Genteee!

Alguém aqui?

Não desistir da fic.. estava em epoca de tcc na facul! PASSEEEEEEI COM 10! PQP! NEM ACREDITO!

MAS... Aqui o foco é a fic não eu kkkk...

Enjoy, Kids!


Não posso conter minha alegria. Meu inconsciente me encara em um silêncio atordoado, e meu rosto se abre em um sorriso de orelha a orelha enquanto a observo, ansiosa, os olhos torturados de Quinn.

Sua confissão doce e suave me toca em um nível profundo e elementar, como se ela estivesse buscando uma absolvição; suas duas palavrinhas são meu maná do céu. Lágrimas enchem meus olhos mais uma vez. Sim, ama. Eu sei que me ama.

É uma revelação libertadora, como se um peso enorme fosse tirado de mim. Essa mulher linda e fodida, a quem já considerei minha heroína romântica – forte, solitária, misteriosa: ela possui todas essas características -, também é frágil, estranha e cheia de desprezo por si mesma. Meu coração se enche de alegria, mas também de dor por seu sofrimento. E sei neste momento que meu coração é grande o suficiente para nós duas. Espero que seja grande o suficiente para nós duas.

Eu me inclino para pegar seu querido e belo rosto entre as mãos e beijá-la suavemente, derramando todo meu amor que sinto nesse contato suave. Quero devorá-la debaixo dessa ducha. Quinn geme e me envolve em seus braços, segurando-me como se eu fosse o ar que ela precisa para respirar.

- Ah, Rach – sussurra, a voz rouca. – Quero você, mas não aqui.

- Sim – murmuro fervorosamente junto a sua boca.

Ela desliga o chuveiro e pega minha mão, levando-me para fora do box e me envolvendo no roupão. Quinn enrola uma toalha nela, pega uma menor e começa a secar meu cabelo com delicadeza. Quando termina, envolve minha cabeça com a toalha de forma que, diante do grande espelho sobre a pia, pareço usar um véu. Ela está de pé atrás de mim, e nossos olhos se encontram no espelho, olhos fumegantes mergulhando em meus olhos, e isso me dá uma ideia.

- Posso retribuir? – pergunto.

Ela faz que sim com a cabeça, mas franze a testa. procuro outra toalha em meio à enorme quantidade de toalhas felpudas empilhadas ao lado da penteadeira e, diante dela, na ponta dos pés, começo a secar seu cabelo. Ela se inclina para frente, facilitando o processo, e, a cada vislumbre de seu rosto que capturo por sob o tecido, percebo que está sorrindo feito uma garotinha.

- Faz tempo que ninguém faz isso comigo. Muito tempo – murmura ela, mas, em seguida, franze a testa. – Na verdade, acho que ninguém nunca secou meu cabelo.

- Certamente Judy já deve ter feito isto, não? Secado seu cabelo quando você era pequena?

Ela nega com a cabeça, atrapalhando meu trabalho.

- Não. Ela respeitou meu limites desde o primeiro dia, apesar de ter sido doloroso para ela. Fui uma criança muito autossuficiente – diz baixinho.

Sinto uma pontada nas costelas, porque ninguém mais se importa. O pensamento é tão triste que me faz ficar enjoada. Mas não quero que minha melancólica interrompa esse principio de intimidade.

- Bem, eu me sinto honrada – brinco, com gentileza.

- Com certeza, Srta. Berry. Ou talvez seja eu quem se sinta honrada.

- Isso nem precisa ser dito, Srta. Fabray – respondo, com mordacidade.

Termino de secar o seu cabelo, pego outra toalha pequena e dou a volta, ficando de pé trás dela. Nossos olhos se encontram de novo no espelho, e seu olhar vigilante e interrogativo me impele a falar.

- Posso tentar uma coisa?

Depois de um momento, ela faz que sim com a cabeça. Com cuidado e muito suavemente, corro o tecido macio ao longo de seu braço esquerdo, absorvendo a água sobre a sua pele. Erguendo o olhar, verifico a expressão dela no espelho. Ela pisca para mim, os olhos queimando os meus.

Eu me aproximo e beijo seus bíceps, ela entreabre os lábios bem de leve. Seco o outro braço de modo semelhante, deixando beijos em torno dos bíceps, e um pequeno sorriso se abre em seus lábios. Cuidadosamente, seco suas costas sob a tênue linha de batom ainda visível. Não cheguei a lavar as costas dela.

- Ao longo das costas – diz ela em voz baixa -, com a toalha.

Ela respira fundo e fecha os olhos com força enquanto eu a seco depressa, tomando cuidado para tocá-la apenas com a toalha.

Ela tem as costas tão bonitas: ombros lindos, todos os pequenos músculos bem definidos. Realmente cuida do próprio corpo. A bela visão é prejudicada apenas por suas cicatrizes.

Com dificuldade, eu as ignoro e reprimo a vontade irresistível de beijar cada uma. Quando termino, ela solta o ar e eu me inclino para frente e a recompenso com um beijo no ombro. Passando os braços ao redor dela, seco sua barriga. Nossos olhos se encontram mais uma vez no espelho, sua expressão divertida, mas também cautelosa.

- Segure isto. – Eu lhe passo uma toalha de rosto, e ela faz uma cara feia, confusa. – Lembra quando estávamos na Geórgia? Você fez com que eu me tocasse usando suas mão – acrescento.

Seu rosto escurece, mas ignoro a reação e coloco meus braços em torno dela. Olhando para nós duas no espelho – sua beleza, sua nudez, minha cabeça coberta - , parecemos quase personagens bíblicos, como numa pintura barroca do Antigo Testamento.

Procuro sua mão, que ela me entrega de bom grado, e a levo até seu peito, para secá-la, esfregando a toalha devagar e de forma um tanto desajeitada ao longo de seu corpo. Uma vez, duas vezes, e de novo. Quinn está completamente imobilizada, rígida com a tensão, exceto por seus olhos, que seguem minha mão segurando a dela.

Meu inconsciente olha com aprovação, sorrindo em vez de contrair a boca como de costume. E eu sou como uma mestra de marionetes. Sua ansiedade se esvaia em ondas, mas ela mantém contato visual, embora seus olhos estejam mais escuros, mais mortais... refletindo seus segredos, talvez.

Será que quero mesmo me meter nisso? Confrontar seus demônios?

