N/A: Buuuuh!Surpresa! :D
Antes que eu alguém já comece a se descabelar, esse NÃO é o último capítulo! Eu estava vendo as reviews de vocês, as propostas e tals, e decidi que vou fazer os momentos felizes das crianças! Não é algo assim que demore muito, mas acho que um ou dois capítulos assim eu vou fazer! Aliás, eles merecem um pouco de paz! ;)
Curtam esse novo capítulo, e comentem o que acharam! ENJOY!
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Capítulo 35 – MOULIN ROUGE.
Bella
Eu precisava chegar o mais rápido possível no tribunal. Eu precisava encontrar com Edward. Rezei internamente para que o julgamento ainda não tivesse acabado, e claro para que eu não entrasse lá e já fosse levada com algemas.
O trânsito na cidade estava horrível, mas aos arredores do tribunal da cidade, eu conseguia ver uma pequena multidão de fãs e fotógrafos que se aglomerava ali.
O carro que estava na minha frente insistia em não andar e empacar meu caminho. Desci do carro de Alice assim mesmo e saí correndo por entre os carros e as pessoas.
Eu deveria estar um caco, com roupas simples cheias de folhas e mato.
Mas mesmo assim as pessoas começaram a me reconhecer.
- Isabella! Isabella! – todos gritavam pelo meu nome. Agora todos já sabiam que eu não me chamava Danielle. Esperei por chibatadas e palavrões, mas as pessoas gritavam calorosamente por mim e xingavam Tom, Tanya e Mike.
Eu ignorei aquilo e sai correndo o mais rápido que eu podia para alcançar a entrada do tribunal.
- Isabella, Isabella! – Uma jornalista com um microfone nas mãos se aproximou de mim. – Agora que você foi absolvida o que pretende fazer? Continuar sua carreira como modelo?
Eu olhei para ela, eu fora absolvida! Isso queria dizer que o julgamento havia acabado! Passei por ela e ignorei seus gritos, e continuei correndo por entre a multidão que de algum jeito queria tocar em mim e falar comigo.
Consegui chegar à frente do tribunal e a essa altura todos já sabiam quem eu era, e seus olhares estavam atentos em mim.
Encontrei Alice na frente do tribunal dando alguma entrevista. Gritei para ela e ela arregalou os olhos surpresa com minha presença.
- Bella! O que você faz aqui?
- Alice! – Disse sem fôlego e respirando pela boca. – Eu me lembro! Eu me lembro!
- Você o quê? Ahh Bella! Que bom! Finalmente!
- Alice, onde está Edward? – Perguntei em um só fôlego. – Onde ele está?
Ela hesitou um pouco até falar. Jasper apareceu do lado dela e tocou nos meus ombros gentilmente.
- Ele se foi Bella.
-Como assim se foi? – Cuspi aquelas palavras. – Ele estava aqui nesse julgamento, não estava?
- Bella...
- Jasper o que você sabe sobre isso? – Alice perguntou para ele.
- Jasper, diga para mim. Eu preciso falar com ele.
- Bella... Ok, ok. Edward disse alguma coisa que ele livraria você do julgamento e você ficaria livre para viver sua vida com quem quisesse e se lembrando do que você quisesse. Ele disse que você só estava assim, por causa dele, e que ele não quer fazer mais mal á você.
- Mas ele... – Disse confusa. – Não é verdade!
- Ele pensa assim Bella. – Jasper disse com a voz triste.
- E onde ele está?
- Não sei. Ele saiu daqui sem ninguém perceber. Mas ele tem uma viagem marcada para aqui uma semana.
- Tente o apartamento dele, Bella. – Alice disse.
- Isabella! Isabella! O que você tem a declarar sobre o julgamento de hoje? – A jornalista do FANFICS TWILIGHT veio perguntar para mim.
Encarei-a e tomei minha decisão, peguei seu microfone e mirei minha cara bem na frente da câmera.
- Você está anotando o que eu estou falando? – Falei para ela. – Pois anote e publique hoje mesmo nos jornais! – Disse.
Virei-me para a câmera respirei fundo e comecei.
- Edward, eu não sei onde você está agora, como você está, o jeito que você está. Mas sei que eu te amo, e que eu nunca deveria ter me esquecido de você. Obrigada por tudo o que você fez por mim, e não digo no julgamento, mas nesses últimos meses. Foram os melhores em minha vida e eu te digo que viveria todo sofrimento de novo se para isso eu tivesse você comigo novamente. Você é tudo para mim, minha vida, meu tudo. Eu te amo! Volta para mim! – Eu terminei de falar já com lágrimas nos olhos.
- Own, Bella! – Alice suspirou.
- Alice, eu vou atrás dele. – Disse já correndo por entre a multidão. – E eu estou com seu carro!
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Consegui passar pela multidão com certo esforço, mesmo sendo ajudada por alguns seguranças do tribunal, corri até o carro que milagrosamente não tinha sido roubado ou levado pelo guincho.
Peguei um desvio e rapidamente me dirigi até o apartamento de Edward, que eu sabia onde era bem.
O porteiro me conhecia e deixou-me subir me dando uma chave mestra já que eu disse que era uma questão de vida ou morte.
No apartamento não tinha ninguém, e eu já estava começando a entrar em desespero.
- Edward! Edward! Volta! – Disse chorando. Fui até seu quarto e ele não estava ali. Fui em seus armários e vi que suas roupas não estavam lá. Ele tinha adiantado a viagem que Jasper havia dito.
Sentei no chão da cama e abracei meus joelhos enquanto as lágrimas escorriam ainda mais dos meus olhos.
Comecei a me movimentar de frente para trás levando a cama junto. De repente uma espécie de papel caiu sobre mim. Abri meus olhos lentamente e vi uma foto.
Observando de perto vi uma foto minha e de Edward abraçados em Paris perto da Torre Eiffel. Nós estávamos felizes e realizados. E eu queria aquilo de novo.
Mas como agora que ele tinha viajado e eu não sabia seu destino?
De repente como um raio a idéia veio á minha mente! Mas é claro! Olhei para a foto e a Torre Eiffel atrás de nós. Paris! Ele estava em Paris!
Corri para fora do quarto com a foto junto ao meu peito. Dei uma última olhada no apartamento que me trazia tantas lembranças e saí do prédio indo em direção ao aeroporto.
Edward
"Senhores passageiros do vôo internacional para Paris das três da tarde, dirijam-se até o ponto de embarque"
Peguei minhas malas e coloquei no carrinho. O vôo estava lotado e eu estava na última poltrona do vôo executivo. Ótimo! Porém era necessário para eu sair dali o mais rápido possível.
