

– Vou lembrar disso.

(…)

Emmett após ter a certeza que a esposa estava bem e acompanhada seguiu até aos homens que conversavam num canto do grande jardim.

– Emmett. – Edward chamou-o quando o viu mais perto.

– Que foi?

– Era mesmo contigo que queria falar. – Disse enquanto o puxava para mais perto de si e um pouquinho distante dos outros dois.

– Porquê? Passa-se alguma coisa? – Estranhou sem perceber onde o irmão queria chegar.

– Isso pergunto eu. Estás tenso e estranho. – Edward pontou enquanto olhava com atenção o irmão. – Estás com algum problema?

– É a Rosalie. – Suspirou enquanto confessava. – Ela anda super frustrada por não puder fazer nada e eu já não sei o que lhe fazer. Ela tem de estar em repouso por causa do bebé. Mas é irritante para alguém que nunca parava. Ela nem pode cozinhar agora.

– Já tentas-te falar com ela e arranjar, em conjunto, algo que ela possa fazer? – O ruivo tentou interceder pelos dois. Não fazia bem a nenhum dos dois andar assim tão stressados.

– Não… - Reclamou inconformado. – Não me ocorre nada que ela possa fazer e não quero abrir uma discussão com ela se ela se sentir ainda mais frustrada.

– Porque não pedes ajuda á mãe. Ela sabe o que ela está a passar com certeza.

– Já pensei nisso e falei com a Rose mas ela não quer. Diz que a mamãe vai ficar ainda mais preocupada com ela e não quer isso. – A esta altura Emmett já puxava alguns fios dos seus cabelos totalmente frustrado.

– Fala com a Bella, então. Talvez ela te ajude. Ela também é mãe.

– Vou fazer isso mesmo. – Emmett virou-se para seguir em direção á cunhada mas parou quando viu que a mulher tinha um sorriso no rosto e conversava animada. – Mas talvez agora não. Ela parece bem.

– Talvez ela tenha conversado com a Bella. – Comentou olhando a namorada mimar a enorme barriga da cunhada.

– É, talvez. Eu depois falo com ela. – Disse com um encolher de ombros e já mais aliviado.

(…)

Como estava um belo dia de sol, acabaram por decidir preparar as coisas do almoço cá fora. Os homens grelharam a carne, enquanto as meninas preparavam a salada e arroz. Rosalie ficou sentada a brincar com a pequena Sophia.

– Bom apetite a todos. – Carlisle desejou quando todos se sentaram á mesa.

Durante o almoço, foram conversando sobre tudo e sobre nada. Rosalie estava muito mais bem disposta, fazendo com que Emmett também relaxa-se. Bella sempre dava uma espiadinha á amiga que sorria a tranquiliza-la.

– Bella, tenho notícias para ti. – Carlisle chamou com um sorriso.

– Deve ser coisa boa. – Bella brincou.

– Sim, já falei com um advogado. O pedido de adoção já entrou.

– Mesmo? – Bella estava todo sorridente. – Amor, vais ganhar uma filha dentro de pouco tempo.

– Eu já ganhei. – Edward abriu sorriso orgulhoso para a filha. – Só vamos tornar as coisas legais.

– Isso pode demorar um pouco, uma vez que não sois casados. – Explicou aos dois que estavam super felizes com a notícia.

– Nós esperamos. – Edward tranquilizou. – Só espero que aquele canalha não interfira, agora.

– Ele assinou os papéis a desistir de todos os seus poderes paternais. Ele não quer e nunca vai procurar pela filha. Podeis estar descansados. – Carlisle explicou com a ideia de os tranquilizar.

Edward ficaria desiludido se James voltasse com a palavra atrás ou se dificultasse as coisas, e claro também os Cullen que não viam a hora de a pequena como sendo uma neta/sobrinha legítima da família. Sem qualquer tipo de ligação ao homem que tanto magoou tanto Bella e a pequena Sophia.

– Quando sair os papéis, ai eu fico mais descansado. – Edward sorriu para a filha que o olhava em questionamento. – Que se passa princesinha?

– Papai com calinha de mau… - Sophia reprendeu. – É feio.

– Desculpa princesinha, eu não faço mais. – Tranquilizou-a beijando a bochecha gorducha sonoramente.

– Sophia é para comer tudo. – Bella relembrou a filha que tinha desistido do prato, onde ainda se encontrava a salada.

– Eu sei. – Respondeu com uma pequena careta mas comendo o resto da salada.

