Epilogo
Samantha McKenzie encontrava-se deitada na sua cama, no quarto que partilhava com a irmã mais nova, a tia (apenas mais velha dois anos) e com a prima em Basilisk Hall. Ela notou o sol que espreitava preguiçosamente pelas portadas das janelas, mas estava demasiado ensonada para sequer colocar o corpo fora da cama. As férias de Verão estavam a terminar e ela queria aproveitar cada minuto que fosse para descansar e para se divertir. Só depois de um pouco mais desperta, notou que a sua cama abanava e rangia freneticamente. Atirou os cobertores para cima e deslumbrou a sua irmã mais nova, Chelsea, a saltar em cima da cama, que por acaso não era a que lhe pertencia. Os cabelos encaracolados, castanhos-claros da irmã, saltavam para cima e para baixo, os olhos verdes escuros brilhavam de divertimento.
- Acorda Sam! – repetia vezes sem conta.
- Oh, desaparece pirralha! – resmungou Sam puxando os cobertores fazendo a sua irmã cair no chão e deixou-se cair novamente em cima da almofada.
Fechou os olhos e tentou adormecer novamente.
- Aquamenti!
Um jacto de água fria encharcou a cabeça e metade da parte de cima do pijama de Sam que se levantou feito trovão. Olhou para o seu lado e Chelsea tinha na mão a varinha que tinha comprado á apenas um dia.
- É bom que desapareças da minha frente senão eu não… - começou Sam mas nem conseguiu terminar pois a irmã já tinha desaparecido aos trambolhões e aos risos.
Sam ouviu gemidos da cama ao seu lado. Como a sua tia, Melanie, já tinha saído, o som só podia ser uma pessoa. A sua prima. Chrystal Malfoy estava coberta com os cobertores, mas os risos que ela tentava abafar sem sucesso, notavam-se devido ao movimento do corpo de Chrystal. Sam pegou na almofada mais próxima e atirou-a á prima que rebolou para fora da cama a rir-se perdida. Passado um bocado Sam também se contagiou e caiu na cama a rir da maneira como a sua manhã tinha começado.
- E então o que se passa por estes lados que estão muito divertidas… - comentou uma voz da porta.
Sam e Chrystal pararam de rir e vislumbraram os dois homens que aparentavam 35 anos, mas o tempo não lhes fazia efeito. O que estava encostado na parte direita da ombreira da porta, era bastante alto, cabelo loiro pálido e olhos azuis clarinhos. Era o pai de Chrystal, Draco Malfoy. O do lado esquerdo, também era alto, mas uns cabelos curtos arrepiados em castanho-escuro com olhos esverdeados. O Pai de Sam, Zac McKenzie.
Chrystal trepou novamente para a cama, os seus cabelos loiros avermelhados contornavam a sua cara e os seus olhos azuis-claros sombreados a cinzento tinham ainda muita vontade de rir.
- Samantha importaste de explicar porque estás toda molhada? – perguntou Zac com uma sobrancelha arqueada.
- A culpada é um demónio em miniatura. – respondeu Sam e Zac revirou os olhos.
- Deixa a tua irmã em paz!
- O que é que eu lhe fiz? Ela é que me encharcou e pára de rir Chrystal antes que dê para o torto a tua situação.
- Queria ver-te a tentar! – desafiou Chrystal.
- Ai queres? Olha que podemos tentar agora mesmo. – disse Sam com um tom de desafio recolhendo a sua varinha de debaixo de outra almofada.
- Zac, eu acho que devemos dizer á Jane para ela retirar o encantamento que permite feitiços abaixo dos dezassete anos. – reparou Draco recuando, vendo a sua filha retirar a sua varinha.
- Sim, mas depois, agora anda antes que fiquemos em galinhas! – disse Zac puxando Draco.
- Como se fosse a primeira vez… - resmungou Draco sendo arrastado fechando logo a porta.
- PULLUS! – ouviu-se Sam dentro do quarto.
- PROTEGO! – protegeu-se Chrystal fazendo o feitiço fazer ricochete contra algo que de imediato se partiu.
- Esta foi por pouco. – resmungaram os dois.
- Deixamo-las partir tudo ou fazemos alguma coisa? – perguntou Zac.
- E que tal deixarmos a Hayden e a M.J. tomarem conta do caso? – sugeriu Draco.
- Serve-me! – concordou Zac de imediato.
Dentro do quarto algo se partiu e os dois suspiraram exasperados.
- Próxima paragem, quarto dos rapazes! – disse Draco.
Andaram ao longo do corredor até entrarem num novo quarto, largo e com bastante luminosidade, decorado essencialmente em azul, com quatro camas. Bruce McKenzie, ainda vestido com o seu pijama de verão cinzento, estava sentado em cima da cama frente ao seu irmão mais novo, Richard McKenzie, os dois a jogarem Snap Explosivo, enquanto Ethan e Scorpius treinavam (mas calmamente) alguns feitiços.
- Transformo-te em galinha em dois segundos se não páras de me emendar. – resmungou Ethan chateado.
- Eu não te chateava se não tivesses a cabeça no planeta Melanie. – provocou Scorpius. – Mas afinal ela pôs-te os patins ou aconteceu o quê?
- A mim ninguém me põe patins! E foi uma discussão sem sentido. Ela estava com ciúmes do tempo que eu passei com a filha da Pansy, a Claire, e começou logo a resmungar que por ela ser de Slytherin significava muito mais e blá blá blá…
- E pôs-te os patins… - continuou Scorpius como se não fosse nada.
- PULLUS!
- PROTEGO! AQUAMENTI!
Ethan ficou encharcado.
- Um banhinho fresquinho para refrescar as ideias! – troçou Scorpius.
- Bom Dia Pai, Tio Draco. – disse Bruce trocista.
Ethan e Scorpius esconderam as varinhas atrás das costas e aclarearam as gargantas.
