Fanfic: Amor Sublime Amor
Autora: Viola Psiquê Black
Beta: Anna Clara Snape
Shipper: Severo X O.C
Classificação: M
Capítulo 38: Planejamentos
Nota Autora: Então gente, esse é o 2º capítulo que posto hoje. Por favor não esqueçam dos comentarios. E não se preocupem, já iniciei o próximo capítulo e não pretendo demorar tanto para postá-lo. Kiss, kiss & enjoy it!
Psiquê P.O.V:
Acordamos na segunda-feira e fomos tomar banho. Da banheira eu espremia a esponja sobre meus braços e relanceava olhares para Severo que fazia a barba encostado a pia com uma lamina de barbear; e fingia ignorar meus olhos sobre si. Ri baixinho e espremi a esponja pelo pescoço e colo, a toalha que ele usava envolta na cintura me impedia de ver suas nádegas grandes e redondas. Quem imaginaria que por debaixo daquela capa de morcego das masmorras ele possuísse uma escultura monumental no lugar de simples nádegas?
Ele estava terminando quando ri baixinho outra vez, dessa vez me ergui ereta na banheira e esfreguei a esponja entre meus seios, num vai e vem lento. Severo finalmente parou de fingir me ignorar. Na verdade, parou completamente o que estava fazendo para me encarar pelo espelho e dizer:
-Pare. –Falou baixo em tom de aviso, ergui minhas sobrancelhas fingindo choque o mais alto que pude.
-Mas não estou fazendo nada! –Dessa vez passei as mãos de forma descarada sobre meus seios, os esfregando devagar e suavizando a voz o máximo que pude.
-Estou com uma navalha a cinco centímetros do meu rosto. Pare. –O tom ainda era sério, mas seus olhos faiscavam para mim.
-Como queira. –Respondi calma e me virei de costas para ele. Para que não visse meu sorriso sádico. Ainda assim pude ouvi-lo bufar alto, controlei o riso e me concentrei em ensaboar as pernas.
Quando estava na metade do processo Severo apareceu ao meu lado, já despido da toalha, com a voz calma demais perguntou:
-Posso entrar?
-Já terminou de se barbear? –Perguntei petulante, sem esperar resposta sorri e dei espaço para que se juntasse a mim, ele preferiu sentar atrás de mim. E depois de acomodado me puxou pela cintura pondo-me no colo.
Retirando a esponja de minhas mãos ele a mergulhou na banheira e recomeçou o trabalho de me ensaboar. Dessa vez nas costas; do pescoço até meus quadris. Suspirei satisfeita e desfrutei o momento da higiene. Quando ele finalmente terminou, virei-me defronte a ele e tomando a esponja de suas mãos retribuí esfregando seu peitoral e tórax. Terminado o trabalho ali, me aproximei e passei o braço ao redor de seu tronco. Num semi-abraço eu esfregava suas costas com a esponja numa mão, e me apoiava em seu ombro com a outra. Aproveitei a proximidade de seu rosto para sussurrar o quanto sentiria saudades de estar com ele dessa forma durante toda a semana que viria. Até que eu terminasse de ensaboá-lo já trocávamos alguns beijos. Fomos para o chuveiro retirar a espuma abraçados.
O banho terminou e depois de enxutos fomos nos vestir. Foi minha vez de ignorar o olhar cobiçoso de Severo em meu corpo enquanto colocava meu vestido longo de mangas compridas de cor vinho. Penteei os cabelos e passei alguns grampos deixando-os meio presos, meio soltos. Apontei a varinha para minha própria cabeça e com um feitiço silencioso sequei os cabelos úmidos.
-O quê? –Perguntei para Severo que roçou os dedos em algumas mechas onduladas e agora secas.
-Eu não disse nada. –Se defendeu acariciando minhas bochechas.
-Prefere que todos os adultos da escola saibam o que estávamos fazendo? –Alfinetei segurando a mão que acariciava meu rosto.
-Se isso fizesse Heathcliff parar de investir contra você, talvez. –Me levantei e o abracei. Escondi o rosto em seu pescoço para que ele não visse o sorriso que eu tentava conter. Eu não queria instigar seu ciúme, ainda assim, sentia-me quente toda vez que ele dizia algo a respeito. Severo era ciumento como o diabo, eu o sabia, embora ele utilizasse todo seu talento em dissimular e suavizar o sentimento ao máximo.
