Não tem jeito, eu não consigo fazer vocês esperarem muito tempo por uma atualização. Já sei que vocês estão amando essa nova fase da história, então DIVIRTAM-SE!
Youtube
O dia havia sido esgotante. Nemo buscava a atenção da que havia se convertido em sua nova companheira. O pequena do lugar, havia se acostumado a sair todos os dias com Shane, mas naquela manhã a garota não estava disponível.
Rachel ocupou o lugar dela e após madrugar como todos os dias, vestiu a roupa esportiva e decidiu sair para passear pelo bairro, dando ao pequeno Nemo seu passei matutino. Teriam apenas um par de horas livres aquela manhã. Tinha um evento especial aquela noite e devia se preparar com antecedência. Era o pior que levava da sua popularidade. Ter que ocupar todo o dia com maquiagem, cabeleireiro, estilistas e etc... só para uma simples entrevista de 20 minutos.
Por sorte, aquela entrevista lhe fazia especial ilusão. Ellen DeGeneres tinha convidado ela para sue programa e a ideia a fascinou, alem de que iria sozinha, sem nenhum companheiro da série, o que lhe dava a oportunidade de relaxar um pouco mais e ser mais natural.
Um novo e-mail aparecia em sua caixa de entrada. Comprova seu correio eletrônico tinha se convertido em uma rotina diária enquanto tomava café da manhã. Era da Brittany.
"Rachel, necessito sua ajuda mas em silencio, não pode dizer nada desse e-mail ou aparecerei em sua casa de noite com um aspirador e uma tarântula, não me pergunte o que te farei porque não vai querer saber. Continuando, o que está escrito aqui é só para você e ninguém mais deve saber.
Sei que a Santana está me preparando algo especial para meu aniversário, pensa que eu não sei o que é, mas eu sei sim... o certo é que eu também quero surpreendê-la, mas daqui, com ela ao meu lado vai me custar fazer o que quero fazer.
Aqui em anexo te passo o endereço de um lugar que quero que vá. É aí em LA e já sabem o que pretendo. Eu deixei tudo arrumado quando estive aí. Santana ainda acha que passei toda a tarde no zoológico. O único que necessito que faça é que vá amanhã ou ligue pedindo um encontro. Diga que é minha assistente pessoal (sim, eu sei, teria que te pagar, mas você tem mais dinheiro que eu), eles te explicarão absolutamente tudo.
Eu não posso fazer daqui, porque esse e-mail vai se auto destruir em uns segundos depois da minha despedida.
Então Rachel, me despeço.
Um beijo.
3
2
1
Booooooommmm
PS: Shhhhh...silencio!"
Rachel voltava a ler aquele e-mail da loira e tratava de compreender. Não sabia se tratava de uma brincadeira ou era verdade o que pedia que ela fizesse. Comprovou que o endereço que haviam mandado realmente existia e aceitou a proposta sem dar muita importância. Afinal era Britt, não poderia ser nada ruim ou perigoso.
Quinn se deixava cair no sofá. Havia passado 8 dias desde que chegou em Columbia e colocaram ela naquela clínica especializada. Oito dias completamente isolada, só com a visita de sua mãe e Cathy e rodeada de médicos que lhe fazia testes constantemente e perguntas, milhares de perguntas que não conseguia compreender.
Sente que a vista fica embaçada quando tenta se lembrar? Nota pressão em seu cérebro? Pode contar até o número cem? Escuta alguma voz sem conhecer a procedência?
Estava cansada, esgotada. Aquilo não foi uma boa ideia. Quando saiu do hospital em LA, estava de bom humor, disposta a se adaptar ao mundo enquanto não recordasse nada, convencida de poder se curar e sobretudo animada... estava contente de ir descobrindo que sua vida era interessante, que tinha pessoas ao seu redor que valiam a pena e isso era mais que suficiente para continuar vivendo.
Mas aqueles testes absurdos que não deixavam nada em claro, estava afundando ela. Seu humor mudou radicalmente, se sentia confusa, aturdida e apenada por não poder avançar, por não recordar nada do que supunha que já devia recordar. Para terminar, aqueles médicos mais do que ajudar estavam atrapalhando. Ninguém lhe dava opções nem esperança real de voltar a recuperar a memória.
