Ai gente, que dor no coração me despedir de UPF, mas tudo tem que ter um final para que hajam novos começos.
Eu preparei uma lista de votação muito legal, tenho certeza que vocês vão amar, vem com biografia dos novos personagens e tudo, mas isso é pra amanhã, hoje vamos nos despedir da nossa amada UPF.
Declaração: Não possuo os personagens da Famílias, Cullen nem Clearwater. Os mesmos pertencem à escritora Stephenie Mayer autora da saga Crepúsculo.
Mais uma vez fico devendo as boas vindas, mas prometo da-las na lista de votação.
Último Problema em Forks
Capítulo 34
Final
POV Jacob
"JACOB BLACK CULLEN!"
O grito ecoou pela casa estremecendo tudo, inclusive meu estômago
Eu que estava deitado com a cara no travesseiro, de repente já estava de pé sobre minhas pernas tremulas.
Ele não gritou, ele esbravejou meu nome, os três nomes, eu não entendi nada, mas não precisei ir até ele pra descobrir, não que eu fosse capaz de fazê-lo, mas ele surgiu quase arrombando a porta do quarto de hóspedes agarrado à gola da camisa de Edward que tremia mais que as minhas pernas.
A ficha caiu na hora, eu sabia, ele abrira a boca, eu só não entendia porque ele me traíra.
"É VERDADE?"
Carlisle gritou perguntando como se eu já soubesse do que ele falava, mas poderia ser uma armadilha, embora a cara de Edward não deixasse nenhuma dúvida.
"O que?"
Eu disse numa última tentativa frustrante de me fazer de desentendido, era um direito meu já que eu nem mesmo abrira a boca sobre a tentativa de suicídio, eu não poderia ser culpado por algo que pensei, poderia?
"Não se faça de idiota! Sabe muito bem do que estou falando!"
Pelo visto sim. Eu tentava buscar nos olhos de Edward o quanto ele sabia, mas ele desviava sentindo-se envergonhado por ter me entregado. Na verdade, de tudo que pensei eu nem sabia o que ele tinha ouvido, como saber o que ele tinha falado?
Carlisle já estava perdendo a paciência comigo e com o rato do meu lado.
"Vocês vão ficar aí parados me olhando com essas caras lavadas?"
De repente Edward começou a falar, eu quase me esqueci que ele era leitor de mentes, até ele responder ao pai exatamente o que eu queria saber, ele repetiu exatamente o que tinha falado, ou como eu diria, dedurado para ele.
"Pai, o que quer que eu diga, eu já falei, ele quis se entregar no lugar de Renesmee para salvá-la."
Eu banquei o indignado, se eu não levara uma surra como os outros, talvez tivesse também o direito de agir diferente, não seria a primeira vez que suas regras não se aplicariam a mim.
"Esperem aí! Eu estou sendo acusado por algo que eu pensei? Pelo que eu saiba eu não fiz nada além de chamar o senhor pra salvar os seus filhos."
Eu disse isso todo cheio de razão, com o peito malhado todo estufado, e apontei o dedo para ele com raiva quando enfatizei a palavra seus.
Ele arregalou os olhos como quem não acreditava no que acabara de ver e ouvir, depois franziu a testa me olhando com um olhar de gelar a alma e começou a desabotoar o cinto.
"Edward, saia!"
Foi tudo que ele disse.
"Carlisle, espere!"
Eu disse dando passos pra trás enquanto Edward fechava a porta, o espaço acabou e eu senti meus calcanhares encostarem-se ao rodapé ao mesmo tempo em que senti minha cocha arder com uma cintada.
SHLAP***! Au-Au
"Chame-me de Carlisle mais uma vez e você nunca mais vai sentar na sua vida!"
Eu saí esfregando a perna e dando pulinhos quase chorando de dor.
"Auuuu isxss!"
Eu desfiz minha postura, que pelo visto só me colocara em mais problemas.
"Meus filhos, Jacob? Acho que não deixei claro o suficiente, mas eu sou seu pai agora!"
Ele disse já me acuando no canto com mais três cintadas na bunda.
SHLAP*! SHLAP*! SHLAP*! AAAhrraiiiiiiii
Eu esfreguei meu traseiro totalmente horrorizado, como podia doer tanto? Era como as do meu pai só que mais... sei lá, intensas. Talvez seja porque eu o tirara do sério com a coisa do seus.
"Eu quero ouvir da sua boca, da sua boca, é verdade o que Edward falou?"
"Calma Car-..."
SHLAP***!
Ele interrompeu o meu deslize com uma cintada na outra coxa.
"Pai. Pai. Eu quis dizer calma, pai!"
Eu corrigi esfregando a perna.
"Jacob Cullen, eu não sei se você percebeu, mas minha paciência tem limite, limite que você já encostou faz tempo, me diga o que acon-teceu."
Eu instintivamente ergui a mão na direção do cinto, como se fosse segurá-lo se ele batesse em mim outra vez, algo me dizia que não seria possível, mas me confessar na mira de um cinto não estava nos meus planos pra hoje.
"Eu,.. eu pensei que se Alfred temia a chegada de um herdeiro Cullen meu e da Nessie, eu poderia negociar com ele, se ele me matasse, poderia impedir a existência da criança e deixá-la em paz com sua família... Mas C- pai, eu não fiz nada, eu só pensei, você nunca pensou nenhuma loucura pra proteger a mamãe ou algum dos seus filhos, digo, algum de nós?"
Eu questionei, mas dessa vez beeem mais submisso.
Ele balançou a cabeça negando, no início eu pensei que era a resposta da minha pergunta, mas na verdade era uma correção de uma falha na minha declaração.
"Não, você não apenas pensou, você decidiu, se não fosse o seu irmão você o teria feito, você decidiu nos deixar, depois de tudo que eu te falei, você decidiu me ignorar, pois agora eu vou te levar para o meu escritório e te ensinar de uma vez por todas, que minha palavra nessa casa, não pode ser ignorada, a menos que queira encarar as consequências por isso, nessa casa tem disciplina, e você sabia disso."
Ele não respondeu a minha pergunta, mas não seria eu, totalmente na merda, que iria lembrá-lo desse detalhe.