-Beije-me Severo, você é o único homem que tem o direito de me tocar. –Pedi num sussurro. O pedido foi acatado com sofreguidão. Eu estava amando cada vez mais a rotina que criáramos para nós.
Em frente a lareira do chalé entramos juntos e viajamos por floo para Hogwarts. Quando já estávamos em meus aposentos eu me despedi dele estalando beijos em seus lábios e bochechas. Ele voltou para a lareira e foi para os próprios aposentos nas masmorras enquanto eu trancava meus aposentos e descia para o salão principal para o café da manhã.
Sentei-me ao lado de Madame Pince e iniciamos uma conversa sobre o quão bem abastecida era a biblioteca de Hogwarts. Dorian se aproximou e com um bom dia animado se sentou ao meu lado no momento em que Severo entrava pela porta lateral do salão. Tive de aceitar que Severo estava certo a respeito das intenções de Dorian, enquanto ele se resignava a sentar ao lado de Sibila com uma expressão séria e uma sobrancelha erguida em desdém.
Terminei o café da manhã e segui para a sala de aula, as duas primeiras aulas do dia seria da turma de Harry, o sexto ano. Harry e os amigos participariam, e também Draco Malfoy, Vicente Crabbe e Gregory Goyle. E eu estava determinada a observar os passos do rapaz.
O tema da aula de hoje eram Inferis, como reconhece-los e repeli-los. Tão logo o sino avisou do fim do café-da-manhã e início da aula os alunos entraram. Harry parecia mais cansado do que de costume. E observando atentamente pela primeira vez podia notar Draco tão cansado e preocupado quanto Harry, embora ele conseguisse amenizar seu desconforto de uma forma que Harry jamais conseguiria.
-Bom dia. Espero que estejam bem dispostos essa manhã. Hoje estudaremos Inferis. Alguém sabe o que é um Inferi? –Me encaminhei para o meio da sala e perguntei abertamente. Apenas Hermione Granger levantou a mão, e propositalmente eu a ignorei.
-Mais alguém sabe o que é um Inferi? –Caminhei calmamente entre as cadeiras até parar a frente da cadeira de Draco.
-Você sabe o que é um Inferi, Sr. Malfoy? –Perguntei o encarando atentamente.
-Não. –Ele respondeu depois de um minuto de silencio.
-Curioso. Sugiro que faça como a senhorita Granger e priorize os estudos. Senhorita Granger, o que é um Inferi? –Perguntei voltando-me para Hermione que já havia abaixado a mão.
-Uma pessoa que morreu e foi reanimado por meio de magia, mas apenas por magia negra...
-Porque é impossível ressuscitar e tornar uma pessoa morta à vida. Correto. Cinco pontos a mais para Grifinória. E para Sonserina cinco pontos a menos. –A expressão bem controlada de Draco finalmente se desfez, e pude observar desprezo em seus olhos.
-E como se repele um Inferi, Srta. Granger? –Perguntei caminhando para a frente da sala e voltando-me para encarar Hermione.
-Por serem reanimados com magia negra os Inferis detestam claridade e calor, a melhor forma é conjurando fogo. –Hermione voltou a responder de maneira correta.
-Sim, perfeito. Mais cinco pontos para Grifinória. Senhorita Granger, deveria considerar ajudar seus colegas de classe menos... Aptos. –Concluí olhando da garota para Draco. Ela teve a sensatez de não enrubescer; mas Malfoy não conseguiu conter sua expressão desconfiada.
-Muito bem, prestem atenção ao feitiço que executarei. Pois ele necessita de considerável esforço mágico e habilidade do mago que o executa. –Puxando minha própria varinha eu apontei para cima e falei alto:
-Ignem sacris. –Uma labareda de fogo grande me rodeou, de forma que os alunos colocaram as mãos à frente do rosto para proteger os olhos da luz que o fogo emanava.
-Façam uma fila, cada um tentará executar o feitiço três vezes aqui na frente da sala. –Ordenei, e somente depois de vários minutos consegui que fizessem uma fila reta.
