Enquanto isso, na Terra, Kakarotto tem que lidar com o humor de Chichi, sendo que depois a mesma se...
Ela descobre a primeira surpresa de seu companheiro.

Capítulo 38 - Visita

Há milhares de anos-luz de Bejiita, na Terra, Chichi havia acabado de tomar o desjejum quando Kakarotto aparece, pousando na frente dela com um o seu costumeiro sorriso jovial:

- Bom dia, Chichi!

- Bom dia. - responde em um tom seco, para depois virar a face, um tanto revoltada.

- O que foi? - ele pergunta, sem entender o semblante tão sério e ligeiramente emburrado.

- "O que foi?" - ela repete a pergunta - Você sumiu. Quando acordei de manhã, não o vi na cama. Para onde você foi?

Fica de pé, colocando as mãos na cintura e olhando-o com os olhos estreitados.

- Ah! É por isso, então... - nisso, coça a nuca, ficando sem graça e depois falando - Desculpe. Foi mal... Estava tão ansioso para preparar as surpresas para você que me esqueci de deixar um recado antes de sair.

- Surpresa? - sua pose séria se desfaz e o fita agora curiosa, ao sentir que a sua raiva dissipara-se como em um passe de mágica.

- Sim. Vou comer primeiro e depois, tomarei uma ducha rápida, pois estou ansioso para mostrar a você. Para isso, iremos voando. Irei leva-la a primeira surpresa que reservei.

Fala sorrindo de ponta a ponta, pondo-se a sentar em frente à mesa, farta, comendo entusiasmante, conforme o esperado pela terráquea, que sente se aquecer com o fato dele se preocupar em surpreendê-la, passando a sentir-se um pouco envergonhada por tê-lo tratado tão rispidamente e sem motivo.

Então, sentindo a culpa acossa-la, fala, sem graça, evitando olha-lo:

- Sinto por antes. Não sabia.

- Tudo bem. Relaxa... – então olha para ela, vendo-a chateada e uma ideia surge em sua mente, passando a exibir um sorriso de malícia e um olhar escuro - Além disso, se você se sente tão mal assim, posso pensar em formas mais prazerosas e satisfatórias de você pedir desculpa...

Então, fala as últimas palavras com um sorriso malicioso e uma voz rouca, provocando um arrepio na pele da chikyuu-jin que cora e muito, apesar de toda a intimidade que já compartilharam e que seu corpo a fazia recordar, sutilmente.

Então, sorri divertido, adorando causar esse efeito nela, além de acha-la linda quando corava, para depois tornar a comer, pois estava faminto e sentia seu estômago resmungar.

Chichi fica estupefata ao vê-lo comer em tempo recorde até para ele mesmo, piscando os olhos e vendo que seu esposo não se encontra mais na mesa.

Nisso, se levanta, sentindo pelo ki a localização dele, sem deixar de sorrir, pois isso mostrava o entusiasmo em mostrar as surpresas que reservou, com a terráquea considerando que o nível de ansiedade dele estava no mesmo patamar do dela e confessava, com isso, que não sabia quem estava mais ansioso.

Ele, imaginando a reação dela frente à surpresa ou ela, desejando saber no que consistia as tais surpresas, pois seu marido chegara ao extremo de adiar o seu café da manhã, partindo bem cedo, apenas para prepara-las.

Em se tratando do quanto era glutão, até de forma anormal para um saiya-jin, podia considerar como uma prova de amor muito forte.

Afinal, amava comer e passara fome apenas por ela, fora uma prova do que sentia pela mesma que era igualmente forte, fazendo o coração da terráquea se aquecer, enquanto ainda sentia-se mal pela pequena explosão de antes, percebendo que precisava se conter mais e procurar saber o motivo, antes de decidir estourar ou não, pois, o "atacara" sem saber de todos os fatos e agora tinha que lidar com a sua consciência.

Então, o serviço de quarto viera retirar a louça do desjejum, sendo que haviam terminado rapidamente, graças ao fato de terem vindo em grande número para poder arrumar tudo e levar a louça suja, sendo que o último se curva respeitosamente para a chikyuu-jin, antes de fechar a porta.

