Olá pessoas!

Eu sei que tem muitos aí passando mal, acho até que ninguém vai perder tempo em ler minha nota, mas vou escrevê-la assim mesmo rsrsrs.

Estou pensando seriamente em fazer seguro para meus leitores contra possívieis ataques cardíacos, avcs, etc..

Muitas estão querendo matar o Sesshoumaru e acho que essa vontade tende a aumentar...

Ah vou parar de falar e deixar vocês aproveitarem.

Preparem-se para mais emoções fortes.

Boa leitura!

Cerca de três horas mais tarde, já era noite e Rin permanecia no quarto. Uma criada a chamou quando o jantar foi servido, mas ela disse que não sentia fome, portanto não desceria. Heikou fez sua refeição em companhia de Midori e agora estava na sala aquecida pela lareira brincando com um ábaco.

Sesshoumaru adentrou o salão e foi recebido por uma das servas que o reverenciou.

- Seja bem vindo de volta Senhor.

Como de costume o youkai não respondeu. Sesshoumaru estava fora há pelo menos duas semanas e Heikou quando sentiu sua presença correu ao seu encontro, mas não o abraçou como fazia com a mãe, diante do pai o menino sempre continha seus impulsos.

- Chichiue, que bom que retornou! - Ele disse de forma tranqüila, mas no interior explodia de felicidade ao rever o pai, isso era visível nos olhos dourados expressivos dele. Sesshoumaru percebeu, ele se aproximou do filho e o afagou levemente na cabeça.

- Sentiu minha falta Heikou? - Perguntou olhando diretamente nos olhos da criança.

- Hai chichiue. - Heikou respondeu timidamente.

Sesshoumaru deu um leve sorriso, o que fez o filho também sorrir.

- Também senti sua falta chibiko.

- Chichiue pode me contar sobre sua viagem?

- Agora não Heikou, logo estará na hora de você ir dormir. Onde está sua mãe?

- No quarto. Ela não veio para o jantar, acho que está triste.

- Triste?? - O youkai indagou arqueando uma das sobrancelhas.

- Hai.

Midori ouvia tudo parada a um canto da sala, Sesshoumaru a encarou como se quisesse confirmar o que o filho dissera, mas não fez perguntas à serva. Voltou-se para o filho.

- Como se comportou na minha ausência?

- Fiz tudo o que hahaue e Takuma-sensei pediram, me dediquei aos treinamentos e aos estudos. - Respondeu com segurança.

- Ótimo! - Sesshoumaru disse sério. - Agora vá dormir, já é muito tarde. Amanhã conversaremos sobre a viagem.

- Hai chichiue. - Heikou fez uma pequena reverência ao pai e foi para seus aposentos. Midori o seguiu.

Sesshoumaru permaneceu por mais algum tempo na sala, tinha assuntos a tratar com o chefe da guarda.

Mais tarde o youkai subiu a seus aposentos e encontrou Rin parada na porta da sacada encarando-o. Ela virou-se para fitá-lo assim que ouviu o barulho da porta sendo aberta. Sesshoumaru fechou-a atrás de si e se aproximou da mulher com o intuito de tocá-la.

- Tire essas mãos imundas de cima de mim.

Sesshoumaru interrompeu seu movimento e a fitou chocado.

- O que você disse? - Ele perguntou sério.

- Nunca mais coloque suas mãos em mim.

O tom usado pela mulher naquele momento era absolutamente desconhecido para Sesshoumaru. Nunca vira sua Rin agir daquela forma.

- Você perdeu o juízo? - O youkai questionou indignado.

- Traidor, sujo, bastardo! - Rin gritava.

- Lembre-se de com quem está falando Rin. - Sesshoumaru a advertiu de forma ameaçadora.

- Eu sei exatamente com quem estou falando. Senhor Sesshoumaru Taisho, você é um youkai sem honra, um traidor sujo e vil que não merece confiança.

Sesshoumaru agarrou Rin pelo braço arrastando-a até uma parede próxima, jogou o corpo de Rin contra ela de forma brutal e a pressionou com muita força.

- Meça suas palavras mulher, jamais permitirei que qualquer criatura trate este Sesshoumaru com tal desrespeito, já matei infelizes por afronta muito menor. Você enlouqueceu?

Rin debatia-se presa pelas mãos de Sesshoumaru que estava furioso.

- Solte-me agora Sesshoumaru, já disse que não quero que me toque. - Ela exigiu, falando entre os dentes e fazendo força para se soltar.

Sesshoumaru aproximou mais o rosto do dela, apertou mais ainda seus braços e disse:

- O que vai fazer para me impedir de tocá-la minha Rin? - Ele questionou irônico e depois passou a língua pelos lábios de Rin num gesto de clara provocação. Ela fez uma expressão de nojo enquanto fechava os olhos e tentava desviar da caricia repleta de agressividade.

- Solte-me! - Ela falava em tom imperativo. – Traidor eu odeio você...

A cada xingamento proferido por Rin Sesshoumaru ficava mais irado, ele apertava mais suas mãos fazendo o corpo de Rin doer.

- Ninguém me dar ordens Rin, já deveria saber disso.

Sesshoumaru pressionou seu corpo ao de Rin e tinha ódio no olhar, não sabia o porquê do comportamento da mulher, mas este era inadmissível. O youkai usou uma de suas mãos para prender as duas de Rin no alto da cabeça e com a outra segurou com violência o rosto da jovem forçando-a a encará-lo.

