Eeeee aqui esta o capítulo combinado gente ;D Só me desculpem por não ter postado mais cedo, ele estava toodo fragmentado . E...O capítulo esta ainda MAIOR! _ NÃO É JUSTOOO! Praga sua Maya! Ficou com 20 mil palavras a bagaça . Me desculpem! Esse é um capítulo essencialmente São-Minense e PECE. Espero que gostem!
REVIEWS!
Pamela - Ooown~ Obrigado! *-* Sim, Náh é um Yandere depois de tudo XDD Sim, Minas se arrepende do que fez, e tentou remediar, talvez da pior forma, mas tentou. Obrigado pelo review o/
Isabelalina12 - Minas tem seus problemas, e logo mais vai ter que resolve-los, de um jeito ou de outro. Sófiaa XDDD E RJ passou de perverso a mama em um dia! XDD
Será que deu merda? Continue lendo e descubra! E obrigado pelo Review!
Infelizmente n deu para postar a vinheta... Mas até o próximo eu posto!
Sasha - Ah, eu já tentei mandar review por celular...É tenso. Eu sei ;-; os capítulos estão mt longos, maaalz . Aaah, o transporte público XDDD Já fiz algumas citações, agora como tema...Hmm Vou pensar. beem, espaço para os paises...Só os latinos, mas temos Nova Iorque, Milão, Paris, Osaka, que é o mais perto disso. Hmmmm~ Sua teoria do carnaval esta muito boa viu! Novamente repito, quem disse que Acre já nçao apareceu? E que nada! Eu simplesmente AAMOOO reviews grandes! Eles me emocionam! *_* Obrigado por comentar!
Gabriela - Ola! Eu recebi o seu e-mail, e creio que seu convite ^^ Obrigado! Aaah, sobre o outro "casal" do sul falta atitude, quem sabe isso se mostre em parte nos próximos~ Eu sempre estou On de tarde e de madrugada, qualquer coisa o/ Obrigado!
Carol - Oooh, obrigado! *-* Ta enoorme, eu sei TT-TT (pior que esse esta maior...) Obrigado pelo coment! *-* Espero que continue conosco o/
Capítulo 19 – Coisas como um encontro de Domingo
O som de passos enchiam os corredores. Passos fortes e firmes.
Estes atravessavam os pisos da bela construção sem nem ao menos mostrar algum valor ou respeito aos mandados da Coroa que ali residiam. Nada disso lhe importava no momento.
- Vás a algum lado Pernambuco? - Ouviu a última voz que desejaria escutar nesses instantes. Uma voz afiada como uma navalha repentinamente a suas costas. Parou – Pareces tãao apressado...
- Não és de tua incumbência – Soltou defensivo virando-se para o mais velho.
São Paulo, em plena época de Bandeira se encontrava sentado no parapeito de uma janela, observando atentamente seu meio-irmão do nordeste.
- E se for...? – Colocou em tom de aviso.
- Essas não são suas terras – Impôs o pernambucano – Tampouco alguma que afanaste para ti
- Poois, tu estas bem mais afastado de tua terra... Não serás que veio até aqui tãoo longe só para prosar sobre "afanar"(roubar) ou mesmo fazer uma visita...
O mais novo afiou ainda mais o olhar
- Sois uns afanadores! Pensam que podem atacar nossa posição, e sacar o posto de capital de nossas mãos! Já não bastava seres um matador ainda é um maldito ladrão!
- Então era mesmo isso que veio tratar... – Comentava em voz baixa e pausada o paulista, descendo da janela.
- Como podes fazer isso conosco! COMO PODES FAZER ISSO COM BAHIA! Creia que a consideravas como irmã!
O bandeirante se aproximava com passos lentos, como um felino que se aproximava de uma presa, estreitando seu olhar a cada palavra.
- ...Não tem nada haver com Bahia...
- Como não? Eu, ela, nossos irmãos menores, ELES SERÂO AFETADOS! Não permitirei que afane o posto de capital assim! Imaginas o prejuízo que nos causará! Não permitirei! Mesmo que o faço contra Rio de Janeiro com minhas próprias mãos!
Abriu a boca novamente para seguir proferindo as verdades que estavam engasgadas em sua garganta, mas teve a nova fala interrompida por um objeto pontudo apontando diretamente para sua garganta. Uma espingarda.
- Não sou um matador. Mas eu paço ser – Disse abrindo mais seus olhos pretos, os quais refletiam uma ligeira apreensão do rosto do mais novo, no entanto, na época mais alto. - Não tem nada haver contigo...Com Bahia, é apenas uma questão de comercio.
- APENAS UMA QUESTÃO DE COMERCIO! – Vociferou ignorando a arma – Como te atreves!
- Os portos de Bahia ficam deverás distantes para as riquezas que eu escoei...
- E como és um inapto para a navegação pretendes usa-lo... Eres um maldito – Retrucou entre dentes.
- É apenas, comercio... Assim escoarão mais rápido para os put*s da coroa, e nos deixarão em paz.
- Eres um maldito! – Tomou a gola da capa do mais baixo – Vás nos levar a ruína! Achas que alguém jovem como ele podes ser capital desta colônia?! Ira arruiná-lo também! Sabes bem os pesares desse trabalho!
- Não é uma decisão minha desgraçado! - levantou a voz empunhando a arma com mais força, descontrolando-se - E isso não iras acontecer!
- Como tens tanta certeza?
- Bahia não estava só, estávamos com ela. Com ele não serás diferente.
- Pois eu quero mais que ele morra – Cuspiu.
- Eu estarei – Contrapôs começando a pressionar sua arma agora contra o peito do nordestino tirando algo de sangue e uma expressão de desagrado – E se pensares, simplesmente pensares, em tocar-lhe se quer um dedo, eu pessoalmente te matarei.
- Não podes me matar – Disse já não tão seguro, sentindo o peito doer cada vez mais.
- Veremos...- Entrecerrou o olhar ameaçante, no que o mais novo tragou saliva sem poder evitar.
- São Paulo... Com quem falas...? – Uma terceira voz, já algo mais infantil se aproximava, para o espanto de ambos.
São Paulo se virou rapidamente reconhecendo a voz, escondendo a arma de volta a sua roupa, e saindo da frente do pernambucano.
- Aaah! Pernambuco...Ola...Mas...Que fazes aqui? – O carioca, na época de baixa estatura e rosto jovial aproximou-se tentando afrouxar sua pomposa gravata bufante.
E antes que o nordestino pudesse dizer algo.
- Ele veio parabenizar-te – Sorriu falsamente olhando de esguelha o ex-capital, mostrando claramente sua mão sobre o gatinho.
- Ooh...Sério? – Disse algo emocionado.
Pernambuco não respondeu, mordendo o lábio inferior com frustração. Sorrindo muito forçadamente.
- Hm... Obrigado! Mas...AH! São Paulo, podes vir comigo...Hã... Num encontro com Lisboa...? ...Desculpe-me Pernambuco , mas pode hospedar-se aqui se desejar.
- Claro, eu irei. E é uma pena, mas creio que ele já tens outros planos. Tratasse de uma ligeira visita.
- Oh...Entendo... Então...Vamos?
- Vá à frente, só vou 'despedir-me' de nosso meio-irmão...
Pernambuco tragou saliva outra vez, pensando pela primeira vez, que se algo acontecesse com ele, o pequeno Ceará que estava a seus cuidados, ficaria perdido naquela cidade que um dia seria chamada de maravilhosa.
- Hmm... Muito bem...Grato pela sua vinda – Fez um movimento desajeitado de despedida.
- Em um minuto te alcançarei...
E sorrindo, Rio de Janeiro deu as costas para ambos, até alcançar uma distancia já o incapacitando de ouvir.
- Não sabias que era um cão de guarda São Paulo – Espetou venenoso entrando em defensiva caso o mais velho lhe atacasse. Lá fora, a chuva começou a cair.
- Sou muito pior que um cão ... – Disse vendo as costas da atual capital, e logo voltou-se ao pernambucano outra vez - Não ficarias ao lado de algo importante?
E sem dizer mais nada, afastou-se a passos largos, logo alcançando a atual capital da colônia, lançando um último olhar de aviso ao meio-irmão, antes de ambos cruzarem um corredor.
- Eres um demônio paulista... – E logo deu a volta e se retirou daquele lugar, com um gosto amargo em sua boca.
-.-.-.-.-.-
Pernambuco abriu os olhos devagar, ainda sonolento, tentando lembrar onde estavam, e amaldiçoando-se pelo estúpido pesadelo com o idiota paulista.
Não precisou se mover muito para seu nariz bater contra algo quente. Assim que seus olhos se acostumaram com a fraca claridade que entrava pela janela, reconheceu a silhueta do cearense a sua frente, sua respiração suave, e seu próprio nariz que por pouco roçava seu cangote. Sorriu sem notar, embora os dois estivessem perfeitamente vestidos...Era...Diferente acordar todas as manhãs lado a lado.
Logo sentiu também um pé em suas costas, encontrando sua irmã Paraíba totalmente esticando, o que provavelmente fez com que ele acabasse tão junto do cearense, suspirou, e o ar úmido somado a tudo isso o fez lembrar que ainda estavam em um hotel em São Paulo, e pelo mesmo ter quartos pequenos, seus irmãos tiveram que se dividir em outros quartos dessa vez... Era complicado ser a região com mais Estados do País, principalmente com essa política econômica de dormirem todos juntos...
Ao menos estava bem melhor que Piauí, que dormia, ou melhor, tentava dormir exprimido entre Rio Grande do Norte e Maranhão, que dormiam próximos demais para dois irmãos convencionais...
Perna afastou as pernas da irmã e tornou a cobri-la, voltou-se ao cearense que cobria os olhos com a mão, lembrando ao mais velho quase como um gato tapando a luz, ruborizou levemente com esse pensamento estúpido... Morar com esse nordestino estava fazendo-o ter cada vez mais esses pensamentos idiotas, vergonhosos, e bem gays...
Tornou a se deitar ao seu lado, porém melhor posicionado, agora de fato respirando no cangote do mais novo.
Infelizmente, por mais confortável que fosse essa posição, não demorou muito para o cearense acordar lançando um longo, porém baixo suspiro...Ter Pernambuco respirando ali... Não acendia necessariamente seu sono, e ao sentir seu corpo esquentar aos poucos foi forçado a afastar-se, e acabou decidindo levantar de vez.
Trocou-se disposto a dar uma volta por São Paulo, sem mapas, e sozinho...
Lastima que Sampa é uma cidade enorme...E algo fácil para se perder, principalmente para aqueles que não a conheciam bem.
-.-.-.-.-.-.-.-.-.-
Num quarto não muito longe dali, Espírito Santo bocejava sobre a cama ao tempo que Rio de Janeiro secava os cabelos em frente ao espelho do banheiro depois de um bom, e longo, banho.
- Por que eeeeaaah – Bocejo – Tão cedo...?
- Eu não pedi pra tu acordar, foi tu que pediu para eu te levantar antes de sair.
- Claro! Eu tenho que orientar meu irmãozinho antes de seu primeiro encontro gay!
E instantaneamente levou uma tampada de pasta de dente na cabeça.
- Maaaas eu to com taaantoaaaaaah! Sonooo~ E Sampa, onde esta...?
- Em sua casa... Disse que tinha que resolver umas coisas antes...
- hoho ~ Será que ele tirou o dia pra se arrumar pra você~? Eu esperava isso de um metrossexual gay como ti, maaas dele~ Hihihi~ To surpreso!
E uma "desodorantada" na cabeça.
- Posso colocar uma músiquinha pelo aaaah~ Menos?
- Beleza - Disse pegando um potinho de gel sobre suas coisas e passando seu cabelo levemente para trás.
- Hmm~ - Pegou seu próprio celular e começou a buscar alguma coisa interessante para o momento, pensou em botar "Entre tapas e beijo" mais ao cogitar que o tamanho das coisas tacadas estava aumentando... Achou melhor não arriscar... Escolheria então algo em inglês. – E cês vão onde...?
- Numa pizzaria, uma das favoritas dele! Fica nesse bairro italiano dele a...Hã...Mucca...
- Mocca...
- É isso.
- ... Se vai sair assim com ele, ao menos podia lembrar de algumas coisas SOBRE ele, sabe, uma coisinha chamada "consideração"
- Tsc, besteira!
- ... Certo... Então, qual a cor favorita dele?
- Hã?
- Qual é?
- Eeeh...Azul?
- Não, essa é a sua idiota. Ele gosta de Vermelho, e branco. As cores de sua bandeira, tanto Estado quanto Capital...
- Ooh...
- Jogos que ele gosta...?
- Hmm...Ah.. Aqueles de nome inglês...
- ...Pode ser só o gênero...
-...Hmm...
- De estratégia... E corrida.
- Ah! Eu sabia!
- ... Claro... Algum passatempo?
- ...Comer?
- Isso não é passatempo! Cê podia ao menos ter dito "cozinhar", ou mesmo "Montar cavalo" afinal, ele TEM UM PUT* CAVAlO! – E suas costas machucadas sabiam bem disso.
- ...É... Verdade...
- Você ao menos leu sobre essas coisas japoneses que as vezes ele lê na reunião? Guerreiros do Zodíaco ou algo assim?!
- ... Eu não sabia que ele gostava de previsão do zodíaco...
- Ai Meu Pai... Que desastre.. – Bateu a mão contra a testa.
- Aaah...Mas...
- O que cê pretende conversar com ele durante o encontro?!
-...Como assim?
- Temas Rio! Temas! Tipo... Alguns dos gostos dele! O que raios vocês conversam quando saem para comer algo durante as reuniões?
- Sei lá...Coisas... Nada especifico..
- Coisas... – Respirou profundamente.
- E como é que TU sabe tanto? Desde quando são tãao amiguinhos? – Modo Ciúmes ON
- Eu consultei uma profissional.
- Uma... Profissional ...?
- Bahia
- Aaaah claaaro – E intensificando-se
- Sim, claro. Por que diferente de você, ela enxerga além do próprio nariz e vê Sampa.
Rio de Janeiro sacou a cabeça do banheiro para protestar, mas logo tornou a fecha-la ruborizado, voltando para dentro.
- ...Por exemplo... Rodeios... Bahia disse que ele gosta MUITO de rodeios.
- HÁ! Essa é boa! Tu imagina São Paulo, o cara que dorme na sala de reuniões de tanto trabalhar, num RODEIO?!
- ...Mas ele gosta...
- Gosta quanto? Ver pela TV?
- ... O suficiente para ter o maior rodeio do nosso País...
- E...Pera... OI?! – Saiu do banho outra vez para encarar o espírito-santense – Sério isso?!
- Sim... Os rodeios de Barretos...
- Barretos não fica no Mato Grosso...?
- ...Não...
- Nem no do sul...?
- ...Ta zuando com a minha cara...?
- ...
- Rio, me fala o nome de alguns municípios dele...
- Hãa...São muitos...
- Pelo menos dez...
- Certo...Hmmm São Paulo... – Começou a contar com os dedos.
- São Paulo não conta!
- Ta, ta...Hmm... Santos... Er... Guarujá... Hmm...Praia Grande...Ê...I-ilha comprida...
- Algum que não seja praia...?
- Mas São Vicente também é praia!
- Certo, certo... Faltam mais cinco.
- Hmm...Campinas...Barretos!
-...
- Hmmm... Ah! Tem uma que eu zuei de Sampa uma vez...Hmm... Acho que ABC Paulista!
- ... Que lóogicamente não é o nome de um município
- ...Não...?
-... – Es ignorou a pergunta e seguiu – São de três, que ficam bem juntos da capital, e um começa com A, outro com B, e o último C.
- Oh...
- E os nomes deles são...?
- Hãaa...
- ... – Espi suspirou profundamente – Santo Andre, São Bernado, e São Caetano...
- Aah...
- Que por serem muito próximos da capital, junto com outras pequenas, levam o nome de "Grande São Paulo" e é o centro do Estado...
- ... Eu pensei que "Grande São Paulo" fosse só um nomezinho pra aumentar a... Cidade...
- Claro, por que a cidade é pequena e precisava ser bem maior – Disse sarcástico.
Rio de Janeiro não respondeu, sentando-se na cama, com a cabeça apoiada nos braços, pensativo.
- Aaah...Rio... – Engoliu seco, costumava ser direto, era seu jeito... Mas às vezes isso poderia soar meio grosseiro, mesmo que não fosse sua intenção... – Eu só...Estou tentando ajudar...
- ...Talvez fosse melhor cancelar isso...
- Não! Não! Rio! Desculpa! – Engatinhou na cama até o irmão e se sentou do seu lado, dando uma joelhada em seu celular e fazendo uma música aleatória tocar – É só que... Vocês são tão diferentes... Quase de mundos diferentes...!
- ...Eu sei... Mas...
Você é...Tão hipnotizante
- ..Eu me sinto...Sei lá...Bem...De uma forma estranha... Do lado dele...- Pegou o próprio celular e mostrou uma foto de Sampa sorrindo, quando estava com a cabeça um pouco confusa e infantil por causa da batida.
