O Ed vampiro é da Meyer, o cego é da J. E a Lili e eu, bem.. mais eu, peço desculpas pela demora. De novo, eu sei. Desculpa.


Capítulo XXXVII

EPOV

"Eu sei." Disse calmamente.

"É sobre a noite passada. Edward, eu não posso deixar que você faça essa cirurgia." Ela começou, sua voz já estava triste.

"Eu sei que você se sente mal por conta do que a Renee disse ontem, mas se eu fizesse isso e funcionasse eu iria-" Ela cortou-me com a mão, colocando-a sobre os meus lábios.

"Eu quero que você seja feliz. E isso não vai te fazer feliz." Ela disse suavemente.

"Talvez faça."

"Se você decidir fazer isso, estará fazendo pelas razões erradas."

"Não estarei não." Eu me defendi.

"Eu não sou o motivo pelo qual você deve fazer isso. Você não precisa tentar fazer com que minha mãe goste mais de você. Ela nem te conhece, Edward. Se ela soubesse o que sei de você, ela ia te amar, do jeito que você é. Além do mais, nós temos mil coisas pra resolver com as coisas da casa e tudo mais, você não devia nem mesmo se preocupar com isso."

"Mas, pense nisso Bella. E se eu pudesse te ajudar com as coisas da casa?" Falei. Ela estava tão silenciosa que segui meu discurso. "E se nós pudessemos escolher juntos tudo que queremos pra nossa casa?"

"Não! Não vou deixar que você faça isso por ninguém, a não ser por você mesmo." Eu consegui ouvir o balanço de seus cabelos enquanto ela sacudia a cabeça negativamente.

Suspirei forte e fechei os meus olhos, Tentando organizar meus pensamentos. "Bella, eu faria isso por mim."

"Você é um mentiroso tão ruim quanto eu." Ela disse e depois saiu da cama.

"Bella, espere. Não vá." Me sentei e levantei minha mão. Porra, eu nem sequer sabia se ela ainda estava no quarto ou não. Esta é uma das situações em que poder enxergar poderia vir muito a calhar, eu pensei amargamente comigo mesmo.

"Edward... eu... adoraria que você pudesse ver." Ela disse com voz baixa. Eu não sabia dizer se ela estava muito longe de mim. Levantei-me da cama e dei alguns passos lentos pra frente. Eu ouvi o som da madeira quando ela deu um passo. Só não sabia dizer em que direção foi esse passo dela. "Mas, eu não vou deixar você fazer isso por mim."

"Eu vou fazer isso por nós dois." Defendi com tudo que eu podia.

"Edward, e se nem sempre existir nós dois? Se nós não dermos certo? Eu não quero ser a garota que te obrigou a passar por cirurgia dolorosa só pra fazê-la feliz."

"Não têm chance disso acontecer Bella." Afirmei categórico, cruzando os braços no meu peito.

"Eu posso ser seu amor, sua amiga, sua amante mas eu me recuso a ser o motivo ou a desculpa idiota para que você faça isso!"

"PORQUE VOCÊ ESTÁ TORNANDO ISSO TÃO DIFÍCIL? NÃO É ISSO QUE VOCÊ QUER? PORQUE EU ESCUTEI EXATAMENTE ISSO HÁ 5 SEGUNDOS ATRÁS."

"VOCÊ NÃO ESTÁ ME ENTENDENDO!" Ela gritou de volta. Agora ela estava na minha frente, seu corpo a menos de um passo do meu. "EU ME ODIARIA SE ESSA PORCARIA DE OPERAÇÃO NÃO FUNCIONASSE E VOCÊ NUNCA MAIS QUISESSE SABER DE MIM!"

"Não existe chance disso acontecer." Repeti um pouco firme.

"Tudo bem, e se essa cirurgia funcionar e de repente você não gostar do que vê? E se eu for feia pra você Edward? E se minha imagem te causar repulsa?" Ela sussurrou.

"Bella! Como você ousa dizer uma coisa dessas? Eu não preciso enxergar pra saber que você não é feia." Disparei antes que ela começasse a dizer mais besteira, continuei dizendo. "Além disso, eu não te amo por conta da sua aparência."

"Mas, Edward, isso iria mudar tanta coisa. A aparência é uma coisa importante para algumas pessoa. E mais, como você pode dizer que realmente gosta de mim se nunca viu minha imagem antes?"Ela sussurrou, e sua voz estava quebrando em algumas partes.