A aeromoça que me atendeu ficou me olhando atentamente e passou por ali várias vezes me encarando, até que ela tomou a coragem e veio me perguntar.
- Oh Meu Deus! Você não é Edward Cullen?
- Sou sim... – Respondi querendo mudar minha cara em uma cirurgia plástica assim que chegasse a Paris. Seria o novo Michael Jackson da vida.
- Ah eu não acredito! Meninas olha quem está aqui! – E em um piscar de olhos várias aeromoças estavam ao meu redor me bombardeando de perguntas.
- O aeroporto inteiro assistiu ao julgamento. Você foi incrível e aquilo foi tão bonitinho! Eu não sabia que as celebridades amavam tão intensamente assim!
- É, foi tão lindo. Ninguém conseguia despregar os olhos da TV! Você é tão mais lindo pessoalmente!
- Eu vou morrer, Jesus me abana!
- Aaah, e você está indo para encontrar Isabella em Paris? Ninguém a encontrou em Chicago, ela deve estar por lá! Que romântico.
- Não, na verdade...
"Senhores passageiros, apertem os cintos, o vôo vai ser iniciado..."
- Não, mas você tem que encontrar ela... – Elas continuaram dizendo.
-Ela deve estar muito emocionada, meu Deus, quem não estaria com aquilo que você fez por ela?
- Mas pêra aí, ela não se lembrava dele? Então porque você vai?
"Senhores passageiros e aeromoças, o vôo já vai ser iniciado..."
- O que você pretende fazer para ela se lembrar de você novamente?
- Olha eu acho... – Comecei a dizer.
- Ei, vocês não ouvem o alto-falante não? – O próprio piloto apareceu nos assentos. – Dá para vocês deixarem o passageiro em paz e ir aos seus lugares?
- Ah claro capitão...
- E a propósito, Senhor Cullen... – O piloto falou antes de voltar para a cabine. – Você fez um ótimo trabalho.
-O-Obrigado. – Disse sem jeito. O que havia acontecido ali, senhor? Não tem mais gente sã nesse mundo?
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Encostei minha cabeça no assento da poltrona e tentei dormir para esquecer tudo o que se passava ao meu redor e em minha mente. Mas parecia que as aeromoças não queriam isso. Elas passavam toda a hora murmurando coisas como "Lute por ela", "Volte para ela".
Será que elas não entendiam que ela nem sequer se lembrava de mim?
- Senhor Cullen, você quer ver TV? O julgamento ainda está sendo transmitido. Os EUA inteiro está vidrado nele.
- Não obrigado. Já vi o suficiente. – Disse cortante. Eu não queria ver mais nada relacionado á esse julgamento.
Coloquei dois fones de ouvido e fiquei ouvindo um som pesado. Fechei as cortinas da minha janela e tentei dormir.
Bella
Cheguei correndo no aeroporto. As pessoas olhavam assombradas para mim. Uma mulher descabelada correndo como uma louca entre os viajantes. Ali como na frente do tribunal, as pessoas pareceram me reconhecer.
Não achei Edward em lugar nenhum. Será que ele já tinha ido?
Fui até onde tinham alguns funcionários do aeroporto, e ofegante perguntei:
- Eu quero uma passagem para Paris, agora!
- Senhorita, o último vôo já está esgotado e já está saindo.
- O quê? – Perguntei perdendo as esperanças. – Não tem como parar esse avião? É caso de vida ou morte, por favor.
- Senhorita, não podemos fazer isso. Mas se quiser tem o próximo vôo daqui quatro horas.
- EU NÃO QUERO UM PRÓXIMO VOO! EU QUERO ESSE VOO!
- Senhorita não podemos fazer nada... – Repetiu. Virei às costas raivosa e saí dali correndo novamente. Vi ao longe a grande parede de vidro onde dava para ver os aviões aterrissando e decolando.
Um grande avião escrito "INTERNACIONAL" estava preparando para a decolagem.
- NÃO! – Gritei. As pessoas começaram a perguntar se eu estava bem, mas eu ignorei.
Corri ainda mais, e entrei por uma porta que era só para funcionários. Passei por várias portas e encontrei uma com esses descritos "Área de Decolagem e Aterrisso"
Com uma última ponta de esperança abri a porta e saí para o ar da área de embarque. Avistei o avião ao longe com as turbinas ligadas e corri mais ainda.
- PARE! PARE! – Fiquei gritando à medida que me aproximava.
Edward estava ali naquele avião e eu aqui do lado de fora. Olha para janela Edward! Olha para a janela!
Ouvi uma sirene de polícia e só senti o impacto de dois homens fortes me agarrando pela cintura e me afastando dali.
- NÃOO! Eu quero ir para lá! Lá! – Eu gritei esperneando.
- Você não pode! Aqui tem regras!
- Você não sabe o que está se passando! Pare aquele avião! – Vários seguranças me seguravam como se eu fosse louca.
Eu já estava perdendo as últimas esperanças que corriam dentro de minhas veias, quando eu senti um motor perdendo a força. Abri meus olhos e vi o avião parando.
- Está parando... – Sussurrei aliviada.
- Está vendo o que você fez moçinha? Vai sobrar para nós depois isso! – Mas eu não ouvia, o avião estava parando, e eu poderia ir até lá e falar com Edward.
Os seguranças tentaram me tirar dali, mas eu os impedi.
- Não, se ele está parando, me deixa terminar de fazer o que eu vim fazer! – Disse olhando pro monstro branco e enorme, como se fosse minha passagem para o céu.
Eu e os seguranças ficamos ali paralisados olhando o avião parar, e o piloto gritar pelo holofote.
- O que está acontecendo? NÃO SE TRABALHA MAIS AQUI?
- EU QUERO ENTRAR! – Gritei o mais alto que eu pude, mas minha voz era insuficiente. – EU QUERO ENTRAR! – Repeti quase rasgando meus pulmões.
O policial pegou um alto falante também e estendeu para mim. Agradeci e comecei a falar.
- EU QUERO ENTRAR! EDWARD VOCÊ ESTÁ ME ESCUTANDO?! EDWARD! EU TE AMO!
- Tirem essa louca daí! Eu tenho um tempo para cumprir. – O piloto gritou de volta. – A Espanha não é aqui do lado sabia?
Espanha? Quer dizer que ali não era para a França e que...? Edward não estava ali naquele vôo. Ele já tinha ido.
As lágrimas começaram a brotar cada vez mais e eu só consegui murmurar para os policias.
- Me desculpe me desculpe.
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Edward
Tirei meus fones de ouvido rapidamente para ir até o banheiro. No caminho escutei algumas aeromoças conversando.