- Isso é notável... Apesar dele ser...Hmm.. Sampa... – Não havia uma definição melhor. –Own~ Ele ta um anjinho nessa foto...O que é estranho...Não sabia que ele sabia sorrir assim...
Poderia ser você um demônio
poderia ser você um anjo
- ENTÂO! – Concordou Rio emocionado – Disso que eu to falando! Eu não sei explicar...
Seu toque...Magnetiza
- Ele não costuma... Falar de seus gostos, mas...Quando ele sorri eu...Quando eu posso tocar seus lábios sorrindo eu...Sinto que consigo...De alguma forma...Entende-lo melhor... Mais natural...Do que... Ficar pensando nisso...
Sinto que estou flutuando, meu corpo brilhando
- É você não é muito do tipo que pensa...
- EI! ...Só quero dizer que...Só quero dizer que...Me sinto...Hã... O melhor...E sabe...Tipo voar...Do lado dele...Sentir
- ...Hã?
-... Nada, deixa... Não sou bom explicando essas coisas...
- ...Nota-se...
Eles dizem "TENHA MEDO"
- Mesmo que não pareça eu... Acho que... Entendo ele... Sabe?... O que ele é...Mesmo quando todos tinham medo dele quando Bandeirante... Eu sei que ele costumava ameaçar todo mundo nas minhas costas... Mas... Mas eu sei que ele não era alguém ruim...Sempre soube...
Você não é como os outros... Amantes do futuro
- Ele sempre foi diferente... Sempre metido em problemas... Até em Comunismo o cara se meteu! Tentava estar sempre na frente! Ser a "locomotiva" do país... Sempre acabava caindo e se machucando... Eu me preocupava! E tinha que ir lá brigar com ele toda a vez... E ajudar Paraná com os curativos...
- É... Você como capital assustava muito também.
- Obrigado
- ...Não foi um elogio..
- Mas eu sempre entendi o lado dele...Ele tinha medo de ficar para trás... E apesar dos problemas... Eu sempre...Meio que gostava disso nele...
DNA diferente, eles não te entendem...
- ...Ninguém entendia muito isso...Achavam que ele era só esnobe...Bem, é um pouco também mas...
- Você também é um pouco esnobe às vezes garoto de Ipanema...
- O que eu quero dizer! – Ignorou – É que ele é diferente!
Você é de outro mundo...
Uma dimensão diferente...
- E mesmo que ele pareça! Sei lá... De outro mundo, ele é Sampa! O homem que resmunga de manhã para acordar cedo e cochila na mesa se sujando de manteiga!
- Oi?
- E que... Abraça travesseiros e...Toma banho com a porta aberta!
- HÃ?!
- Apensar de parecer meio louco, no fundo ele só é muito estressado! E até desligado pra algumas coisas! Como deixar a toalha molhada em cima da cama... Cara! Odeio quando ele fazia isso!
- ...Er... Eu não entendi...
- É que a cama pode bofar
- Não isso!
Você abre os meus olhos
Eu estou pronto para ir, guie-me para a luz
- Ele acha que não, mas eu vejo tudo isso! Que ele gosta de cozinhar coisas exóticas, que ele é reservado, mas bem sociável, te disse do meu vizinho lá dos cantos árabes, não disse? Que ele choraminga em filmes de sessão da tarde! Isso você me disse e é verdade! Ele tem pavor de ratos, é viciado em queijo, só vai na praia em feriado prolongado, e nunca tira a camisa! Ama vinho e Sake, e faz ótimas caipirinhas! Adora uns cantores estranhos, e tem a maior mistura de sangue que eu já vi na VIDA! Além de falar em "Poliglotês" quando esta envergonhado, bravo, ou assustado! Aaah! Quando ele ta ansioso ele fala Asssiim com um sootaaaquiii ItaaalîîÎanô e...Ele não consegue falar "mortadela" direito, e ele fica enfiando "I" onde não tem, tipo "GoiaIs" e dança só com vídeo games, apesar de ter sido ele que me ensinou a valsar a muuuuuito tempo e-
- MAIS DEVAGAR! MAIS DEVAGAR!
- Ah, e ele também não gosta de zumbis – Completou como se essa informação fosse realmente importante.
Me beije, me beije, me beije
- Certo... – Espírito Santo tentava colocar as informações em ordem - ...Minas nunca me falou dis-...Ratos?! Pera você disse VALSA?!
-Ele é mô pé de valsa! E ele tem uma risada meio histérica quando ri pra valer! Chega a cair no chão! Os lábios dele são meio finos e o nariz é meio grande! AH! E o beijo dele é tão~~! A boca dele tem um gosto doce! Poderia passar uma tarde inteeeira beijando-o!
Me infecte com seu amor...
Me preencha com seu veneno
- Ele deve chupar bala de hortelã depois de fumar... E...Os suspiros dele...O cheiro dele...É bem mais viciante que qualquer droga que já possam ter encontrado nas minhas terras!
Espírito Santo franziu as sobrancelhas com a comparação.
- Tipo um veneno! Que não mata... Mas faz mal...Mas faz mais mal sua ausência! E... – Repentinamente ficou vermelho, como num efeito retardado, notando tudo o que estava dizendo, desviando o olhar sem graça - ...É... Bem... Eu conheço ele... Um pouquinho... E tu colocou Katy Perry pra tocar...? Tem isso no seu celular? Cara...Que gay.
- POUQUINHO?! Eu retiro o que disse! Você conhece ele UM BOCADO! Mas de uma forma um tanto bizarra...E...GAY? SOU EU POR ACASO FIQUEI QUASE 5 MINUTOS SEM RESPIRAR FALANDO DO CARA O QUAL VOU TER UM ENCONTRO?
- Hehe~
Um pequeno silencio formou-se enquanto Rio se esticava na cama para alcançar seu desodorante, evidentemente mais animado, e antes mesmo que o capixaba tivesse a oportunidade de questionar se ainda haveria o encontro...
- Tu acha que eu devo ir com uma camisa polo azul clara ou branca? - Perguntou sorrindo dando um pulo e buscando ambas no banheiro.
- Hã...
- Ah! Vou com a azul, branco não combina naaada com a night.
- ESPERA! O encontro é de noite?!
- É - Respondeu simplesmente passando seu desodorante exatamente como nos comerciais, fazendo o mais velho tossir com o aerossol.
- Então hem, hem- Tossiu -...Então...POR QUE CARALH* ME ACORDOU AS 5 DA MANHÃ, SE VOCÊ TEM A TARDE TODA!?
- Por que sim - Deu de ombros vendo suas calças dentro da mala - É melhor, sobra mais tempo. Por que acordar tarde...?
- POR QUE É DOMINGO! PELO AMOOOR - E bateu ambas as mãos contra o rosto, produzindo um som forte. E Minas do outro lado da porta que ia avisar que o café já estava pronto, deu meia volta achando prudente voltar oooutra hora.
Porém logo a conversa foi interrompida quando a porta repentinamente foi aberta, sem bater.
- Cês virum Ceará...? - Pernambuco enfiou a cara para dentro no momento que os dois lutavam entre si.
- Hã...Não desde...Ontem... - Contestou Espi sem ter certeza de ser visto ou não. Mas parado com um abajur a centímetros da cabeça do carioca, era difícil não notar...- EEII
E Rio aproveitou essa brecha para acertar a cabeça do maior com o desodorante.
- SEU MALANDRO
- Diga algo que eu não saiba - E desviou de um golpe rápido rindo, ao tempo que o nordestino virava os olhos.
- IDIOTA! - Tu viu se ele não ta tirando uma com algum Estado por ai? - Seguiu Rio segurando e impedindo ES de contra-atacar simplesmente colocando a mão em sua cabeça.
- Não, ele nuncá féz de suas brincáderas sem estar comi- Parou a frase, franzindo a sobrancelha - ...Não esta... - Concluiu simplesmente.
- Ah, mas as vezes pode estar estirado no térreo, quem sabe Paraná não tacou ele sem querer da janela de novo
- ...Eu já olhei...
-Tenta ligar pros Hospitais mais próximos, quem sabe
Pernambuco franziu as sobrancelhas ainda mais. Lembrando muito Holanda quando contrariado, tudo por que o cearense era meio...Deslocado, mas isso não estava ajudando em nada para o nordestino mais velho ficar mais tranquilo...
... Então...
- Eu não estou preocupado! - Exclamou repentinamente
- Ah...Eu achei que estava... Espírito Santo se segurou para não bater contra a testa com esse comentário. Era mais que evidente que siim, estava preocupado!
- Visse!Não estou! - E fechou a porta com um baque.
- Hmm.. Então por que ta procurando o cara? ...Estadinho meio louca esse não? -E o carioca riu sozinho, o qual era para o mais velho, e para todos, o menos indicado para dizer isso.
O Pernambucano seguiu pelo corredor, parando Sergipe, que parecia estar se escondendo de alguma coisa, de Alagoas, que parecia estar caçando alguma coisa, Rondônia, que conversava com uma moça baixinha provavelmente secretaria, passou reto por Piauí, e todos lhe deram a mesma resposta...
- Tu já ligaste nos hospitais? - Perguntou Santa Catarina abraçando Paraná pelas costas.
- Sei não.
- Tampoco eu - Pros gêmeos
- Ocê é mesmo um idiota em Sul
- EU?!- Que brigavam, claro...
- Elé num tava cum vocé? - E Rio Grande do Norte comentando o óbvio - Ah, deixá quandu elé tivé fome elé volta
- Ele num é um bixinhu de estimação - Comentou com desagrado dando as costas para o irmão... Apenas, só um pouco... Coisa mínima... Completamente em pânico
E Pernambuco em pânico era...Bem, a mesma coisa que ele de mal humor, por fora, mas por dentro...
-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-
As horas se arrastavam devagar, já era quase meio dia, alguns Estados já voltavam para casa, outros arrumavam suas malas, tantos se preparavam para almoçar, um seguia as busca pelas redondezas, e outro fumava narguile dentro de um pobre quarto de hotel enquanto esperava a hora de seu encontro.
- Se Sampa souber que cê tava fumando dentro de um hotel dele... - Resmungava ES se abanando para afastar a fumaça
- Ele não tem moral pra falar nada - Soltou uma baforada.
O mais velho queria ao menos usar o argumento de "Se você continuar fumando assim vai ficar fedendo fumaça no encontro", mas não é como se o outro fumante fosse ligar pra isso...Ainda mais pra essa fumaça com cheiro de caqui.
- ...Mas a Lei de "Não fumar em ambientes coletivos e fechados" é dele - Resmungou sem ser realmente escutado. Bufou irritado, até que percebeu uma coisa, voltou-se ao quase-loiro que observava o teto deitado no meio da grande cama de casal.
Rio só fumava quando estava nervoso, ansioso, ou preocupado...Ou mesmo os três...Sorriu de lado.
- ...Ansioso?
- ...Um pouco...
- Nervoso...?
- ...Talvez...
- Preocupado então?
- ...Com toda certeza...
O mas velho riu sutilmente.
- ...E se ele não gostar de mim...? - E o capixaba estava a ponto de tirar sarro de sua frase, até notar que o mesmo realmente falava sério, por mais infantil que parecesse.
- Ora Riiioo! Vaaamos!Estamos falando de São Paulo! O cara que usa seu aniversário como senha! O homem que te conhece muito antes de saber o que é queijo!O cara que à poucos meses atentava sexualmente contra você em resposta! ALGUUMA COISA POR TI ELE TEM QUE SENTIR!
- ...Mas...
- Mas nada!Por menor que possa ser o que ele sente por você, cê pode mudar isso!Não se esqueça que cê é o Rio de Janeiro! O sexy, malandro e conquistador carioca de Copacabana! - Rio sorriu entre a fumaça, entrecerrando os olhos.
- ...Verdade...
- Isso! Se for preciso use seu ego como corda e prenda-o na cama!Afinal seu ego é grande o suficiente
- EI- tacou o travesseiro - ...Idiota..
-He he
- ...Espi...
- ...O que?
- ...Tu é um ótimo irmão...Sabia...?
O itálo-brasileiro sentado na cama se voltou ao menor surpreso, e ruborizando minimamente, sorrindo amplo.
- Pena não poder dizer o mesmo de ti fratello
- PÔ BRÔ MANCADA!
Ambos riram baixinho, porém assim que terminaram, Rio tornou a mostrar uma expressão pensativa.
- Brô...Acha que Sampa esta...Não sei...Minimamente preocupado com isso...Também...?
- Hmmm...Tai uma boa pergunta...Olha, eu acho que sim. Sampa não é tão de pedra quanto parece... E mais, cada vez mais acho que ele é muito mais 'conhecedor' de coisas gays, do que nos dois imaginamos...
- Tu acha? – Juntou-se surpreso, e pensativo – Hmm...
-.-.-.-.-.-.-.-
A uma razoável distancia do hotel executivo... São Paulo havia reunido praticamente metade do seu armário em cima de sua cama na sala, num grande bola indecifrável para qualquer um, mas para ele estava perfeito.
Observava uma, outra, as vezes pegava alguma na mão para dar uma olhada, e logo segui na sua posição inicial com a mão no queixo. Que roupa escolher não é um dilema exclusivamente feminino
Seu telefone então tocou, pela quinta vez em quinze minutos, e sua tática que ignora-lo não estava funcionando mais. Respirou fundo e pegou o bendito aparelho novo de cima da cômoda, e passou a ligação para voz-alta
- Que cê quer? - Atendeu o telefonema que rezava "Brasília", embora não precisava realmente ler para saber de quem se tratava...
- COMO ASSIM O QUE EU QUERO?! Cade você?!
- Hãaa, na minha casa? - Colocou irônico analisando uma camisa do Metalica.
- Na sua casa, casa?
- ...É, no meu apartamento - Franziu as sobrancelhas
- Mas se você está escalado para a próxima reunião! E VOCÊ é o anfitrião...
- Dane-se, é domingo. Eu não trabalho de domingo - Pegou outra escrita "Keep Calm and take me pizza"
- ...O que você disse..?
- Eu não trabalho de domingo.
- Mas você já trabalhou... - Seguiu a capital sem acreditar no que estava ouvindo do workaholic número um do país.
- Algumas vezes, mas hoje me dei uma folga
- E o que te da direito de TE DAR uma folga?
- Ser eu - Pegou outra que dizia "Famílias de verdade" que possuía o desenho de dois homens de mãos dadas e uma criança, duas mulheres e uma criança, um homem uma mulher e uma criança, uma mulher e uma criança, um homem e uma criança, e por último, o Batman e seu mordomo.- Ser eu já me da direito mais do que o suficiente.
- MAS O Q- E repentinamente - EI! ESSE TELEFONE É MEU!
- São Paulo?
- ...Pernambuco...?
- É. Cê viu Ceará hoji?
- ...Não, eu dormi no meu apê...Por que haveria de saber dele...? Faz pouco que acabei de acordar.
- Aah... Toma - Devolveu o aparelho para Brasília e saiu.
- ...Er...Dizia...?
- Hã? AH! Você não deveria ter ido embora! E acordando a essa hora da tarde?!
- Na boa véio,, que tipo de pessoa acordaria por vontade própria cedo num domingo? – Ironizou
- ..Bem... - Nem mesmo ele acordava.
- Então té, vou desligar, estou muito ocupado - Com uma camiseta, agora da grife Gregory na mão.
- NÃO!
- Brasília, sua opinião não me importa, eu já tenho um compromisso importante hoje.
- Mas importante que o trabalho?!
Um pequeno silencio prevaleceu antes que o paulistano responder em tom sério
- Eu não trabalho no domingo. Vaza (cai fora) - E sem mais desligou, passando o cabelo para trás, suspirando cansado. Jogando uma Luigi Bertoli de qualquer jeito no chão
Logo tornou a seu celular e mandou uma mensagem para Bahia.
"Precisamos conversar, acho que estou fazendo merd*...De novo"
E assim que enviou, tornou a encarar a pilha.
- Maldição, não sei MESMO o que vestir... Vou ter que pedir ajuda... - Resmungou encarando seu aparelho, como se ele tivesse a culpa por não conseguir se decidir...
Sobre tudo que estava acontecendo...Recentemente...- Engoliu seco...Precisa conversar com a Bahia...Saber o que ela achava de tudo isso...
Agora em questão de vestimenta...A ajuda viria de outrooo lado. Marcou um número no telefone, e esperou atender.
- Ciao! San! Tempo sem me liiiigar!
- CIao Milano, va bene? Necessito de sua ajuda com uma...Coisinha
-.-.-.-.-.-.-.-.-.-
- "Tão Gay" quanto tu acha que ele é? - Questionou Rio de Janeiro olhando o próprio reflexo em uma colher, ao tempo que ele e o capixaba almoçavam num restaurante local.
- ... Cara, cê deve ser mais metrossexual do que gay... E olha que isso é muito... - Resmungou, mas ainda assim seguiu - O suficiente para já ter se deitado com outros homens antes...
- Sampa? Puf! Nunca o vi saindo com nenhum homem, male mal uma mulher.
- ...Eu também não... mas...