Dizem que Carlisle é ótimo com diálogo, mas acredito também que eu o tinha levado à borda.
Eu fiquei em silêncio, ele caminhou até a porta e abriu pra que eu passasse.
Eu estava congelado no lugar, eu definitivamente não queria aquilo, eu só pensei que queria ser tratado como os outros, mas eu devia mesmo era ter agradecido o privilégio de Esme me livrar de uma surra, devia ter entendido que ela aproveitara o fato de eu ser novato pra coseguir tal façanha, mas nãaao, eu tinha que ficar pensando besteira sobre Carlisle não me ver como filho tanto quanto os outros, provavelmente foi isso que fez o Edward abrir aquela boca grande que eu queria encher de porrada agorinha mesmo.
Se haviam dúvidas de que Carlisle me queria, via e sentia como filho, a imagem na minha frente dissolvia todas elas, sua mão esquerda segurava a maçaneta e a direita segurava o cinto.
Um vento entrou pela janela à minha direita e me veio um imenso desejo de me transformar em um lobo e saltar por ela, talvez isso desse a ele um tempo para se acalmar e pudéssemos conversar sobre o que houve, depois eu poderia convencê-lo de que ele não precisava mais provar nada, de que eu o via como pai, mas também, uma fuga poderia deixá-lo ainda mais irritado.
Enquanto eu titubeava entre os dois pensamentos, meu corpo já começou a tremer, com o puro e simples impulso de me proteger de uma surra.
Eu fechei os olhos e quando abri algo estava errado, eu não vi minhas patas, só as minhas unhas recentemente limpas.
Ergui o rosto e vi seus olhos em cima de mim ainda mais enfurecidos, ele percebera a tentativa, mas eu fiquei tão chocado com o que houve que não me preocupei com a surra que tal atitude merecia, eu já estava acostumado a correr pra ele toda vez que havia algo errado com o meu corpo, ele não era meu pai antes, mas já era o meu médico, o único em quem eu confiava.
"Dr. ... Quero dizer, Pai! Tem algo errado com a metamorfose! Eu não consegui! Não funcionou, eu vou envelhecer e morrer!"
Ele suavizou a expressão, soltou o cinto e correu pra mim, mas assim que suas mãos me tocaram, ouvimos rosnados enfurecidos lá em baixo e o grito desesperado da minha nova mãe.
"CARLISLE!"
Eu corri ao quarto de Nessie só pra ver que ela já estava no meio da confusão.
"Ela está aqui! Está segura comigo!"
Rosalie gritou da porta da sala de emergência onde estava Benjamim.
Eu desci como um raio e encontrei Alfred no meio da sala implorando pela ajuda de Carlisle, enquanto balançava as perna no ar com a garganta na mão de Emmett.
Os gêmeos estavam na porta imobilizados por Edward e Jasper cercados pelos rosnados das meninas.
"Ca- car- lis-le eu pre-ci-so de vo-cê!"
Ele disse engasgado pela força do aperto do meu irmão no seu pescoço.
"Solte-o Emmett."
Meu pai pediu estrategicamente já com a mão no colarinho do Alfred.
"O que você quer aqui?"
Ele foi curto e grosso, mas Alfred estava uma bagunça.
"Minha filha Margarete, fugiu, eu não a encontro em parte alguma, você parece ter tanto jeito com eles, eu não sei o que eu faço, você disse que se fosse para pedir orientação eu poderia voltar, eu preciso de orientação e de ajuda!"
"Meninos, soltem..."
Meu pai ordenou olhando para Alfred como quem pedia os nomes.
"Daniel e David"
Alfred informou respirando fundo, como quem buscava um fôlego necessário.
"Esme querida, leve as crianças para sala de TV, eu preciso ter uma conversa com Alfred de Pai para pai."
Saímos olhando para trás ameaçando Alfred com os olhos, Emmett chegou a rosnar, mas foi repreendido por Esme.
"Sentem-se!"
Ela pediu com carinho e educação mostrando-se uma boa anfitriam, mas Daniel e David não se sentaram diante da nossa postura ameaçadora.
"Vamos crianças, sejam educados, não me envergonhem, sentem-se por favor."
Obedecemos de cara amarrada, não dava pra esquecer o que eles nos fizeram horas atrás.
Eles sentaram-se juntos, eram mesmo muito parecidos.
"Então... soube que são videntes como minha filha Alice..."
Esme começou puxando assunto e eles foram até educados na forma de responder.
"Sim senhora Cullen, mas só podemos fazer quando estamos juntos."
"Rum... Então não são como eu, posso fazer sozinha e inclusive tenho acesso às mudanças de percurso."
Alice disse toda importante, mas a mãe lhe deu uma olhada reprovadora, ouvi dizer que Esme acha rude se gabar.
"Alice."
Ela desviou os olhos da bronca e continuou com o narizinho fino empinado.
Esme tentava fazer uma mediação entre as partes totalmente constrangida com a nossa falta de hospitalidade.
"Emmett gosta muito de esportes, algum de vocês joga alguma coisa?"
Ela tentava quebrar o gelo, mas somente um deles é que correspondia.
"Eu gosto de baseball, mas David aqui prefere treinar estratégias de luta, depois que saímos do castelo quase não são mais necessárias, eu preferiria jogar, mas não temos muita companhia."
Era só eu, ou ele estava convidando a gente pra uma partida depois de tudo o que aconteceu?
Esme não perdeu a oportunidade.
"Se as coisas se resolverem bem lá na sala, podíamos marcar pra jogar qualquer dia em qualquer outro lugar."
Ela dizia essas coisas como uma recepcionista bem treinada, mas eu podia ver a tensão nos seus ombros, afinal aqueles dois garotos atacaram os seus filhos momentos atrás.
Emmett fez uma cara cínica.
"É, seria uma boa oportunidade de chutarmos os seus traseiros..."
Ele disse sarcástico e antes que Esme o repreendesse, Jasper se juntou a ele.
"...Em seja qual for dos dois esportes."
Eu que estava sentado do lado dele ofereci o punho fechado para um comprimento, enquanto Edward fazia o mesmo com Emmett.
Esme sorriu sem graça, entendendo bem o trocadilho e tentando amenizar, nos fez uma ameaça sem que as visitas percebessem.
