DISCLAIMER: infelizmente TWILIGHT não me pertence, mas INEXPLICAVELMENTE AMOR, sim. Então, por favor, respeitem.


Capítulo 36
Felizes para Sempre

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Rosas, lírios, lilases e frésias compunham a decoração, bem como uma imensidão de velas que queimavam em seus castiçais de prata, dando um requinte e uma iluminação mágica ao local, que estava abarrotado de pessoas em pé olhando para onde eu estava entrando com Charlie, observei alguns rostos conhecidos, mas não conseguia olhar muito para eles porque ao fundo próximo ao dossel de flores e fitas estava ele.

Edward estava mais que perfeito, ele era a visão de um príncipe de conto de fadas, seus olhos verdes esmeraldas brilhavam tanto que parecia refletir por todo o salão, ele esboçava um sorriso que deixou meu coração batendo alucinado contra meu peito. Ele vestia um smoking cinza claríssimo, que fazia com que o dos nossos padrinhos que estava ao seu lado, de seu pai, e do meu pai, parecesse mais preto do que cinza.

Abri um sorriso enorme – ou talvez já estivesse com ele em meu rosto -, quando observei a expressão apaixonada como Edward me admirava.

Sempre sonhei com o dia que olharia para o meu futuro marido me esperando no altar e ver todo o amor, paixão e devoção que ele sentia por mim ser refletido naquela espera tão angustiante. E felizmente, para mim, Edward superou as minhas expectativas, porque vê-lo me esperando ali era uma das visões mais lindas e sensuais das quais já presenciei.

Finalmente Charlie e eu chegamos ao altar, onde ele me entregou a Edward o cumprimentando como se fosse um filho, deu um suave beijo em minha bochecha esquerda, seguindo para o lado de minha mãe, enquanto Edward beijava a minha testa em um gesto de carinho, respeito e amor.

- Oi. – sussurrou para mim, quando sua mão pegou a minha pude sentir aquela corrente elétrica que nos percorria quando ele me tocava.

- Oi. – sussurrei em resposta, quando viramos para ficar de frente com o Sr. Moore, que celebraria nossa união.

Ele falou de amor, companheirismo, vida, paixão, palavras belas que somente conseguia ouvir com metade de minha atenção, já que a outra metade – que era consideravelmente maior – parecia concentrada no calor em que a mão de Edward transmitia para a minha, me acalmando mais a cada segundo.

Edward e eu optamos por fazer os votos tradicionais, somente incluindo palavras como confiança e eternidade, porque era assim o nosso amor, eterno até mesmo em outro plano.

Depois que dizemos o "sim", Henry e Noah entraram vestidos com seus smokings minúsculos da mesma cor do de seus pais, ladeando Elizabeth que usava um vestido de mangas fofas, feito da mesma renda que o meu, mas sua pequenina cintura estava marcada por uma faixa do mesmo tom dos vestidos de minhas madrinhas, eles estavam lindos e quando vi os três não pude deixar de lembrar que eu estava também gerando uma pequena vida em meu ventre, e que deveria contar logo a Edward.

Elizabeth entregou as alianças ao Sr. Moore que as abençoou, e em seguida Edward pegou a de um aro menor e dizendo que me amaria por toda a vida, seja qual for à dificuldade, deslizando-a pelo meu dedo, e depois beijou suavemente a minha mão onde ela repousaria para todo o sempre. Repeti seu gesto e suas palavras, porém a minha voz estava bem mais baixa, e menos clara que a dele.

O ministro nos declarou marido e mulher, então como o toque de rosas Edward acariciou meu rosto tão suavemente que me sentia nas nuvens, e com um sorriso enorme que era refletidos em seus envolventes olhos verdes Edward me beijou com suavidade.

Nosso primeiro beijo depois de casados.

Mas o que era para ser um beijo simples e delicado, rapidamente se tornou em um beijo urgente e sôfrego, com meus braços indo em volta de seu pescoço e os dele em volta da minha cintura nos trazendo mais próximos um do outro. Nossas línguas se acariciavam como se tivessem dançando um tango, nossas bocas se completavam com magnitude, porém tivemos que quebrar esse beijo maravilhoso, quando Emmett coçou sua garganta divertidamente chamando a nossa atenção.

Cumprimentamos nossos pais, nossos padrinhos e madrinhas, bem como nossos sobrinhos e meu afilhado, e depois quando um a um eles começaram a sair, deixando somente Edward e eu para sermos os últimos sussurrei:

- Parabéns. – ele voltou seu rosto com um sorriso confuso para mim.

- Parabéns para você também Sra. Cullen. – disse com carinho.

Tive que sorrir com duas coisas, pelas palavras de Edward e pelo que eu contaria a seguir. Aproximei-me de seu ouvido para que ninguém pudesse ouvir ou entender o que eu diria a seguir.

- Parabéns porque você será papai. – sussurrei. Ele afastou seu rosto de perto do meu e me encarou num misto de felicidade e perplexidade.

- O que você disse Bella? – perguntou reflexivamente, mas acima de um sussurro também.

- Eu estou grávida Edward, descobri há pouco. – sussurrei com meus olhos marejados, assim como os de Edward.

- Mas você tem certeza, digo certeza absoluta? – questionou com um sorriso dançando em seu rosto.

- É o que o exame de sangue dizia. – disse timidamente, mordiscando nervosamente meu lábio.

- Você estava desconfiada, então?

- Não… eu somente fiz porque todo mundo estava me dizendo que aqueles sintomas eram de gravidez. – respondi timidamente.

- Eu vou ser pai? – perguntou ampliando seu sorriso, eu somente confirmei com um aceno de cabeça. – Você está carregando um filho nosso? – perguntou novamente, e mais uma vez confirmei com um aceno de cabeça, rindo de suas perguntas similares e óbvias. Então ele me puxou para seus braços em um abraço apertado me beijado com fervor, rodando nós dois que ainda estávamos no altar, atraindo a atenção de todos que estavam esperando a nossa saída.

Edward me guiou até a saída embaixo de uma chuva de arroz que caía sobre nós.

A recepção estava linda, mas assim como no dia em que fui com Alice ao Buffet e me senti enjoada com o canapé de salmão, novamente aconteceu o mesmo, que rapidamente e sabidamente Edward o tirou de perto de mim.

Obviamente que as mesas dos nossos padrinhos e amigos mais íntimos que eram ao lado da nossa tal atitude não passou despercebida atraindo risadinhas de todas as minhas madrinhas para o desespero de seus maridos, companheiros e amigos.

Minha mãe Renée com seu maravilhoso vestido azul petróleo, Esme com seu verde esmeralda, e Sue com um amarelo, conversavam animadamente como se fossem amigas de longa data, assim como Charlie, Carlisle e Phil. O sorriso de felicidade que iluminava meu rosto não se dissipava em nenhum segundo, assim como o de Edward.

Depois de cortarmos o bolo, e de dançado a valsa – com todos os homens da família e alguns amigos -, Edward me levou até o bar improvisado, onde se preparava todas as bebidas da festa e pediu um suco de laranja para mim, afirmando que eu deveria ingerir muita vitamina C. Enquanto bebia o meu suco, sob o olhar atento do meu marido, ouvimos a voz ressoante de Alice, que nos fez encarar apreensivos.

- Boa noite a todos, a maioria deve me conhecer eu sou Alice Cullen Hale, irmã, apesar de não parecer nada, gêmea do noivo e melhor amiga da noiva. – a sua voz soou divertida no salão, rapidamente nos virando a procura da pequena que pudemos vislumbrar que estava caminhando de um lado para o outro no palco, fazendo seu vestido lilás balançar com delicadeza.

