Capitulo 37: Umas férias singulares para o anjo.
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Harry retorceu-se nervoso em seu lugar. Estavam em sua casa, com todos os habitantes desta sentados ao redor da mesa, com o novo hóspede no centro, junto a Santino. Marius brilhava por sua ausência, por alguma razão, ele disse que permaneceria em Hogwarts numa semana mais. A tensão era palpável, sobretudo ao olhar como Sirius e Louis se fulminavam com a mirada.
-Como vez, petit chat… este homem não é bem recebido nesta casa. Acho que é melhor que se vá.
Sirius apertou a mandíbula em enfado, mas não disse nada. Quando tinha acordado, o tal vampiro italiano estava suspeitamente para perto dele, mas não detectou nada mau vir do homem. Ambos se apresentaram e tiveram uma conversa curta, onde Santino lhe disse, explicitamente, que evitasse sair da habitação até que chegasse Harry, que foi por um período de quase numa semana. Ao chegar o menino, ele tinha saído para o saudar, mas Louis lhe impediu, lhe dizendo que não confiava nele, o que causou que tivessem uma discussão, que terminou nesta improvisada reunião entre todos os membros da casa.
-Mas eu lhe ofereci um lugar onde viver… - murmurou Harry.
-Você não tem a autoridade para fazer tal coisa. - murmurou friamente o Louis.
Harry mandou-lhe uma mirada de dano e rancor.
-Bom, bom… não desejo uma briga. - apaziguou Lestat. - Black tem provado ser inocente de tudo o que se lhe acusava, Louis e é normal que ele deseje estar junto a seu afilhado.
-Ele não é seu afilhado! - gritou Louis. - Deixou de ser no momento que o adotamos!
-Claro que o sou! - replicou Sirius. - Seus pais, James e Lily, nomearam-me seu padrinho quando nasceu!
-Sirius… tranquilo. - siseó Santino, acariciando uma mão do animago.
O animago não notou o gesto tão carinhoso e atrevido, estava demasiado ocupado em fulminar a Louis com a mirada. Nenhum dos dois notou a mirada desesperada em Harry. Ninguém, exceto a vó Maharet.
-Harry ofereceu-lhe um lugar onde viver, Lou. Ele é membro desta família e sua palavra tem valor, ainda que ele seja muito jovem. - falou tranquilamente a ruiva. - No entanto, o Senhor Black não pode ficar aqui só porque sim… - ante isso, lhe mandou uma mirada penetrante a Santino.
-Uh… bem… - tossiu o italiano. - Eu tenho estado pensando… que… bem… se Sirius deve se combinar com nós deve contribuir algo… buon (bom)… - olhou nervoso ao animago, pelo canto do olho. - Posso fazê-lo meu criado.
-Que?!
-Por suposto que não!
Ante os gritos ultrajados dos vampiros, Sirius pestanejou, confundido.
-Criado? - perguntou, girando para posar seus olhos azuis em Santino. Com os dias que esteve encerrado na habitação do vampiro, eles chegaram a ter certa classe de camaradaria.
-Sim, criado. - murmurou sentindo-se tímido. - Ser o criado de um Vampiro significa que será minha fonte de alimentação, a única.
-Oh…
-Mas isso não é o único, Black. - disse Lestat franzindo o cenho. - Ser o criado de um Vampiro une-te completamente a ele, isso significa que deverá cuidar nas comidas, te nutrir com vitaminas adicionais e, o principal, deverá apagar o desejo sexual que vem sempre, após uma alimentação.
Sirius estava demasiado velho e tinha vivido demasiado libertinagem antes de ser encarcerado, de modo que não se ruborizou ante as palavras de Lestat, só assentiu, pensativo.
-Mas não pode tomar uma decisão sem mais, Santino. - falou Louis, luzindo claramente molesto. - Para tomar um criado, precisa uma autorização dos membros do Conselho.
-Só preciso a autorização a mais de três membros e aqui há os suficientes para as ter. Maharet já me tem dado, de fato, ela me deu a ideia. - A ruiva só sorriu ante a mirada de traição de Louis. - Certamente Marius dará e bem… voi (vocês)…
-Antes de dar-te, temos que saber se o Senhor Black o deseja. - disse Daniel, quem tinha-se mantido calado até então. Esta não era sua luta, de modo que ele, Neville e Armand só estavam de espectadores.
Todos os olhos se posavam no prófugo de Azkaban, mas Sirius não lhes prestava atenção. Todo seu escrutínio estava dirigido ao vampiro sentado junto a ele. Enquanto os outros falavam, ele teve um tempo de processar toda esta nova informação dentro de sua cabeça e chegou à conclusão que, com tal de permanecer para perto de seu afilhado, ele podia fazer o sacrifício de ser o alimento e amante de Santino. Após tudo, o vampiro não estava nada mau. E sendo um prófugo temido, não acho que possa encontrar um amante tão rápido e disposto como ele, pensou com um sorriso mental satisfeita.
-Está bem… aceito.
Sirius piscou em Santino e o vampiro soltou todo o ar que estava a reter. Não era típico dele se sentir tão ansioso pela resposta de um mortal! No entanto, esta resposta era a que esperava, de modo que soltou o ar e fez caretas… muito incitantes.