-.-.-.-.-.-.-
São Paulo colocou o celular no som alto, e o deixou tacado na cama enquanto seguia sua busca, ao tem,po que Milão ficava resmungando.
- Eu sinto falta de nossos passeios! Acaso encontrou um ragazzo lindíssimo e esta me escondendo o ouro~
- Ah! Perché non stai zitto? (Por que não cala a boca?) - Começou sentindo um ligeiro rubor nas bochechas - Não vamos dar voltas no assunto
- Aaaaah, que chaticeeee, tanto havia me dito que não saia com homens no seu país e traíste a mim, Paris e nosso grupinho assiiim - Fez um draminha - Mas um que nós abandona! Primeiro Nova Iorque, agora ti! Che tristezza!
- Oooh, per favore, não comece...
-.-.-.-.-.-
- Hmmm... Quem sabe ele não faça isso as escondidas? - Sugeriu Espírito Santo olhando as sobremesas no cardápio. - É uma possibilidade...
- Naaah! - Negou pedindo mais caipirinha - Alguém já teria visto, ou mesmo delatado ele, não é algo que ficaria quieto por muito tempo
- Mas, e se só pessoas que não contariam o viram? Tipo amigos, sei lá... Meio que acobertar. Nós acobertaríamos você, isso se você não fosse tão obviamente gay...
- Não, eu duvido, Sampa não é tão sociav- EI!
- Eeentãao, Nova Iorque se jogou meeesmo nos braços do londrino? - Perguntou o brasileiro esquecendo-se momentaneamente do motivo da ligação
- Tootaaal, está totalmente "Falling love" como dizem eles~ Mas diga-me qual foi o par de olhos verdes que conquistou esse seu coraçãozinho de pedra~ Para nunca mais vir a Europa, comprar e comprar e nos divertir~?
- Não conquistou nada cazzo! Só estou proibido de ir a Europa pelo velho aqui ( Brasil), essa brincadeirinha com Londres me custou esse privilégio, embora a culpa tenha cuido toda em Paris
- Aaah, quanto a isso não se preocupe! Nosso francesinho esta acostumado a levar a culpa por essas coisas pervertidas~
-.-.-.-.-.-.-.-.-
- Por que ah... Sei lá - Seguiu o espírito-santense dando de ombros. - Eu acho tudo muito estranho... Quero dizer, ok, ele mal reagiu a principio ao saber que cê era gay...Por mais que fosse óbvio, mas a vingança dele foi-
- NÃO ERA ÓBVIO!
- ... Foi - Ignorou - ...Natural, o contrario de você ele sabia bem o que estava fazendo, pela sua...Descrição, ele não é iniciante no assunto.
- Tu tirou o dia pra me zuar!?
- Só estou sendo sincero, se a verdade te ofende queeee culpa tenho eu?
- Ora seu!
- Mas eu até que entendo Sampa... Paraná me disse que ele é um pouco tímido, entã-
- HÁ!TIMIDO?!ELE?! Só se for a sombra!
- Caralh* Rio! Deixa eu terminar uma frase! Eu também achei estranho isso e tal...Mas, pensa bem, tem sentido.
- Pra mim não... - E subitamente lembrou-se da noite de sua febre, ruborizando-se imediatamente - ...Pessoas tímidas não fazem o que ele faz
- Ah, mas por que ele seria tímido contigo? Cês se conhecem a séeeeculos, são melhores amigos, com certos priviiiiléeeegios, mas sei lá, acho que já vi algumas vezes... Ele fica sem graça e..Ah! coça a nuca, além do que acho que Paraná também tem essa mania quando esta tímido, mas também não da pra comparar!Paraná é muuuuuuuuuuuito tímido, meio assassino, mas tímido...Mas se ele diz que Sampa é "um pouco"...Temos que ver o que o para o é um pouco...
- Ainda assim... - E não pode evitar lembrar-se da cena da mortadela...E o rosto completamente corado do mais velho, e todo seu nervosismo para falar...
Mas ao mesmo tempo soava tão irreal...
- Mas eu entendo que ele possa querer esconder... Afinal, é São Paulo e...Cara...Se Rio Grande descobrisse isso...
- Tu não vai contar né?!- Exaltou-se Rio repentinamente. ES franziu as sobrancelhas, e logo sorriu - Q-que foi?!
- Claro que não besta, por que eu contaria? - E seu sorriso ampliou-se - Mas eu acho tão lindo quando você se exalta assim e defende Sampa...
- E-eu não defendi ninguém! - Ruborizou-se desviando o olhar.
- Além do que, São Paulo é uma pessoa reservada..Não é do tipo que gosta de 'compartilhar' e 'curtir' tudo e com todo mundo.
- Hmmm...
- ENTÃO VOCÊ TEM MESMO UM ENCONTROOOOO~
- ...
- E COM ALGUÉM DO SEU PAÍS
- ...
- E ISSO É TÃO-
- Você quer que Tokyo nos escute, é isso?!
- É que...!Eu achei que você tinha tipo... Uma norma de nunca fazer isso no seu país, tipo Estocombo ou sei lá...
- Não é uma norma... Eu só...Não quero ter que ficar ouvindo besteiras, só isso, não sou uma 'put* louca' como Paris, não quero os outros falando da minha vida pessoal, prefiro ter a imagem de quietinho e sem vida social.
- Aaaaah~ Mas na cama você nunca me pareceu nenhum santinho!
- Mas é claro, mas eu não preciso ficar alardeando por ai, ou ficar dando explicações
- Hmmm...~ Mas você já não...Sei lá...Esteve com algum homem dai...As vezes na vontade, sei lá?
- Uma vez...Mas foi tipo...Algo que não devia acontecer...Eu tava meio mal e...Bem, aconteceu
-Hmmm~ Entendi.
- Mas eu nunca me deitei com ele! Q-quero dizer, sim, eu já dormi com ele...M-mas não neeesse sentido, dividimos quartos para economizar em hospedagem! Só isso, beijos e nada mais
- Compartilhar hospedagem paara diminuir custo, é, sei como é - Meio que resmungou olhando Florença e Veneza discutirem alguma trivialidade
- Mas esse relacionamento é antigo... Eu estava meio confuso e, sei lá...Me deixei levar... Dessas coisas que você se arrepende depois
- Seeei! Tipo Londres quando bebe?
- Aaah, não, ao menos eu era consciente do que fazia, confuso por outras coisas... Outras atitudes de...Outros que eu...Não levei muito bem
- Ah, acontece
-.-.-.-.-.-.-
- Sabe Rio...Eu andei pensando também... Quais as chances de...Hmm...Você acha que...Hmmm...Minas poderia também...?
- Ser Gay? - Completou bebendo sua quarta caipirinha, por que elas e cerveja ele ao menos tinha uma resistência alcoólica bem melhor
- ...É...
Rio de Janeiro não respondeu, concentrado em sua própria bebida. Lembrando-se do que ouviu Minas dizer sobre si.
- ...Eu perguntei para ele incontáveis vezes mas...- Suspirou - ...Por que até então Sampa era hetero, então quem sabe ele também... – Comentou
O capixaba virou sua bebida de um gole só sorrindo levemente emocionado, ao tempo que Rio de Janeiro ainda pensava nisso de "Minas poderia também..." e para seu desgosto sua mente e ciúmes lhe trouxeram a cabeça a imagem mental do paulista e do mineiro se beijando, franzindo as sobrancelhas com muito desagrado e sentindo um desgosto maior para com o caçula.
Mas isso era apenas a sua imaginação lhe pregando uma peça.
- Mas é impressionante sabe...
- O que? – Rio foi trago repentinamente a realidade enquanto pensava com mentalidade de capital absolutista formas de afastar esses dois.
- Que apesar de Sampa ser discreto, e tentar esconder seus gosto dos demais, ele tenha aceitado sair com você... Por mais K.O que ele estava a hora que você propos...
- E por que tu acha que eu pedi justamente quando ele estava semi consciente? - Disse com um sorriso malandro – Pra ter a certeza que ele não ia recusar
- Sua mente é melefica Rio – Sorriu cumplice – E eu gosto disso
-.-.-.-.-.-.-.-.-.-
- Então você ao menos pode me dizer quem é?
- Como...?
- Quem é? É um Estado de Brasile não?
- Eeeh... – E então a ficha caiu...
- Então! Quem é? – Virou as pernas para outro lado, sorrindo ladeando abrindo um mapa da America com o notebook de Roma sem autorização – Vaamos~ Não é como se eu conhecesse tooooodos do seu país.
Mas este ele definitivamente conhecia
"Shit...Merdé...Kuso" Pensou em vários idiomas diferentes, mordendo o lábio inferior levemente. Não tinha realmente parado para pensar nesse ponto...
Sair com Rio de Janeiro era como... Sair com o vocalista de uma banda, não era como o tecladista que ficava no fundo, pobre ser, ou o dançarino número três. Não. Era o put* vocalista, com fama internacional... Que seria como um soco na sua put* discrição...
Até os estadunidenses conheciam o carioca! Os estadunidenses que eram... Estadunidenses, ou seja, que só veem por cima de seu nariz quando se trata de comida, dinheiro, ou ingleses anestesiados com ervas afrodisíacas...
Que tipo de idiota era! Como não havia pensado nisso?! Não é como se conseguisse passar despercebido estando com ELE!
- ... San Paul?
Pense rápido San Paul, quero dizer, São Paulo, pense rápido...
- ...Ciao...?
Um nome, você precisa de um nome! Um put* nome!
Malditas sejam as praias de Copacabana e Ipanema! Maldito seja o Pão de Açucar! Maldito seja o Carnaval! MALDITO SEJA PUTA FAMA INTERNACIONAL!
- Se não responde desligue cazzo! Por culpa de vocês que estamos com baixo orçamento! – Ladrou Roma irritado depois de separar Veneza e Florença - Cazzo stronzo! Questo è il mio computer!
- Zitto capitale idiota
Podia falar... Espírito Santo? Nãaaao, isso séria bizarro... Além do que, Espi falava italiano... Era uma receita para o desastre...
- CHI STAI CHIAMANDO UN IDIOTA?!
- Tu, naturalmente Roma.
Por que teve que aceitar esse pedido de encontro?! O QUE TINHA NA CABEÇA?
Um galo enorme, e um hematoma.
Estava definitivamente entrando em desespero. E San Paul em desespero falava rápido e meio italianado.
O que não era realmente um problema nessa conversa, afinal do outro lado da linha estava Milano.
Embora Roma gritando um monte de impropérios em italiano sim tornava bem difícil escutar o brasileiro.
- É-É... Che è... Se trada di...Una cosa que...Hãa... Tutto... Gennaio... É cosi...
- Voi del sud sono molto fastidiosi! scusa San Paul, minha capital é um cazzo fastidioso! – Berrou devolvendo o computador a sua capital e saindo irritadíssimo – Dizia?
Pense, pense...Uma região que não conheça, um local difícil de encontrar, um que nem exista.
- ACRE!
- ..Scusa...? Acro? Acri...? Non conosco ...
- Siii! ...Nem eu...
- Scusa?
- Me chiamou para saír e io aceitei... – Respondeu algo exasperado ao tempo que alguém espirrava no quarto do norte num hotel não tão distante.
- Hmm... Che peccato ...Queria conhecê-lo...
- ...É...
- Sabe... Tem uma reunião nos Stati Uniti d'America daqui a alguns meses... Creio que vou te fazer uma visitinha! Assim posso conhecer bell'uomo que esta roubando você de nos~
- NÃAAO!
- Aaah! Não seja chato! Pensei que você gostava quando íamos para ai em vez do Rio de Janeiro, onde geralmente fazemos as reuniões no teu país...
- É! É! Eu prefiro que seja...Aqui...!
- Bene! Esta marcado então!
- ...Bene...
-.-.-.-.-.-.-
- Mas como cê vai fazer para não...Sei lá... Chamarem a atenção de geral? – Questionou Espírito Santo saindo do restaurante seguindo seu irmão.
- Como assim chamar a atenção,? – Passou com a mão o cabelo para trás, recebendo uma secada de duas amigas que passavam. – Por que chamaríamos a atenção?
- ...Sério mesmo...?
Rio de Janeiro fez cara de desentendido, fazendo um movimento ágil e prendendo o cabelo com o próprio cabelo, num rabo-de-cavalo. Um grupinho que possuía até mesmo homens pararam para apreciar.
O capixaba suspirou profundamente, estava aos poucos começando a se acostumar com a grande atenção que Rio sempre chamava... Talvez Sampa já estivesse tão acostumado com isso também que tinha se esquecido desse detalhe a saírem juntos...
Mostra que até um estrategista pode cometer erros...
- Mas então por que você me ligou? - Tornou a questionar Milano depois de se certificar estar bem distante de Roma.
- E-então...É que ele...Hmmm...Eu não tenho certeza do que vestir... - Admitiu, sentindo-se o ser mais patético do mundo
- OOOOOWN! - Insira aqui um escândalo altamente italiano de pelo menos dez minutos - Que amore! E veio pedir minha opiniãooo!
- ...
- Deve ser realmente importante esse tal "ocre"! Afinal você sendo um dos centros da moda também, e ainda assim pedir ajuda para o especiiialiiista aquii
- ...
- Claro que eu te ajudo amoore! E eu já até sei o que quero em troca!~~~~~~
- ... Estava demorando pra chegar nessa parte...Eu não vou me deitar de novo com você, se é o que cê quer
- Oooh! Que maldade!...Hmmm...Um ingresso vip para a copa das confraternizações!
- ...E...? - Já imaginava que seria uma lista de exigências para sua consultoria particular. Suspirou
- E hospedagem gratuita!
- ...E...?
- Um brasileiro sexy para me atender~
- QUE?!
- Em todos os sentidos~ Um amante!
- Vai all'inferno cazzo!
- Aaaaah, então Cia-
- O ingresso, hospedagem e um rodízio de pizza!
- Suas pizzas me ofendem! Que tipo de louco coloca abacaxi numa PIZZA? Cia-
- UM BEIJO!
- Scusa...?
- ...O ingresso, a hospedagem...E te dou um beijo.
- Grego?~
- NO! Francês no máximo cazzo bastardo!
- Hmmm~
- ...E uma feijoada
- Aquela coisa engraçada com feijão?
- ... Isso. Um prato típico, sei que gosta dessas coisas quando viaja.
- Va bene, eu aceito.
- Até que enfim!
- É sempre bom negociar contigo~
- All'inferno cazzo bastardo
- Cazzo stronzo eres tu! - Retrucou o europeu
E umas quantas ofensas depois.
- Enfim, qual sua duvida amore?~ - Seguiu como se nada fazendo para si um cappuccino de nome demasiado difícil como para pronunciar, tendo a certeza de evitar Roma
Ao tempo que São Paulo jogava também as calças sobre a cama.
Italianos, brigam, e cinco minutos depois saem para beber
- Então...As pessoas que ele geralmente saem são... Hmmm... Eu não me pareço em absolutamente nada com elas.
- Entendi... E isso faz você se sentir inseguro?
- ...É...Quero dizer...Hém... Mas DEFINITIVAMENTE não pretendo me parecer com elas!
- Então ele só saia com mulheres?
- Acho que sim
- E que tipo de roupa elas geralmente usam? Tem alguma média?
- Eeeentão...Geralmente elas tem é...Falta da tecido...
- Hã... Eu acho que não entendi... É dessas coisas de País tropical?
- ...Na verdade acho que na Praia elas ficam até mais vestidas.
Era um exagero da parte de São Paulo, claro, mas Milão ergueu as sobrancelhas até o teto pensando que o tal Ocre só saia com mulheres...Ahém...Profissionais.
- N-nossa...
- ENTÃO!
- ...É... Assim fica difícil...Ainda mais que você tem um estilo mais sério, tipo executivo...
- ...É... E eu não quero que ele veja minha...
- Sua cicatriz...Sei... Hmmmm...Complicado...Scusa, deixe-me pensar um pouco... - Deu um gole em sua
bebida vendo a neve reluzir lá fora.
A empresa de telefone do paulista devia estar dando saltinhos de alegria com o valor astronômico que viria em sua conta.
- ...Talvez... Um estilo mais...Jovial... Menos sério...
- ...Jovial...?
- Por exemplo, você tem lentes de contato?
- ...Tenho...
- Então nada de óculos.
- M-mas
- . Óculos. - Foi restrito - Vai te dar um ar mais jovem e solto
São Paulo bufou como uma criança contrariada, mas continuou ouvindo.
- Você usa maquiagem?
- NÃO !
- Hmmmm, precisamos de algo para favorecer seu rosto... Seu tom de pele claro, e cabelo escuro não te famorecem! Vejaaamos... Tem a orelha furada?
- ...Tenho...
- Já recebeu algum presente de Amsterdã?
- Acho que um amigo secreto...
- Bene! Usa o brinco que ele definitivamente deve ter te dado, deve ser aqueles de um lado só, é o que ele geralmente presenteia e ele gosta de cores fortes, deve ajudar, sabe que cor é?
- Hmmm - Começou a fuçar numa antiga lata de biscoitos onde guardava seus cintos entre outras coisas, e misteriosamente logo conseguiu encontra-lo naquela bagunça - ...Tem uma pedra vermelha.