"Eu, meu irmão mais velho James, estávamos decidindo quem faria esse discurso e depois de um par ou ímpar, no qual eu ganhei – sério não sei qual é a dos meus irmãos querendo apostar comigo, mas em fim, vim atestar um pouco sobre a história inexplicável desses dois cabeças duras apaixonados." – disse nos vendo e erguendo sua taça com suco de laranja, por conta de sua gravidez.

"A maioria aqui estava presente na cerimônia de noivado dos dois, então me ouviu relatando sobre a primeira vez que eles se conheceram, hoje, porém eu vou comprovar tudo isso." – disse com um sorriso saudoso, enquanto o telão que tinha se iluminou com uma foto minha com todos os Cullen no meu primeiro dia de Dartmouth, na festa de recepção aos calouros na mansão dos Hale, foto que nem lembrava mais. Mas assim que eu a vi lembrei-me de Edward dizendo que gostaria de ficar ao eu lado.

Várias fotos se seguiram, eu e Edward conversando, ou rindo de alguma coisa. Percebi que eram fotos muito espontâneas e a maioria era de longe, o que me fez ficar curiosa como Alice havia as conseguido.

- Essas fotografias foram gentilmente cedidas pelo departamento de fotografia da Universidade de Dartmouth que fazem registros dos alunos pelo campus, como um memorial para o futuro, e devo dizer que ser nora da reitora e do chanceler da universidade ajuda e muito conseguir algumas coisas. – disse divertida brindando seus sogros, fazendo todo o salão explodir em risadas.

Novas fotos foram passando até que parou em duas que me fez engolir em seco e encarar Edward apreensiva, pois era a de nossas tatuagens idênticas que foram feitas um dia antes dele ir embora para a reabilitação.

- Imagino que vocês devem estar se perguntando o que diabos isso significa, ou o que é isso. – refletiu Alice. – Isso significa que esses dois são loucos, um pelo outro. Essa cruz esquisita com essa alça oval em cima para quem não sabe é a cruz de Ankh, que é um símbolo egípcio que o cordão entrelaçado com as duas pontas opostas significam os princípios do feminino e masculino, fundamentais para a criação da vida. Em outras palavras, representa a união entre os deuses Osíris e Ísis, que simbolizava a cheia no rio Nilo, fundamental para a sobrevivência da civilização, como um ciclo eterno.

"Essa é a história antiga, hoje em dia esse símbolo é atribuído principalmente à eternidade, uma vez que os antigos egípcios acreditavam na vida é hoje eu não sei o que motivou os dois a fazerem esse símbolo, e mesmo depois que eles fizeram esse sinal terem ficado uns cinco anos separados, esse símbolo nunca saiu do braço esquerdo do meu irmão, nem das costas de Bella, e olha que como vocês podem ver os dois eram tão malucos que incluíram suas iniciais." – disse indicando o 'B' e o 'E', que adornava a cruz.

"Mas eu junto com cada um deles, que estavam crentes que estariam 'realizando uma surpresa um para o outro', sugeri que agora tatuassem outro símbolo, outro significado." – a imagem mudou mostrando a tatuagem que Alice sugeriu que eu fizesse na segunda-feira depois de ter feito a última prova do vestido, na minha costela em letras elegantes agora tinha os nomes meu e de Edward, acompanhado de uma frase que ela escolheu, e notei – pela fotografia -, que ele havia tatuado o mesmo que eu.

"Amor omnia vincit, para quem não sabe o que significa essa frase, ela significa 'o amor vence tudo'em latim, e é isso que esses dois estão provando para nós hoje, que não importa o que aconteça, não importa quantas pedras apareçam no caminho, quão tortuosa possa ser a estrada em busca do amor, ele sempre irá superar, vencer tudo." – ela disse com um sorriso, marejado de lágrimas.

"Eu sei que vocês gostariam que essa surpresa fosse íntima, e que só iriam descobrir hoje na noite de núpcias de vocês, mas essa é a minha surpresa para os dois, porque essas três palavras significam tudo que só vocês sabem. O que vocês passaram, porque graças a todas essas desventuras estamos hoje aqui reunidos." – ela fez um novo brinde e palmas explodiram pelo salão.

Edward me puxou para um abraço e um beijo avassalador e depois murmurou de forma apaixonada que me amava, e eu mesma nublada pelas lágrimas também disse o quanto eu o amava.

Durante a festa Edward só se afastou de mim em uma única situação: quando ele foi conversar com uma mulher de cabelos castanhos claros, olhos âmbar e rosto gentil. Observei tudo de longe, e quando ele voltou para onde eu estava, nem precisei questioná-lo sobre quem era ele mesmo me disse que aquela era a Doutora Katherine Masen, ginecologista e obstetra amiga da família, em que aceitou nos atender antes de embarcarmos para a nossa Lua de Mel, para saber de quantas semanas eu estava e se tinha algum possível risco.

Finalmente a uma da manhã Alice disse a todos que era hora de se despedir dos noivos, pois precisava aproveitar sua primeira noite de casados, o que foi de total constrangimento para mim. Dessa maneira Edward me guiou para o seu carro, onde seguiríamos para o hotel onde passaríamos a nossa noite de núpcias.

Gentilmente ele me ajudou a entrar em seu Volvo prateado por causa de meu vestido volumoso, e depois que já estava bem acomodada ele fechou a porta e foi para o lado do motorista assumindo a posição. Assim que ele fechou a porta, voltou seu rosto com aquele sorriso radiante para mim.

- Eu te amo, Sra. Cullen. – disse acariciando meu rosto com suas mãos suavemente.

- Eu também te amo, Sr. Cullen. – devolvi sedutoramente, que rapidamente fui presenteada com um beijo apaixonado.

Edward afastou-se de mim, ligando o carro e seguindo para o hotel onde passaríamos a noite.

Eu estava ligeiramente nervosa e observando isso ele ligou uma suave música clássica, pegando em minha mão, fazendo pequenos círculos com seu polegar, me acalmando imediatamente.

O caminho até o The Liberty Hotel foi feito com rapidez, uma vez que o salão onde foi realizado nosso casamento era extremamente perto. Edward parou seu Volvo na porta do mesmo, saindo com agilidade impedindo que o manobrista abrisse a porta para mim, tive que rir do desespero de Edward, assim que ele abriu a porta me ajudou a sair do mesmo e juntos caminhamos para o saguão de entrada, onde fomos saudados por alguns funcionários.

- Sejam bem vindos ao The Liberty Hotel, Sr. e Sra. Cullen, suas bagagens já foram levadas a suíte nupcial de vocês e se me acompanharem indicarei o elevador privativo que os levará até ela. – um jovem com cabelos loiros, meticulosamente penteados e estranhos olhos cinza nos guiou até a porta de madeira escura que ficava o elevador, assim que entramos o jovem deu um leve aceno de cabeça, fechando a porta em seguida.

Assim que as portas douradas do elevador se fecharam, Edward me pegou em seu colo e antes que eu pudesse protestar me beijou. Não era um beijo calmo, era urgente, sôfrego, luxuriante, nossas línguas eram frenéticas uma na boca do outro, exploravam o espaço limitado que eram dedicados a elas com fervor, minhas mãos se trançavam sem incômodo algum entre os cabelos revoltos e bronzes de Edward, que por estar me segurando não podia me explorar com suas mãos.

Muito ao longe ouvi um pequeno sino, mas Edward não ousou separar nossos lábios, e ainda me carregando caminhou para dentro do quarto – que pelo que parecia o elevador se abria dentro do mesmo. Ele deu alguns passos e finalmente parou, e lentamente separando nossos lábios me colocou no chão sobre meus próprios pés.

Mantive meus olhos fechados, enquanto sentia as mãos de Edward alisando com suavidade meu rosto, meus ombros e meus braços, inalando seu cheiro único e envolvente que me inebriava.