- E então como eu te estava a dizer Ethan a Taça Mundial de Quidditch vai ser na Alemanha. Dizem que a Holanda tem probabilidades de ganhar. – começou Scorpius tentando desviar atenções.
- As Harpies têm boas jogadoras. – disse Ethan sorrindo travesso.
- Em que sentido? – perguntou Bruce.
- Ora, em muitos. – disse Ethan.
- Eu não vi nada, mas se a tua mãe me vier pedir explicações digo que me ameaçaram. – disse Draco virando costas saindo disparado.
- Eu estou fora, cambada de adolescentes mais fora de controlo. – resmungou Zac saindo do quarto atrás de Draco.
- Sabem, telemóvel com câmara de vídeo é o melhor do mundo digital. – disse Richard tentando sair de mansinho do quarto.
- VOLTA AQUI! – gritaram Ethan e Scorpius.
- Petrificous Totalus! – disse Richard e os dois que vinham atrás dele congelaram.
- Isso mesmo maninho, dá cá mais cinco. – disse Bruce rindo-se. – Agora vamos embora. Não queremos ser apanhados no local do crime. A mãe deve estar lá embaixo na cozinha, estou a morrer por um prato daquelas panquecas com chocolate.
- Ou molho de caramelo. – disse Richard.
Os dois saíram do quarto e fecharam a porta.
- A culpa é tua! – resmungava Samantha enquanto ela e Chrystal passavam lado a lado, de braços cruzados no peito e olhares carrancudos.
- Minha? Tu é que me desafiaste… - resmungou Chrystal.
- Mas tu é que deste cabo das porcelanas…
- E tu do resto do quarto…
Continuavam a discutir enquanto desciam as escadas. Mais atrás, Hayden e M.J. apareciam a andar lado a lado e com expressões divertidas.
-…de dia para dia vou concordando com a tia Nicole, temos aí duas cópias nossas. – terminava M.J. e depois olhou para os sobrinhos. – Bom Dia vocês os dois. Já deviam ter descido para o pequeno-almoço.
- Tivemos alguns contratempos. – respondeu Bruce com sorriso forçado.
- Ai sim? – questionou M.J. olhando-os com atenção – Os meus rapazes?
Richard e Bruce olharam-se e encolheram os ombros.
- Finjo que acredito. – disse M.J. com olhar desconfiado mas continuou a andar, só Hayden ficou para trás.
- Bom dia queridos.
- Bom Dia Mãe.
- Os vossos primos?
Richard assim que pode deu um beijo estalado na face da mãe e saiu a correr.
- O que é que ele fez? – perguntou Hayden a Bruce que lhe deu um sorriso travesso.
- Vê por ti própria. – disse abrindo a própria.
- Eu e a Jane temos mesmo de reflectir sobre o maldito encantamento. – resmungou Hayden vendo os seus sobrinhos em estátua e tirando pouco depois a varinha para a apontar aos sobrinhos e afilhados – Finite Encantatem.
- Obrigada Tia-Madrinha. – disseram em simultâneo sorrindo-lhe.
- Agora desapareçam, têm de ir tomar o pequeno-almoço. – disse Hayden resmungando enquanto os quatro rapazes desciam.
Basilisk Hall fora transformado num "campo de férias" para todos os alunos de Hogwarts do primeiro ao sétimo ano. Havia tempo para lazer, desporto e também tempo para estudar. Bellatrix e Severus Snape, Lucius e Narcissa Malfoy eram os tutores, encarregados de ensinar durante o Verão os jovens feiticeiros.
Sam, Chrystal, Ethan, Bruce, Chelsea, Richard e Scorpius juntaram-se á sua familia numa das grandes mesas redondas, das muitas que estavam espalhadas no jardim, devido a ser a altura do pequeno-almoço.
- Ora nós temos algo a dizer-vos e não vai ser nada fácil é bom que fiquem calados e ouçam. – disse M.J. passando a manteiga muito calmamente na sua torrada – O encantamento que permite os feitiços abaixo dos 17 anos vai ser desactivado.
Começaram todos a reclamar e a falar ao mesmo tempo.
- Silêncio! – pediu rispidamente M.J. olhando para os seus filhos, sobrinhos e afilhados com frieza fazendo-os tremer ligeiramente – É castigo!
- Mais? – exclamaram Chrystal e Samantha. – É absurdo!
- Vocês as duas não têm moral para falar. Só se sabem meter em castigos dentro e fora de Hogwarts. – reclamou Hayden bedendo um gole de café – Bom, temos durante o Verão aturado muito da vossa parte. A Sam e a Chrystal já destruíram quatro quartos diferentes este Verão por sessões de lutas matinais. Não tarde ficam isoladas nas masmorras, uma cela para cada uma.
- Oh Mãe!
- Oh Tia!
- Oh Mãe e Tia nada! – disse Mary Jane trincando a torrada mas fazendo uma ligeira careta para depois a deixar no prato - Se não se sabem comportar em sítios civilizados não chegaríamos a extremos. Já para não falar nas duas vezes que transformaram o Draco e o Zac em galinhas.
Draco e Zac coraram ligeiramente conforme a mesa rompeu em pequenas gargalhadas.
- Bem, é mais que justo. Vocês não têm tido o melhor comportamento. – disse Zac olhando-as com atenção.
- E o que pretendem que façamos daqui para a frente? – reclamou Samantha. – Afinal, os únicos prejudicados, sou eu, a Chrystal, o Richard e a Chelsea. Os outros têm todos dezassete anos. Já para não dizer que me proibiste de ir ás compras e de jogar quidditch.
- É! Eu também gostava de saber. Temos um mês até Hogwarts começar. Ficamos em casa a costurar? – resmungou Chrystal.
- Estamos respondonas! – disse Hayden olhando-as agora também sem ternura.
- Olha quem fala. – cochicharam Zac e Draco levando uma palmada no pescoço amistosa das respectivas esposas.
- Façam como quiserem. – disse Sam mastigando com fúria o que tinha no prato.