- Excelente! E você até gosta de vermelho! Use de uma camisa de tom parecido... Nada que seja social demais...
- ... Tipo...
- E nada daquelas frases estranhas!
- Aah...
- Hmmmm, podíamos fazer o caminho inverso! Em vez de mostrar vamos ocultar! Deixar no suspense! Se ele esta acostumado com mulheres pouco vestidas, e de repente ele tem um novo desafio! Você lá, completamente vestido e coberto, mostrando apenas o necessário, ele vai se sentir instigado!
- B-bem...
- Você tem algo de mangas compridas? Vinho, ou rubro?
- ...Deixa eu ver... - Começou a fuçar nas suas coisas, vendo um ou outro modelo de roupa, e enviando por foto para o italiano, camisetas com Pacman, uma totalmente vermelha manchada de vinho, e a última ficava curta. Todas reprovadas.
- Hmmmm...
E então a viu...
Praticamente nunca a usou por que era... Regionalista demais... Mas se pensar que iria sair com um cara que usa uma camiseta escrito "Rio cidade maravilhosa" e cujo ego deve ser maior que sua parte do PIB... Podiam balancear
Não que ele fosse muito modesto em alguns assuntos...
Ela não era totalmente vermelha. Mas justamente suas mangas eram, parecia que Milão misticamente a tinha visualizado. Mangas compridas, vermelha escura, mais ainda assim num tom forte, no meio preto, onde se destacava da gola vinho até a barra, uma foto em preto e branco estilizada em traços vivos e algo rabiscados. O alto de um grande edifício, e os prédios ao seu ao redor.
E então a enviou.
- .TTO! Splendida foto! De Nova Iorque?
- ...Não...É um prédio da minha casa... Era a antiga sede de um Banco Estadual
- Ooooh! É Perfetto! Congratulazioni!
- Grazie...
- Agora fica fácil, tem um All Star surrado?
- Sempre
- E uma Jeans preta, ou beeem escura, o mais JUSTA possível!
- J-justa?!
- Honre a geografia que você tem! Deixe a imaginação dele fluir~~
- M-mas...É que ele é bem...Hmmm...Dotado.
- Hmmmm~Vou querer uma foto dessa paisagem! A coloque também como pagamento!
- ...
- Inclusive nas regiões vitais~?
- ...I-isso eu n-não sei...
- Entãoooo~
- ...Mio padre... - Resmungava sentindo o rosto arder de vergonha.
São Paulo estava tão entretido com a conversa enquanto jogava a roupa de qualquer jeito no armário, que nem se quer notou que um número restrito tentava incessantemente entrar em contato.
E mesmo depois de se despedir de um emocionadíssimo Milão que exigiu fotos para ver sua obra prima, e se gabar de seu alto senso de moda, São Paulo não a notou.
-.-.-.-.-.-.-.-.-
- Mandei uma mensagem para ele me encontrar aqui mesmo, fica mais fácil, dai não corremos o risco de cada um ficar preso no transito - Explicava Rio de Janeiro sentado na recepção, quase no final da tarde.
- Com isso você acaba com toodo o romantismo de ir buscar e entregar flores... - Retrucou balançando a cabeça
- Ele não é uma menininha. Sabe dirigir. E ele não deve gostar de flores.
- Naadaa, ele só é um dos maiores exportadores de flores da America.
- Put* merda... - Bateu contra a própria testa.
- Tudo bem, acho que foi até melhor, ele definitivamente deve entender mais de flores, e você faria alguma burrada
Rio abriu a boca para argumentar, mas logo tornou a fecha-la. Infelizmente concordava com o capixaba esta vez.
- Ah! Ele respondeu! Hmm... "Ctza...Naum podemos nós encontrar lá ou sei lá?"...
- Acho que foi bem o que eu te disse... Ele deve estar querendo ser discreto.
Rio de Janeiro franziu as sobrancelhas, por que para o ego dele isso soava "Eu tenho vergonha de você, não quero que nos vejam juntos" Assim de distorcido.
Respondeu.
"Ñ. Vamos nos encontrar aki"
A alguns quilômetros de distancia. SP tragou seco... Encontrar-se lá significava... Olhou-se no espelho nervoso, passando um pouco do seu perfume Victor Hugo no pulso, e dele passando no pescoço. Não queria que mais nenhum Estados o viessem vestido assim tão...Informal...
" Idiota" – Respondeu.
- Ele me chamou de idiota!
- Que bom que vocês já começaram bem... - Ironizou o mais velho num loongo suspiro
- Idiota é ele! - Levantou-se - "Pois tu é um-"
- Não xinga ele de volta! - Arrancou o celular das mãos do menor - Quieto e senta!
O fluminense deu uma rosnadinha fingida para o irmão, e mesmo assim sentou-se.
Espi então enviou.
" Vou te esperar no restaurante ao lado do hotel, assim ninguém nos vê"
Isso acalmou em parte o paulista. Pois logo estranhou o fato de Rio se preocupar com esse tipo de coisa... Ou mesmo notar essas coisas, e logo retornou a mensagem antes de sair de seu apartamento.
" Obrigado Espi"
O dito ergueu as sobrancelhas surpreso. Sampa conhecia Rio muito bem como para identifica-lo tão rápido...
E ligando seu carro, SP perdeu outra chamada restrita.
-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-
Em um dos quartos que o nordeste ocupava, Paraíba estava sentada na cama ao lado do pernambucano, que observava fixamente seus joelhos.
- Perna... Acredito que...Visse, as vezes ele só...
- Ele desaparéceu...E a culpá é toda mninhã...
- Não diga issu Perna! Ele só... Deve de tar...
- Cê sabe qui ele nunca fez issu..NUNCA! Sumi assim sem máis nem menos... Ele podi ter fugidû.
- Issu nunca ! Meu irmão é louco, mas num é covarde! Passo por coisas pur dimais, nem do cangaço fez ele arredá o pé!
- ... Eu não estou preocupado... – Resmungava, mais para se alto convencer de uma grande mentira, fechando os olhos com pesar – Não istou...
- Ele está bem maninhu, podi acalmar... – Passou a mão sobre o ombro do mais velho, sem contraria-lo.
- ... Ele devi tar bravo comigu... Eu fiquei di dá uma resposta pra eli...E não dei... Devia ter dito!...Se eu não o vê mais...!
- O pelu amor di Deus Perna! Ele num foi prá guerra! Só saiu pará passear em São Paulo.
- Da no mesmo... – Disse num tom tétrico. E aproximando-se dali, Sampa espirrou, e ofendeu baixinho sem saber exatamente quem.
- ... Vamus não é para tantu...
- Estô com uma coceira atrá da orelhá... - Disse em tom sério
- ...Meu pai... - Seguiu a paraibana um pouco assustada.
Era daquelas coisas de velhos, ou supersticiosos, mas quando PE tinha uma coceirinha na orelha, nunca era algo bom...Nada, nada bom... E os nordestinos levavam isso a sério.
- ... Esto cum'um péssimo pressentimento...
São Paulo respirou fundo, saindo de seu carro no estacionamento do restaurante marcado. Teria que ouvir poucas e boas se Brasília o visse ali, depois de educada conversa que tiveram... Esperava realmente que ninguém o visse, e que todos já tivessem ido para suas casas...
Nesse instante, o telefone começa a soar uma vez mais com o número restrito, mas antes que o paulistano pudesse atender passando na frente do restaurante...
- São Paulo...?
A sorte era uma filha da put* que o odiava...
O paulista virou-se com seu melhor sorriso de circunstância, girando nos próprios pés e ficando frente a frente com Santa Catarina, e um pouco atrás , Paraná. Sentiu automaticamente o rosto arder, por seu pequeno, lê-se Paraná, o ver vestido dessa forma.
O paranaense em sua parte, o observa com as sobrancelhas erguidas ruborizado pela situação, mas imaginando que isso tinha algo haver com o encontro com o Rio que chegara a escutar, e sentiu-se feliz ao ver Sampa estava realmente se abrindo para isso...
Já Santa Catarina...
- Tu ficas tão hermoso sem óculos Paulinho~ - Disse com um sorriso de lado, colocando parte dos cabelo ruivos atrás da orelha.
O sulista mais velho voltou-se de boca aberta para a irmã, o tanto que a conhecia, e rondava seus encontros, o indicavam muito bem que aquilo era uma cantada. Sampa não pareceu perceber.
- Hmm...Me chame de "Sampa", ou de "Vicente", ou até "Vih"...Eu só não gosto que me chamem de "Paulo" - Respondeu tentando ao máximo não ser grosso. Por que quando Santa criava um apelido... O tempo era mínimo para voltar atrás antes que fique por tooodaaa a eternidade catarinense.
- Ah, Viih é bunitinho. Posso te chamar de San~ ?
Definitivamente estava cantando seu Papa!
- ...Aaah... - Praticamente ninguém o chamava de "San"...Ou melhor, até que muitos... Mas não como abreviação, e sim por que os gringos não sabiam falar "ão". Como apelido...Provavelmente só...Rio... - ...Pode...
- Certo San~ Sabe, tu ficaste muito bem assim... Creio que nunca te havia visto sem roupas sociais. - Jogou o cabelo para o lado, ao tempo que seu irmão colapsava sem saber o que fazer, normalmente ameaçaria o sujeitos nas costas da catarinense mas...M-mas... Era Sampa!
- A-ahaam...Gracia-Quero dizer Danke-...Obrigado - Se atrapalhou sem jeito com os elogios, meio tenso sem ter os óculos para mexer. Não estava nem um pouco acostumado a receber elogios assim, muito menos pela sua aparência, fingiu tranquilidade vendo no celular como se estivesse desinteressado.
Santa sorriu. San podia ser fofo, e ela amava coisas fofas.
- Quem sabe poderíamos sair...Sabe, um dia desses. Costumo ter as sextas livres - E algo na cabeça de Paraná fez BOOOM, e seu cérebro fritou por alguns instantes.
- Aaah... - E São Paulo a essa altura estava tão vermelho quanto os cabelos da jovem - ...Certo...
Vindo do homem que não sabia dizer "não" a uma mulher, e que tinha se ferrado muito na vida por causa disso...
Passando despercebido pelos dois, Paraná saiu com a cabeça agachada, e olhos brilhantes, com as lágrimas querendo sair...
Mal saiu do restaurante encontrou com Espírito Santo e Rio de Janeiro discutindo.
- Ele já deve ter chegado idiota!E você tinha que subir para arrumar seu cabelo?!
- Chegooou naaadaa! Com o transito de merda dessa cidade?
- Mas ele CONHECE os caminhos daqui e...Oi Paraná, você viu São Paulo?
- YOU! - Gritou apontando para o carioca que deu um salto. Nunca na vida tinha visto o paranaense gritando - WINE BASTARD OF THE BLOODY HELL! É culpa sua!
E ainda explodindo em meio a um ataque inglês, fechos os olhos tentando se acalmar por que tanto Santa quanto San se viraram para ver de quem era o grito, e deixando o fluminense absolutamente surpreso foi embora sem dizer mais nada.
- Euuuu disseee que ele era perigoso.
- O que MEEERDA deu nele?!
- ...Hmm... Rio...?
Rio de Janeiro virou-se reconhecendo a voz que o chamara. E ao vê-lo congelou-se.
- Aaah, eu vou atrás do Pázinho, té mais San! - O sorrindo saiu, passando do lado dos outros dois Estados do sudeste.
- Ooooh - Soltou Espi com um sorrisinho vendo como São Paulo se trajava. Ali estava a resposta à pergunta se Sampa tinha se preparado ou não - Acho que eu nunca te vi sem roupas formais. Ficou bem legal!
- Hmm...Grazie...
Ambos se voltaram para o carioca para ouvir seu opinião. Mas ela não foi dada. Rio seguia ali, parado, observando o maior com a boca ligeiramente aberta.
- ...Rio...- Sussurrou o capixaba dando discretamente uma cotovelada no irmão - psiu, Riiiio.
E nada.
SP trocou o peso do corpo para outro pé, passando a mão pela nuca e tentando ao máximo não encarar o chão, fixando a vista numa árvore atrás do fluminense. O mesmo seguia ainda algo K.O
- Rio...Eiii, RIO!
E o celular do paulistano tornou a tocar.
- Scuza voy a...Sumimasen... - E saiu dando um sorriso bobo que fez o capixaba fazer um "own" interno e a estranha sensação de borboletas dentro do estomago do carioca voarem para todas as direções. – Atender...
E automaticamente quando virou de costas, a vista do quase-loiro foi quase por instinto levada ao cós da calça, que marcava perfeitamente todo o desejável.
- .Santo das calças juntas... - Resmungou
- ...Oi? Santo de qué? HÃ? - E ao ver para O QUE olhava... - Hmmm~ Rio Sa-fa-dee-nho~ Seu pervertido.
- Definitivamente - Mordeu o lábio inferior - E com todas as letras...
Espírito Santo bateu contra a própria testa. Esqueceu que estava falando com Rio de Janeiro depois de tudo...
- Me explique de novo...Aquilo do sexo gay - Comentou sem sequer notar que Sampa parecia bem sério ao telefone.
- Vocês estão apenas no primeiro encontro! POR FAVOR!
- Mas olha pra ISSO - Apontou para as partes baixas do paulistano, e quando ele se virou de frente, ainda no telefone...
- Céeeus, eu acho que é realmente Ilha Comprida, Hmmmm~ Ta ferrado Rio~
E esse deve ser o papo mais, MAIS gay que esses irmãos já tiveram...
Enquanto isso São Paulo...
- ...Sim...Ceará é meu...Hmmm...Meio irmão...Tipo primo...Me chamo Vicente...Sim, sim...Moro aqui mesmo...ELE O QUE?! OH MY GOD! E ele esta respirando? Vou imediatamente! O que? Ah sim! Vou levar um irmão mais próximo!
E sem dizer mais nada, passou correndo do lado dos outros dois que se assustaram, e correu para dentro do prédio ver se ainda achava Pernambuco...
E não demorou para encontra-lo.
- Pernambuco...! - Tinha acabado de dar um chute, levando a porta abaixo, fazendo ambos os irmãos que se abraçavam nervosos saltarem dois palmos - Você vem comigo, agora. Parece que...Ele levou um tiro.
E menos de cinco minutos depois, para a total estupefação do carioca que gritou " O que aconteceu?" e recebendo apenas um " Depois, vá na frente" como resposta. Sem pensar, os dois Estados entraram no carro do primeiro, e saíram queimando desde o primeiro farol vermelho...
-.-.-.-.-.-
O Pernambuco respirava entrecortadamente pela boca, incapaz de seguir respirando pelo nariz devido a seu nervosismo, além do repentino pavor de sofrer um acidente antes de chegarem ao hospital, levando-se em conta a rapidez com que o mais velho dirigia.
Engoliu seco uma vez mais. São Paulo não lhe dera mais nenhuma informação desde o quarto, e sentia-se nervoso demais para questiona-lo sobre mais.
Olhou de relance uma vez mais o ex- bandeirante.
Era uma situação absolutamente estranha... Os dois Estados não se davam lá muito bem... Na verdade, Sampa não se dava bem com quase ninguém...
Mordeu o lábio inferior com preocupação... Passando a mão pela orelha direita, onde escondia um diferente fio de cabelo que formava um cachinho. O mesmo parecia vibrar como se de uma anteninha se tratasse.
Fechou os olhos.
- Já estamos chegando. – Anunciou repentinamente o paulistano – Ele acabou sendo trago a um hospital particular, é o que tinha de mais perto... Ao parecer estava sangrando muito. Você vai primeiro tentar encontra-lo, e eu fico resolvendo a parte burocrática.
- C-certo...
Rapidamente estacionaram o carro e se adiantaram para dentro, a atendente quase teve um treco, mas logo respondeu que o mesmo se encontrava no quarto 240 e sem nem ao menos perguntar a direção, o nordestino disparou pelo corredor, ao tempo que o do Sudeste permanecia para pegar informações mais técnicas.
- Sr... O horário de visitas vai acabar daqui quinze minutos e... Eu preciso me certificar que o paciente possa receber visi- E a essa altura PE já estava quase no quarto – O outro senhor!
- Não ligue para ele... Eu preciso saber o que aconteceu, e vim acertar as contas também... Ele esta estável...?
- O senhor...Hmmm...Ceará – A atendendo achou estranho o nome, mas estava acostumada com todo tipo de bizarrices – Ao parecer se envolveu em uma briga de bar... O dono do estabelecimento que o trouxe disse que ele tentou parar a briga com mais algumas pessoas e acabou se ferindo, no entanto, foi o único a sair machucado... Se o senhor quiser subir também e depo-
Não pode terminar a frase, pois no instante seguinte Sampa já se encontrava subindo as escadas.
- ... Tenho que aprender a dar todas as informações primeiro antes de dizer para subirem – A jovem suspirou, tentando ligar para outro telefone da lista do celular do cearense deixado em suas mãos, o que dizia "Pai".
-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-
Não demorou para o nordestino mais velho encontrar o leito, abrindo com um baque.