- Dizem que uma mulher louca atravessou a área de embarque e por pouco o avião da Espanha não passou por cima dela.
- Que horror! Que louca!
- Pois é... A torre de comando mandou avisar para tomar cuidado com possíveis pára-quedistas!
Elas começaram a rir descontroladamente. Rolei meus olhos e voltei para meu assento. Quem seria a louca que quase morreu sendo atropelada por um avião?
Bella
Depois de ouvir um temeroso sermão do dono do aeroporto, do diretor, e de todos os funcionários, eu finalmente pude falar.
- Eu tinha que entrar... Só que não era aquele avião. Eu queria ao de Paris!
- E você poderia ter colocado sua vida em risco e a reputação de nosso aeroporto! Você não pensou nisso?
- Ok, Ok. Mas era necessário.
- Ei, você não é Danielle Sparkle? – Uma aeromoça que andava por ali me perguntou.
- Não, sou Isabella Swan.
- Mas é verdade. Chefe essa era a modelo que estava sendo julgada agora á pouco.
- Ela?! – Eles perguntaram assombrados.
- Sim sou eu. E por isso mesmo que não posso ir para a cadeira, não agora que eu me livrei de ir! – Disse em desespero.
- Mas por que você estava querendo aquele avião? Queria fugir? – O dono perguntou confuso.
- Não, chefe, ela foi absolvida. – A aeromoça respondeu por mim.
- E então por que diabos você queria entrar no avião?
- Porque eu queria encontrar Edward Cullen. Eu preciso falar com ele!
- Edward Cullen? Mas você não se lembrava dele?
- Não, mas... – Eu comecei a contar a história inteira para eles. Eu sabia que não sairia dali tão cedo, e com poucas chances que não fosse para ver o céu nascer quadrado.
Todos ficaram vidrados na minha história até o fim dela.
- Meu Deus, aconteceu isso mesmo? Que lindo!
- Seria, se eu pudesse falar com ele, para ele saber disso! – Disse desesperada e abaixando minha cabeça.
- Ele estava no vôo para Paris?
- Estava, por isso que eu fiz aquilo. Eu preciso falar com ele, doutor, por favor, me deixe ir! – Falei suplicante.
O dono do aeroporto ficou pensativo por um instante e depois disse.
- Você pode ir... Mas no próximo vôo para Paris daqui três horas. Nós damos a passagem para você.
- Nossa, eu... – engoli em seco. – Mas se eu não encontrá-lo?
- Você vai, garota. – A aeromoça disse batendo no meu ombro ternamente. – Sua história parece mais um conto de fadas, e eles sempre terminam com um "feliz para sempre". Por que o seu seria uma exceção?
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Edward
Depois de quase dez horas de vôo eu finalmente cheguei á capital. Ao longe já conseguia avistar a Torre Eiffel, e uma dor invadiu meu peito.
A última vez que eu estivera ali, fora muito triste. Talvez Paris não tivesse sido o lugar certo para ir.
Lembrei-me da minha foto e de Bella que eu largara em cima da cama, e me chutei mentalmente por não ter trazido ela comigo. Eu poderia pelo menos ter uma lembrança dela, por mísera que fosse.
Eu acho que por mais esforços que eu fizesse eu não conseguiria me esquecer dela tão facilmente.
Peguei minhas malas e pedi um taxi que me levou ao mesmo hotel que eu havia ficado com Bella antes. Eu queria me torturar mesmo, só podia.
Fiquei o dia todo enfurnado em meu quarto de hotel e fazendo o quê? Pensando em Bella! Que lindo não é mesmo, Edward?
Saí de noitinha e fiquei olhando os casais enfurnados em seus casacos chiques, abraçados uns com os outros e rindo á vontade.
Eu era um burro mesmo! Vir á capital do amor, sendo que eu estava fugindo justamente do amor!
Vi uma espécie de cigana na rua e ela ofereceu-se para ler minha mão. Eu nunca acreditei nesse tipo de coisa, e –pretendia nunca acreditar- mas como eu não tinha mais nada para fazer, deixei.
- Hmm... Hmm... Oui... – Ela murmurava toda a hora. Eu já estava começando a me impacientar.
- Você perdeu seu amor não é filho?
- Não vou perguntar como à senhora sabe disso, porque é lógico que percebeu que alguém que está sozinho em uma noite em Paris, não tem um amor.
- Eu disse que você se perdeu, mas não que perdeu seu amor.
- Mas perdi... – Disse afastando minha mão contrariado. – E não é sua leitura de mão que vai me fazer encontrar de novo...
A cigana não pareceu ficar abalada com meu humor rude.
- Não disse que você vai encontrar, ela vai te encontrar. – Ela finalizou, virou as costas para mim e começou a amolar outras pessoas na rua.
- ei, o que você quis dizer com isso? – Mas ela me ignorou e eu voltei confuso e com raiva para meu quarto de hotel.
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No dia seguinte, liguei para o meu cliente francês que eu defenderia no julgamento dali uma semana.
Quando eu avisei que já estava em Paris ele se surpreendeu e perguntou se tinha haver com alguma garota. Por que todo mundo achava que Paris girava ao redor de amores? Quando respondi que não ele se mostrou decepcionado.
- Talvez você possa vir aqui em casa qualquer dia, minha mulher tem uma excelente mão para a culinária. – Ele ofereceu preocupado com minha solidão na cidade.
- Com certeza. – Você nunca, nunca, podia negar nada aos franceses. Ou você dizia não, ou sim, nunca um "talvez" ou "vou pensar", e seria bom me distrair um pouco junto com outras pessoas.
- Se eu não fosse casado eu te acompanharia para um desses passeios noturnos. – Ele disse com uma risadinha maliciosa. – Você já vai a algum show de Moulin Rouge?
- Acho que uma vez apenas só que há muito anos. – Respondi. Não gostava muito de me lembrar daquela noite. Eu havia bebido todas e caído em todas, se é que vocês me entendem.
- Owwn, então já está certo o que você vai fazer hoje à noite! Minha mulher me mataria se soubesse, mas meu filho sempre vai e você pode ir com ele...
- Eu não sei se...
- Ah, que é isso! Você vai recusar? Ainda mais a um show como esse? Vamos, já estou ligando para o meu filho!
- Eu não...
- Você tem que se divertir um pouco nessa vida, vai!-
- Ok, Ok. Eu aceito.
- Ótimo. Vou ligar para meu filho. Vou falar para ele te buscar no seu hotel á noite. Esteja pronto ás dez, tudo bem?
- Sim, sim.
- Ótimo. Bonnie niut!
- Merci.
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Certo, eu não sabia onde eu estava com a cabeça! Eu realmente era um louco desgraçado! Pensei enquanto ajustava a gravata.