-Perfeito! - exclamou Harry. - Com isto arranjado, acho que melhor me vou a…
-Um momento, jovenzinho! - masculló Louis. - Você e eu temos que falar de certa vassoura que um mortal imprudente se atreveu a te comprar…
Um suspiro geral se apoderou do comedor da Mansão dos Vampiros. Verdadeiro, tinham-lhe ganhado esta batalha a Louis, mas isso não significava que ele lhe ia a fazer fácil.
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Arthur Weasley suspirou enquanto abandonava o escritório do Departamento de Desportos e Jogos Mágicos. Ali ia-se sua última oportunidade de poder ter uma saída familiar. Já tinha perguntado em todos lados, mas a negativa de Bagman derrubava sua última esperança.
-Esse suspiro soou muito melancólico. - murmurou uma voz demasiado para perto de seu espaço pessoal.
Girou-se assustado, só para encontrar com uns olhos negros duros, mas que levavam um tinte afeiçado ao o olhar.
-Oh… Senhor Nott, não o tinha visto.
-Senhor Nott? - perguntou com uma voz divertida. - Têm passado demasiadas coisas entre nós como para que me trate com tanta formalidade, Arthur.
Um ligeiro tinte rosado apareceu nas bochechas do ruivo.
-Um… bom… então… Bom dia, Ethan.
-Bom dia a ti também, Arthur. - olhou a placa da porta do escritório. - Que te traz por aqui?
-Oh… - seus ombros voltaram a cair em decepção. - Estava a tratar de comprar algumas entradas para o Mundial de Quidditch. Queria ter uma saída familiar, porque as coisas não têm estado muito bem entre a família, ultimamente.
-Vejo… - assentiu seriamente, ao ver a dor passar pelos olhos azuis. - De algo me inteirei.
-Como…? - perguntou, surpreendido.
-Meu único filho vai a Hogwarts, Arthur. De fato, tem a mesma idade que o último de teus varões. Seu nome é Theodore e disse-me o dos gêmeos e Snape. Incrível, se deixa-me dar-te uma opinião.
Arthur suspirou.
-Claro… esquecia-me o rápido que viajam as notícias em Hogwarts.
-Disse-me que era um rumor, mas vendo sua atitude… o confirmo.
-Sim, é verdade. - fez uma careta. - Uma verdade que separou à família. Molly encerrou-se em si mesma, Bill e os gêmeos se foram a viver com Severus desde o Natal, Charlie segue em Romênia e Percy, não aguentando a tensão em casa, decidiu mudar a um apartamento. Só estão comigo Ron e Ginny, mas Ron não nos fala nem a mim nem a Molly e Ginny é a única que trata de se comportar normal.
-Vejo…
Sentindo-se valoroso, Ethan acariciou uma das mãos de Arthur. Notando o gesto de contenção, Arthur sorriu-lhe ao moreno.
-Por isso queria conseguir umas entradas, para poder levar a todos meus meninos e netos à final do Mundial… mas Ludo me disse que já não lhe ficam.
-Provavelmente uma mentira. - sibilou o moreno, mandando-lhe uma mirada enojada à porta. Arthur suspirou, olhando ao andar. - Não se preocupe, conseguirei as que precises.
-Deveras? - perguntou, levantando a cabeça em surpresa.
-Claro, só me diga quantas quer… oito ou nove…?
A pergunta era evidente para Arthur. Seus filhos e netos eram sete, com ele eram oito… mas nove com Molly. O ruivo sorriu-lhe de lado.
-Quisesse nove, faz favor. Desejo convidar a Severus também.
O sorriso no rosto de Ethan não podia ser mais Slytherin.
-Em seguida venho. - murmurou, antes de entrar ao escritório.
Arthur viu-o entrar e, quando desapareceu depois da porta, não pôde evitar gemer em consternação. Merlin Santo! Não posso achar que esteja coqueteando com meu ex namorado! Sou um homem casado…! Arthur passou um momento longo reprochando-se por sua atitude, mas não podia negar que lhe lisonjeava o coquete que acabava de ter com Ethan Nott.
-Aqui tens. - o repentino aparecimento de uns papéis em frente a si o assustou. Levantou seus olhos azuis, só para ver a mirada divertida nos olhos de seu ex. - Também me tomei o atrevimento de te alugar uma carpa que estará bem perto da minha.
-Eh… perto? - um rubor estendeu-se por todo seu rosto.
-Claro, tenho vindo aqui para comprar a minha e de meu filho, também.
-Oh… bem, obrigado então. - murmurou tomando as entradas em sua mão. - Quanto te devo?
-Ao todo, tudo seriam 100 galeões.
-Que?! Mas não é nem a metade!
-É a metade. - assegurou. - Usei minhas influências para comprar a um preço mais barato, não é que seja tacanho, mas se tenho influências, devo as usar para algo e faço questão de pagar a metade, o considera um presente de aniversário atrasado.
Arthur resmungou sua indignação, mas conhecia a Ethan desde que eram adolescentes e sabia que o Slytherin não ia ceder em isto.
-Bem… - murmurou relutante, sacando sua carteira para começar a contar os galeões que tinha poupado.
