Nome Original: Dragon and Angel
Autora: DragonsAngel68
Tradutora: HunterChild
Disclaimer: tanto a autora quanto eu não possuímos nenhum dos personagens que possam ser reconhecidos como integrantes do fantástico mundo de Harry Potter, todos eles pertencem à J. K. Rowling, a autora apenas gosta de brincar um pouco com eles, e eu apenas passo a fic original para o português
N/T
Ooopsie...
Quanto tempo... Peço desculpas, mas a vida real me pegou de jeito...
Bom, é isso, espero que gostem e deixem reviews. Não faço a menor idéia de quando vou poder atualizar novamente, mas não se preocupem, não vou abandonar essa fic.
HunterChild
CAPÍTULO TRINTA E OITO
A FESTA DE ANIVERSÁRIO
O clã Weasley começou a chegar à Toca bem antes das 14 horas para a festa de aniversário dos gêmeos; todos haviam sido avisados que os Malfoys estariam presentes e que qualquer mau comportamento seria censurado pesadamente. Draco chegara antes do desjejum e estivera observando Ginny desde então; ela se mostrara incapaz de ficar parada por mais de alguns segundos e, conforme a hora esperada para a chegada dos seus pais, mais sua agitação crescia.
"Gin, acalme-se," Draco sussurrou em sua orelha.
"Céus- não posso, eu quero que dê tudo certo e..."
"Shhh... Vai ficar tudo bem. Meus pais estão vindo para passar a tarde com as crianças pelo aniversário deles, não para julgamentos ou encrenca."
"Não são eles que me preocupam," ela respondeu enquanto olhava para seus irmãos.
"Bem, a sua mãe os avisou- eu a ouvi falando com cada um conforme chegavam; eles não se atreveriam a pôr um dedo fora da linha."
Balançando a cabeça, "Ah, Draco, você não os conhece como eu."
"Tudo vai ser perfeito e, se não for, bem, não importa- tudo o que importa é que Drake e Angel se divirtam, o dia é deles, lembra?" Draco disse enquanto a olhava nos olhos.
Ginny suspirou contra seu peito, "Sim, eu me lembro."
"Boa garota, agora sorria."
Erguendo o olhar para o seu rosto, Ginny conseguiu dar um pequeno sorriso antes que ele se inclinasse e a beijasse suavemente.
"Ei, já chega, Malfoy- devo lembrar-lhe que esta é a minha irmãzinha," Charlie interrompeu alegremente.
"Se eu ganhasse um galeão a cada vez que já ouvi isso hoje," Draco murmurou contra seu cabelo, fazendo com que ela risse.
"Avô, avó," Angel gritou enquanto corria para o portão.
A família Weasley observou enquanto a bruxinha disparava pelo caminho e para os braços de um ex-Comensal da Morte. Muitos prenderam o fôlego enquanto ele a girava antes de abraçá-la e prosseguir até a casa- outros cerraram os punhos ou flexionaram as mãos com que seguravam as varinhas.
"Vamos encontrá-los," Draco disse baixinho, pegando a mão de Ginny e a conduzindo em direção a seus pais.
Draco e Ginny podiam ouvir sua filha falando animadamente com os avós, enquanto eles se aproximavam.
"Hoje a gente pode ganhar presentes, sabia?" Angel disse a Lúcio e Narcisa excitada
"Eu bem que me lembro do seu pai dizendo alguma coisa sobre presente- mas o quê?" Lúcio provocou.
A expressão chocada de Angel era cômica. "Avô, você trouxe os nossos presentes?"
"Mmm... Narcisa, você se lembra de ter pego aquele pacote?" Lúcio continuou sua farsa.
"Ah, Lúcio, como você pode ser tão cruel?" Narcisa reprimiu. "Querida, é claro que nós trouxemos os seus presentes."
"Bem, quase todos os seus presentes, temos um especial para você na Mansão," Lúcio acrescentou com um tapinha de seu dedo enluvado no nariz dela.
"Mãe, pai." Draco beijou a bochecha de sua mãe. "Você ficará bem com a Angel, pai?"
"Sou perfeitamente capaz de carregar a minha neta," Lúcio respondeu rispidamente.
"Narcisa, como vai?" Ginny interveio antes que Draco pudesse abrir a boca.
"Ginny, é ótimo vê-la de novo, querida- você parece um pouco cansada, você está bem?" Narcisa replicou.
"Ah, é que eu estive ocupada com os preparativos para a festa," Ginny disse.
"Ginevra," Lúcio inclinou levemente a cabeça.
"Lúcio, que bom que vocês puderam vir," Ginny respondeu sorrindo calorosamente.
"Oh, nós não perderíamos a festa dos gêmeos por nada," Narcisa respondeu sinceramente.
"Bem, acho que devo apresentar vocês para todos," Ginny disse levemente nervosa.
Narcisa sorriu calorosamente, "Isto seria ótimo."
Ginny e Draco os levaram até o jardim, onde Molly e Arthur esperavam para cumprimentá-los.
"Sr e Sra Malfoy, que bom que vieram," Molly disse alegremente.
"Sra Weasley, o prazer é nosso," Narcisa respondeu em sua voz formalmente calorosa, obtida após anos de prática em jantares, chás e afins.
"Sra Weasley," Lúcio inclinou a cabeça educadamente.
"Sra Malfoy," Arthur entoou monotonamente com um sorriso forçado. "Sr Malfoy... Nós certamente tivemos sorte com o tempo hoje."
"De fato," Lúcio respondeu, ao olhar ao seu redor, ele percebeu os olhos focados neles.
"Sim, seria trabalhoso fazer com que todos coubessem dentro de casa se o tempo tivesse ficado feio," Arthur prosseguiu.
Olhando em direção à construção que qualificava como casa naquela propriedade, Lúcio teve de forçar seu rosto a permanecer impassível enquanto seu costumeiro sorriso de desdém ameaçava surgir. "Posso imaginar que teria sido um desafio e tanto."
"Ah... Nada que não tenhamos feito antes, é impressionante quantas pessoas cabem na cozinha," Arthur continuou.
"Estou certo disso," Lúcio respondeu meramente por educação.
"Onde está o Drake? Ainda não o vimos," Narcisa perguntou.
"Céus, acho que ele ainda está no campo. Você conhece meninos, sempre correndo por aí," Molly explicou antes de se virar para o resto da família. "Rony, você pode chamar o Drake?"
"Estou indo, mãe," Rony respondeu enquanto ia para o campo vizinho.
"Bem, acho melhor apresentar todo mundo." Ginny sorriu enquanto falava, sabendo perfeitamente que eles não se lembrariam de nenhum dos nomes.
"Isso seria solícito, querida," Narcisa disse animadoramente.
"Este é o meu irmão mais velho, Gui, com sua esposa Fleur; Charlie e Anya; Percy e Penélope; Fred e Angelina; Jorge e Katie; o Rony foi buscar o Drake e a Pansy vocês conhecem; Harry, é claro que vocês o conhecem, e sua esposa Hermione- com exceção das crianças, aí está todo mundo."
"Por favor, sentem-se. Vocês gostariam de algo para beber- temos chá, cerveja amanteigada, vinho Elderflower, suco de abóbora e acho que um dos garotos tem uísque de fogo, se preferirem," Molly ofereceu, conduzindo os Malfoys até a longa mesa do jardim.
Naquele momento, Drake veio correndo para o jardim, parecendo ter rolado no chão com seus primos.
"Avô... Avó," Drake exclamou enquanto corria para cumprimentá-los.
