Quando o Amor Espera

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Universo: U.A.

Autora: Johanna Lindsey

Adapitação: Tiva07

Gênero: Romance/Angst/Histórico

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Sinopse

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Konoha era uma velha fortaleza, que não fora projetada nem para ser confortável nem para receber hóspedes. No entanto, passou a ser o lar da delicada e bela Lady Sakura desde que ela fora separada do pai por intrigas da madrasta. Embora rústica, há seis anos Sakura não saía dali nem para visitar Haruno, sua cidade natal. Tampouco para ver o pai, que morava no castelo de Haruno com a nova esposa, Lady Kaory.

Estamos em 1776, na Inglaterra dos senhores feudais. Sakura, isolada do mundo, resolve acabar com sua solidão: aventura-se, sozinha, até Oto para assistir à justa. E o destino a faz conhecer o homem que irá modificar radicalmente sua vida: Sasuke Uchiha, o Lobo Negro.

Confiante nas boas relações com o rei, Sasuke Uchiha, mercenário de Sua Majestade, dirige-se a Haruno para pedir que ele interceda a seu favor: quer a mão de Sakura e as terras vizinhas à fortaleza de Konoha. As terras são confiscadas do jovem Sai Montigny e de seu pai, e Sakura é forçada a se casar.

CAPÍTULO 38

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SASUKE RECOSTOU-SE na cadeira e olhou fixamente para Juugo. Era sempre bom consultar um velho amigo. A conversa com Bertrand de Marhill e seu filho Reginald fora proveitosa. Desculparam-se por não se demorarem após o término da conversa, pois tinham deixado seus próprios hóspedes, vindo ao encontro com Sasuke. Este mostrava-se satisfeito. Era como Henrique dissera. Bertrand tinha vários filhos, que Sasuke podia aproveitar, e era exatamente do que precisava. Os homens de Sasuke não tinham vontade de assumir a responsabilidade de governar as fortalezas restantes. Preferiam ser soldados.

- O que achou de Sir Reginald? Será um bom castelão de Warling?

- Ele me pareceu bem animado, animado demais, na verdade - replicou Juugo, pensativo. - Até agora só tinha a perspectiva de Marhill e, mesmo assim, somente após a morte de Bertrand. Acho que lhe servirá bem, nem que seja para provar que será digno de Marhill quando chegar a hora.

- Concordo. Agora, temos apenas que conquistar Warling.

- Mais uma ou duas semanas e os muros cederão - previu Juugo, confiante. - O túnel em Blythe também está em andamento. Oto deverá estar todo nas suas mãos antes das primeiras nevadas. E o que faremos então? Teremos paz nas suas terras e nada mais para fazer.

Sasuke abriu um sorriso.

- Deixe-me aproveitar a paz por algum tempo, antes de sair em busca de outra guerra.

- Você pode vir a gostar tanto de ser um senhor acomodado que não vai mais querer fazer guerra.

Sasuke ficou calado. Estava pensando no que havia de verdade na afirmação e Juugo sabia.

Juugo resmungou.

- De qualquer maneira, entendo o seu ponto de vista. Foi sensato sondar Sir Bertrand e o filho antes de vir a precisar deles de fato. Para dizer a verdade, eu achava que você só estava usando este encontro como desculpa para ver a sua mulher.

Sasuke abriu um sorriso e Juugo exclamou:

- Maldição! Eu estava certo!

- Qualquer coisa que me traga de volta para cá é bem-vinda.

Sasuke deu de ombros.

- E o que ela achou de você aproveitar dois dos filhos de Bertrand para as suas próprias fortalezas? Ele não disse que tinha outro filho que se sairia bem na fortaleza de Blythe?

- Disse, mas ainda não contei a Sakura.

Juugo revirou os olhos para o alto.

- No que está pensando, amigo? Sir Bertrand é vassalo dela.

- Eu sei.

- Devia tê-la consultado antes de fazer a oferta a ele.

- Era a minha intenção, mas ontem à noite... não era a hora. E hoje de manhã - sorriu com carinho - ela estava dormindo tão serenamente que não pude acordá-la. Mas, ao que ela pode objetar? Simplesmente liguei a família mais firmemente a nós. O pai trabalhará para ela, os filhos para mim.

- Uma mulher pode ser mais ciumenta do que lhe pertence do que um homem jamais seria.

Sasuke franziu a testa.

- Como é que de repente você está sabendo tanto sobre as mulheres?

- Aparentemente sei bem mais do que você.

Sasuke soltou um resmungo, estendendo o braço para alcançar a travessa de carne fria que a jovem copeira acabava de trazer para a mesa. Sasuke reparou no seu sorriso e acompanhou-a com os olhos enquanto se afastava.

- Se entende tanto de mulheres - interpelou a Juugo - me diga que diabo andou perturbando as mulheres ao meu redor. E não me refiro à minha mulher.

Juugo engasgou com um pedaço de pão.

- Que mulheres? – conseguiu dizer, sem sorrir.

- Todas elas! As criadas, as esposas de meus homens. Há semanas que todas vinham se comportando como se eu tivesse uma doença contagiosa. Então, de repente, ganho sorrisos a torto e a direito. Lady Konan até foi a Warling me levar uma torta de frutas e a esposa de Shikamaru mandou flores... flores!

Juugo não podia mais esconder a alegria, rindo, satisfeito.

- Sem dúvida, estão tentando consertar o mau juízo que fizeram de você, achando que fora quem espancou a sua mulher na noite de núpcias. Foi Lady Sakura quem corrigiu o engano. Soube que ela ficou muito zangada, quando descobriu que você estava sendo culpado pelo que o pai lhe fez.

- Ela foi espancada. Quem disse isso?

O bom humor de Juugo se desvaneceu. Sasuke empalidecera e seu corpo estava imóvel como a morte.

- Maldição, Sasuke, quer dizer que não sabia? Mas você passou a noite com ela. Como poderia não saber?

- Quem? – repetiu Sasuke, num sussurro.

- Lady Temari vislumbrou o rosto dela na manhã seguinte, quando as damas foram buscar os lençóis – respondeu Juugo, inquieto.

- Ela foi muito espancada?

Juugo se deu conta de que tinha que contar tudo o que sabia.

- Aparentemente foi uma surra violenta. Ouvi contar que o rosto de Lady Sakura estava grotescamente inchado, todo roxo e pisado. Foi isso o que tanto chocou Lady Temari. Achando que você era o responsável, ela não ficou calada sobre a surra.

- Você sabia de tudo isso e nunca me disse uma palavra?

- Mas eu pensei que você sabia, sem dúvida alguma. Eu nem teria tocado no assunto, agora, se não fosse pelos mexericos e...

Juugo ficou a ver Sasuke levantar-se bruscamente da cadeira e deixar o salão em seis longas passadas. Dali a alguns momentos, deu um salto quando uma porta bateu no andar superior.