- Pergunto-me quantas voltas é que Salazar Slytherin já deu na cova com as vossas destruições – disse Draco olhando para os mais novos e suspirando – É melhor nem perguntar…
- Ele dá-nos ideias… - resmungou Chrystal – Ele adora-nos na verdade!
Mary Jane ficou a olhar para a filha estática. Ela sabia que a filha se referia ao quadro que estava no escritório mas eles não podiam entrar lá.
- Vocês entraram no escritório?
- Não mamã. – disse Ethan olhando-a com tranquilidade – Ele às vezes fala connosco a partir de outros quadros.
- Hum…Mas pelos vistos tenho de falar com ele… - disse ela encolhendo os ombros e bebendo um sumo de laranja.
- Vamos ser mortos… - gemeram todos à mesa arrancando uma pequena gargalhada dos adultos em geral.
- Espero que ao menos se portem bem em quanto estivermos fora. – disse Draco.
- Vão portar vão. Nós tomamos contas das pequenas! – troçou Ethan olhando com gozo a sua irmã e prima, mas acabando com duas torradas barradas excessivamente com manteiga na sua camisola. – Como queiram. – disse desdenhosamente olhando para o seu pijama besuntado. – Mel, precisamos de falar, tenho andado a pensar e…
- Tu pensas? Essa é nova. – reclamou a irmã mais nova de Zac, comendo os cereais com calma.
- Pára de ser agressiva bebé. – disse Ethan de beicinho.
- Toma cuidado com as atitudes Ethan Malfoy! – disse Zac entre dentes, enquanto M.J. cobria a boca com uma mão para não se rir.
- Pára de te armares em meu Pai Zac. – disse Melanie com um sorriso maldoso. – Sei defender-me se bem te lembras.
Zac sorriu travesso e voltou à conversa que estava a ter com Draco.
- Tu vais falar comigo Melanie. Nem que eu te amarre a um poste. – ameaçou Ethan com um olhar duro.
- Amarras-me a um poste e dou-te de comer aos hipogrifos de Hogwarts.
- Eu já não os suporto… - lamentou-se Bruce. – Graças a Deus que a Evanna não me faz essas crises de ciúmes.
- Pára de me pores como o mau da fita! – resmungou Ethan.
- Isso é porque és de confiança Bruce. Agora este aqui da frente só está bem rodeado de mulheres. E eu posso ter qualquer rapaz de Hogwarts, para quê ficar presa a este traste sonserino?
Melanie levantou-se da mesa, pronta a ir embora, quando Ethan se levantou ao mesmo tempo, puxando-a pela cintura, beijando-a. Diversos assobios e aplausos foram ouvidos pelas mesas mais próximas, mas principalmente da mesa em que estava a familia deles.
- Arranjem um quarto! – comentou Scorpius.
- Larga a minha irmã. – disse Zac.
- Ele está frito. – disse Chrystal e Samantha simplesmente gargalhou.
Ethan largou Melanie com sorriso triunfante. Esta tinha os olhos fechados e respirava com calma.
- Ethan…
- Sim amor?
- Acabaste de arruinar a minha roupa nova com manteiga. Estás todo besuntado e esta nódoa é difícil de tirar, e comprei-a ontem. És mesmo irresponsável.
Virou costas e saiu bufando do jardim deixando Ethan plantado.
- Eu avisei. – murmurou Chrystal e a mesa rompeu em novas gargalhadas.
- Eu ia atrás dela se fosse a ti. Mas vai protegido! – disse Mary Jane para o filho que a olhou com carinho, aproximou-se dela e lhe deu um beijo na testa para depois seguir Melanie.
- Bem, aproveitem o pequeno-almoço e divirtam-se no resto do dia. Tenho a certeza que irão ter uma boa ideia para passar o tempo. Rich, Chelsy, não se esqueçam que têm as aulas de iniciação à tarde com a Bella. – disse Zac começando a levantar-se pondo o guardanapo sobre a mesa.
- A Lily também vem? – perguntou Chelsea engolindo uma colherada de cereais.
- O Harry disse-me que sim. Mas comportem-se. – disse Hayden beijando o topo da cabeça dos gémeos. – Vá meninas, não fiquem chateadas. Eu e a vossa tia arranjávamos sempre algo para nos entretemos. Até criamos as nossas próprias actividades.
- Deviam ser frescas deviam. – disse Chrystal revirando os olhos.
- Não ouviste a tia Nicole? Ela disse que elas eram pior que nós. – disse Sam.
- Então não sei porque resmungam tanto…
- Porque somos vossas Mães. Agora, nem mais uma palavra sobre este assunto. – disse M.J. levantando-se também dando um beijo em Chrystal e em Scorpius – Voltamos á hora de jantar. Adeus meninos e meninas.
- Traz-me um chocolate. – disse Scorpius.
- Dois! – disse Chrystal.
- Três. – riu-se Chelsea.
- Vou pensar no vosso caso. – riu-se M.J. revirando os olhos.
- Portem-se bem e não façam nada que eu não fizesse. – disse Draco sorrindo divertido levantando-se e pondo um dos braços sobre os ombros da mulher.
- Não quebrem as regras todas. Deixem algumas para depois. – disse Zac sorrindo e dando a mão a Hayden.
- Até logo. – sorriu Hayden e os quatro desaparataram.
-
Hayden tinha deixado de ser Auror, desde o nascimento de Richard e Chelsea. Tinha-se entretanto dedicado ao mundo da moda, perfumaria e joalharia. Tinha aberto diversas lojas pela Europa e não só. Em Hogsmeade tinha uma perfumaria e uma boutique de roupas e acessórios, que fazia furor entre a população feminina de Hogwarts. Não trocava a sua vida por nada. Tinha a família perfeita. Os filhos ideias (se bem que fossem um pouco problemáticos, mas os antepassados não deixavam melhores marcas, mas sempre uns excelentes alunos), um marido invejável e uma reputação indestrutível. Olhando para trás, Hayden sabia que faria tudo de novo, mas emendaria muitas das coisas, como por exemplo largar M.J. naqueles quatro anos. Mas o que passou, já o vento levou. Apenas Zac se mantinha na posição de Director do Quartel-general dos Aurors na Irlanda.