-Para quem estiver curioso, "Ignem sacris" é o equivalente latino para fogo sacro. Um fogo maior e mais substancial que o "lacaius inflamae", e mais luminoso que o "lumos".
Já prontos, a maioria dos alunos não conseguiu nas três tentativas, por mais empenho que colocassem. Harry conseguiu uma flâmula delgada, resultado ao qual eu abonei com mais alguns pontos para a Grifinória. Ronald e Hermione não conseguiram, algo que os chateou bastante. Simas Finnigan por outro lado quase se explodiu e consumiu a todos na sala com o fogo que produziu. E com considerável esforço consegui domar o fogo até que ele sumisse. O garoto estava totalmente chamuscado, de forma que tive que levá-lo para a enfermaria.
-Todos de volta a suas carteiras. Ninguém deve tentar repetir o feitiço enquanto eu não voltar. A quem tentar me desobedecer, eu garanto que receberá severo castigo. –Tão logo avisei, segui com Simas para a enfermaria.
Quando voltei todos estavam sentados em seus lugares como pedi. Ainda consegui impelir todos a tentarem o feitiço mais uma vez, sem muito sucesso. Harry voltou a fazer o feitiço de forma fraca, ainda assim um grande avanço considerando os colegas de sala.
-Muito bem, terminamos por hoje. Porém quero que façam um estudo de duas páginas de pergaminho sobre os Inferis. O que são, como reconhece-los, como repeli-los, e em que locais mais facilmente os encontraremos. Podem ir. –Liberei a turma ouvindo os muxoxos de insatisfação e me preparei para a próxima turma que chegaria em dez minutos, segundo ano, Sonserina e Corvinal.
A turma saiu e os segundanistas entraram. Expliquei o tema da aula e o dia prosseguiu lento. Com o fim das aulas eu fui para a sala precisa e qual não foi minha surpresa quando vi que ela já estava sendo usada! Saí do corredor e dobrei dois corredores, desci um andar e segui por corredores mal iluminados até estar quase totalmente perdida. Quando finalmente parei, puxei a varinha e lancei um feitiço de desilusão em mim mesma. Tirei os sapatos e voltei pelo mesmo caminho em que passei. Depois de quase meia hora uma dupla de garotas da sonserinas do terceiro ano se aproximou do corredor e fingiu observar as paisagens nas telas do castelo (Que aluno em sã consciência perderia o jantar para observar telas?!) continuei parada e calada e depois de dez minutos e para minha surpresa Draco Malfoy saiu da sala!
Eu o observei partir e esperei mais dez minutos antes de entrar na sala. Não tinha tempo de investigar o que ele estava fazendo lá. Precisava verificar a última poção que estava fazendo para Dumbledore.
-Droga. Droga! DROGA! –Eu bufava irada. A porcaria da poção era um placebo! Não reagia como deveria. A fada mordente que eu capturara na sala estava morta no chão. Enegrecida, retorcida e espumante. Eu sentia um tipo de raiva que convergia para meus dutos lacrimais. "Controle-se!" Ordenei a mim mesma. Respirei fundo e recomecei a riscar um pergaminho. Teria de readequar os pesos e medidas dos ingredientes. Talvez até trocar alguns de lugar na hora do preparo.
Quando finalmente saí da sala era quase dez e meia da noite. Caminhei cansada pelos corredores até meus aposentos. Severo estava sentado displicente em meu sofá, lendo uma de minhas revistas quando finalmente me aproximei. Ele me olhou sério e ergueu uma sobrancelha.
-Você perdeu o jantar. Eu deveria me preocupar com seu sumiço? –A pergunta era clara e muito direta. Bem eu me embrenhei no castelo e o fiz esperar, o que mais esperaria como reação?
-Desculpe. –Eu falei baixinho de mais. Ele se levantou imediatamente e me abraçou forte. Era óbvio que algo não estava bem.
-O que houve? –Sua pergunta em meu ouvido era muito pertinente.
-O que houve é que sou uma burra. Ignóbil, imbecil! –Finalmente solucei e lacrimei. Ele não precisou de mais detalhes para saber onde estava e o que estava fazendo.
