Falso Encantamento.

Capítulo 36- Sem sossego.

Remo ainda dormia quando o despertador tocou. Havia marcado de buscar Lílian na estação e ajudá-la com as compras que ela havia feito na noite anterior. Cegamente, o garoto levou sua mão ao encontro do objeto e o desligou energético. Seus olhos pesavam e, mesmo tendo aproveitado os dias de descanso que as férias estavam proporcionando, ele sentia-se muito cansado. Não havia conseguido dormir direito na noite anterior, pensando seriamente no que aconteceria àquela tarde. Só de imaginar, sua cabeça começava a laterjar.

O que ele mais almejava era poder ficar mais tempo afundado nas cobertas e esquecer lenta e dolorosamente que iria encontrar seus amigos e Marcela. Não que quisesse fugir, mas Remo queria evitar mais problemas. Mesmo morando a dois quarteirões da casa de Marcela, ambos agiam como desconhecidos e, quando encontravam-se na rua, desviavam o percurso se evitando ao máximo.

Ele não admitia, mas aquela situação doía.

Relutante, espreguiçou-se e jogou as cobertas para o lado. Sentou-se na cama e parou por alguns segundos pensativo. Encarou as cortinas semi-cerradas e pôde ver que nevava lá fora. Mágico, pensou ele alisando os cabelos bagunçados.

Remo adoraria saber como aquilo tudo terminaria, pois talvez lhe poupasse o pouco de paciência que ainda lhe restava. E ainda havia Tiago. Será que suportaria dividir a mesma mesa com aquele que não considerava mais como seu melhor amigo?

Durante o percorrer das semanas, o garoto tentou inutilmente expulsar Tiago e Marcela de seus pensamentos. O único contato fora da escola que manteve fora com Lílian mas, mesmo assim, não era a mesma coisa do que conversar com Marcela. Ele sentia a falta dela, mas preferia camuflar o vazio ocupando-se com outras coisas.

Já eram quase 11 horas quando ele resolveu sair definitivamente da cama e tomar um banho quente. Demorou mais do que esperava e teve que se trocar na correria. Já pronto, descera as escadas e deparou-se com sua mãe que cantarolava na cozinha trabalhando em alguma coisa que Remo teve a certeza de que era um dos pratos que preencheriam a mesa esta tarde.

- Boa dia,querido!

Remo não queria que a mãe o tivesse notado. Estava quase abrindo a porta da sala, quando teve que voltar alguns passos para falar com sua mãe.

- Bom dia! - respondeu ele nada contente.

- Onde vai à essa hora? - Katherine erguera o olhar na direção do relógio. - Seus amigos não estarão aqui às 14 horas?

- Vou buscar Lílian na estação. - respondeu ele, ajeitando as luvas em cada mão. - Eles podem esperar! Não irei demorar!

- Certo! - Katherine abrira um largo sorriso.- Pedi para que Marcela viesse me ajudar. Daqui a pouco ela chega.

Remo sentiu seu coração palpitar e, com grande esforço, expulsou Marcela de seus pensamentos. Não imaginava que teria que enfrentá-la antes do previsto.

- Eu pensei que Lílian poderia te ajudar. - Remo dera de ombros.

- E irá me ajudar! - afirmou a mãe de Remo, colocando uma massa consistente dentro de uma forma. - A árvore de Natal está uma bagunça. Toddy derrubou os enfeites. Que culpa eu tenho se ele odeia banho!?

Toddy era o cachorro de Remo e, toda vez que Sirius o visitava, o cachorro velho rosnava na direção de seu amigo.

- Ah! Certo! - Remo encolhera os ombros.- Vai precisar de mais alguma coisa?

- Nozes! Minhas nozes acabaram!

- Irei ao mercado que estiver mais vazio. - respondeu Remo, calmamente.- Daqui a pouco estarei de volta.

- Tome cuidado e evite chutar criancinhas.

O jovem não conteve o sorriso e, antes de dar as costas, dera um beijo na face da mãe. Rumou até a porta e a abrira com lerdeza. Assustou-se ao ver Marcela parada diante de si com uma mão erguida.

- Eu ia bater!

- Eu percebi! - disse Remo, observando-a abaixar a mão. - Minha mãe te espera!

- Ela está onde? - perguntou ela, tentando manter a calma.

- Na cozinha! - indicou ele, pegando a chave e girando nos dedos.

