Cap. 37 – Decoração e muitas brincadeiras
Cansados e com frio, pois havia começado a nevar, os oito chegaram na mansão com fome e Nina logo foi preparar algo para eles. Deixaram a árvore na entrada e seguiram para a cozinha. Lavaram as mãos, sujas de terra e se sentaram à mesa.
Nina fez uma caneca de chocolate quente para cada um e colocou diversos tipos de biscoitos e torradas na mesa.
- Nina, esse chocolate quente ficou divino! – elogiou Clara.
- Agradeço pelo elogio, senhorita – respondeu Nina, fazendo uma reverência e sorrindo.
Após o lanche, cada um foi para seu quarto tomar um banho para aquecer um pouco mais. Como de costume, as meninas ainda não haviam terminado quando os marotos saíram de seus quartos.
Tiago foi o mais rápido. Quando terminou, saiu do quarto e viu que nenhum de seus amigos tinha saído, e resolveu fazer uma pequena brincadeira com um deles...
Andou sem fazer barulho até a porta de Sirius e encostou o ouvido na porta. Pelo visto, ele estava terminando o banho.
Devagar, Tiago abriu a porta e entrou com a maior cautela, o que não era necessário, pois, mesmo que fizesse um estardalhaço, Sirius não ouviria já que cantava em altas vozes no chuveiro.
Segurando o riso, o maroto abriu o guarda-roupa e viu a maior bagunça ali. Deu um jeito e se enfiou atrás de tudo, de uma maneira que não seria visto caso Sirius abrisse o armário.
Menos de cinco minutos depois, consegue ouvir, pela fresta da porta, o amigo desligando o chuveiro. Mas a cantoria não terminara.
Mais alguns minutos e Sirius saiu do banheiro, enrolado na toalha. Foi, então, diretamente ao guarda-roupa, pegar uma roupa limpa.
- Que bagunça! – exclamou ele, ao abrir a porta do armário e algumas blusas caíram. – Mas, quem se importa?
Vasculhou alguns cabides e, na hora que foi tirar uma camisa, Tiago pulou para fora, gritando e dando o maior susto em Sirius, que ficou branco e deixou a toalha cair.
Tiago se jogou na cama de tanto rir e Sirius, com a cara fechada, pegou sua toalha de volta.
- Obrigado pelo susto – disse Sirius, emburrado.
- Não há de quê – respondeu Tiago, recuperando o fôlego. – Estou aqui para isso!
- É, já sei – falou Sirius colocando sua roupa.
Ao terminar, os dois saíram do quarto, com Tiago ainda zoando com Sirius por causa do susto. Harry e Remo também estavam saindo.
- Por que está rindo? - indagou Remo à Tiago.
- Pelo susto que eu dei no Almofadinhas – respondeu o garoto.
- O que você fez? – perguntou Harry.
- Esse veado se escondeu no guarda-roupa e quando eu fui pegar minha roupa, me deu um susto, pulou com tudo para fora do armário, gritando – dessa vez quem respondeu foi Sirius.
- E não esqueça de mencionar a parte que deixou sua toalha cair, senhor Almofadinhas – lembrou Tiago, voltando a rir.
- É um veado mesmo! – exclamou Sirius.
- Não sou veado, sou cervo, seu pulguento. C-E-R-VO! – reclamou Tiago, no exato momento em que Lílian saiu do quarto.
- Quem é cervo? – questionou ela, interessada e desconfiada, no que Tiago ficou branco, mas ainda sim pensou rápido em algo para responder.
- O que te salvou hoje – disse.
- Pensei ter ouvido um "sou", não um "foi"... – falou ela, desconfiada.
- Deve ter ouvido errado – comentou Remo e completou. – Vamos descer?
- Podem ir na frente, vou esperar minhas amigas e já desço – disse Lily, indo em direção ao quarto de Kely.
Os meninos, sem esperar mais, desceram e foram direto para a sala de estar, onde esperariam as meninas.
- Essa foi por pouco! – exclamou Tiago, se jogando no sofá.
- Ela ficou desconfiada – comentou Harry, olhando para o pai.
- Percebi, mas não posso fazer nada, não é? – respondeu ele.
- É melhor pararmos de falar disso – sugeriu Remo. – Se elas descerem e escutarem alguma coisa, será pior.
- Concordo – falou Sirius.
**
- Kely, você já terminou? – perguntou Lily, pela porta.
- Já sim, Lily, pode entrar – falou Kely. Lílian entrou e Kely estava sentada na cama, secando os cabelos. – O que foi?
- Por quê?
- Está com uma cara estranha... – respondeu Kely, observando bem a amiga.
- Ah, não é nada, só escutei uma coisa estranha agora há pouco.
- O quê?
- É que... Ah, esquece, acho que ouvi coisas, devo ter entendido errado mesmo – disse a ruiva, pensativa, se lembrando das palavras que ouvira ao sair do quarto "Não sou veado, sou cervo...". O que será que significa isso? Será que é apenas uma brincadeira deles ou... Mas foi tirada de seus devaneios por uma mão sendo abanada em frente ao seu rosto.
- Lily? – perguntou Kely, parando de abanar.
- Sim?
- Está me ouvindo? Parece que estava em outro lugar...
- Não, estou aqui, sim – respondeu a ruiva, rindo. – Vamos descer?
- Claro. Gina e Clara já devem estar nos esperando.
As duas saíram do quarto. Lily foi para o de Gina, chamá-la, e Kely, para o de Clara. Juntas, as quatro desceram em direção à sala de estar, onde os marotos as aguardavam. Elas entraram e se sentaram ao lado deles.
- O que faremos agora? – indagou Clara.
- Acho que poderíamos fazer a decoração da árvore e da casa – sugeriu Tiago e todos concordaram.
- Onde estão os enfeites? – questionou Kely.
- No sótão – respondeu Sirius. – Tenho uma idéia.
- O quê? – perguntou Gina.
- Uma parte de nós vai pegar os enfeites no sótão e a outra, levar a árvore para o salão de festas – sugeriu o maroto.
- Tem um salão de festas? – indagou Lily, com a boca entreaberta.
- Tem sim, minha ruivinha – respondeu Tiago, abraçando-a. – Desculpa não ter lhe mostrado antes, é que como você estava, vamos dizer, um pouco brava comigo...