-Então ficamos em ver-nos no Mundial, de acordo? - comentou, não se incomodando em contar o dinheiro recebido. Sabia que Arthur era demasiado honesto como para lhe dar de menos (não que se importasse com esse fato também não) e demasiado obediente como para lhe dar a mais. - Esses boletos são para a Primeira Classe, ao igual que os meus, de modo que espero que se sente junto a mim, enquanto estamos lá. - agregou, sorrindo de lado.
Arthur recordava esse sorriso, era o mesmo sorriso que fazia que seus joelhos se convertessem em gelatina, em seus anos de colégio. Ao igual que agora! Maldição! Desconcertado por seus sentimentos que cria esquecidos, o ruivo murmurou um adeus e saiu quase correndo pelo corredor.
Parado em seu lugar, Ethan Nott sorriu malicioso. E pensar que a mesma Ada Maligna me está a dar a oportunidade que esperava desde que enviuvei. Naqueles tempos fui um tonto e conseguiste roubar-me, mas agora a tonta és tu e serei eu quem fique com ele, ao final. Saboreando sua próxima vitória, Ethan guardou suas entradas, como se se tratassem de um tesouro, e girou para procurar o escritório de Lucius Malfoy. Talvez já era hora de recobrar velhas amizades rompidas pela guerra.
(N/A: Awww… que satisfação escrever este casal. suspiro Por verdadeiro, a "Ada Maligna" é Molly, na mente de Nott. Jujuju… X3)
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Harry e Neville juntaram suas cabeças e olharam o final do árduo trabalho do moreno, no qual Neville tinha ajudado a terminar. Como estava castigado, Harry tinha ocupado todo seu tempo em tratar de terminar para este verão o feitiço. O Gryffindor tinha começado com tudo, mas sabendo que duas cabeças trabalhavam melhor que uma, decidiu meter a sua primo no projeto, sabendo que Neville ajudar-lhe-ia com o quebra-cabeças que representava este trabalho. Ademais, o castanho ver-se-ia beneficiado pelo também.
-Meu Chefe de Casa tinha razão. – arquejou Neville. - Assim funcionará!
-Você cries? - perguntou Harry. - É um feitiço complicado e não tem margem de erro, porque isso causaria uma catástrofe.
-Não tema, estou seguro que funcionará. - sorriu de lado.
-De acordo… vou por meu papi Lou.
-Vai prová-lo agora?!
-Por que não? - olhou pela janela. - Há um lindo sol lá fora.
Sentindo-se ansioso e vertiginoso, Harry correu pelos corredores da mansão, querendo encontrar a seu papai, agora que a adrenalina corria por suas veias. Ele sabia que esse era um ingrediente principal para o feitiço que estava a ponto de realizar. Pelo caminho, quase chocou com seu avô, que vinha com seu coelho branco em mãos, que não era outro que o animago, Rabastan Lestrange.
-Que te dissemos de correr nos corredores? - perguntou com reproche.
-Awww… estou a procurar a meu papi. - sorriu malicioso. - E você que…? Tem voltado a molestar ao pobre Rabastan que teve que se transformar em Longears para escapar de sua libido?
-Fedelho insolente! - gritou Marius, escandalizado.
Harry riu e seguiu seu caminho, escapando do cascudo que lhe quis dar seu avô. Ao longe escutou o riso de Lestrange, que seguro tinha adotado sua forma humana, para se rir do vampiro. Tinha sido uma surpresa para todos os da casa, ver chegar ao mais sério de todos os Vampiros com dois coelhos, um deles o colega de fuga de Sirius Black. E, ao igual que o outro animago, Rabastan teve que aceitar ser o criado de Marius, para poder ficar na casa e baixo a proteção dos Vampiros. Este Slytherin era mais tímido que Black e lhe via muito pouco em sua forma humana, já que preferia estar em sua forma de coelho, em frente a outras pessoas. Segundo Marius, Rabastan precisaria mais tempo para adaptar-se a sua nova vida e parcial liberdade, já que os Dementadores tinham-no afetado muito. Pese a tudo, Marius parecia feliz e tinha toda a paciência disponível para ajudar a Rabastan em seu caminho à cura.
-Papi Lou, ao fim encontro-te! - exclamou Harry, ao encontrar ao Vampiro na biblioteca. - Vêem! Desejo te mostrar algo! - agregou com efusivo, esticando uma das mãos do moreno.
Louis sorriu e seguiu a seu filho até umas das janelas que davam saída ao jardim formoso que tinham na mansão. As cortinas estavam corridas e Louis deteve-se assustado ao notar que seu filho não deixava do arrastar.
-Acho que aqui está bem. - murmurou. - Que deseja me mostrar?
-O sol, papai.
-Desculpa? - perguntou desconcertado, crendo ter escutado mau.
-O s-o-l.
-Mas…
-Ssshhh… - levou um dedo a seus lábios, seus olhos chispavam com felicidade. - Olha… - sem importar-lhe nada, Harry sacou sua varinha e começou a murmurar um encanto. Uma coruja com um sobre do Ministério chegou à casa, mas ele não lhe prestou atenção. Finalmente, depois de muitas murmurações, uma luz amarela rodeou ao vampiro, que se estremeceu ao sentir a frialdade apoderar de seu corpo. - Já está pronto. - deixou sair um suspiro cansado. - Vêem… vamos.