Marcela balançou a cabeça e permaneceu parada onde estava. Suas bochechas estavam rosadas devido ao frio e a caminhada até a casa de Remo. Segurava uma sacola com vários embrulhos dentro. Remo supôs que seriam os presentes de Natal.

- Er...você está na minha frente.

- Ah! Desculpe! - Remo abrira espaço para ela passar.

- Vai buscar Pedro? - perguntou Marcela virando-se para ele.

- Não! - Remo negou juntamente com a cabeça.- Estou indo buscar Lílian.

Marcela sentiu seu estômago revirar de desgosto. Seus dias longe de Remo também não haviam sido nada facéis. Ao receber o telefonema da mãe dele pela manhã, não sentiu-se à vontade com relação aos anos anteriores. Naquele momento, sentia-se uma invasora do espaço de Remo.

- Ok! - ela não sabia mais o que dizer. - Nos vemos depois!

- Certo!

Marcela fechara a porta e deixou sua mão apoiada nela por alguns segundos. Sentiu sua garganta ficar seca e uma imensa vontade de sair correndo e esquecer tudo aquilo tomou conta de seus pensamentos. Quando estava quase levando aquela decisão a sério, Katherine a localizou e pediu sua ajuda na cozinha.

••••

Lílian já havia chegado até a estação combinada e sentou-se em um dos bancos vazios segurando um dos famosos e saborosos cafés que o mundo "trouxa" lhe proporcionava. O frio estava cortante e ela acreditava cegamente que não havia se agasalhado o suficiente.

A ruiva havia mandado os pergaminhos a Tiago, Sirius, Pedro e Marcela com

uma semana de antecedência e, para seu desapontamento, o único que não havia dado nenhuma resposta fora Tiago. Por conta disso, passou dois dias presa no quarto remoendo-se entre os travesseiros enquanto Alice a acalmava oferecendo-lhe doces.

Ela chegou a se arrepender por ter tido aquela idéia. Estúpida, pensou ela balançando a cabeça para o nada. Seus pais insistiram para que não saísse de casa, mas ela fizera questão de levar o encontro entre os marotos, Marcela e ela adiante. Não poderia dar um passo para trás já que havia induzido Remo a ceder a idéia.

Sentia-se acabada. Fora Remo e Alice, a jovem não manteve contato com mais ninguém. A única coisa que a fizera sorrir, fora a resposta espalhafatosa que Sirius lhe dera. Admirava o maroto por ele ser o único a não levar tudo aquilo a sério.

Vontade de desmarcar, não lhe faltou. Mas não poderia dar esse gosto a Tiago. Iria continuar com aquilo com ou sem Tiago. Lílian não queria depender dele e nem queria relembrar que tudo relacionado ao garoto a machucava. Mesmo que fossem as brincadeiras dele que ela mais lembrava, o flashback era doloroso e angustiante. Se não fosse por um deslize da parte dele, nada daquilo estaria acontecendo.

Tomou mais um gole de café e sentiu a presença de alguém as suas costas. Ficou feliz ao olhar para trás e ver Remo. Sem pensar duas vezes, levantou-se e abraçou-o demoradamente. Era incrível como havia sentido saudades do tímido garoto.

- Cheguei atrasado? - perguntou Remo ainda abraçado à ela.

Lílian consultou o relógio.

- Cinco minutos, mas te perdôo. Meios de transporte ficam lerdos no final de ano. Todos entram em ritmo de feriado. - disse ela soltando-o.- Você parece melhor!

- Por que pareço melhor? - Remo perguntou, com a testa enrugada.

- Não sei! - Lílian o observou. - Apenas...melhor...

- As férias sempre nos fazem bem de alguma forma.

- Pelo visto andou dormindo.

- Bastante! - Remo suspirou.- Só não dormi muito bem ontem.

Lílian fitou o chão.

- Fomos dois! - as mãos dela seguravam firmemente o copo de café. - Eu queria te mandar uma carta cancelando tudo. Poderíamos até nos ver antes da ceia em família, mas eu estava me achando uma covarde.

- Se você tivesse cancelado, seria tarde demais.

- Por que?

- Marcela já chegou!

A ruiva encarou Remo em silêncio. O pouco brilho que restava nos olhos dele havia sumido ao dizer o nome de Marcela.

- Ela o incomoda ainda?

- Não sei definir o que acontece. Fiquei muito tempo longe dela e simplesmente acho que nos tornamos desconhecidos.

- Eu queria me sentir assim com relação ao Tiago.