- Acho que você já está seca – sussurro, ao soltar a mão, olhando para as profundezas dos seus olhos refletidos no espelho. A respiração dela está acelerada, seus lábios, entreabertos.

- Preciso de você, Rach. – sussurra ela.

- Também preciso de você. – E, ao dizer essas palavras, percebo como são verdadeiras. Não consigo me imaginar sem Quinn, nunca mais.

- Deixe-me amar você. – Diz ela, a voz rouca.

- Deixo – respondo, e, virando-se, ela me pega em seus braços, seus lábios buscando os meus, suplicando por mim, adorando-me, acalentando-me... e me amando.

ELA CORRE OS DEDOS de cima a baixo em minha coluna enquanto nos encaramos, deleitando-nos na felicidade e na plenitude pós-coito. Estamos deitadas juntas, eu, de bruços, abraçando o travesseiro, ela, de lado, e me delicio com seu toque delicado. Sei que neste momento ela precisa me tocar. Sou um bálsamo para ela, uma fonte de conforto, e como eu poderia lhe negar isso? Sinto exatamente o mesmo por ela.

- Então, você é capaz de ser delicada – murmuro.

- Hum.. é o que parece, Srta. Berry.

- Não foi bem assim na primeira vez em que.. hum, fizemos isso. – Sorrio.

- Não? – Ela solta um risinho. – Quando roubei sua virtude.

- Não acho que você tenha roubado – resmungo, arrogante. Não sou uma donzela indefesa. – Acho que minha virtude foi oferecida muito livremente e de bom grado. Eu também queria você e, se me lembro bem, aproveitei bastante. – Sorrio timidamente para ela, mordendo o lábio.

- Eu também, se lembro bem, Srta. Berry. Nosso objetivo é satisfazer – fala ela devagar, e seu rosto se suaviza, sério. – E isso significa que você é minha, completamente. – Todos os resquícios de humos desaparecem à medida que ela me olha.

- Sim, sou sua – respondo. – Eu queria perguntar uma coisa.

- Vá em frente.

- Seu pai biológico... você sabe quem ele era? – O pensamento vinha me incomodando.

Sua testa se enruga e, em seguida, ela balança a cabeça.

- Não tenho ideia. Não era o animal do cafetão, pelo menos.

- Como você sabe?

- Algo que meu pai.. algo que Russel me disse.

Olho para a minha Cinquenta Tons com ansiedade, aguardando.

- Tão sedenta por informação, Rachel. – Ela suspira, balançando a cabeça. – O cafetão encontrou o corpo da prostituta drogada e avisou às autoridades. Mas levou quatro dias para fazer a descoberta. Fechou a porta quando saiu... e me deixou com ela... com o corpo. – Seus olhos ficam nublados com a lembrança.

Inspiro fundo. Pobre menininha, a historia é terrível demais até para imaginar. – A policia o interrogou mais tarde. Ela negou incisivamente que eu tivesse qualquer coisa a ver com ele, e Russel disse que ele não se parecia nada comigo.

- Você se lembra de como ele era?

- Rachel, essa é uma parte da minha vida que não revisito com frequência. Sim, eu me lembro dele. Nunca vou esquecê-lo. – A expressão de Quinn se fecha, o rosto torna-se rígido e mais angular, os olhos encobertos pela ira. – Podemos falar de outra coisa?

- Desculpe. Não queria deixar você triste.

Ela balança a cabeça.

- Tudo isso é passado, Rach. Não é algo sobre o que quero pensar.

- E qual é a minha surpresa, então? – Preciso mudar de assunto antes que ela volte à antiga atitude. Sua expressão se ilumina imediatamente.

- Você topa sair para pegar um pouco de ar fresco. Quero mostrar uma coisa.

- Claro.

Fico espantada com a rapidez com que ela se altera, inconstante como sempre. Ela sorri para mim com seu sorriso infantil, despreocupada, de '' tenho apenas vinte e sete anos'', e meu coração pula até a boca. Então, é alguma coisa importante para ela, dá para perceber. Ela me dá um tapa na bunda, brincalhona.

- Vá se vestir. Calça jeans está bom. Espero que Puck tenha separado uma para você.

Ela se levanta e veste uma box feminina. Ah.. eu poderia ficar aqui o dia todo, observando-a passear pelo quarto.

- Ande – repreende-me, mandona como sempre. Eu sorrio para ela.

- Só admirando a vista.

Ela revira os olhos para mim.

Enquanto nos vestimos, percebo que nos movemos com sincronia de duas pessoas que se conhecem bem, um prestando atenção ao outro, trovando de vez em quando um sorriso tímido e um toque gentil. E me dou conta de que isso é tão novo para mim quando é para ela.

- Seque seu cabelo – ordena Quinn, depois que nos vestimos.

- Autoritária como sempre. – Sorrio, e ela se inclina para beijar meu cabelo.

- Isso nunca vai mudar, baby. Não quero que você fique doente.

Reviro os olhos, e ela contorce a boca, divertindo-se.

- Você sabe que as palmas das minhas mãos ainda coçam, não sabe, Srta. Beery?

- Fico feliz em ouvir isso, Srta. Fabray. Estava começando a achar que você estava perdendo o jeito.

Quinn retira de sua bolsa um grande suéter creme de malha grossa e o coloca sobre os ombros. De calça jeans, camisa branca e com o cabelo magistralmente desgrenhado, parece saída das paginas de uma revista de moda.

Ninguém deveria ser tão bonita. E não sei se é a distração momentânea de sua aparência perfeita ou se é porque sei que ela me ama, mas as ameaças dela já não me enchem de pavor. Esse é a minha Cinquenta Tons; é assim que ela é.

Ao pegar o secador de cabelo, uma sensação quase tangível de esperança floresce. Vamos encontrar um meio-termo. Só precisamos reconhecer as necessidades uma da outra e equilibrá-las. Sou capaz disso, não sou?

Olho para mim mesmo no espelho da penteadeira. Estou vestindo a camisa azul-clara que Puck comprou e lembrou de colocar na mala para mim. Meu cabelo está bagunçado, o rosto corado, os lábios inchados. Eu os tocos, lembrando-me dos beijos escaldantes de Quinn, e não consigo evitar um pequeno sorriso diante do espelho. Sim, amo, ela disse.