"Drake, querido, você esteve brincando?" Narcisa o abraçou rapidamente.
"Yep, nós estávamos brincando de Aurores."
"Que intrigante," Lúcio disse em tom arrastado.
"É muito legal, Avô, você não brincava de Aurores quando era criança?"
Houve muitas risadas abafadas, gargantas que subitamente precisavam pigarrear e incontáveis ataques de tosse vindos da mesa enquanto todos tentavam desesperadamente não rir da pergunta inocente de Drake.
Rony, que, ao voltar, ficara próximo das costas de Lúcio, murmurou para Harry, "Provavelmente brincava de Comensais da Morte."
"Não, posso dizer sinceramente que nunca brinquei de Aurores," Lúcio respondeu neutramente, sem olhar para os outros ocupantes da mesa.
"Ah- é muito legal- Avô, o tio Sev vem?"
"Não, hoje não- creio que ele esteja em Hogwarts."
"Tio Sev- Tio Sev- o que diabos está acontecendo com está família?" Rony murmurou horrorizado (embora em volume muito alto, considerando sua proximidade de Lúcio), antes de se afastar balançando a cabeça e jogando os braços no ar. "Por que não convidamos todos os malditos Comensais da Morte que ainda estão soltos?"
Drake olhou para as costas de seu tio Rony, "O que é um..."
Charlie foi até ele e o pegou no colo, silenciando-o efetivamente. "O tio Sev está muito ocupado hoje, cara, e não pôde vir, mas ele me disse para te dar os parabéns."
"Oh... Okay, tio Charlie," Drake respondeu se contorcendo para descer; ele já era grande e não precisava de colo.
Quando Charlie o colocou no chão de novo, Drake se virou para Lúcio, "Avô, o que é um Comensal da Morte?"
Os traços de Lúcio se endureceram imediatamente e ele fixou seu olhar gélido no Auror ruivo que se afastava.
"Drake, acho que podemos deixar essa conversa para outro dia- você não quer uma aula de História na sua festa de aniversário, quer?" Harry interveio rapidamente, tentando aplacar a situação.
"História?"
"É, é uma das disciplinas que você tem de ter em Hogwarts, muito tediosa- tudo sobre coisas que aconteceram tempos atrás."
"Ah... Não, não quero uma aula chata hoje," Drake respondeu seriamente, balançando a cabeça para reforçar o que dizia.
"Bom garoto," Harry bagunçou o cabelo de seu afilhado enquanto suspirava de alívio.
Lúcio olhou confuso para Harry. O Auror acabara de abrir mão de uma oportunidade única de arruiná-lo diante dos olhos de seu neto, mas evitara fazê-lo. Ele não sabia como interpretar a situação- certamente Potter teria adorado vê-lo atirado em Azkaban apesar do auxílio que prestara, finalmente, à Ordem da Fênix, e, assim, sendo de vital importância na queda do Lorde das Trevas. Lúcio estava desorientado- ele preferia saber o que os outros pensavam dele, e as ações de Potter haviam feito com que ele repensasse sua opinião do outro.
Oferecendo uma cadeira para sua esposa, Lúcio murmurou, "Querida."
"Obrigada, querido," Narcisa respondeu tensa.
Narcisa sabia que os detalhes das alianças passadas de Lúcio viriam à tona em algum momento, mas ela ainda não estava preparada para lidar com a perda de seus netos recém-descobertos. Ela só podia esperar que o assunto fosse adiado- ela sabia que seria um assunto muito desagradável- até que as crianças fossem muito mais velhas e, então, talvez elas pudessem entender que, algumas vezes, as pessoas são presas pelas escolhas que fazem na juventude.
"Mamãe, podemos abrir nossos presentes agora?" Angel perguntou ansiosa.
"Acho que vamos cortar o bolo primeiro, e então podemos abrir os presentes quando todos tiverem terminado de comer," Ginny respondeu.
Draco veio por trás dela e passou os braços por cintura antes de pedir em seu ouvido, "Aww... Ginny, não podemos abrir os presentes primeiro?"
Batendo jocosamente nas mãos dele, ela respondeu, "Draco Malfoy, eu juro que você é mais ansioso que as crianças quando se trata de presentes."
"Você devia vê-lo na manhã de Natal," Narcisa sorriu sabiamente para Ginny.
"É mesmo," Ginny arqueou uma sobrancelha para ele.
"Mãe... Por favor," Draco gemeu.
"Então, malfoy, você desce as escadas correndo, ainda de pijama, para ver se o Papai Noel te deixou algum presente?" Harry provocou levemente.
"Potter, fique sabendo..."
Hermione deu um tapa no braço de Harry enquanto interrompia a discussão amigável, "Francamente, Harry, você não pode dizer nada- você se lembra do quê você deixou para trás na última manhã de Natal para descer as escadas correndo, ainda de pijama, para abrir os seus presentes?"
Draco explodiu em risadas; a expressão no rosto de Harry estava entre vergonha e horror. "Você sabe o que dizem, Potter?"
"O quê, Malfoy?"
"Cada transa não tida é uma transa perdida para sempre," Draco disse ainda rindo, a insinuação de Hermione certamente não lhe passara despercebida.
Molly bateu as mãos com força. "Bem, por que não vamos todos para a mesa para que os gêmeos possam apagar suas velinhas e abrir os seus presentes? Gui, chame todas as crianças no campo, Charlie-Percy, sirvam bebidas a todos. Não, Ginny, sente-se, querida, Anya e Penelope vão me ajudar na cozinha."
Os Malfoys assistiram, mal contendo sua diversão, quando todos aqueles com ordens da matriarca Weasley foram cumpri-las imediatamente.
Dali a pouco tempo, as demais crianças Weasley entraram correndo no jardim e se puseram ao redor da mesa, antecipando ansiosamente o bolo de aniversário.
Fred e Jorge se aproximaram dos Malfoys mais velhos com expressões gêmeas que aparentavam ser sociáveis.
"Podemos lhe servir uma bebida?" Fred perguntou levemente.
"Ou alguma outra coisa?" Jorge acrescentou.
"Nós temos muitos..." Fred começou.
"Tipos diferentes," Jorge terminou.
Narcisa sorriu encantadoramente, "Que gentil da parte de vocês. Eu gostaria de..."
"O Charlie está servindo as bebidas," Ginny interveio rapidamente; a expressão nos olhos de seus irmãos só podia ser descrita como travessa e ela podia vê-los transformando Lúcio em um grande canário branco ou algo igualmente horripilante.
"Ah, nós não nos importamos..." Jorge começou.
"Em ajudar," Fred acrescentou.
"Ah, e tenho certeza de que ajudar é o seu único objetivo. O que vocês queriam testar em vítimas inocentes desta vez?" Ginny respondeu acidamente.
"Gin, você é nossa irmã- para onde foi a confiança?" Fred a encarou com olhos arregalados, o rosto com uma expressão de inocência- ou o mais próximo disso que ele conseguia.
"Mortalmente feridos é o que estamos- nossa própria irmã acha que nós testaríamos nossos produtos na nossa família." Jorge pôs a mão sobre o coração em mágoa fingida.
"Vocês dois podem ir para a outra ponta da mesa, onde não podem fazer nenhum estrago, e, se eu descobrir que alguma coisa caiu na comida ou bebida de alguém hoje, vocês vão ter uma conversa com a ponta da minha varinha," Ginny os avisou rigidamente.
Balançando as cabeças, eles se afastaram como ela exigira, falando alto um para o outro, como habitual.