-Harry, não posso…
-Ssshhh… confia em mim.
Tomando ambas mãos do vampiro, se assegurando que tinha contato de pele. Harry arrastou a um aterrorizado Louis até o jardim. O sol do verão estava alto e ardente e Louis só levava uma camisa e uma calça levianos de algodão… mas o sol não o incinerou, nem sequer lastimou sua pele. Com lágrimas nos olhos e um nodo em seu peito, Pointe du Lac olhou a seu filho que tinha um sorriso que partia sua cara em duas. O sol banhava com seus raios a ambos dando uma estampa formosa, que Rabastan a pedido de Marius, desde sua janela, se assegurou em tomar com sua câmara fotográfica.
-Como…?
-Encontrei um livro interessante em Hogwarts em meu primeiro ano… sabia que serviria no momento que li o título: "Como criar os melhores escudos" e isso é o que é. Um escudo potente que te protege contra os raios do sol. Com muita investigação e ajuda do professor de Encantos, Neville e eu pudemos dar com o melhor. - fez caretas. - Como se sente?
-Frio. - afirmou. - Mas… mas isto… Pelos Deuses! - olhou ao céu e, comprovou que não era um sonho, o sol se erguia alto em cima de sua cabeça. Mais lágrimas rodaram de seus olhos.
-Sim bem, é frio, porque deve te proteger e… - resmungou.
-Não me importo o frio. - assegurou. - O importante é que posso ver isto… - murmurou, olhando como os raios do sol banhavam as flores do jardim e o pequeno estanque com peixes de cores. - Nunca vou poder deixar de te o agradecer, filho. - sorriu e inclinou sobre Harry e tentativa soltar-se para abraçá-lo.
-Não, papai! Não soltes minhas mãos! - gritou aterrorizado.
-Que? Por que?
-Uh… bem… não está do todo terminado. - suspirou apertando as mãos de seu papai com forças. - Não sabemos ainda como o jogar e o manter sem que tenha contato entre a pele do feitiçador e o que recebe o feitiço. - fez um beicinho vergonhoso. - Mas desejávamos presentear-lhes esta surpresa com tantas ânsias, que não pudemos esperar mais.
-Não importa, céu. - sorriu afeiçoado. Só soltou uma de suas mãos, para poder lhe dar um meio abraço a seu filho com a outra. Harry devolveu-lhe o abraço com forças, sentindo como seus esforços eram recompensados nesse gesto e com o beijo que se posou na tampa de sua cabeça. Seus próprios olhos se umedeceram ao sentir o agradecimento exsudar do corpo de seu querido papi Lou.
-Vêem, papai. Olha… o tio Louis já está lá fora.
Abrindo os olhos como pratos, Daniel deixou que Neville o arrastasse ao jardim, enquanto olhava como Louis estava parado baixo o sol… e não era uma pilha de cinzas.
-Linda amanhã, verdade Daniel? - caçoou Louis.
-Como…? - balbuciou o moreno de olhos violeta.
-Bem… pois…
-OH POR DEUS, LOUIS! QUE FAZES BAIXO… O SOL? - terminou Lestat, chegando junto a eles. Franziu o cenho e cruzou-se de braços, ao ver os sorrisos divertidos de seu filho e amante. - Que passa aqui?
-Magia, papai Lestat. - disse Harry, com um sorriso. - Magia…
. noite.:.
Harry retorceu-se em sua cama, enquanto seu sonho seguia seu caminho.
-Harry Potter será meu! - sibilou a voz de seu sonho. - Não me importo que agora esteja baixo o cuidado dessas criaturas! Que seja o filho adotado do famoso Lioncurt! Ninguém interporá em meu caminho, Wormtail!
O sonho seguiu e Harry pôde ver todo o que passava nessa casa desatrelada de Little Hangleton, até a morte do pobre muggle que resultou estar no lugar menos indicado à hora errada.
Harry acordou assustado, sentou-se em sua cama e girou para olhar para todos lados. Tranquilizou-se parcialmente ao notar que estava em sua habitação. Mas… Que tinha sido esse sonho? Fez uma careta de dor ao sentir as pulsadas vir de sua cicatriz. A que se devia esse dor? Que ele recordasse, as vezes que lhe doía a cicatriz era por sua conexão com Voldemort. Poderia ser…?
Algo apreensivo, desenredou as cobertas de suas pernas, prendeu a luz e decidiu que melhor ia à habitação de seus pais. Não se incomodou em golpear, seu papi Louis tinha a habilidade de escutar desde que saía de sua habitação, porque o que, ao entrar, já viu que Louis estava semi recostado na cama, prendendo a luz de seu lustre.
-Passa algo, petit chat?
-Minha cicatriz, papai… dói-me. - gemeu Harry, sentando na cama do vampiro.
Louis franziu o cenho e fez lugar a seu filho, para que se colasse a ele, levou uma de suas mãos à cicatriz de seu filho e teve que a apartar em seguida, assobiando de dor, porque ela lhe tinha queimado.
-Mmmhhh… Que passa? - murmurou o loiro, a meio dormido.
