Disclaimer: Harry Potter e todos as pessoas mágicas, lugares, coisas, animal neste Fanfic pertencem a JK Rowling. Apenas Audrey e seus Parentes são meus ... Eu só não consigo imaginar eu pertenço tudo isso.

Um muito obrigada para a Renata e a Audrey1947 que comentaram a minha Fic e para a Dani asmar potter e à Risia Mello que recentemente me favoritou... Vocês moram no meu coração, assim como os meus outros leitores! Amo vocês!

Mas... pessoal... for favor dos meus peixinhos... comentem senão eu não sei se vocês estão gostando ou não...

24 de dezembro de 1971 – Natal na Casa dos Taylor I

Jean acordou e correu afobada para o quarto de Severo e Audrey. Sua irmã já havia acordado e estava na sala assistindo Pica Pau e dando risada, seu irmão estava dormindo pacificamente. Ela pulou na cama dele e gritou:

– Severo! Sev! Acorda! – Jean.

– AAAAAAAI! Mmmmmmf... – gemeu Severo, virando para o outro lado.

– Vamos! É véspera de Natal!

– Meninos, vamos tomar café da manhã! – disse Victoria. – Sev, você tá bem?

– Ahn, tô sim... eu tô com sono...

– Sono? Você foi dormir mais cedo que a gente? Desculpa Severo...

Severo espreguiçou–se, coçou a cabeça e disse:

– Tudo bem... agora eu vou me vestir...

Jean sentou–se na cama. Assustado, seu irmão disse:

– O que você ainda tá fazendo aqui?

– Te esperando trocar de roupa...

– Cai... fora...

Jean saiu do quarto. O menino escutou–a dizer:

– Nada a ver eu ficar no quarto...

Severo tomou banho e desceu as escadas. Victoria foi ao encontro dele e falou sorridente:

– Vem Sev, vamos comer, a Jean e o Richard vão fazer compras...

O menino reparou que a sua irmã estava muito empolgada. Jean disse:

– Ei Sev, eu vou jogar tênis e vou comprar minhas coisas, você quer ir junto?

Severo imaginou a cena: a menina atirando os sapatos para outra pessoa pegar. Com nenhuma empolgação, ele respondeu:

– Jogar... tênis... que... legal...

Audrey se aproximou deles e disse:

– Ai cabeção, não é o que você tá pensando... Tênis é um esporte que joga sozinho ou com outra pessoa. Você tem que rebater uma bola para a quadra adversária até que seu oponente não consiga rebatê-la de volta. Pra isso a Jean tem que ter uma bola, uma raquete e uma roupa ridícula. Mas papai, tênis é coisa de homem...

– Filha, vamos parar com esse preconceito ridículo! Tem mulher que é famosa no tênis...

– Ah é, e como você conseguiu as aulas para ela?

– Ela vai ter essas aulas porque eu convenci o dono do clube que é muito amigo meu...

– Você quer ir com a gente Sev? – perguntou Richard enquanto Jean balançava a cabeça afirmativamente.

– Sim... obrigado...

– Tá bom agora comam o café da manhã em paz... – disse a mãe deles. – E voltem para o almoço!

Na loja de artigos esportivos, Jean estava muito feliz. Ela escolheu sua roupa e seu equipamento para começar a aulas. Severo ficou feliz pela irmã e sorriu para ela. Ela disse:

– Você quer praticar tênis também?

– Não... eu e a Audrey vamos voltar para a escola, lembra–se?

– Ah é... desculpe...

Os dois encontraram um moço ruivo segurando uma criança que aparentava ter um ano. Ele chegou perto de Severo e cumprimentou–o:

– Oi! Você não deve se lembrar de mim... meu nome é Arthur Weasley e esse é meu filho Bill... dá oizinho pro menino, Bil...

O bebê balançou a mãozinha para Severo. Richard aproximou–se dele e perguntou furiosamente:

– Você é o rapaz que tava no julgamento... quanto aquele monstro deu para vocês para colocá–lós no bolso?