Por fim havia terminado aquele calvário, ainda tinha que permanecer vários dias em Columbia, mas pelo menos já estava na casa de sua mãe. Tranquila e relaxada, se esvaindo de todos aqueles aparelhos que havia estado conectada para ver a função de seu cérebro. Mais do que buscar uma solução, sentia que estavam investigando com ela.
Para finalizar, não pode falar com nenhuma de suas amigas. Estar presa a manteve completamente incomunicável. Sabia que sua mãe e Rachel haviam conversado diariamente e ela se encarregava de transmitir para as demais como iam acontecendo as coisas, mas ela não interessava que suas amigas soubessem única e exclusivamente qual era seu estado de saúde, queria falar com elas, voltar a sentir esse carinho que todas haviam lhe transmitido e seguir com suas averiguações pessoais.
Rachel chegava nos estúdios aonde emitiam o show de Ellen. Um carro oficial tinha levado ela após intermináveis sessões de estética. Tão pouco havia utilizado toda sua artilharia.
A morena optou por um modelo de blusa e calça, um pouco mais cômoda mas elegante e moderna. Aquela entrevista ia ser tudo, menos séria e não queria destacar como alguém artificial.
Q: "Mamãe, disse que prefiro ficar aqui, não quero sair..."
J: "Bom, está bem filha, então jantamos em casa."
Q: "Não... já disse que não quero ir, mas você pode sair com Cathy."
J: "Não vou te deixar sozinha Quinn, além do mais não tem motivo para sair hoje."
Q: "Vamos, Cathy conseguiu a reserva para esse restaurante tão especial, não pode fazer isso com ela."
J: "Filha, vai ter outra oportunidade."
Q: "Mamãe." – ficou séria. "chega, não tem que ocultar mais, sei que Cathy é sua parceira e não me importa, não me causa nenhum trauma nem nada do tipo."
A palidez inundou o rosto de Judy. Levava todo o dia discutindo com sua filha. Cathy tinha convidado elas para jantar, mas Quinn não aceitava o convite, alegando que necessitava relaxar, descansar e dormir. Judy jamais esperou aquele comentário. Estava convencida de que havia camuflado bem sua relação com a neurocirurgiã, mas Quinn foi consciente em todo o momento de sua situação sentimental.
J: "Filha, eu..." – tentava explicar.
Q: "Não tem que me dizer nada mamãe, eu soube no hospital... Cathy te olha de uma forma muito especial e você também para ela, era evidente que é algo mais que amizade, além do mais... aonde está o papai? Te perguntei uma vez e me disse que trabalhando, mas não tirou um só minuto para vir me ver, isso me fez intuir que aconteceu algo entre nós e ele, por isso não voltei a te perguntar."
J: "Não... não posso acreditar que tenha tirado todas essas conclusões."
Q: "Mamãe, estou doente, mas não sou estúpida." – sorriu enquanto se aproximava de uma petrificada Judy. "vamos, coloque a jaqueta e vá passar bem com Cathy, já é hora e ela também merece que lhe dê um pouco de atenção." – acariciou os ombros da sua mãe.
J: "Não quero te deixar sozinha." – respondeu um pouco emocionada.
Q: "Mamãe, estou bem, vou ver um pouco de televisão, jantarei esses sanduiches que preparamos e me deitar, não vou fazer nada perigoso... a não ser que tenha colocado picles no sanduíche, nesse caso é provável que eu destrua o mundo com minha fúria." – brincava.
J: "Está bem filha, mas que conte que eu faço isso porque está me pedindo."
Quinn sorria, havia conseguido convencê-la e por fim ia ter uma noite, ou parte, para ela mesma.
A mulher se arrumou rapidamente enquanto Quinn já preparava seu jantar em frente a televisão.
J: "Quinn, estive pensando em te deixar o celular, se necessitar de algo é só ligar para a Cathy, ok?" – disse pegando sua bolsa e entregando o aparelho.
Q: "Ok... por falar nisso, a Shane não te ligou?"
J: "Não, a única que converso é Rachel."
Q: "Está bem." – respondeu um pouco desiludida.
A loira esperava a ligação de sua vizinha com impaciência. Ter encontrado seu celular, 8 dias antes, na mesa de cabeceira de sua cama a encheu de curiosidade até que descobriu que tinha que introduzir o código pin para poder ligá-lo.