– Comes a salada e a vovó deixa-te comer a primeira fatia de bolo de chocolate. – Esme interveio quando viu a pequena careta da neta.

– Eba! Eu vou papal tudo.

(…)

No final de almoço, aproveitando que a filha tinha ido fazer a sesta, deu uma rápida passadinha até á loja onde vendiam as coisas para o ponto cruz.

– Esme. – Bella chamou.

– Que se passa querida? – Questionou olhando para a nora, preocupada que se tivesse passado alguma coisa.

– Eu preciso sair uns minutinhos. Será que me pode vigiar a Sophia um pouquinho. Ela está a dormir e não deve acordar tão cedo, mas….

– Vai á vontade minha querida. Eu vigio. Tens a babá eletrónica ai?

– A Rose emprestou a dela. Eu deixei na cozinha mas vou busca-la. – Bella agradeceu, saindo em busca das suas coisas.

– Estás pronta gatinha? – Edward perguntou quando a viu entrar na casa.

– Sim. Vou só levar a babá eletrónica á tua mãe e já podemos ir.

– Vou até ao carro então.

– Aqui Esme. Ela deve continuar a dormir e eu vou e volto rapidinho. – Bella disse entregando a babá á sogra com um sorriso.

– Estás á vontade querida. Toma o teu tempo. – Tranquilizou-a.

– Vou buscar as coisas para a Rose fazer ponto cruz. Quer que lhe traga algo da rua?

– Traz-me leite por favor. Vou deixar um bolo pronto e não tenho leite que chegue.

– Trago sim. Até já.

Bella saiu atras de Edward, que já a aguardava no carro.

– Vamos lá amor.

– Vamos. – O ruivo beijou rapidamente a boca dela antes de arrancar com o carro.

A morena comprou tudo o que precisava para as coisas de Rosalie e ainda conseguiu uma roupinha minúscula que ficaria linda no bebé com certeza. Era um pequeno macacão azul com um urso na frente. Completamente fofo, até Edward concordou.

Antes de seguirem para casa compraram rapidamente o leite de Esme, num pequeno mercado perto da casa de Emmett. Os dois aproveitaram o pequeno passeio para trocar beijinhos, carinhos e pequenas provocações. Bella tinha passado metade do caminho corada e a estapear o namorado.

(…)

– Rose. Tenho uma coisa para ti. – Bella brincou entrando com Edward logo atrás.

– Estou á beira da piscina Bella. – Rose falou mais alto para se fazer ouvir.

– Espero que gostes. - A morena estendeu-lhe o saco com o presente.

– Tão lindo. – Rosalie limpou as lagrimas que lhe vieram aos olhos quando viu o presente. – Tem um urso.

– É um urso como o teu querido marido. – Brincou. – A Sophia vai achar piada com certeza.

– Aposto que sim. Mas agora espera um minutinho. – Pediu antes de chamar o marido e o cunhado.

–Passa-se alguma coisa ursinha? – Emmett veio a correr todo preocupado.

– Não. Quero falar contigo e com o teu irmão. Onde ele está?

– Aqui Rose. – Edward chegou com a babá eletrónica que tinha pedido á mãe e sentou-se ao lado da namorada. – Que se passa?

– Agora que estamos todos aqui. Eu e o Emmett temos uma coisa a dizer-vos. – Rosalie abriu um sorriso brilhante, enquanto mostrava a roupinha ao marido.

– Sim? – Bella perguntou já meia impaciente. Estava a ficar curiosa.

– Nós estivemos a falar e queríamos que vocês fossem ao padrinhos do bebe. – Explicou olhando os dois que estavam sem palavras.

– Nós? – Bella apontou para si e para o namorado quase incrédula.

– Sim. Tu fizeste muito por mim nesta gravidez. Até as coisas de ponto cruz me foste buscar. Não haveriam melhores pessoas para o cargo. É mais que justo. O bebé vai ter os melhores padrinhos que poderia ter.

– Pois é. Edward tu é que aturas-te as minhas neuras. Tu ouviste-me e aconselhaste-me. E a Bella foi sempre uma ajuda preciosa. O cargo é vosso se aceitares claro. – Emmett explicou.

– Aceitamos. - Bella confirmou depois de interrogar o namorado com o olhar.

– Bebé, já tens padrinhos. – Rosalie afagou a sua enorme barriga juntamente com Emmett.

– Ainda não escolhes-te o nome-? – Edward interrogou. Sempre o chamavam de bebé.

– Já. Mas só revelamos quando ele nascer. – Emmett abriu um sorriso de covinhas.