Vagarosamente abri meus olhos para encontrar os enlouquecedores olhos verdes de Edward perfurando os meus. Sorri timidamente, enquanto ele retribuía meu sorriso com o seu marcante sorriso torto.

- Enfim sós e casados. – disse suavemente.

- Não totalmente a sós. – disse alisando a minha barriga ainda inexistente sobre a renda do vestido de noiva.

- Você entendeu. – disse divertido, sorri, somente confirmei com a cabeça.

"Hoje eu fiquei o dia todo me lembrando da nossa primeira vez, da sua primeira vez." – tomou uma respiração profunda, antes de continuar. – "Sinto que não fiz nada ou disse algo especial naquele momento há quase dez anos, mas Bella quero que você saiba, desde a primeira vez que eu te vi soube que você tinha sido feita para mim, mas a prova absoluta veio quando nos amamos pela primeira vez, aquela noite."

"Naquela época eu levei aquilo como um sexo absolutamente fascinante e o melhor de toda a minha vida. Estúpido engano, por sorte a minha alma já sabia que a sua outra metade estava ali se conectando a ela, formando um vínculo inquebrável, porque naquela nossa primeira vez nós fizemos amor e não sexo. Sempre nós dois fizemos amor, e hoje só é a prova disso, hoje eu pretendo te amar com toda a reverência que você, minha princesa, minha rainha, dona do meu coração merece." – meus olhos estavam marejados, e sem conseguir retribuir com palavras o que eu senti ao ouvi-lo, puxei Edward para um novo beijo avassalador.

Quebramos o mesmo por conta de nossas respirações irregulares e arfantes que necessitavam de ar, e depois de minimamente recuperada, comecei a tirar o casaco de Edward, depois o colete que ele usava por baixo, seguido da gravata de seda cinza perolado que compunham o conjunto, enquanto ele depositava cálidos e amorosos beijos em meus ombros, deslizando suavemente seus dedos pela parte das minhas costas que estavam nuas pelo vestido.

Desabotoei lentamente os botões da camisa branca, deslizando-a lentamente por seus ombros largos e marcados por músculos leves, mas muito existentes, revelando seu peitoral levemente definido e alvo, que era coberta por uma singela quantidade de pelos bronzes. Beijei a parte que estava exposta com mesura e delicadeza, ouvi um pequeno e baixo gemido saindo pelos lábios de Edward, que enviou ondas de desejo por todo meu corpo.

Com as pontas dos meus dedos desenhei as voltas das duastatuagens que tínhamos iguais. Ele por sua vez depositava beijos abertos e molhados por meus ombros e meu pescoço. Dei um beijo em seu peito, bem em cima do seu coração, e me afastei lentamente dele, e quando fitei seu rosto ele me observava com admiração.

Lentamente ele começou a me virar para que ficasse de costas para ele, e depois que estava de costas ele afastou meus cabelos, onde aproveitou para dar um beijo aberto e molhado em minha nuca, me fazendo arrepiar por conta do desejo e da excitação que me tomava.

Lentamente ele retirou as presilhas que eram de minha avó de meus cabelos colocando em cima de uma mesa próxima a nós. E assim que meus cabelos foram soltos, o castanho avermelhado caiu sobre meus ombros e costas, Edward novamente os afastou, e depositou outro beijo, similar ao anterior em minha nuca.

Porém ele não queria só reivindicar minha nuca, pois passou a beijar com suavidade minhas costas expostas, e quando seus dedos fizeram um caminho de fogo por minha coluna o senti com uma calma sufocante, abrindo os botões cobertos de chiffon branco nas costas do meu vestido.

A cada botão que Edward abria eu sentia o vestindo cedendo, sobre meus seios, e finalmente quando o último botão foi desfeito senti o vestido deslizando por meu corpo e se amontoando em uma massa de chiffon e renda aos meus pés, revelando a lingerie branca que usava por baixo. Ouvi Edward suspirar pesadamente, como se tivesse vendo algo nunca visto antes.

- Perfeita. – ele sussurrou em meu ouvido, correndo seus dedos por minha pele e inesperadamente me pegou em seu colo, me afastando de onde o meu vestido agora repousava.

Sendo atacada por seus lábios em meu pescoço e em minha boca, me deixando deslumbrada por sua atitude. Só quando ele me colocou suavemente sobre a imensa cama do quarto que pude sentir os lençóis de seda abaixo de mim. Edward afastou seus lábios do meu e me deu um novo sorriso torto.

Suas mãos foram até meu ventre onde ele acariciou com suavidade, e pela primeira vez pude senti o quão dura já estava minha inexistente barriga. Ele deu um suave beijo, e sussurrou, tão baixo que se eu não tivesse prestando atenção nunca ouviria.

- O papai já te ama, assim como sua mamãe.

Assim que ele proferiu aquelas palavras, meus olhos voltaram a se encher de lágrimas de felicidade, e lançando um olhar e um sorriso de satisfação para mim Edward começou a desfazer a fivela do sapato estilo boneca branco que usava. Depois beijando toda a extensão da minha perna que estava coberta pela meia de seda branca, e quando chegou em minhas coxas soltou o pequeno gancho que ligava ela com a cinta liga de renda.

E com uma suavidade impressionante começou a deslizá-las por minhas pernas, revelando a minha pele. Edward beijou com suavidade meus pés, toda minha perna até o meio das minhas coxas, onde antes terminava a meia, me fazendo ferver em excitação, porém, se afastou ao invés de continuar, para o meu total desespero.

Sorrindo cafajestemente, beijou meus lábios suavemente, se levantando da cama. Rapidamente me apoiei em meus cotovelos para ver o que Edward estava fazendo e o vi retirando seus sapatos, meias, e depois sua calça cinza clara, revelando uma boxer branca. Mordi meu lábio inferior em desejo, recebendo um olhar de pura luxúria de Edward, que instantaneamente veio moldar seu corpo ao meu.

O calor que emanava de seu corpo era alucinante, inebriante, suas mãos corriam por todo o meu corpo, enquanto seus lábios exploravam a linha do meu maxilar, pescoço, clavícula, colo. Mal pude senti quando ele desprendeu a cinta liga de minha cintura a jogando em algum lugar do quarto, porque no segundo seguinte ele libertou meus seios da prisão que o sutiã fazia e assim que eles foram expostos a Edward ambos visualizamos o quanto meus mamilos estavam intumescidos.

No segundo seguinte ele estava beijando, lambendo, sugando, mordiscando a pele sensível dos meus seios, fazendo gemidos e lamúrias saírem por meus lábios. Minhas unhas curtas enterraram na pele das costas de Edward, arranhando levemente, e depois as arrastando para seus cabelos, onde os puxei, sem me preocupar se estava forte ou não.

Todavia, ele conseguiu fazer com que eu os soltasse e passou a descer seus beijos por minha barriga, dedicando um tempo ao meu umbigo, e depois aos ossos da minha bacia, onde com tanta suavidade que só ele podia começou a deslizar a última peça remanescente em meu corpo, revelando a minha intimidade a ele.

Edward jogou minha calcinha em algum lugar que não pude ver, pois minha visão foi totalmente nublada quando senti os lábios dele em meu sexo. Um gemido alto e retumbante, que foi a satisfação de Edward, que sorriu contra o meu ponto que estava pulsante por ele. Ele deu um aberto e molhado beijo ali, e se afastou, o que fez ecoar um gemido de protesto dos meus lábios.

- Já te disse, eu vou fazer amor com você, e creio que nós brincamos muito um com o outro hoje eu mereço o grande prêmio. – sussurrou em meu ouvido, mordiscando o lóbulo da minha orelha.