-Talvez não haja nada para ser descoberto... –Sua voz tremulou levemente ao dizer isso. Como se não tivesse certeza ou como se não quisesse dizer isso alto.
-Não seja tolo, apenas não tentamos o suficiente. –Falei levantando o olhar para ele chateada.
-Não acho que esses olhos vermelhos e inchados são resultado de negligencia. –Finalmente comentou sisudo. Bufei irritada e voltei a afundar o rosto em seu peitoral.
Passamos um bom tempo assim, apenas abraçados. Severo era bom de se abraçar, embora jamais fosse admitir o contrário. Seu calor era aconchegante, e o cheiro era tranquilizador. Quando nos separamos ele falou:
-Embora não ache que sirva de muita coisa, eu trouxe minhas pesquisas para você ver. –Com um balanço de sua varinha e um feitiço mudo vários pergaminhos apareceram sobre minha mesa. A pilha de pergaminhos dele era quase tão extensa quanto a minha.
-Obrigada. –Sussurrei. Em seguida o puxei de volta para o sofá. Essa noite eu só queria ficar abraçada a ele. "Curtindo" minha derrota da última poção. E foi exatamente isso que fizemos: Absolutamente nada. Severo podia ser tenso e estressado a maior parte do tempo, mas sabia ser um ombro amigo quando eu precisava. Quando já estava bem tarde desfizemos o abraço e ele se aproximou da lareira.
-Obrigada por ficar hoje. –Agradeci mais calma.
-Pelo quê? Ficar calado sem fazer nada é meu entretenimento favorito. –Severo ironizou suave, eu ri e lhe dei um último abraço. Estalei beijos suaves em seus lábios enquanto rodeava seu pescoço com as mãos.
Quando os beijos terminaram estávamos um pouco ofegantes, e seu olhar não era suave como fora a alguns minutos atrás. Ele se despediu com um acenar de cabeça e sumiu por entre as chamas para seus próprios aposentos. E eu voltei para meu quarto. Precisava dormir urgentemente, acalmar os ânimos e pôr a mente no lugar.
As semanas se seguiram nesta mesma rotina, com a diferença que agora ao invés de tentar readequar a poção para Dumbledore, eu lia e relia os pergaminhos com as pesquisas de Severo. E comparava os ingredientes e pesos e modo de fazer entre os dele e os meus. Severo estava parado no mesmo paradigma que eu: Como catalisar a poção para agir sobre a maldição, sem prejudicar o receptáculo. Se aumentássemos a quantidade de ingredientes, envenenaríamos Dumbledore. E usar ingredientes moderados apenas cortavam momentaneamente o efeito da maldição. E ela retornaria um ou dois dias depois... Suspirei chateada. Em alguns dias seria o aniversário de Dumbledore, o momento perfeito para entregar uma dádiva para ele, e seu presente não estava (e provavelmente não ficaria) pronto. Bem, junho também estava acabando e logo as férias viriam. Eu já havia comprado as passagens de trem para Severo vir comigo para a França. Então seria meio inevitável que as pesquisas ficassem paradas até retornarmos em setembro...
-Judy? Vou comprar um presente de aniversário para Dumbledore. Quer vir comigo? –Perguntei a minha elfo que havia acabado de voltar das cozinhas. Eram seis e meia da noite, e com sorte eu conseguiria comprar algo que ele pudesse usufruir.
-Claro, Judy leva srta. Psiquê lá. –Judy respondeu feliz. Ela sempre gostara de passear. Dei a mão para ela e com um pequeno "pop" já estávamos na vila de Hogsmead.
Caminhei distraída pela rua até que o Três Vassouras me chamou a atenção, resolvi entrar. Madame Rosmerta estava lá, servindo alguns drinks para uns bruxos jovens.
-Rosmerta, boa noite! Muito movimento hoje? –Tentei iniciar uma conversa animada. Rosmerta desconfiava de meu relacionamento com Severo, mas como nunca nos vira tão próximos nunca comentou nada.
-Bem movimentado para uma quarta-feira sim. O que você vai querer? –Perguntou acenando a varinha para alguns copos vazios voltarem a seu lugar atrás do balcão.