-Lestat… poderia trazer algo de gelo? A cicatriz de Harry esta ardendo.
Tinha tanta urgência e medo na voz de seu amante, que Lestat assentiu e caminhou a passo pressuroso à cozinha.
-Que passou, filho? - perguntou o mais velho. - Queimaste-te com algo…? - o esperava com todas suas forças que seja isso, mas a resposta de seu filho o deixou gelado.
-Não papai… tive um sonho com Wormtail e Voldemort… acho que era uma visão.
Na porta, Lestat deixou cair o gelo que trazia e compartilhou uma mirada surpreendida e assustada com seu companheiro. Recuperando-se, o loiro tomou o gelo e envolveu-o num pano de algodão, antes de posá-lo na testa de seu filho. Harry relaxou em seguida e procedeu a contá-los o que tinha sonhado a seus pais.
-Acham que deva escrever-lhe a Dumbledore?
-Isso decidiremos pela manhã, filho. - disse Louis, ainda consternado. - Agora quero que trate de voltar a dormir.
-Não acho que possa. - murmurou.
-Ajudaria se me acosto contigo e te canto uma canção como quando era um menino?
Um rubor desconcertado apareceu no rosto do adolescente, mas terminou assentindo. Total, ele precisava dormir e sabia que essa era uma boa forma de conciliar o sonho. A voz de seu papai era sedativa.
*Numa semana depois*
-Olha… - disse Lestat sorrindo e brandindo uns papéis em frente a seu filho.
-Que são? - perguntou Harry, franzindo o cenho e tomando os papéis.
-São entradas para a final do Mundial de Quidditch. O Senhor Weasley comentou-me que queria levar a seus filhos a partida e queria te convidar, mas eu declinei e, em lugar, lhe disse que compraria nossas próprias entradas, para que vamos seu papi, Neville, você e eu… ah… também comprei outra para sua amiga Hermione.
-Genial!
Lestat aceitou o abraço de seu filho. Entre Louis e ele, tinham chegado ao acordo de que tratariam no possível de distrair a seu filho do susto que lhe trouxe o famoso sonho.
-Mas antes do jogo, seu papi Lou e eu queremos te levar ao oculista. - seu filho levantou uma sobrancelha. - Achamos que já tens a idade suficiente como para te fazer essa operação que nos disse faz nuns anos. Não cries? Tem não ser que desejes seguir usando lentes.
-Mmmhhh… - Harry franziu o cenho. - A verdade que já estou acostumado a eles, mas estar sem lentes facilitaria muitas coisas, como o Quidditch.
-Se teu pai escutasse-te, não deixaria que te opere. Sabe que odeia que jogue esse…
-"…esse desporto tão perigoso". Sim, sim… sei. - fez uma careta. - Mas acho que sim, se desejo a operação e abandonar as lentes. Quando nos vamos?
-Esta mesma tarde temos turno. E, se o que diz o oculista é verdade, operarão manhã ou passado e só precisará numa semana para te recuperar, graças às poções que seu avô Marius conseguirá. Porque com o método muggle, seria como num mês.
-Perfeito! - exclamou. Hmph, agora só esse tonto de Hiiragizawa será o quatro olhos, pensou malicioso. No entanto, algo dentro do ele lhe disse que Eriol se via lindo com os óculos. Mas, como sabemos, Harry estava em negação, de modo que ignorou esse sentimento.
Efetivamente, a operação fez-se ao dia seguinte. Desnecessário dizer, toda a atenção de Louis se posou em seu filho, se esquecendo que tinha um amante que tinha necessidades físicas e sentimentais. Mas Lestat não se queixou, sabia que, estando cego, Harry precisava de seu pai.
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-Oh, Rabastan, é você. - com lágrimas nos olhos, o moreno de olhos celestes acercou-se a seu irmão maior e compartilharam um abraço feroz.
Khayman sorriu de lado e acercou-se a Marius, quem também olhava a cena com carinho.
-De modo que ele era o coelho, uh?
-Ele era. - assentiu.
O egípcio pôs os olhos em alvo.
-"Ele era"? - pediu, incrédulo. - Não me diga que não o suspeitou desde que o encontraste naquele corredor, o soube desde que Lestat me disse que o tomou como criado. - um sorriso pervertido formou-se num rosto. - É um velho zorro, sabe? Aproveitando do desespero de um prófugo para fazê-lo seu criado…
Marius girou-se para olhá-lo com indignação.
-Como se atreve?! - grunhiu. - Não me estou a aproveitar, lhe estou a fazer um favor. E, para que o saiba, seu querido amigo e ex parceiro de aventuras, tem feito o mesmo com Black.
-Vai… - agitou uma mão. - Nota-te na cara, Marius. Babas por esse garoto e já eu vou ter meu conversa com Santino. Ainda que, vinha-me vir, a cada vez que o via o notava pensativo e algo solitário, se não era um criado, estava seguro que ao menos se ia procurar um amante constante. No entanto, surpreende-me que tenha sido justo Sirius Black. - comentou.
-Tens toda a razão. - murmurou. - Tens averiguado algo do que te disse?