"Ela está ficando..."
"Cada vez mais parecida..."
"Com a mamãe..."
"A cada dia..."
"Assustador, de verdade..."
"Aterrorizante..."
"Temos de ter pena do Malfoy..."
"Pobre coitado."
Ginny voltou sua atenção para os pais de Draco. "Desculpem-me por isso."
"Não há o que desculpar, querida, eles só estavam tentando ajudar," Narcisa lhe garantiu, embora estivesse um pouco confusa.
"Umm... Esqueci de lhes avisar para não aceitaram nada, seja comida ou bebida, desses dois, eles têm o péssimo hábito de testar seus últimos produtos na família antes de colocá-los à venda," Ginny explicou.
"Oh, entendo- bem, ao menos você os impediu de fazer algum estrago," Narcisa respondeu, parecendo um pouco preocupada.
"As pegadinhas deles geralmente são inofensivas, mas podem ser humilhantes para a vítima, e eu não quero nada disso hoje," Ginny explicou, achando que devia deixar claro que as travessuras dos gêmeos não eram perigosas.
"Sr e Sra Malfoy, querem alguma bebida?" Charlie perguntou agradavelmente.
Narcisa olhou cheia de suspeitas para o professor de Hogwarts, sem muita certeza quanto a confiar ou não nele depois do que Ginny acabara de dizer sobre seus irmãos gêmeos.
"Ah, não é comigo que devem se preocupar, a menos que eu lhes ofereça mostrar alguma criatura mágica," Charlie piscou para Narcisa com um sorriso largo.
"Charlie, pare de provocar." Ginny o repreendeu levemente.
"Desculpa, mana, não pude me conter, falando nisso, os gêmeos estão mortificados por você não confiar neles," Charlie riu.
"E quando foi que eles me deram algum motivo para confiar neles?" Ginny retrucou ferozmente.
"Hey, calma- não enfeitice o mensageiro," Charlie recuou, as mãos erguidas diante de si.
Ginny suspirou pesadamente; ela sabia que estava sendo dura com seu irmão sem necessida, mas ela estava tão tensa que ela se sentia incapaz de se controlar. "Desculpa, não foi essa a minha intenção. Narcisa, Lúcio, o que vocês gostariam de beber? Garanto-lhes que o Charlie é perfeitamente confiável."
"Bem, neste caso, creio que a sua mãe mencionou uma garrafa de uísque de fogo- é Ogden's?"
"Claro- não há nenhum outro," Charlie sorriu para o bruxo.
"Se é assim, vou ficar com o uísque de fogo."
"Lúcio," Narcisa avisou.
"Ora, querida, uma dose não fará mal algum," Lúcio respondeu.
"Esta é festa de aniversário do seus netos," Narcisa lhe informou.
"Sei perfeitamente porque estamos... Aqui," Lúcio retrucou.
Charlie limpou a garganta, "Então, sra Malfoy, o que posso lhe oferecer?"
"Uma xícara de chá seria ótimo, obrigada," Narcisa respondeu afetadamente.
Charlie sorriu largamente para ela, mesmo achando que ela não estivesse muito feliz com ele por ter mencionado álcool. "Eu já volto."
Gui começara a ajudar com as bebidas assim que terminara de chamar as crianças. "O que vai ser para os Malfoy?"
"Uma xícara de chá e Uísque de Fogo," Charlie respondeu olhando para o casal.
"O que foi, cara?" Gui sussurrou.
"Sabe, eles são que nem a mamãe e o papai," Charlie disse baixinho, acenando com a cabeça na direção de Lúcio e Narcisa.
"Como assim?"
"Quando o Lúcio pediu o Uísque de Fogo, a Narcisa reagiu igual a mamãe, e então ele disse a ela, 'Ora, querida, uma dose não fará mal algum.' Isso é exatamente o que o papai diria."
Gui deu um risinho, "Isso sim é assustador- pensar que eles são pessoas normais."
"Você entendeu o que eu quis dizer, as semelhanças são assustadoras."
"Aqui, tome as bebidas deles e cuidado com essa xícara- é do melhor jogo de porcelana da mamãe."
Charlie voltou lentamente para a mesa, a fim de entregar as bebidas.
"Aqui está, um chá e um Uísque de Fogo," ele anunciou com um sorriso largo para Lúcio. Se Naricsa fosse como Molly, ele achava que Lúcio receberia uma bronca ainda maior quando voltassem para casa.
"Obrigada," Narcisa disse gentilmente.
Lúcio inclinou a cabeça na direção de Charlie.
Molly, Anya e Penélope haviam trazido pratos, garfos de sobremesa e duas facas grandes para a mesa, bem como dois grandes bolos de aniversário- um com cobertura roxa e o outro com cobertura azul. O bolo de Angel tinha pequenas rosas brancas de açúcar soletrando o seu nome e o de Drake tinha pomos de ouro em miniatura soletrando o seu nome; os dois tinham, claro, cinco velas ainda apagadas.
"Muito bem, sentem-se todos. Drake, Angel, venham para o meio- isso mesmo, na frente dos seus bolos," Molly instruiu. "Ginny, Draco, vocês vêm?"
"Estamos indo, mãe," Ginny respondeu enquanto se levantava.
Subitamente, Angel apareceu na ponta da mesa, "Avô, você também vem; se você ficar assim tão longe, não vai conseguir ver a gente apagar as velinhas."
"Bem, isso é inadmissível, não é mesmo?" Lúcio respondeu calorosamente para a garota. "Narcisa, vamos?"
Lúcio se levantou; oferecendo o braço para Narcisa, ele a ajudou a se levantar e colocou a mão dela em seu braço. Eles se aproximaram do centro da mesa e das crianças.
"Estamos prontos, agora?" Molly perguntou olhando para todos. "Bom, Harry, você pode acender as velas?"
"Umm... Acho que é o Draco quem faz isso agora," Harry respondeu, olhando diretamente para o bruxo loiro.
"Ah, sim, claro, perdão, Draco, querido- é você quem acende as velinhas," Molly enrubesceu.
Draco franziu a testa levemente, "Eu?"
"Sim, querido... É você quem acende as velinhas de aniversário dos seus filhos, é uma tradição familiar," Molly explicou.
"Claro," Draco sorriu enquanto sacava sua varinha e rapidamente acendia as dez velinhas.
"Lembrem-se de fazerem um pedido antes de soprarem as velinhas," Ginny lhes lembrou.
Um coro alto e desafinado de "Parabéns pra Você" foi iniciado em algum lugar do grupo de pessoas e os demais acompanharam. Quando a canção terminou, Drake e Angel se inclinaram e apagaram as suas velinhas. Ginny se adiantou e deu a cada um deles uma das facas grandes.
"Lembrem-se, cortem o bolo com cuidado, mas não cortem até o fim, senão o desejo não se realizará," Ginny lhes disse gentilmente.
Os gêmeos se entreolharam e sorriram antes de lentamente pressionarem as facas contra os bolos, mantendo as facas no lugar, eles sorriram largamente para a família. Todos aplaudiram e suas tias começaram a cortar os bolos para todos.
"Vamos, vocês dois, venham se sentar," Ginny disse enquanto os tirava do caminho de suas cunhadas.
"Mãe, os primeiros pedaços são nosso, né?" Drake perguntou cheio de urgência.
"Sim, querido, os primeiros pedaços são de vocês," Ginny confirmou. "Onde vocês querem se sentar?"
"Com você," Drake disse.