Encontrava-se agora na perfumaria de Hogsmeade, como as aulas ainda não tinha começado, o movimento não era agitado, e então tinha tempo suficiente para remodelar o espaço e ver o stock, pois a sua loja principal era em Londres, onde ela passava a maior parte do tempo.
Enquanto remodelava os tons da parede do rosa suave, para um lilás agradável coberto de flores japonesas negras, pensava no quanto os seus filhos tinha crescido.
Samantha era a que dava mais dores de cabeça a Zac. Não só estava uma adolescente despachada e sem papas na língua, como era extremamente bonita (coisa que Zac culpava Hayden) e tinha sempre alguém masculino a deixar recados para encontros o que irrita extremamente o Pai galinha que era Zac. Hayden via imenso de si em Sam. Principalmente o gosto pela música. Ela tinha quase duas sebentas ou mais, cheias de letras, que queria utilizar no futuro para uma carreira. Hayden apoiava a cem por cento, mas para Zac, ter a filha em posters pelo mundo bruxo a fora não era boa ideia. Era obviamente, da equipa de Gryffindor, e dava imensos cabelos brancos a Minerva, pois semana sim, semana não estava de detenção pelas razões mais variadas. Tinha a quem sair.
Bruce era um rapaz calmo, mas com uma parte traquina terrível. Não esperava grande coisa da parte do mundo da música, mas servia como um excelente modelo. Adorava fotografia. Tinha até tirado um curso muggle profissional, pelo gosto. Namorava com a filha de Blaise e Luna, Evanna. Desde o inicio que eram amigos, mas passou para algo mais, embora Evanna fosse pelo menos dois anos mais nova. Era também de Gryffindor (que por vezes era arrastado na onda da irmã).
E depois tinha os gémeos, Richard e Chelsea, que ainda não tinham começado a dar as preocupações que os seus irmãos mais velhos começaram, mas estavam prestes a fazê-lo mal pusessem um pé dentro de Hogwarts. Richard era muito calmo, mas espicaçado era tão maléfico como Sam ou Bruce. Chelsea era uma pilha eléctrica. Andava sempre de um lado para o outro, a correr, a dançar, a cantar. Era muito alegre e sociável. Idolatrava Sam, mesmo que fossem cão e gato muitas das vezes.
- Hey Hayden!
- Aahhhahhh! – gemeu Hayden saltando no ar.
M.J. tinha acabado de entrar e ria-se da cara de susto da irmã.
- Estavas em que Lua de Júpiter mulher?
- Isso não se faz Mary Jane, o meu coração está a bater a um ritmo nada saudável. Desculpa, mas estava perdida em pensamentos enquanto remodelava a loja.
- Bom trabalho maninha sim senhora. – disse M.J. olhando em redor.
As paredes estavam caídas a lilás, com flores japonesas em preto. O balcão era redondo e ficava no meio da loja. Duas bancadas de maquilhagem estavam logo á entrada. Pelas paredes estavam espalhadas em padrões várias prateleiras de vidro em cores diversas e muito suaves, recheadas de perfumes e cremes. Atrás do balcão havia um espaço de convívio. Puffs de todos os tamanhos e cores, com um grande e redondo tapete felpudo por baixo. Uma mesa baixa de vidro estava centrada. As luzes eram místicas e no tecto haviam videiras em flor.
- Agora, tens tempo para uma pausa? A Tia Nicole está á nossa espera para almoçar.
- Claro. – disse Hayden e depois virou-se para a empregada que tomava conta daquela loja. – Abby, o meu trabalho aqui está feito. Vou passar a tarde na boutique está bem?
- Com certeza Senhora Hayden.
As duas irmãs deixaram a perfumaria em direcção aos "Três Vassouras", onde Nicole as esperava.
- Bom Dia minhas queridas. Tiveram uma boa manhã?
- Deixa cá ver, duas adolescentes destruíram um quarto… - começou M.J.
- Os primeiros anos estão descontrolados com o novo brinquedo, a varinha… - disse Hayden.
- As nossas filhas estão de dia para dia mais respondonas. – resmungou M.J.
- Oh mas isso não me admira. – disse Nicole. – Eu passava um inferno com vocês as duas. Sinceramente cheguei a considerar pôr-vos em Azkaban umas horinhas para acalmarem.
M.J. e Hayden olharam-se e depois riram.
- Sim, elas saem a nós. Agora é que reparamos nos demónios que éramos. – riu-se Hayden.
- Oh e isso não fica por aqui… - disse Nicole e então começou a contar coisas da adolescência das duas, que nem elas próprias se lembravam.
-
Mary Jane tinha dado à muitos anos a noticia do seu afastamento dos palcos da música, mas não se afastara verdadeiramente da música. Na verdade ela e a Hayden tinham editado em conjunto com Blaise um CD de vários tipos de música e ela às vezes participava em conjunto com os dois em concertos de angariação de fundos para várias instituições. Ela ajudava ainda Blaise a escrever algumas músicas ou simplesmente escrevia-as ela mesma para depois lhe dar.
Depois de Draco a ter tirado de BH e a levado para a Mansão Malfoy, tinham-se tornado inseparáveis e seis meses depois tinham-se casado. Ele tinha perfilhado Ethan, mas este só usava o sobrenome Malfoy quando era necessário, porque preferia usar o nome Slytherin do qual, apesar do que ele acarretava, se orgulhava. Scorpius adorava tê-la como mãe e não se fartava de dizer que se ele fosse mais velho e ela não fosse a sua mãe ela não lhe escaparia. Isso fazia com que muitas vezes pai e filho se metessem em brigas de cócegas ou de jogos.