-Não. - grunhiu, com um cenho enojado. - Já tenho perguntado a todos meus contatos, mas ninguém sabe onde podem estar. O que sim confirmei é que o muggle que descreveu Harry em seu sonho foi, de fato, assassinado pelo Avada Kedavra, mas já não tinha rastros de Wormtail ou a coisa essa.
-Merda! - bufou. - A cada vez complicam-se mais as coisas. E agora esses insensatos vão levar a Harry ao Mundial de Quidditch, apesar que lhes disse que possa ser perigoso.
-Mas Harry precisava a distração, Marius. E pensa, Harry estará com Lestat e Louis e rodeado dos Weasley, que têm dois aurores entre eles, isso sem contar que Remus e Lucius me disseram que também estariam ali.
-Sim… bem… - suspirou, antes de voltar a prestar atenção aos irmãos.
-… sim… - disse Rodolphus, acariciando seu largo ventre. - É um menino, por suposto, sendo que usamos uma poção com o código genético de ambos, não pode ser de outro sexo, mas… - suspirou sonhador. - O que eu queria era um filho e não me importo com o sexo. - seus olhos brilhavam com emoção. - E vai conhecer a seu sobrinho dentro de duas semanas, quando menos.
-Wow… - foi todo o que pôde dizer o moreno. No entanto, uma mirada de tristeza de apoderou de seu rosto. - Tudo o que me perdi por não te escutar, irmão…
-Oh, Rabby… - murmurou, abraçando a seu irmão.
Quando ambos vampiros viram que seus casais estavam a ponto de sumir numa depressão, eles se acercaram e tomaram das mãos a seus respetivos amantes.
-Hey, hey… nada de se pôr tristes, de acordo? - pediu Khayman. - Pedi-lhe a Marius que trouxesse a seu irmão para te dar uma agradável surpresa, não má lembranças, meu amor.
Os irmãos suspiraram para acalmar-se e depois compartilharam um sorriso, antes de ser levados a um salinha, para compartilhar uma xícara de chá.
*Mansão Prince*
-Ao Mundial de Quidditch? Wow! Luziste-te avô! - exclamaram os gêmeos, olhando com os olhos brilhantes as quatro entradas que trouxe Arthur.
-Não tenho gosto pelo Quidditch. - disse Severus, com desprezo. - De modo que não acho que…
-Oh, vamos, professor! – gemeu Fred. - Nunca temos ido a um partido mundial de Quidditch!
-E esta é a final! - agregou George.
-Tenho dito que não me interessa… - sibilou.
Uma mirada de dor passou pelos olhos dos gêmeos e Severus não pôde evitar que uma ligeira pulsada de culpabilidade de apoderasse de seu coração.
-Não tem que ir se não o desejas, Severus. - apressou-se a dizer o Senhor Weasley. - Mas esta seria uma oportunidade de que toda a família se reúna, porque já é parte dela.
-Mamãe estará ali? - quis saber Bill.
-Não, meu filho. - assegurou, com pesar. - Nem sequer tentei, porque sabia que negaria se soubesse que desejo que vocês também vão…
Bill e os gêmeos adotaram similares miradas sombrias em seu rosto. Severus suspirou e massageou suas têmporas tratando que a dor de cabeça que ameaçava com ter, não se apoderasse dele. Tinha-lhe custado muito poder estar numa situação civil e tolerante com seus filhos recém encontrados e, poderia dizer, que estavam felizes em sua casa. Era por isso que não queria ver essas expressões em seus rostos.
-Bom, se é que tanto incomodam com o ditoso partido, acho que irei. - sibilou.
-Seguro…? - perguntou seu amante, olhando-o com incredulidade.
Severus só assentiu e fechou os olhos ao escutar os gritos exuberantes de seus filhos.
*Mansão dos Vampiros*
Duas semanas depois, com seu rosto sem óculos, Harry esperava ansioso a chegada de sua melhor amiga a sua casa. Hoje sairiam para a Toca e dali ao acampamento onde estariam até que começasse a partida.
-Hermione! Finalmente! - exclamou, quando viu que os Senhores Granger estacionavam seu carro na ampla entrada à Mansão.
-Chego justo a tempo, Harry. - disse ela, pondo os olhos em alvo ante o grito ansioso de seu melhor amigo.
-Sim, sim… vêem e põe suas coisas no carro de meu papai. Ele me disse que temos que ir à Toca para poder usar um Translador. - disse, enquanto seu papai Lestat falava com os Grangers e assegurava-lhe o bem-estar de sua filha.
Pela noite estiveram na casa conhecida como a Toca, a pedido de Harry, tinham chegado antes, para que seus pais pudessem ver como era uma casa mágica e para que se familiarizassem melhor com os outros irmãos de Ron. Agradecidamente, Molly tinha decidido ir visitar a uns parentes durante esse tempo, de modo que só o Senhor Weasley lhes fez de anfitrião, mas já todos os Weasleys, mais Severus Snape, estavam na casa.
-E só vocês dois criaram o feitiço? - perguntou Severus, suas sobrancelhas estavam tão levantadas que desapareciam depois de seu cabelo.
-Sim. - assentiu Harry, ferventemente. - Entende, professor? Acha que poderá utilizá-lo para levar a meu pai amanhã?