- Tudo bem, eu entendo – disse Lílian, rindo.
- Vamos? – perguntou Clara, se pondo de pé.
- Claro – disse Remo.
- Por que não fazemos assim – começou Harry. – As meninas vão até o sótão pegar os enfeites e nós levamos a árvore para o salão?
- Gostei – falaram Sirius e Tiago.
- Mas nem sabemos onde fica o sótão – disse Kely.
- A Clara sabe – respondeu Tiago, sorrindo.
- Vamos, meninas – chamou Clara.
- Esperem – pediu Tiago.
- O que foi? – perguntou Gina, se virando.
- Estão com as varinhas dessa vez? – questionou o garoto.
- Por quê? – disse Lily, confusa.
- Sabe, faz muito tempo que ninguém entra lá – explicou Sirius. – Pode ter alguma criatura e se precisarem se defender...
- Estamos com elas sim, Sirius – falou Clara e começou a andar para uma direção da casa que as três nunca tinham ido.
- Vamos, marotos? – chamou Tiago e seguiram para o lado oposto, a entrada da casa, onde estava o enorme pinheiro.
Por meio de magia, Tiago e Sirius levaram o pinheiro para dentro da casa, até o salão de festas, que ficava abaixo da sala, mas, mesmo estando no subsolo, possuía janelas encantadas, que refletiam exatamente o céu verdadeiro.
Harry e Remo fora, cada um a um lado do pinheiro para ver se não corriam risco de bater em nada, e avisassem se caso isso estivesse para acontecer.
Entraram no salão e colocaram a árvore a um canto, perto do palco.
- Agora é só esperar as meninas trazerem os enfeites – disse Harry, se sentando no palco, sendo seguido pelos marotos.
- Espero que elas se saiam bem – comentou Tiago, com um sorrisinho maroto.
- Por quê? – perguntou Remo, desconfiado.
- Bem, nós... – começou Sirius.
- Vocês...? – insistiu Remo, querendo saber o que os dois aprontaram dessa vez.
- Nós não avisamos que há algumas... Criaturas no sótão, sabe... – explicou Sirius, meio enrolado.
- O que quer dizer com "algumas criaturas"? – indagou Harry, não muito certo se queria ou não saber.
- Bem, lá há um vampiro... – falou Tiago, sem olhar para nenhum deles.
- O que mais? – questionou Remo.
- Como sabe que há mais? – perguntou Sirius, revelando a verdade.]
- Dois motivos – começou Remo. – O primeiro é que não olharam para mim quando responderam e, o segundo, você revelou, Almofadinhas. "Como sabe que há mais?" – falou, imitando a voz de Sirius.
- Cachorro pulguento! – exclamou Tiago.
- Ei, eu não sou pulguento, tomo banho todos os dias, sou limpinho e cheiroso. Mas tenho minhas dúvidas sobre você, seu veado – respondeu Sirius, rindo da cara mortífera de Tiago.
- Um dia eu ainda vou te dar uma lição para você parar de me chamar de veado – disse Tiago, perigosamente.
- Voltando ao assunto – cortou Remo, antes que virasse uma discussão. – O que mais tem lá, senhores Pontas e Almofadinhas?
- Bem... – começou Tiago. – Tem alguns diabretes que apareceram e esquecemos de tirar de lá, ano passado...
- E aranhas, é claro – completou Sirius. – Qualquer lugar como um sótão tem aranhas. E...
- O que mais? – questionou Harry, pensando no que mais poderia haver num sótão.
- Um bicho papão – respondeu Tiago.
- Só isso? – perguntou Remo, olhando de um para outro, tentando encontrar algum sinal de falsidade.
- Hã... – disse Sirius, revelando, de novo, a verdade.
- Pode ir contando, já percebi que há mais coisa – falou Remo e Sirius recebeu um olhar de censura de Tiago. Se não morressem por Remo, morreriam pelos gritos das meninas.
- Tem um... esqueletoenfeitiçado – falou Sirius, rapidamente e, depois disso, ele e Tiago caíram na gargalhada.
- Tem o quê? – indagou Harry, que não tinha entendido absolutamente nada.
- Um esqueleto... Enfeitiçado – falou Tiago, ainda rindo.
- Ficaram malucos – comentou Remo, balançando a cabeça.
**
As meninas, lideradas por Clara, subiram escadas diferentes das que levavam para os quartos. Eram mais longas e apertadas. Lily ainda estava pensativa, em relação ao que ouvira ao sair do quarto. Mas acabou desistindo de pensar, pois não fazia sentido a teoria que criara.
Sirius sempre chama Tiago de veado, e ele sempre responde "é cervo!". Então... Mas ele não pode ser, ou pode? Não, é impossível, leva anos... E por que razão faria isso? Além disso, Tiago sempre chama Sirius de pulguento. Ah, isso não faz sentido algum. Não poderiam ser mais claros?
- Chegamos – anunciou Clara, quando pararam em frente a uma porta de madeira lustrosa. A menina pôs a mão no bolso e retirou a varinha.
- Para que a varinha? – perguntou Kely, arqueando uma sobrancelha.
- Já encontrei um vampiro aí dentro – respondeu ela, simplesmente.
- Um o quê? – indagou Kely.
- Um vampiro – repetiu Clara. – Não se preocupem, tenho experiência com ele.
- Mais alguma coisa? – questionou Gina, indiferentemente. Afinal, tinha um vampiro no próprio sótão de sua casa.
- Pode ter algum bicho papão – terminou Clara. – Todas sabem como repelir um bicho papão?
- Sem problema, sou boa em azarações para eles – respondeu Gina, rindo.
- Então, se aparecer algum, você cuida dele – disse Kely.
- Certo – concordou ela.
- Vamos? – chamou Clara, abrindo a porta e acendendo a varinha. As duas fizeram o mesmo, mas Lily ficou parada na porta, com os olhos fora de foco.
- Lily? – chamou Kely, quando percebeu que a ruiva não as seguiram.
- Hã? – perguntou ela, saindo de seus pensamentos.
- Vamos? – chamou a amiga.
- Ah, claro – falou a ruiva, pegando sua varinha e entrando no sótão.