Arthur respondeu assustado:

– O que?

– Isso mesmo! O pai biológico dele o maltrata e todos sabem disso! Como vocês puderam inocentar eles?

Arthur olhou tristemente para o filhinho e disse:

– Olha, como pai eu sinto que havia alguma coisa errada naquela casa... mas eu não pude fazer nada, no Ministério da Magia eu não sou muito respeitado... minha família é conhecida como traidora de sangue... desculpe...

– Depois é a gente que é preconceituoso... – disse Richard estendendo as mãos para Bill que contente foi para o colo dele. Arthur disse:

– Ele gostou de você... que gracinha...

Depois de pensar um pouco o ruivo falou:

– Eu trabalho no departamento de Controle do Mau Uso de Artefatos Trouxas. Como vocês são mal vistos pelos bruxos, meu cargo não é respeitado e mal remunerado.

O moreno reparou que as roupinhas do bebê estavam rotas. Ele perguntou para Arthur:

– Olha... a minha esposa estava grávida da Jean e a gente pensou que ela fosse um menino... compramos muitas roupinhas para meninos, mas ela nasceu menina... depois veio a Audrey... – ele escreveu um endereço num pedacinho de papel. – Pegue... é o endereço da minha casa... passa lá para pegar. – Ele abraçou beijou o Severo na testa. – Agora nós temos o nosso menino...

– Muito obrigado! Vou passar na sua casa sim!

– Ah... se a gente não estiver em casa, pode falar com a minha esposa... ela vai entender...

– Vamos Bill...

Arthur pegou o filho no colo e saiu. Depois de um tempo Severo perguntou ao pai:

– Vocês guardaram as roupinhas esse tempo todo?

– Sim... – ele abraçou o filho. – Agora nós temos você e não precisamos mais delas... assim dá mais espaço pra as suas roupas no guarda–roupa...

Jean continuou a escolher suas coisas. Depois que a menina acabou de fazer as compras, Richard foi pagar as coisas de Jean. Severo viu o pai tirar as notas da carteira e ficou curioso. Quando chegaram ao carro o menino perguntou:

– Esse é o dinheiro de vocês?

– Sim... Esse dinheiro se chama Libra Esterlina... – ele tirou uma nota verde com uma mulher com uma coroa. – Ah... isso é uma nota de 5 libras... pode ficar com ela...

Severo ficou um tempo olhando para a nota, guardou–a no bolso da calça e disse:

– Obrigado senhor...

Richard e seus filhos chegaram em casa e foram recebidos pela esposa que estava radiante. Ela abraçou o marido e disse:

– Querido, passou aqui um moço com um bebezinho lindo falando que você deu as roupinhas de bebê para ele... eu dei para ele as de menino e as que eram das meninas também... eu também convidei–o para vir aqui com sua esposa... – ela disse com ternura. – eles têm um bebezinho recém nascido ruivinho igual ao outro...

– Ah que lindinho! Você tá chateada comigo querida?

– Não... agora o guarda–roupas do Sev tem mais espaço...

– Olha senhora Taylor o que o senhor Taylor deu para mim. – disse Severo mostrando o dinheiro para ela.

– VOCÊ DE SÓ ISSO PRA ELE! PÃO–DURO!

– Como diz a Audrey... – falou Severo baixinho para Jean. – Isso é normal? Isso é rivoltz?

– É rivoltz da mamãe pro papai... Ela quis dizer que o papai não dá nada para ninguém... – disse Jean.

– Ela tem razão, filho. De agora em diante você vai ganhar uma mesada igual as meninas...

– Não... precisa... obrigado...

– Vocês não têm mesada no mundo bruxo?

– Temos... mas ele não é o meu pai...

– Severo! – Richard abraçou o menino. – Não posso ser o seu pai biológico, mas eu te amo como se fosse...