-Vim comprar algo para Dumbledore, em dois dias é seu aniversário e eu não tenho nada para dar de presente. Tem alguma dica? –Perguntei sentando num banco alto perto do balcão. Por um segundo os olhos dela pareceram perder o brilho e ficar ocos; em seguida, porém eles brilharam e ela respondeu com um sorriso:
-Claro, ele aprecia bastante meu Hidromel. Por que não compra uma garrafa para lhe dar?
-Parece uma ótima ideia. Vou querer uma garrafa. –Respondi sorrindo.
-Vou buscar na adega, custa 3 galeões. –Acenei com a cabeça e peguei minha carteira de couro de dragão. Aproveitei e separei alguns galeões para Judy.
-Judy, vá para a Dedos de Mel e separe alguns chocolates para nós. Logo me encontro com você lá. –Judy fez uma pequena reverência e saiu do pub em direção à loja de doces.
Rosmerta voltou com a garrafa e eu paguei, depois de uma despedida rápida segui para a Dedos de Mel. Queria ver o que ela separa para nós. Chegando à loja não me arrependi. Judy separara nossos chocolates favoritos e já pagava quando eu a cumprimentei. Saímos da loja e achei ver Dumbledore à distância, perto de outro pub, que nunca adentrara antes.
-Dumbledore? Escolhendo o próprio presente de aniversário? –O homem virou ao ouvir o nome, então eu finalmente percebi que não se tratava de Alvo.
-Não é meu aniversário. –Ele respondeu grave me encarando.
-Bem você também não é Dumbledore. –Comentei surpresa, a semelhança, no entanto era assombrosa.
-Sou Dumbledore. Albeforth Dumbledore. –Mais sisudo de repente.
-Prazer, Psiquê Black. –Tentei um sorriso e ofereci a mão. Não sabia que Alvo tinha um irmão. Ele olhou para minha mão por um longo momento. Como não recuei ele apertou sem dizer nada.
-Você mora aqui? Ou só trabalha? –Perguntei amistosa. Ele parecia interessante. Quer dizer, que tipo de homem consegue passar despercebido sendo um Dumbledore?
-Ambos. Esse é o meu bar. –Falou apontando para um pub de segunda onde se podia ler "Cabeça de Javali".
-O que está fazendo aqui? –Finalmente perguntou me analisando. Seus olhos se detiveram na garrafa de Hidromel que eu ainda tinha nas mãos.
-Comprando uma bebida para seu irmão. Ele faz aniversário em dois dias, e Rosmerta me indicou essa como sua favorita. –Comentei displicente.
-Eu sei. Mas essa não é a bebida favorita dele. –Respondeu começando a andar e fazendo sinal para que eu o acompanhasse.
-Mas Rosmerta disse que...
-Acha que não conheço meu próprio irmão? –Perguntou entrando no bar e finalmente me encarando.
-Eu... Não entendo. –Finalmente admiti confusa.
-Qual é a bebida favorita dele, afinal? –Perguntei. Albeforth passou para dentro do balcão, pegou uma garrafa debaixo do balcão e colocou na minha frente.
-Vinho dos Elfos, safra de 78. –Comentou indiferente. Peguei a garrafa e observei o rótulo, parecia ser uma boa safra realmente.
-Tudo bem, vou levar. –Comentei pegando novamente a carteira de galeões.
-10 galeões. –Albeforth comentou calmo separando um saco de papel para colocar a garrafa.
-10 galeões?! –Perguntei incrédula.
-Meu irmão nunca foi simplório. –Respondeu casual me entregando o saco com a garrafa.
-Estou vendo. –Respondi ainda chocada. Recebi o saco e pus o Hidromel junto com o vinho.
-Esse preço é abusivo. Mas gostei de você. Vou voltar aqui. –Falei olhando diretamente para ele. Que me respondeu apenas com um grunhido como acepção.
Acenei com a cabeça para ele e dei a mão para Judy. A última coisa que vi foi seu olhar curioso para minha elfo, em seguida um borrão e estávamos de volta a Hogwarts. Isso fora interessante, pensei... Eu certamente voltaria aquele pub.