E ali estava, no centro do quarto deitado sobre a cama, ao seu lado um carrinho com vários itens médicos afiados e sangue, muitos algodões com sangue...
E sobre o rosto do cearense, uma mascara de respiração, e a som da maquina que lia as batidas do coração do mais novo.
O pernambucano se aproximou, quase levando ao chão uma bancada, e se sentando na cama ao lado do peito de sue velho amigo.
Abriu a boca umas cinco vezes para falar alguma coisa, mas nada saiu, assim que tomou a mão do menor, sem perceber um ligeiro saltinho que este deu após tal ação.
- Maldição...Maldição! Me perdoe, me perdoe idiota! – E outro saltinho ao sentir uma gota de água salgada sobre a mão cearense. Lagrimas. – Eu-! Eu devia ter te ditu que-! I-idiota inconsequente! E-e ma-masoquista! Eu te amo IMBECIL!
E mais algumas lágrimas.
- Idiota, idiota, IDIOTA! Era isso qui cê queria qui eu dissesse?! Pois estou a dizé! Te amo s-seu...S-seu...
- E-essa é co-oisa mais bonita qui cê já me disse na minha vidinha.
O pernambucano congelou-se, voltando-se ao rosto do cearense, com os olhos abertos e voz embaçada pela máscara.
- C-c-c-c-c-c-c-cê TA ACORDADO!?
Em vez de uma resposta coerente, ceará arrancou a mascara de sua cara, e puxou pela gola o nordestino para ainda mais perto, roçando ambos os corpos, e simplesmente devorando seus lábios, que prontamente se abriram apesar da surpresa, num beijo desesperado e até bestial, e de alguma forma bizarra, algo romântico.
E a maquina de batimentos nunca processou tão fortes emoções apitando desesperada.
- Ehem... Acho que cheguei num mau momento...
O desfibrilador maquina que dá choque para ressuscitar, carinhosamente o DEA, poderia muito bem ser usada em Pernambuco nesses instantes, por que ao se separar dos lábios do mais novo, e virar-se tetricamente até a porta e ver São Paulo escorado na mesma, podia jurar que seu coração parou de bater por alguns instantes.
- N-não é-! – começou a frase o mais velho, e se interrompeu vendo de lado Ceará que o observava sério em tom de aviso.
E para a porta, Sampa lhe via com uma sobrancelha levantada, interessado.
Se negasse, voltaria a toda àquela situação com o cearense, se não pior. Se não negasse, o paulista poderia muito bem fazer da sua vida um inferno. Sabia que o mesmo era perverso o suficiente para isso, desde que era bandeirante, sempre soube.
Estava entre a cruz e a espada...
Ou melhor
Entre o rifle e a peixeira...
- Então, eu vou deixar os dois em paz, não quero atrapalhar – Tentou não ser irônico, falhando miseravelmente, seu instinto foi mais forte – legal que vocês estejam juntos, explica muita coisa.
Ia se retirar, com um sorriso que muitos avaliariam como cínico, mas era apenas seu sorriso de ocasião...O que podia fazer
Nesse instante, vendo o nordestino mais velho tenso, Ceará se apiedou dele... Depois de toda aquela declaração... Já devia estar satisfeito, já era pedir demais para seu amor cabeça dura com crises de coronel.
- Não istamus juntos, eu qui me exacerbei. Eu tenhu uma quedínha pur eli e me deixei levá pelo momento... – Confessou falsamente sem muita emoção.
E antes que pudesse continuar, no entanto..
- Estamos namorando! - Colocou repentinamente o pernambucano, de forma exaltada, quase como se tivesse levado um tranco mental diretamente ligada à parte pouco usada de seu coração, e tomou a cintura do cearense que parecia ter esquecido como se respirava totalmente sem fala - É isso!
E as sobrancelhas de São Paulo foram até o teto.
- Vaya...
- Somos? – Questionou Ceará num fiozinho de voz, ainda respirando sem regularidade.
- É-É – Falou mais tremido sentindo os olhos girar, logo seria ele que teria que ser hospitalizando.
- Sacrébleu! – Exclamou o cearense ficando meio roxo já pela falta de ar – OH MON DIEU!
- Je suis d'accord avec vous... – Seguiu o paulista, literalmente concordando.
Houve uma pequena pausa, em que o ex-coronel tomou a mascara de ar e devolveu ao rosto do menor, antes que acabasse inconsciente, o qual entrecerrou os olhos meio abobado, o que não tinha nada haver com o ar em si.
- Hmm... Então... Que bom!... Não que cês tivesse que admitir para mim ou coisa do gênero... – Voltou Sampa trocando o peso de pé e passando ligeiramente a mão na nuca, desviando o olhar para a janela – Não é da minha conta, de qualquer forma. Isso é problema de vocês, não é como se eu fosse me meter – E ao ver a cara duvidosa do nordestino – Ou divulgar. Isso realmente me dá na mesma.
O nordestino mais velho sentiu-se um pouco aliviado. Um pouco.
- Então...Hmmm... Vou deixar a conta dele paga... Afinal, isso aconteceu na minha casa... E... – Deixou uma nota de 50 sobre uma cabeceira próxima – Pra vocês tomarem um taxi quando... Terminarem aqui...
Deu um passo para sair.
- Sampa, esperá! – Falou ainda algo fraco o cearense tirando a mascara, com dificuldade se descobriu, mostrando um lado de sua calça rasgada e uma tala levemente salpicada de sangue.
- CE! Você vai se machucâ!
- Obrigado por te trago meu homi, ele é um cabeça dura meio tonto, mas é bom moço, me desculpá pelu trabalhu que eu dei, num devia ter me aventurado sozinhu... E acabei pur me meter numa briga entre dois qui um dia foram dá minha terra... Me intristeci que tenham me deixadú pur eu ser... Pur muitas vezes uma terra difícil di vivé, mas dói muito por dimas que além dissu num gostem da nova terra qui os acolheu. Eu sei qui nóis num si damu lá muito bem, máh mesmu assim eu te digu "brigado", i que apesár dás diferenças eu também ti considerô meu irmão por tanto dus meus qui cê cuidô, seja pur queré ou não.
São Paulo deu um meio sorriso prepotente, sem responder. Bem sabia que possuía tanto sangue nordestino em suas terras quanto qualquer Estado do próprio Nordeste, e compartia muito de suas culturas e costumes.
Mas não é como se fosse dar o braço á torcer algum dia. Afinal se desse, não seria São Paulo.
- E esse seu "homi" é quase tão cabeça dura quanto eu – Brincou.
- Cês podem pará di falá di mim comu si eu num tivesse aqui?!
- Maaas, como cê admitiu que a culpa foi dos seus – Pegou a nota de cinquenta e colocou de volta na carteira, substituindo-a por três notas menores – Eu deixo só 30 pro Taxi.
- HÃ?!
- Ciao~ - E fechou a porta.
- HÃ?! PÂO DURO! Mal dá pra chegá nu hotel cum 50 num dumingo, QUEM DIRÁ COM 30!
Ceará por sua vez começou a rir.
- Aaaaaah! ESSE é São Paulo! Haha~
Pernambuco teria muito mais do que reclamar do paulista quando semanas depois todas as multas de transito adquiridas aquela noite fossem mandadas diretamente para sua casa em Recife.
Junto a um singelo bilhete escrito "O filho é seu, cuida ;3"
Embora as contas do hospital não ficassem muito longe disso, então meio que empatava.
No entanto, o paulistano demorou um boom tempo para preencher toda a papelada, ao tempo que Rio de Janeiro já esperava à pelo menos vinte minutos no restaurante combinado, brincando com a cera da segunda vela já.
E no quarto.
- Apesar di cê reclamá tantu, até qui vocês si parecem um poquinho.
- HÃ?! – Exaltou-se pela sei lá qual vez o pernambucano essa noite – Só si fô nu branco dus zólhos!
- Más tem uma diferencinha básica. Cê é meu homi, e eli o homi do Rio de Janeiro.
- HÃAAAA?!
- Você num sabi di falar outra coisa bixinho?!
- M-mas é que...Eles se...odeiam...- E nada no mundo fazia sentido...Sampa era gay?!
- Bixinho, uma vez acabei meio que vendo os municípios de trás di Sampa, e olha que se pudesse ter me matado com o olhar, Rio mataria, e acho qui eli nem percebeu u qui fez...
- VOCÊ O QUE?!
- Fique calmu pur que num tínhamos relacionamentu fechado – Sorriu malicioso, chegando a onde queria na conversa – Agora temus
- É-é...
- Se eu soubesse qui fosse di sé assim, teria levadu um tiro a muuuito tempo~ - Comentou engatinhando na cama do hospital, por que não conseguia mexer a perna direito ainda.
Pernambuco ergueu uma sobrancelha, até mesmo ele às vezes se surpreenderia do nível de masoquismo do seu... Amante...
Seria sua culpa...?
- Definitivamente~ - respondeu inconscientemente a pergunta mental de seu agora namorado.
- M-mas, cê sabi qui ainda vamu ter qui...Escondé pur que éee...Ilegal... – Dizia enquanto podia vendo o menor se aproximar, e sabendo que logo não conseguiria mais gesticular palavras.
- Aaah~Eu nãao me importu~ O primeiro passu é tu aceitar, o segundu nossus irmãos sabe, e o terceiru é aprová a lei Du casamento gay~
- VISSE O QUE?! CO- E Não pode seguir gritando, pois teve seus lábios mais uma vez roubados por um cearense sedento, e bem ousado.
E o beijo não demorou para intensificar-se ainda mais, fazendo o mais alto praticamente deitar-se na cama também, que era forte o suficiente para aguentar o peso de um paciente e de pelo menos mais dois médicos, embora o aparelho de medição cardíaca já parara de funcionar devido a grande variação.
Indiferentes a tudo isso seguiram com o seu, até que o cearense fizesse uma expressão de dor quando o mais alto já se encontrava em cima dele.
- Aaah...Desculpa...Melhó a gente parar e...
- Perna...Alguma fez cê já fez amor em um hospital~?
Essa sugestão foi o suficiente para Perna quase perder a cabeça.
- Mas...Cê ta... – Ainda tentava dizer algo lógico, pelo menos.
- Aaah, num foi a priméra vez, i duvidu que seja a última qui eu levu um tiro – Arrancou os sensores dos aparelhos, e afastou os carinhos da mascara de ar.
E uma vez mais o beijou com muito desejo, tentando de uma vez nublar sua mente para que parasse de se negar, desde que brigaram fazia pelo menos uns dois meses. DOIS MESES!Que não se tocavam assim...Precisava urgentemente ser atendido por algo bem longe de um médico, essa seca também era implacável.
Não precisou de muito mais para que Pernambuco se levantasse e achasse outra utilidade para todos esses pesados aparelhos. Segurar a porta.
Logo voltou com fome ao pódio.
- Mas...Podem nos...Ouvir... – E o nordestino merecia um premio por ainda ter algo de racionalidade a essa altura. Afinal, também estava na seca braaaaba...
Ceará fuçou em seus pertences ao lado da cama na mesa de medicamentos e de lá tirou um MP3.
- Não se colocarmos uma música~ - bateu o olho em sua lista, e logo encontrou a que queria, lançando de qualquer jeito o eletrônico de volta pra mesinha e tornando a puxar seu homem para perto, mordendo seu lábio inferior até tirar um pouco de sangue.
Nunca vi rastro de cobra
Nem couro de lobisomem
Se correr o bicho pega
O bicho come
Em troca, elevando o nível para o sadomasoquismo, Pernambuco distribuiu de bom grado seu sangue pela boca do mais novo, seguindo por seu pescoço, deixando algumas marcas vermelhas que custariam para sair.
Por que eu sou é homem
Por que eu sou é homem
Menina, eu sou é homem
Menina, eu sou é homem
Como sou!
Os movimentos se intensificaram. Ambos os corpos roçavam com desejo e luxuria, ao tempo que de forma torpe Ceará vencia essa barreira para os dois.
Quandu eu estava pra nascé!
Di véz inquandu eu ouviiia!
Eu ouvíiia mãe dizée
Aiiii Meu Deus comu eu queriiia!
E o mais velho começou a distribuir mordidas pelo peito do mais novo, que entrecerrava os olhos gostoso.
Que esse cabra fosse homí!
Cabra macho pra danáa!
E fazendo maravilhas com suas mãos nas regiões vitais alheias.
Aiiiiiiiiiii~ Mamãe aqui estou eu!
Mamãe aquiii estou eu!
Soou homem com H!
E COMO SOOOU!
As sinfonias se misturavam com perfeição à música, encobrindo-os. Quando já apenas as roupas intimas molestavam, Perna se deu o trabalho de tentar algo... Mais... De namoro, na visão dele, descendo e beijando o ferimento do menor, que por estarem no verão e o turismo em pleno vapor, estava cicatrizando numa velocidade grande o suficiente para que os dois fugissem do recinto depois do feito, para ter a certeza de não chamar a atenção da impressa a divulgar um 'Milagre', nada Santo, deve-se dizer.
Nunca vi rastro de cobra
Nem couro de lobisomem
Se correr o bicho pega
Se ficar o bicho come
E tornavam a se beijar, com um leve gosto de ferrugem na boca, quase como se quisessem devorar um ao outros com beijos.
. .
Por que eu sou é homem
Menina, eu sou é homem
Como sou!
E logo tornou a subir fazendo algo com a anatomia que, bem, Ceará por pouco não precisou da marcara de ar novamente.
Eu sou homem com H!
E com H sou muito homem!
Se você qué duvidá
Olhe bem pelu meu nome!
E subindo atacando seu tórax, e o que de interessante tinha avermelhar ali, deixando sua marca registrada, tentando dessa vez não extrair sangue, o que para Perna, era um absoluto avanço.
Já to quase namorando~
Namorando prá casá!
Aaah! ...
E quando a união foi feita, diferente de tantas vezes, não deixaram de se beijar nenhuma vez.
...Diz qui eu só!
Aaah!...
Até o último segundo, onde o pernambucano entre suspiros teve a coragem e o valor para sussurrar um "te amo" ao pé do ouvido de seu velho companheiro.
... Diz qui eu só!
E este sentiu um arrepio diferente quando foi beijando, dessa vez de forma mais calma, mais carinhosa, e retribuiu da mesma forma, sorrindo bobamente chegando ao clímax.
Homem com H!
E como...SOU!
E foi assim, que Pernambuco e Ceará se tornaram namorados, e amantes.
-.-.-.-.-.-.-.-
Rio de Janeiro suspirou cansado, incomodo, e irritado, depois de ter ligado pela milésima vez para o paulistano, que fez o put* favor de não atender...
Mesmo depois de ter obrigado a ele, e a Espi comprar um celular novo depois que Minas acabou dando com a língua nos dentes sobre o "incidente aéreo" ele não atendia...
Então por que tinha um PUT* CELULAR?!
Mal imaginava que o paulista estava em um veiculo que o impossibilitava de usar o celular, tudo isso para tentar chegar ainda hoje no lugar marcado.
Bufou uma vez mais, vendo a quinta vela que fora colocada na sua mesa desde que chegara, a pelo menos uma hora e quebrados atrás.
Mas para o fluminense eram como quatro horas!
Seus municípios de trás já estavam ficando quadrados... Que pecado...
Uma criançinha pirralhenta começou a chorar pela décima vez, e o carioca estava a um passo de berrar "CALE A BOCA CRIANÇA IDIOTA!" e ser expulso de uma vez da droga de pizzaria com gente gritando e crianças desgraçadas fazendo suas desgracisses.
Novamente se vê que Rio de Janeiro seria um exímio pai... Como conseguira cuidar de Sampa este estando com a cabeça infantil e mentalmente confusa. É um mistério eterno.
Contara até mil quando a criança tornou a chorar, então decidiu levantar-se para pegar alguns queijos, por que os garçons já haviam desistido de perguntar se queria alguma pizza. Estava só na caipirinha desde que chegou.
Ainda bem que com caipirinha tinha uma boa tolerância alcoólica, não seria legal acabar bêbado em seu primeiro encontro com... São Paulo.
Na mesa de queijos, como não sabia exatamente qual o tipo que Sampa preferia, acabou pegando todos os disponíveis...
Ou quase todos.
Parou fazendo cara feia para a pobre e indefesa plaquinha em que se lia "Queijo Minas", como se a mesma tivesse cometido algum crime. A ignorou cruelmente excluindo a pobre opção de seu prato, como se ela não fosse merecedora o bastante, e o "queijo Suiço" também, não que tivesse algo contra suíços, mal os conhecia, mas é que suíços são tão pão duros quanto mineiros, e essa relação já era mais que suficiente para serem descartados de sua seleta triagem.
Pegou salada suficiente para passar a noite, por que não era uma maquina ítalo-brasileira devoradora de pizza... Comia pelo menos uns três, ou quatro pedaços. E não 57 que nem o paulistano...
E ainda por cima era magro!
A maldade em seu corpo devia eliminar as gorduras! Não tinha outra explicação!
Estando com os dois pratos feitos. O da salada e o dos queijos voltou à mesa, pedindo mais uma caipirinha.