Como era obvio, tinha se esquecido por completo aquela cifra. Na manhã seguinte esteve horas buscando alguma pista, algo em sua bolsa que a fizesse recordar qual era o código, mas foi impossível. Também descobriu que seu computador também necessitava uma senha que não recordava.
Shane foi na casa aquela manhã para se despedir da loira e foi ela quem encontrou uma solução para ambos códigos. Conhecia um técnico em informática, perfeitamente treinado para aquelas complicadas tarefas e se ofereceu para levar ambos aparelhos e que ele tratasse de desbloquear as senhas.
Ainda não tinha recebido resposta alguma se havia conseguido ou não.
Conseguiu convencer Judy para que fosse naquele jantar com Cathy. Por fim ia estar sozinha e o mais importante, tinha o telefone para ligar para alguma de suas amigas, principalmente para sua 'interessante' amiga.
Rachel esperava no camarim. O nervosismo começava a se apoderar dela. O show havia começado mas não era a única artista convidada essa noite. Sofia Vergara já aparecia no palco junto a Ellen.
O som de seu celular começou a tocar dentro de sua bolsa. Não se surpreendeu ao descobrir o nome de Judy na tela. Desde que se foram para Columbia se ligavam diariamente.
R: "Oi Judy." – disse enquanto observava a pequena tela da televisão que adornava o lugar.
Q: "Hum... não lembro de me chamar Judy." – brincou a loira.
Rachel se surpreendeu ao escutar a voz e rapidamente comprovou a tela, se certificando de que correspondia ao telefone da mulher.
R: "Quinn?" – balbuciou.
Q: "Sim, esse sim eu acho que é meu nome."
R: "Quinn... o que faz me ligando?"
Q: "Nossa, pensei que poderia te fazer um pouco de ilusão."
R: "Não... digo sim, claro que me faz ilusão, mas não está na clinica?"
Q: "Não, não estou." – respondeu diante a voz tremula de sua amiga. "já me deixaram sair, foi uma completa chatice Rachel."
R: "E como está? Por que sua mãe não me disse nada? Quando volta?"
Q: "Ei, ei... para." – sorria. "uma pergunta de cada vez..."
R: "Sinto muito... é que não esperava."
Q: "Vejamos, estou bem, os médicos não tiraram nenhuma conclusão então eu continuo igual. Minha mãe não pode te dizer nada porque saí há umas horas e volto dentro de uns dias, ainda tem que solucionar algo de tratamento ou não sei o que."
R: "Bom... me alegro então."
Q: "Se alegra? De que? Não quer me ver ou quer que eu continue sem me lembrar?"
R: "Não, não quis dizer isso Quinn, não... de verdade..."
Q: "Rachel, relaxa, estava brincando..."
R: "Afff... sinto muito Quinn mas é que me pegou completamente surpreendida e..."
Q: "Bom, então fique tranquila, se sente e me conte, como está?"
R: "Oh... na realidade não posso falar agora."
Q: "Ah... nossa, te peguei em um mal momento." – se desiludiu.
R: "Estou no camarim de um estúdio de televisão, em dez minutos a Ellen DeGeneres vai me entrevistar." – disse com ilusão.
Q: "Ellen... DeGe...ne...res... eu conheço ela?"
R: "Hummm... a conhecia, é uma apresentadora, tem um show muito divertido na NBC."
Q: "Nossa... e está muito nervosa?"
R: "Estava... mas alguém me fez relaxar."
Q: "Ah... alguma massagem para a artista convidada? Alguma bebida?" – brincava.
R: "Não, foi suficiente com uma ligação... de Ohio."
Quinn permaneceu em silencio ao ouvir aquelas palavras e não pode evitar esboçar um enorme sorriso.
R: "Vai me ver?"
Q: "Posso?"
R: "Claro... já te disse que entro em dez, bom, já e menos minutos no programa."
Q: "É ao vivo?"
R: "Claro."
Q: "Bom, minha noite começa a ficar interessante."
R: "SE não se apressar e colocar no canal, vai perder a minha entrada triunfal."
Quinn buscou rapidamente o controle da televisão e buscou o canal.
Q: "Ellen é a loira ou a morena?"
R: "Loira, a morena é a Sofia Vergara." – respondeu explicando quem estava na tela nesse mesmo instante.