"Com o avô," Angel respondeu.
Ginny sorriu para eles, "Certo, então vamos para a ponta da mesa."
Deixando os gêmeos acomodados ao lado de seus avós, Ginny estava voltando para os bolos quando Fleur trouxe o primeiro pedaço de cada bolo para os gêmeos.
"Tive de trazê-los agora, antes que Fred e Jorge os comesse," Fleur disse com uma leve risadinha.
"Fleur, você devia estar descansando e não andando por aí, atrás de todo mundo," Ginny a censurou.
"Oh, bobagem, fico muito desconfortável se ficou muito tempo sentada; me faz bem andar por aí de vez em quando," Fleur desconsiderou a bronca de sua cunhada.
"Para quando é, querida?" Narcisa inquiriu polidamente.
"Deve nascer a qualquer dia, agora," Fleur respondeu alegremente.
Narcisa sorriu calorosamente, "É o seu primeiro bebê?"
Fleur riu, Ah não, este é o nosso quarto; já temos um menino e duas meninas."
Narcisa pareceu levemente chocada, "Céus, quantas crianças para cuidar."
"O Gui ajuda muito quando chega do trabalho e a família dele é fantástica- nós todos nos ajudamos," Fleur explicou graciosamente.
"Isso é ótimo, querida."
"Se vocês me permitem, preciso dar uma olhada na Eloise- ela tem só dois anos e ainda não é muito proficiente em se alimentar sozinha sem fazer muita sujeira," Fleur disse.
"Minha nossa, você tem muitos sobrinhos e sobrinhas, Ginevra," Narcisa declarou enquanto olhava o restante da mesa.
"Sim, e eles ainda estão chegando. Meus pais têm dezesseis netos; o bebê da Fleur pode nascer a qualquer dia e a Angelina também está grávida," Ginny disse a ela.
"Drake mencionou ter alguns primos novos no começo da semana," Narcisa disse levemente.
"Sim, Jorge e Katie tiveram gêmeas... E, só um momento, a Katie está ajudando com o bolo quando deveria estar sentada," Ginny respondeu enquanto se levantava e ia até onde Katie estava cortando os bolos.
Alguns minutos depois, Katie sentou-se na cadeira abandonada por Ginny, parecendo decididamente culpada.
"Ela te deu uma bronca?" Draco perguntou, jogando a cabeça na direção de Ginny.
Suspirando, Katie olhou para ele, exasperação faiscando em seus olhos. "É, eu juro que se mais alguém vier me dizer para ir com calma, vou enfeitiçá-los até o próximo domingo."
Draco ergueu uma sobrancelha e não conseguiu conter uma risadinha. "Família mandona, não?"
"Oh, com certeza, mas... Não há nenhuma família mais amorosa que eles em lugar algum," Katie disse com afeto.
"É, já percebi," Draco murmurou enquanto observava os irmãos Weasley interagindo entre si.
Molly foi até eles com uma pequena trouxa de cobertores nos braços, "Katie, a Pippa acordou; acho que ela está com fome."
"Juro que esta é a minha porquinha, tudo o que ela faz é comer," Katie exclamou bem humorada enquanto Molly lhe entregava o bebê.
Vendo apenas de relance o bebê, Narcisa sorriu sonhadoramente, "Ela é muito bonita; você tem muita sorte."
"Obrigada," Katie sorriu para a outra bruxa.
Lúcio assistiu em choque enquanto Katie começava a amamentar sua pequena filha bem onde ela estava, ainda conversando animadamente com Draco sobre a família Weasley sob a sua ótica. Tentar desviar o olhar da jovem mãe estava sendo mais difícil do que deveria.
Ginny trouxe quatro pedaços de bolo para eles, e Arthur apareceu para checar se estava tudo certo com suas bebidas, trazendo consigo um grande copo de água para Katie.
Colocando-o diante dela, Arthur disse, "Molly disse que você tem que tomar tudo, alguma coisa sobre a produção de leite."
"Obrigada, Arthur, diga a ela que vou tomar tudo," Katie respondeu.
"Ótimo. Alguém gostaria de mais alguma bebida?" Arthur olhou ao seu redor.
Lúcio olhou de esguelha para Narcisa antes de fazer seu pedido, "Talvez outra dose de Uísque de Fogo."
Narcisa girou em sua cadeira para encarar seu marido, "Lúcio!"
"Querida, você não quer um escândalo, quer?" Ele respondeu calmamente. "Você gostaria de outra xícara de chá?"
Narcisa se virou para Arthur, "Obrigada, sr. Weasley, outra xícara de chá seria ótimo."
"Esplêndido... Draco?" Arthur entoou.
"Vou te ajudar e pegar uma cerveja amanteigada enquanto isso," Draco declarou enquanto se levantava da cadeira.
"Tudo bem. Katie- outra xícara de chá, querida?"
"Sim, por favor," ela respondeu distraidamente, ainda ocupada com seu bebê.
Draco e Arthur foram até onde as bebidas estavam guardadas.
Arthur olhou para o loiro antes de comentar, "Tenho a impressão de que o seu pai vai ter que ouvir poucas e boas quando chegar em casa."
"É, minha mãe não está muito feliz com ele no momento," Draco respondeu sorrindo.
"Devo dar a ele o Uísque de Fogo?" Arthur perguntou hesitantemente.
"Isso é problema dele- ele sabe que ela não está feliz com o fato dele estar bebendo hoje, mas ainda assim pediu o Uísque," Draco lhe garantiu.
"Okay, eu só não queria piorar as coisas," Arthur lhe informou.
"Não se preocupe, ela já vai brigar com ele pela primeira dose, então ele pode muito tomar outra dose e fazer a bronca valer a pena," Draco riu.
No momento em que eles chegaram com as bebidas, Molly saiu da casa com outra pequena trouxa de cobertores para Katie.
"A Scarlett acabou de acordar, ela ainda não está agitada, mas achei melhor já trazê-la para cá," Molly informou.
"Obrigada, Molly, quando ela começar, a Pippa já vai ter terminado," Katie disse.
"Draco, você pode segurar a Scarlett para mim, ainda não terminei na cozinha," Molly disse enquanto estendia o bebê em sua direção.
Draco olhou para a trouxa de cobertores como se a trouxa fosse uma Acromântula, "Umm... Eu não acho que... Eu..."
"Eu adoraria segurá-la até a Katie estar pronta para ela," Narcisa interveio em prol de seu filho.
Molly foi até a outra mulher, "Ótimo, aqui está ela, é tão quietinha, quase nunca chora."
"Ela é tão linda," Narcisa exclamou, claramente encantada com a garotinha.
"Bem, devo voltar para a cozinha," Molly anunciou.
Draco assistiu enquanto sua mãe se atarantava com o bebê; ela estava fascinada com o bebê.
"Você sabe que eu gostaria de segurar os meus netos assim algum dia," Narcisa disse discretamente.
"Isso é uma insinuação, mãe?" Draco perguntou atrevidamente.
"Pense nisso como se fosse uma ordem, Draco," Narcisa respondeu em um tom sério, apesar de ter um sorriso caloroso no rosto.
"Uma ordem- e de quantos você gostaria?" Draco continuou atrevidamente.
"Pelo menos mais dois, e depois podemos negociar," Narcisa disse pensativamente.
Katie pôs Pippa no joelho, para que ela arrotasse, no exato momento em que os gêmeos terminavam seus pedaços de bolo.
"Papai, podemos abrir os nosso presentes agora?" Drake perguntou impaciente.