Com uma rapidez surpreendente ele se afastou de mim e num piscar de olhos retirou sua boxer, revelando seu membro já ereto e pulsante. Só de vê-lo nu soltei um gemido de desejo, como eu precisava dele dentro de mim. E questão de segundos ele já estava em cima de mim, controlando seu peso pelos seus braços, enquanto seu membro tocava com ansiedade minha intimidade.

Edward passou um de seus braços sobre a minha cintura, colando nossos corpos nus um ao outro, enquanto sua outra mão se trançava em meio aos meus cabelos, me puxando para um beijo apaixonado, enquanto o sentia mergulhando serenamente em mim, com toda a volúpia do seu membro.

Soltei um gemido que foi abafado pelos lábios de Edward. Ele evitou se movimentar para que eu me acostumasse com seu tamanho em mim. E quando comecei a relaxar ele passou a se movimentar lentamente dentro de mim, levando nossas mãos acima da minha cabeça, e enlaçando nossos dedos.

Nossos olhos estavam presos um ao outro, era paixão, amor, desejo, luxúria, gratidão, inúmeras emoções e sentimentos que corriam entre nossos olhares. Eu mantinha um sorriso em meus lábios, assim como ele mantinha nos seus.

Ele intensificou seus movimentos de vai e vem, o abracei com as minhas pernas, para que o contato de nossas intimidades fosse maior. Edward gemia praticamente em uníssono comigo, comecei a sentir a minha pulsação e meus batimentos cardíacos acelerando, assim como os dele, minha intimidade se contraiu, junto com todos os meus músculos, bem como os de Edward, um tremor em minha barriga a fez encolher, enquanto nosso suor se misturava em nossa fragrância perfeita, a sensação de entrega dominando nossos corpos como se fosse um só e ambos gemendo alucinadamente um o nome do outro chegamos ao ápice juntos.

Edward se manteve dentro de mim, controlando seu peso, acariciando meu rosto, afastando meus cabelos que grudaram em meu rosto com o suor, e me beijando com suavidade.

- Como eu senti falta disso. – disse contra meus lábios.

- Não tanto quanto eu. – murmurei da mesma forma.

- Duvido. – devolveu divertido, me beijando com urgência, invertendo nossas posições, fazendo com que eu ficasse por cima dele.

Amamo-nos mais duas vezes aquela noite, cheios de paixão e amor, nossos olhos perfurando um ao outro, nossos dedos interligados, como seria daqui para eternidade, e quando dormirmos foi nos braços do outro, sentindo o calor um do outro.

Na manhã seguinte, Edward me acordou com seus beijos pelo meu corpo, e depois de um café – na cama -, com frutas, sucos, pães e alguns chás. Tomamos um maravilhoso banho de banheira juntos, onde novamente nos amamos com intensidade. Mesmo estando cansada com tantas atividades, me troquei e fomos até a casa de Carlisle e Esme nos despedir de todos, uma vez que nosso tempo foi reduzido devido a minha consulta com a obstetra, e para que no começo da noite pudéssemos embarcar no avião onde partiríamos para nossa Lua de Mel, que seria num lugar que eu não fazia ideia, porque Edward mantinha segredo de mim, e nem Alice muito menos James – que haviam planejado com ele -, queriam me contar onde seria.

Depois do almoço que Esme nos proporcionou, com a presença de meus pais e alguns amigos mais íntimos nossos. Aproveitamos que estavam todos ali e contamos sobre a minha gravidez, minha mãe, Esme e Sue pareciam que iam explodir de felicidade, Carlisle, Charlie e Phil se abraçavam se cumprimentando por serem avôs de seu filho caçula e de sua menininha, respectivamente.

Como as meninas já sabiam, elas rapidamente começaram com alguns planos, mas logo tratei de cortar suas asinhas, pois quem iria decidir sobre meu bebê seria só eu e Edward, sem intervenção de ninguém, muito menos de Alice, que já havia decidido sobre o nosso noivado e casamento. Óbvio que a baixinha ficou ressentida, mas ela concordou quando estipulou que seria ela quem escolheria os móveis do quarto do bebê.

Nós nos despedimos deles logo depois das três da tarde, pois senão chegaríamos atrasados em minha consulta, e como não tive que me preocupar com malas, uma vez que Alice havia arrumado a minha e a de Edward, para a minha total frustração que só saberia aonde iríamos quando estivesse dentro do avião.

Edward continuava com seu sorriso contagiante no rosto enquanto dirigia seu carro. Pude notar que estávamos próximos ao hospital que Edward trabalhava, mas foi num edifício com vidros espelhados que ele parou o carro. Notei que aquele era um daqueles condomínios onde somente médicos poderiam se instalar.

Edward abriu a porta – como sempre – do carro para que eu descesse, e começou a me guiar até a entrada do mesmo, que estava fechada, mas logo um senhor de idade veio até a porta perguntando se éramos os Cullen, e com a confirmação de Edward ele liberou a entrada para nós.

A cada passo que dávamos em direção ao elevador, e depois a cada andar que este avançava, eu me sentia cada vez mais nervosa, nem mesmo a mão quente de Edward parecia controlar meu nervosismo e ansiedade, e quando o elevador parou no décimo primeiro andar comecei a tremer ligeiramente. Edward sussurrou palavras em meu ouvido tentando me tranquilizar, mas elas foram em vão.

Uma porta se abriu ao fundo no longo corredor e de onde estávamos pude vislumbrar os cabelos castanhos claros da Dra. Katherine Masen, que sem o vestido negro e longo que usava na noite anterior parecia muito mais jovem do que aparentava, ela sorria amavelmente para nós.

Ela nos cumprimentou animadamente e depois de uma pequena conversa conosco onde ela nos parabenizou não só pelo casamento, mas também pela gravidez, soube que ela era uma prima de Esme, o que foi uma surpresa e tanto para mim.

Respondendo algumas dúvidas minhas, ou a grande dúvida minha, a do por que a injeção de anticoncepcional que tomava regularmente há quase seis anos, não fez efeito. Ela explicou que pode ter sido porque meu organismo se acostumou com o medicamento, e deixou de fazer efeito, ou que talvez fosse porque estava próximo a tomar uma nova dose, e ele não completou seu período total de eficiência. Mas ela garantiu que eram somente suposições, já que quando o destino quer algo, nada, nem ninguém pode interferir nele.

Gentilmente Kathy – como ela pediu que eu a chamasse -, indicou que fosse até a sala ao lado para que pudéssemos fazer uma ultrassonografia, enquanto ela aguardava um fax do laboratório em que eu fiz o meu exame de sangue indicando as quantidades de hormônios que meu corpo estava produzindo. Aparentemente a primeira folha do meu exame também fora descartada por Alice, quando essa juntou meus pertences no quarto do SPA.

Edward se sentou numa cadeira ao lado da maca em que estava e ficou segurando minha mão, enquanto do outro lado da maca estava à médica e o aparelho que veríamos o feto. Ela aplicou o frio e transparente gel em minha barriga e começou a movimentar o aparelho, e imediatamente no monitor apareceu à pequena e esbranquiçada imagem.

Apesar de não entender muito bem o que ela falava a mim e a Edward, que a perguntava e dizia outras coisas, imediatamente meus olhos se encheram de lágrimas devido à emoção de ver que sim eu carregava uma vida em meu ventre, e essa vida era fruto do amor que Edward e eu sentíamos um pelo outro.

Logo Kathy limpou o gel da minha barriga e Edward me ajudou a vestir as blusas que usava, para retornarmos ao consultório, onde ela explicaria algumas coisas para mim.

Eu ainda estava emocionada com a sensação de ter certeza que estava grávida, e Edward parecia compartilhar da mesma emoção que a minha, pois quando ela nos deixou sozinhos ele me puxou para um suave beijo, onde disse que me amava e que saber que eu estava esperando um filho seu foi o melhor presente de casamento que eu poderia lhe dar, nem se comparando com o que ele iria me presentear em breve.