"Hã... Meus filhos adoram competir, eu tenho certeza que o pai deles adoraria assistir vocês numa disputa."
Bella que ainda estava calada e quieta se manifestou, para espanto da mãe, sem pedir licença.
"Vou ver minha filha."
Ela quase rosnou pra eles antes de dar as costas, mas Esme agarrou o seu braço.
"Tenho certeza de que ela está bem, com a tia dela."
Edward que já tinha se levantado para acompanha-la sentou-se com medo de levar uma bronca da mãe na frente deles.
Edward não tirava os olhos de David, que não tirava os olhos de Jasper, que eu imagino estava estudando um oponente, fora ele que atacara Alice e com certeza não perdia por esperar uma oportunidade de ganhar uma surra do Jazz. Os olhos de Edward denunciavam que o vampiro a nossa frente tinha o mesmo pensamento.
O silêncio depois da bronca que Bella ganhou, ficou solido como rocha. Qualquer otário percebia que minha mãe falhara no papel de apaziguadora.
O que quer que Carlisle falara na sala com o nosso "ex" inimigo, devia ter sido muito importante pois ele nos chamou de volta.
Ele parecia empolgando, primeiro pediu para que Edward lesse seus pensamentos.
"Pai, não ouço nada."
Edward informou e Carlisle, sem dizer nada, pediu ao seu outro filho.
"Jasper tente me fazer ficar assustado."
Sem resposta ao dom de Jasper ele se voltou para Alice.
"Alice, sua vez, tente prever o que farei daqui alguns minutos."
Nada aconteceu, mas daí nenhuma novidade, eu já ouvira falar sobre as inúmeras vezes em que ele bloqueara o Edward e mesmo as ondas de Jasper, quanto a Alice, bom, provavelmente é por que tinha a ver comigo o que ele faria nos próximos minutos, mas o que veio em seguida foi mesmo alarmante.
"Emmett, vamos para a pedra lá fora, quero disputar uma queda de braço com você."
Todos arregalamos os olhos, mas ele já estava na porta de costas para nós antes que Esme dissesse qualquer coisa.
Emmett fez uma cara engraçada esfregando uma mão em punho na outra.
"Emmett Cullen!"
Esme repreendeu, mas ele nem ouviu tamanha era sua empolgação.
Em segundos Carlisle já tinha uma pedra na sua frente, e parecia um de nós louco para competir, com o cotovelo apoiado e a mão aberta.
Emmett torceu a boca com um sorriso, como quem não deixava a menor chance.
"Vamos lá grandão, vem pro papai."
Alfred só acompanhava tudo calado como um cientista atento a uma pesquisa minuciosa.
Jasper, Edward e eu contamos até três e não podíamos acreditar no que os nossos olhos viam.
Meu pai facilmente derrotou nosso irmão!
"Bella, é sua vez, coloque seu escudo à minha volta enquanto Alice tenta ver meu futuro Jasper me manipula e Edward lê minha mente."
Todos fizeram como foi dito e de repente Edward alarmou.
"Pai! Isso é fenomenal!"
Ele conseguiu ler sua mente através do escudo de Bella, Jasper sentiu sua empolgação, somente Alice não conseguiu ver seu futuro, e para o meu desgosto ele anunciou.
"É por causa do Jacob!... Jake, venha!"
Eu não sabia se corria ou morria ali mesmo de vergonha, mas ele não ia me bater na frente de todos, na verdade ele pediu pra que eu me transformasse.
"Vamos filho, faça o seu melhor."
Ele tinha os olhos fixos em mim e eu não consegui passar da faze dos tremores.
Eu já ia entrar em desespero outra vez quando ele pegou meus ombros e me abraçou aliviado.
"Não tem nada de errado com você meu menino, sou eu, fui eu que impedi."
Eu fiquei vermelho como um tomate, minha família sabia o que isso significava, mas ele não falou uma palavra.
Ele se virou a todos que esperavam por uma resposta e anunciou.
"Alfred acaba de me dizer, que suas suspeitas tinham fundamento. Eu sou um dissolvedor de dons, nenhum dom funciona perto de mim se eu não autorizar e posso desfazer o que eu quiser."
Todos olhamos para Alfred, que até então estava calado e ele aproveitou a oportunidade para explicar.
"Essa foi a razão de Aro não o obrigar a ficar, através do seus pensamentos ele desconfiava e teve medo de que ele um dia quisesse tomar o castelo, essa ideia absurda de que são uma ameaça, parte exatamente daí, ele pensa que Carlisle sabe e por isso formou um exército, mas é claro para todos nunca passou de uma teoria, uma lenda de mais de trezentos anos. Bom, Até agora."
As caras mais impagáveis estavam à sua volta.
"Então é por isso que quando o senhor está escondendo alguma coisa eu nunca consigo ler sua mente, por que há um desejo de guardar seus pensamentos!"
Edward foi o primeiro a abrir a boca e Jasper seguiu seu raciocínio.
"E é por isso que quando o senhor está bravo nunca consigo acalmá-lo, a menos que o senhor peça!"
Ele balançou a cabeça em acordo.
"Sim, sim, e é por isso que Alice sempre consegue prever o que haverá comigo, por não saber desse dom eu nunca rejeitei o dela! E Foi assim que salvei vocês do Emmett e Emmett da Hipnose!"
Ele ficou feliz com a declaração, diferente de Alice que de agora em diante estaria na merda tanto quanto Emmett e eu.
"Então é assim que o senhor consegue me..."
Emmett parou antes de revelar aos visitantes que apanhava do papai.
"Será que herdei meu escudo do senhor? Talvez seja um gene recessivo!"
Bella se pareceu muito com ele na sua curiosidade biológica científica. Isso o fez se lembrar do único dom que ficou de fora.
"Renesmee!"
Carlisle chamou, mas nem precisava, ela já estava se juntado a nós.
"Venha querida, tente falar com o vovô através da sua mãozinha."
Ela colocou a mão no rosto dele e nada.
"Você viu vovô?"
Ele sorriu negando com a cabeça e Esme explicou a ela.
"Vovô descobriu um dom minha florzinha, tente novamente, dessa vez ele vai permitir."
