CAPÍTULO 34.

A dor roubou o fôlego de Sesshoumaru e obscureceu sua mente. Ele puxou os joelhos na direção do peito. Debaixo da pele, sentia os ossos se movendo, remodelando-se. Ele presumiu que, uma vez que não conseguiu fugir do quarto onde Bankotsu o trancara com Jenine, não conseguiria fugir de seu próprio quarto com as portas fechadas. Apesar da dor, conseguiu tirar a camisa, depois, com os dedos deformados, desafivelou as calças e as tirou.

A dor permitia muito pouco de pensamento racional, e logo seus pensamentos não seriam os dele mesmo. Ainda assim, por um momento, o cheiro de Rin penetrou em seus sentidos torturados e ele compreendeu que ela estava com ele no quarto. O pensamento o aterrorizou. Se ele a machucasse isso o destruiria. Por anos havia resguardado seu coração, e ela entrou em sua vida e o roubou num piscar de olhos na primeira noite em que a viu no baile em Greenleys. Ele a amava mais do que a própria vida. Ele tinha que lutar com a dor e ter certeza de que ela se fosse...enquanto ainda podia.

Forçou a garganta a funcionar, as palavras a saírem de sua boca, quando a dor queria toda a sua atenção. – Me deixe, Rin! Fuja enquanto ainda pode!

Bem de longe, sua voz chegou até ele. – Confio em você, Sesshoumaru. Sei que não me machucará.

Maldita! A agonia de saber que ela ficaria com ele, apesar do que se tornaria, misturava-se com a alegria de saber que o amor dela por ele era profundo. Uma vez, sua vida tinha sido um lugar frio e escuro. As pessoas falavam dele pelas costas e se dispersavam para evitar contato com ele. Rin havia mudado tudo, e ainda assim, não mudara nada. Ela não conseguiu evitar a maldição que o possuiu. Não conseguiu evitar, embora ele lutasse agora com toda a força que conseguisse juntar.

Ele forçou seus olhos a se abrirem, seu olhar procurando no quarto enquanto o corpo convulsionava e se contorcia se preparando para a mudança. O que viu não foi ela, apenas o contorno de seu corpo, o nevoeiro vermelho de seu sangue circulando pelas veias. Visões do corpo sem vida de Jenine apareceram na mente de Sesshoumaru. A ferida aberta na garganta do homem. Tentou gritar para Rin se afastar dele, se salvar, mas tudo o que saiu de sua garganta foi um uivo estrangulado de frustração.

Ela o havia visto se transformar noite passada, mas Rin estava em choque e a memória parecia confusa para ela. Agora a prova do que ele era parecia muito real. Ela não conseguia imaginar a dor que ele sofria enquanto seus ossos se mexiam e se moldavam em uma forma distante da humana. Enquanto os cabelos brotavam de sua pele e se tornavam em pêlo e sua alta estrutura se diminuía e se transformava na forma de um lobo. Mas quando ele se levantou nas quatro patas, não mais um homem agora, ela não podia negar que mesmo nessa forma, Sesshoumaru era lindo.

O cabelo na nuca dela se levantou quando a fera arreganhou os dentes e rosnou para ela. Esperava que a resposta fosse nada mais do que as súplicas remanescentes da raiva de Sesshoumaru por ela não fugir como ele queria que fizesse. Rin engoliu o nó que se formou em sua garganta e encarou profundamente os olhos brilhantes da fera.

Em algum lugar dentro do animal estava Sesshoumaru, e ela devia se lembrar disso.

A porta estava a suas costas, sua mão estava para trás, na maçaneta. Ela precisou de muito mais força de vontade do que possuía para não girar a maçaneta e abrir a porta, deslizar para seu quarto e trancar-se do outro lado. Esse não era o seu objetivo. Seu objetivo era provar que Sesshoumaru não iria machucá-la nunca. Ela rezava para não pagar com a vida pela confiança depositada nele.