No entanto tiveram um momento de terror pois M.J. passado um mês do casamento tinha começado a ficar pálida e a vomitar sem motivo aparente além de não ter vontade de comer. Depois de ter desmaiado um dia na loja, Draco e a restante família foi com ela para , descobrindo depois com incredibilidade que na verdade ela não estava doente e sim grávida. A resposta de Draco a isso quando se superara do choque tinha sido "Os genes Malfoys nunca tem erros e acertam sempre no alvo!".
Os nove meses passaram sem grandes surpresas, sendo uma gravidez normal, no entanto toda a família não pode deixar de cercar Mary Jane por todos os lados com carinho e algumas arreliações. Chrystal Autunm Black Potter Malfoy nascera no último dia de Outubro, no entanto devido ao seu nome comprido ela só dizia o primeiro nomes e os dois últimos sobrenomes provocando surpresa em quem não conhecia a história da família.
Chrystal tinha a fisionomia delicada das Black, mas a força e inteligência dos Potter e Malfoys. Ela adorava a família e não se podia imaginar sem ela. Adorava os amigos também, mas como os seus melhores amigos eram os irmãos e os primos ela não podia fazer grande coisa. Ela conhecia a história dos pais por isso apesar de ser a menina dos olhos do Pai e de o adorar era a sua mãe que ela mais admirava e idolatrava. Houve uma vez que Chrystal tinha feito Mary Jane zangar-se verdadeiramente e ela sentira na pele o que era estar sobre a frieza da mãe, nem o pai ou os irmãos a conseguiram animar ou fazer a situação reverter-se. No entanto, a situação tinha ficado melhor quando Chrystal fora até à loja de chocolates e preparara uma surpresa para ela. Depois disso, Chrystal tentava nunca enervar a mãe até aquele ponto. Na verdade, elas as duas eram o terror da Mansão Malfoy porque ambas gostavam de pregar partidas uma à outra e quem estivesse no meio que se protegesse.
Mary Jane continuara a trabalhar como modelo, e chegara a abrir uma agência de modelos femininos e masculinos, dando uma oportunidade a todos os que queriam participar no mundo da moda e tinham potenciais para isso. Continuou também a trabalhar na loja de chocolates conseguindo abrir mais três filias. Uma em Itália, França e Rússia.
Dividia agora o seu tempo entre a loja e Hogwarts pois Snape decidira abdicar do seu lugar de professor de Defesa Contra as Artes das Trevas, e Dumbledor convidara-a para o lugar o que ela tinha aceitado. Tinha sido uma maneira inteligente de ir estando de olhos nos filhos, sobrinhos e afilhados.
Micah continuava a ser o Ministro da Magia e apesar de casado e amar a mulher não podia deixar de provocar Draco.
Naquele dia Mary Jane acordara um pouco enjoada e cansada, mas como andava a trabalhar um pouco mais na loja de chocolates e depois passara o Verão todo sem descanso devido às brincadeiras dos filhos, não ligara muito, no entanto quando trincara a torrada e sentira vontade de vomitar, decidira que estava realmente alguma coisa mal. Por isso ali estava ela, no consultório de Luna à espera de ouvir o verídico.
Já à muito tempo que se conseguira controlar quanto a usar magia não renunciável por isso agora o seu cabelo estava loiro arruivado, por isso não podia ser nada naquele sentido. Grávida…? Teve de fazer um esforço para não se rir. Apesar de não tomar cuidado, aquela parte física não voltara a funcionar como devia ser, mesmo que tivesse conseguido ter uma filha com Draco.
Luna apareceu à porta do consultório e fez sinal para que ela entrasse.
-
Samantha e Chrystal estavam deitadas debaixo de uma grande árvore em Basilisk Hall. Ambas estavam em volta de uma sebenta a rabiscar algo enquanto se iam rindo. Afinal, sempre tinham descoberto algo para fazer que não envolvesse magia.
- O que me dizes? – perguntou Sam.
- Acho que está óptima! Agora temos de os arrastar até ao nosso pequeno estúdio. – respondeu Chrystal.
As duas levantaram-se e correram para dentro e Basilisk Hall onde aos poucos foram reunindo Ethan, Bruce, Scorpius e Melanie.
- O que se passa? – perguntou Bruce.
- Temos algo para vos mostrar! – disse Sam passando a sebenta a Bruce e os outros três debruçaram-se sobre ele para ler.
- E que tal? – perguntou Chrystal.
- Está excelente. Querem ir para o estúdio? – perguntou Ethan.
- Claro. – disseram as duas.
Os seis dirigiram-se para os fundos do jardim onde entraram dentro de o que parecia uma casa velha, mas que por dentro era tudo do mais moderno que existia. Havia uma bateria ao centro, mas um pouco mais ao fundo, um microfone na frente desta que estava virado para uma janela coberta de plantas. Ao pé da bateria do lado esquerdo mais á frente existia mais um microfone, mas ligeiramente atrás do principal. Do lado direito da bateria existia duas guitarras eléctricas e um baixo.
- Ás vossas posições. – ordenou Ethan divertido.
Horas mais tarde…
- Podemos então ensaiar com tudo a postos? – perguntou Melanie. – Nada a emendar?
- Nada mesmo. – respondeu Scorpius.
- Finalmente. – disse Samantha.
- Vamos lá, agora a sério. – disse Ethan.
Nas duas guitarras estavam Ethan e Scorpius, na bateria estava Bruce, no microfone principal, como vocalista, era a Samantha, o microfone secundário que era o coro estava Chrystal. Melanie estava sentada a apoiar, de frente para eles.
[Sam:]
Oh no I just keep on falling
[Chrystal:]
(Back
to the same old…)
[Sam:]
Where's
hope when misery comes crawling?
[Chrystal:]
(Oh
my way, Ay…)
[Sam:]
With
your faith you'll trigger a landslide
[Chrystal:]
(Vic-to-ry)
[Sam:]
Kill
off this common sense of mind
It takes acquired minds
[Chrystal & Sam:]
To
taste, to taste, to taste this wine
You can't down it with your
eyes
So we don't need the headlines
We don't need the
headlines
We just want…
[Sam:]
Everybody
sing like it's the last song you will ever sing
[Chrystal:]
Tell me, tell me, do you feel the pressure now?