Draco não queria bagunçar os planos de Ginny, "Vocês vão ter que perguntar para a sua mãe."
Drake desceu da cadeira e correu até Ginny. "Mamãe, podemos abrir nossos presentes agora- por favor?"
Olhando ao seu redor, Ginny viu que quase todos haviam terminado de comer. "Tudo bem, vá buscar a Angel."
"Angel... Angel, a gente pode abrir os presentes," Drake berrou enquanto corria até sua irmã.
"A gente pode mesmo, a mamãe deixou?" Angel deu um gritinho excitado.
"Yep- vem," Drake disse enquanto agarrava a mão de sua irmã e começava a arrastá-la em direção à montanha de presentes.
Ginny foi até Draco, "Bem, você está pronto?"
"Eu preciso fazer alguma coisa?"
"Eles vão precisar de ajuda e eu achei que talvez fosse legal você e eu..." A voz de Ginny se extinguiu.
"Vamos ajudá-los, amor." Draco agarrou a mão de Ginny e eles foram até as crianças, que já haviam começado a rasgar alguns dos coloridos papéis de presente.
Lentamente, a maior parte da família se aproximou para ver as expressões de encanto iluminarem os rostos dos gêmeos enquanto eles descobriam o que estava escondido dentro do pacote.
Draco pegou um pacote comprido e o ofereceu. "Aqui, Drake, este é para você."
"De quem é, papai?"
"Meu."
Drake rasgou rapidamente o papel para revelar uma 'Lightning Bolt 5000'.
"Oh... Wow... Obrigado, papai, esse é o melhor presente que eu já ganhei."
"De nada, cara- mas você sabe que só poderá usá-la daqui a duas semanas e meia- depois de terminado o seu castigo," Draco explicou cuidadosamente.
"É, eu sei... Mas eu ganhei o que eu queria."
"Draco?" Ginny estivera observando cuidadosamente a interação entre pai e filho.
"Sim, Gin."
"Não era isso o que você ia dar para o Drake."
"Mudei de idéia," Draco respondeu com um muxoxo inocente.
"Por que eu acho que a sua intenção era dar uma vassoura desde o início?"
"Umm... Bem, eu..."
"Draco?"
"Sim, amor?"
"Nós vamos discutir isso mais tarde," Ginny disse, sua voz cheia de veneno doce.
"Sim, querida."
"Mamãe... Olha o que o tio Harry me deu," Angel puxou urgentemente as vestes de Ginny.
"Oh, que lindo- um dragão, e na sua cor favorita."
"E ele cospe fogo de verdade... Olha," Angel apertou o dragão roxo e ele voou em círculos pelo jardim, cuspindo fogo ocasionalmente e então voltou para as mãos dela.
"Isso é ótimo, querida, o que mais você tem aí?"
"Umm... Acho que vou abrir o grandão agora. De quem é, mamãe?"
Ginny foi até uma grande caixa e leu a etiqueta, "É do papai."
"Sério?"
"Sério, você vai abri-lo?"
"Sim, agora mesmo," Angel exclamou enquanto se aproximava da caixa, que era tão alta quanto ela e um tanto comprida. Tirando cuidadosamente o papel de presente, ela revelou uma grande caixa branca com uma tampa. "Mamãe, olha..."
"Você precisa de ajuda?"
"Sim, por favor."
"Draco, você pode ajudar a Angel com o seu presente?" Ginny perguntou baixinho.
Draco foi até onde Angel brigava com a tampa da caixa, "Aqui, princesa, deixe-me te ajudar."
Levantando a tampa com facilidade, Draco deu um passo para trás enquanto Angel se erguia na ponta dos pés e tentava espiar o que havia dentro da caixa.
"Você quer que eu o tire da caixa?"
"Sim, por favor, papai."
Inclinando-se, Draco tirou o presente de dentro da caixa e o pôs no chão diante de sua filha ansiosa.
"Oh, papai, é um unicórnio."
"Faça carinho no focinho dele e veja o que acontece, Angel."
Ela se inclinou e correu a mão gentilmente pelo grande focinho do brinquedo, dando risinhos enquanto o unicórnio encantado sacudia a cabeça e trotava em círculos.
"Você gostou?" Draco perguntou.
Angel passou os braços em volta de seu pescoço," Ah, obrigada, papai! Eu amo meu unicórnio e eu amo você também."
"Eu te amo, Angel," Draco lhe disse enquanto a abraçava com força.
"Hey, nós estamos abrindo presentes aqui ou o quê?" Charlie perguntou ao aparecer.
"Eu estou," Drake anunciou fazendo uma careta para sua irmã.
"Ótimo, de quem é esse?" Charlie perguntou entusiasmado.
Drake deu de ombros, "Sei lá."
"Bem, vamos ler o cartão, então?" Charlie sugeriu gentilmente.
Drake arrancou o cartão da caixa e o entregou a seu tio, "Okay, o que diz aí?"
"Está escrito, 'Para o Drake, com amor, Avô'."
"Posso abrir agora?" Drake perguntou impaciente.
"Vá em frente, cara."
Drake atacou a caixa, rasgando o papel que a revestia sem dó; dentro, ele encontrou um caldeirão, utensílios e ingredientes para o preparo de poções.
"Wow... Eu ganhei um caldeirão; papai, olha esses ingredientes," Drake disse excitadamente enquanto examinava o que ganhara.
"É, é mesmo muito legal, dá para fazer algumas poções com o que tem aí,"
Ginny olhou por cima do ombro de Drake com preocupação, "Umm... Draco, esses ingredientes, nenhum deles é..."
"Eu lhe garanto, Ginevra, não há nada perigoso no estoque de Drake- apenas alguns ingredientes básicos," Lúcio interveio calmamente.
"Tudo bem," Ginny respondeu com hesitação, fazendo uma anotação mental para se lembrar de pedir a Hermione que verificasse os ingredientes.
Drake olhou para os outros presentes ainda não abertos, "Posso abrir outro?"
"Claro- que tal esse?" Draco perguntou. "É do tio Harry."
Drake rasgou o papel rapidamente, revelando um uniforme completo do Chudley Cannons, bem como protetores para quadribol.
"Wow! Obrigado, tio Harry. Mamãe, posso colocar agora?"
"Por que você não termina de abrir os outros presentes e depois você coloca?" Ginny sugeriu levemente.
Draco olhou para o uniforme com desgosto e então para Harry, "Chudley Cannons? Você deu um uniforme do Cannons?"
"É, você disse que cuidaria da vassoura e que eu poderia comprar o uniforme- você não disse qual eu deveria comprar," Harry defendeu sua compra.
"O que tem de errado com o Cannons?" Rony exigiu.
Draco sorriu em desprezo para o par, "Por onde vocês preferem que eu comece?"
"Vá em frente, Draco..." Jorge começou.
"Diga tudo..." Fred continuou.
"O que tem de errado com..." Jorge deu um passo para a frente.
"O Cannons," Fred seguiu seu gêmeo.
Draco olhou cautelosamente ao seu redor, "Vocês obviamente torcem pelo Cannons?"
"O que foi que te deu essa idéia, cara?" Bill se manifestou.
Ginny se postou entre seus irmãos e Draco, "Certo, pessoal, circulando- agora."
"Aww- Gin, nós só estávamos nos divertindo um pouco," Bill reclamou.
"Sim, bem, vocês deviam estar assistindo enquanto sua sobrinha e seu sobrinho abrem os presentes," Ginny lembrou. "Não falando sobre quadribol."