Richard pegou a carteira e deu a mesada do Severo e da Audrey. Audrey colocou o dinheiro na sua carteira e Jean estendeu a mão. Seu pai bateu de leve na sua mão e disse:

– Espertinha!

– Mas... – disse Severo. – O senhor deu para mim e não deu para a Jean...

– Eu dei pra ela semana passada... de agora em diante você vai ganhar essa mesada a cada quinze dias... mas do mesmo jeito que eu faço com a Jean se você gastar tudo antes do tempo eu não vou te dar mais...

– Tudo bem...

– Severo, na boa, ele faz isso com a gente também... – disse Jean. – Eu saí com um amigo, gastei meu dinheiro e agora eu tenho que esperar a semana que vem.

Richard foi ao seu quarto, voltou com carteira pequena, deu a Severo e falou:

– Aqui está. É uma carteira, pra gente colocar dinheiro e os documentos. Eu ganhei de um delegado por eu ter cuidado do filho dele, mas ela é pequena demais para mim... pode ficar com ela...

Severo colocou o dinheiro na carteira e disse:

– Obrigado senhor...

Depois do almoço Audrey olhou para os irmão e disse:

– Tive uma ideia! Vamos dar um cartão de Natal para a Lily...

– Quem é Lily?

– A nossa amiguinha da escola...

– Boa! Vem Sev!

Jean pegou um cartão de Natal na escrivaninha e Audrey escreveu nele:

Neste Natal o nosso maior desejo é que os nossos corações estejam plenos de esperança e que as nossas almas nos movam sempre em direção ao bem comum.

Que o amor nos ilumine e que cada gesto, cada uma das nossas palavras tenham o dom de nos trazer paz e felicidade.

Que o Natal nos inspire na busca da harmonia e da paz. Que este espírito prevaleça sobre o mal e nos ajude a promover a concordância e a aceitação entre todos os seres humanos.

Desejo-te um Natal muito feliz, e sei que este meu desejo, esta minha proposta, será muito bem acolhida pelo generoso coração que tens.

São os votos de Audrey, Severo e Jean.

Audrey abriu a janela e chamou sua coruja.

– Melaine! Vai Melaine, leva essa carta para a Lily... e volta logo sua biscate, a gente vai pra casa da vovó!

– Pra que tratar a bichinha assim, Audrey? – perguntou Jean. – Se ela achou vocês depois que vocês fugiram da casa dos Snape, ela é bem esperta...

– Ela gosta...

– Vamos treinar um pouco com a minha raquete e as minhas bolinhas?

– Vão vocês... – disse Severo. – Eu vou ler um pouco...

– Credo Sev, custa brincar um pouquinho com a sua irmã?

– Tá bom, vamos...

Os três foram para o quintal. Audrey executou o feitiço geminio na raquete de Jean para que eles pudessem ter duas. Jean ensinou Severo a rebater a bola com a raquete e ele estava gostando da brincadeira. Ele falou:

– Essa coisa é meio pesada, mas a brincadeira é legal...

– Ah é? – falou Audrey pegando a raquete de Jean. – Então é a minha vês...

A menina jogos a bola para cima, rebateu e acertou... bem no Severo.

– Aaaaaaai! – gritou o menino encolhendo–se de dor. – Sangue–ruim!

Os pais deles foram correndo para fora e encontraram as meninas em volta de Severo, que chorava de dor.

– Papai... – falou Jean assustada. – A Audrey quebrou os ovinhos do Severo...

Richard aproximou–se de Severo e gritou:

– AUDREY, CÊ TÁ LÔCA! Sev, deixa o pai ver o que aconteceu.

– NÃO! – disse o menino levantando–se. – Já estou melhor...

– Filho, você tá com dor, deixa eu ver...

Preocupado, Richard pegou o menino no colo e levou–o para o quarto dele. Ele tirou as calças e a cueca do menino e ficou espantado com o que viu:

– Severo, o que significa isso?