Q: "Ahhh... eu gosto."
R: "Da Ellen?"
Q: "Sofia... é atriz? É muito divertida pelo que vejo..."
R: "Sim, não sei como vou fazer para que as pessoas riam comigo depois de terem visto ela."
Q: "Pois conte a anedota do bebê que vomitou em você." – deixou escapar um leve riso.
R: "Isso não foi divertido."
Q: "Foi sim, acredite."
- "Rachel, em cinco minutos entra no ar." – a voz de um dos assistentes de produção a interrompia no camarim.
R: "Sinto muito Quinn, já me chamam."
Q: "Sim, já vi, a tal da Ellen está te apresentando para depois do comercial."
R: "Afff... o nervosismo volta." – dizia. "te ligo quando terminar, ok?"
Q: "Ok... escute, me mande algum sinal, faça algo especial para mim."
R: "Como?"
Q: "Sim... não sei, algum gesto, algo que me faça saber que você está pensando em mim."
Rachel engoliu em seco. Não entendia o motivo que Quinn estava lhe pedindo aquilo.
Q: "Me faz ilusão ver que alguém se lembra de mim." – soou melancólica.
R: "Ok... prometo que te farei algo... cuide-se Quinn."
Q: "Se divirta Rachel."
Ellen: "Demos as boas vindas essa noite para Rachel Berry." – a mulher apresentava Rachel diante o aplauso do público.
Rachel aparecia cumprimentando, com um enorme sorriso e abraçando Ellen.
E: "Obrigada por vir Rachel, é sua primeira vez!" – exclamou ao mesmo tempo que se sentava.
R: "Sim... estou muito nervosa."
E: "Costuma acontecer nas primeiras vezes, mas tranquila, te tratarei bem e com doçura." – brincava.
R: "Isso espero, não faça com que me arrependa a dar esse passo, meus pais acham que estou em uma festa de pijama." – seguiu a brincadeira, provocando as primeiras gargalhadas do público.
E: "Seus pais, são os culpados de que se chame Rachel Barbra, verdade?"
R: "Ei, eu gosto, levo os nomes de duas personagens espetaculares..."
E: "Duas? Rachel também é por alguém público?"
R: "Oh Deus, não sabia? Sou uma bicuda..."
E: "Me conte..."
R: "Bom, Barbra vem de Barbra Streisand que é minha artista universal favorita e algum dia, eu juro..." – disse com a mão no coração. "... cantarei com ela e Rachel pois... meus pais eram fãs de... de..." – gaguejava provocando o riso do público. "... de Friends e a personagem favorita deles era Rachel e... bom, não acho que seja necessário dar mais detalhes."
E: "Se chama Rachel por Jennifer Aniston? Uau, é uma grande mulher, ainda que esteja louca." – brincava. "conhece ela pessoalmente?"
R: "Não... ainda não."
E: "Eu sim."
R: "Eu sei."
E: "E a Barbra?"
R: "Não."
E: "Eu sim."
R: "Eu sei, mas... aposto que você não recebeu uma orquídea com as pétalas autografadas por ela."
E: "Hummm...nao, você sim?"
R: "Sim, foi o melhor presente de aniversário da minha vida."
E: "Continua nervosa?"
R: "Um pouco, mas menos."
E: "Não para de girar esses anel." – apontou para a mão da morena. "mania?"
R: "Eh... não, na realidade são sinais, eu gosto de enviar sinais."
E: "Para quem?"
R: "Não sei, para algum extraterrestre que capte e entenda." – sorria.
Quinn sorria com mais entusiasmo ainda. Não havia deixado de fazer desde que a morena apareceu na tela. Sentia que estava feliz, se iluminava com o sorriso que desprendia e os palpáveis nervosismos que se apoderavam dela.
Lhe encantava ver ela assim. Era uma estrela, ia ser uma GRANDE estrela e fazia só cinco minutos que esteve falando com ela.
Aquela última frase sobre mandar sinais para extraterrestres a fez se sentir privilegiada.
E: "Rachel, há uns dias aconteceu algo no encontro com os fãs que você teve, te aconteceu algo lindo, não é certo?"