- Vocês sempre foram desconhecidos um ao outro. Só foram se conhecer quando brigaram. - Remo colocou cada mão dentro do bolso de sua calça.- Marcela e eu sempre fomos muito ligados, como já lhe disse. Minha mãe simplesmente a adora.

- Meio caminho andado. Já conquistou a sogra.

Remo não hesitou e sorriu.

- Acho que o melhor é deixar as coisas como estão. - Remo encarou uma senhora de idade andando com o que seria seu neto de mãos dadas. - Se eu acreditar em alguma coisa agora eu sei que isso vai mudar. Diante de mim Marcela é uma coisa. Perto de Tiago ela é outra.

- Defina essas duas Marcelas. Eu só conheço uma.

- A Marcela que falava com o Remo agora o mantém a metros de distância e atravessa a rua quando o vê. A Marcela que conversa com Tiago sorri e esquece do Remo rapidinho. Não posso misturar essas duas realidades.

- Não é fantasioso demais?

- Você também conhece dois Tiagos. O primeiro te zoa e o segundo conversa como adulto com Marcela.

Lílian dera um longo suspiro.

- Vamos mudar de assunto?

- Demorou!

- O que comprou para mim? - perguntou ela, começando a andar.

- Não posso dizer! É segredo!

- Ah! Eu adoraria saber! - Lílian sorriu.- Eu comprei uma coisa tão legal para você.

- E o que é? - os olhos dele brilharam.

- Também não posso dizer.

Remo sorriu e parou diante de um táxi parado na porta da estação.

- Antes da meia noite, a gente descobre!

•••

Sirius havia chegado com Pedro nos calcanhares. A campainha da casa de Remo havia soado repetidas vezes, quando Marcela se disponibilizou a atender.

- Mais já chegou? - perguntou Sirius rindo.

- Eu venho a pé, caso não se lembre. - disse ela dando espaço para eles entrarem.

- É verdade! - Sirius balançou a cabeça, tirando seu casaco. - Você tem a chave daqui.

- Sirius, cala a boca!

A única coisa que Sirius não queria era perder o bom humor, ainda mais estando ciente que aquele encontro lhe renderia uma boa dor de cabeça.

- Cadê o Aluado? - perguntou Pedro, fechando a porta atrás de si.

- Foi buscar Lílian. Daqui a pouco ele chega. - respondeu ela sem emoção.

- Por que você está suja de farinha? - perguntou Sirius, passando um dedo pelo nariz dela.

- Estava fazendo um bolo e, digamos, que a mãe do seu amigo Aluado é uma descontrolada na cozinha.

Sirius e Pedro riram com o comentário.

- Deixa sua sogra saber disso.

- Ela não é minha sogra. - retrucou Marcela com a bochechas rosadas.

- Mais cedo ou mais tarde ela será! - Sirius olhou para os lados como se averigüasse o local. - Onde coloco os presentes?

- Na árvore! - Marcela indicou a árvore com o dedo indicador.

- E essa sacola?

Marcela encarou a sacola escura que Sirius erguera.

- O que tem aí!?

- Coisas proibidas para menores.

- E o que seriam essas coisas? - perguntou Marcela desentendida.

Sirius abrira um largo sorriso e tirou uma garrafa de wisky de fogo de dentro dela.

- Entendeu agora!?

- Você trouxe bebida, Sirius. - Marcela cruzou os braços.

- Tem cerveja amanteigada e o vinho que afanei da minha casa. - Sirius ria como se não estivesse fazendo nada de errado. - Não me olhe assim, você precisa encher a cara tanto quanto eu.

Marcela pegara as sacolas de Sirius e Pedro e começou a ajeitar os presentes ao pé da árvore de Natal.

- Parece que Tiago não vem. - disse Sirius abrindo uma garrafa tranqüilamente.

- Sorte dele não ter que passar por isso.

- Por que você está aqui, Marcela? - perguntou Sirius, depois de dar um longo gole na garrafa de wisky de fogo.

Marcela levantou-se novamente e parou diante de Sirius.

- Não precisa responder! - Sirius lhe entregara uma garrafa fechada. - Eu poderia ser o mais cruel, mas não me chamo Lucius Malfoy. O que posso dizer é: beba e seja feliz.

- Que inspirador! - Marcela tentou devolver a garrafa, mas Sirius não fez menção de pegá-la.