[Sam:]
Everybody
live like it's the last day you will ever see
[Chrystal:]
Tell
me, tell me, do you feel the pressure now?
Melanie aproveitava e dançava ao som da música que a sua família tocava e cantava. Era algo contagiante, principalmente porque construíram aquilo todos juntos.
[Sam:]
Right
now you're the only reason
[Chrystal:]
(I'm
not letting go, oh…)
[Sam:]
Time
out if everyone's worth pleasing
[Chrystal:]
(Well ha-ha!)
[Sam:]
You'll
trigger a landslide
[Chrystal:]
(Victory)
(…)
[Sam
& Chrystal:]
Everybody sing like it's the last song you will
ever sing
Tell me, tell me, do you feel the pressure?
[Sam:]
Alright,
so you think you're ready?
Ok, then you say this with me
Go!
We
were born for this
[Chrystal
& Scorpius & Ethan:]
We were born for this
(…)
[Sam
& Chrystal & Bruce & Scorpius & Ethan:] [Sam:]
We were
born for
We were born for
Everybody sing like
it's the last song you will ever sing
Tell me, tell me, can you
feel the pressure?
[Chrystal
& Sam:]
Tell me, tell me, can you feel the pressure?
[Sam
& Chrystal & Bruce & Scorpius & Ethan:]
We were
born for this
We were born for this
We were born for this
A música terminou. Melanie aplaudiu mas não foi a única. Hayden, M.J., Draco e Zac estavam na porta daquele pequeno estúdio e também aplaudiam e faziam alguma algazarra.
- Eu disse que vocês arranjavam algo para se entreterem! – sorriu Zac.
- Foi assim que tu começaste Hayden! – disse M.J. entrelaçando o seu braço no da irmã.
- Tu desafiaste-me. – concordou Hayden.
- E depois desafiaram-me a mim. Por isso estamos mais que quites, mana. – sorriu de largo M.J.
- Vá, vamos jantar! – disse Draco sorrindo para todos e puxando M.J. por uma mão.
Os seis adolescentes começaram a falar ao mesmo tempo a perguntar aos seus pais o que é que tinham achado e se tinham reparado como tinham tocado ou cantado. Os adultos só se conseguiam rir e fazer elogios. Eles podiam ser uns autênticos diabretes, mas eram a luz da vida deles.
Estavam já todos à mesa a falar quando M.J. se levantou e todos se calaram aos poucos ao ver que ela permanecia no mesmo lugar à espera de silêncio.
- Passa-se alguma coisa mamã? – perguntou Ethan olhando-a com atenção e confusão, pois sentia que a sua mãe estava contente. Contente demais até.
- Passa-se. – disse ela sorrindo e olhando depois para Draco – É uma noticia algo inesperada. – ela voltou a olhar para as pessoas que rodeavam a mesa – Daqui a oito meses a Mansão Malfoy, Mackenzie e Basilisk Hall receberam um bebé.
- Estás grávida? – perguntou Hayden começando a sorrir.
- Estou!
Ao redor da mesa todos começaram a aplaudir e a levantar-se para abraçar Mary Jane. Afinal o verão tinha acabado de boa maneira.
-
[N/A: Idades – Bruce McKenzie / Ethan Slytherin / Melanie McKenzie / Scorpius Malfoy / Teddy Lupin: 17 anos.
James Potter / Victoire Weasley / Orion Black: 16 anos.
Samantha McKenzie / Rose Weasley / Albus Potter / Evanna Zabini: 15 anos.
Chrystal Malfoy: 13 anos.
Richard e Chelsea McKenzie / Lily Potter / Hugo Weasley: 11 anos.]
O Expresso de Hogwarts tinha acabado de partir da plataforma. Depois de acenarem de despedida aos seus Pais, os Malfoy, McKenzie, Potter e Weasley começaram a conversar como não se vissem á anos, quando na verdade se viam quase todos os dias durante o Verão.
Lily, a filha mais nova de Harry, de cabelos ruivos flamejantes e olhos castanhos, cor do chocolate, era a melhor amiga da sua prima, Chelsea. As duas tinham rapidamente entrelaçado os braços e foram á descoberta do expresso. Da última vez que James ou Bruce as viram, já estavam rodeadas de outras raparigas do primeiro ano.
Richard e Hugo, o filho mais novo de Ron e Hermione, tinha cabelos castanhos a fugirem para o ruivo, com olhos azuis brilhantes, andavam já a fazer das suas e a pregar sustos e a meterem-se com as raparigas. E ainda eram do primeiro ano.
Ethan e Melanie eram os Monitores Chefe. E para descanso de muitas boas almas, já tinham feito as pazes, mas ainda tinham os seus arrufos. Bruce era o capitão da equipa de Quidditch, mas James, tinha o lugar garantido assim que Bruce saísse de Hogwarts.
Naquele momento, Ethan, Melanie, Bruce, Scorpius, Evanna, James e Orion estavam reunidos num compartimento animados. Orion e James eram os melhores amigos, tal como o avô de James, de quem herdara o nome, e o Pai de Orion tinham sido. Isso assustava bastante os Professores de Hogwarts, principalmente Minerva. Os dois tinham os feitios chapados dos seus antepassados.
- É como te digo James, o meu Pai ensinou-me os truques do melhor para fazermos deste, outro ano inesquecível. – comentou Orion, o seu cabelo negro caía-lhe elegantemente nos olhos, enquanto os seus olhos azuis escuros brilhavam como as de uma criança.
- Eu tenho na minha posse o Mapa dos Salteadores e a Capa de Invisibilidade. Reza mas é que o Filch não me confisque nada. Senão, não há nada para ninguém. – disse James.