R: "Se refere a garota da declaração de amor, verdade? Foi genial, nem sequer era fã da série e esteve um dia inteiro acompanhando de fora para poder ser uma das primeiras a entrar e tudo porque a garota que ama estava na Espanha e não pode ir."
E: "Conseguiu que você cantasse e funcionou, agora estão juntas."
R: "De verdade?"
E: "Sim, tem milhares de vídeos no Youtube e a garota confirmou, não sabia?"
R: "Não, nem sequer sabia que estivesse na rede, é genial... agora estou mais feliz."
E: "Você também cantou para fazer alguém se apaixonar?"
R: "Eu cantei, atuei, chorei, me fiz de palhaça, inclusive briguei para chamar atenção."
E: "Eu também."
R: "Eu sei."
As gargalhadas do público cada vez eram mais sonoras. Rachel estava cômoda e Ellen havia captado logo de cara o sentido de humor da morena, levando a entrevista da melhor forma para que ela ficasse cômoda.
Foi um êxito. O público ficou encantado com a morena e Ellen agradecia sua naturalidade. Rachel estava feliz. Havia feito, havia tirado o tema da homossexualidade com aquela fã que lhe pediu ajuda e a morena respondeu de boa maneira, com uma atitude positiva e sem medo do que pudesse acontecer. Se sentia livre ao ver que ninguém lhe dava importância ao enorme e grande detalhe que deixou escapar, deixando claro que ela havia se sentido atraída por uma garota.
Quinn observava o telefone. Rachel havia dito que voltaria a ligar quando terminasse a entrevista e fazia mais de 10 minutos que o programa havia acabado.
A tela acendeu, mas não era uma ligação. Uma mensagem de texto apareceu e Quinn não demorou em ler.
"Me levam para jantar com os produtores, acho que não vou poder te ligar. Sinto muito. Espero que tenha captado a mensagem do seu planeta. Beijos, R."
Quinn sorria.
"Captei um leve sinal, mas é impossível decifrar a mensagem. Algum detalhe mais? Q."
Rachel esperava algum tipo de resposta por parte da loira, mas lhe surpreendeu aquela mensagem.
"Impossível delatar o código secreto, os extraterrestres superiores me proíbem. Prometo fazer quando puder. R"
"Deseja fazer? Q"
"É o que mais desejo. R"
"Ok, conseguirei a permissão de nossos superiores. Se divirta. Q""
"Descanse. R"
As mensagens terminaram nesse mesmo instante e a chegada de Judy e Cathy tirou a loira de seu embelezamento.
O encontro entre a cirurgiã e Quinn foi um pouco estranho. A mulher já sabia que Quinn conhecia sua relação com Judy e mesmo que já soubesse que não havia problema algum, estava nervosa.
Quinn por sua vez tratou de não dar importância. Após uma breve conversa com ambas e após conhecer os detalhes daquele jantar, decidiu ir deitar, mas antes tinha uma pequena dúvida que resolver.
Q: "Mamãe, conhece youtube?" – perguntou curiosa.
J: "Eh... claro, por?"
Q: "Me explica como funciona?"
C: "Venha..." – interrompeu Cathy a convidando para que se aproximasse do sofá aonde estava sentada.
A mulher pegou um pequeno notebook de uma das gavetas de uma grande estante que adornava a sala e logo o ligou, se sentando ao lado de Quinn.
Uns minutos foram suficientes para saber manejar a página em questão. O cérebro de Quinn estava bloqueando sua memória, suas lembranças, mas não as faculdades físicas da garota. Quinn sabia manejar qualquer tipo de dispositivo, sabia como funcionava assim como sabia dirigir, como montar na bicicleta ou para que servia o garfo. O bloqueio afetava só e exclusivamente as lembranças, os fatos da vida passada.
Q: "Posso levar para meu quarto?"
C: "Claro... é todo seu." – respondeu entregando o laptop.
Quinn se despediu de sua mãe e de Cathy, para se trancar em seu quarto disposta a averiguar aquilo que há quase uma hora, Ellen havia feito referencia sobre Rachel.
Na escuridão, metida na cama e repousando sua cabeça sobre a parede, se dispôs a investigar. Os primeiros resultados foram surpreendentes. Quinn digitou várias palavras chaves na tela de busca: Rachel Berry Fãs.