Suspirou, dessa vez genuinamente triste... Talvez São Paulo simplesmente tivesse esquecido... Talvez tenha mudado de ideia... T-talvez estivesse saindo com Pernambuco às escondidas!
Nada escondidas...
A explicação para tantos pensamentos incertos era que Rio de Janeiro, esse homem alto, apesar de Sampa ser maior, de cabelos até os ombros, com mechas, corpo bem definido, sem ser exagerado, e olhos azuis escuros para completar o retrato. Nunca. NUNCA. N.U.N.C.A tinha levado um bolo em toda sua vida...
Ou seja, ninguém nunca dispensara o carioca, ou o deixara plantado esperando assim...
Mas também...A verdade nua e crua era que podia contar... NOS DEDOS o número de vezes que teve algo... Assim, semelhante a um...Encontro...De verdade
Mas marcar em um lugar publico que não pudesse fazer coisinhas subidas de tom por que se não seriam expulsos?! Não... Isso não...
Por que as mulheres que Rio saia não eram... Digamos que o fluminense apenas dança, deitava, e tchau, não me liga.
Ah sim, em bom português, ele sempre foi o cafajeste pegador...
Já deixara mulheres plantadas antes, isso é verdade, simplesmente por que... Encontrou algo melhor pra fazer.
MAS AO MENOS AS AVISAVA!
Ou marcava num motel mais próximo...
Isso não estava ajudando muito sua autoestima... Podia significar que Sampa poderia simplesmente ter se entediado de sua presença e...WOW! Podia ter saído com alguma mulher dotada que achou por ai!
Por que podia ser abençoado, mas nunca teria o que uma mulher tem!
E é nesse momento que começa a depressão ante Encontro...Ou depressão pós-bolo...
E a criança recomeçara a chorar.
... Era oficial, odiava sua vida.
- Com licença todos, agora teremos música ao vivo com nosso garçom multiuso Estevam!
- Cale a boca Pedro! Não sou multiuso!
- Que veio de pau-de-arara direeeto do Piauí, alguém ai sabe onde fica o Piauí? Eu sei que é algum lugar acima da Bahia e...
- QUIETO E ME DA O MICROFONE PEDRO! – E os clientes riram, e Rio bufou. Ótimo, agora essa droga de lugar tinha música ao vivo...
E os dois garçons começaram a discutir, a berros, e todos menos Rio, acharam que isso era uma espécie de Stand-up...
Conclusão carioca: Paulistanos são barulhentos e estressantes.
Quando enfim pararam a briga, Rio estava na fase de questionamento...
Por que convidara o paulista?! O que tinha na cabeça?! Ele e São Paulo?! Puf! Se não tinham nada em comum! Nada... E só brigavam o tempo todo! E Sampa era um idiota! Gritava muito também! Era um Ítalo-brasileiro louco! WORKAHOLIC! Estressado! ...Misteriosos as vezes... Provocante... Sensual... Ah, e cheirava tão bem...
Certo, estava se desviando do tema...
E esquecera de comentar que tinha um sorriso...Simplesmente mágico...
Perdido em seus devaneios nem notou quando Estevam finalmente conseguiu sentar num banco em meio a um pequeno palco improvisado. Começando a tocar seu violão, ao tempo que o chefe de cozinha puxava Pedro pela orelha de volta ao trabalho.
Levantou-se disposto a ir embora, no exato momento que a canção começou.
Não devia ter marcado esse encontro nunca...Mas...
- Por que seu sei... Que é amor~
Eu não peço nada em troca!
Automaticamente, como se fosse um robô, tornou a sentar-se, mais vermelho do que uma vela de macumba...Olhou ao redor, e viu casaizinhos se formando, e seu put* coração achou uma hora boa para lhe sacanear legal, e começou a acelerar-se, e sua put* mente em complô...
- Por que seu sei... Que é amor~
Eu não peço nenhuma prova!
Achou conveniente lhe mostrar uma imagem mental dele...E Sampa... Juntos...Dançando devagar como todas os casais...
ATÉ A PUT* CRIANÇA DANÇAVA COM UMA PIRRALINHA!
- Mesmo que você...Não esteja aqui...
E ele lá, sozinho... Suspirando... Por que não parava de suspirar...?! E de pensar... "Por que será que ele não veio"...ou ... "Queria que ele estivesse aqui..."
O amor esta aqui... Agora...
Não podia deixar de pensar nele...
- Mesmo que você...Tenha que partir...
...E nem ao menos lhe disse aonde tinha ido... Passando correndo do seu lado... Esperava que estivesse bem... Queria vê-lo...Agora...
- O amor não há de ir...Embora...
Sabia que não podia se livrar mais disso... Por isso conversara a sós com Espi... Por isso decidira chama-lo para um encontro...
- Eu sei que pra sempre!
Enquanto durar
Eu peço somente, o que eu puder dar...
Alguns passos rápidos se assomaram na porta do restaurante, o novo cliente logo foi saldado com gosto, era um cliente fiel, e excelente consumidor. E era esperado...
Eu sei que é pra sempre!
Enquanto durar
Eu peço somente, o que eu puder dar...
E suspirou, suspirou, amaldiçoo, lamentou... Isso por que... Tinha dito para Espi que iria... Conversar com ele... Resolver alguns assuntos ma-mas...
Por que eu sei que é amor
Por que para ele, já estava mais que óbvio o que estava acontecendo. E alguém parou a suas costas.
- Meu Sampa idiota...
Sei que cada palavra importa...
- Ooooown~ Você pegou queijo!
Realmente, não era nem de longe a melhor coisa a se dizer, nem uma boa forma de começar, mas foi o suficiente para o carioca virar-se e levantar.
- Como assim "meu"? Ah, desculpe eu me atrasei e-
E no instante seguinte foi envolvido por um abraço do carioca, abrindo os olhos como pratos pela surpresa.
- Tu veio!
- Hã-hã...aaah...É...Nós ... Tinhamos... marcado.
Por que eu sei que é amor
Sei que só há uma resposta
- ...Eu achei... Que tu tinha pensado melhor... Achado tudo ridículo e muito estranho e ...Desistido...
Mesmo sem porquê
Eu te trago aqui
É-É estranho...Mas...Não...É ridículo...E eu nunca falto a algo...Que me convidam...
O amor esta aqui, comigo
- Fico realmente...Obrigado por ter vindo – Se afastou levemente do paulista, sorrindo ao ver que o mesmo se encontrava total e completamente ruborizado, e com a dita mão na nuca.
- Hã...Claro...Er...É! Isso Mesmo! – Confirmava quando ninguém tinha lhe perguntado nada.
Mesmo sem porquê
Eu te levo assim..
E tornou a aproximar-se lentamente, sob o som da canção, que infelizmente se identificava tanto..
E sabia que quando você se identifica com esse tipo de canção... Esta total e absolutamente...
Perdido.
Ambas respirações se chocavam, e Sampa não pareceu fazer qualquer esforço para separa-las.
O amor esta em mim
E Rio o beijou, antes que pensasse em se opor. E mesmo que Sampa ainda simplesmente não permitia que abrisse a boca e aprofundasse o beijo...Claro, sem nem imaginar que roubara um beijo seu de língua quando estava meio "infantil". Este tipo de beijo também... Era... Especial... Nunca imaginou que um simples toque de lábios, umas mordiscadas suaves, e um simples carinhos... Pudessem ser tão...
Mais vivo
Perfeitas...Tão vivas...Tão especiais...Pela primeira vez em sua vida, não se importava de ir devagar, não cobiçava simplesmente os "finalmentes" apenas queria estar ali, naquele momento. E se São Paulo, que sempre fazia tudo rápido e ligeiro, quisesse ir devagar...
Ele o seria, só e exclusivamente por esse paulista.
- ...Tu chegou tarde idiota...
-... D-desculpa...
Eu sei que pra sempre!
Enquanto durar
Eu peço somente, o que eu puder dar...
E algo sem graça, ambos se sentaram.
Por que eu sei que é amor
Sei que só há uma resposta
E quando tornou a olhar para o paulistano. Ele já estava comendo os queijos.
- Cheeseholic...
O paulistano apenas sorriu feliz, com uma doce expressão de culpado. E o carioca não pode deixar de suspirar por um motivo bem diferente que das outras vezes.
Até que Sampa parou, e observou o prato intrigado.
- ...Não tem queijo Minas...
Rio de Janeiro franziu as sobrancelhas desgostoso, mas logo tornou a suaviza-las.
- Eu vou te mostrar o queijo carioca - E com o garfo, pegou um queijo aleatório do prato.
- Carioca? - Inclinou a cabeça curioso - Cê não tem um queijo com seu nome.
- Não é o nome do queijo, é a ideia - E colocou o queijo do garfo sobre a vela, e o mesmo rapidamente começou a 'suar' e derreter.
- Oooooh! Boa ideeeia! - Seus olhinhos até brilhavam vendo o queijo começar a desprender
- É claro que é boa. Por isso carioca~ - E o ego do fluminense voltava a tona, e Sampa estava de bom humor demais, queijo, para discordar.
E assim que tirou seu talher de cima do fogo, o paulista aproximou-se e comeu o que ao seu ver, lhe era oferecido pelo mais novo. Tão visão fez um delicioso escalafrio passar por todo o corpo do quase-loiro, ainda mais quando o mesmo lambeu seus lábios satisfeito com o sabor, deixando um pouco do lacticínio no canto da boca.E no mesmo instante, se ofereceu para ajuda-lo, apoiando-se sobre a mesa e lambendo os lábios contrários.
E ao se separar, notou mais ou menos o que tinha feito, e apesar de sempre agir de forma provocante quando atrai alguém, não conseguiu deixar de se ruborizar junto com o mais alto.
- Hmm...Estava ...Sujo...
- Hã...Obrigado...
E ambos abaixaram a cabeça e continuaram a comer, cada qual seu prato, e o assunto parecia simplesmente ter viajado para um lugar distante, sem retorno.
- Os senhores querem pedir alguma co – O garçom de antes, Pedro aproximou-se da mesa com uma pequena tablet para anotar os pedidos - Aaaah! Viceeente!
- Ah! Ciao Pedro! Desculpa, eu não tinha te visto! – Levantou/foi puxado pelo descendente de italianos a um abraço bem camarada, nada amoroso ou coisa parecida, mas Rio arrugou o nariz do mesmo jeito, mesmo sem falar nada –Lungo tempo!
- De veroo! Nunca mais veio jantar aqui com a gente! Achei que tivéssemos perdido nosso melhor cliente! Haha! Disse que era culpa do Estevam!
- Por que sempre a culpa é dele – Completou Sampa se afastando e dando uma palmada no ombro do mais baixo, com uma risadinha.
- Claaro!
- EU OUVI ISSO PEDRO! – E todos que escutavam a seguinte canção se sobressaltaram, e logo seguido das desculpas do garçom-músico , todos riram, ah, menos os piralhinhos.
E claro, as criancinhas começaram a chorar e soltar gritinhos, e Rio falhou em disfarçar sua cara feia.
- O que foi? – Perguntou Sampa depois de pedir "o vinho de sempre" e tornar a se sentar.
- ...Nada...
- É o barulho?
- ...
- Aaah, mas uma pizzaria não é uma pizzaria se não tiver barulho haha! – Entrou na conversa Pedro, o enxerido.
- De veeeroo amico!
E ambos tornaram a rir. E o mau humor do Rio deu uma nova fisgada, junto com uma pontinha de frustração... Queria poder fazer Sampa rir assim... Era tão bonito. E ruborizou-se.
O carioca soltou um bufo sem perceber. O garçom o observou por um tempo, e logo sorriu maroto, se retirando.
- Ele é filho do dono – Respondeu o paulista – Como eu costumo vir aqui quando estou de bom humor, acabamos nos tornado amigos.
- ...Não sabia que tu tinha amigos... Assim...
- ... Assim como...? – Franziu as sobrancelhas.
- ...Outros amigos...
E repentinamente São Paulo começou a gargalhar, fazendo as crianças pararem, e chamando a atenção de algumas pessoas. Aaah sim, a gargalhada paulista era muito, muito, m.u.i.t.o escandalosa, e um tantinho esganiçada.
- ÀHûÁHHAúAHAUAHÁhÁHUAAÂIâUAÂÌ AAÂÀ! – Se segurou na mesa para evitar que a cadeira vira-se
- Q-q-qual a graça?!
- Nooooossaaaaa! Eu me senti o Estado mais detestável da terra agoraaa - E seguiu rindo - Pooor favooor! Eu tenho quase quinhentos anos! Cê realmente pensou que eu só tinha você de amigo? HAHahau!
- N-não! Tem...o... - Franziu as sobrancelhas - Minas... Bahia...E...Hã...Paraná?
- Caaaramba, ai ai - Secou os olhos de lágrimas pelas risadas, passando a mão em suas costelas - Claro que eu tenho outros, na América, principalmente Europa, Osaka.
- Ah é...Tem o japa...
- E outros menos, não são tantas amizades assiiiim, centenas, mas definitivamente, mais de quatro eu tenho
- ... Que tipo de amizades...? - Sentiu algo em seu interior lhe dizendo que era melhor não perguntar...
Sampa definitivamente parou de rir, vendo o velho amigo meio inquieto.
- Ah...Amigos tipo...Normais...De papo... Amigos pra jogar online...E amigos...er...PIIIIZZAA -Mudou de assunto drasticamente chamando a atenção de um garçom que passava com uma bandeja.
- ...
- Eu quero dois pedaços! Não! Três! E pede pro Pedro trazer dois copos, por favor, eu tinha esquecido - E para desgosto do carioca, por alguns instantes pizzescos foi completamente ignorado.
E Rio de Janeiro, nunca, jamaaais, pode ser ignorado.
- E eu vou querer a bebida mais forte que vocês tiverem.
Sampa parou seu pedido olhando de canto seu velho amigo.
- Ignore por favor o pedido dele. Ah! E depois por favor peça para passarem uma cinco queijos por aqui? Grazie~
- HÃ?! COMO ASSIM?! - E o que colocou a pizzas no prato do mais velho teve a sorte de sair antes dos gritos
- Cê não vai ficar bêbado no nosso primeiro encontro e- Interrompeu, desviando o olhar pra seu prato envergonhado.
Rio também abriu a boca para reclamar, mas ao a frase ser processada por sua cabeça, não disse nada.
E essa conversa, ou falta dela, não estava levando a lugar nenhum.
- Hmmm -Tornou o carioca - ...Vamos...Conversar sobre...Hã... Alguma...Coisa...
- ...Tipo...
- Hmm... Sei lá... O que conversamos...Normalmente...?
- Aaah...Coisas. - Disse Sampa dando de ombros
"Eu sabia!" Gritou mentalmente lembrando a conversa que tivera com Espi
E sobre o que havia dito o capixaba...
- Hmm;...Que tal...Ro...deios...? - Questionou meio inseguro
E São Paulo levantou o rosto imediatamente, com um fio de queijo na boca, com os olhos brilhantes.
- Cê gosta de rodeio?!
- Hã...É...Bem...Quase...
- Séeerio?!
- B-bem... É aquela coisa que...É... Tu corre dos touros que te perseguem, né...?
- Corrida de touros...?
- Isso! E aquele pano vermelho lá...
- Tourada.
- Isso mesmo!
- ... - São Paulo franziu as sobrancelhas sem comer - Isso é español, e além do mais foi proibido.
- A-a-ah...
- Cê nunca viu um rodeio né?
- B-b-bem já eu! - E ao encarar o mais velho - ...Certo... Não... Só sei que tem mulher, cerveja, e boi...
- ...Cavalos...?
- Ah, isso também
- Claro... "Isso também".
O fluminense se xingou internamente, estava conseguindo que SP ficasse de mal humor... Era um completo idiota...
- ... E Sertanejo...
- ... Algo mais...?
- ...Mulher?
- Isso você já disse.
- Oh...
E para sua absoluta surpresa, Sampa sorriu.
- É muito divertido, sabe, e emocionante! A plateia vibra como um jogo de futebol! Os meus melhores peões de rodeio vão competir lá nos States! Adooro a cara de Taxas quando isso acontece! Haha!
Rio de Janeiro arrumou-se na cadeira, tentando tomar o máximo de atenção para entender isso de touradas...
- ...E por que Texas...? - Seguiu, para mostrar que estava escutando.
- Ah, por que os rodeios são originários dos States.
- Sério?!
- É, mas nós somos bons também! - Colocou com força - Ótimos! Antes se aprendia no interiorzão, assim, nas terras de sua casa i coisa i tal, e foi expandindo! Temos até bicampeões mundiais!
- N-nossa... – E podia jurar ouvir umas puxadas de "r" no sotaque paulista, coisa mesmo de interior, enquanto falava do assunto
E o paulistano começou então toda uma explicação sobre como montar em um touro, e nem ao menos reparou quando o vinho e os copos chegaram a mesa.
- ...Mas...8 segundos...?
- No mínimo! E se o peão não ficar, já foi desclassificado
- Pera, pera, pera... Deixa eu ver se eu entendi... O cara sobe em um touro bravo, só pode segurar o bicho com uma mão... E tem que ficar PELO MENOS 8 segundos no MÍNIMO?