- Eu não acredito que as vossas Mães fizeram isso. – exclamava Evanna, depois de ter sabido os acontecimentos quentes de Verão. – Coitadas!
- Mas isso não impediu a Samantha de sair com o filho mais velho do Viktor Krum. – disse Bruce de olhar franzido, brincando com as cordas da sua guitarra acústica. – Não gosto nada do tipo…
- Não gostas de rapaz nenhum que se aproxime da Sam. – retorquiu Melanie enquanto Ethan se riu. – Nem que estivesse coberto de ouro e esmeraldas.
- Ela é a minha maninha mais nova. – resmungou Bruce.
- Bem, ela é a minha priminha, se o Krum se mostrar ofensivo para ela, eu ajudo-te a partir-lhe as pernas e o resto dos membros, mas enquanto ela o quiser e gostarem-se mutuamente, por mim passa-me ao lado. – explicou Ethan.
- Vocês são demais. – disse Scorpius. – Deixem a rapariga em paz, o Krum é boa pessoa. Não era eu que me metia na vida da Sam, ela é perigosa e só de pensar no que ela nos faria se descobrisse que falávamos nas costas dela…tremo todo!
- Vocês não deviam estar a fazer patrulhas? – questionou subitamente Orion.
- Para quê? Vocês os dois estão aqui está tudo calmo. – ralhou Melanie.
- Tens uma piadinha… - disse Orion revirando os olhos.
- Não te esqueças que existem descendentes dos gémeos Weasley e o resto da nossa familia por aí espalhados. – disse com um sorriso trocista James.
- Ethan…
- Oh vá lá Mel!
- Mexe-me esse cu. Ou eu posso ir muito bem ir ter com o Teddy ele é mais prestável.
- Estou a ir, estou a ir… - resmungou Ethan. – É sempre aquele Lupin, ainda hei-de vir a saber…
- Caluda Ethan. – ordenou Melanie e Ethan calou-se carrancudo.
Samantha, Chrystal, Rose e Albus estavam noutro compartimento a partilhar experiências de Verão.
- Eu aprendi imenso sobre a matéria deste novo ano. Um pouco complicada, ainda por cima com os exames no final do período… - falava Rose, mas uma mão tapou-lhe a boca.
- Tocas em mais algum assunto relacionado com matéria, exames ou pegas num livro que seja até chegarmos a Hogwarts e eu estuporo-te! – ameaçou Samantha. – Entendidas? – Rose anuiu.
- Calma, eu prometo, eu prometo. – murmurou Rose
- Como é que vocês sobreviveram um mês sem compras e sem magia? – perguntou Albus irónico. – Admira não terem desfalecido.
- Dedicamo-nos á música caro primo e achamos algumas falhas no castigo das quais nos aproveitamos. – disse Chrystal olhando Albus de lado. – E cuidado com as piadas!
- Os vidros estalaram? – provocou Albus levando um estalo na cabeça de Chrystal. – Hey! Olha aí…
- Eu avisei!
- Mas o facto, é que ser quase muggle por um mês nem foi tão mal. Descobrimos formas de lutarmos e descobrimos. – disse Sam dando um empurrão brincalhão na sua prima.
- A minha Mãe é que ficou desgostosa com o antigo jarrão chinês. – suspirou Chrystal
- Eu bem que tentei colar, mas a estúpida cola dos muggles é impotente na porcelana mágica. – resmungou Sam.
As duas suspiraram em uníssono.
- Vocês são completamente desvairadas. – disse Rose rindo-se. – Mas na plataforma disseram que tinham algo para nos mostrar, o que é?
Chrystal e Sam olharam-se e Sam começou a vasculhar a sua mala tira colo, tirando de lá um pedaço de pergaminho.
- Vislumbrei o descendente do Mapa do Salteador e do Mapa Vermelho. O Mapa Dourado, o projecto secreto meu e da Chrystal. – disse Samantha
- Não tínhamos nada para fazer, insónias. – disse Chrystal sorrindo travessa.
- "Em nome dos laços de sangue e das grandes amizades, garanto que nada de bom me atravessa a mente." – pronunciou Sam com a sua varinha apontada ao pergaminho.
O pergaminho rompeu em estalidos silenciosos dourados. Em grossas letras brancas, pareciam forradas a mil diamantes, brilhavam com a saudação.
"A Pantera & Gata, Dão as Boas Vindas ao Mundo Mágico de Hogwarts e Arredores."
- Isso é a escola inteira! – exclamou Albus abismado.
- E Hogsmeade! – reparou Rose. – Godric's Hallow?
- E…BASILISK HALL? – praticamente guinchou Albus.
- Credo Albus, pareces uma menina. – riu Chrystal.
- Se as vossas Mães vos apanham… - disse Rose.
- Sim, sim estamos em grandes sarilhos. Mas o que importa é que neste mapa temos tudo o que precisamos para as melhores partidas do século sem nunca sermos apanhadas. – disse Samantha vaidosa.
- E vocês tem a certeza que elas não tem conhecimento do Mapa? – perguntou Albus.
Samantha e Chrystal olharam uma para a outra na dúvida mas depois riram.
- Naahhh… elas não eram de deixar assim os mapas… - disse Sam.
- Ou será que eram? – questionou Chrystal.
- Knock, Knock… - disse Melanie e os quatro fizeram uma algazarra uns por cima dos outros para esconder o mapa. – O que se passa aqui? O que tramam?
- Nada Mel! – disseram em uníssono.
- Estávamos a fazer cócegas…à…Chrystal… - disse Albus
- O QUÊ?
Os três atiraram-se para cima de Chrystal a fazerem-lhe cócegas.
- Mel, socorro!
- Estás por tua conta.
- O que se passa a-…AHAHAHAH…foste apanhada mana! – disse Ethan escangalhando-se a rir.
- Trai…dor!
- Anda Mel, eles que se entendam. – disse Ethan a rir puxando Melanie por uma mão fechando o compartimento.