"Mas,"
"Nada de 'mas' Rony."
"Mãe, olha o que o avô me deu," Angel chamou.
"O quê, princesa?"
"São roupas para andar a cavalo."
"É mesmo, olha que lindas. O que é essa foto?"
"É um cavalo, e tem alguma coisa escrita; você lê pra mim, mãe?"
Angel deu a fotografia para a mãe e esperou pacientemente enquanto Ginny examinava a imagem. Nela, estava um pequeno cavalo branco trotando em um cercado que parecia vagamente familiar.
Ginny leu a nota na foto em voz alta, "Querida Angelique, feliz aniversário. Com amor, avô."
Lúcio limpou levemente a garganta antes de se dirigir a Ginny e Angel. "Eu não poderia trazer o cavalo comigo- ele a espera nos estábulos da Mansão."
Angel parecia um pouco confusa. "Mãe?"
"Umm... Acho que o seu avô te comprou o cavalo na foto, querida," Ginny respondeu hesitante, olhando para Lúcio buscando uma confirmação e recebendo um assentir de cabeça quase imperceptível.
"Você comprou um cavalo só pra mim?" Angel guinchou enquanto se levantava.
"Sim- ele está na Mansão e você poderá montá-lo quando quiser."
"Oh... Avô, obrigada," Angel exclamou enquanto se atirava em Lúcio, tentando puxá-lo para um abraço.
"Não foi nada, Angelique- apenas espero que você goste do presente."
"Eu vou gostar, avô. Quando a gente pode andar a cavalo?"
"Talvez você possa vir para a Mansão alguma tarde e então podemos cavalgar."
"Oh, mamãe, posso ir essa semana?"
"Sim, depois nós combinamos."
Os gêmeos terminaram de abrir seus presentes e logo cada um tinha uma grande pilha de brinquedos novos, vestes e outros presentes extraordinários. Todas as crianças foram brincar longe da mesa onde os adultos, mais uma vez, se fizeram confortáveis.
"Acho que é hora de começar a limpar esses pratos," Molly anunciou enquanto se levantava, fazendo com que várias de suas noras também se levantassem.
"Molly, espere um pouco, sente-se e aproveite a tarde," Arthur lhe disse. "Meninas, sentem-se; os pratos ainda vão estar aí daqui a uma hora."
As mulheres se sentaram e retomaram suas conversas.
Harry limpou a garganta enquanto levanta, "Antes que todos sumam, posso ter a atenção de vocês por um minuto?"
A mesa ficou silenciosa e todos os olhares caíram sobre Harry.
"Eu... isso é, Mione e eu temos uma notícia," Harry começou.
Um ofegar alto e ansioso veio de Molly, o que fez com que Harry desse uma risadinha nervosa enquanto olhava para a mulher que considerava a melhor mãe postiça que alguém poderia ter.
"Umm..."
"Harry, não é assim tão difícil, fala de uma vez," Gui disse animadamente.
"A Hermione está grávida- eu vou ser pai!"
Em segundos, Molly e as outras mulheres Weasley bombardeavam Hermione com conselhos de um lado da mesa, enquanto no outro, os homens davam tapinhas nas costas de Harry, manifestando seus cumprimentos.
A única pessoa que estava ausente era Rony, o melhor amigo deles. Harry olhou por cima das cabeças no momento exato para ver Pansy correndo para a casa, com Rony em seus calcanhares- nenhum dos dois parecia feliz. Sem querer se intrometer em problemas particulares e sabendo que Rony mais tarde lhe narraria o drama com todos os detalhes, Harry voltou a prestar atenção nos outros homens.
"Potter," Draco estava diante de Harry, sua mão estendida, "Parabéns."
Apertando a mão de seu antigo adversário, Harry sorriu, "Obrigado, Malfoy."
Algum tempo depois, obviamente com pressa, Drake correu para a porta dos fundos da casa, parando quando Ginny o chamou.
"Drake, você não pode entrar. A tia Katie está tentando fazer as gêmeas dormirem."
Uma expressão dolorida cruzou o rosto de Drake, "Mas, mamãe, eu preciso fazer xixi."
"Tudo bem, mas não faça barulho."
"Sim, mamãe."
Drake entrou na casa e foi até o banheiro do andar de cima. Ao estender a mão para a maçaneta, ele ouviu alguns barulhos abafados vindo do pequeno banheiro. Suspirando em resignação, pôs-se a esperar a sua vez.
Os barulhos vindo do banheiro estavam ficando mais altos, e ele percebeu que havia duas pessoas ali dentro. A curiosidade venceu o garoto, que pressionou a orelha contra a porta para ouvir mais. Contorcendo o rosto em desgosto, ele reconheceu as vozes que vinham do outro lado da porta e percebeu rapidamente o que eles estavam fazendo para fazer tais barulhos.
Suspirando e balançando a cabeça em desgosto, Drake saiu da casa. Esgueirando-se pela lateral da casa, ele decidiu se aliviar no canteiro de flores, sabendo que o banheiro ficaria ocupado por um bom tempo.
"Drake o que você está fazendo?"
O garoto se virou para ver sua vovó de pé na esquina, as mãos nos quadris e obviamente nada feliz.
Indo em direção a ela, ele começou a explicar, "Eu tinha que fazer xixi."
"Drake, você deveria ter usado o banheiro lá dentro," Molly repreendeu enquanto o levava de volta para a festa.
"Mas tinha gente," Drake protestou.
"Bem, tenho certeza de que você poderia ter esperado até que quem estivesse usando o banheiro terminasse."
"Não podia, não- o tio Rony e a tia Pansy pareciam que iam demorar muito."
"O Rony e a Pansy estão juntos no banheiro?"
"Uh huh, eles estão transando," Drake anunciou displicentemente.
"Eles estão o quê?" Molly gritou. "Espere só até eu colocar as mãos nele- ele vai se arrepender do dia em que nasceu."
Molly andou furiosamente até a casa, com todos olhando para ela.
"Drake, vem cá," Draco chamou seu filho.
"Sim, papai."
"O que está acontecendo?"
Drake rolou os olhos. "O tio Rony e a tia Pansy estão transando no banheiro."
Um ofego vindo de Narcisa silenciou quaisquer perguntas que Draco quisesse fazer.
Jorge se inclinou sobre a mesa com um grande sorriso estampado no rosto, "Shh... Eu adoro quando a mamãe grita com outra pessoa."
"Ronald Billius Weasley," a voz de Molly chegava ao jardim, vinda do andar de cima da casa. "Saia já daí."
"Haha... Isso é ótimo," Fred disse em meio à sua risada.
"Acho bom você ter um bom motivo para estar fazendo isso no meu banheiro," a voz de Molly veio até o jardim novamente.
Todos no jardim aguardaram, a respiração presa, tentando em vão ouvir a resposta de Rony.
"Você está me dizendo que o Drake está mentindo?" Molly berrou. "Ronald... Ronald, volte aqui. Ainda não acabei."
Dali a poucos segundos, a porta da cozinha foi escancarada e um Rony Weasley furioso olhava para o jardim. Encontrando seu alvo, ele imediatamente foi até Drake.
"Mas o que diabos está errado com você? Por que raios você foi dizer para a mamãe que nós estávamos transando?" Rony gritou para o garoto.
Draco se levantou e se colocou entre seu filho e o ruivo furioso. "Em vez de gritar com o meu filho, talvez fosse melhor você aprender a controlar esses desejos, Weasley," ele rosnou através de dentes cerrados.