**
- Vamos? – perguntou Tiago, ao parar de rir.
- Para onde? – indagou Sirius, arqueando uma sobrancelha.
- Você é o cachorro mais sem cérebro que eu já vi. Pensei que os cachorros fossem espertos – comentou Tiago, brincando com o amigo, fazendo-o fechar a cara. – Esperar na escada do sótão.
- Para...? – questionou Harry.
- Escutar o que elas vão fazer – respondeu Sirius, entendendo tudo.
- E se elas saírem correndo e verem vocês dois rindo? – perguntou Remo.
- Elas não verão – falou Tiago, convencido.
- Como pode ter tanta certeza? – indagou Harry.
- Por isso – disse Tiago, erguendo a varinha. – Accio Capas de Invisibilidade! – segundos depois, sua capa e a de Harry entraram voando pela porta do salão.
- Vocês não têm jeito – disse Remo, sorrindo.
- Você também deveria ser assim, Aluado. Afinal, é um maroto! – exclamou Tiago, se levantando.
- Sabemos disso, Aluado – falou Sirius. – E agradeça por isso. Se não fôssemos assim, já pensou como Hogwarts seria chata?
- Tranqüila, você quer dizer – falou Remo, rindo.
- Certo, parem de falar e vamos logo – disse Harry e os quatro foram até a escada do sótão, parando ao seu pé. Dali dava para escutar o que acontecia, pois a porta estava aberta.
**
- Está meio sombrio aqui – comentou Kely, olhando para as paredes, em que havia algumas teias de aranha.
- Não se preocupe – disse Clara.
- Com o quê, exatamente eu não devo me preocupar? – perguntou Kely, com a voz trêmula, vendo alguns pares de olhinhos de besouro brilharem com a luz das varinhas. Mas não conseguia distinguir o que era.
Andou mais junto das três que, pelo visto, não tinham percebido que eram seguidas pelos olhares. Mas não paravam de aparecer mais olhinhos. Kely tocou de leve em Clara que assustou, mas não gritou.
- O que foi? Quer me matar de susto?
- N-não, é que... – explicou Kely, apontando para os olhinhos. As três, então, perceberam, mas, no momento seguinte, mais de vinte diabretes saíram voando em direção a elas e começaram a atacar, puxar o cabelo, jogar livros velhos.
- E agora, o que faremos? – questionou Gina. – Não consigo me lembrar de nenhum feitiço que pare todos eles!
- Eu sei! – exclamou Lily, se lembrando de um. Apontou a varinha para cima e gritou – Immobilus! – imobilizou todos os diabretes, nas posições que estavam. Eles só conseguiam piscar. – Pronto, ficarão assim por uma meia hora. Acho que é suficiente.
- Obrigada, Lily – agradeceu Clara. E continuaram vasculhando pelos enfeites.
Lily tirou um empilhado de caixas, para procurar dentro de um velho armário, mas, quando o abriu, um esqueleto caiu em cima dela, derrubando-a com tudo no chão. A ruiva começou a gritar, pois o esqueleto começara a se mexer.
Sua amigas, muito prestativas, entraram em pânico também e começaram a gritar e correr para todo o lado, sem saber o que fazer.
Gina foi a que mais manteve a calma, mas não ajudou muito, pois, ao tirar o esqueleto de qualquer jeito de cima da ruiva, ele caiu pesadamente do outro lado, mas se levantou e saiu andando atrás de Gina como um zumbi.
Ela, por sua vez, saiu correndo pelo sótão, dando voltas, se esquecendo completamente da varinha.
Enquanto isso, os marotos rachavam de rir ao pé da escada. Sirius e Tiago estavam deitados nela, segurando a barriga.
- Elas só não sabem de uma coisa – falou Tiago, tentando parar de rir.
- O quê? – perguntou Remo, rindo também.
- Uma não, duas – completou Sirius.
- Falem logo! – pediu Harry.
- A primeira é que, se tentar usar um feitiço comum, ele fica maior e, dois, elas terão uma surpresinha depois que decorarmos a casa – explicou Tiago, voltando a rir.
- Vocês são loucos – disse Remo, recuperando o fôlego.
- Agradeça por isso, se não, nunca daria certo – falou Sirius, rindo mais do que nunca.
No sótão, cada uma corria para um lado, até perceberem que o esqueleto só perseguia Gina. Então, Clara correu em direção a ele e jogou-o contra a parede. Foi a vez dela correr, pois começou a ser perseguida.
Lily estava perto do armário em que o esqueleto estava. Olhou em seu interior e viu a enorme caixa de enfeites ali. Com a varinha, fez os enfeites flutuarem e, tomando o maior cuidado para não ser pega pelo esqueleto, andou pelos cantos em direção à porta.
Mas, quando estava a alguns passos dela, o esqueleto deu um encontrão com a ruiva, fazendo-a perder a varinha. Em conseqüência, a caixa caiu pela porta aberta, fazendo voar enfeites para todos os lados, batendo com tudo nos marotos. Uma bolinha pequena entrou pela boca aberta de Sirius, que engasgou.
- Anapneo! – disse Remo, apontando a varinha para Sirius, que parou de tossir imediatamente.
- Obrigado! – agradeceu ele.
- Acho melhor se esconderem – avisou Harry.
- Por quê? – perguntou Tiago, confuso.
- Elas sairão daqui a pouco – respondeu ele.
Tiago e Sirius entraram debaixo da capa do primeiro e Remo ficou com Harry. Ficaram um tempo observando, mas nada.
**
- Ele parou de nos perseguir? – perguntou Kely, jogada no chão, pois havia tropeçado com tudo em uma pilha de livros.
- Acho que sim – respondeu Clara, saindo de trás de uma cadeira enorme e velha.
- Não parou, não – falou Gina, apontando para o esqueleto, que, sem um braço, se levantava.
Gina, Kely e Lily, que estavam no chão, se levantaram e se ajeitaram, enquanto o esqueleto erguia o braço que lhe sobrara e começava a andar, desajeitado.
- Já sei! – gritou Clara, do outro lado do sótão.
- O quê? – indagou Gina, correndo para perto da porta.
- Podemos as quatro lançar feitiços juntas! – exclamou Clara, enquanto, na escada, Sirius e Tiago riam da idéia.