- Você está aqui meio que obrigada e isso é óbvio. - Sirius encolheu os ombros, bebendo mais um pouco. - Nao é tentando agradar o Remo que você o terá de volta.

- Ele não precisa de mim, Sirius.

- Então, vamos beber e sermos felizes. - Sirius empolgou-se e dera uma garrafa para Pedro. - Vamos lá para fora. Se a sra. Lupin ver isso, vai xingar o Aluado.

- Eu não posso sair!

- Marcela...- Sirius a pegou cuidadosamente pelo braço.- É Natal e as pessoas tendem a ser muito mais falsas nesta época. Vamos nos dar um momento de falsa felicidade. Minha vida está um caos, assim como a sua. Vamos nos jogar do pé de abóbora juntos.

- Você está louco, Almofadinhas! - Pedro o encarou extremamente confuso.

- Ainda nem comecei! - sorriu Sirius, abrindo a garrafa que estava na mão de Marcela.- Vamos brindar a nós por sermos fortes o bastante para enfrentar este caos.

Sirius tocou a garrafa de Marcela com a sua e bebeu metade em um gole só. Meio relutante, Marcela concedeu-lhe um pouco da bebida que começou a fazer efeito muito rápido em seu corpo. Já tinha bebido meia garrafa e suas bochechas já estavam vermelhas e quentes.

- Lá vem Aluado e a Evans. Parecem tão felizes. - disse ela sorrindo na direção de Sirius.

- Os dois são hipócritas, sabe!? - Sirius balançou a cabeça, pegando outra garrafa. - Eles estão sofrendo o mesmo tanto que Tiago e você.

- Por que Tiago não vem? - perguntou Marcela.

- Na verdade, ele não me deu nenhuma resposta.

- Hum...- Marcela balançou a cabeça. Bebeu mais um gole de wisky de fogo ainda encarando a aproximação de Remo e Lílian. - Até que eles ficam bonitinhos juntos.

Sirius cuspiu a bebida para longe.

- Bateu a cabeça?

- Bom..estou bebendo né!? - Marcela dera de ombros e voltou a beber.

- Almofadinhas, acho melhor tirar essa garrafa das mãos dela. - disse Pedro calmamente. Ainda mantinha a garrafa que Sirius lhe dera intacta.

- Claro que não! - Marcela abraçou a garrafa.- Nem sinto mais frio.

Sirius gargalhou.

- Sabe que nem eu! Daqui a pouco fico de cueca no jardim dos Lupin.

Lílian e Remo aproximaram-se dos três. Remo não conseguiu desviar sua atenção de Marcela, vendo que ela entornava a bebida muito rápido para dentro. Lembrou-se vagamente da trama que Tiago, Marcela e ele fizeram para atrair Lílian até Hogsmeade. Ela saiu-se como uma perfeita bêbada mesmo garantindo que não havia colocado uma gota na boca.

- Vamos entrar? - perguntou Lílian constrangida.

- Claro! - Marcela colocou-se de pé. - Oi, Lílian!

- Oi, Marcela!

Remo estreitou os olhos na direção de Sirius que fingiu não ter notado.

- Tiago não chegou? - perguntou Remo.

- Ele não vem! - respondeu Marcela, calmamente. Lílian sentiu seu estômago revirar.

- Então, podemos começar sem ele. - Pedro levantou-se, todo coberto de neve. - Estou faminto!

O grupo riu.

- A mesa já deve estar arrumada. Certo, Marcela!?

Com a garrafa na boca, Marcela confirmou com um aceno de cabeça.

- Vamos entrar! - pediu Remo, desviando a atenção na direção de Marcela e entrando na casa ao lado de Lílian.

A mesa já estava pronta e o número de cadeiras estava correto com o número de convidados. A neve parecia cair mais forte agora, mas nada disso impediu que Lílian fitasse a cadeira vazia que possivelmente seria a de Tiago. Indo rapidamente até a cozinha para entregar as nozes para sua mãe, Remo sentou à mesa em frente a Marcela.

- Temos que rezar? - perguntou Sirius colocando sua garrafa em cima da mesa.

- Não é Ação de Graças! - respondeu Marcela rindo.

- Páscoa!?

- Dia das crianças! - Marcela riu, batendo palmas.

Remo e Lílian entreolharam-se inquietos.

- Você já bebeu quantas garrafas dessa, Marcela? - perguntou Remo, cauteloso.

- Duas! - Marcela encarou a garrafa diante de si.- Ou foram três!?

Sirius caíra na risada.