"Que droga bella, se fosse assim, eu nuca amaria." Disse, dessa vez ficando muito irritado. O sangue fervia em minhas veias neste momento. Eu trinquei meus dentes e comecei a respirar fundo, num esforço inútil de tentar me acalmar.

"Edward, não foi isso que eu quis dizer!" Ela bateu o pé no chão e bufou.

"Então, explique-se. Explique exatamente o que você que dizer." Disse numa voz baixa que soou estranha até mesmo aos meus ouvidos. Eu nunca tinha utilizado este tom de voz com a Bella antes, só que nós nunca tínhamos brigando. Quer dizer, não tão sério desse jeito.

"Eu não sei..." Ela sussurrou.

"ENTÃO POR QUE VOCÊ ESTÁ AGINDO DESSE JEITO?" Eu exigi, a raiva estava impregnada em todo meu corpo.

"PORQUE, EU NÃO QUERO QUE VOCÊ FAÇA ISSO SÓ POR MINHA CAUSA! VOCÊ NÃO PODE COLOCAR ESSA PRESSÃO TODA EM CIMA DE MIM!" Ela cuspiu as palavras. Bem, ao que parecia, a ira estava começando transformar ela também.

"Eu não vou fazer isso só por você, caramba! Eu quero poder dirigir um carro. Quero ler sem ter que sempre usar minhas mãos! Eu quero cozinhar e saber que não estou colocando veneno de rato ao invés de sal na comida! Quero ver minha noiva caminhando pelo corredor da igreja na minha direção! Eu quero ver meus filhos brincando num parque!"Eu gritei tudo tão alto num único fôlego. Eu esperei um pouco até que minha respiração voltasse ao normal e então sussurrei. "Eu só quero ver você..."

"Mas, tudo isso começou só por causa de mim e da minha mãe. Eu não quero que você me odeie, se nada der certo. Eu não quero que daqui há 20 anos você diga: Se eu não tivesse feito tudo isso para aquela garota estúpida talvez eu pudesse fazer essa nova cirurgia e ser capaz de ver!" Ela disparou e sua voz quebrou quando tentou imitar minha voz.

Levantei meus braços, encontrando primeiro seus ombros. Eu a agarrei firmemente com nas minhas mãos. "NUNCA MAIS DIGA ISSO. Eu nunca iria ficar irritado por causa disso. Bella, eu te amo, é só isto basta pra mim. Eu nunca poderia te odiar."

"Certo, mas você não pode negar o fato que tudo isso começou por minha culpa."

"Foi sim, e daí? Talvez eu precisasse mesmo de um pontapé na bunda pra começar a pensar nisso. E daí que foi você quem deu?"

"É isso que você quer?" Ela repetiu minha pergunta de volta para mim.

"Eu preciso disto. Bella, eu vou até o hospital marcar uma consulta pra mim. E quero que você venha comigo. Afinal nem sabemos se tem uma possibilidade real de eu voltar a ver. Talvez estejamos discutindo por nada. Por favor, você vem?"

"Edward, eu-"

BPOV

"Edward, eu-" O telefone tocou e interrompeu o que eu estava prestes a dizer, fiquei muito agradecida por isso. Com toda sinceridade, eu não tinha idéia do que eu ia falar. De qualquer jeito, eu não conseguia mais expressar o que eu pensava ou o que eu sentia por conta de toda aquele briga.

Edward, por outro lado, parecia visivelmente decepcionado e irritado pela interrupção. O toque vinha do celular dele, que nesse exato momento estava perto da mesa do meu computador.

Corri depressa até a mesa e atendi, sem nem sequer me incomodar de ver quem era. "Alô?"

"Bella, querida. É tão bom ouvir a sua voz!" Esme disse alegremente.

"É bom ouvir você também bem, Esme. Como você está?" Disse num tom de conversa. Acho que Edward não estava pronto pra que nossa discussão acabasse. Ele se jogou na minha cama caindo sentado nela.

"Ah, ótima, ótima! Como estás, querida?"

"Eu estou ... estou bem. Mas poderia estar melhor." Admiti. Vi como o rosto de Edward se transformava de irritado para o triste, fazendo uma carranca, puxando seus belos lábios pra baixo.

"Oh, o que foi que aconteceu?" Esme perguntou, preocupada.

"Uma mãe maluca." Eu falei antes mesmo de pensar no que ia dizer. "Que não é você... É a Renee."