- Certo – concordou Kely, pegando a varinha. – No três! Um... Dois... Três!
Foi uma confusão de vozes lançando feitiços que nenhuma delas ouviu o que a outra disse, só souberam, segundos depois, que não funcionara muito bem. O esqueleto estava maior e começou a andar atrás de Lily.
- Já descobri! – gritou Lílian, correndo, com o esqueleto atrás.
- O quê? – questionou Kely.
- Se funcionar, eu aceito! – respondeu Gina.
- Percebi que ele sai correndo atrás de quem toca nele! – respondeu a ruiva, se desviando de um armário. – Então, se todas tocarmos ao mesmo tempo, ele não vai saber para onde ir.
- Aceito! – exclamou Clara. – Toda! Já!
Elas se viraram e saíram correndo em direção a ele. Quando estavam perto, Lily se virou também e bateram ao mesmo tempo. Se distanciaram e ele não seguiu nenhuma delas.
- Conseguimos? – indagou Kely, olhando para as amigas.
- Acho que sim, mas não por muito tempo – falou Gina, vendo o esqueleto se mover, mas não andar.
- Vamos sair logo! – falou Clara.
- E os enfeites? – perguntou Kely. – Não volto para cá de jeito nenhum!
- Rolaram escada abaixo quando eu caí – respondeu Lily, apontando para a porta aberta.
- Então, vamos, não quero encontrar mais nenhuma criatura – comentou Clara e as quatro saíram rapidamente do sótão.
**
Os meninos voltaram para a sala e tiraram a capa.
- Foi engraçado! – exclamou Sirius, rindo.
- Sim, mas não deixe elas ouvirem isso – falou Remo.
- Não se preocupe, Aluado – disse Tiago.
**
Após passarem pela porta, Lily fechou a porta. Kely era a que estava mais à frente. Esta não viu algumas bolinhas, pisou em uma delas e escorregou. Para não cair, segurou em Clara, que era a mais próxima. Ela foi pega despreparada e pegou em Gina que, não prestando atenção no que estava acontecendo, tentou se segurar em Lily, que estava terminando de fechar a porta, portanto não havia visto a situação.
Assim, as quatro rolaram escada abaixo, com uma ajuda das bolinhas. Foi um bolo de meninas caindo. Quando chegaram embaixo, do modo mais fácil, porém doloroso, se levantaram, um pouco doloridas.
Recolheram todos os enfeites espalhados pelo chão e seguiram para a sala. Quando entraram, os meninos começaram a rir, pois elas estavam com cara de cansadas, sujas, cobertas de pó e totalmente descabeladas.
- Do que estão rindo? – perguntou Kely, arqueando uma sobrancelha.
- Ora, do estado de vocês! – respondeu Sirius.
- Foram atacadas ou coisa parecida? – indagou Tiago, rindo.
- Na verdade, fomos sim – falou Clara.
- E aposto que tem dedo dos marotos nisso – disse Lílian, com um olhar desconfiado.
- E por que acha isso? – questionou Tiago, convincentemente.
- Parece coisa de vocês – respondeu a ruiva.
- Mas não é – falou Sirius.
- Então, de quem é? – perguntou Gina, sorrindo.
- Se não é de vocês, também não podem ter surgido de repente – falou Lily, com um olhar indagador.
- Ah, está bem, fomos nós – revelou Tiago, e foi a vez dele receber um olhar fatal e medroso de Sirius.
- Lá vem... – murmurou Remo para Harry.
- Vocês quase nos mataram de susto! – exclamou Kely.
- Caímos da escada por culpa de vocês! – continuou Clara.
- Quase morremos com um esqueleto zumbi andando atrás de nós! – exclamou Kely, outra vez.
- E tudo isso para pegar uns enfeites! – terminou Lily, indignada.
- Pelo menos deu para animar – falou Sirius, com um sorriso maroto.
- Só se for para vocês! – disse Clara. – Não imaginam o susto que levamos!
- Não imaginam como o Almofadinhas quase morreu engasgado com uma bolinha – falou Tiago, voltando a rir. Dessa vez as meninas o acompanharam.
Depois dos risos, elas foram se arrumar, enquanto eles levavam os enfeites para o salão de festas. Meia hora depois, elas desceram, limpas e arrumadas outra vez.
- Podemos começar a decorar ou vão nos meter em outra encrenca para nos dar mais um susto, completando a coleção de vocês? – falou Lily, de uma vez só, e os marotos se entreolharam, confusos.
- Não entendi nada – comentou Sirius.
- Desculpe, meu Lírio, poderia repetir um pouco mais devagar? – pediu Tiago, rindo. A ruiva respirou fundo antes de continuar.
- Perguntei se podemos começar a decorar a casa, ou nos darão mais um susto, completando a coleção de sustos que vocês devem ter – repetiu ela, mais devagar, e começando a rir depois disso, junto com todos.
- Podemos começar, com certeza! – exclamou Tiago, beijando-a profundamente.
- Começaríamos se o veado resolvesse parar com as veadices – falou Sirius, começando a rir outra vez.
- Quer me deixar em paz, Almofadinhas? – disse Tiago, se separando da ruiva. – Está com inveja porque eu tenho a ruiva mais linda desse mundo – terminou, abraçando-a por trás.
- Quem te disse essa mentira deslavada? – questionou Sirius, com cara de indignação. – Eu tenho a morena mais linda do mundo – completou, seguindo até Kely e beijando-a.
- Está bem, vamos parar com as comparações e começar logo isso, se não, não conseguiremos terminar hoje – falou Remo.
- Você é quem manda, paizinho – brincou Sirius, e Remo lançou um olhar fatal para ele, mas depois um sorriso surgiu em seus lábios.
- Sou seu pai, é... – começou ele. – Então, terá que fazer tudo o que eu disser, filhinho – terminou, entrando na brincadeira.
- Ah, é? – provocou Sirius. – Se eu sou seu filhinho, o Pontas aqui também é, já que é meu irmãozinho.
- E quem disse que você é meu irmão, Almofadinhas? – atiçou Tiago.
- Ora, conhece o senhor Almofadinhas Potter, que mora na mansão dos Potter? – continuou Sirius.
- Sim, ele é o maior mala sem alça, e, ainda por cima, cachorro – respondeu Tiago.