Gradualmente, os rosnados do lobo cessaram. O animal simplesmente olhava para ela. Ela olhava de volta até que o jogo se tornou cansativo. Mesmo com o coração disparado no peito e um pouco de suor cobrindo sua testa, ela girou a maçaneta atrás de si e abriu a porta que conduzia a seu quarto. Rin deu um passo atrás e entrou em seu quarto, mas não fechou a porta. Vagarosamente, ela retrocedeu, colocando distância entre ela e o lobo. Deixou a porta aberta. O animal não se aventurou para dentro. Ao invés disso, permaneceu no quarto escurecido de Sesshoumaru, seus olhos brilhantes a observando à distância.

Ela tentou fazer coisas normais, embora estivesse sã o suficiente para saber que sua vida estava bem longe de ser normal. Sua amostra estava no cesto de costura, e ela tentou bordar. Suas mãos tremiam tanto que seus esforços foram inúteis. Rin deixou a amostra de lado e pegou o livro em seu criado mudo. Tentou ler, mas seus olhos insistiam em se desviar para o quarto ao lado e para os olhos brilhantes que a observavam.

Seria uma longa noite.

Sesshoumaru acordou no chão frio. Ele estava dobrado como uma bola, seus joelhos contra o peito, nu e tremendo, do mesmo modo como ontem pela manhã quando acordou ao lado do corpo de Jenine. Com doentia clareza ele se lembrou da noite passada e de Rin estar no quarto com ele quando a mudança começou.

Ele se levantou tão rápido que o sangue correu para sua cabeça e ele cambaleou.

Olhou ao redor do quarto, mas não viu Rin em parte alguma. Então notou que a porta estava aberta. Dirigiu-se para o quarto, o frio da manhã fazendo com que seu corpo tivesse espasmos com os tremores. Rin estava deitada na cama. Seu coração martelando no peito enquanto se aproximava dela. Ele olhou para baixo para sua beleza pálida, seus cabelos escuros espalhados contra a brancura da roupa de cama. Seus cílios tremeram e ela abriu os olhos.

Os joelhos dele quase se dobraram de alivio por vê-la viva, e, até onde ele percebia, sem ferimentos. Seus dentes batiam uns nos outros tão fortemente que ele não conseguia falar. Sesshoumaru achava que a transição de pêlo para pele era o que causava essa reação. Isso e o fato de que com Jaken fora noite passada, os fogos noturnos não tinha sido acesos para aquecer nem o quarto de Sesshoumaru, nem o de Rin. Ela não disse nada a ele, mas suas ações disseram mais do que as palavras jamais poderiam. Ela afastou as cobertas e lhe deu as boas vindas em sua cama.

Ele aceitou de todo o coração, mas apenas porque precisava do calor do corpo dela para parar seus incontroláveis espasmos. Precisava poder gritar com ela por não ter seguido as ordens dele e partido. Ela ainda estava vestida...uma sábia decisão no caso de precisar fugir durante a noite para escapar dele. O calor de seu corpo ficava retido debaixo da roupa, e com as mãos trêmulas ele tentou despi-la.

Rin pareceu entender o que ele precisava, e afastando suas mãos para o lado, levantou-se rapidamente para tirar as roupas e voltar para a cama ao lado dele. Ela o puxou para si e passou os braços ao redor dele, compartilhando o calor de seu corpo. A cabeça dele repousava em seus seios. Ela cheirava a lavanda, e debaixo da orelha ele ouvia o bater de seu coração. Gradualmente, o calor dela penetrou em sua pele. Compreendeu o sacrifício que ela havia feito noite passada por ele. Ela havia confiado a vida dela a ele. Confiado nele quando ele não confiava em si mesmo.

Seu coração se inchou de amor por ela, e mais embaixo, ele respondeu a sua pressão contra ele como qualquer homem de sangue quente faria. Com a cabeça aninhada em seus seios, parecia natural se voltar e capturar um mamilo através do fino tecido de sua combinação. Ela respirou profundamente, mas não o afastou.