-Sim, entendo e poderei usá-lo. - assegurou. Depois olhou a Harry e a Neville, parecendo ter uma luta interna. Finalmente, suspirou. - Devo dizer que estou surpreendido de sua destreza para criar um feitiço tão complicado, parece que não é tão idiota como pensava, Lioncurt, ainda que parecesse que você põe em prática sua inteligência só quando tem as motivações necessárias. - cabeceou em direção de Louis, que se encontrava falando com Charlie.
Harry pestanejou.
-Isso foi um elogio, Senhor?
-Pode considerá-lo como um. - admitiu, relutante.
O moreno não sabia se sorrir ou beliscar-se para ver se não estava a sonhar.
-É brilhante, Harry! - exclamou Bill, sentando-se junto a seu amante. - Seu primo e você devem pensar seriamente em patentear esse feitiço como seu. Até pode chegar a ter algum prêmio e sair publicado em algum livro de Encantos.
-Um… já verei.
-E que sucedeu com sua carta do Ministério? - quis saber Ron.
-Nosso avô disse-nos que lhe ia escrever ao Ministro para lhe explicar. - fez uma careta. Nesse momento nenhum dos dois se lembrou da proibição de usar magia para os menores de idade fora de Hogwarts.
-Hmph! Não suporto a Percy! - queixou-se Fred, acercando-se ao pequeno grupo.
-Que têm de importante os cus das caldeiras? - seguiu o outro gêmeo.
-Ja! Têm sorte de ter vindo justo agora. - disse Ginny, com desdém. - Nós tivemos que os escutar desde que voltámos a casa. Está insuportável desde que conseguiu esse trabalho.
-Se segue incomodando, daremos de provar nossos novos caramelos, verdade Fred? - pediu o gêmeo, seus olhos negros brilhando com travessura.
-Você o disseste, meu irmão.
-Recordo-lhes… - disse Severus, com voz cansada. - que lhes emprestei meu laboratório para criassem seus "Sortilégios" com a condição de que não os provassem em nenhum membro da família.
-Awww…
-Mas então só temos que esperar, Gred. Quando Percy comece a falar a nosso pai do cu dos caldeiros, ele mesmo pedirá que lhe dêmos um de nossos caramelinhos.
Efetivamente, para o final da noite, Percy foi o objeto de prova dos caramelos longilinguos, criados por eles mesmos.
.:.À manhã seguinte.:.
-Seu professor vai utilizar o feitiço e a Aparecer-se comigo justo lá. - explicou Louis a Harry. - Seu pai ficará para ir com vocês, por se passa algo.
-Não nos vai passar nada, papi Lou. - pôs os olhos em alvo. - Se querem podem ir-se ambos com eles.
-Sentiria mais seguro se Lestat vai contigo e Neville, filho.
Desta vez, Harry não replicou. Desde o do sonho, seu papi parecia estar mais apreensivo que ele mesmo e não queria lhe dar mais motivos dos que se preocupar.
-Está bem, papai. - abraçou-o. - Quero-te. Vemo-nos dentro de umas horas.
Bem perto de ali, os gêmeos olharam com uma emoção estranha em seus olhos negros, idênticos aos de seu pai, a cena entre Harry e seu papai.
-Harry e seu papai estão muito unidos, eh?
Ao mesmo tempo, os gêmeos posaram suas miradas em Severus, que se encontrava lendo as notas que Harry e Neville lhe tinham entregado durante a noite, quando lhe explicaram como funcionava o feitiço. Um brilho nostálgico passou por eles.
-De acordo! Já está todo pronto! Partamos! - anunciou Arthur alegre, sacando aos gêmeos de seus pensamentos.
Quando chegaram ao descampado onde se encontrava o Translador, Lestat não faltou a olhada cúmplice que compartilharam seu filho e o tal garoto Cedric, quem os acompanhava, junto com seu pai Amos.
-Há algo que deva saber? - perguntou o loiro e inclinando a cabeça para Cedric, ajudando a seu filho a levantar-se, após que todos os adolescentes caíssem ao chão, pelas sacudidas que lhes deu o Translador.
-Bem… - seu filho se encolheu de ombros. - Ambos somos buscadores e amamos o Quidditch. - foi a única resposta que deu o adolescente.
Quando chegaram à zona onde estavam as carpas destinadas para eles, Harry pôde ver que Louis, Snape, Bill, Percy e Charlie já estavam ali, junto a um homem muito alto, de cabelo negro e misteriosos olhos escuros, que sorriu de lado ao os ver chegar. O homem tinha estado falando com Snape, que lhe mandava uma mirada suspeita. Atrás deles, Harry notou que estava outro aluno de Hogwarts, que reconheceu como um Slytherin de seu ano.
-Ao fim têm chegado. - disse o homem, nunca sacando seus olhos do Senhor Weasley, muito ao surpresa de todos. - Sou Ethan Nott. - apresentou-se a Lestat. - E este é meu filho Théo.
-Theodore, pai. - corrigiu o garoto, com voz cansada, assentindo ao grupo de ruivos.
-Um… chegaste cedo, Ethan. - disse Arthur, luzindo incômodo. - Este é o Ethan Nott que me conseguiu as entradas de Ludo Bagman… é um ex parceiro do colégio.