- E seu irmão é um veado por completo, conhece?
- Ainda não tive a oportunidade – falou Tiago, com um sorriso maroto nos lábios. – Mas conheço o filho legítimo dos Potter, o senhor Pontas, sabe quem é?
- Eu sou o filho legítimo, acho que está confundindo – disse Sirius.
- Ainda não tenho problemas mentais, como você, Almofadinhas – falou Tiago, começando a rir e todos os presentes faziam o mesmo.
- O sujo falando do mal lavado! – exclamou Sirius, rindo com os demais.
- Eu sou limpinho, tomei banho há pouco, e você... – começou, mas foi interrompido por Sirius.
- Também. Tanto é que me deu um susto, lembra-se? – questionou ele.
- Nunca vou esquecer seu canto em altas vozes no chuveiro e você deixando a toalha cair quando te assustei! – respondeu o maroto, rolando de rir.
- Dessa eu não sabia! – exclamou Clara, sentando no sofá e segurando a barriga.
- Sirius Black derrubando a toalha por causa de um sustinho? – indagou Kely, fingindo estar indignada.
- Cada louco com sua loucura – falou Gina.
- Isso não se pode contornar – completou Harry.
- Certo, não vamos negar que os dois são loucos, mas agora, vamos logo – disse Remo, parando de rir.
- Vamos começar por onde? – perguntou Lily, pegando alguns enfeites da caixa.
- Acho que, pela árvore – respondeu Tiago. Eles concordaram e começaram a decorar a árvore.
- O veado está arrumando direitinho? – provocou Sirius, recebendo uma bolinha vermelha na testa. – Ei! Por que jogou isso?
- Para aprender que não sou um veado, sou... – ele is falar, mas parou quando seu olhar encontrou o de Lily. Desviou-o rapidamente e mandou outra bolinha na direção de Sirius. Este pegou uma azul e jogou diretamente na direção do rosto de Tiago, que acabou pegando-a a milímetros dele. – Está jogando contra o melhor apanhador da Grifinória, Almofadinhas, tenho reflexos rápidos.
E, assim, começou uma guerra de bolinhas coloridas, que só terminou depois que todas elas já haviam sido retiradas da caixa e estavam espalhadas pelo salão de festas. Tinha até uma no teto, presa no lustre.
- Vocês conseguiram, agora, tratem de recolher todas – mandou Remo, enquanto os outros saíam de seus esconderijos, onde ficaram durante a guerra, para não correrem o perigo de serem atingidos.
Com um aceno de varinha, os dois fizeram com que todas as bolinhas retornassem para a caixa.
- Certo, agora vamos terminar logo antes que haja outra luta – falou Clara, rindo.
Em menos de quinze minutos, a enorme árvore estava quase completamente decorada.
- Faltou a parte de cima – falou Gina, olhando para o topo do pinheiro, que não estava enfeitado.
- Sobraram enfeites na caixa – falou Kely.
- O problema é a altura – respondeu Harry.
- Nenhum de nós é alto o suficiente para alcançar essa parte – disse Tiago.
- Não um sozinho – falou Clara, com um sorriso maroto no rosto.
- O que está pensando, senhorita Clara Potter? – perguntou Sirius, rindo.
- Tiago, você é mais alto que o Sirius, não é? – perguntou a garota e ele confirmou com a cabeça. – Então, alguém senta no seu ombro e termina de decorar a árvore.
- Gostei da idéia – concordou Remo.
- Mas quem subiria? – questionou Lílian, erguendo uma sobrancelha e todos os olhares se voltaram para ela.
- Ainda pergunta – comentou Kely.
- Ah, não. Não vou fazer isso. Vou cair! – se defendeu.
- Não vou deixar isso acontecer – assegurou Tiago.
- Não farei isso, não mesmo – continuou ela, dando alguns passos para trás.
- Não confia em mim? – indagou Tiago, sério.
- Não é isso... – respondeu ela, meio sem graça.
- Então, não há razão para ter medo – disse o maroto, sorrindo e olhando profundamente naqueles olhos verde esmeralda. – Pode confiar, não te deixarei cair.
- Está bem – desistiu a ruiva. – Mas, como vou subir?
- Não seja por isso – disse Sirius, levantando a ruiva e colocando-a em cima do palco.
Ainda meio receosa, ela subiu nos ombros do moreno e este caminhou vagarosamente, para que a ruiva não desequilibrasse, até a árvore. Os amigos foram passando os enfeites a ela, enquanto Tiago segurava suas pernas, para lhe dar mais apoio. Em alguns minutos decoraram tudo.
- Calma, faltou a ponta da árvore – falou Sirius.
- A estrela de Cristal está no armário, alguém pode pegá-la, por favor? – pediu Tiago. Clara foi até um armário de madeira clara que havia a um canto do salão e pegou a delicada estrela.
- Aqui – falou ela, entregando a estrela para a ruiva.
- Ela é linda! – exclamou Lílian, maravilhada com a beleza do objeto. Era uma estrela de cinco pontas do tamanho de um palmo, que mudava de cor, conforme a luz.
Ela tentou alcançar o ápice do pinheiro, mas estava longe, seus braços não conseguiam chegar até lá.
- O que foi? – perguntou Remo, vendo a dificuldade da garota.
- Não alcanço – respondeu ela. – Não dá para chegar mais perto, Ti?
- A árvore é mais larga embaixo, Lily – lembrou Gina.
- E agora? – indagou a ruiva, sem saber como fazer.
- Fique em pé – sugeriu Tiago.
- O quê? – questionou ela, pensando que tinha escutado mal.
- Fique em pé – repetiu ele.
- Agora ficou maluco – disse ela. – Se eu ficar em pé, aí sim caio com tudo.
- Prometo que não cairá – falou Tiago. Lílian respirou fundo e, com muita calma e ajuda do maroto, conseguiu ficar em pé sobre seus ombros. Ele ficou o mais imóvel possível. Ela colocou a estrela no topo da árvore e olhou para baixo.
- E, agora me falem – pediu ela. – Como desço?
- Pule – respondeu Sirius, como se fosse a coisa mais óbvia do mundo.
- Pula que eu te pego – falou Tiago.