Ela continuava na varanda, sentindo a leve brisa soprando, cerrando os olhos, sentindo-se tranquila, até que sente ser abraçada por braços fortes, com este depositando um beijo doce no local e sentindo a respiração quente de Kakarotto na curva do seu pescoço, se chocar contra a sua pele acetinada, provocando cócegas nela, enquanto ouvia um leve riso dele, que pergunta:

- Vamos?

- Sim.

Ela responde sorrindo, olhando para ele que pega seu rosto delicadamente entre as mãos e a beija, apenas encaixando seus lábios no dela em um beijo curto e doce, para depois erguer-se acima do chão, estendo a mão para Chichi, que a pega, afastando seus pés do chão.

Nisso, se abraçam em pleno ar com o saiya-jin afagando a face dela com o dorso das mãos em uma carícia repleta de gentileza e suavidade, sendo retribuído pela mesma, com ele se afastando e com isso, ambos partem voando dali com a chikyuu-jin sabendo que ele dificilmente voava tão lento assim, para os padrões dele, sendo que fazia isso por causa dela, enquanto que a mesma se esforçava para voar em uma velocidade, ao menos, consideravelmente respeitável, embora seu esposo sempre frisasse que deveria voar a uma velocidade tolerável a ela e que não se importava se tivesse que voar mais devagar, pois, a prioridade era o bem estar dela e frente a essa consideração, se sentia aquecida, conforme se recordara de suas palavras, vendo a genuína preocupação em seus orbes dourados como o sol.

Então, após algumas horas de voo, com Chichi se maravilhando ao ver tamanha beleza de seu planeta natal, o vendo do alto com a mesma visão dos pássaros, que tanto sonhara quando criança e juntamente com o fato de poder revê-lo, sendo, que quando fora pega como uma escrava, havia se conformado que nunca mais iria rever o planeta azul que nasceu.

Nisso, frente aos seus pensamentos, não consegue impedir que lágrimas de felicidade brotassem de seus orbes, enquanto sorria emocionada, algo que não passou despercebido por Kakarotto, o preocupando, inicialmente, ao ver as lágrimas, para depois perceber que eram de felicidade, fazendo-o suspirar aliviado.

Poderia tê-los teletransportado com seu Shukan Ido, mas, queria que Chichi visse o planeta natal dela do alto, pois sempre falava do quanto era belo e ele sabia disso.

Afinal, o visitara algumas vezes, além de vê-lo do alto, assim como quando andou, sabendo que a visão de cima era melhor ainda, além da perspectiva que fornecia a quem via.

Por isso, optou por voar até a casa de Kame-sennin e Gohan-san.

Então, tem uma ideia e começa a fazer manobrar aéreas em torno de Chichi, rindo, contagiando-a com a sua felicidade e nisso, ambos passam a fazer piruetas e acrobacias tomando cuidado para não atropelarem os pássaros e dinossauros voadores, que se surpreendiam e se apavoravam, quando quase eram atropelados em pleno ar por um casal entusiasmado, que inclusive, ao se aproximar da superfície do oceano, quase atropelam alguns golfinhos que saltavam da água para o ar, contorcendo o corpo, fazendo estes ficarem surpresos e alguns, estarrecidos.

Então, após uma hora, eles chegam até uma pequena ilha, que Chichi vê do alto, tendo uma espécie de casa simples no centro dela de cor rosa com um telhado vermelho, bem chamativo, percebendo que estava escrito "Kame House", fazendo-a arquear o cenho, olhando para seu marido que apenas sorri misteriosamente.

Então, segue Kakarotto, que baixa em direção ao solo, pousando suavemente em frente a casa, seguido de sua companheira que o olhava ainda com a face indagativa para depois virar os olhos e ver uma tartaruga marinha seguida de dois idosos que saíam da casa, sorrindo cordialmente para eles, que não os reconhece, porém, percebendo que eram chikyuu-jins como ela.