-Sou um Slytherin e fui o namorado de Arthur, em realidade. - disse Ethan ganhando-se miradas incrédulas dos filhos e netos do ruivo maior, isso sem contar as de Harry, Hermione e seu próprio filho.
Após essa estranha apresentação Lestat, Louis e Harry foram procurar-se sua loja, deixando aos ruivos e os Nott procurar as suas próprias. As três eram extremamente luxuosas e*Arthur soube, quando viu a sua, que o aluguel desta terá custado uma fortuna já que era praticamente uma pequena mansão, mas também sabia que Ethan lhe ia negar que lhe pagasse mais por ela.
Muito ao descontentamento de todos os menores, após se acomodar tiveram que ir em procura de água. Aproveitando esse momento, Louis e Lestat decidiram "estrear sua cama" bem como Severus e Bill.
-…Krum… - disse Ron, com voz sonhadora, enquanto olhava uma foto que comprou pelo caminho.
-Patético. - espetou Neville.
-Qual é seu problema? - grunhiu Ron, estreitando os olhos no Ravenclaw.
-Não vê seu cenho? Nota-se que é um antissocial.
-Tsk… você só lhe tens inveja porque ele é excelente em Quidditch, muito a diferença sua.
-Que tens dito…?
-Outra vez pelando a areinha? - disse uma voz cansada.
Neville e Ron fulminaram com a mirada a Theodore, quem encontrava-se com os braços cruzados junto a seu pai. Dito homem observava divertido como Arthur jogava com os fósforos. Tempo depois, todos decidiram comer juntos, sendo os Nott convidados também. O jantar viu-se levemente interrompida por Bagman.
-Nem sequer sonhem-no… - sibilou Severus, tomando a seus filhos pela cada braço. - São demasiados jovens para apostar.
-Awww… mas papai… - gemeu Fred.
-Não é uma aposta…
-É um investimento…
-Não, tenho dito. - grunhiu. - Se precisam dinheiro, eu tenho o suficiente como para lhe proporcionar.
-Mas não é o mesmo…
-Não insistam, rapazes. - disse Bill, sorrindo em seus filhos.
Depois disso, chegou o momento de ir ao estádio e não foi surpresa para ninguém encontrasse ali com a família Malfoy. Ainda que Camila e Derrick faltavam, seguro porque eram muito meninos como para estar num acontecimento tão ruidoso e cheio de gente como este.
-Harry! Estás aqui! - gritou Lucas e estava a ponto de saltar para o garoto, quando uma mão o deteve pela sobrepõe de sua túnica.
-Nem ocorra-se-te. - sibilou seu pai, com voz ameaçante. - O Ministro e muitos de meus colegas de trabalho estão aqui e não permitirei que faça o ridículo.
-Awww…
-Lukitas, com um saúdo normal basta, filho. - disse Remus, acariciando a cabeça de seu filho.
Lucas Malfoy pôs má cara, grunhiu um saúdo a Harry e seus acompanhantes e foi a enfurnar-se junto a Draco, enquanto seus pais trocavam saudos com o Ministro.
-Posso ajudá-lo se precisa-o, Senhor Fudge. Quando estava grávido de minha pequena tive muito tempo livre e me aborrecia, de modo que tomei cursos de idiomas.
-Oh, Senhor Lupin-Malfoy! - exclamou Cornelius, olhando a Remus como se fosse um anjo caído da terra. - Você sempre ajudando! Já dizia eu que Lucius fez uma excelente eleição ao escolher como marido.
Isso era uma mentira, porque Fudge foi uns dos primeiros que puseram o grito no céu após seu enlace, mas após umas ameaças bem postas por Lucius, Fudge se aplacou. Com os anos, o Ministro aceitou ajuda de Remus em muitas ocasiões e isso fez mudar muitas das preconcepções na contramão dos homens-lobo que o homem tinha. A mais está dizer que isso ajudou nas leis para os licantropos e tinha muitos com esta maldição que estar-lhe-iam eternamente agradecidos a Remus John Lupin-Malfoy.
-A ver… 365… sim aqui é.
Harry deixou de prestar atenção à conversa dos Malfoy e Weasley com o Ministro, para girar à pessoa que se sentava junto a ele. Seus olhos abriram-se como pratos e depois os estreitou, franzindo os lábios.
-Hiiragizawa. - grunhiu.
-Boa noite, Lioncurt-san. Não esperava te ver aqui. - sorriu, ignorando a mirada fulminante do moreno.
-Oh, Eriol! Tem vindo só? - perguntou Hermione, ao vê-lo.
-Sim… a Nakuru presentearam-lhe uma entrada em seu trabalho, mas como ela não quis vir, a tomei eu… para que não se desperdiçara. - declarou, enquanto sentava-se junto a Harry.
-Genial. - murmurou Harry, sarcasticamente. No entanto, não pôde deixar de sentir uma especial cocegas na pele de seu braço, onde roçava com o de Eriol.
Continuará…
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Nota tradutor:
Mas esse Harry de Lincurt é foda meu...
Espero que vocês gostem do capitulo
Vejo vocês nos próximos capítulos
Ate breve
Fui…