- Estão ficando loucos – disse ela, indignada. – Primeiro querem que eu suba nele para enfeitar o resto da árvore. Depois, ficar em pé. Agora querem que eu pule?
- É – respondeu Clara, simplesmente.
- Pode pular – continuou Tiago. Ela suspirou, fechou os olhos e pulou. Pensou que cairia com tudo no chão, mas não sentiu-o quando parou. Abrindo os olhos, percebeu que o maroto tinha pegado-a antes dela chegar no chão e todos riam. – Eu disse que não ia cair! – sussurrou Tiago, ao seu ouvido, fazendo-a sorrir.
- Agora, só temos que decorar o resto do salão – falou Remo.
- Como assim? – perguntou Harry, sem entender.
- Há mais alguns enfeites guardados no armário, especiais para colocar no palco, e na parede – explicou Tiago.
Os dois marotos seguiram até o armário e tiraram quatro caixas pequenas, fechadas. Depositaram-nas no chão e as meninas foram abrir. Sem que elas percebessem, eles abafaram risos comas mãos.
Elas abriram as caixas e de dentro saíram vários enfeites malucos, uns corriam pelo salão, outros grudaram nelas e, ainda outros pegavam algum objeto e saíam correndo para lá e para cá, parecendo tontos.
- Não acredito nisso! – exclamou Kely, lançando um olhar fatal a Sirius e Tiago.
- Outra pegadinha – falou Lily, revirando os olhos e tentando arrancar um enfeite que grudara em seus cabelos.
- E nem sequer percebemos – completou Gina.
- Como é que eu não sabia disso? – perguntou Clara, se fingindo de indignada.
- Não contamos todos os nossos segredos, Clarinha – respondeu Sirius, sorrindo marotamente.
Depois de rirem e capturarem todos os enfeites malucos, o que foi uma tarefa completamente complicada, tendo em vista que eles, por serem pequenos e rápidos, se escondiam embaixo dos móveis, os enfeitiçaram, fazendo com que perdessem a capacidade de se moverem, e começaram a colocá-los nas paredes.
Ao terminarem, todos se afastaram para observar o efeito de cores que havia. Como a maioria dos enfeites era de cristal, brilhavam de diversas cores, conforme a luz batia.
- Ficou lindo! – exclamou Kely, sorrindo.
- Concordo plenamente! – disse Sirius, abraçando a namorada.
- E a árvore, graças à minha ruivinha mais linda de todas! – disse Tiago, abraçando-a por trás.
- Realmente, apesar das brincadeiras, o trabalho saiu bom! – comentou Harry, também abraçando sua namorada.
- Parece que eu sobrei – falou Remo, rindo.
- Ah, não sobrou, não, Reminho! – disse Clara, abraçando o maroto, fazendo todos rirem.
- Todo esse trabalho acabou me dando fome – comentou Tiago. – Vamos comer alguma coisa?
O grupo concordou e eles foram até a cozinha. Ao entrarem, Nina veio correndo até eles.
- Senhor, o jantar já está pronto – avisou ela.
- Obrigada, Nina – agradeceu Tiago. – Vamos lavar as mãos e já voltamos.
Dizendo isso, seguiu para o banheiro, e todos foram atrás. Após lavadas as mãos de todos, voltaram à cozinha, sentaram-se à mesa e começaram a comer.
- Nina, isto está maravilhoso! – exclamou Sirius.
- Sua comida sempre é maravilhosa, Nina – completou Tiago. – Não quer se sentar conosco?
- Ah, não, muito obrigada, senhor.
Após o jantar, eles se jogaram no sofá, exaustos. Afinal, tiveram um dia cansativo. Isso já eram quase nove da noite.
- Quando seus pais voltam, Ti? – perguntou Lílian, que estava deitada em seu peito, enquanto ele afagava seus cabelos.
- Só amanhã, pouco antes da festa – respondeu ele.
- Que festa? – perguntou a ruiva, se sentando rapidamente.
- A festa de natal – respondeu Tiago, sem entender o motivo do susto. – Sempre fazemos uma festa de natal com a família Potter reunida.
- Mas eu não trouxe roupa para uma festa – disse ela.
- Nem eu! – disse Gina.
- E eu muito menos! – exclamou Kely, decididamente assustada.
- Não se preocupem, meninas, minha mão ficou de trazer os vestidos para vocês – avisou Tiago, rindo da cena.
Meia hora depois, resolveram subir para dormir, pois o dia seguinte seria cansativo. Terminar de arrumar as mesas no salão, se arrumar para a festa e dormir bem tarde.
Subiram as escadas e pararam no corredor, sem nem mesmo saber o motivo.
- Por que paramos? – indagou Harry, olhando para todos.
- Não sei – respondeu Remo, e, em seguida, começaram a rir.
- Estou indo, boa noite – disse Kely, após pararem com a crise de riso.
- Ah, espere! – pediu Sirius e a garota se virou.
- Por quê? – perguntou ela.
- Dorme comigo hoje... – pediu, fazendo uma cara de cachorro abandonado, que sempre fazia. – Será a última noite que poderemos ficar juntos...
- Por quê? – perguntou, outra vez.
- Porque depois voltaremos a Hogwarts... Vai, por favor?
- Ah, está bem! – concordou ela, revirando os olhos, enquanto o maroto abria um largo sorriso, e seguiram para o quarto dele.
- Vamos? – perguntou Harry a Gina. Ela confirmou e rumaram para o quarto do garoto.
- Estou indo, boa noite – falou Remo e foi para seu quarto.
- Também vou. Até amanhã – disse Clara e entrou no quarto.
- Você também vai comigo, não é? – perguntou Tiago a Lílian, fazendo bico.
- Não ia, mas não posso resistir a essa carinha – respondeu Lily, rindo. O maroto abriu um sorriso, pegou-a no colo e foi para o quarto. – Me põe no chão! – pediu ela.
- Daqui a pouco – respondeu Tiago, sorrindo. Entrou no quarto e fechou a porta. Então, colocou-a no chão e começou a beijá-la. – Te amo mais do que tudo – disse ele, ao se afastar alguns centímetros da ruiva, fazendo-a sorrir.