- Ela consegue ser pior que eu.

- Quem trouxe as bebidas, Pedro? - perguntou Lílian.

- Sirius!

- Tinha que ser! - Remo pegou a garrafa de Marcela e colocou ao seu lado.

- Poderia me devolver? - pediu ela estendendo a mão.

- Você já bebeu demais!

- E desde quando isso é da sua conta?

Sirius arregalou os olhos não escondendo o sorriso de satisfação. Lílian abaixou a cabeça imaginando que aquilo tudo ficaria muito pior.

- Você não bebe, Marcela!

- Tudo tem sua primeira vez! - ela deu de ombros.

- Você deveria fazer o mesmo, Aluado. - Sirius bebera mais um gole.- Alivia o estress.

- Isso é coisa de fracassado! - retrucou Lílian, balançando a cabeça.

- Você deveria estar bebendo também, Lílian. - Marcela esticou o pescoço na direção dela. - Afinal, quem foi beijada pelo Tiago foi eu e não você.

Sirius batera palmas. Remo moveu-se desconfortável na cadeira e Lílian sentiu vontade de sumir.

- Vamos comer? - implorou Pedro alisando a barriga.

- Você se acha vencedora por isso, Marcela? - perguntou Lílian, fingindo que não havia escutado Pedro.

- Claro que não! - Marcela apoiou os cotovelos na mesa.- Mas você deveria correr atrás, sabe!? Não é de mim que ele gosta!

- Marcela...vamos subir!

- Eu não vou a lugar nenhum com você, Remo. - Marcela enrugou a testa.

- Vamos ter uma conversinha! - Remo levantou-se e fora até ela.

- Eu não vou sair daqui!

Marcela e Remo encararam-se por alguns instantes. Antes que pudesse passar o braço pela cintura de Marcela e tirá-la da cadeira, a campainha soou fazendo ele voltar a realidade.

- Eu acho que chegou quem faltava! - disse Marcela juntando as mãos, sorrindo debilmente.

Lílian sentiu seu coração afundar ao ver Tiago avançar pela sala de jantar, coberto pela neve e espantosamente sério.


N/A: Voltei cedo aqui tbm!! Eu tinha pensado em postar semana que vem, mas nem ia rolar. Para minha sorte, irei trabalhar na segunda-feira e, como quero aproveitar a minha terça-feira, resolvi adiantar as coisas por aqui!

Certo! Todos na casa de Remo com aquele humor que só os deuses...hauhauhauhuaua...Marcela vai dar trabalho, basta Tiago se juntar aos demais na mesa. Também, olha a má cia que foi convidada: Sirius Black.

Mas eu prometo que o próximo capítulo vai ser tão inesperado, mas não eles não irão fugir das brigas, afinal, Lílian e Tiago tem que se matar..hauhauhauahuahau

♥ Eu simplesmente amo as reviews que vocês me mandam! É algo que já não consigo viver sem. Amo vcs demais³³³³ ♥

→ PoLaQuInHa ZiGo : huahuaauahuahuahuahau...Marcela e Tiago juntos?? Meu..vou abrir votação na comunidade da fic e só quero ver hein!???? hauhahauhauahua
→ Gagau: Podemos dizer que a Lily é um doce de garota. Só falta colocar Marcela e Tiago na fogueira.
→ Vanessa Zabini Lupin: A merda já está começando a acontecer...
→ Mah: Este é apenas o iníciooooooo deste perfeito Natal.
→ Fla Marley: Eu não demorei dessa vezzzzzzz...
→ Livinha: Nãooo..não fiz ironia nãoooooo
→ Carol Lair: Eu acho que tava mais do que na hora de todos aparecerem juntos!! Até o próximo capítulo vai ser assim.
→ Bizão: A gente ri da desgraça deles pq não é com a gente..hauuhhauahuahau
→ teteeee: Pôxaaaa!! Deveria ter avisado aí desejaria parabéns antecipado!!! Mas mesmo assim, felicidadessssss..que o bumbum de um vagalume ilumine seu caminho.
dea black : Conseguiu assistir aos 12 episódios de Lost?
→ Nara Radcliffe: Será que vai dar certo?
→ A Nah Potter.: Com a Marcela bêbada, acho que tem tudo pra melhorar!

♥ Agradeço muito aos votos pela melhora do meu braço..ele ficou tão feliz que resolveu funcionar...hauhauuhuahuh ♥

Até a próxima, morecos!!

)0( Stef's.