Ela colocou a mão graciosamente na bochecha dele e ele começou a rir.
"Mas isso é ótimo minha querida, poderemos ir antes mesmo do que imaginávamos."
Ele viu nossos olhares curiosos e respondeu a pergunta silenciosa.
"Benjamin Carlisle está se recuperando assustadoramente, deve ser o leite de loba!"
O clima era de festa, todos falavam ao mesmo tempo um com alegria outros com desânimo, mas Alfred interrompeu.
"Carlisle, agora que já provei que minhas intenções são boas, vai me ajudar?"
"Sim Alfred, vamos começar do início, como foi que ela sumiu e porque?"
Daniel e David se colocaram nas costas dele em apoio enquanto ele relatava.
"Ela queria atacar um humano ainda aqui na região, e pela primeira vez que neguei algo a ela, a menina disparou, ela está ficando cada vez mais rápida, acho que está desenvolvendo um dom de velocidade e acredito que herdou o meu de encobrir rastros, pois nenhum de nós conseguiu encontrá-la."
Meu pai franziu o cenho.
"Como assim? Ela tem mais de um ano e você nunca negou nada a ela? Não é pra menos que ela fez essa pirraça! Sua filha precisa de disciplina."
Ele olhou para nós, sua incompreensão estava estampada no rosto.
"Como eu poderia? Eu faço ameaças a ela, eu digo que vou arrancar sua língua quando ela me responde e fica cada vez pior. Eu digo que ela nunca mais vai sair da cabana, mas daí é que ela sai e demora mais ainda pra voltar, já até ameacei arrancar sua cabeça se ela me desobedecesse, mas é inútil, ela não me ouve."
Antes que meu pai pudesse dizer qualquer coisa o telefone de Alfred tocou.
"Aló!... Sim senhor, estou com Carlisle..."
Ele estendeu o telefone para o meu pai, que pegou sem hesitar.
"Carlisle Cullen falando... Ah sim Sam, ele veio em paz, a menina só precisa de um pulso firme é só isso... sim eu garanto, não vão se alimentar por aqui!"
Os lobos a pegaram.
"Deixe-me falar com ela por favor!"
Alfred implorou ao meu pai. Ele pediu a Sam e, é claro, teve seu pedido atendido.
"Margaret Elena Manfredini! Eu vou te jogar numa fogueira assim que eu colocar as minhas mãos em você!"
Meu pai negou coma cabeça e disse a ele em tom de orientação.
"Não prometa coisas que não vai fazer, é por isso que ela não liga para suas ameaças. Diga que vai lhe dar umas boas palmadas."
David e Daniel se entreolharam quando Alfred seguiu o conselho do meu pai e repetiu o que ele disse no telefone.
"Eu posso até não ter coragem de jogá-la no fogo, mas umas boas palmadas você vai ganhar."
Ele fechou o telefone ainda tentando acreditar no que saía da própria boca.
"E agora Carlisle, o que eu faço?"
Ele perguntou totalmente receptivo e sem ação.
"Jacob e eu vamos buscá-la na reserva, e quando ela chegar cumpra sua promessa e dê a ela umas palmadas bem dadas, isso fará com que ela ouça da próxima vez que você der uma ordem."
Ele disse as últimas palavras olhando fixamente para mim, eu juro que pensei que molharia as calças, Jasper e Edward começaram a rir, mas esconderam atrás de Emmett que segurou bravamente a vontade de explodir às gargalhadas, meu pai nem notou empenhado na sua orientação.
"...e pare com essa historinha furada de arrancar cabeças, línguas e atirar em fogueiras, se suas palavras não podem ser cumpridas, é como se elas não existissem, só prometa a seus filhos aquilo que você é capaz de dar. Posso ver que os ama, e que não seria capaz de feri-los. Nunca permita que suas mãos desrespeite os seu filhos, sempre tenha limite pra você e pra eles e mais rápido do que você pensa será tão feliz quanto eu sou."
Ele abraçou minha mãe e a mim dando aos meus irmãos um olhar de ternura, eles se abraçaram também e Alfred finalmente entendeu.
E o que eu entendi foi que assim que Margaret chegasse, ela só não estaria mais na merda do que eu.
"A festa acabou! Todos pra dentro, aprontem a mudança, sairemos assim que possível, e Emmett, junte-se a Rosalie com cuidado, se você vê que pode ficar com ela ajude-a a cuidar do Ben, Jacob e eu voltaremos num instante, vou aproveitar pra pegar o carro e falar com Charlie."
Nós passamos primeiro pela casa do Charlie, não poderíamos expor a cidade à uma vampirinha maluca, muito menos ele.
Eu não sabia o que houve ou qual seria a conversa deles, mas ao julgar pela cara com que ele olhara para Bella na hora da ligação, com certeza era coisa muito séria, tão séria que ele ligou antes pra avisar que estávamos chegando.
Tocamos a campainha e eu ouvi uma voz de mulher lá dentro, mas Charlie demorou atender como se quisesse esconde-la de nós.
"Charlie... Chegamos em má hora?"
Carlisle olhou pra dentro algo me dizia que ele sabia bem quem estava escondida no andar de cima.
"Entrem, por favor."
Charlie disse para nós, mas olhando para o topo da escada.
"Carlisle, vou direto ao assunto, preciso contar a ela, dar a chance de ela me odiar ou me amar por revelar tão reconfortante segredo, mas não posso permanecer ao lado dela até a nossa morte escondendo algo assim."
Carlisle, colocou a mão no cruzada embaixo do queixo e pensou por alguns segundos antes de responder.
"Olha Charlie, estamos nos mudando, você pode vir conosco se quiser, mas tem que pensar no perigo que isso trará a ela, fazer parte do nosso mundo não é seguro para os humanos."
Até aí eu entendera que se tratava de uma nova companheira para Charlie, mas não sabia qual era a necessidade de contar nosso segredos à ela, mas Charlie entendeu certamente que Carlisle estava impondo uma condição.
"O que quer dizer com isso?"
"Quero dizer, que se contar a ela, você precisa ter certeza de que ela permanecerá ao seu lado, ela não pode te abandonar de novo com um segredo assim, e você teria que vir conosco, essa é a minha condição para permitir tal coisa. Não posso deixá-los aqui sozinhos com um segredo desses."