- Pode ter certeza que eu digo o mesmo – falou ela, antes de beijá-lo novamente. Algum tempo depois, sem perceberem, estavam deitados na cama. A ruiva, ao tomar consciência disso, afastou-o ligeiramente. – Vamos com calma, por favor.
- Desculpe, mais uma vez – disse ele, deitando-se ao lado dela. – Não posso me descontrolar.
- Não se culpe – falou ela, dando um selinho nele e se levantando. – Vou me trocar – completou, pegando sua camisola e entrando no banheiro. Enquanto isso, Tiago ficou deitado na cama, olhando para o nada.
Se controle, se controle, se controle – repetia ele, a si mesmo. – É difícil, perto dela... Nem percebo o que faço... Mas tem que se controlar – as vozes brigavam em sua cabeça, até que foram interrompidas pelo som da porta abrindo. Lily saiu, vestindo uma linda camisola verde esmeralda. - É, assim fica difícil mesmo! – completou, ao ver a ruiva.
Ele, então, entrou no banheiro, escovou os dentes, vestiu seu pijama e foi se deitar. Apagou as luzes e abraçou Lily. Foi assim que rapidamente dormiram, tão cansados que estavam.
**
Harry e Gina sentaram-se na varanda e ficaram, ora namorando, ora contemplando o céu e conversando.
Meia hora depois, uma névoa começou a cobrir tudo a volta deles e logo a neve começou a cair.
- Está esfriando, vamos entrar? – indagou Gina.
- Claro – respondeu Harry.
Os dois entraram e fecharam a porta de vidro e a cortina. Deitaram-se embaixo dos edredons macios e adormeceram sem mais demora.
**
Kely entrou no banheiro e saiu, quinze minutos depois, com uma camisola de seda branca, provocante. Sirius, que estava sentado, se levantou, foi de encontro à garota e começou a beijá-la.
- Vá se arrumar – pediu Kely, ao se separarem.
- Você é que manda – disse Sirius, dando uma piscadela. Entrou no banheiro e não levou mais que cinco minutos para se arrumar. Colocou apenas uma bermuda, mesmo com o frio. Ao sair, viu Kely arrumando algo no armário.
- Como é que você consegue viver numa bagunça dessas? – questionou ela, ao perceber que ele a observava.
- Não me importo com ela. A única coisa que eu me importo é você – respondeu ele, abraçando-a por trás e beijando seu pescoço.
- Seu armário é mais bagunçado do que qualquer outro que eu já tenha visto – disse ela, rindo e se virando de frente para o maroto.
- Esqueça o armário... – continuou, beijando-a ardentemente. Aos poucos, Sirius foi conduzindo-a até sua cama e deitou-se por cima dela.
Os beijos foram se tornando cada vez mais fortes e apaixonados. O pouco que se distanciavam era para tomar fôlego. Aos poucos, o maroto foi explorando todo o corpo da amada com as mãos e subindo sua camisola.
Ao terminar de tirá-la, olhou diretamente para os olhos da namorada, como se perguntasse se poderia prosseguir. Como resposta, ela abriu um sorriso sincero e ele voltou a beijá-la.
Ela, por sua vez, tirou-lhe a bermuda, sem parar de beijá-lo e se entregaram, um para o outro, deixando o amor guiá-los, tendo plena consciência do que faziam.
Naquela noite, eles se amaram como nunca e se uniram de corpo e alma, sentindo o amor que o outro sentia. Seria um momento inesquecível para ambos, que mostrava a força de seus sentimentos.
**
- Bom dia! – falou Harry, acordando.
- Bom dia! – respondeu Gina, se espreguiçando. – Que horas são?
- Nove e meia – disse Harry, ainda deitado.
- Já vai se levantar?
- Acho que sim, faz tempo que acordei, não vou conseguir ficar mais na cama.
- Então, vamos – falou a ruiva. Mas, antes que se levantasse, Harry a puxou de volta.
- Não ganho nem meu beijo? – perguntou ele, sorrindo e beijando a namorada.
Os dois se levantaram e, ao saírem do quarto, deram de cara com Remo. Os três estavam na metade das escadas quando Clara se juntou a eles. Então, foram para a cozinha, tomar o café.
**
- Bom dia meu Lírio – disse Tiago, bocejando.
- Maravilhoso – respondeu ela, abraçada a ele.
- Qual a razão do humor tão bom como esse?
- Estou com você...
- Queria escutar isso todos os dias – falou Tiago, beijando a ruiva.
Ela se levantou e foi para o banheiro, e Tiago ficou esperando deitado, pensando...
Tem que dar tudo certo hoje... Que Merlin me ajude! Não há nada que possa prejudicar, mas nunca se sabe... Tenho que esperar e relaxar para que... – mas foi tirado de seus pensamentos pela porta do banheiro sendo aberta. O garoto sorriu e se levantou, indo para o banheiro.
Rapidamente ele se arrumou e, quando saiu, não viu a ruiva de imediato. Mas, quando olhou direito, a viu no terraço, olhando para as nuvens, sem sequer piscar. Foi até ela, que nem percebeu a aproximação dele, e a abraçou, sobressaltando-a.
- Quer me matar de susto? – perguntou ela, rindo.
- Nem pensar, não suportaria ficar sem você! – respondeu ele, dando-lhe um beijo no rosto. – No que tanto pensava?
- Não é nada... – respondeu ela, voltando a olhar para o céu. Uma brisa leve, mas fria, varria os jardins da mansão, fazendo os cabelos da ruiva esvoaçarem.
- Não adianta tentar me enganar. Já disse que essas esmeraldas não mentem para mim, e sabe que é verdade – disse ele, se tornando mais sério.
- É só que... – começou ela, olhando, agora, para o chão. – Estou preocupada, com todos esses ataques, mortes, feridos... – terminou, com os olhos marejados.
- Eu sei que tudo isso dá uma angústia, medo do que nos espera, mas temos que ser fortes e lutar até o fim para acabar com o mal. Há muita escuridão, trevas pela frente, em nosso caminho, mas temos que superá-las, vencê-las, só assim tudo voltará ao normal.
- E se não conseguirmos? – indagou ela, com a voz mais fraca.
- Se não conseguirmos, saiba que eu estarei com você até o fim – respondeu ele, abraçando-a mais fortemente.
- Promete que nunca vai me deixar? – questionou, olhando-o profundamente.