- PARA ONDE ESTAMOS indo, exatamente? – pergunto enquanto esperamos pelo manobrista no saguão do hotel.

Quinn pisca para mim com ar conspiratório, tentando desesperadamente conter a alegria. Sinceramente, essa atitude é totalmente nova.

Ela estava assim quando saímos para voar no planador. Talvez seja isso que a gente vá fazer agora. Dou uma olhada nela. Ela me encara de volta daquele seu jeito superior, o sorriso torto, e se inclina para me dar um beijo de leve.

- Você tem alguma ideia de como me faz feliz? – murmuro.

- Tenho... Sei exatamente. Porque você faz o mesmo por mim.

O manobrista aparece trazendo o carro de Quinn e exibindo um sorriso gigante. Nossa, está todo mundo tão feliz hoje.

- Belo carro, Senhora – murmura ela ao entregar as chaves. Quinn lhe dá uma piscadela e uma gorjeta obscenamente alta.

Faço cara feia. Francamente.

À MEDIDA QUE AVANÇAMOS pelo tráfego, Quinn mergulha profundamente em seus pensamentos. Uma voz jovem de mulher vem dos alto-falantes. É uma timbre bonito, rico e suave, e me perco na tristeza comovente daquela voz.

- preciso fazer desvio. Não deve demorar muito – diz ela, distraída, afastando-me da música.

Ah, por quê? Estou curiosa para saber qual é a surpresa. Minha deusa interior está pulando feito criança de cinco anos.

- Claro – murmuro. Tem alguma coisa errada. De repente, ela parece sombriamente determinada.

Quinn entra no estacionamento de uma enorme concessionária de veículos, encosta o carro e se vira para mim, a expressão cautelosa.

- Precisamos comprar um carro novo para você.

Fico boquiaberta.

Agora? Em um domingo? Que diabo é isso? E esta é uma concessionária da Saab.

- Não vai ser um Audi? – É, estupidamente, a única coisa que consigo pensar em dizer, e, graças a Deus, ela chega a ficar corada.

Quinn, envergonhada. Mais uma primeira vez!

- Achei que você poderia gostar de outra coisa – balbucia ela. Está quase se contorcendo.

Ah, por favor... A oportunidade é valiosa demais para não provoca-la. Sorrio para ela.

- Um Saab?

- É. Um 9-3. Venha.

- O que você tem com carros estrangeiros?

- Os alemães e os suecos fazem carros mais seguros do mundo, Rachel.

Ah, é?

- Pensei que você tinha mandado substituírem o A3.

Ela me lança um olhar sombrio e divertido.

- Posso cancelar isso. Venha. – Saltando do carro, caminha até o lado do carona e abre a porta para mim. – Estou lhe devendo um presente de formatura – diz em voz baixa, estendendo a mão para mim.

- Quinn, você realmente não tem que fazer isso.

- Sim, eu tenho. Por favor. Venha. – Seu tom diz que ela não está para brincadeiras.

Resigno-me ao meu destino. Um Saab? Eu quero um Saab? Eu bem que gostava do meu Audi Especial Submissa. Era tão chique.

Claro, agora ela está sob uma tonelada de tinta branca... Estremeço. E ela ainda está solta por aí.

Seguro a mão de Quinn, e entramos na loja.

Troy, o vendedor, praticamente pula em cima de Quinn, feito um carrapato. Sabe detectar uma venda garantida. Ele tem um sotaque estranho, não definido, talvez britânico? É difícil dizer.

- Um Saab, Senhora? Usado? – Ele esfrega as mãos de contentamento.

- Novo – Quinn contrai os lábios.

Novo!

- Você tem algum modelo em mente, senhora? – E é um bajulador, também.

- 9-3, 2.0T, modelo esporte, sedã.

- Excelente escolha, senhora.

- Que cor, Rachel? – Quinn inclina a cabeça.

- Hum... preto? – Dou de ombros. – Você realmente não precisa fazer isso.

Ela franze a testa.

- Preto não é muito visível à noite.

Ah, pelo amor de Deus. Resisto à tentação de revirar os olhos.

- Seu carro é preto.

Ela franze as sobrancelhas para mim.

- Amarelo, então. – Dou de ombros.

Quinn faz cara feia. Amarelo obviamente não é a cor preferida dela.

- Que cor você quer que eu escolha, então? – pergunto como se ela fosse uma criança, o que ela não deixa de ser, em muitos sentidos. O pensamento não é bem-vindo. Triste e circunspecta ao mesmo tempo.

- Prata ou branco.

- Prata, então. Você sabe que eu posso ficar com o Audi – acrescento, reprimida por meus pensamentos.

Troy, empalidece, sentindo que está perdendo a venda.

- Que tal o conversível, senhora? – pergunta, batendo uma mão na outra com entusiasmo.

Meu inconsciente está se remoendo de desgosto por todo esse negocio de compras de carro, mas minha deusa interior o derruba no chão. Conversível? Nossa!

Quinn franze a testa e me olha de relance.

Fico vermelha. É como se ela tivesse uma conexão direta com minha deusa interior, o que ela obviamente tem. E pode ser bem inconveniente às vezes. Olho para minhas mãos.

Quinn se vira para Troy.

- Quais são as estatísticas de segurança do conversível?

Percebendo a vulnerabilidade de Quinn, Troy dá o bote, desfiando todos os tipos de estatísticas.

É claro que Quinn me quer em segurança. É uma religião para ela, e ,como a maníaca por controle que é, ela ouve atentamente a lenga-lenga bem afiada de Troy. Ela realmente se preocupa.

Sim. Amo. Lembro-me de sus palavras sussurradas está manhã, e um brilho derretido se espalha por minhas veias como mel aquecido. Este mulher – uma dádiva de Deus para todas as pessoas – me ama.

Então me dou conta de que estou rindo para ela feito uma idiota, e quando ela me olha de volta, acha graça, ainda que pareça intrigada por minha expressão. Estou tão feliz que minha vontade é abraçar a mim mesma.

- Quero um pouco desse entorpecente que você tomou, Srta. Berry – murmura ela assim que Troy volta para o computador.

- O entorpecente é você, Srta. Fabray.

- Sério? Bem, você sem dúvida parece alterada. – Ela me dá um beijo rápido. – E obrigada por aceitar o carro. Foi mais fácil do que da última vez.