- Não ouviu o que eu perguntei mulher? Você enlouqueceu ou perdeu o apreço por sua própria vida?

Rin gemia de dor.

- E você? Perdeu a vergonha e sua honra para se comportar como um animal qualquer?

Os olhos de Sesshoumaru tornaram-se rubros, ele pegou mais uma vez Rin pelo braço de forma violenta e a jogou na cama. A humana tentou escapar, mas ele foi mais rápido e a prendeu novamente sob suas garras. Rin tentava se soltar, mas era inútil diante da força superior do youkai. Sesshoumaru agarrou-a pelo pescoço e a fitou com os olhos rubros, sua respiração completamente alterada. A mulher agora estava assustada sabia que ele estava a ponto de perder o controle e se transformar o que provavelmente significaria seu fim. O youkai rosnava ferozmente e estava prestes a forçar Rin. Ele levou suas presas ao pescoço dela arranhando o local e provocando um sangramento, depois colou seus lábios aos dela e passou a beijá-la com ferocidade.

- Nãaaaaao! - Rin disse já quase sem forças. – Não me toque. - Ela mordeu o lábio de Sesshoumaru e arrancou sangue dele, o youkai lambeu o local e voltou a fitar a mulher que respirava ofegante.

- Você está mesmo louca. - Afirmou com a voz alterada devido à transformação iminente, ainda segurando Rin com muita força e provocando ferimentos na pele delicada dela com suas garras.

- Eu não estou louca. - Ela gritou, depois completou com a voz embargada. - Eu vi Sesshoumaru...

As lágrimas se fizeram presentes nos olhos dela pela primeira vez desde o início do embate entre os dois. A jovem soluçava e tremia ainda sob o peso do corpo dele.

- Eu o vi me trair sem o menor pudor.

Sesshoumaru franziu o cenho e a soltou. Ele fechou os olhos com força tentando reverter o processo de transformação.

- Há quanto tempo vem me enganando Sesshoumaru? Desde quando voltou a se deitar com aquela víbora? - Rin questionou fitando-o.

Sesshoumaru retirou-se de cima da mulher permitindo que ela se levantasse, ele se sentou na beira da cama ainda tentando se controlar.

Rin já de pé o encarava de forma dura, com as lágrimas ainda percorrendo seu rosto. Quando sentiu seu controle retomado Sesshoumaru a olhou parada a sua frente com os braços cruzados sobre o peito como se abraçasse a si própria. Os olhos dele voltaram ao tom dourado habitual e sua face voltou a ser impassível.

- Não existe nada entre Kagura e eu. - Ele disse sério.

- Eu não acredito mais em uma só palavra que venha de você. Eu me enojo só em imaginar você e ela juntos, não acredito que esteja fazendo isso comigo novamente...

Outra lágrima escapou dos olhos castanhos. A jovem ajeitou o quimono que estava totalmente desalinhado após a luta entre os dois, o que deixava seu colo à mostra e saiu do quarto.

Sesshoumaru permaneceu sentado à cama com os olhos fechados, ele apertou os lençóis entre as mãos com raiva.

- Maldição!

Ao olhar para a cama viu sangue, que também estava em suas garras, era o sangue de Rin, ele constatou que a havia ferido...

- Maldição! - Praguejou mais uma vez.

O youkai levantou-se bruscamente e se dirigiu ao quarto de banho para se lavar. Após alguns minutos ele retornou ao quarto vestindo um outro quimono limpo, sentou-se em uma poltrona procurando se acalmar e refletiu sobre o que havia acontecido ali.

Em um outro aposento Rin chorava copiosamente enquanto se lavava e cuidava dos cortes em seu braço e pescoço provocados pelas garras de Sesshoumaru. Ela sentia dor, uma dor profunda ao imaginar seu youkai sendo tocado por aquela mulher, por imaginar que Sesshoumaru tenha dado a ela aquilo que deveria ser só seu.

Sesshoumaru era dela, o rosto lindo e perfeito, os olhos dourados como o sol, a boca, o corpo, tudo era dela. Nenhuma outra podia tocar, nenhuma outra tinha o direito de usufruir. O toque dele pertencia só a ela, não podia ser dado a mais ninguém... O ódio voltou a crescer no coração de Rin, o ciúme incontrolável a fazia parecer outra pessoa.

- Traidor, sujo, traidor.

Ela falava entre os soluços causados pelo choro.

Quando terminou de se lavar e finalmente se acalmou, ela trocou o quimono sujo por outro e foi para o quarto do filho. Ao chegar lá ela entrou devagar e deitou-se ao lado dele com cuidado, mas não foi o suficiente para evitar que ele acordasse.

- Hahaue?! O que aconteceu? - O pequeno perguntou ainda sonolento.

- Nada meu filhote, sua hahaue quer ficar um pouco aqui com você. Volte a dormir.

O menino se aninhou nos braços dela e voltou a fechar os olhos e dormir. Rin o abraçou carinhosamente e cansada como estava logo dormiu, apesar das terríveis imagens insistirem em transitar por sua mente.

Nota:

Chibiko - Pequena criança

Chichie - Forma altamente respeitosa e formal de se dirigir ao pai, algo como, senhor meu pai que está acima de mim.

Hahaue - Forma altamente respeitosa e formal de se dirigir à mãe, algo como, senhora minha mãe que está acima de mim.

Hai- Sim.

Eu não tenho comentários a tecer mais espero muitos de vocês.

Até a próxima.