- Pode ter certeza disso – disse, com um sorriso reconfortante. – Te protegerei até o fim! Mais do que minha própria vida!
- É disso que eu tenho medo – falou ela, apoiando sua cabeça no ombro do rapaz.
- O quê?
- Que se arrisque por mim.
- Não vamos pensar nisso agora, está bem? Hoje é véspera de natal, temos que nos alegrar, se não, a festa vai ficar desanimada – falou ele, levantando o rosto da ruiva, a altura do seu. – Promete que vai esquecer isso?
- É difícil, mas eu vou tentar – respondeu a ruiva, sorrindo.
- Você fica mais linda ainda quando sorri – disse Tiago, beijando-a.
- Vamos descer? Todos já devem estar lá.
- Claro.
**
- Bom dia, meu amor! – disse Sirius, com um sorriso de orelha a orelha.
- Bom dia! – respondeu ela, abrindo os olhos com dificuldade.
- Foi a melhor noite da minha vida! – falou, beijando-a docemente.
- Vou me lembrar par sempre! – exclamou ela, sorrindo.
- Queria ficar aqui o dia todo com você...
- Temos que descer, já está tarde – disse a garota, se levantando enrolada nos lençóis e rumando para o banheiro.
- Por que está enrolada nas cobertas?- perguntou Sirius, e a garota corou. – Não tem nada aí que eu já não tenha visto – completou, rindo, ao entender o motivo.
Sem responder, ela entrou no banheiro e se arrumou, enquanto Sirius se trocava no quarto. Quando a garota saiu, ele agarrou-a e começou a beijá-la.
- Vamos descer, se não, vão desconfiar de alguma coisa – pediu ela, quando se separaram.
- Ah, mas eu quero ficar aqui...
- Não desobedeça, vamos logo! – falou ela, rindo da cara de cachorro abandonado do namorado.
Os dois saíram do quarto no momento que Tiago e Lílian começavam a descer as escadas.
- Parece que não fomos os únicos que acordamos tarde... – falou Sirius, com um sorriso maroto e Tiago e Lily olharam para ele, sem entender nada.
- Essa eu não entendi – comentou Lily, arqueando uma sobrancelha.
- Eu muito menos – falou Tiago.
- Ignore esse cachorro – recomendou Kely, revirando os olhos.
- Ah, não foi isso que você falou essa noite... – continuou Sirius, fazendo Kely corar furiosamente. Tiago e Lily se entreolharam, compreendendo o que havia acontecido. E, deixando os dois conversando, foram para a cozinha.
- Bom dia! – falaram os dois a todos.
- Bom dia – responderam, e Remo perguntou – Onde estão o Sirius e a Kely?
- Conversando no corredor – respondeu Tiago.
- Acho que nem perceberam que descemos – continuou Lily, sorrindo.
- E por que não desceram com vocês? – perguntou Clara, confusa.
- Estão conversando sobre assuntos... Particulares – falou Tiago, rindo.
- Como assim? – questionou Gina, mas, antes que Tiago respondesse, os dois entraram na cozinha e todos os olhares se voltaram para eles.
- O que foi? – indagou Sirius, confuso.
- Nada... – responderam os outros, rindo da cara que eles fizeram.
Sentaram-se à mesa e começaram a comer. Sirius parou de repente e bateu a mão na testa, sobressaltando a todos.
- O que foi? – perguntou Tiago.
- Cara, esquecemos completamente! – exclamou Sirius.
**
N/a: desculpem a demora... depois que voltaram as aulas ficou tudo uma correria só! Lições e trabalhos é o que não falta Ç.Ç Portanto, ainda não sei que dia poderei postar o cap. 38...
Carolzynha LF: aushauhsuash bastante emoção no capítulo 36 mesmo XD Espero que tenha gostado desse também! Beijoss e obrigada pelo review!!!
Janne Potter: espero que tenha gostado do capítulo, eu mesma ri muuuito quando escrevi!!! E, não esqueci da fic não, só falta tempo mesmo pra postar =) Beijos e obrigada pelo review!!
Marta Swan Potter: que bom que gostou do capítulo XD E eles vão voltar pra Hogwarts no cap. 40, só mais dois capítulos até lá =) Eu gostaria de ler sua fic, mas o problema é tempo T.T Quando der, dou uma passada lá Beijos e obrigada pelo review!!!
Leeh: Relíquias da Morte realmente deveria ser MUUUUUITO bom pra compensar os outros dois, mas o único problema é que é o mesmo diretor de HP e a Ordem da Fênix e o Enigma do Príncipe... Assim fica beem difícil, né... Mas... é esperar pra ver! Beijoss e obrigada pelo review!!!
AnnaWeasley: fico feliz que tenha gostado de todos os capítulos!!!! Faltam 16 capítulos e o epílogo pra terminar a fic =) aushuahsu e não é castigo, não. Beijoss e obrigada pelo review!!!
Gabriella2707: seja bem-vinda! Que bom que gostou da Festa das Bruxas XD Beijos e obrigada pelo review!!!
Obrigada a todos que leram e comentaram, fizeram uma autora feliz!
Um pedacinho do próximo capítulo "Natal":
"Tocaram os últimos acordes e a música terminou. Todos no salão aplaudiram. Quando terminaram, Tiago tirou o violão e pegou o microfone.
- Há uma razão especial para esta noite – começou ele, sentindo que não estava mais tão nervoso quanto antes. E se virou para Lily, encarando-a nos olhos. – Ninguém nunca me fez mais feliz do que você, você me mostrou tudo de bom que eu poderia querer. Há muito tempo que te amo, e você me ignorava. Isso fez com que eu mudasse e, finalmente, você olhou para mim. Esses foram os meses mais felizes da minha vida e espero que ainda tenhamos muitos. Eu sei que nada nem ninguém poderá me separar de você. Então, eu pergunto – disse, se ajoelhando à frente dela, tirando uma das estrelas de cristal do bolso, enquanto a ruiva olhava o objeto sem entender. – Aceita se casar comigo, Lílian Evans? – nesse momento, a estrela se desfez em uma caixinha de cristal, que se abriu, revelando uma bela aliança de ouro, com uma pedra brilhante incrustada nela."
Beijos a todos!