Ele jogou as mãos pra cima ficando de pé exasperado.
"Ora Carlisle, temos a tribo pra nos proteger, não posso deixar Forks, minha vida é aqui."
Meu ...pai ficou de pé também, mas com ma postura bem mais tranquilizadora explicou.
"Eu também amo esse lugar, por mais problemas que tenha tido aqui, passaria minha eternidade se fosse possível. Mas preciso oferecer uma vida social aos meus filhos."
Charlie ainda balançava a cabeça em desacordo com a condição, mas Carlisle colocou as mão nos seu ombro e foi flexível na sua condição.
"Charlie, o que vou dizer é muito difícil, mas se ela souber e não quiser ficar com você, na proteção dos lobos, ela terá de vir conosco, Faça a sua Escolha."
Eu percebi o quanto Carlisle é sensato, compassivo e firme, por um instante senti vergonha de levá-lo a ter que me dar uma surra. Não era como se ele fosse um louco agressivo que não sabe resolver as coisas com diálogo e resolvesse com um cinto. Na verdade aquela mesma voz compaciva converssara comigo antes e traçara os limites, eu é que optara por testa-lo, meus nervos é que estavam em frangalhos, mas ele sabia que tinha que me dar uma surra logo logo e estava ali, simplesmente solucionando o problema de outra pessoa como se nada estivesse acontecendo lá em casa.
Tal pensamento me fez sentir infantil, um garoto travesso do lado do pai esperando chegar em casa pra apanhar por ter desobedecido aquele que sabe o que é melhor, eu mas mesmo assim eu tomaria isso como um homem, um bom soldado, como Jasper.
Charlie e ele ainda discutiam as clausulas do tratado, quando de repente escutei um grito assustado do topo da escada.
"Dr. Cullen!"
A mulher que gritou, não era qualquer mulher era Renee, Um tanto mais velha, mas era ela.
Não sabíamos o que fazer, eu ainda tinha 16 e Carlisle ainda era o mesmo médico bonitão.
"Senhora Swan, muito prazer em conhece-la, meu nome é Claudio Cullen, sou irmão mais novo do Dr. Cullen..."
Ela balançou a cabeça como quem não comprara um segundo da farça.
"Devo deduzir que o garoto é o irmão mais novo do Jake? Vamos pular essa parte e vamos direto pra a parte do segredo, porque eu iria a parte alguma com você? E se você está vivo, onde está a minha filha? E qual é o cosmético milagroso que te livrou do tempo?"
Ela disse parecendo bem humorada, mas estava sendo sarcástica.
"O que você sabe que eu não sei?!"
Ela disse encarando Charlie sem deixar espaço para qualquer historia absurda ser inventada.
"Bella está... "viva", pronto, falei."
Ele disse fazendo aspas no ar, ela passava as mãos nos cabelos, as lágrimas caiam tentando acreditar no absurdo diante dos seus olhos.
"Pronto falei? Como assim "viva"? O que "viva" quer dizer?"
"Significa que ela está diferente, não envelheceu, assim como nós, se a senhora se acalmar, podemos explicar melhor."
Meu pai, só fazia o meu orgulho aumentar por poder chamá-lo assim, resolveu tudo de forma inteligente e racional. Explicou a ela tudo inclusive as razões pela quais Charlie mentira por todos esses anos, no final ela estava nos braços do marido chorando de felicidade e perguntando quando poderia rever a filha e conhecer a neta.
Eles combinaram pra que fosse na partida, pois não confiaria aos nossos visitantes sangue fresco, seria imprudente demais.
"E por falar em prudência... Vamos Jake?"
Eu senti o sangue esquentar minhas bochechas por ser tratado como um menino descuidado. A cara que ele fez deixou claro o que ele quis dizer com "Por falar em prudência". Tão claro que Charlie fez aquela cara pra mim, cara de quem sabia que meu traseiro seria esquentado em breve.
Eu pus as duas mãos nos bolsos da bermuda e cavei o mais fundo possível saindo de cabeça baixa ardendo de vergonha.
Era como se o meu constrangimento fosse parte da punição, não fosse eu ter que acompanha-lo à cede dos lobos, eu preferiria muito mais esperar essa surra no canto do escritório do que do lado dele recebendo esses sermões subentendidos.
Eu fiquei em silêncio no banco da frente o tempo todo tentando acalmar as voltas do meu estômago, se tem coisa pior que uma surra, é esperar por ela.
Eu só queria era pegar a menina e dar logo o fora dali, mas para o meu desgosto ele virou na estrada para a vila da aldeia.
"Vou ver como está Emilly e o bebê, e avisar à Sue que estamos de partida."
Eu só queria ficar no carro e evitar qualquer humilhação que qualquer discurso poderia me expor.
Mas esse foi o pior de todos. Sue estava na casa de Emilly por que Leah estava lá grudada na barriga de Emilly, seria estranho se o mesmo não tivesse acontecido comigo, dava pra todos perceberem que o imprimit de Leah era o filho Sam. Sue Emilly e ele começaram a discutir assuntos sobre educação dos filhos na nossa frente.
Eu queria ter tido a oportunidade de Seth de estar em casa de castigo e não ali, ou mesmo de Navih e Lígia por terem quartos para se esconderem. Leah estava tão vidrada nos movimentos da barriga que nem se importou, já eu tive que ficar ali, pedindo aos céus para que o assunto mudasse. Mas definitivamente não era o meu dia de sorte.
"É o que eu sempre digo a eles, a segurança deles depende da obediência, esse aqui mesmo, mal chegou e já está desobedecendo, mas eu sei muito bem como colocá-lo no trilho. Eu os amo demais pra perder qualquer um deles."
Os dois sorriram em acordo enquanto ele me dava um abraço caloroso, e minhas bochechas mudavam de cor.
"Eu nem imagino como deve ser desgastante criar sete filhos e dois netos, eu só tenho dois e eles me deixam maluca rssrs..."
De onde será que os pais tiram a ideia que não tem problema falar de nós se estiverem falando com outros pais?
Eles despediram depois que meu pai receitou algumas vitaminas para a sua paciente e fez algumas recomendações de repouso.