Óbvio que ele não disse o que era com a desculpa de que era surpresa, para a minha total frustração.

Kathy, quando voltamos a ocupar as cadeiras em frente a sua mesa, me explicou sem a utilização de termos médicos que pelo que parecia o feto estava se desenvolvendo com perfeição e indicou a possibilidade de serem gêmeos, uma vez que a genética de Edward permitia essa hipótese.

Depois de analisar as taxas dos meus hormônios e passar os mesmos a Edward ela afirmou que eu estava com oito semanas de gestação, e que pelo que parecia a criança foi gerada na semana de dezesseis a vinte e dois de novembro.

Assim que ela disse a data, imediatamente a minha mente tentou se recordar aquela semana, foi à semana que eu havia abandonado Edward, eu tinha deixado seu apartamento no dia dezoito, e que me lembrou de que só havíamos feito amor, uma vez, naquela semana.

- Piano. – sussurrou Edward e eu em uníssono, pelo que parecia ambos estávamos fazendo a mesma conta, e dando um sorriso cúmplice a Edward, que me retribuiu, minha mente foi tomada pelas lembranças daquela noite.

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Edward estava tocando uma melodia suave que ele compôs para mim, enquanto eu estava meio sentada, meio deitada sobre o sofá o observando tomando uma taça de vinho tinto. A camisola de seda com aplicações de renda contrastavam com a minha pele alva, e com o sofá areia.

Enquanto tocava, Edward lançava olhares luxuriantes e apaixonados em minha direção me fazendo corar e derreter de paixão por esse homem que possui os mais envolventes olhos que já me fitaram.

Inesperadamente Edward errou uma nota e afastou suas mãos das teclas de marfim do piano, e virou seu corpo na direção do sofá em que eu estava.

- Bella, vem aqui. – pediu indicando o banco em que estava sentado, que havia um espaço vago. Lentamente depositei a minha taça de cristal com o líquido avermelhado em cima da mesinha de centro e caminhei até onde aquele Adônis estava me estendendo sua mão.

Edward vestia somente uma bermuda leve, que normalmente usava para dormir, deixando em evidência seu peitoral levemente definido por músculos e o pequeno tufo de pelos bronzes em seu centro.

- Pecaminosamente atraente. – disse enquanto caminhava até ele, que parecia entorpecido pelo movimento dos meus quadris e pelo do movimento que meu peito fazia ao respirar, revelando sob a camisola meus mamilos intumescidos.

Estendi a minha mão para que pegasse a dele e em um movimento rápido Edward me puxou para o seu colo, que foi uma atitude meio surpreendente para mim.

- Ei… você quer me matar de susto? – ralhei brincalhona.

- Matar de susto não… talvez de prazer. – sussurrou em meu ouvido, fazendo um arrepio de desejo passar por todo o meu corpo. Edward sorriu presunçoso quando viu a resposta do mesmo.

- Então vamos para aquela cama gigante que fica no quarto, ou quem sabe, você queira me ter novamente no tapete da sala? – disse sedutoramente.

- Na verdade amor, eu tenho outra ideia. – disse, começando a correr sua mão por minha coxa, embaixo da minha camisola, a apertando suavemente, enquanto seus dedos se enrolavam pela fina tira de elástico da calcinha de renda que eu usava.

- Que ideia? – perguntei curiosa, enquanto enlaçava minhas mãos entre seus cabelos bronzes e depositava beijos sensuais por seus ombros, pescoço, ouvido, linha do maxilar, em todo seu rosto, e por último em sua boca, onde o que era para ser um beijo cálido rapidamente se tornou um beijo urgente, voluptuoso e luxuriante.

Nossas bocas se encaixam com perfeição, nossas línguas se provocavam onde estávamos conectados, dançando juntas, se acariciando. Os lábios de Edward se fecharam entre os meus, enquanto ele mordiscava levemente meu lábio superior, fazendo uma lamúria soar entre nossos lábios. Percebi, ele dando um sorriso ainda durante o beijo, enquanto suas mãos ágeis retiravam minha calcinha.

Abri meus olhos enervada, os olhos de Edward estavam fixos nos meus e creio que a minha expressão era questionadora, porque logo ele me respondeu.

- Eu quero fazer amor com você aqui, sobre o meu piano, podendo ouvir a melodia que nossos corpos juntos irão fazer. – disse com suavidade, retirando a camisola que vestia, não conseguia expressar qualquer palavra, ainda estava em choque pela sua proposta.

Porém, quando estava já nua que senti a respiração de Edward contra meu seio que voltei a minha consciência, tentando afastar nossos corpos.

- Edward, não podemos, vamos quebrar seu piano, e… e… – mas fui impossibilitada de continuar a protestar quando a boca quente e molhada dele capturou meu seio, o lambendo, mordiscando, beijando, sugando, um gemido gutural escapou por meus lábios contra a minha vontade.

- Por favor, Bella. – Edward pediu afastando sua boca de meu seio, e me fitando com seus perturbadores olhos verdes, numa expressão de cachorro pidão, digna de Alice, até mesmo com um pequeno bico. – Essa é a minha fantasia, te amar sobre o meu piano, e se eventualmente acontecer algo a ele, terá valido a pena.

Pisquei meus olhos seguidas vezes, atordoada. Edward permanecia com seu olhar fixo ao meu, a confissão de sua fantasia tinha me deixado atordoada, e vendo a expectativa naquele rosto somente confirmei que eu aceitava com um pequeno aceno de cabeça, que o fez sorrir vitorioso, e capturando meus lábios em um novo beijo avassalador.

Enquanto nos beijávamos Edward mudou a posição do meu corpo para que agora além de estar sentada em seu colo o abraçava com minhas pernas, fazendo com que a minha intimidade nua roçasse com a dele que ainda estava coberta pela bermuda.

Subitamente ele nos levantou, e eu acreditei – momentaneamente – que ele havia decidido ir ao quarto, mas quase que imediatamente a minha esperança se esquivou. Ele me sentou sobre as teclas que antes tocava. E quando o peso do meu corpo entrou em contato com elas um som grave e longo preencheu as paredes da sala.

Edward se afastou de mim, me admirando, e durante o tempo que parecia me estudar ali a sua mercê, nua, totalmente aberta a ele, tirou sua bermuda, revelando sua ereção pulsante. Meus olhos queimaram de desejo quando o vi nu, e esperando o momento que ele iria me penetrar, fechei meus olhos novamente.

Porém, não senti o membro de Edward, mas sim suas mãos, acariciando minhas coxas suavemente. Abri meus olhos e pude ver Edward, beijando e mordiscando a parte interna da minha coxa.

Movimentei-me indo um pouco para frente para poder ter o contato dos lábios de Edward onde eu necessitava, e assomando-se com meu gemido quando ele mordeu um pouco forte minha virilha próximo onde eu necessitava dele, as teclas do piano ressoaram um tom entre o grave e o agudo.

Ele sorriu malicioso, voltando a me sentar sobre o marfim das teclas, soando outro som. Minha respiração estava pesada e arfante, era enlouquecedor para mim quando Edward me provocava dessa maneira. Ele se sentou no banco do piano, porém muito próximo de onde eu estava.

Minhas pernas foram colocadas por ele em seus ombros, e no segundo seguinte a língua de Edward me invadia. Um gemido animalesco saiu de meus lábios, enquanto sentia Edward movimentando sua língua da esquerda para a direita, de cima para baixo, ou com movimentos circulares.