Eu estava vestindo um paletó informal, com a costumeira gravata torta, e o cabelo bagunçado. Passei um perfume qualquer daqueles que os hotéis franceses davam de brinde.
Joguei o panfleto do show do Moulin Rouge em cima da mesinha de centro, e comecei a falar que nem um lunático.
- Não, calmo Edward. Você consegue. Vá lá, você não vai fazer nada naquele show, você só vai assistir. Não vai acontecer nada, você ainda ama Bella. – Fiquei repetindo o caminho todo até o saguão do hotel.
Lá o filho do francês já estava ali me aguardando vestido elegantemente á moda francesa. Seu nome era James. Assim que ele disse o nome, já me lembrei do tal promotor e fiquei meio ressentido, mas logo consegui separar as coisas.
Deixei a chave com o porteiro do prédio, que por um acaso da vida era "affair" de Jacob. Simplesmente, o porteiro pulou em cima de mim perguntando se eu tinha notícias dele. Dei o telefone de Jacob e saí dali praticamente correndo, não ficaria bem para minha imagem ser visto sendo agarrado por um gay.
- Meu pai tem chances nesse julgamento eu sei, ele é totalmente inocente e ele não fraturou aquelas notas fiscais. Eu tenho certeza que você tem tudo pronto, mas você não acha que... – James não parava de falar durante todo o caminho sobre seu pai e o julgamento. Eu quase dei uma voadora nele e o mandei pastar, mas eu estava controlando minha mente e principalmente minha paciência.
Quando chegamos à frente de uma construção antiga, porém toda enfeitada e iluminada, e ao alto um grande letreiro escrito "MOULIN ROUGE", como um passe de mágica James ficou quieto. Aquele era o cabaré mais antigo de toda a França, com mais de 100 anos de idade.
- Cara, isso aqui é mágico... – Ele disse com seus olhos brilhando. – tem uma garota aqui, chama Lourane, Oh oui!oui! Ela é divina!
- Imagino, mesmo... – Respondi sem humor nenhum.
Entramos e já na porta fomos abordados por seguranças que começaram a revistar nossos corpos, a procura de alguma coisa nociva.
- não se preocupe cara... – James respondeu. – É normal isso aqui. Depois que uma das dançarinas foi morta á tiros por um cara, tem essa vistoria todo dia.
Vi pelo canto do olho um homem ser dispensado por estar usando calças jeans.
- Aqui é totalmente proibido você entrar com jeans, boné, tênis, e camisetas. – James informou. – Terno e gravata não são obrigatórios, mas é o que a maioria das pessoas usa para vir aqui.
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Chegando lá dentro o som da música já impregnava meus ouvidos. James me indicou uma mesa vazia bem de frente para o palco onde algumas dançarinas distraiam as pessoas.
Onde eu havia ido parar...
Bella
Assim que peguei o vôo para Paris, eu não conseguia ficar parada um só minuto, tamanha era minha apreensão.
Depois de dez horas de vôo eu cheguei depois de anoitecer em Paris. E agora como eu faria para achar Edward na enorme cidade?
Perguntei para vários funcionários se eles sabiam de alguma coisa, mas somente um pôde me afirmar um homem que passara por ali com as características de Edward. Fui até os taxistas, e falei no total de dez deles. E quando eu já estava perdendo as esperanças novamente, um deles disse que levou Edward no taxi.
- Por favor, moço, me leve até lá?
- Pardon, mais je ne parle pas anglais
- Moço eu não falo francês!
- Desculpe, madame, ele também não fala sua língua.
- Então você pode traduzir para mim? Diga para ele me levar no mesmo lugar que ele levou o homem alto de olhos verdes!
O homem traduziu para o taxista que assentiu e indicou para eu entrar no taxi.
Depois de alguns minutos ele parou de frente ao hotel onde eu e Edward tínhamos ficado. Suspirei agora finalmente eu iria encontrá-lo!
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No saguão eu tentei controlar meu estado eufórico senão eu poderia ser expulsa dali e ADEUS Edward!
- Meu Deus! Você aqui também? E Jake? Onde está Jake? – O porteiro do prédio se lembrou de mim e começou a me bombardear de perguntas.
- Oi! – Disse tímida. – Ei, depois eu te conto sobre Jake. Ele também morre de saudades de você. Mas você pode me dar à chave do quarto de Edward Cullen? O sorriso que estava nos lábios de repente se descaiu.
- Eu não posso, são normas...
- Sim, - Disse fazendo minha cara sensual, sendo que bem, não funcionaria com ele. – Mas eu sou a mulher dele e você pode me dar não é? Vamos é uma surpresa.
- Eu não sei,...
- Eu falo para Jake sobre você! – De repente um sorriso iluminou o rosto dele.
-Ok, Ok, mas não deixe o gerente ver, certo?
- Claro valeu! – Disse depositando um beijo no rosto dele, ele fez uma cara estranha, mas não liguei.
Peguei a chave e subi até o andar de Edward. Correndo que nem uma colegial.
Quando cheguei à porta do quarto dele respirei fundo e girei a chave. Antes rapidamente arrumei meu cabelo e fiz uma massagem no rosto.
Entre hesitante. O apartamento estava vazio.
- Edward...? – Sussurrei.
Sem resposta. Procurei pelo apartamento e ele não estava lá. Eu quase me taquei pela janela! Eu estava cansada de tantos desencontros, e burrices!
Eu poderia ficar ali esperando até que ele voltasse, mas que hora seria isso? Não, eu tinha que achá-lo. Mas como nessa cidade enorme?
Vistoriei o quarto e na escrivaninha encontrei um panfleto do cabaré mais famoso da cidade o MOULIN ROUGE.
Eu estava me sentindo o próprio Sherlock Holmes na versão francesa, ou mesmo Dupin que já era dessa nacionalidade.
Eu descobrira que Edward estava em Paris devido a uma foto, e agora do MOULIN ROUGE devido ao panfleto. Mas quem me garante que ele está realmente no cabaré?
Alguém do hotel poderia ter passado para ele e ele deixou ali no canto. Ou mesmo, fosse cortesia do hotel. Porém eu não me lembrava disso no meu quarto daquela vez que eu vim ali. Mas também Edward não era "solteiro" na ocasião, e MOULIN ROUGE não é lugar para casados e comprometidos.
Será que Edward havia ido para lá para se divertir e me esquecer? O pior é que eu nem podia ficar brava com isso, porque eu para ele, tinha o esquecido! E ele tinha mais é que viver a vida dele!
Mas antes que ele fizesse qualquer burrada eu iria atrás dele, não mediria mais esforços para conquistá-lo e provar á ele que nós podemos, sim, ficar juntos.