Chegamos ao centro de detenção dos lobos e Sam já trazia a menina pelo braço.
"Aqui Carlisle, essa garota é toda sua, aliás devia mesmo ser sua, se fosse duvido que teria uma boca tão suja e fosse tão geniosa!"
Ele a jogou pra nós como quem se livrava de um transtorno irritante.
Meu pai pegou-a pela altura do cotovelo e se dirigiu ao Sam ignorando os protesto dela para se soltar.
"Não se preocupe Sam, eu já ensinei ao pai dela como educá-la, essa garotinha vai ganhar uma boas palmadas quando chegar na casa dela."
"Há! Você não conhece o meu pai, ele diz essas coisa mais nunca encostaria um dedo em mim."
Meu pai olhou para ela sério e eu sorri.
"É o que vamos descobrir em breve, Obrigado Sam!"
"Disponha Dr. Cullen."
Meu pai olhou pra mim e fechou o meu sorriso, enquanto Margaret tentava inutilmente sair do aperto dele.
"Do que você está rindo? Sua hora também está chegando!"
Eu podia jurar que Sam e os outros ouviram, bom pelo menos eu ouvi as risadas lá dentro. Esse martírio não termina nunca.
Ele a jogou como uma pluma por cima do ombro e num relance eu vi o quanto era fácil para ele, seu braços eram largos, eu pude ver os músculos se movendo através da manga da camisa e a falta de esforço dele em manter uma adolescente histérica exatamente onde ele queria e na posição que ele queria.
Ele a colocou no banco de trás do carro fingindo não ouvir os seus protestos e insultos.
Eu só queria ir de volta pra minha nova casa, encarar de vez a minha nova família e de frente novas "regras" e acabar logo com tuuudo isso.
Chegamos na frente da casa e o "Pai" dela já estava na porta com seus irmãos, eles estavam uma fera, mas ela não estava nem aí.
"Jacob, mantenha-a dentro do carro."
Ela rosnou pra ele.
"Você não manda em mim, você não é meu pai!"
Ele olhou para ela com se fosse enguli-la. E disse com uma voz baixa e perigosa que todos nós Cullen conhecemos muito bem.
"Sorte sua garota, você tem muita sorte de eu não ser seu pai agora."
"Alfred eu preciso falar com você primeiro."
Ele disse já saído do carro deixando-a com uma cara tão assustada que eu queria explodir as gargalhadas.
Ela só cruzou os braços e mostrou a língua pra mim e juntos ficamos olhando Carlisle entrar na casa com as mãos nas costa de Alfred.
Não demorou muito e ele saiu lá de dentro bem mais calmo, o que acabou com a graça, na raiva em que ele estava pensei que presenciaríamos um espetáculo.
"Margaret pode descer do carro e vir aqui, por favor."
Ela olhou confusa e desceu por uma porta enquanto eu saía pela outra e ia ao encontro dos meus pais, Esme me abraçou como se quisesse me proteger eu podia jurar que ela estava chorando.
Margaret pareceu tão civilizada, o que um por favor não faz em?
"Você não vai gritar comigo?"
Ela perguntou erguendo uma sobrancelha.
"Deixe-me ver se você está bem, fizeram alguma coisa com você?"
Ele disse analisando cada parte do seu corpo e depois deu um abraço caloroso que ela devolveu empolgada.
"Eu tive tanto medo, eu nunca mais vou fazer isso de novo!"
Ele soltou-a do abraço e pegou seu queixo para olhar nos olhos dela e disse calmo e sério como Carlisle diria.
"Não vai mesmo, porque quando chegarmos em casa, você vai levar umas palmadas tão boas que da próxima vez que você pensar em me desobedecer ela vão te relembrar de que é uma péssima ideia."
Ela pisou fora do seu alcance como se fosse bater em retirada novamente.
Ele apenas olhou pra ela e avisou.
"Se você der mais um passo, apanha aqui mesmo no quintal do Cullen."
Ela congelou onde estava e bateu o pé no chão.
"Hã-hã e sem birras."
Ele disse ela não ousou continuar, Alfred olhou para o meu pai, e sorriu com o feito, ele devolveu o sorriso e acenou positivamente com a cabeça.
Ela viu a cena e começou a ofendê-lo.
"É tudo culpa sua não é seu Otário seu intrometido do caralho! Seu-..."
PAFT*** AAAAIiiii!
Antes que ela pudesse perceber Alfred tinha o braço dela na mão e deu-lhe uma palmada que doeu até em mim.
"Peça desculpas ao !"
Ele ordenou e ela fez a maior cara de nojo.
"Não peço!"
"Você quer mesmo apanhar aqui, não é Margaret Elena? Quer que eu pegue uma vara?!"
Ela engoliu o que quer que seja que iria dizer e soltou um pedido de desculpas seco e rude.
PAFT*****!AAAAAAiiii isso dói pai!
"Fico feliz em saber! Agora peça desculpas direito!".
Ela pediu mais mansa e de cabeça baixa.
"Desculpa."
Ele ainda não se deu por satisfeito.
"Desculpe-me por ofendê-lo Dr. Cullen."
Ele ditou para que ela repetisse e ela ficou em silêncio até que ele ergueu a mão pra dar a ela mais uma palmada, mas antes, para o meu deleite, que acontecesse, ela repetiu o pedido de desculpas sem esquecer nenhuma vírgula.
"Está desculpada Margaret, espero que possamos ser amigos, já que vamos viver próximos."
Eu arregalei os olhos, pelo visto a conversa dele com Alfred foi mais além de disciplina doméstica.
Ele convidou a todos para entrarem, minha mãe não desgrudava de mim por um minuto.
"Daniel, David venham comigo."
Ela entrou atrás dele esfregando traseiro, Nessie vinha descendo as escadas e parou pra olhar pra ela, as duas se entreolharam por um bom tempo até que meu pai quebrou o gelo, Nessie vá mostrar o jardim para Margaret, teremos uma reunião e logo chamo vocês.
Eu olhei como quem desaprovava a situação, Nesse tem sangue nas veias e batimentos cárdicos, pelo amor de Deus!
Olhei para o pai dela deixando fluir meus pensamentos e ele apenas assentiu.