Esme deu uma risadinha suave. "Eu sei. Tudo bem. Existe alguma coisa que possa fazer pra te ajudar?"

"Não, não se preocupe com isso. Mas mesmo assim, obrigada. Ah, mas eu tenho algumas novidades." Andei até a cama e me sentei. Edward parecia meio confuso enquanto eu abraçava sua cintura e conversava ao telefone. Eu sabia que ainda tínhamos muito a discutir, então eu decidi que já era hora de distraí-lo um pouquinho com algo alegre.

"Verdade? Espero que sejam boas."

"É algo muito bom. Assinamos o documento da casa ontem." Eu coloquei a minha mão no peito de Edward, logo acima seu coração. Esperava que ele entendesse que eu não estava chateada com ele, mas sim com a situação. Ele sorriu um pouco e se inclinou para baixo para beijar a ponta do meu nariz.

"Ai meu Deus! Isso é fantástico! Quando é que eu posso ir praí pra decorar!" Ela perguntou cheia de entusiasmo. Até mesmo Edward conseguiu ouvir e deu uma risada.

"No começo do próximo mês, mãe!" Ele falou pro telefone. "Ela nem sequer quer fala mais comigo..." Ele murmurou mais para si mesmo.

Dei um tapinha no seu ombro e ele voltou a rir. Esme ouvir tudo e deu uma gostosa gargalhada. "Bem, isso é perfeito, então. Eu vou ter tempo de terminar alguns trabalhos aqui e não vou pegar mais novos clientes até que a casa de vocês esteja pronta. Ah, estou tão animada! Esta notícia é maravilhosa! Tenho tantas coisa pra começar a planejar. Tenho algumas idéias que eu gostaria de dividir com vocês sobre a decoração... "

Decidi parar um pouco a empolgação dela, afinal Edward e eu tínhamos coisas pendentes. "Esme, tudo isso é ótimo. Tive uma idéia, porque você não anota tudo pra não se esquecer e discutimos isso quando você vier pra cá?" Torci para que ela não me achasse mal educada e não percebesse minha evasiva evidente.

"Você tem compromisso, querida?" Ela disse rindo um pouquinho.

Suspiro fundo e respondi. "Infelizmente, sim. Minha mãe veio pra cidade... E apareceu de surpresa na noite passada." Edward bufou quando eu falei. Cutuquei seu peito, pedindo para que ele mantivesse a calma. "E, nós vamos jantar com ela hoje."

"Ah, boa sorte então. Vou deixar que vocês dois descansem um pouco antes desse... evento empolgante. Sejam bonzinhos e volto a falar com você em breve. Amo vocês." Esme disse docemente.

"Nós amamos você, também. Tchau." Falei sorriso, e logo depois encerrei a ligação.

"Ela não quis nem falar comigo não foi?" Ele perguntou, com um pequeno sorriso brincando em seus lábios.

"Claro que não, ela gosta mais de mim do que você." Eu provoquei, tentando deixar de lado toda nossa discussão. Eu não queria mais pensar naquele assunto. Eu só queria ver o seu sorriso aberto outra vez.

"Duvido... Mas eu conheço alguém que te ama mais do que ela..." Ele disse deslizando suas mãos dos meus joelhos até o meu quadril. Ele deu um suave apertão e disse. "Bella, você sabe o quanto eu te amo, não sabe?"

"Eu sei." Eu disse sussurando baixinho.

"Não, Bella, você não sabe, até porque eu mesmo ainda estou descobrindo o poder do meu amor por você." Suas mãos agora vieram pela minha lateral e parando embaixo de meus braços. Ele me puxou de cima dele e um segundo depois ele já estava em cima de mim. "Vão ter muitos e muitos momentos em nossas vidas que nós vamos brigar. E algumas vezes os nossos planos vão mudar completamente. Mas independente disso Bella, eu quero te dizer que você é minha alma, eu te esperei por muito tempo e não consigo mais ficar longe de você."

"Edward... Eu não sei o que dizer... " Eu corei e mordi meu o lábio inferior. Ele correu seu nariz por toda minha mandíbula, deixando pequenos beijinhos ao longo do caminho. Fechei os olhos e tentei achar a verdade daquelas palavras dentro do meu coração que batia acelerado.

"Diga que você vai me amar não importa o que eu decida fazer." Ele sussurrou no meu ouvido.