Saí do quarto rapidamente em direção ao tal cabaré. Ele tinha que estar lá. Eu rezava internamente para isso.
Joguei a chave praticamente em cima de Jake e saí correndo do hotel o mais rápido que minhas pernas permitiam.
Acenei para um taxi e pedi para que me levasse ao Moulin Rouge. O homem me olhou estranhamente por alguns minutos.
- Você sabe o que é Moulin Rouge, não sabe?
- Sei, - Falei pausadamente. – E tenho certeza de que o senhor também sabe, mas será que pode me levar para lá. Eu sou dançarina.
- Dançarina? Não faz seu estilo... – Ele disse me analisando. Deveria estar vendo o meu quase corpo esquelético em estado de anorexia.
- Para você ver como o mundo muda, agora dá para você ir até lá?
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Edward
- Que vinho você aceita, senhor? – O garçom ofereceu quando chegou á nossa mesa.
- Ah eu quero Chardonnay, está bom para você, Edward?
- Ah claro. – Respondi. – Quando que começa o show? – Perguntei.
- Acho que dentre de vinte minutos. O novo espetáculo se chama -"Féerie, e eu estou louco para ver!
- Ótimo. – Disse, na verdade meus planos não se resumiam a ficar ali todas as noites até o julgamento indo á um cabaré com mulheres lindas dançando cancã.
Eu queria mais é curtir minha fossa, e ir para outro país, um país que não me lembrasse Bella. Ou dos amores, ou luz, ou qualquer coisa desse tipo.
Talvez eu fizesse uma excursão pelo deserto do Saara, e minha mente se ocupasse com outras coisas como o fato de eu morrer desidratado.
- Ei, você está no mundo da lua, hã? – James perguntou divertido.
- Não, estou nesse mundo mesmo. – Respondi. Infelizmente.- completei em minha mente – Enquanto o show não começa eu vou tomar um ar, ok?
- Ah claro. – Ele mostrou-se desapontado. Ele que se divertisse olhando as roupas íntimas das dançarinas, não minha companhia. – Mas volte em dez minutos senão você perde o show. – Ele piscou e eu saí me desviando dos homens vestindo ternos e algumas mulheres elegantes.
Lá fora, peguei meu cigarro inexistente e comecei a fumar. Na verdade a fumaça vinha da minha própria respiração, mas eu poderia me enganar um pouquinho.
Fiquei vendo o movimento e as pessoas andando. Quando faltavam cinco minutos para começar o show, e eu achei que minha excursão pelo lado de fora havia sido suficiente, decidi entrar.
Mas algo me prendeu.
Ao longe tinha uma mulher de cabelos castanhos ondulados até o meio da cintura, e ela parecia correndo ou fugindo de alguém.
Foi como um Dejá-vu, da noite do desfile em que vi Bella de costas e comecei a ter alucinações.
Sem pensar, corri atrás da mulher, e a virei para mim.
- Bella? – Perguntei desesperado.
- Ei, não sou Bella! – A mulher disse. Bem, ela não tinha nada haver com Bella. Totalmente diferente. – Mas se você quiser, eu posso ser... – Ela disse dando uma olhadinha no meu perfil.
- Não obrigado. – Disse fazendo uma cara como se alguém acabasse de ter me enganado, fingindo que ia me beijar, mas na verdade falando "Thank you, very much".
Voltei para a mesa onde James estava. Eu já queria ir embora e sair daquela palhaçada de show noturno. O ar de Paris não me fazia muito bem, as alucinações voltaram e eu não tinha o meu terapeuta particular dentro do bolso do meu paletó para essas horas.
- Pensei que tivesse encontrado alguém lá fora... – James falou. Na verdade eu encontrei, e eu achei que era alguém que eu conhecia só que não era. Bem, como que eu explicaria isso á ele? A, ele nem prestaria atenção em mim.
Quando eu ia abrir a boca para dizer que estava indo embora, um homem entrou no palco e anunciou que show iria começar.
James logo me puxou para baixo para me sentar, e juntou as pernas e os braços em uma atitude apreensiva.
- Sabe, eu fiquei com medo de sair com você, e você contar para meu pai sobre isso. Mas vejo que você é um cara legal. – Ele disse com os olhos vidrados no palco vazio.
- Isso o quê?
- Lourane. – Ele disse como se fosse verso de alguma poesia.
Revirei meus olhos.
O show havia começado. O tradicional cancã inundou meus ouvidos e várias dançarinas começaram a entrar.
Bella
- Merci! Merci! – Respondi rapidamente para o taxista enquanto pulava para fora do carro. Eu conseguia ver vários homens elegantes entrando no cabaré e eu me perguntei como que eu faria para falar com Edward.
Se ele estivesse lá dentro já, eu teria que esperá-lo do lado de fora, e isso não seria legal, sendo que o clima estava congelante, e eu não estava vestida adequadamente.
- Ei, não acredito que você só chega agora para o show! – Uma mulher veio em minha direção brigando com alguém perto de mim. Olhei para ver com quem que ela estava se referindo, mas atrás de mim só tinha o taxi. Bem, acho que ela não estava brigando com o taxi.
- Oi?
- Como assim "oi"? Você é nova aqui, mas deveria saber que você não pode chegar tão atrasada assim! O show começa daqui cinco minutos!
- Não, mas... Você deve estar...
- Eu não estou nada, vamos logo!
Antes que eu pudesse sequer soltar o ar dos meus pulmões e recarregar minhas cordas vocais, a mulher já me puxava pela mão até a área dos fundos do recinto. Ela abriu uma porta onde estava escrito "Funcionários" e me jogou lá dentro.
- Vá lá e se vista! – Ela gritou e fechou a porta.
Eu estava em uma espécie de camarim e três outras moças estavam ali se arrumando. Elas olharam para mim me analisando de cima á baixo.
Eu corei absurdamente.
- Você é que a novata que vai substituir Lourane?
- Eu, não, eu...
- E você chega assim mesmo? Lourane não vai apresentar, ela pegou uma gripe forte e tem que andar com uma máscara o tempo todo. Suas roupas estão ali. – A moça apontou para um cabide com uma roupa de cancã.
- Mas eu nem sei dançar cancã! – Disse revoltada.
Elas começaram a rir. – Ótimo, seu senso de humor é ótimo!
Antes que eu pudesse abrir a boca, eu já estava sendo enfurnada naquela roupa cheia de pregas e babadinhos.
Eu me sentia dentro do próprio filme Moulin Rouge com toda aquela roupa. A diferença era que eu nunca tinha ido sequer á um cabaré, muito menos dançado, muito menos atriz, ou soubesse o que fazer nesse tal show que me incubaram de fazer!