A nossa mesa era pra dose, Daniel e David sentaram-se nos futuros lugares do pequeno Ben e, queira Deus, do pequeno Billy
Alfred ficou de pé assim como Carlisle.
"Bom, já falei com Alfred e ele resolveu aderir ao nosso estilo de vida, mas pra isso ele e sua família precisam de ajuda, ele aceitou mudar-se para o estado do Maine conosco, vai morar numa cidade vizinha para que possa contar com nosso apoio na desintoxicação, seu filhos frequentaram a mesma escola que vocês assim que estiverem prontos. Quero saber se podem contar com a mizade de vocês para passarem por isso."
Todos nos respondemos com a cabeça que sim, embora tenhamos esperado pela resposta de Alice primeiro, meu pai olhou para cima e suspirou depois olhou para Edward em busca de uma resposta.
"Ela disse que se é pelos humanos ela está de acordo e que pode contar com ela."
"Alguma objeção?"
Meu pai perguntou a todos assim que ouviu a resposta de Rose dada por Edward. Como diz o ditado: Quem cala consente.
Esme querida, vá com Alfred ver como estão as meninas por favor, Edward e Emmett vão ver como está Benjamim, Edward, verifique a possibilidade de ele sair da incubadora, eu confio em você Dr.
Ele sorriu para ele orgulhoso Esme parecia que iria estourar enquanto mostrava o caminho da porta que dava para o jardim.
"Jasper, Alice e Isabella, levem Daniel e David para caçar um animal e ensinem a eles como se faz. Sem truques em!"
Eu percebi que só restara eu. Devo confessar que quase molhei as calças.
"Voltem todos em uma hora, para decidirmos as idades se bem puder descer."
Ele olhou pra mim com tristeza quando terminou de se dirigir a todos.
"Jacob, vamos par o escritório."
Ao ouvirem ele dizer estas palavras meus irmão todos sumiram como um flash de luz.
Ele não me deu a dignidade de subir sozinho, ele me levou pelo braço como se eu fosse um menino de dez anos.
"Pai, olha-."
Ele me calou com os olhos e abriu a porta do escritório me puxando pra dentro.
"Eu só quero que você saiba uma coisa Jacob, você meu filho e não tem o direito de duvidar do meu amor, você ia ganhar uma bela surra por me desobedecer e espionar os Manfredini, assim como os seu irmãos por ficarem enrolando na mata e até mesmo por perturbarem você. A Esme me implorou pra que eu não batesse em mais ninguém."
Eu baixei a cabeça tão sem graça por não ter percebido esse detalhe.
Eu não apanhei, mas eles também não apanharam, e o erro deles foi tão perigoso quanto meu, eu não estava sendo tratado diferente, eu estava sendo tratado como igual, a Esme não tinha salvo só a minha pele mas a pele deles também, eu tive a maior sorte de todas e joguei pela janela, quais seriam as chances de isso acontecer de novo?
"E como você agradece, deixando a comida no prato com má-criação e a chamando pelo nome?"
Eu comecei a chorar, não porque ele disse isso pegando o cinto da disciplina atrás da porta, mas porque eu sabia que tinha ferido os sentimentos dela, eu realmente merecia uma surra, mas isso não significa que eu queria uma. Ainda mais com justamente Rose Emmett e Edward em casa, Minha mãe sabia bem o que estava pra acontecer e tenho certeza que levou as meninas e Alfred pra uma volta, mas com o Ben aqui, eu não tinha a menor chance de conseguir a casa vazia. Eu só tinha que me segurar pra não chorar.
Eu vi o cinto vindo e bravamente me curvei sobre a mesa pra facilitar, mas tudo que essa surra não estava pra ser, era fácil.
Ele colocou o cinto dobrado em cima da mesa, e vendo assim de pertinho eu entendi por que fizeram dele uma lenda.
"Você vai ganhar uma palmadas no traseiro primeiro, pelo que fez com sua mãe e pela sua postura agorinha mesmo."
Ele disse pegando o meu punho e me guiando para o sofá, eu pensei que ele me dobraria sobre ele, mas ele se sentou e me puxou pra cima do colo dele.
"Haaa pai assim não!"
Eu tentei resistir, mas ele me puxou mais forte com tapa daqueles e um sermão.
"Está se achando muito velho pra isso?"
PAFT!*** AUuuu
"Se você fosse velho demais pra isso não teria dado aquela birrinha de não quero comer lá na mesa, não acha?"
Ele falou isso me deixando sem palavras, so com calor nas minhas bochechas, nunca pensei sentir tanta vergonha, mas daí ele fez o que eu temia, eu nunca mais seria capaz de olhar pra ele de novo.
"Nãaaaaooo!"
Ele baixou as minhas calças até os joelhos.
Eu que não queria chorar, comecei a chorar de vergonha.
PAFT!*** PAFT!***
AAaaai
PAFT!*** Auuu
PAFT!*** Arraai
PAFT!***OOouu
As palmadas doiam tanto que não dava pra me sentir uma criança no colo dele. Ele tinha razão, a única coisa que eu conseguia pensar além da dor era no arrependimento de ter feito aquilo e em nunca mais fazer de novo.
PAFT!***PAFT!*** PAFT!*** AAAaaaaaaaaaa
Quando eu vi meu grito ja estava ecoando pela casa, e eu nem estava enfrentando o cinto ainda. Então houve uma pequena pausa e um tapa ainda mais forte.
PAFT!***** AAAAAAAAhrraaaiii ai para Carlisle!"
Ooooou não eu juro que foi sem querer, mas o deslise fez ele arrancar um monte de papais e paisinhos, eu só queria que ele parasse.
"PAFT!*** Paaai, papaiiiiiiiiiii para papai!
PAFT!*** PAFT!*** PAFT!*** AAAAaaa Desculpa paizinho.
Você está proibido de chamar a mim e a Esme pelo nome novamente!
PAFT!*** PAFT!*** AAAAaaaaaaaaaaaa
"Ouviu?!" PAFT!*** PAFT!*** Siiiiiiiim papaaai, sim papai
Ouviu PAFT!*** AAAaaaaoooooooouuuuu Sim Paizinhooooo paaaaraa.