- Bem, não é um A3.

Ela sorri.

- Aquele não é carro certo para você.

- Eu gostava dele.

- Senhora, sobre o 9-3² localizei um na concessionária de Beverly Hills. Podemos trazê-lo para cá em dois dias – diz Troy, radiante.

- Topo de linha?

- Sim, senhora.

- Excelente. – Quinn saca seu cartão de crédito, ou será o de Puck? O pensamento é inquietante. Eu me pergunto como Puck está, e se encontrou Ashley no apartamento. Massageio a testa. sim, Quinn também vem com toda essa bagagem.

- Se puder me acompanhar, Sra... – Troy olha novamente no cartão – Fabray.

QUINN ABRE A PORTA para mim, e eu me sento de novo no banco do passageiro.

- Obrigada – digo, quando ela se senta ao meu lado. Ela sorri.

- Não há de quê. – A música recomeça assim que Quinn liga o motor.

- Quem está cantando? – pergunto.

- Eva Cassidy.

- Tem uma voz linda.

- Tem, tinha.

- Ah.

- Morreu jovem.

-Ah.

- Está com fome? Você não terminou o café da manhã. – Ela me lança um olhar rápido, a desaprovação estampada no rosto.

Xi.

- Estou.

- Então primeiro vamos almoçar.

Quinn conduz o carro na direção da orla e depois segue para o norte, ao longo do viaduto Alaskan Way. Mais uma vez o dia em Seattle está lindo. Nas últimas semanas o tempo tem se mantido incomumente bom.

Quinn parece feliz e descontraída enquanto ouvimos a voz doce e triste de Eva Cassidy e seguimos pela estrada. Alguma vez já me senti tão tranquila em sua presença antes? Não sei.

Sinto-me menos tensa a respeito de seu temperamento, confiante de que ela não vai me castigar, ela também parece mais à vontade. Ela vira à esquerda, seguindo pela orla, e entra num estacionamento em frente a uma ampla marina.

- Vamos comer aqui. Vou abrir a porta para você – diz de um jeito que indica que é melhor eu não me mover, e a vejo dando a volta no carro. Será que um dia vou me acostumar a isso?

ANDAMOS DE MÃOS dadas até a orla, onde a marina se estende diante de nós.

- Quantos barcos – murmuro, admirada.

São centenas deles, de todos os formatos e tamanhos, subindo e descendo nas águas tranquilas da marina. No estuário de Puget, dezenas de velas deslizam ao vento, de um lado para o outro. É uma vista extraordinária. O vento aumentou um pouco, então aperto o casaco em eu corpo.

- Frio? – pergunta ela, abraçando-me com força.

- Não, só admirando a vista.

- Poderia admirá-la o dia inteiro. Venha por aqui.

Quinn me leva até um bar à beira-mar e se dirige ao caixa. A decoração é mais típica da Nova Inglaterra do que da Costa Oeste: paredes brancas, móveis azul-claros e enfeites náuticos pendurados por toda parte. É um lugar iluminado e alegre.

- Srta. Fabray! – O barbman cumprimenta Quinn calorosamente. – O que vai querer hoje?

- Boa tarde, Dave. – Quinn sorri enquanto nos sentamos nos bancos do bar. – Esta bela moça é Rachel Berry.

- bem vinda ao SP's Place. – Dave me lança um sorriso amigável. Ele é alto e bonito, como se fosse um grande urso. Olhos escuros me avaliando e, ao que parece, aprovando. Um grande diamante em sua orelha pisca para mim. Goto dele imediatamente. – O que vai querer beber, Rachel? – Viro-me para Quinn, que me encara em expectativa. Ah, ela vai deixar escolher.

- Por favor, pode me chamar de Rach, e eu vou beber o mesmo que a Quinn. – Sorrio timidamente para Dave. Quinn é muito melhor do que para escolher vinhos.

- Vou tomar uma cerveja. Este é o único bar em Seattle que tem Adnams Explorer.

- Cerveja?

- É. – Ela sorri para mim. – Duas Adnams Explorers, por favor, Dave.

Dave concorda e coloca as cervejas no balcão.

- Eles fazem um ensopado de frutos do mar delicioso aqui – diz Quinn.

Ela está perguntando minha opinião.

- Ensopado e cerveja parece ótimo. – Sorrio para ela.

- Dois ensopados? – pergunta Dave.

- Por favor. – Quinn sorri.

Conversamos durante a refeição como nunca fizemos antes. Quinn está relaxada e calma; parece jovem, feliz e animada apesar de tudo que aconteceu ontem. Ela me conta a história de Fabray Enterprises Holdings, Ins. E, quanto mais revela, mais sinto sua paixão por dar um jeito em empresas com problemas, as esperanças que tem na tecnologia que está desenvolvendo e os sonhos de tornar a terra no terceiro mundo mais produtivo. Ouço, extasiada. Ela é engraçada, inteligente, filantrópica e bonita, e me ama.

Por sua vez, Quinn me atormenta com perguntas sobre Leroy e minha mãe, sobre como foi crescer nas florestas exuberantes de Montesano e minhas passagens breves pelo Texas e por Las vegas. Ela quer saber quais são meus livros e filmes preferidos, e fico surpresa com o quanto temos em comum.

Enquanto conversamos, percebo que ela está deixando de ser o Alec do livro de Thomas Hardy para se transformar em Angel. Da vilania à perfeição em tão pouco tempo.

Já passam de duas da tarde quando terminamos de comer. Quinn acerta a conta com Dave, que se despede de nós calorosamente.

- Esse lugar é ótimo. Obrigada pelo almoço – digo. Quinn pega minha mão, e deixamos a bar.

- Voltaremos aqui – diz ela, e caminhamos à beira-mar. – Queria lhe mostrar uma coisa.

- Eu sei.. e mal posso esperar para ver o que é.

CAMINHAMOS DE MÃOS dadas ao longo da marina. É uma tarde muito agradável. As pessoas estão aproveitando o domingo: passeando com o cachorro, admirando os barcos, vendo os filhos correrem pelo calçadão.

À medida que avançamos pela marina, os barcos vão ficando maiores. Quinn me leva até o cais e para diante de um catamarã enorme.

- Pensei que a gente podia velejar hoje. Este é o meu barco.