- Você é meio lerdinha né? – A moça mais jovem perguntou. – É só seguir os passos das garotas. Vamos temos dois minutos.
Elas me empurraram para uma espécie de Ala dos teatros que era feito por várias cortinas pretas. Eu conseguia ouvir o som da platéia esperando pelo show e o homem anunciando tudo com sua voz estridente.
E a única coisa que eu sabia era que eu teria que aparecer com as garotas na hora que a batida começasse, e que depois se eu tivesse sorte e não levasse um tiro eu acharia Edward no meio daquela confusão.
Edward
O show começou a várias dançarinas entraram no palco com suas roupas pomposas. Ok, eu confesso que não era TÃO ruim assim ver um show desse tipo. Mas eu não estava tão vidrado como James que parecia que iria babar a qualquer momento.
- Lourane! Lourane! – Ele sussurrava que nem um lunático, e eu via seus olhos procurando por sua amada de babadinhos.
Eram tantas garotas e tantos movimentos que eu até ficava meio tonto. Elas dançavam sensualmente no ritmo do cancã, levantando as saias espalhafatosas e as pernas a todo o momento.
- Quem é Lourane? – Perguntei para James.
- Eu não sei onde ela está. Geralmente ela fica nessa primeira fila. – Ele apontou. Vi seu rosto se tornar uma máscara triste.
- talvez ela esteja na comissão de trás... – Sugeri. Eu estava com dó de James? Por favor, alguém tem a piedade de me tirar de Paris por que o ar está impregnando minha sanidade mental?
- É talvez... – Ele se mostrou decepcionado.
As dançarinas se movimentavam por todos os lugares, erguendo suas saias, provocando a platéia e jogando pedaços de suas lingeries.
Até que eu vi um pato desengonçado no meio daquilo tudo. Bem, não era exatamente um pato, mas a mulher não sabia para onde ir.
Só erguia as pernas de modo desengonçado e rodava a saia em um ritmo diferente das outras.
- Você viu aquela ali? – James perguntou para mim como se estivesse lido meus pensamentos. – Nunca a vi por aqui...
- Eu não consigo ver o rosto dela, mas ela está em outro ritmo, está estranho...
- Muito. Acho que Lourane adoeceu ou coisa do tipo, vou ao camarim depois...
Até que as meninas da comissão de trás passaram para a comissão de frente, e eu tive alucinações de novo.
Eu realmente precisava conversar com meu terapeuta nesse momento, eu estava vendo coisas, e eu não duvidava que pudesse ouvir vozes a qualquer momento.
Primeiro a mulher de costas do lado de fora do cabaré, depois esse rosto no meio das dançarinas.
Só que ela olhava fixamente para mim e fazia seus movimentos se mostrando para mim. Seus olhos eram de um intenso chocolate vivo, e seus cabelos caiam como cascatas e pulavam junto com seu corpo a cada movimento.
Suas pernas longas e leitosas espreitavam por entre a saia de babados brancos e vermelhos.
Era tão parecida com Bella...
Eu poderia viver o resto da vida tendo alucinações desse tipo. Se eu não pudesse tê-la, talvez eu pudesse me contentar com uma mulher fantasma.
As garotas trocaram de lugar de novo e não consegui ver mais á mulher alucinante. Outras garotas tampavam o lugar dela.
Mas de repente, a musica finalizou e todas as meninas entraram em linha reta e viraram de costas para o público e ergueram as saias, em um movimento típico da dança. Menos a mulher da alucinação.
Ela ficou parada no meio do palco enquanto as outras começavam a sair correndo de lá para ir atrás das coxias.
Todos ficaram apreensivos imaginando que aquilo fosse uma parte do show em que seria uma apresentação particular dela, algo mais sensual como nos grandes filmes de cabaré. Porém ela não fazia nada, só ficava ali me encarando firmemente.
As pessoas começaram a perder a paciência e começaram a vaiar. O dono do estabelecimento apareceu com o microfone e começou a falar outras coisas para distrair, mas a mulher continuava ali estacada no lugar como uma coluna do templo.
Seus olhos não desgrudavam dos meus, e não sei por que mais os meus também não.
- Você a conhece? – James perguntou baixinho. Eu não respondi. – Todos estão olhando para vocês, ela não para de te encarar!
Só ai que eu fui perceber que todo o público havia parado para nos olhar. Perceberam que o olhar da mulher estava localizado em mim e ficaram atentos á isso.
Eu queria desviar, porém algo me prendia. Ela se parecia tanto com Bella, mais tanto... Só que eu sabia que minha mente pregava muitas peças em mim ultimamente. E além do mais o que Bella estaria fazendo em Paris, no Moulin Rouge? Além do que ela não se lembrava de mim!
E para minha grande surpresa, a mulher cover de Bella pegou o microfone das mãos do dono do estabelecimento e se aproximou até ficar na ponta do palco em uma distância mínima do palco e minha mesa.
Eu conseguia ver até as sardas de Bella, eu podia ver até as pequenas orelhas que haviam se formado ao redor dos seus olhos.
Tão real...
Todo mundo estava em extremo silêncio. Acho que eles imaginavam que aquilo fosse um show diferente e revolucionário do século e eu fosse parte do elenco.
Ela agachou no palco para ficar mais perto da minha altura, pegou o microfone, suspirou e começou a falar olhando sempre nos olhos. Hipnotizando-me com aquele olhar vivo e castanho. Lindo e cheio de amor...
Bella
Eu estava pagando o maior mico da minha vida naquele palco, mas tudo por amor. Quando roubei o microfone das mãos do dono do cabaré e me aproximei de Edward, vi a incompreensão tomar conta de seus olhos, e por um momento pensei que ele não soubesse que era eu que estava ali. Porém não liguei, eu não poderia desperdiçar nem um tempo sequer.
Agachei no palco perto dele e comecei a falar tudo o que sentia. De coração.
- Edward... – Vi um choque se passar por seu rosto. – Edward, sou eu Bella. Sua Bella. – Completei. – Hoje eu estou aqui, nesse cabaré em Paris, acredita? Eu... – Engoli em seco eu estava nervosa, porém eu tinha que falar tudo.
- Eu quero te dizer Edward, que eu nunca me esqueci de você. Minha mente poderia ter me feito acreditar nisso, mas na verdade meu corpo te reconhecia meu coração e minhas lágrimas. Eu descobri isso, e eu consegui lutar contra minha mente e reconhecer o que eu estava perdendo.