Seus mamilos eram pequenos e rosados. Eles intumesciam debaixo de sua língua. Faminto por mais, ele puxou o tecido da combinação para baixo para expor os seios. Sugou e provocou primeiramente um seio, e depois o outro. Os dedos de Rin se retorceram em seus cabelos e ela se arqueava contra ele, os gemidos de prazer que ela soltava incendiando o sangue que corria em suas veias.

Bem devagar, ele começou a descer pelo corpo dela, descendo juntamente suas roupas de baixo. Beijos quentes pousaram em seu estômago; então mais embaixo, ele inalou seu intoxicante perfume feminino. Ela tentou fechar os joelhos para ele, mas ele os segurou abertos, curvando-se para prová-la, procurando seu lugar mais sensível e lhe dar prazer.

A respiração dela se tornou um suave gemido de prazer. Ele a acariciou com a língua, sugou gentilmente sua essência sensível e sentiu os primeiros tremores de êxtase a dominarem. Ela disse o nome dele, convulsionando debaixo de sua boca até que seus dedos, enredados nos cabelos dele o puxou para cima para encontrar os lábios que o esperavam.

Ele a beijou enquanto seu corpo a invadia. Ela estava quente, molhada e apertada, e senti-la o envolvendo era o céu na terra. Ele impulsionava vagarosamente dentro dela, para frente e para trás até que ela recuperou os sentidos e seu corpo respondeu ao chamado do dele. Na luz fria do amanhecer, ele rolou e a trouxe para cima dele.

Os adoráveis olhos dela se arregalaram de surpresa e ela arfou por senti-lo tão profundamente dentro dela. Ele mostrou como se mover, como o cavalgar, como lhe dar prazer e procurar o próprio. Embora ainda a considerasse ingênua, ela aprendeu depressa.

Rin se sentiu poderosa pela sua posição acima dele. Ele permitiu que ela conduzisse o ritmo da relação, experimentar quais movimentos a estimulavam mais, e sofreu com sua inexperiência com muita paciência. Ela movimentava os quadris de um lado a outro, devagar no inicio, depois mais rápido ao ver o efeito que causava nele. Os olhos deles se incendiaram com o calor e ele trincava a mandíbula como se lutasse para manter o controle.

Ele a deixou fazer de seu modo por um tempo, então suas mãos se posicionaram nos quadris e a guiaram, a fez ir mais devagar para que a pressão que ela sentia crescer fervesse lentamente antes de explodir. Ela chegou ao clímax antes dele, arqueando as costas quando os ondas do profundo prazer avançou sobre ela. Pouco depois ele subitamente investiu mais fundo, então se retirou de dentro dela. Ela desmoronou sobre ele, sentindo sua ereção pulsante contra a parte baixa do ventre enquanto ele expelia sua semente sem perigo fora dela.

Enquanto estava deitada ali, sentindo o selvagem bater dos corações de ambos, ocorreu a ela que eles não haviam trocado nem uma palavra. Também ocorreu que permitir que ele fizesse amor com ela essa manhã, depois de uma noite em que testou sua fé nele e em si mesma, revelou a verdade de seu coração. Ela o amava. Sempre o amaria. Não permitiria que a maldição ficasse entre eles, roubasse deles o futuro feliz que sonhara construírem juntos. Mas conseguiria convencê-lo disso?

- Isso não deveria ter acontecido!

Ela suspirou e levantou a cabeça para olhá-lo. – Embora você seja muito habilidoso em fazer amor, sua escolha de palavras depois do fato está deixando a desejar. Por que você sempre tem de fazer com que eu me sinta como se eu fosse um erro, Sesshoumaru?

Ele pegou um cacho do cabelo dela e ficou brincando com ele. – Talvez porque eu me sinta humilhado pela força de nosso ato de amor. Talvez porque eu sinta como se não merecesse você e toda a alegria que você me traz.

- Bem, isso é bem melhor – admitiu. Ela se acalmou. – Precisamos conversar, Sesshoumaru.

Usando o cacho de cabelo enrolado ao redor do dedo, ele atraiu seu rosto perto do dele. – Mais tarde – disse, então a beijou.

Na quarta irei postar os doi ultimos capitulo.

Beijos

Rayssa Bezerra

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sandramonte