Puta merda. deve ter no mínimo uns quinze metros. Dois cascos branco e elegantes, um deck, uma cabine espaçosa e, estendendo-se até lá no alto, um mastro impressionante. Não sei nada de barcos, mas dá para perceber que este é especial.

-Uau... – murmuro, admirada.

- Construído por minha empresa – diz ela, com orgulho, e meu coração se infla. – Foi concebido do zero pelos melhores arquitetos navais do mundo e construído aqui em Seattle, no meu quintal. Motor elétrico híbrido, bolinas assimétricas, vela mestra de topo quadrado.

- Certo... está me deixando tonta, Quinn.

Ela sorri.

- É um belo barco.

- Realmente parece imponente, Srta. Fabray.

- E é, Srta. Berry.

- Qual é o nome?

Ela me leva até a lateral do barco para que eu possa ver por mim mesmo: The Grace. Fico surpresa.

- Você deu o nome de sua mãe?

- Dei. – Ela inclina a cabeça, confusa. – Por que você acha isso estranho? - Dou de ombros. Estou surpresa, ela sempre parece ambígua na presença dela, - Adoro minha mãe, Rachel. Por que não daria o nome dela ao meu barco?

Fico vermelha.

- Não, não é isso... é só... – Droga, como vou colocar isso em palavras?

- Rachel, Judy Fabray salvou minha vida. Devo tudo a ela.

Olho para ela e deixo que a suave reverência em sua voz ao proferir essa confissão tome conta de mim. Fico claro, pela primeira vez, que ela ama a mão. Por que então essa ambivalência estranha e tensa que ela tem em relação a ela?

- Quer subir a bordo? – pergunta ela, os olhos brilhantes, animados.

- Sim, por favor. – Sorrio.

Ela parece contente e, segurando minha mão, caminha até a pequena prancha, conduzindo-me a bordo. Chegamos a um convés sob um toldo rígido.

De um lado há uma mesa e um banco em forma de U forrado de couro azul-claro que deve acomodar pelo menos oito pessoas. Dou uma olhada através das portas de correr para o interior da cabine e levo um susto ao perceber que tem alguém lá dentro. Um homem alto e com cabelos negros abre as portas e emerge: ele está vestindo uma camisa polo rosa desbotada de manga curta, bermuda e mocassin. Deve ter uns trintas anos. Ou menos.

- Cooper. – Quinn sorri.

- Srta. Fabray! Bem- vinda de volta. – Eles apertam as mãos.

- Rachel, este é Cooper Anderson. Cooper, minha namorada, Rachel Berry.

Namorada! Minha deusa interior dá um passo rápido de balé. Ela ainda está toda boba com o conversível. Tenho que me acostumar. Não é a primeira vez que Quinn diz isso, mas ouvi-la ainda é emocionante.

- Como vai? – Anderson aperta minha mão. – Pode me chamar de Cooper – diz ele calorosamente, e não consigo identificar de onde vem seu sotaque. – Bem-vinda a bordo, Srta. Berry.

- Pode me chamar de Rachel, por favor – murmuro, corando. Ele tem olhos claros profundos.

- Como ela está, Cooper? – Quinn nos interrompe depressa, e, por um momento, acho que está falando de mim.

- Prontinha para mandar ver, senhor. – Coopersorri. Ah, o barco, The Grace. Sua bobinha.

- Vamos lá, então.

- Vai sair com ela?

- Vou. – Quinn lança um sorriso breve para Cooper. – Quer fazer um tour rápido, Rachel?

- Sim, por favor.

Eu a sigo para dentro da cabine. Bem em frente a nós há um sofá em L de couro creme e, acima dela, uma janela enorme e curva oferece uma vista panorâmica para a marina. À esquerda fica a cozinha, muito bem equipada, toda em madeira clara.

- Este é o salão principal. E a cozinha ao lado – diz Quinn, fazendo um gesto com a mão na direção da cozinha.

Ela pega minha mão e me leva pelo salão principal. É surpreendente, de tão grande. O chão é forrado com a mesma clara. Tem um ar moderno e elegante, transmitindo uma sensação leve e arejada, mas é tudo muito funcional, como se ela não passasse muito tempo ali.

- Banheiros dos dois lados. – Quinn aponta duas portas, em seguida, abre uma porta pequena e de formato estranho diante de nós e entra num cômodo.

É um quarto de luxo. Ah...

Uma cama king size, lençóis de linho azul-claro e madeira clara, exatamente como seu quarto no Escala. É evidente que quando Quinn escolhe um padrão, permanece fiel a ela.

- E aqui, a cabine principal. – Ela me encara, os olhos brilhando. – Você é a primeira garota que vem aqui, tirando as da família. – Ela sorri. – Elas não contam.

Fico vermelha sob seu olhar abrasador, e meu pulso acelera. Sério? Mais uma primeira vez. Ela me puxa para seus , os dedos enrolados em meu cabelo, e me beija com força por um longo tempo. Quando me solta, estamos as duas sem fôlego.

- Talvez a cama tenha que ser batizada – sussurra em minha boca.

Ah, no mar!

- Mas não agora. Vamos, Cooper deve estar zarpando.

Ignoro a pontada de decepção quando ela pega minha mão e me leva de volta pelo salão. Ela indica outra porta.

- O escritório, e ali na frente, mas duas cabines.

- Quantas pessoas podem dormir a bordo?

- Seis. Mas nunca trouxe mais ninguém além da família. Gosto de velejar sozinha. Mas não com você aqui. Preciso ficar de olho em você.

Ela abre uma gaveta e puxa o colete salva-vidas de um vermelho berrante.

- Aqui – passando-o por minha cabeça, ela aperta as tiras, um leve sorriso brincando em seus lábios.

- Você adora me amarrar, não é?

- De todos os jeitos – responde ela, com um sorriso maldoso.

- Você é uma pervertida.

- Eu sei. – Ela ergue as sobrancelhas e amplia o sorriso.

- Minha pervertida.

- Sim, sua.

Um vez que está preso, ela segura as laterais do colete e me beija.

- Para sempre. – Suspira e me solta antes que eu possa responder.

PARA SEMPRE! PUTA MERDAA!

- Venha. – Ela pega minha mão e me leva para fora. Nós subimos alguns degraus e chegamos ao convés superior, onde a cabine pequena abriga um timão grande e um banco alto. Na proa do barco, Cooper está mexendo nas cordas.