"Nós não estávamos fazendo nada," Rony berrou em retaliação.
Draco sorriu cheio de escárnio e forçou-se a continuar calmo, "Não foi o que o Drake ouviu."
"O que o Drake ouviu foi a Pansy chorando," Rony declarou impaciente.
"Claro, Weasley- e por que a Pansy estaria chorando- ela quebrou uma unha?" Draco zombou.
"Ela está chateada, só isso," Rony murmurou, a raiva em sua voz dissipada.
Draco ficou curioso; Pansy era uma de suas amigas mais antigas e se ela estava chateada com alguma coisa, ele queria saber. "Por que ela está chateada?" Ele exigiu.
"Porque sim, só isso," Rony respondeu correndo uma mão pelo cabelo.
"Weasley, pode contar agora- por que a Pansy está chorando?" A voz de Draco estava grave e séria.
"Ela... Ah, merda. Ela está grávida, está bem? Feliz agora? Todo mundo pode ficar sabendo," Rony cuspiu as palavras.
Com exceção de alguns ofegos, nenhum outro som se fazia ouvir- a declaração pairava no ar como uma nuvem negra.
"Ela precisa de..." Draco começou.
"Não- nada que venha de você." Rony rosnou antes de virar e voltar a entrar na casa.
Lentamente, as conversas recomeçaram entre os membros da família; claro, havia apenas um tópico- Rony e Pansy.
Harry foi até Draco e pôs uma mão em seu ombro. "Deixe ele resolver isso."
"Se ela precisar de algo, eu só quero..."
"É, eu sei, mas o Rony precisa lidar com isso sozinho."
"Eu entendo, mas se ele fizer qualquer coisa..."
"Ele não vai fazer nada com a Pansy- ele a ama e vai fazer a coisa certa em algum momento. Ele está em choque agora; um bebê não estava nos planos. Você, principalmente, devia entender isso."
Draco correu uma mão pelo cabelo, "É, isso eu entendo. Eu só estou preocupado com a Pansy."
"O Rony vai cuidar dela e a Molly está lá dentro agora- ela não vai deixar que nada aconteça com a Pansy."
"Suponho que não."
"Não há nada para supor; a Molly ama a Pansy e o fato de ela estar grávida de mais um neto para ela só vai fazer aumentar esse amor- você viu como essa família reage com a notícia de que há um bebê a caminho. Não há nada com o que se preocupar."
"É... É, você tem razão."
Harry deu um grande sorriso, "Eu sei. Venha, vamos sentar e deixar as coisas acontecerem."
Sentando-se à ponta da mesa, Draco olhou curiosamente para Harry. "Você acha que vai haver mais... Drama essa tarde?"
"Vai acontecer mais alguma coisa, só não sei o quê."
"Draco, há algo que eu possa fazer? Talvez eu possa falar com a Pansy," Narcisa sugeriu, uma leve preocupação em seu tom de voz.
"Não, mãe, eu acho melhor você ficar fora disso, e, pelo amor de Merlin, não mencione nada disso para os Parkinson- deixe a Pansy contar a eles," Draco respondeu forçosamente. Ele sabia perfeitamente bem que sua mãe tinha uma atração por fofocas e, agora, evidentemente, ela tomara conhecimento de notícias um tanto importantes sobre a filha de uma de suas amigas mais próximas.
Narcisa pareceu afrontada, "Eu jamais faria isso."
"Mãe, se eu achasse isso, não teria dito nada," Draco respondeu arrogantemente.
Enquanto Lúcio se inclinava para a frente em sua cadeira, seus olhos adquiriram um tom cinza chumbo, "Draco."
Suspirando pesadamente, Draco olhou para Lúcio. "Pai, você sabe tão bem quanto eu, que, se pudesse, a mãe estaria nesse exato momento na rede de Flú divulgando essa notícia para suas amigas."
Sorrindo graças à honestidade atrevida de seu filho, Lúcio só podia concordar com um aceno de cabeça.
Draco tomou um grande gole de sua cerveja amanteigada e estava contemplando o último comentário de Harry quando a porta dos fundos se abriu. Rony deu dois passos para fora da casa, parou, olhou ao seu redor, vendo todos os olhos fixos nele, foi calmamente até a mesa, pegou duas garrafas e prontamente saiu do jardim e foi para o campo.
No mesmo instante em que a forma de Rony desaparecia, Ginny entrou rapidamente na casa antes de voltar para o jardim e ir até Draco.
Draco sorriu para ela e passou um braço por sua cintura.
"Hey, amor."
Ginny lhe deu um pequeno sorriso de volta, "Só entrei para ver a Pansy."
"E?"
"Ela quer o Rony."
"Oh?"
"Eu estava pensando se você não poderia ir falar com ele; talvez convencê-lo a voltar para a casa."
"Eu?" Draco se perguntou brevemente se ela tinha enlouquecido temporariamente; em sua opinião, ele era a pior pessoa para ir conversar com o irmão dela.
"Sim."
"Não seria melhor se o Potter ou um de seus irmãos fosse?"
"Eu acho que você teria mais sucesso em trazê-lo de volta."
Franzindo a testa comicamente, ele perguntou, "Você pode explicar como chegou a essa conclusão?"
"Você e o Rony não se gostam."
"Concordo plenamente."
"Bem, ele não esperaria que você para respeitass a necessidade dele de ficar sozinho agora,"
"Não entendi." Ela enlouqueceu, ele acrescentou mentalmente.
"Percebeu que ninguém foi atrás dele?"
"Sim."
"Isso é porque o Rony sempre precisa de um tempo para se acalmar, controlar o temperamento dele antes de continuar," Ginny explicou lentamente.
"Bem, não seria melhor deixá-lo sozinho até ele se controlar?"
"A Pansy precisa dele agora. Por favor, amor, vá lá e veja se ele vai voltar para a casa," Ginny implorou.
"Eu não acredito nisso- tudo bem, eu vou, mas juro que se ele der a entender que vai pegar a varinha..."
"Obrigada, vou lhe recompensar depois- prometo."
"É, é bom acreditar nisso, bruxa."
Indo até a mesa, Draco agarrou duas cervejas amanteigadas e foi na mesma direção que vira Rony tomar dez minutos antes.
Não demorou para que Draco avistasse o bruxo ruivo sentado diante de um riacho e fosse até ele em silêncio.
Erguendo uma sobrancelha para o homem apático, Draco percebeu que ele parecia estar tentando afogar suas mágoas em suco de abóbora, "Posso sentar?"
"Faz o que você quiser," Rony rosnou sem olhar para ele.
"Então, eu não entendi," Draco começou em tom leve.
"Não entendeu o quê, Malfoy?"
"Por que a Pansy ficaria chateada por estar grávida?"
Rony se virou para Draco, confusão estampada no rosto, "Quê?"
"Bem, a sua família adora bebês, então por que a chateação?"
"Nós não somos casados, todos os outros são," Rony respondeu secamente.
"Gin e eu não somos."
"É, mas isso é diferente. Você não estava aqui."
"Bom, mas isso é pior ainda."
"Talvez... Eu não sei- tudo o que sei é que a Pansy está chateada. Ela não acha que pode comemorar como a Hermione."
"Por que não? Ela vai ter um bebê, o seu bebê; ela merece comemorar- é algo importante."
"É, eu sei, mas não é assim que ela se sente."
"Bem, case com ela," Draco sugeriu.
"Eu quero, mas não é assim tão fácil."
"Por que não, diabos?"
"Sr Parkinson," Rony resmungou.