- É! Exatamente!
- ... E se ele cai...?
- Ah, às vezes quebram algumas costelas... Fraturam o pulso, a gente tenta salvar o homi antes disso.
- Isso é suícidio!
- Naaaada! Só torna tudo muito emocionante! Eu já montei várias vezes! É assiiiiiiiiim, suuuuuuuper! Emoção vai a mil! Simplesmente fantástico!
- PERA! TU JÁ MONTOU UM TOURO BRAVO?!
- Ué, claro! - E sorriu radiante - É a melhor parte!
O carioca passou a mão exasperado pelos cabelos, pensando em como o magricela do paulistano podia se ferir GRAVEMENTE em um esporte como esse. Mas... Tornou a suspirar, era simplesmente tão perfeito ver Sampa assim tão...Emocionado...Feliz, fazia seu coração vibrar com mais força.
Devia tentar mais vezes puxar assunto dos gosto do paulista, valia totalmente a pena.
E a conversa seguiu, de rodeios, laçadas, à corridas de cavalo, Rio descobriu que SP já tinha competido com Cometa em alguma dessas coisas, depois passaram para corrida de carros, e de alguma forma para flores... E Sampa já tinha bebido meia garrafa de vinho, e nem mesmo havia corado.
- E você não vai beber? - Questionou terminado mais um copo, ao tempo que comia sua 13ª pizza.
- ...Tu disse pra eu não beber... - Comentou, e não gostou de como sua frase soou "menino obediente"
- Ah, mas eu pedi o vinho para nos dois - Tomou a garrafa e serviu apenas um dedinho da bebida.
- Então por que só isso?!
- Para você apreciar, e não alcoolizar-se.
A ex-capital cruzou os braços nervoso, vendo como Estevam continuava a cantar, a pesar de algumas interrupções esporádicas de Pedro, e que agora boa parte do restaurante estava de pé, dançando.
- Hmm... - Olhou Sampa de esguelha, que fazia um mini escândalo comendo sua quinta cinco queijos. - Hmmmm~~
Quando virou-se de vez para propor sua ideia ao mais velho, o mesmo estava todo sujo de óleo dos queijos, toda uma bagunça altamente italiana, ao tempo que um sambinha de Jorge Ben Jor ia acabando, e com ela sua oportunidade.
- Sampa-!
- haha, eu sei, vou no banheiro me limpar e já volto - Comentou como se nada amassando mais um guardanapo - É rapidinho.
E saiu deixando o carioca desconsolado para trás.
Apoiou o rosto no braço resmungando, ainda mais quando Estavam parou de cantar. Só por que tentava ser um pouquinho romântico...
Enquanto o garçom músico saia discutindo outra vez com Pedro, uma mulher com uma bolsa retangular se aproximou do pequeno palco. De lá tirou um pequeno tecladinho e o apoiou em um suporte que estava fechado próximo.
- Boa noite a todos, eu me chamo Carolina, e eu vou seguir a noite para vocês - Anunciava no microfone a jovem - Quero dedicar minha primeira canção aos apaixonados presentes nessa noite. Mostrem um gesto de carinho e chamem sua pessoa amada a dançar!
Muitos homens se mexeram incômodos em seus lugares e receberam olharem assassinos de volta, de seus respectivos pares.
- Não se acanhem! Vocês podem só ficar balançando e fingindo que dançam que já esta bom, não é garotas? Garotos?
E vários aplausos e assobios depois, a grande maioria dos visitantes daquela noite levantaram, casais de senhores, casados, namorados, e tímido o pirralhinho chamou a pirralhinha a dançar também.
E a jovem sorrindo começou a tocar, e Rio de Janeiro mordeu um dos dedos frustrado, puxando sua carteira.
E a nova música deu inicio. Viu se Sampa se aproximava, ao tempo que de sua carteira, Rio não tirava dinheiro ou mesmo cartão, e sim uma fita, azul brilhante como a seda, apesar de sua idade.
O coração bate acelerado.
Cores e promessas...
A música parecia ser em inglês, mas realmente não se importava muito, checou mais uma vez a localização do mais velho, e tornou a observa-la. Tão azul...Como o mar, como aqueles olhos que no entanto eram bem mais claros... Como aquela velha e quebradiça promessa...
Como posso amar quando tenho medo de cair?
Tinha garantido para Espi que... Ia devolve-la, mas...
Mas...
Mas ao ver você só
Finalmente tornou a ver São Paulo, que observa algo triste a janelas lá fora. Começara a chover, e bem forte.
Todas as minhas dúvidas vão embora de alguma forma
Colocou a fita novamente em seu bolso, e independente da canção foi até ele.
- Acho melhor irmos embora, a chuva esta começando a piorar muito, vai ser difícil chegar ao hotel, ele fica numa parte baixa da cidade...E digamos que...Hãa...Alaga... - Começou Sampa ao ver que Rio se aproximava.
- Mas tu mal comeu quarenta pedaços de pizza ainda - Brincou o fluminense cada vez mais próximo da coluna do mais velho, e pensando se poderia colocar as mãos em sua cintura...
- Ah, não tem problema, dessa vez eu me contento com 36 pedaços - E Sampa por sua vez não estava brincando;
- B-bem, então vou pedir a conta... Eu pago. - E automaticamente sentiu uma pontada em seu peito. No final das contas, não era uma pizzaria lá muito barata...
E pode ver refletido no vidro chuvoso a expressão de satisfação do mais alto.
- É claro~ Mas eu vou aliviar para você, eu pago o vinho.
Deu um passo mais perto do paulistano, e o mais sutilmente que pode envolveu sua cintura, fazendo o outro dar um saltinho de surpreso, e ainda sem poder evitar, respirou sobre o pescoço do paulista, buscando aquele cheiro que tanto lhe agradava, encontrando algo mais... Um perfume! Sampa tinha usado um perfume para se encontrar com ele!
O tempo pára.
Beleza em tudo que ela é.
A música onde estavam se escutava mais baixa, e ainda assim. O coração carioca pulou algumas batidas quando viu pelo reflexo que São Paulo entrecerrara os olhos com o movimento. Era como se tudo tivesse desaparecido, e só estivessem os dois naquele instante. Atreveu-se a beijar a pele exposta por aquela roupa que cobria tanto...
Demais para seu gosto, quase como um desafio para toca-lo.
Eu vou ser corajoso
E sentiu-se em verdadeiro êxtase ao ver São Paulo inclinar um pouco o pescoço, para dar ao mais novo mais espaço para agir. Era como um pedacinho do céu ali na sua frente, no formato de uma deliciosa autorização.
Eu não deixarei nada tirar
O que esta na minha frente
Lambeu, dividiu beijos por toda a região possível, pressionando ainda mais a cintura contraria com as mãos. Aproveitando a situação com gosto.
Ao ver, encontrara o ponto débil do paulistano, o local exato para fundir sua cabeça, o fazendo ignorar completamente, onde estavam, ou o que estavam fazendo. Parando sua linha de raciocínio sempre ativa. O fazendo reagir de uma forma mais...Instintiva. E definitivamente se aproveitaria dessa descoberta
Cada suspiro
Puxou a gola um pouco mais para o ombro, e mordeu, automaticamente tirando um suspiro de Sampa, que fechou os olhos com a ação.
Cada momento tem caminhado para isso...
Talvez um dia Rio percebesse que Sampa só não o socou quando o carioca atacou seu pescoço estando dormindo, mesmo sabendo que estava sendo atacado, por que a sensação era boa demais para ser desprezada. São Paulo era também um pervertido depois de tudo. E mordeu uma vez mais, porém fraco o suficiente para não deixar uma
Um passo mais perto...
Mas...
Repentinamente o fluminense virou o corpo do paulistano para frente, ficando ambos cara a cara, extremamente próximos da janela do lugar. O ex-barão ainda possuía os olhos entre abertos com uma expressão meio ida, mas suficiente consciente como para franzir as sobrancelhas com a ação.
E sem pedir permissão nenhuma, começou a se movimentar de leve, movendo com as mãos como podia o corpo do mais alto, em uma versão bem simplista de uma dança.
- ... O que você...Está fazendo? - E Sampa já lembrava como articular frases.
- Dançando
- E quando eu disse que dançaria com você?!
Eu tenho morrido todos os dias esperando por você
- Não disse. Esta ai o segredo. Se eu pedisse tu iria recusar.
- Mas é claro! - Colocou envergonhado desviando o olhar - Eu não gosto...De dançar...
- Mentiroso - E deu um fugaz beijo nos lábios contrários.
- EI!
- Se for esperar você me beijar, esperarei eternamente.
- ... E você estava...Esperando?
- ...Talvez...
Amor não tenha medo
- ...Desde quando? - A conversa tomou um rumo estranho, e Rio não sabia mais se falavam deste instante, ou de algo mais longo...
- ... A muito tempo...
Eu tenho te amado há mil anos...
E dessa vez foi Sampa que trouxe o mais novo para um beijo puxando sua nuca e mordendo seus lábios
E este tentou uma vez mais adentrar na boca paulistana, mas teve a língua cruelmente mordida pela tentativa de invasão, fazendo-o olhar ultrajado, e SP respondeu apenas com um sorriso inocente... Certo, controle... Já ultrapassara as barreiras com aquele beijo de língua roubado... Tinha que tentar se controlar... Mostrar que seria diferente... Que não seria o cafajeste de sempre...
- Quanto é muito tempo? - Questionou o sem óculos no momento, num tom de voz baixo e provocante - Algumas horas...?
- Muito, muito mais do que isso...
E vou te amar pelos próximos mil!
São Paulo, no entanto, puxou a gola do menor uma vez mais e lhe plantou o senhor beijo, invadindo terras cariocais, e saindo em retirada antes que seu vizinho pudesse contra atacar.
- EI! Isso não é justo! é-
- Eu também esperei...
O quase-loiro abriu e fechou a boca pelo menos duas vezes, pensando em o que dizer... Essa conversa estava deixando-o confundido...Quer dizer...
Estavam falando dessa tarde? Do atraso do paulista...? Ou...
Ou seja que... Era o momento, tinha que falar com ele agora.
- Sampa...Eu...Eu...Hã...Queria...Queria...Hum...Te dizer que eu te...Er...Bem...
Sampa inclinou a cabeça sem entender, inconsciente seguindo a dança mesmo que o mais novo tenha parado de guia-lo.
- ... O que cê quer me dizer...?
Um passo mais perto...
- b-bem... a verdade é que...Hã...Eu..Eu... - Fechou os olhos respirando profundamente, e segurando o fita com uma das mão - ...Eu realmente... Me desculpe...
- ...Pelo que...?
- Por...Ter...Demorado...Pra...Perceber... - Apertou aquele significativo pedaço de tecido com a mão, com mais força - ...Eu não acreditava que... Tu...Era...
- ...Eu não faço a menor ideia do que cê esta falando Rio... O que você não achou que eu era...?
Um passo mais perto...
- ...Diferente...Muito diferente... Mas do que eu pensava...Mas...Ainda assim igual...Em algumas coisas...
- ... Quer dizer que eu sou muito estranho...Mas meio normal...?
- É!...Quero dizer! NÂO! Ou...Um...Pouco? - O ex-bandeirante franziu as sobrancelhas um pouco descontente - N-não é isso que quero dizer...É...
O tempo todo eu acreditei que te encontraria.
- É que... No final...Era tu! E... Eu me senti perdido e...Sem saber o que fazer... Era estranho ser tu.
- Ser eu o que?! O que foi que eu fiz?
- ...Foi...Hã... Seus olhos...Eles...Meio que...
- Meus olhos...? - Instintivamente colocou a mão perto deles - ... Então...Eu fico estranho, mas meio normal ...Sem óculos?
- Aaaah...É...E não!...Esquece o estranho.
- Pois me desculpe! Mas eu PRECISO usar óculos, se você não gosta disso, o problema é seu! - Concluiu irritado separando-se do menor.
- NÃO! POR FAVOR! Não é issoo que estou tentando te dizer! - Segurou em seu braço impedindo-o de afastar-se- Tu realmente não lembra... O que aconteceu quando tu bateu a cabeça...?
- Eu já te disse que não, foi uma pancada forte - Respondeu de mal grado. Chamando a atenção de Pedro que observava a cena escondido atrás da ilha de saladas.
De certa forma... AINDA BEM, por que muitas das coisas que fizera com o mais velho... Ahém...
O tempo trouxe seu coração para mim...
- ...Seus olhos por acaso mudam de cor...? - Perguntou achando tudo aquilo estúpido, e sem sentido, mas...
- ...Eu já tive olhos azuis... Pretos, e cinza...De acordo com a população. Como Ceará que já teve olho claro e agora tem castanho.
- Eu sei mas...
- Mas Bahia me disse uma vez que... Independente disso...Ele muda as vezes...
O carioca abriu os olhos surpreso.
- Sério!?
- Bahia disse que talvez tenha algo haver com meu estado de espírito, ou sei lá... Não sei se é uma dessas viagens dela ou se é sério...Eu pessoalmente nunca vi... Mas o que isso tem haver...?
- Quando tu bateu a cabeça...Quando acordou tinha olhos azuis...
-Ooh...Que coisa...Estranha... Acho que entendi... Bem, eu não sei por que disso, se era o que você queria perguntar... Mas por que você pediu desculpas e-
E o som de um grande trovão cruzou os céus.
- ...Certo, você me fala outro dia... Podemos marcar em outro lugar e...
- ...Tipo...Um segundo encontro? - Colocou, sorrindo de lado e soltando o que segurava em seu bolso...Teria que rever o plano com Espi... Isso era absolutamente mais difícil do que pensava...
- A-ah... p-pode ser...
- Certo~ Eu vou me preparar melhor da próxima veez~ - E deu-lhe mais um beijo, ficando mais tranquilo, e saindo para pagar a conta, e Pedro disfarçou que estava abastecendo um pote já cheio de salada.
Sampa não tinha entendido praticamente bulhufas do que Rio estava dizendo, nem por que estava tão nervoso... Mas não queria ter preocupações agora. Olhou pela janela e viu que a chuva estava realmente muito intensa... A essa altura não conseguiriam mais chegar nas proximidades do hotel... Sendo assim...
O carioca logo retornou com uma taça contendo o que restara do vinho, que ignorando o papo de "apreciar" São Paulo bebeu de um gole só.
- Vamos ter que ir de Taxi
- Por que você bebeu? Eu não bebi faz...Acho que uma hora e pouco, ah, e aquele dedinho miserável de vinho. Acho que dá pra guiar se tu quiser
- Sabe dirigir moto por acaso?
- ...Oi...?
- Mas eu esqueci a capa para chuva... Sai correndo do meu apê, só peguei a chave e sai
- TU SABE DIRIGIR MOTO?!
- É...E trator e caminhão
- Como é?!
- Ah, e ônibus
- ÔNIBUS?! Mas pra que?!
- Aaah, sei lá - Deu de ombros - Se um dia precisar
- ...Certo...Vamos de taxi mesmo.
- Bem, assim a mocinha não estraga o cabelo.
- É! E...COMO?! - E o mais velho saiu rindo para se despedir dos garçons, deixando-o irritado.
Despediu-se rapidamente, e nem sequer notou o sorrisinho maroto que Pedro lançou para Estevam, e logo saiu para encontrar com o fluminense.
- Viiiu! Você me deve toooda sua gorjeta de hoje Estevam!
- Ah, cale a boca, eu já entendi
- Euuu diiiiisse que eles estavam juntos! Eu disse! Faz tempo que Vicente vem aqu primeira vez que ele trás alguém! Só pode ser o caso dele! Eu sabia!
- Mas a músicas românticas foram um exagero...
- Naaaadaaa! Vih ainda vai me agradecer por isso! E eu ainda ganhei 50 pratas! HAHA! Curte a minha dancinha da vitóriia! - E começou a se mexer de uma forma muito estranha, fazendo algumas pessoas rirem, e logo levando um soco do amigo.
-.-.-.-.-.-.-.-.-
Rio de Janeiro estava pagando a conta, enquanto observava de canto de olho o paulista... O mesmo dissera que era mais fácil irem para seu apartamento, devido à chuva o caminho até o hotel seria difícil, lê-se, alagado... Respirou fundo, engolindo em seco... Tudo bem que nos anteriores meses dividiam o mesmo apartamento..M-mas... Era o seu apartamento... Era...Assim, seu território...
E a lembrança de Espi dizendo algo como "com homens é só perguntar no meu apê ou no seu?" ...Não ajudava em nada...
Tornou a franzir as sobrancelhas sem relacionar o "boa sorte" desejado por um dos amigos do paulista que trabalhavam por lá... Isso por que duas adolescentes observavam risonhas São Paulo, que tinha uma perna apoiada na parede, e mexia distraidamente em seu celular. Oooh, sim, por que seu típico "uniforme", ou suas corridas, ou sua cara de poucos amigos...