Os testículos do menino estavam inchados e sua cueca estava manchada com uma secreção amarelada.

– Nã... não é nada senhor, me deixa em paz...

Severo tentou sair do quarto, mas seu pai o segurou. O menino começou a tremer de medo.

– Filho, pare de agir como se eu fosse bater em você... eu só quero o seu bem...

– Eu to bem, me deixa em paz... por favor...

Richard perguntou ao menino:

– Por que você não contou pra gente que tá com alguma coisa? Por favor... fala pra mim o que você tá sentindo... você quer que eu chame a sua mãe?

– NÃO! – gritou Severo.

Severo ficou pálido. O que o pai de Audrey ia fazer com ele? e justo na véspera do natal?

O homem começou a examinar seu filho que tremia de medo e começou a fazer perguntas:

– Você tá com secreção no pênis. Há quanto tempo você tá com isso?

Severo sentiu as lágrimas saírem de seus olhos. Ele disse:

– Desde setembro, eu acho...

"Um mês depois do dia que meu pai abusou de mim em Hogwarts..."

– Você sente dor ao fazer xixi?

– Um pouco – respondeu Severo baixinho.

"Parece que eu to mijando lâmina de barbear..." – pensou o menino.

Richard apalpou os testículos do menino, que se encolheu. Ele perguntou:

– Dói quando eu faço isso?

– Um pouco...

– Severo, isso pode não ser nada, mas pode ser algo sério... você precisa perder esse medo que você tem por mim e me pedir ajuda...

O homem foi ao banheiro, pegou a caixa de remédios e voltou com uma pomada. Ele gritou:

– Audrey! Vem cá fazendo favor...

– Essa pomada se chama Voltaren... – disse ele espalhando a pomada no pênis e nos testículos do menino. – É para a pancada...

Richard foi ao banheiro e lavou as mãos. Audrey chegou ao quarto do pai e perguntou:

– Que é?

– Linguagem menina! Vai pegar uma cueca limpa e um copo de água pa...

Audrey conjurou a cueca e o copo de água. O pai foi à caixa de remédio, pegou um Tylenol, levantou o menino e disse:

– Toma. É para a dor. Vai dar um pouco de sono... filha, pega...

Accio cobertor!

Richard vestiu a cueca no menino, cobriu–o e disse:

– Durma um pouco. Enquanto isso vou ligar para um amigo meu...

O homem deitou a cabeça do filho no colo, pegou o telefone e ligou para Simon Walker, seu colega. Simon era urologista e amigo de infância de Richard.

Ligação on: –

– Simon?

– Richard, meu amigo, o que foi?

– Meu filho... ele levou uma pancada nos testículos. Quando eu fui examinar eu descobri que ele tá com uma secreção no pênis ele também reclamou que tá com dor ao fazer xixi... tem como você examiná ele?

– Leva ele amanhã no hospital umas dez para as sete... eu examino ele antes dos pacientes...

– A mãe dele pode ficar com ele?

– Mas é claro... mande lembranças para a Victoria...

– Mando sim... um abraço!

– Outro! Tchau!

– Tchau!

Ligação off –

– Sev, amanhã você vai acordar comigo e vai para o hospital fazer uns exames... – disse Richard. – você é meu filho, precisa confiar mais em mim...

– Sim senhor...

– Sev eu vou descer... – falou Audrey. – Desculpa...

– Tudo bem...

Richard ficou fazendo carinho na cabeça do menino até ele dormir.

O Pica-Pau foi criado em 1940 pelo artista de storyboard Walt Lantz. Seus desenhos formam transmitidos na televisão pela primeira vez em 1957, no programa The Woody Woodpecker Show, que mostrava novas sequências animadas do Pica-Pau interagindo com as filmagens em live–action de Walter Lantz, como se uma pessoa e um desenho animado estivessem apresentando o programa juntos.