Ele mordiscava, sugava meu clitóris alucinadamente, fazendo palavras desconexas saírem por meus lábios. Todavia, em nenhum segundo sequer ele afastou sua boca e sua língua da minha intimidade. Eu sentia o suor emanando de meu corpo e deslizando sobre a minha pele.

Sua língua continuava a me provocar, fazendo movimentos alucinados, prendendo meus grandes lábios ou meu clitóris em seus dentes, e depois passava sua língua suavemente por cima, amortecendo a dor, fazendo todo meu corpo ansiar por mais. Eu me movimentava, fazendo com que o rosto de Edward ficasse mais preso em meio as minhas pernas, e ele não decepcionava me provocando com seus lábios e sua língua.

Logo notei minha pulsação e meus batimentos cardíacos acelerando, meus músculos se contraíam seguidas e involuntárias vezes, o tremor em minha barriga se espalhava como ondas por todo o meu corpo, a sensação da entrega me dominando, e gritando o nome de Edward, cheguei ao meu primeiro orgasmo da noite.

Senti meu líquido quente escorrendo de minha entrada, enquanto Edward o chupava se deliciando do meu sabor. Eu queria vê-lo, mas minha visão estava turva e minha respiração arfante.

Edward se afastou de mim e novas notas soaram do instrumento quando inesperadamente ele se levantou e me colocou sobre o espaço plano antes da aba de afinação, do qual se erguia uma tampa para se colocar partituras – que sempre ficava fechada no piano de Edward. Novamente notas desconexas soaram com a perda do contato.

Rapidamente ele capturou meus lábios em um beijo urgente, que pude sentir meu gosto em sua boca, enquanto ele me preenchia com sua magnânima ereção. Um gemido saiu de nossos lábios, exatamente no mesmo segundo em que meus pés tocavam as extremidades das teclas do piano, soando agudo e grave ao mesmo tempo.

Edward não esperou eu me acostumar com seu tamanho, isso já não era mais necessário, então começou a se movimentar num ritmo incisivo dentro de mim. Acordes musicais ecoavam nas paredes, as mãos de Edward estavam em minhas costas, me trazendo cada vez mais perto dele. Minhas mãos puxavam enlouquecidamente os cabelos bronzes de Edward, tentando trazer sua boca a minha, que parecia grudada em meu pescoço e colo.

Foi então que um som, como um baque surdo, seguido de um tintilar tomou o cômodo, e rapidamente tanto eu quanto Edward, nos voltamos para a origem do som, sem desvincular nossos sexos, e pude perceber que a aba que protege as amarras e as claves de afinação, havia se fechado.

Edward pareceu contemplar aquilo vitorioso, fazendo meu corpo se deitar sobre o ébano negro do instrumento.

- Tentador. – sussurrou. – Sua pele parece com a lua em meio a esse negro. – completou sedutoramente.

Continuando a se mover dentro de mim, alternando movimentos rápidos e lentos, começou a beijar meus seios, o vão entre eles, minha barriga, fazendo com que seus lábios e sua língua me tirassem qualquer capacidade de pensar.

Os sons das teclas que ainda eram pressionadas por meus pés saíam abafadas, já que agora a aba de afinação, que servia para dar amplitude ao som estava fechada, mas nem mesmo assim deixou de serem eróticos os sons que retumbava.

Os cabelos de Edward grudavam na pele dos meus seios e da minha barriga devido ao suor que emanavam de nossos corpos, fazendo o nosso aroma de amor, paixão e luxúria contaminar todo o ar a nossa volta.

Novamente minha pulsação e meus batimentos cardíacos aceleraram, meus músculos se contraíram, Edward pareceu notar também, pois passou a intensificar seus movimentos e tive que agradecer pelas rodas nos três pés do piano estarem travadas, porque ou este estaria encostado em uma das janelas do apartamento.

Com movimentos mais rápidos, e mais contínuos, pude sentir agora os músculos de Edward se contraírem e imediatamente o tremor em minha barriga, sinalizando que estava próximo a minha entrega completa me tomou, e gemendo e dizendo o quanto eu o amava cheguei mais uma vez ao meu ápice. Mas ele ainda não havia chego e aumentando para uma velocidade quase que sobrenatural seus movimentos, continuamos a gemer um o nome do outro.

Novamente fui tomada por aquela sensação de entrega, e pela terceira vez, entretanto com Edward agora chegávamos a um novo ápice de prazer, pude sentir seu glorioso líquido sendo jorrado dentro de mim, me deixando a cada segundo mais completa.

Ele apoiou sua testa quente e suada em minha barriga que também queimava e estava molhada de suor, e pude sentir a sua respiração quente e arfante contra a minha pele.

Edward não ousou sair de mim, enquanto nos recuperávamos, e depois que nossas respirações estavam menos arfantes, ele me puxou – ainda dentro dele – em seu colo sentando no banco do piano.

Nossos olhares perfuraram um ao outro, a aura de paixão e amor que nos envolvia era palpável, e mesmo com os olhos abertos nos beijamos cheios de carinho e amor. Pude sentir o membro de Edward se tornando mais uma vez rígido dentro de mim. Quebramos o beijo e nos encaramos, sentindo a pulsação frenética onde estávamos conectados.

- Eu te amo. – Edward proclamou.

- Eu também te amo. – devolvi, para em seguida completar: – Faça amor novamente comigo. – e estimulado pelas minhas palavras ele começou a erguer seu quadril, mas vendo que não adiantaria, levou suas mãos a minha cintura, estabelecendo o nosso ritmo e depois que eu havia entendido como Edward queria passei a cavalgar nele, enquanto suas mãos acariciavam minhas coxas, costas, seios, retirando meus cabelos de meu rosto e pescoço, e depois os beijando.

Não demorou muito para que ambos chegássemos juntos a esfera máxima do prazer, e depois de algum tempo, mesmo exaustos devido à intensidade como nos amamos, Edward saiu de dentro de mim, e comigo sonolenta em seus braços me levou para o nosso quarto, onde nos deitou em nossa cama, ainda abraçados dormimos o sono dos enamorados.

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- Edward? Bella? – escutei a voz de Kathy nos chamando ao fundo, tirando-me rapidamente das minhas lembranças, que pude perceber Edward também estava vivenciando o mesmo que eu estava.

- Perdão Kathy o que você estava dizendo sobre os hormônios? – questionou Edward confuso. Ela deu uma gargalhada silenciosa, e rapidamente tratei de me desculpar.

- Humm… er… desculpa. – murmurei envergonhada. Ela deu uma risada tímida, antes de dizer de maneira inocente.

- Achei que tinha perdido os dois para algum piano. – Edward deu uma risada nervosa, enquanto eu corava violentamente.

Ela disse que aparentemente a minha gravidez estava correndo perfeitamente – até o momento -, e que não oferecia risco nenhum, somente instruiu Edward a levar seu estetoscópio e seu esfigmomanômetro para verificar a minha pressão arterial duas vezes ao dia durante o tempo que estaríamos viajando.

Edward disse que já previa isso e já estava o levando. Ela ficou feliz pela agilidade de Edward, e disse que na minha próxima consulta em um mês e meio – que seria o tempo da nossa Lua de Mel -, ela poderia afirmar com certeza se eu estava mesmo esperando gêmeos e talvez o sexo do bebê ou dos bebês.

Kathy nos desejou parabéns novamente pela minha gravidez, com votos de que fizéssemos uma boa viagem e que aproveitássemos o tempo em que ficaríamos longe de tudo e de todos. Depois de nos abraçar carinhosamente, Edward e eu seguimos ao elevador, que agora parecia bem maior e menos sufocante que antes.

Deixamos o edifício e logo estávamos dentro do Volvo prateado de Edward seguindo para o aeroporto internacional de Boston. Felizmente, por ser domingo, as ruas da cidade estavam quase desertas e chegamos ao nosso destino com uma hora e meia de antecedência.