- Foi aqui que você aprendeu todos os seus truques com cordas? – pergunto a Quinn inocente.

- Nós de marinheiro são bem úteis – responde ela, avaliando-me. – Srta. Berry, você parece curiosa. Gosto de você curiosa. Eu ficaria mais do que feliz em demonstrar o que posso fazer com uma corda. – Ela sorri para mim, e eu a encaro de volta, impassível, como se ela tivesse me chateado.

A decepção em seu rosto é aparente.

- Peguei você – sorrio.

Sua boca se contorce e ela aperta os olhos.

- Talvez eu tenha que dar um jeito em você mais tarde, mas agora preciso conduzir meu barco. – Ela se senta aos controles, aperta um botão e liga os motores barulhentos.

Cooper volta correndo pela lateral do barco, sorrindo para mim, e salta para o convés lá embaixo, onde começa a desatar um nó. Talvez ele também conheça alguns truques com corda. A ideia indesejada invade minha cabeça, e fico vermelha.

Meu inconsciente me encara. Mentalmente, dou de ombros para ele, e olho para Quinn. Culpa dela. Ela pega o fone e fala com a Guarda Costeira enquanto Cooper grita que estamos prontos para partir.

Mais uma vez, fico espantada com a competência de Quinn. Não há nada que essa mulher não possa fazer? Então me lembro de sua tentativa sincera de cortar e picar um pimentão em meu apartamento na sexta passada. O pensamento me faz sorrir.

Lentamente, Quinn conduz The Grace para fora do ancoradouro e em direção à entrada da marina. Atrás de nós, uma pequena multidão se reuniu junto às docas para assistir a nossa partida. Crianças pequenas acenam, e eu aceno de volta.

Quinn me olha por sobre o ombro e, em seguida, coloca-me entre suas pernas e aponta os vários mostradores e dispositivos no painel.

- Pegue o timão – ordena ela, mandona como sempre, mas obedeço.

- Sim, sim, capitã! – Dou uma risadinha.

Colocando as mãos confortavelmente sobre as minhas, ela continua a conduzir o barco para fora da marina, e, em poucos minutos, estamos em mar aberto, nas águas frias e azuis do estuário de Puget. Longe do abrigo do muro de proteção da marina, o vento é mais forte, e o mar sussurra e se agita abaixo de nós.

Não consigo para de sorrir, sentindo a empolgação de Quinn: é tão divertido. Fazemos uma curva aberta e seguimos em direção ao oeste, para a península Olympic, o vento atrás de nós.

- Hora de velejar – diz Quinn, animada. – Aqui, sua vez. Mantenha-a neste curso.

O quê? Ela sorri, vendo o pavor estampado em meu rosto.

- Baby, é muito fácil. Segure o timão e mantenha os olhos no horizonte, sobre a proa. Você vai se sair muito bem, como sempre. Quando as velas subirem, você vai sentir uma puxada no timão. Apenas segure firme. Quando eu fizer assim – e ela faz um sinal com a mão como se estivesse cortando a garganta -, Você pode desligar o motor. Este botão aqui – aponta um grande botão preto. – Entendeu?

- Entendi. – Aceno com a cabeça freneticamente, sentindo-me em pânico.

Meu Deus, achei que eu não fosse ter que fazer nada!

Ela me dá um beijo rápido e sai de sua cadeira de capitã, seguindo para a frente do barco, onde se junta a Cooper e começa a desenrolar as velas, a desatar cordas e a girar manivelas e polias. Eles trabalham bem em equipe, gritando vários termos náuticos um para o outro, e é comovente assistir Quinn interegindo com outra pessoa de forma tão despreocupada.

Talvez Cooper seja amigo de Quinn. Ela não parece ter muitos amigos, até onde sei, mas bem, eu também não tenho. Pelo menos não aqui em Seattle. A única amiga que tenho está de férias, tomando sol em Saint James, nas costa oeste de Barbados.

Sinto uma pontada súbita por Santana. Estou com mais saudades dela do que achei que sentiria quando ela partiu. Espero que mude de ideia e volte para casa com o irmão, Blaine, em vez de prolongar a viagem com Britt, a irmã de Quinn.

Quinn e Cooper içam a vela grande. Ela se infla assim que o vento toma conta dela, faminto, e o barco dá uma guinada brusca, acelerando. Posso senti-lo no timão. Uau!

Eles começam a abrir a vela de proa, e eu observo, fascinada, subir o mastro. O vento a atinge em cheio, esticando-a.

- Segure firme e desligue os motores! – grita Quinn para mim por sobre o barulho do vento, fazendo o sinal. Mal posso ouvir sua voz, mas aceno com entusiasmo, olhando para a mulher que amo, eufórica em meio ao vento, segurando-se por causa do balanço do barco.

Aperto o botão, o rugido dos motores cessa e The Grace segue em direção à península Olympic, cortando as águas como se estivesse voando. Quero gritar e celebrar: com certeza está é uma das experiências mais emocionantes da minha vida, exceto talvez pelo planador, e quem sabe o Quarto vermelho da Dor.

Uau. Este barco é rápido! Mantenho-me firme, segurando o timão, lutando contra o leme, e mais uma vez Quinn está atrás de mim, as mãos sobre as minhas.

- E aí, o que está achando? – grita ela por cima do som do vento e do mar.

- Quinn! É maravilhoso.

Ela abre um sorriso de orelha a orelha.

- Espere só até a bujarrona estar aberta. – Ela aponta com o queixo para Cooper, que está desenrolando a tal bujarrona: uma vela de um vermelho-escuro muito intenso. Isso me lembra as paredes do quarto de jogos.

- Bela cor – grito.

Ela me lança um sorriso feroz e dá uma piscadela. Ah, é de propósito.

A vela se abre num estranho formato elíptico, acelerando o barco. E The Grace segue cortando as águas do estuário.

- A vela assimétrica. Para ganhar velocidade. – Quinn responde à minha pergunta silenciosa.

- É incrível. – Não consigo pensar em nada melhor para dizer.

Estou com o sorriso mais idiota estampado no rosto ao furarmos a água, rumo à maravilha que são as montanhas Olympic e a ilha Bainbridge. Olhando para trás, vejo Settle encolhendo, o monte Rainier a distância.