Nisso, o saiya-jins se adianta e os apresenta para sua companheira:

- Chichi, esta é Kame – aponta para a tartaruga que acena e a cumprimenta, com esta retribuindo, ligeiramente desconcertada – E estes são Kame-sennin e Gohan-san. Ambos são Mestres de artes marciais, além de que, Muten Hoshi, foi Mestre de Eichiteki, que como você sabe, foi o primeiro discípulo do Mestre Kame e meu mestre.

- Prazer em conhecê-los, Kame-san, Kame-sennin-san e Gohan-san. – a chikyuu-jin se curva levemente, cumprimentando-os respeitosamente.

- O prazer é nosso, Chichi-san... Seu pai ficaria orgulhoso ao ver o quanto você cresceu e o que conquistou, além de ter se tornada uma moça refinada e educadíssima. – Kame-sennin fala, sorrindo ao vê-la ficar surpresa.

- Meu pai? Como o senhor? – ela o olhar, arqueando o cenho.

- Sou o Mestre de seu falecido pai. Fui eu que ensinei artes marciais a ele, que o treinei e que consequentemente, a treinou, tornando-a uma princesa guerreira.

- Incrível! Agora estou lembrada que o meu pai comentou sobre o seu treinamento e aquele que fora o seu mestre! É o senhor?! – ela fica admirada.

- Sim. – fala, consentindo com a cabeça, segurando o seu cajado nodoso.

- Eu sou Son Gohan. Ele deve ter comentado sobre mim. Somos discípulos de Muten Hoshi-sama e treinamos juntos sobre a tutela e ensinamento do Mestre kame. A última vez que a vi, você era um bebê e estava no colo de sua mãe, uma jovem guerreira, porém, de modos refinados e educados, tal como você, além de ter herdado a beleza dela, devo acrescentar. Por isso não deve se lembrar de mim e alguns anos antes da invasão da Terra, seu pai me mostrou uma foto sua, sendo que aparentava ter uns seis ou sete anos.

- Por isso não lembro do senhor, mesmo sendo uma grande amigo do meu otou-san. – a chikyuu-jin comenta pensativa.

- Também vi essa foto, com ele apresentando orgulhosamente e estou surpreso em ver o quanto cresceu e se tornou uma garota forte e formidável. Gyumao está orgulhoso de você, com certeza, no outro mundo, assim como a sua mãe. Disso, eu não duvido.

- Também acredito nisso... Muito obrigada – ela agradece com a voz emocionada.

- O que estamos fazendo aqui fora? – Muten pergunta, animado – Vamos entrar na minha casa. Há chá e biscoitos. Espero que aprovem a minha receita.

- Isso é ótimo. Vamos, Chichi.

Nisso, Kakarotto a abraça e ambos entram na casa, após Kame-sennin e Gohan entrarem, sendo que foram seguidos por uma tartaruga aliviada ao ver o comportamento exemplar de Mestre Kame.

A tartaruga ficara aliviada ao ver que Muten Hoshi decidira seguir o que Kuririn avisou no holograma, enquanto, praticamente, implorava a ele que se "comportasse" perante o saiya-jin, após a partida de Kakarotto e Gohan, que se prontificou a ajuda-lo.

Percebera, pois notara que ele falava com respeito e não tentara nenhuma "gracinha" para com a filha de Gyumao, além de manter uma distância respeitosa e esperada frente a situação.

O jovem terráqueo o avisara para conter seu lado pervertido e safado perante Chichi, ao contar o quanto os saiya-jins eram possessivos, não sendo sábio e inclusive, seguro, "atiçar" a possessividade de um, a menos que fosse um louco ou não tivesse amor a vida.

Enfim, perante tal perigo, Kame-sennin jurou a si mesmo se conter pelo seu bem estar, temendo uma reação violenta de Kakarotto, sendo auxiliado pelo "convívio", ao menos quando ia ao mercado, com outros saiya-jins.

Afinal, ele tinha amor à sua vida e também não era louco.