Ele parou e eu podia sentir o calor da minha bunda ensendiando, ele me levou pra mesa pelo punho me atrapalhando com as calça e pegou o cinto começando um sermão.
Isso SHLAP!*** aAAAAAAUUuuu
É pra você aprender SHLAP!*** AAAAAAAAAA
a me obedecer SHLAP!*OOOOOoooooooooou
pra você SHLAP!*** AAAAAAaiiiiiiiiiiii
en SHLAP!*** AAaaaaaaAaaa
ten SHLAP!***UUUuuaaaa
der SHLAP!***Arraiiiiiiiiii
de uma vez SHLAP!*** AAAAAAAAAAAAA
por todas SHLAP!*** AAAAAAieeee
que não SHLAP!*** AAAAAAAAuuuuuu
se brinca SHLAP!*** oooOOouuu
com SHLAP!***AAOOooo
a SHLAP!***UUUUuuuu
vida SHLAP!*** AAAAAAAi paaaaaaaraa! Eu entendi eu entendiiiiiiiii
E que sua vida SHLAP!*** Paaraaa papaiiiii
é SHLAP!*** paraaaa paaaaaaii paraaa
muito SHLAP!***AAAAAAAAAA
importante SHLAP!*** tá boooooom
pra SHLAP!*** PAaAAAara pai tá doeeeendo
mim SHLAP!*** SHLAP!***AAAAAAAAAAAAAA
pra SHLAP!*** SHLAP!***AAAAiiieeeeee
nós SHLAP!*** AAAAAAAAAAAAAAAAAAAA
Eu contei vinte e cinco cintadas enquanto ele falava e depois perdi as contas em meio aos meus gritos. Parece mentira, mas a única coisa que não pensei durante foi nos ouvinte, mas depois eu não sabia como eu iria olhar pra eles.
Eu ainda estava chorando quando ele ergueu as minhas calças e me abraçou.
"Pronto filho pronto, o papai já parou."
Eu... eu... me... dês...cuuulpa... snif!.. eu
"Xixiiixi não se preocupe, o papai sabe, o papai sabe."
Diga o que quizerem mas aquele abraço me refez, eu não tinha mais como senstir culpa depois de pagar tão caro pelo que eu fiz, e nem como me sentir regeitado depois de tanto carinho, eu estava pronto pra seguir em frente.
"Agora vá tomar um banho e me encontre no quarto do Benjamim."
"Sim senhor..."
Antes de eu passar pela porta ele me disse algo importante.
"Filho? Eu te amo muito..."
Minha resposta veio do coração e eu nem mesmo tive que me esforça pra chamá-lo assim.
"Eu também te amo papai."
Meu banho rápido se tinha uma coisa que eu estava era limpo.
Quando entrei no quarto me preparando para a zoação, pra minha sorte tinha alguém roubando a cena.
A incubadora estava vazia e de costa minha irmã se derretia de mimos junto com seu companheiro enquanto Edwar e meu pai se desmanchavam de orgulho, ele foi a janela e deu um grito chamando a todos.
"VENHAM VER BEM ESTÀ NO COLO DA ROSE!"
"Princesa, mesmo depois de tantos problemas, esse é o dia mais feliz da minha vida!"
Ele disse se aproximando dela então a porta abriu.
"E do meu."
Disse Esme se juntando a ele, e em seguida chegaram os caçadores totalmente sujos para o desespero de Esme.
"Ooo que coisa mais linda titia!"
Bella se curvou pra tocar, ela não teve esse prazer com Nessie ela já estava parecendo um bebê bem mais velho quando ela acordou.
"Olha o quanto o macacãozinho ficou lindo!"
Alice disse com uma vozinha ainda mais irritante.
Os risinhos de Renesmee e Margaret invadiram asala mesmo estando só na porta, do que elas riam eu não sei, mas já pareciam amigas a anos.
Posso entrar pra ver o neném.
"Claro que sim querida, aquele Leão vai te sustentar por uma semana inteira."
Pelo visto estavam mesmo bem longe pra minha alegria.
"Bom... já que Bem, graças ao leite Quileute, não corre mais risco..."
Meu pai anunciou.
"Partiremos assim que o sol se por, e os novos guardiões da casa chegarem."
Eu não sabia o que tinha acontecido enquanto eu tomara o meu banho de gato, mas o brilho no Olhar de Carlisle quando olhou pra Bella me fez adivinhar
"Guardiões pai? Eu sempre entendi que a casa de Forks ficava sozinha!"
"Não dessa vez Bella..."
Ele disse cheio de Ternura e Alice começou a dar aqueles pulinhos dançantes de alegria.
"Eles chegaram!Estão prestes a tocar a campainha!"
"Pêeennrr!"
Descemos todos para ver a surpresa, Carlisle, o meu pai, guiou Bella para passar à frente de Todos e Esme, como a boa anfitriã de sempre, foi quem abriu a porta.
"Renêeeee, Mãe!"
Ela correu para o abraço da mulher que lhe dera a luz, elas choraram por um bom tempo, Bella chegou a estragar o cabelo dela com tanto veneno, enquanto Nessie aproveitou para agarrar o pescoço de Edward num sincero pedido de desculpas por tê-lo chamado de Edward antes.
Minha nova mãe abraçou meu novo pai e olhou a sua volta nossa casa cheia, cheia de felicidade, embora vários traseiros doloridos e alguns até vermelhos, tudo estava exatamente como Carlisle gostava, seus filhos à sua volta e todos os problemas resolvidos, os nossos últimos problemas em Forks.
~Fim~
N/A: Meu Deus! Eu nem acredito que terminei.0 Amanhã eu posto a nova lista de votação, mas já vou avisando, não tem menor chance de eu começar outra fic sem saber o que acharam do final dessa, todos os reviews principais, não é estrelismo é que eu simplesmente não consigo sentir a missão cumprida sem os reviews finais, são os que os autores mais esperam e são os que menos vem, pois não há outro capítulo para pedir, então vamos lá gente, postem seus reviews, mesmo que seja pra saber que não gostaram, pois eu particularmente trabalhei muito até gostar e amei e isso me é o suficiente, mas minha alegria vai ser saber que vocês pelo menos gostaram.