São Paulo também chamava muito a atenção
Ainda mais quando tirou algo do cabelo de frente dos olhos, e elas aproximaram-se para falar com ele. Rio de Janeiro caminhou até as jovens com um olhar perigoso.
- ...Hmm...Com licen- Elas iriam começar a dizer.
- Licença... 'piriguetes' - Disse o segundo mais baixo, chegando até o mais velho e sem mais envolvendo sua cintura com uma das mãos - Vamos meu bem~?
São Paulo ergueu as sobrancelhas com o comentário, e então a expressão de desagrado das meninas, e somou um mais dois.
Sorriu de lado seguindo o jogo, mas assim que saíram da vista das jovens, chegando no ponto do Taxi.
- Assim que... Ciúmes?
- H-hã...? Não sei do que esta falan- Teve o queixo tomado pelo paulistano. Sampa tinha um olhar entrecerrado, e um estranho sorriso no rosto.
- Te causo tanto ciúmes assim~ - Falou a centímetros dos lábios o contrários - Mas se me chamar de "meu bem" outra vez... E eu te corto o pescoço.
Rio de Janeiro engoliu em seco, sem conseguir desviar o olhar, notando novamente algo de azul nos olhos novamente acinzentados.
- ...Talvez ...Eu seja...Um pouquinho ciumento...
- Só um pouco...? - Repetiu Sampa franzindo as sobrancelhas.- Admitir um problema é o primeiro passo para a cura...
- ...Bem... - E trouxe o corpo do paulistano para mais perto por sua cintura, toda essa aproximação o estava deixando sedento - ..Como não teria ciúmes?
O mais velho não disse nada, como uma deixa para que a ex-capital seguisse.
- ... Como não teria...Ciúmes de alguém - Também quase roçava os lábios a sua frente - ...Como tu...?
Podia ser uma cantada antiga, uma má desculpa, ou só um jogo de charme. Mas funcionou, e muito bem.
São Paulo tomou em seguida os lábios cariocas para si, se contendo para não invadi-los plenamente, deixando sua cintura ser envolvida ainda mais, e chamando o taxi com uma das mãos de forma cambaleante.
E da mesma forma descoordenada, ambos entraram no automóvel, sobre o claro reclamo do motorista.
- A-avenida Paulista - Resmungou entre o beijo São Paulo, e em meio a mais uma reclamação, o motorista partiu.
Estavam perdendo o controle, os dois, a aproximação era muita, o desejo era evidente...E a necessidade logo se mostrava.
Rio ardilosamente correu entre beijos até a orelha do paulistano, soprando, fazendo o corpo cada vez mais sentado sobre o seu arrepiar-se, e por sua vez sentia-se atônito com a agilidade das mãos do mais velho, que se infiltraram por baixo da camisa de sua camisa e serpenteavam com audácia.
E demasiada sabedoria... E se RJ ainda estivesse raciocinando plenamente, talvez desse razão a Espi sobre o conhecimento do paulistano.
Por que cada vez se arqueava mais, se reprimia menos, indo em direção ao pescoço, puxando aquela roupa que incomodamente cobria tanto, atacando ali, no que provavelmente deixaria marcas, pois cada vez que São Paulo arranhava suas costas, em resposta a um movimento brusco, ou quando delineava sua coluna...Ou descia sedutoramente as mãos até seu quadril. Ia perdendo cada vez mais a noção da realidade...
E aquelas mãos desceram, e desceram, até ambas agarrarem com gosto a parte mais bem dotada do carioca.
O fluminense deu um pequeno saltinho surpreso, sentindo as mãos do paulista ali...E nesse movimento acabou roçando mais ambos os corpos, que enviou uma mensagem ao corpo do paulista, que imitou o movimento, indo contra o corpo mais estruturado, e fazendo quase os olhos do carioca rodarem pela fricção.
Estava começando a sentir-se nervoso, masculinamente nervoso, por que estava se 'animando'...Rápido demais! Paraty já parecia pronta para aparecer...
E era muito cedo e...! Podia ser tão vergonhoso...
M-m-mas...Cada vez que o corpo do mais velho ia contra o seu...Quando...Suas 'geografias' colidiam... O levava a beira da sanidade.
Pela primeira vez...Cogitou a ideia de deitar-se com São Paulo...Mesmo que fosse o primeiro encontro... Pouco importava se sabia ou não muito sobre o sexo gay, desejava o paulista... De uma forma... De uma intensidade... Que essa aproximação...Esses movimentos... Só pioravam
E tudo tomou uma proporção catastrófica quando passaram por uma lombada...O paulista já completamente sentado sobre o colo carioca, ocasionando um movimento mais intenso que os demais, fazendo o mais novo abrir bem os olhos, e morder com força o pescoço do mais velho para não deixar exposto toda a sua excitação.
Mas...
- Aaaaaah~
E ambos abriram bem os olhos e se encararam logo após o evidente gemido do paulistano.
E quase instantaneamente, o taxista freou o carro com tudo, e Rio teve que segurar Sampa para que o mesmo não voasse longe.
- Será que vocês put*s gays – Virou o motorista para ambos - Podem parar com essa sacanagem dentro do meu carro?! Vocês deviam ter vergonha! Podiam estar duas belas mulheres em vez de ficar se pegando que nem dois animais!
Além da raiva e descontentamento pelo que faziam, o preconceito era evidente. Observava o homem com uma expressão séria, mas desviou o olhar quando sentiu, para descontentamento de seu corpo, como São Paulo saia de cima de si, e afastava-se até o outro extremo do banco, sentando-se na janela com a cabeça agachada num tom de ruborização paraense, dizendo apenas um "I'm sorry..." sem encarar ninguém.
Estava a ponto de levantar do carro, e levar São Paulo consigo...Mas um trovão o fez mudar de opinião, a chuva estava terrível, e seria a pior escolha.
- ...Além do mais é gringo – Colocou com desdém o motorista tornando a dar a partida, enquanto seguia resmungando – Esse mundo esta mesmo perdido...!
Ouviram os comentários até chegarem ao número murmurado pelo paulistano, numa situação absolutamente estranha, São Paulo não abaixava a cabeça nem mesmo quando levava uma bronca de capital...Seja as Lisboa, Bahia, Suas, ou do brasiliense... Ou mesmo as raras do próprio Brasil! E ainda assim...
Pelo jeito que falava, aquele homem deveria ser paulistano... E nada doía mais do que a opinião dos seus próprios
Rio de Janeiro seguir observando o paulista de canto de olho...Era a realidade que viviam... Em qualquer lugar que estivessem, se estivessem de mãos dadas... Se abraçassem, ou dessem um pequeno beijo, poderiam receber esse tipo de comentários.
Não culpava o paulista... De não querer que ninguém soubesse que podia gostar e homens.
Quando finalmente pararam, antes de descer, Rio puxou sutilmente o paulistano pelo braço, e lhe brindou um beijo, o qual fez o paulistano franzir a expressão estranhado...Era um beijo diferente, sutil, novamente apenas nos lábios...Parecia simplesmente um beijo de carinho... O que não fazia o menor sentido, afinal..Era um jeito do fluminense...
Ainda assim acabou deixando rolar, e nem reparou realmente na tossida do motorista.
- Vá na frente. Eu já te alcanço – Murmurou sobre os lábios contrários
Ainda distraído pela estranha sensação do beijo, apenas confirmou com a cabeça, e saiu chuva afora.
- A corrida fico- E fala do motorista foi interrompida por uma nota de cem reais colocada de forma bruta em sua mão, independente do valor da viagem, e logo em seguida teve a gola de sua camisa tomada.
- Te aconselho a enfiar seu preconceito no meu do seu c*, e pense muito bem da próxima vez que for falar alguma merd* para um cliente seu. Por que tu nunca sabe quem realmente esta no banco de trás. E eu sou alguém que conhece todo tipo de pessoa. E acredite, muitas delas tu pagaria para não conhecer.
Logo o soltou, deixando o homem de boca aberta.
- Agradeça que apesar disso, estou de bom humor – Disse numa expressão demandante, e sem mais, saiu do taxi batendo a porta, o que, graças a sua força, amassando-a.
-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-
- Aaaaah~
- ...
- Hmmmmm~ Ai...~ Aaaaah~!
- ...
- Uaaaaah...!
- ...S-será q-ue...
- AAH!
- ...T-tu pode parar com isso...?!
- Oi? - São Paulo colocou a cabeça para fora do box de banho para encarar o carioca, sentado sobre sua cama na sala, com uma toalha na cabeça - O que foi...?
- D-de fazer esses sons...
- ...Mas a água ta gelada.
- Então coloca na água quente oras?! - Resmungava desviando o olhar envergonhado.
- Aaah, mas assim eu economizo água, por que não consigo ficar em baixo dela muito tempo - Respondeu como se fosse óbvio, e tornou a fechar o box - Aaaaaah! Queee g-gelooo!
Rio de Janeiro grunhiu frustrado, tentando se esconder dos sons com os travesseiros da cama. Péssima escolha. Tornou a emitir um som de insatisfação...
Como temia, este era o território do paulistano...E tudo lá possuía seu cheiro.
Respirou fundo sobre o travesseiro paulistano, lembrando-se que já a algumas semanas o paulistano já não morava consigo...Mas seu cheiro seguia na almofada que usava para dormir... E...Era extremamente vergonhoso acordar de manhã e descobrir-se abraçado com um objeto de espuma...
Esparramou-se mais sobre a cama, notando algumas camisas no chão que escaparam da operação "Espere ai fora um instante!" Enquanto o paulista entrava as pressas no seu apê e socava todas as suas roupas no armário.
Entre elas a camisa do "vou te matar por último", sentiu um ligeiro arrepio, virando-se para o outro lado.
E a vista era quase uma full HD, por que no final do corredor ficava o dito banheiro, e SP claro, seguia tomando seu banho a portas abertas, e o Box de vidro com textura deixava ver o contorno do corpo do paulista como se de uma pintura fosse.
Sampa o provocava o tempo todo... Ou era definitivamente um put* pervertido...?
...Os dois, provavelmente...
E Sua respiração deu uma falhada quando a calça em cima do box caiu, e o paulista colocou o pé para fora para pegá-la, na mente distorcida do carioca, isso lembrou aquela cena de dança Cancan, enquanto apreciava o pálido da perna paulista.
Alguns instantes depois, São Paulo estava de pé ao lado da cama, secando seus cabelos e falando algo que o carioca não ouvia realmente.
Estava diante do objeto de seus sonhos úmidos, aquele que fazia sua cabeça dar um 360º... De pijama vagamente aberto com desenho de cédulas de dinheiro, não era realmente sensual...Mas as gotas que escorriam de seus cabelos até seus ombros...O modo como o shorts caia de lado mostrando algo dos boxers azuis do mais velho...
Abraçou São Paulo por suas costas, sussurrando um "por que tu não se deita?" em sua orelha, apreciando um pequeno arrepio, e um virar de rosto que foi logo capturado pelo carioca e transformado em um beijo demandante.
E os sussurros continuaram... E São Paulo nunca reparou como a voz, segundo ele, 'xiada' do sotaque carioca podia soar tão... Atraente...
Deixou-se tombar sobre a cama, passando uma das mãos na costela do mais velho, descendo novamente até seu objetivo.
- Gosta do que gente - Questionou o carioca com um sorriso lascivo.
- Imagino as utilidades - Respondeu também em sussurro fazendo a espinha do menor arrepiar-se.
E os beijos não se fizeram esperar, com o fluminense posicionando-se em cima do paulista, e repartindo caricias em seu rosto, sem saber exatamente que parte do corpo tocar, já Sampa agilmente executava outra manobra...
Queria tanto adentrar nos lábios desse ex-bandeirante, mas todas as suas solicitações em mordidas haviam sido cruelmente negadas. Quando afastou-se, no entanto, notou que estava sem camisa.
- ...Quando tu...- E franziu as sobrancelhas notando sua camisa rodando na traiçoeira mão do moreno.
- Ops...
E em outro rápido movimento, Sampa posicionou-se em cima, repartindo dessa vez, para a estupefação carioca, beijos ao longo de seu tórax bem formado.
Sentiu-se estranho quando teve um de seus mamilos mordidos, não imagina que homens também... E logo contorceu-se apreciando a sensação, ainda mais quando a mão do mais velho ocupou-se do outro lado.
- Hmmm~
- Q-qum esta gemendo agora, hã?~ - Mordia com mais empenho em meio de uma das melhores vinganças de sua vida.
Rio arqueou as costas, era uma sensação estranha...Mas prazerosa...Tentou fazer alguma coisa...Mas não sabia bem o que fazer sem que ofende-se ou extrapola-se os "limites impostos"...Limites muito injustos e desiguais, devia dizer.
- I-injusto...!
E arregalou os olhos quando notou que Sampa deixava devagar seu tórax e ia descendo...Descendo...
E levantou o rosto lançando um olhar tal que fazia até mesmo um francês bater palmas.
O carioca soltou um longo e pronunciado gemido.
- Hmmm - Colocou o paulista como se cogitasse a possibilidade - Nãao, você ainda tem que subir muito no meu conceito para isso~
A ex-capital puxou com certa violência o rosto do mais velho para si, lambendo seus lábios com certa devoção.
- E-e o qu-que eu tenho que fazer para subir nesse seu c-conceito ? - Teve o lóbulo da orelha tomado pelos dentes paulistas. - Aaah~
- Vejamos...
- Cruel~ - E logo teve sua clavícula mordida também - Hmm~
- Seu corpo não parece se encomodar~
E deveria ganhar uma salva de aplausos por ainda conseguir pensar com uma das mãos do paulista brincando com o elástico de seu boxer.
- O-o que...Me su-subiria e-em seu conceito...? - Seguia questionando. Tendo a coluna arranhada.
- ...Mostrar-me - São Paulo apoiou a cabeça sobre o ombro do fluminense, parando um pouco seus movimentos - ...Que eu sou diferente para você...
- Di-diferente...?
- ...Eu não quero ser mais um na sua vista Rio... - O fluminense focou o rosto do mais velho, vendo como este desviara a vista para a porta da cozinha. - ...Que eu sei que é bem extensa...
- ... Pode ter certeza que eu nunca estive com alguém igual a tu... - Colocou, e Sampa franziu as sobrancelhas, não muito certo de que isso fosse um elogio.
Rio de Janeiro respirou absolutamente fundo, tentando oxigenar seu cérebro e pensar em algo que realmente pudesse convencer o paulista. Algo que não deixaria dúvidas sobre sua pessoa...
E então se lembrou...
"Vocês estão apenas no primeiro encontro! POR FAVOR!"
-E-e-então...V-vamos parar por aqui...
São Paulo arregalou os olhos.
- ...O-o-oi...?
- ...N-não se...Deita...Assim no primeiro encontro... - Ao menos era o que lhe Espi tinha lhe dito - ...Por que é...Hmm...Apenas...O ...Primeiro...?
São Paulo o observava de queixo caído.
- ...E...Vão existir outras oportunidades...? Q-quero dizer...Eu espero...E...Hã... Não precisamos ter...Sexo agora como se...Fosse algo de...Uma noite?
Não tinha muita certeza do que falava, e seu corpo queimava em resposta a esta decisão tão anti-Corporal...
Tão mais sensata e... Pensava... Não simplesmente instinto.
Como resposta recebeu um beijo.
Um beijo que o fez se perder. Perder o chão, perder os sentidos, perder o ar, mal conseguiu reagir. Era um beijo diferente de tudo que já havia experimentado... Era doce, era envolvente... Era apaixonante...
Reabriu os olhos soltando um longo suspiro, tentando recobrar o ar... Quase podia jurar que os olhos a sua frente encontravam-se azuis novamente...
E aquele olhar, aquele olhar...O fez perder o ar novamente... Nunca vira Sampa vendo ninguém assim... Um olhar entrecerrado, um sorriso no rosto...Um brilho no olhar...
Rio de Janeiro afastou-se com uma risadinha sem graça. Cambaleando quas esquecendo como era andar, e adiantou-se até o banheiro para banhar-se sendo seguido pelo olhar do mais velho. Tomou banho com água gelada também, em meio a um gritinho pouco masculo...Para conseguir acalmar seu corpo.
Tentou acalmar a respiração, notando que a expressão do paulista parecia ter sido cravada a ferro em sua mente.
E quando retornou, São Paulo parecia estar dormindo, com um sorrisinho bobo no rosto, embora, ainda não tivesse conseguido que seu coração voltasse a pulsações normais desde a última frase dita pelo carioca.
Finalmente, sentia-se...
Especial.
É isso! Realmente espero que tenham gostado!
Peguem o seu calendário e marquem na agenda. Dia 9 de março!
Será postada a segunda e crucial "Vinheta Chave", ela dará o clímax final desta história.
Maaas, tenho outra novidade para vocês!
Chegando o final dessa história, vira outro tipo de "segmento". Os "Um dia na vida"
Literalmente, um dia na vida dos Estados que pouco apareceram, seu ponto de vista, e o convívio com outros Estados.
Talvez de hoje até o dia 9, eu poste o primeiro "Um dia na Vida", estrelando Tocantins!
Byee! E me mandem reviews com seus questionamentos, pois esta para acabar!