"Eu vou." Embrulhei meus braços em volta de seu pescoço, me agarrando firme a ele.

"Diga que você vai ficar comigo pra sempre." Ele sussurrou no meu outro ouvido, roçando seus lábios no lóbulo da minha orelha.

"Pra sempre."

Até parecia que Edward estava me adorando com seus lábios e com suas mãos. Elas deslizavam cuidadosamente pelo o meu corpo, tocando-me docemente, enquanto ele enchia meu pescoço e minha face com beijos, sussurrando palavras de amor e desejo.

"Edward, na próxima sexta-feira, vamos fugir. Por favor. Eu faço o que você quiser! Nós podemos ir a um hotel, talvez. Quero ter um fim de semana só nosso." Eu disse sem fôlego enquanto seus lábios mordiscavam minha clavícula.

Ele parou, e levantou seu rosto até o meu. "Sério? O que eu quiser?"

"Qualquer coisa." Eu respondi.

"Eu adoraria. Vou fazer as reservas amanhã. E, eu acho que Alice pode te ajudar a comprar alguma coisa para vestir." Ele falou com um largo sorriso.

"Edward, eu não disse -" Então ele cobriu minha boca com a dele, e eu engoli minhas palavras já que eu não tinha condições de continuar. Ele escorregou sua doce e deliciosa língua na minha boca, massageando cada centímetro da minha.

"Você disse o que eu quiser. E o que eu quero é sentir seu corpo coberto por seda e rendas. Eu vou tirar lentamente cada peça de seu corpo, uma por uma até revelar a sua verdadeira beleza. Porque, mesmo nas melhores roupas eu sei que você fica ainda mais linda quando está usando nada. "

Soltei um suspiro pesado que não percebi estar segurando. Eu estava já estava quente e excitada e tinha certeza que não podia mais controlar meu desejo. "Meu Deus, Edward..." Eu murmurei. Então ele deu o mais deslumbrante sorriso torto e fiquei grata por estar deitada. Meu joelho virou gelatina de tão fraco e com certeza eu teria caído no chão caso estivesse de pé.

"Bella, eu não posso esperar mais pra fazer amor com você. Mal posso esperar pra fazer você gritar o meu nome, quando eu estiver- "Sua voz aveludada foi cortada pelo som áspero do telefone tocando. Eu grunhi em voz alta e procurei alguma coisa em cima do criado-mudo pra jogar em cima do aparelho. A garrafa de água que eu peguei salpicou e molhou toda a parede e caiu no chão.

Edward rindo, disse. "Bella, atenda o telefone. De qualquer jeito eu preciso ir em casa agora pra tomar um banho. Hoje à noite, quer que eu volte pra cá ou você vai me buscar?"

"Nós vamos pegar você." Eu disse bufando, aproveitando a deixa pra sair de baixo dele. "Telefone idiota!" Sibilei enquanto fazia o caminho para o aparelho até atender. "Alô!"

Edward saiu de cima da cama rapidamente, colocando de volta a sua calça rapidamente. Ele passou por mim e deu um tapinha no meu bumbum quando passou.

"Oi, filhinha? Tudo bem? Eu estava pensando... nós poderíamos ir a um restaurante italiano esta noite. O que você acha?" Minha mãe perguntou feliz da vida, como se nada tivesse acontecido nos últimos meses.

"Claro, por mim tudo bem. Espere um segundo." Eu cobri o bocal do telefone e corri até Edward antes que ele saisse pela porta. "Espera, Edward, eu preciso te dizer uma coisa."

"O que?" Ele se virou para o som da minha voz, colocando seus óculos escuros de volta no rosto.

"Eu te amo." Eu disse com um sorriso.

"Eu também te amo." Ele sorriu lindamente. "Que horas eu devo estar pronto?"

Eu trouxe o telefone de volta para a minha orelha e perguntei. "Que horas você quer ir jantar?" Perguntei a minha mãe.

"O horário de sempre está ótimo para mim."

"Ok, eu vou te buscar às 4:30." Afastei de novo o telefone da minha boca. "Edward, às cinco está bom pra você?"

"Por mim tudo bem. Até mais tarde." Ele deu um passo pra perto de mim e apertou sua boca contra a minha, beijando-me docemente. "Vou sentir saudades." Ele andou um pouquinho e de repente virou pra mim, claramente pensativo. "Você me ama não é? Não importa o que eu faça?"

"Claro."

"Então, eu vou marcar uma consulta."