Só que pareceu que foi tarde demais. Eu reconheci tarde de mais. Eu entendi tarde demais. E para chegar aqui eu fiz tantas coisas, mas eu nem ligava para as outras pessoas, porque eu só tinha você na minha cabeça.
Eu corri por entre uma multidão, mas você não estava lá.
Eu parei um avião, mas você não estava lá.
Eu roubei a chave de seu quarto, mas você não estava lá.
Porém aqui eu estou no Moulin Rouge e finalmente eu te encontrei, você está aqui... – As lágrimas começaram a cair dos meus olhos.
- Eu percorri meio mundo, fiz coisas que nunca pensei que teria coragem de fazer, uma delas é estar aqui nesse palco agora e dizer para você na cara desses franceses que você é mais cheiroso do que eles, - ele riu com minhas palavras e as lágrimas também saiam de seus olhos. – que você é mais lindo e elegante que qualquer um deles. E que o dono do meu coração é somente você.
Eu respirei fundo mais uma vez e continuei.
- Quem que falou para você que o melhor era a gente ficar separado? Quem te convenceu disso? Edward... Nós temos problemas, nós temos defeitos, somos humanos, mas nos amamos, e é isso o que importa. Você nunca me fez nenhum mal. Eu voltaria esses últimos meses, quantas vezes fossem necessárias para ver que meu patrão não era somente meu patrão, mas o homem da minha vida.
- Você é a pessoa mais importante para mim, e eu sem você é como o mar sem água. Ou seja, nada.
Eu vim aqui hoje para te dizer isso, com esses franceses podendo estar me odiando e querendo me tirar desse palco a qualquer momento á tiros. Mas eu na verdade não me importo. Desde que você saiba que seu lugar é do meu lado, e o meu é do seu.
Uma vez você disse logo depois que nos reencontramos depois de dois meses, que nosso amor é como uma árvore. Forte, que continua firme com as maiores tempestades. Amadurece sempre, e ali se podem crescer vários frutos.
Você também disse que é eterno, assim como nossas iniciais na nossa árvore permanecerá para sempre.
Pois eu digo que nosso amor é forte, nosso amor amadureceu durante todo esse tempo, e ele deu e ainda vai dar muitos frutos!
Isso tudo foi para te convencer que eu amo você, e que você é a melhor coisa que poderia ter acontecido em minha vida! Volta para mim...
Eu terminei de falar com lágrimas nos olhos e com certeza super vermelha. Fiquei ali parada esperando sua reação, porém ele estava parado, rígido. Eu não conseguia decifrar o que ele sentia.
As pessoas começaram a aplaudir, mas eu pouco me importava, o que me importava era o que Edward estava pensando, o que ele estava sentindo, e se ele ainda me amava, ou se já tinha se convencido que eu era um caso perdido.
Ele continuava parado, mesmo o amigo ao lado dele dando várias cotoveladas em seus braços. Seu olhar estava fixo em mim, mas sem expressão.
Suspirei e levantei lentamente com a cara decepcionada, entreguei o microfone para o dono do estabelecimento que me olhava com os olhos esbugalhados.
Olhei para trás mais uma vez e vi Edward na mesma posição.
Uma forte dor inundou meu peito, talvez ele não me quisesse mais, não ligasse mais para mim, não se importasse.
Talvez tudo aquilo tivesse sido inútil.
Virei às costas me dirigindo até as coxias quando senti uma mão segurando forte meu braço e me virando rapidamente de encontro ao seu corpo.
Edward estava ali em cima do palco comigo me agarrando pela cintura. Seus olhos estavam lacrimejados, e brilhavam mais do que eu nunca tinha visto.
Ele segurou minha face com uma de suas mãos e olhou fundo nos meus olhos. Um sorriso se formou em minha boca enquanto ele acariciava meu rosto e minha cintura.
Nós havíamos esquecido o mundo ao nosso redor. Só existíamos nós dois. Mais ninguém.
À medida que a distância entre nossas bocas se minimizava e nossas respirações ofegantes se juntavam, eu sentia o nosso coração bater mais rápido e em um ritmo só.
Ele me deu um selinho doce e rápido, e eu estremeci. E antes que ele voltasse com um beijo profundo e avassalador, ele sussurrou:
- Você é real...
-
-
-
Edward
Eu estava petrificado com a súbita declaração de Bella. Ela havia se lembrado de mim, e o melhor de tudo, ela continuava me amando...
Eu estava petrificado, e não conseguia nem sequer piscar meus olhos. Apesar de sentir vários olhares cravados em mim e James tentando chamar minha atenção de todo jeito. Eu estava hipnotizado pelos olhos dela.
Dois meses sem vê-la. Será que dois meses era o nosso carma?
Dois meses sem vê-la e poder enxergar amor e reconhecimento em seus belos olhos castanhos, finalmente ali eu pude ver todos os sentimentos juntos e olhando em minha direção.
Quando ela virou as costas parecendo decepcionada o meu transe se quebrou. Pulei rapidamente a sacada do palco e corri em sua direção. Agarrei-a pela cintura e a puxei de encontro ao meu corpo.
As lágrimas queriam sair dos meus olhos, e minhas mãos explorar seu corpo e seu rosto. Meus dedos foram desenhando o contorno de suas maçãs faciais, e minha outra mão foi contornando sua cintura. Ela estava ali. E não era uma alucinação.
Toquei levemente nossos lábios, e senti o doce gosto de sua boca na minha.
- Você é real... – murmurei. Era ela, eu estava agora convencido disso. Ela não era uma alucinação, ela era minha Bella.
Peguei seus lábios e colei nos meus rapidamente. Nossas bocas se abriram e nossas línguas começaram a percorrer a boca do outro, em um ritmo doce, intenso e cheio de amor e ternura.
Finalmente eu pude sentir Bella sem nada nos impedir, sem Tanya, sem Tom, e sem a mente dela nos atrapalhando. Finalmente eu pude sentir como que aquilo realmente pudesse ser eterno, assim como nossas iniciais na nossa árvore, como ela disse.
As pessoas continuavam aplaudindo, e eu me vi na necessidade de sair dali com ela, fugir, correr, não sei. Separei nossas bocas e dei meu sorriso torto, ela sorriu junto.
Peguei-a rapidamente pela mão e saímos por entre as coxias e a porta dos fundos.
Quando chegamos lá fora, e o ar tocou nossos corpos agasalhados, eu a beijei mais uma vez. Só que agora com muita intensidade e paixão.
- Ah como eu amo você... – Disse por entre os beijos.
- Eu também amo você, Edward... – Ela disse com um sorriso. Nossas bocas se separaram, mas nossas testas continuaram unidas e nossa respiração ofegante. Encostei-a na parede e fiquei ali com minhas mãos ao redor do seu corpo enquanto sentia ela perto de mim.