Nunca tinha notado como a paisagem de Seattle e seus arredores é selvagem e bonita: verde, viçosa e típica do clima temperado, árvores altas e penhascos se sobressaindo aqui e ali. É uma beleza primitiva, mas serena, numa maravilhosa tarde ensolarada que me tira o fôlego. A quietude é impressionante se comparada à velocidade com que cortamos a água.

- A que velocidade estamos agora.

- Uns quinze nós.

- Não tenho ideia do que isso significa.

- Mais ou menos vinte e oito quilômetros por hora.

- Só? Parece muito mais rápido.

Ela aperta minhas mãos, sorrindo.

- Você está linda, Rachel. É bom ver um pouco de cor em suas bochechas... e não por estar envergonhada. Você está como nas fotos do Finn

Eu me viro e lhe dou um beijo.

- Você sabe como agradar uma garota, Srta. Fabray.

- Nosso objetivo é satisfazer, Srta. Berry. – Ela levanta meu cabelo e beija minha nuca, provocando arrepios deliciosos ao longo de minha coluna. – Gosto de ver você feliz – murmura, apertando os braços em volta de mim.

Fito a imensidão azul, perguntando-me o que eu fiz no passado para o destino ter sorrido para mim e me presenteado com essa mulher linda.

Sim, você é uma sortuda filha da mãe, meu inconsciente exclama. Mas você ainda tem um longo caminho pela frente. Ela não vai querer essa porcaria de baunilha para sempre... você vai ter que ceder. Mentalmente, fito seu rosto insolente e critico, e descanso a cabeça no peito de Quinn. Lá no fundo sei que meu inconsciente tem razão, no entanto, afasto o pensamento. Não quero estragar meu dia.

UMA HORA DEPOIS, estamos ancoradas em uma enseada pequena e isolada da ilha Bainbridge. Cooper foi até no bote inflável, fazer o quê, não sei, mas tenho minhas suspeitas, por que assim que Cooper liga o motor de popa, Quinn agarra minha mão e praticamente me arrasta para a cabine, uma mulher com uma missão.

Ela para diante de mim, exalando sua sensualidade embriagante enquanto seus dedos habilidosos soltam depressa as tiras do meu colete salva-vidas. Quinn o joga para o lado e me encara fixamente, os olhos escuros e delatados.

Já estou completamente entregue e ela mal me tocou. Ela leva a mão até meu rosto, e seus dedos se movem para meu queixo, meu pescoço, meu colo, queimando-me com seu toque, até o primeiro botão da minha blusa azul.

- Quero você – sussurra ela e, com destreza, abre o botão. Inclinando-se deixa um beijo suave em meus lábios suave entreabertos. Estou ofegante e ansiosa, excitada pela combinação poderosa de sua beleza envolvente, a sexualidade crua encarcerada nesta cabine e o balanço suave do barco. Ela chega para trás. – Tire a roupa para mim. – Suspira, os olhos em chamas.

Ah, meu Deus. Fico mais do que feliz em obedecer. Sem tirar os olhos dela, abro cada botão lentamente, saboreando seu olhar abrasador. Ah, isso é inebriante. Posso ver seu desejo, está evidente em seu rosto... e em outros lugares.

Deixo minha camisa cair no chão e alcanço o botão da calça jeans.

- Pare – ordena ela. – Sente-se.

Sento-me na borda da cama, e, em um movimento ligeiro, ela está de joelhos na minha frente, desamarrando o cadarço de um dos meus tênis, depois o outro, e então os tira, e depois minhas meias. Ela pega meu pé esquerdo e o levanta, dando um beijo suave embaixo do dedão, roçando os dente nele.

- Ah! – gemo ao sentir o efeito que aquilo produz em minha virilha. Ela fica de pé e me levanta da cama.

- Continue – diz, afastando-se para me observar.

Abro o zíper e enfio os polegares no cós da calça, enquanto rebolo para deslizá-la pelas pernas. Um leve sorriso brinca em seus lábios, mas seus olhos permanecem escurecidos.

E não sei se é porque ela fez amor comigo esta manhã, e realmente quero dizer fazer amor, com suavidade, gentileza, ou se foi sua declaração apaixonada – sim... amo -, mas não me sinto nada envergonhada. Quero ser sensual para essa mulher. Ela merece isso, ela me faz me sentir sensual. Tá, é tudo novidade para mim, mas estou aprendendo sob sua tutela especializada. E bom, muito disso é novidade para ela também. O que equilibra as coisas entre a gente um pouco , acho.

Estou usando um dos conjuntos novos de calcinha branca de renda e sutiã combinando: itens de marca com uma etiqueta de preço condizente. Livro-me da calça jeans e fico ali diante dela, com a lingerie pela qual ela pagou, mas já não me sinto barata. Eu me sinto sua.

Abro o sutiã, deslizo as alças por meus braços e o deixo cair sobre minha blusa. Lentamente, tiro a calcinha, deixando-a escorregar até os tornozelos, e me desvencilho dela com um passo para o lado, surpresa com minha elegância.

De pé diante dela, estou nua e não me sinto envergonhada, e sei que é porque ela me ama. Não preciso mais me esconder. Ela não diz nada, apenas me olha. Tudo o que vejo é o seu desejo, sua adoração até, e algo mais, a profundidade de sua necessidade, a profundidade do seu amor por mim.

Ela segura a barra do seu suéter cor de creme e o puxa por sobre a cabeça, depois tira a camiseta e o sutiã, revelando seus seios, sem tirar os olhos escuros e destemidos dos meus. Tira os sapatos, as meias e por último segura o botão da calça jeans.

Eu me aproximo e sussurro:

- Deixa que eu faço isso.

Seus lábios se entreabrem por um instante, e ela sorri.

- À vontade.

Dou um passo na direção dela, deslizo meus dedos ousados para dentro do cós da calça e a puxo de modo que ela é obrigada a dar um passo em minha direção. Ela suspira involuntariamente ante a minha audácia inesperada, em seguida sorri. Abro o botão, mas antes de descer o zíper, deixo meus dedos brincarem por alí, deixando minha mão deslizar até seu centro através do brim macio. Ela flexiona os quadris contra a minha mão e fecha os olhos por um instante, saboreando o toque.