Na sala de embarque descobri que nosso voo era para Paris, mas quando questionei Edward a respeito disso ele afirmou que seria apenas uma parada.

Quando estávamos confortavelmente sentados nas largas poltronas da primeira classe, me lembrei de que Edward disse que tinha uma surpresa para mim.

- Qual é a surpresa que você disse que iria me presentear em breve, na sala da ultrassonografia? – inquiri, enquanto ele afagava meu rosto que estava encostado em seu peito. Ele deu uma risada, que me fez afastar dele, para encarar seu rosto.

- Você quer mesmo ver sua surpresa, Sra. Cullen? – perguntou arqueando uma de suas sobrancelhas. Confirmei com um aceno de cabeça. Então ele enfiou a mão no bolso interno de seu casaco e retirou uma caixinha negra não muito grande.

O encarei estarrecida, Edward sabia que eu odiava quando ele me dava presentes ostensivos, mas ele simplesmente deu de ombros, me instigando a abri-lo.

- Bella, abra que você entenderá o que significa, é uma herança de família. – disse soando um pouco mandão. Com as mãos trêmulas abri a caixinha, e nada superou o que eu vi.

Era uma pulseira provavelmente de ouro branco, e no seu centro feito havia o brasão dos Cullen com alguns pontos de esmeralda e diamante. Fitei aquilo de boca aberta, não acreditando que Edward estava me presenteando com aquilo, era demais eu não poderia aceitar.

- Edward, eu não posso aceitar. – disse fechando a caixinha e devolvendo a ele.

- Bella, todos nós presenteamos as nossas senhoras com alguma joia com o brasão da nossa família. Ou vai dizer que você nunca notou a pulseira e o pingente que Alice usa desde que vocês se conheceram? E depois que ela casou com Jasper sua pulseira ganhou outro pingente com o brasão dos Hale? – questionou, somente neguei com a cabeça.

"Nunca reparou também naquele imenso colar que Rose usa com um pingente gigante?" – novamente neguei com a cabeça. – "Então sem chances de você ter notado que Veronica usa um anel em seu indicador da mão esquerda com o brasão?" – perguntou divertido.

- Não Edward, eu nunca havia reparada nisso, eu somente vi uma pulseira parecida com essa em sua mãe. – sussurrei. Ele sorriu brilhantemente antes de me responder.

- É verdade, minha mãe usa uma parecida com essa, só que a dela é um pouco maior e de ouro amarelo. Então você minha linda esposa irá aceitar esse singelo sinal de que agora pertence a minha família? – perguntou divertido, somente confirmei com a cabeça, enquanto Edward retirava a pulseira de sua caixinha e colocava delicadamente em meu pulso esquerdo.

O nosso voo até Paris foi bastante tranquilo, acabei adormecendo sobre o peito de Edward, que fazia um suave cafuné em meus cabelos. Ficamos duas semanas na capital francesa, conhecendo museus, monumentos, tudo que só a cidade Luz pode oferecer.

Enquanto estávamos no aeroporto esperando o voo que nos levaria a Grécia entramos em contato com nossos familiares, e acabamos por descobrir que Alice não esperava só um bebê, mas sim dois; uma menina e um menino que iriam se chamar Madeleine e Phillip.

Nosso um mês nas Ilhas Gregas foi fascinante. Edward e eu aproveitamos a privacidade que nos era oferecida, não só no hotel como nas praias, para namorarmos, passávamos horas apenas abraçados observando o sol sumir entre o mar azul turquesa, para que a noite azul marinho, com a lua de prata iluminasse o mar que agora parecia ser negro.

Minha barriga começou a crescer visivelmente enquanto estávamos longe de todos e Edward ficava horas conversando com ela, contando as histórias mais loucas sobre sua infância, ou sobre nós dois, o que me fazia gargalhar.

Mas infelizmente a nossa vida longe desse lugar paradisíaco nos chamava e assim retornamos a Boston, onde fomos recebidos por todos os irmãos Cullen e seus companheiros, pois vieram nos intimar a ir à casa de Esme e Carlisle onde estaria ocorrendo um jantar.

Depois em que nós apreciamos o jantar, rimos e entregamos os presentes que havíamos trazido a eles, Edward e eu retornamos ao nosso apartamento, que na nossa ausência havia sido totalmente redecorado.

Pelo que parecia Esme queria nos surpreender com a nova decoração e reforma que fora feito em tempo recorde, um mês e meio.

A parede que dividia o apartamento vizinho ao nosso havia sido demolida, fazendo com que todo o décimo sétimo andar e último do prédio fosse nosso. A sala havia se tornado mais ampla. Novos sofás brancos e poltronas negras decoravam o lugar, que agora era marcado pela decoração preto e branco. O piano negro de Edward ficava próximo à janela como sempre, mas em uma posição diferente da de antes, fazendo que ele tivesse um lugar só para ele. Uma mesa de jantar de madeira bastante escura contrastava com as cadeiras de estofados brancos.

Por toda a sala havia inúmeras fotos minha e de Edward, juntos em preto e branco, mas a que chamava mais a atenção, talvez por ser a maior, era a que ficava atrás do sofá, que assim que bati os olhos vi que era a do nosso casamento, um registro do momento em que contava a Edward que eu estava grávida, e ele me abraçava e me olhava apaixonadamente. E em cima dessa fotografia a frase que tínhamos tatuado iguais, na artimanha de Alice.

Amor omnia vincit.

Depois de observarmos a sala, com relutância e preguiça de observar o restante do nosso novo apartamento, seguimos para o nosso quarto, que também havia sido redecorado, agora ele era vermelho e branco, e bem mais amplo – notei que a parede que era de outro quarto também havia sido demolida ali -, e no centro acima da nossa cama tinha a fotografia de um beijo nosso durante o casamento, e da mesma maneira que na sala, acima dela, tinha a fase em latim, "o amor vence tudo".

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Seis meses depois…

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Estava deitada na sala de TV do nosso apartamento, que agora contava com mais três quartos, dos quais dois estavam decorados a espera de seus novos habitantes. Os bebês que esperava de Edward, que como ficamos sabendo quando retornamos da nossa Lua de Mel, eram gêmeos, mais precisamente um casal.

Alice havia tido Madeleine e Phillip no final de maio, e enquanto ela era cópia fiel da mãe, ele era um Jasper em miniatura, e como podemos observar, as personalidades haviam sido invertidas.

Enquanto Madeleine era quietinha e tranquila, Phillip era hiperativo, querendo sempre chamar a atenção de todos, o que resultou em uma observação de Esme quando notamos essa semelhança entre o pequeno e a sua mãe, que afirmou que Alice desde que nasceu gostava de chamar a atenção, fazendo com que às vezes ela esquecesse momentaneamente Edward, que era uma criança tranquila.

Era uma tarde abafada em Boston, o verão assim como o último inverno parecia sofrer as consequências do aquecimento global, que enquanto a estação invernal foi marcada por nevascas e baixas temperaturas; já a veraneia era pelo sol terrivelmente quente e as altas temperaturas todos os dias.

Edward estava de folga do hospital em que havia feito dois dias de plantão seguidos para que pudéssemos ter o nosso último fim de semana – uma vez que em quatro dias os gêmeos iriam nascer -, sozinhos tranquilamente sem ser interrompidos, e fazia uma massagem suave em meus pés, que estavam sobre seu colo enquanto assistíamos um musical na televisão.

Seu toque era tão suave que estava quase adormecendo sobre as vozes dos atores no filme, mas fui desperta da minha calmaria pelos chutes e movimentos dos meus bebês em meu ventre. Imediatamente levei minhas mãos a minha enorme barriga, e pude senti-los se movendo.