Dezenas de vídeos começaram a aparecer sobre o encontro, buscou com esmero e logo descobriu um que chamou sua atenção.
Rachel Berry meu orgulho. Esse era o nome do vídeo. Não duvidou em apertar o play e após uns segundos a imagem de Rachel no palco, rodeada por seus companheiros enquanto uma garota começava a lhe pedir aquele favor.
Quinn prestava atenção. Ver como a morena se levantava e acompanhava aquela garota a fez sorrir, mas sua surpresa foi enorme ao escutar como a morena confessava que ela havia estado apaixonada por uma garota. Não lhe surpreendia o fato de ser uma garota, era algo que ela mesma já havia confessado, já sabia que o grande amor era uma mulher, mas não esperava que ela dissesse em público.
O pouco que pode averiguar durante esses dias de hospital em que recebia a visita de suas amigas, era que Rachel estava bastante coibida por sua imagem pública e declarar que esteve com uma garota não era bom para sua carreira.
Porém ali estava, diante de centenas de fãs, expressando que esteve apaixonada por uma garota e sem medo algum de dedicar uma canção para outra.
Uma música que lhe resultava familiar, não sabia de onde, mas havia ouvido, inclusive chegou a sentir que conhecia a letra apesar de sua falta de memória.
Seu coração parou, sentia que algo se movia em seu interior ao escutar a morena cantar uma estrofe específica daquela música.
"Lucky i'm in love with my Best friend"
Sem dúvida Rachel havia escolhido perfeitamente aquela mensagem para a garota que desejava apaixonar sua melhor amiga, mas Quinn sentiu que aquelas palavras diziam muito mais. Milhares de perguntas começaram a rondar por sua mente.
Como seria se apaixonar por Rachel? O que se sentia ao abraça-la como algo mais que uma amiga?"
Vários vídeos começaram a aparecer e o nó no estômago voltava a aparecer ao descobrir um com um título que a deixou petrificada.
Rachel Berry e sua namorada.
Engoliu em seco. Ia ver aquela que foi o grande amor da vida da morena quando ela não queria contar? Haviam publicado um vídeo? Rachel saberia? As dúvidas a invadia enquanto a tela carregava o vídeo.
Não podia acreditar. As imagens a deixou boquiaberta. A suposta namorada de Rachel era ela. Não pode evitar esboçar um sorriso ao comprovar que o vídeo era uma perseguição das duas na estação de trem, que correspondia ao dia em que Santana e Britt abandonaram a cidade e elas acompanharam. Ali estavam, as duas correndo para o estacionamento enquanto um reboliço de jornalistas e fotógrafos buscavam algum comentário.
Ela achou graça, mesmo que não soubesse como ia reagir Rachel. A partir dali, voltavam a aparecer vídeos da morena. Atuações, conferencia de imprensa, apresentações, fotoshoots, montagens, cenas... centenas e centenas de momentos colocados na web, com milhares de comentários de fãs do mundo todo.
A melodia daquela música continuava rondando por sua mente e voltou a ver aquele vídeo, aquela declaração que lhe fazia respirar com dificuldade enquanto seu coração bombeava apressado.
Como será Rachel apaixonada? Cantará essas músicas para se declarar? O que se sentirá ao beijá-la?
Q: "Stop, para. O que estou pensando?" – a loira murmurou ao ser consciente de seus pensamentos.
Rachel era sua amiga, que diabos fazia pensando em como seria beijá-la? O que estava pensando?
Q: "Não, não, não... Quinn isso não é saudável." – voltava a murmurar em voz alta para se recriminar por sua atitude enquanto fechava a tela do computador.
Nem celulares, nem notebooks, nem nada que pudesse distraí-la. Tinha que dormir e afastar aqueles pensamentos, se esquecer daquela pegajosa música e da deliciosa voz da morena entoando, se esquecer das mensagens e daquele sinal enviado através da tela, se esquecer dos lábios daquela garota que era uma de suas melhores amigas.
Q: "Chega Quinn." – repetia. "durma!"
OBS. 1: História original escrita por CARMEN MARTIN na fanfic 2 NUEVOS CAMINOS ( s/7412103/1/2_Nuevos_Caminos)
OBS. 2: Não preciso nem dizer que morri de rir com o e-mail da Britt, que amei a entrevista da Rach e adoro a Quinn curiosa né?