- Você está ficando tão ousada, Rach, tão corajosa – sussurra ela e segura meu rosto com ambas as mãos, inclinando-se para um beijo profundo.

Coloco minhas mãos em seu quadril – metade em sua pele fria, metade na cintura da calça.

- Você também – murmuro contra seus lábios enquanto meus polegares massageiam círculos lentos em sua pele, e ela sorri.

- Estamos chegando lá.

Deslizo as mãos até a frente da calça e abro o zíper. Meus dedos intrépidos escorregam até seu centro , e eu começo a massagear com leveza.

Ela solta um gemido baixo na garganta, seu hálito doce me envolve, me beija de novo, com ternura. Minha mão se move sobre ela, acariciando-a, masturbando-a agora com força, e ela me envolve em seus braços, a mão direita espalmada contra o meio das minhas costas, os dedos abertos. A mão esquerda está no meu cabelo, segurando-me junto à sua boca.

- Ah, Rach, eu quero tanto você – ofega ela, dando um passo brusco para trás e tirando a calça e a boxer que ela estava num movimento rápido e ágil. Ela é linda, com ou sem roupa, cada centímetro. Dela.

É perfeita. A única profanação de sua beleza são as cicatrizes, penso, com tristeza. E elas vão muito além da sua pele.

- O que foi, Rach? – murmura ela, acariciando meu rosto com os nós dos dedos, com gentileza.

- Nada. Faça amor comigo, agora.

Ela me puxa em seus braços, beijando-me, enfiando as mãos no meu cabelo. Nossas línguas entrelaçadas, ela me conduz de costas até a cama e suavemente me deita sobre ela, juntando-se a mim, ao meu lado.

Ela corre o nariz ao longo do meu queixo, e minhas mãos acariciam seu cabelo.

- Você tem alguma ideia de como o seu cheiro é delicioso, Rachel? É um perfume irresistível.

Suas palavras fazem o que sempre fazem: inflamam meu sangue, aceleram minha pulsação. E ela esfrega o nariz em meu pescoço, meus seios, beijando-me com reverência.

- Você é tão linda – murmura ao envolver um dos meus mamilos em sua boca e chupá-lo suavemente.

Solto um gemido e jogo a cabeça para trás.

Quero ouvir você, baby.

Sua mão segue até minha cintura, e eu me regozijo com a sensação de seu toque, pele contra pele, sua boca sedenta em meus seios e seus longos dedos habilidosos em mim, acariciando-me, afagando-me. Ela desce a mão por meus quadris, minha bunda e ao longo de minha perna até o joelho, e durante todo esse tempo está beijando e chupando meus seios.

Ela vai descendo seus lábios, beijando cada parte do meu corpo, passando sobre minha barriga. Começa a dar beijos molhados assim que se aproxima do seu foco principal. Empurro meu quadril em direção a sua boca assim que ela chega ao meu centro pulsante por ela e sua língua. Enfiando toda sua boca, brincando com sua língua ao redor e, então, chupando com força. Ela geme e eu flexiono mais o quadril, sua língua entrando e saindo de dentro de mim.

Segurando meu joelho, ela de repente ergue minha perna, passando-a sobre seu quadril, fazendo-me suspirar, e eu sinto, mais do que vejo, seu sorriso de resposta contra minha pele. Eu me curvo para beijá-la, um beijo sedento e forte.

Hum... que gosto bom. Quero seus dedos dentro de mim. Eu me sento e a encaro; está ofegante, observando-me atenta e boquiaberta.

Depressa pego sua mão e vou descendo devagar sobre meu corpo. Chegando no local posiciono-a sobre meu centro, lentamente começo a movimentar seus dedos junto com os meus. Não aguentando mais faço ela enviar dois dedos dentro de mim.

Ela geme baixinho, fechando os olhos.

A sensação de seus dedos dentro de mim... me abrindo... me preenchendo, solto um gemido baixo, é divina. Ela coloca a sua mão livre na minha cintura e me move para cima e para baixo, metendo cada vez mais forte seus dedos em mim. Ah... é tão bom.

- Ah, baby – sussurra ela.

De repente ela abre os olhos, de forma que ficamos cara a cara, e a sensação é extraordinária, de plenitude.

Suspiro, agarrando seus braços, encosto nossas testas ela me olhando nos olhos, os dela intensos, ardendo de desejo.

- Rach. O que você me faz sentir – murmura e me beija apaixonadamente, com ardor fervoroso.

Eu a beijo de volta, tonta com a deliciosa sensação de seus dedos dentro de mim.

Ela geme como se doesse ouvir minhas palavras sussurradas, e rola, levando-me com ela, retira seus dedos de dentro de mim. Suspiro frustrada e ela sorri para mim. Deitando-me na cama, ela envolve nossas pernas juntas de modo que nosso centro entrem em contato.

Ela me olha com adoração maravilhada, e tenho certeza de que sua expressão se espelha em minha face à medida que acaricio seu belo rosto. Muito lentamente, ela começa a se mover, fechando os olhos e gemendo baixinho.

O balanço suave do barco e a tranquilidade da cabine são quebrados apenas pelas nossas respirações misturadas enquanto, lentamente rebola pondo mais e mais nossos intimidades em atrito, tão controlado e tão gostoso: é divino. Ela coloca a braço por cima de minha cabeça, a mão em meu cabelo, e acaricia meu rosto com a outra mão ao se inclinar para me beijar.

Estou aninhada nela, e ela faz amor comigo, saboreando-me. Eu a toco, atendo-me ao limites: seus braços, seu cabelo, a parte inferior de suas costas, sua bunda. E minha respiração se acelera à medida que o ritmo constante dela me dá mais e mais prazer. Ela beija minha boca, meu queixo, depois mordisca minha orelha. Posso ouvir sua respiração ofegante a cada investida suave de seu corpo.

Meu corpo começa a tremer. Ah... Essa sensação que agora conheço tão bem... Estou perto... Ah...

- Isso, baby... goze para mim... por favor... Rache – murmura ela, e suas palavras são minha perdição.

- Quinn – grito, e ela geme, e nós gozamos juntas.


Alguém aqui ainda? kk

Então tenho outras fics.. mas estou postando no Nyah... procurem pelo usuário: analaborda que me acharam rsrs... Tenho a fic My Biology - Faberry e um one shot de minha autoria!

Até breve kids!