- Eu. Fui. Um. Idiota. –
- Eu fui uma idiota... – Ela acariciou meu rosto. – De 100% dos casos, eu que piorei os 99%, por isso a culpa é minha... – Eu ri e dei um leve beijo nela.
- Não é hora de discutirmos de quem é a culpa de quem. Você está aqui, e é o que importa... – Sussurrei. Prensando meu corpo mais perto do dela.
- Uhumm... Em Paris...
- No Moulin Rouge... – Disse com uma onda crescente de desejo se apoderando de mim. Desejo de tê-la novamente.
- Hmm... – Bella já estava fora de si. – Edward... – Ela sussurrou.
- O quê? – Disse dando leves mordidas no seu pescoço.
- Eu estou grávida.
- Hmmm... – Disse depositando mais beijos ao redor de seu pescoço.
- Edward?
- Hm?
- Você ouviu o que eu disse? –Ela perguntou abrindo um sorriso.
- Sim, você está grávida... Gr... Oh Meu Deus! Bella! Você...? Você...?
- Sim! – Ela gargalhou. – Parabéns papai!
- A eu não acredito! – Disse abrindo um sorriso maior que o mundo. – Eu ganho você e um filho em um só dia! – Disse pegando ela no colo e girando ela no ar.
Ela levantou os braços dela em sinal de liberdade. Eu não conseguia me agüentar de felicidade.
Abaixei-a de volta para ficar na minha altura e ela me olhou com uma expressão séria.
- Errado moçinho...
- O quê?
- Você não me ganhou hoje, você sempre me teve... – Sentia as lágrimas brotando dos meus olhos novamente.
- Assim como você... – suspirei de volta. – Eu amo você e nosso bebê! – Disse.
- Edward...
- Hmmm?
- Eu sinto sua falta... – Murmurei contra seu pescoço. Ele estremeceu com meu toque.
- Eu também... – Ele respondeu e já saiu me pegando no colo e me levando.
- Edward! Me solta! Onde você está me levando? – Disse gargalhando que nem uma louca enquanto corríamos pelas ruas de Paris.
- Ao nosso ninho de amor, minha Bella! E pode ter certeza de que a senhorita não sairá de lá tão cedo!
Eu parecia uma garotinha indo á primeira vez á um parque de diversões.
- E por quê?
- Por quê?
- Uhum...
- Porque eu amo você, minha rainha.
-
-
-
Chegamos como duas crianças fazendo coisa errada no hotel. Subimos rapidamente pelas escadas e Edward quase quebrou a porta devida á sua ansiedade.
Nossas bocas não se desgrudavam, e metade das nossas roupas já não estava mais ali. Nossos corpos já suados pareciam nunca terem entrado em contato com o clima gelado do lado de fora.
Edward explorou com sua boca e suas mãos cada centímetro da minha pele, enquanto eu mordia e arranhava seu corpo inteirinho, aumentando cada vez mais seu desejo.
Eu joguei ele na cama king-size e ele riu enquanto terminava de tirar suas roupas. Mas eu impedi.
- Não... – Sussurrei. – Isso sou eu quem faz. – Falei com uma voz rouca e sexy.
Ele gemeu roucamente e eu tirei com os dentes aquela peça da cueca que ainda restava em seu corpo altamente definido.
Sorri ao ver o pequeno ou – grande – Edward se mostrar para mim. Edward me puxou para cima dele e continuou com os beijos no meu pescoço e em meus seios.
Uma mão foi descendo e traçando o caminho das minhas curvas até chegar á pele úmida que estava coberta ainda por uma calcinha. Ele rasgou com rapidez, e no instante seguinte já estava com um dedo entrando em mim e me estimulando.
Dei um gemido rouco em seu ouvido e ele me virou para ficar em cima de mim. Sua boca desceu o caminho dos meus seios, minha barriga até chegar ao lugar onde seus dedos trabalhavam com maestria.
Seus dedos e língua trabalharam juntos, estimulando meu clitóris e lambendo toda aquela região já úmida de tanto desejo.
- Eu não agüento mais... – Sussurrei sem voz.
- Me diz o que você quer amor... – Ele sussurrou roucamente.
- Você... – Ele subiu em cima de mim e seu membro já rígido encostou-se a minha entrada me fazendo arfar. – Agora... – implorei.
- Por quanto tempo? – Ele entrou um pouquinho mais me fazendo já delirar.
- Muito, muito...
- Não é o suficiente... – Ele estava querendo me enlouquecer, só podia. – Quanto tempo Bella? – Ele judiava cada vez mais. Meu sexo já latejava pedindo por ele. Implorando por ele.
- Por toda a eternidade...
Ele sorriu seu sorriso torto.
- É pouco para nosso amor, mas por enquanto é suficiente. – Ele respondeu e logo depois todo seu membro já estava dentro de mim.
Primeiramente os movimentos eram lentos e suaves, mas depois que eu puxei seus cabelos e arranhei suas costas como uma onça selvagem, ele aumentou o movimento, me fazendo delirar e rolar minha cabeça para trás.
- Diz que me ama, Edward... – Falei por entre os gemidos. Nossa música. A música do amor.
- Eu te amo Bella... Muito, muito, muito... – Ele falou entre as estocadas e os gemidos. Suas mãos acariciavam meus seios.
Engoli em seco. – Promete que para sempre?
- Não... – Ele disse logo quando seu líquido me inundou e ele caiu por cima de mim com um sorriso no rosto. – A você, só prometo pela eternidade.
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aaaaaaaaaaaaiih, e aí me digam o que vocês acharam desse cap! eu me desculpo já antecipadamente, pelo lemon xoxo, eu não escrevo mto bem, mas enfim... aioheoiea
Digam ai o que vocês acharam, e idéias tbm para os momentos felicidade dele também to aceitando!
Antes que alguém pergunte, TOM ainda aparece! ahahahah! :X
Bem, AGRADEÇO IMENSAMENTE AS LINDAS REVIEWS! EU FIQUEI SUPER FELIZ E EMOCIONADA POR VER O CARINHO DE VOCÊS AQUI POR ESSA FIC E POR MIM! Mas pela fic eu sei, mas enfim... aoiheioeahio
de forma especial á Elise Garcia, Vitoria Sheba, Pandora, Priscila, Dre Momberg, beward cullen, LáH, Ana Carolina P., Hinata C. Weasley, Dani, Danikela, Bibi, Lunna Cullen, que comentaram nesse capítulo!
meu msn para quem quiser add: oliveira_
E pode deixar que eu mando o link da nova fic quando tiver, ok??
beeeijos!
Com amor,
Nat.