Porém, uma dor forte me fez gemer um pouco alto, imediatamente Edward parou sua massagem em meus pés e me encarou temeroso, mas a dor que sentia em meu abdômen parecia que iria rasgar minha pele e triturar meus ossos.

Creio que Edward deve ter percebido algo que por conta da minha dor não pude perceber, pois, no segundo seguinte ele estava me pegando em seu colo, e pedindo para que Lucy – empregada que foi contratada para me ajudar nas atividades domésticas -, pegasse a mala que seria levada a maternidade, rapidamente a senhora de cabelos loiros esbranquiçados estava ao nosso lado abrindo a porta do elevador para que entrássemos.

Edward parecia mais nervoso do que nunca, como se quisesse que o elevador descesse mais rápido, e quando estávamos na garagem rapidamente desativou o alarme de seu Volvo, passou algumas instruções a Lucy que não pude entender, por uma nova torrente de dor. Com suavidade ele me colocou deitada no banco de trás de seu carro, sussurrando para que tivesse calma, que já estávamos chegando ao hospital.

Ao longe escutei a voz de Lucy, e depois a de Edward gritando alguma coisa a alguém. Mas eu não conseguia prestar atenção no que ele dizia, pois as minhas dores aumentavam mais e mais a cada segundo.

Felizmente chegamos ao hospital em tempo recorde, Edward me tirou do banco em que estava deitada, me colocando sobre uma maca que praticamente se materializou ao lado do carro. Senti a maca em movimento enquanto Edward passava algumas instruções a alguém, mas logo ele estava ao meu lado com um sorriso dançando em seus lábios, e os olhos marejados.

- Acho que nossos bebês quiseram vir um mês antes do aniversário da mamãe. – sussurrou em meu ouvido, enquanto levantava minha cabeça, e parecia soltar o meu cabelo que estava preso em um coque mal feito. Tentei sorrir, mas uma nova dor me tomou, mas lá estava à mão de Edward junto a minha, me fazendo apertar a sua com demasiada força.

Em algum lugar próximo escutei a voz de Carlisle e Kathy, mas as dores agora estavam ficando insuportáveis, me fazendo me concentrar somente nelas.

Acredito que em algum ponto da batalha contra a dor que sentia eu fui sedada, pois acordei muito tempo depois sem nenhuma dor lacerante, nem a protuberância em minha barriga em um quarto verde claro com algumas flores e atenciosos olhos verdes me fitando. Edward parecia exausto, mas felicíssimo.

- Oi. – murmurou, acariciando meu rosto, que mesmo sob seu toque suave fez a minha pele queimar.

- Oi. – sibilei acima de um sussurro. – Onde eles estão? – perguntei ansiosa.

- Estão descansando, logo eles irão vir visitar sua mamãe. – disse, para depois depositar um suave beijo em minha testa. – Agora descansa meu amor, você foi incrível hoje.

E com as palavras tranquilizadoras de Edward eu voltei a adormecer, sentindo uma corrente elétrica passando pelo meu braço e se concentrando em minha mão.

Edward me despertou algum tempo depois com suaves beijos em meu rosto dizendo que antes de ver nossos filhos eu precisava ingerir alguma coisa, ou não teria força para amamentá-los.

Depois de um, digamos café da manhã, que eu tinha absoluta certeza ser proveniente da cozinha de Esme, uma enfermeira com seus cinquenta e poucos anos trouxe um berço com rodinhas em que duas das crianças mais lindas que eu já vi pareciam dormir tranquilamente. Sorri emocionada com a visão de duas pequenas pessoinhas que tinham a pele tão clara quanto a minha e de Edward.

E quando os segurei os dois em meu colo pude sentir meu coração triplicar de tamanho para caber às três pessoas mais importantes do meu mundo. Edward além de ser um pai coruja, gostaria de registrar todos os momentos de seus filhos, pois enquanto eu os amamentava tirava várias fotos.

Ao longo dos dois dias que ficamos no hospital recebi a visita de todos meus parentes e amigos. Meu pai Charlie e sua esposa Sue; minha mãe Renée e meu padrasto Phil; Carlisle e Esme; Jacob, Noah e Leah – que acabei sabendo que estava grávida agora de uma menina -; Alice e Jasper; James, Veronica e David; Emmett, Rosalie, Elizabeth, Henry e Natalie; Tanya e Heidi; Alec e Felix; Seth – irmão de Leah e meu irmão por consideração -, com sua noiva Liv.

Eu gostava da presença de todos eles, mas nada se comparava a quando estava somente Edward, eu e nossos dois pequenos, que ao longo dos dias podemos perceber que o nosso menino havia herdado a cor de meu cabelo, mas a maneira desalinhada era do pai, assim como seus olhos verdes do mesmo tom dos de Edward.

Por sua vez nossa menina havia herdado a cor exótica dos cabelos de Edward – bronzes, porém estes eram levemente encaracolados, como os meus e seus olhos eram do mesmo castanho chocolate que os meus.

Felizmente voltamos para a nossa casa que estava abarrotada de presentes aos dois e flores e cartões de felicitações a mim e Edward.

Levamos Evan Anthony e Jennifer Claire Cullen para o nosso quarto que por alguns dias seriam onde eles ficariam, e quando os colocamos sobre a colcha branca com detalhes vermelhos da nossa cama e Edward se sentou ao meu lado vi que meu mundo estava completo, pois agora existiam duas provas concretas do amor incondicional, irrevogável e inexplicável que eu, Isabella Marie e Edward Anthony Cullen nutrimos um pelo outro.

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N/A: Hey amores!

Final mais do que justo, perfeito e único para estes dois inconsequentes, certo? Claro que sim! Escrever esse capítulo foi uma sequência de sensações inexplicáveis. A primeira, claro, foi o sentimento de dever cumprido; a segunda foi que por mais que a história teve seus altos e baixos, consegui expor tudo aquilo que quis; e em terceiro, por vocês continuaram lendo e apoiando a fic até o seu final tornando algo que jamais imaginei. Teve inúmeros momentos que todos queriam desistir, eu sei, mas vocês continuaram firmes comigo.

Essa história tem uma ligação muito pessoal com a minha vida. Todos os personagens centrais foram baseados em pessoas reais, que convivem comigo, que estiveram ao meu lado em momentos complicados, complexos, e tantos momentos que nem sei classificar ao certo. Meus amores... bem... Edward e James foram uma cópia de dois ex-namorados e acredito veemente que os retratei perfeitamente, com seus erros, seus acertos, seus inúmeros poréns.

Por fim, eu só posso dizer obrigada do fundo do meu coração por vocês terem lido e comentado isso aqui. Cada review, cada recomendação, cada indicação foi uma vitória, uma escada de crescimento pessoal que não sei descrever em palavras tudo o que vocês fizeram por mim durante esse tempo. Peço desculpas por erros gramaticais, de concordância e tantos outros que com certeza deve ter espalhados pela história inteira. Não sou a melhor autora, e muito menos um dicionário ou uma cartilha ambulante cometo erros como qualquer pessoa, então relevem, por favor.

Sou imensamente grata ao congestionamento que enfrentei do qual tive essa ideia, sem aqueles 30 minutos parada, completamente atrasada para aula ouvindo a Soundtrack de Twilight e Rehab da Rihanna nada disso aqui teria sido escrito, e eu nunca poderia ter crescido espiritualmente, me livrado de fantasmas e cruzes que já não precisava mais carregar.

Obrigada mesmo gente!

Mayh Cardoso, obrigada gata por betar essa história e por estar ao meu lado durante todo o processo, foi complicado, mas conseguimos baby!

Obrigada a todos mais uma vez, sou eternamente grata a cada um que leu e comentou.

Beijos com imenso carinho,

Carol Venancio.

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