- PAREM! – gritou Chrystal.
Depois de recompostos nos lugares, Samantha tirou de debaixo do banco o mapa.
- "Até ao infinito da malvadez." – murmurou novamente com a varinha e o mapa passou a um pergaminho regular.
- Ah, eu tenho uma cópia do Mapa, mas o meu é o Mapa Prateado. – disse Chrystal. – Somos de equipas diferentes, temos de ter dois mapas para regularmos a situação.
- Sim e as invenções dos vossos tios, o Fred e o George, ajudam muito. As varinhas walkie talkies são brilhantes. – disse Sam.
- E as chaves mestra que dão para abrir todos os armários em Hogwarts. – disse Chrystal.
- Os mini frascos com amostras de poções que fazem mil e um efeitos. – riu-se Sam.
- Ah, eu recebi isso tudo no meu aniversário. – disse Albus.
- Eu também. – disse Rose.
- Nós compramos o pack antes de sermos encarceradas dentro de BH. – disse Chrystal.
- Isto vai ser um ano de arromba, já estou a ver. – disse Rose sorrindo. – Mas o melhor é tu piraste daqui Al! Temos de vestir os uniformes. Estamos quase em Hogwarts.
- Sim já percebi, vejo-vos mais tarde!
-
Minerva McGonnagal estava no topo da escadaria principal de Hogwarts. Envergava um vestido comprido aveludado bôrdo, com um chapéu pontiagudo, mas molengo, em veludo negro. Os seus olhos percorriam a lista dos primeiros anos. Os mais velhos já há algum tempo que tinham entrado no Salão Principal.
- Lily Potter, Richard e Chelsea McKenzie, Hugo Weasley…impressionante, não me livro deles nem por dez anos seguidos. Ao menos não há aqui na lista nenhum Malfoy. – resmungava para si própria na altura em que Ethan e Melanie subiam as escadas, seguidos de todos os primeiros anos. – Boa noite, caras crianças, sejam bem vindas a Hogwarts, que será como a vossa segunda casa a partir desta noite e por mais sete anos. Para não nos demorarmos muito, avançaremos para a selecção no Salão Principal. Malfoy, McKenzie, podem retirar-se.
Ethan e Melanie olharam atentamente para Minierva.
- Passa-se alguma coisa?
- Oh… então ainda não sabe? – perguntou Ethan olhando-a com curiosidade.
- Não sei o quê? – perguntou ela com rispidez.
- Oh nada nada… - disse Ethan sorrindo com matreirice.
Minierva ficou a observar Melanie a puxar Ethan para dentro do salão. Depois olhou para os primeiranistas que a olhavam assombrados.
- Sigam-me! – ordenou ela vendo que alguns dos alunos pulavam discretamente.
Seguiram atrás dela pelo comprido corredor até chegarem à escadaria, onde o chapéu seleccionador os esperava.
- McKenzie, Richard.
Richard sentou-se, sem temer o seu destino.
- Ora aqui temos outro. O último puro-sangue deste tipo que por aqui passou foi a menina Malfoy. Sim a vossa família tem poder, muito poder. Extremamente Puros. Devem ser temidos pelas melhores razões. Têm extrema coragem e muita união. Sem dúvida que sais aos teus Pais, principalmente ao lado paternal, não é assim criança? Bom, a vossa linhagem é sempre difícil. Slytherin ou Gryffindor? Santo Merlim, é sempre o mesmo dilema. Sabes jovem, não é por ires para Slytherin que irás desiludir os teus Pais, mas sim se desiludires os Slytherin é que eles ficaram desiludidos. Mas vejo algo de bom, algo de extraordinário em ti. Um coração grande, de ouro. GRYFFINDOR!
Richard pulou do banco com um sorriso rasgado que lhe chegava ás orelhas. Ao passar pela sua irmã deu-lhe ligeiramente a mão como acto de confiança.
- Tudo o que falei ao teu irmão aplica-se a ti. Não há muito mais a acrescentar, senão que a Minerva deve temer-te mais a ti do que ao rapaz…GRYFFINDOR!
Como o seu irmão, Chelsea pulou do banco e dirigiu-se á mesa dos Gryffindor, na qual a festa não parava e era cada vez mais intensa.
- Weasley, Hugo!
- Sempre os mesmo, sempre os mesmos. A tradição Weasley já é velha, mas está sempre renovada. Os teus instintos ainda escondidos saltaram ao de cima mal eu diga…GRYFFINDOR!
- Potter, Lily.
- Ora bem, outra Potter. E que Potter. Sabes, vejo mais do teu Pai em ti, do que da tua Mãe. Tens força, tens coragem, tens o poder para conquistar tudo e todos e vencer sobre aqueles que te desejam mal. Além que tens o temperamento exclusivo das Potter. O que será? O que será? Debates com ti própria, como o teu Pai fez, quando se sentou aqui. E orgulho-me de dizer que a minha resposta será igual. GRYFFINDOR.
Depois de já todos estarem instalados nas suas equipas e de Dumbledor ter feito o seu discurso, o comer apareceu e todos começaram a comer. No entanto, um movimento no ar chamou a atenção de alguns alunos que reconheceram a coruja que se dirigiu até Minerva. Esta olhou-a de sobrolho franzido.
Aquela era a coruja de Mary Jane e ela não estava presente na mesa. Ela estendeu a mão tirou a carta e leu.
Os que tinham reconhecido a coruja observavam aquilo com divertimento, pois a professora tinha ficado pálida de repente.
- A Mary Jane… ela… - começou a dizer Minerva para Dumbledor que se inclinou e leu.
- Quer dizer que ela não se pode juntar a nós por estar grávida…mas tem quem a substitua. Pergunto-me quem será.
Ethan em conjunto com a sua família aproximou-se da mesa dos professores.
- Então professora preparada para receber mais um Potter-Malfoy daqui a 10 anos e 8 meses? – perguntou Ethan.
E bem, o que aconteceria no futuro… é outra história.