"Ele não gosta de você?" Draco tentou conter o sorriso que ameçaava surgir.
"Ele acha que eu sou uma fase que ela vai superar," ele respondeu monotonamente.
Draco teve de sufocar uma risadinha, "Bem, você sabe que eu conheço os Parkinson quase a vida toda- posso dizer uma ou duas coisas a seu favor."
"Por que você faria isso?"
"Você é irmão da Gin e nós vamos fazer parte da mesma família um dia."
"Quê? Você acabou de dizer que você e a Ginny não são casados."
"Ainda não."
"Malfoy..."
"Weasley, eu tenho toda intenção de casar com a sua irmã, então sugiro que você se acostume com a idéia," Draco respondeu atrevidamente.
"Por que você quer se casar com ela?"
"Eu a amo."
"Por isso?"
"Basicamente, os gêmeos são um bônus, mas eu não me casaria só por causa deles; eu amo a sua irmã e pretendo fazer dela minha esposa- é só uma questão de tempo."
"Ela sabe disso?"
"Não, e eu apreciaria muito se você não dissesse nada até que eu a peça em casamento."
"E quando vai ser isso?"
"Ainda não sei, quando achar que for a hora certa- eu já encomendei a aliança, então acho que será em breve."
"Você sabe que vai ter que pedir permissão para o meu pai."
"É, para isso, eu não estou nem um pouco ansioso, parece estúpido, eu sei, mas..."
"Eu entendo..."
"Então, você vai voltar para a casa?"
"Quem te mandou?"
"A Gin."
"Imaginei."
"Bem você sabe o que ela vai fazer comigo se eu voltar sem você."
"Mmm. Estou tentado a ficar aqui só para ver você sofrer."
"Weasley, a Gin me mandou vir aqui falar com você porque a Pansy quer você."
"Sério?"
"É- não consigo entender por quê, mas ela quer," Sua voz estava cheia de sarcasmo.
"Tudo bem, acho que é melhor voltar para ela, então."
"Ótimo... Vamos."
Draco se levantou, esperou que Rony se levantasse, e eles voltaram juntos para a casa, em silêncio. Separando-se ao alcançarem o jardim, Rony foi para dentro e Draco foi até Ginny, que se sentara ao lado dos pais dele.
"Você conseguiu que ele voltasse, obrigada," Ginny lhe sorriu calorosamente.
"É, nós conversamos," Draco respondeu em tom cansado enquanto se sentava ao lado dela.
"Eu sou muito grata por isso."
"Eu sei; só espero que ele não estrague tudo com a Pansy."
"Ele não vai fazer isso. Eu o conheço e, mesmo que ele tropece no começo, no fim, ele fará tudo certo."
Molly saiu da casa aparentando preocupação. Ela foi até onde Ginny e Draco estavam.
"Draco, obrigada por conversar com o Rony; ele pode ser muito teimoso quando quer e... Bem, ele não muito fácil de ser convencido, mas a Pansy parece estar muito chateada e precisa dele," Molly disse.
"Não foi nada, sra Weasley."
A conversa deles foi interrompida quando Rony e Pansy apareceram na porta. Rony parecia estar conversando baixinho com Pansy, que parecia não querer sair da casa. Quando todos os olhos caíram sobre eles, Pansy relutantemente saiu, pendurando-se desesperadamente no braço de Rony enquanto ele a conduzia até a mesa.
Rony limpou a garganta e disse claramente, "Gostaria de ter a atenção de todos por um minuto."
O único barulho que podia ser ouvido vinha das crianças que brincavam no fundo do jardim.
"Umm... Eu queria fazer isso adequadamente então..."
"Não é tão difícil, Rony, desembucha logo," Harry disse da outra ponta da mesa, um sorriso jocoso no rosto. Ele não pôde resistir à vontade de interromper como Gui fizera durante o seu anúncio.
"Harry," Hermione ralhou com ele. "Continue, Rony."
"Bem... Eu... Isso é, Pansy e eu vamos ter um bebê."
"Mais um bebê... Ah, céus, nós somos abençoados," Molly exclamou enquanto lágrimas marejavam seus olhos. "Oh, Pansy, obrigada, é por isso que você estava chateada?"
Pansy assentiu, "Eu achei que vocês não fossem ficar felizes porque não somos casados."
"Bobagem, um bebê deve ser celebrado; é claro que seria melhor se vocês fossem casados..." Molly se interrompeu, dando um olhar severo para Rony.
"Mãe, eu e a Pansy vamos decidir quando for hora de discutir sobre isso," Rony respondeu cautelosamente.
"Tudo bem, eu só achei que... Bem, com um bebê a caminho vocês fossem considerar a possibilidade de se casarem."
"Mãe- tenho certeza de que nós vamos considerar essa possibilidade, mas não queremos a opinião de mais ninguém; nós vamos fazer o que é certo para nós e para o bebê."
"É claro, querido, venha cá," Molly disse enquanto puxava seu filho mais novo para um abraço apertado. "Eu estou tão feliz."
"Que bom, mãe; você merece," Rony sussurrou no ouvido de sua mãe enquanto o resto da família engolfava ele e Pansy com desejos de sucesso e conselhos.
Já estava tarde quando Draco e Ginny finalmente colocaram os gêmeos para dormir; eles tinham estado agitados a noite toda e se mostraram mais que difíceis para serem acalmados.
Angel insistira em ficar com a foto de seu cavalo a noite toda e ela agora estava em seu criado mudo, para que Angel pudesse olhá-la enquanto dormia. Draco se vira forçado a rosnar para ela quando ela teimara que queria dormir com todos os seus brinquedos novos, o que causara uma fonte de lágrimas da menina. Em uma tentativa de acalmar sua filha, Draco passara muito tempo posicionando todos os presentes que ela recebera segundo o gosto dela.
Drake fora mais fácil de colocar para dormir. Exausto de tanto correr com seus primos, o pequeno bruxo mal conseguia manter os olhos abertos enquanto se enfiava debaixo das cobertas. Ele adormecera antes que seus pais pudessem lhe dar um beijo de boa noite.
Draco e Ginny se deixaram cair no sofá da sala de estar. Draco pôs as costas contra o braço do móvel, os braços ao redor de Ginny e a puxou contra seu peito. Ambos estavam agradavelmente cansados.
"Você se divertiu hoje?" Ginny perguntou.
"Mmm... Sim, foi ótimo. A expressão das crianças quando abriram os presentes foi sensacional."
"Estou feliz por você ter vindo," Ginny disse baixinho.
"Eu também," Draco sussurrou.
Algo molhado caiu na mão de Draco e ele se inclinou para a frente, tentando olhar para o rosto dela.
"Gin, o que foi?"
"Desculpa... Eu só- você perdeu tanta coisa e tudo por culpa minha."
"Shh... Eu estou aqui agora, e é isso o que importa. Achei que já tivéssemos resolvido isso."
"Eu estou sendo sentimental, eu sei, mas não consigo evitar."
"Está tudo bem- vire-se e venha cá."
Ginny se virou, erguendo-se até que seus rostos ficassem nivelados.
Draco correu amorosamente as mãos pelo rosto dela, limpando as lágrimas que haviam corrido por suas bochechas. "Eu te amo," ele sussurrou.
"Eu também te amo, Draco."
Puxando-a gentilmente para si, Draco beijou várias vezes o rosto dela antes de reclamar delicadamente os lábios dela enquanto os braços dela envolviam seu pescoço e seus dedos brincavam com seu cabelo.
