Todos os personagens pertencem a Masashi Kishimoto. A história é de autoria de Maya Banks do seu livro Seduzida Por Um Guerreiro Escôces – Série Montgomerys E Armstrong. Essa fanfic é uma adaptação.

Capitulo 35

Sakura soltou a espada e virou-se para Sasuke, que ainda estava inconsciente no chão. Ajoelhou-se e debruçou-se sobre ele, sem saber o que fazer, se deveria ou não tocá-lo.

Sakura tocou sua cabeça e virou-a gentilmente. Todo ar saiu de seus pulmões quando viu o corte causado pela rocha. Sangue cobriu seus dedos, deixando-a horrorizada.

Oh, Deus. Não morra.

Ela não sabia se disse as palavras ou apenas pensou, mas, dentro de sua cabeça, ela ainda gritava e gritava.

O que poderia fazer? Obviamente, ninguém havia escutado seus gritos por socorro. Ela olhou na direção da fortaleza, mas não viu ninguém se aproximando para ajudá-la. E se o arqueiro voltasse? Ela não poderia deixar Sasuke, mas também não poderia carregá-lo de volta para a fortaleza.

Sakura olhou para o cavalo de Sasuke, que, evidentemente, estava assustado por causa de tudo. Ele havia corrido a uma curta distância, mas agora voltava para o seu mestre caído. Sua marcha estava agitada e ele parecia nervoso, com os olhos arregalados.

O simples pensamento de tentar montar o cavalo de Sasuke enviou um terror gélido por suas veias, mas ela sabia que não tinha outra escolha. Levaria tempo demais para correr de volta até a fortaleza e não podia deixar Sasuke desprotegido por tanto tempo. Precisava trazer ajuda logo ou ele morreria ali no campo.

Tomando toda a coragem que podia encontrar, ela correu na direção do cavalo, que se assustou e deu alguns passos para trás, forçando Sakura a diminuir a velocidade. Ela ergueu a mão, murmurando palavras tranquilizadoras, numa tentativa de acalmá-lo.

Após um momento, ela conseguiu chegar perto o bastante para tomar as rédeas, mas ele imediatamente recuou outra vez, e ela quase as soltou quando o couro raspou em seus machucados. Pura determinação permitiu que segurasse firme quando cada instinto gritava para que soltasse as rédeas e se afastasse o mais longe possível do cavalo.

– Preciso de sua ajuda – ela disse com uma voz desesperada. – Por favor, por favor, me deixe montar.

Ela sabia que seu medo não estava ajudando a acalmar o animal. Antes que ele pudesse disparar ou ela perdesse a coragem, Sakura agarrou a sela e lançou-se sobre o animal, emaranhando as saias enquanto tentava se ajeitar.

Agarrando as rédeas com mais força ainda, ela cravou os calcanhares no cavalo e o impeliu para a frente. Ele disparou com força, quase derrubando-a, mas ela estava determinada a permanecer montada. Sakura comandou-o a ir cada vez mais rápido, até correrem perigosamente sobre o terreno enquanto ela se agarrava numa tentativa desesperada de não cair.

– Mais rápido, por favor – ela sussurrou, sentindo o coração quase queimando no peito.

Nunca antes estivera tão desesperada. Lampejos da última montaria surgiram em sua memória. A queda durante a tempestade. O medo de morrer e nunca ser encontrada ou de sua família encontrar seu corpo quebrado no fundo de uma ravina.

Mas ela engoliu o medo e concentrou-se no objetivo de buscar ajuda para Sasuke.

Assim que chegou perto da fortaleza, começou a gritar para Naruto e Itachi. Eles ajudariam, não ignorariam seus gritos.

O portão, que permanecera aberto desde que Sasuke saíra cavalgando, aproximava-se, e ela abaixou a cabeça e abraçou o pescoço do cavalo para que ele fosse mais rápido enquanto gritava desesperadamente, até sua garganta doer.

Sakura passou correndo pela ponte e ganhou o pátio, onde Naruto, Itachi e uma dezena de guerreiros apareceram, correndo após ouvir seus gritos por socorro. Ela não sabia se o cavalo iria parar e percebeu que, embora tivesse chegado à fortaleza, ainda poderia morrer se o cavalo a derrubasse.

O animal derrapou e parou de repente, quando Naruto e Itachi correram em sua direção. Sakura fechou os olhos e segurou-se com força, mas a parada súbita a lançou por cima da cabeça do cavalo.

Ela caiu no chão com uma batida que sacudiu todos os seus ossos. Uma dor espalhou-se por seu corpo e ela não conseguia respirar. Ela perdeu todo o fôlego e permaneceu caída ali, ofegando e tentando se recuperar.

Naruto apareceu ao seu lado, seguido de Itachi. Eles falavam ao mesmo tempo e ela não conseguiu se concentrar em seus lábios para saber o que diziam. O único pensamento que a consumia era que precisava voltar para Sasuke. Precisava levar ajuda a ele.

– Sasuke! – ela gritou, tentando ser ouvida entre o burburinho.

Naruto agarrou seu rosto e o forçou para que ela o encarasse. Sua expressão era terrível e ela estremeceu quando viu seus olhos sombrios.

– Sakura, diga o que aconteceu! Você está ferida? Onde está Sasuke?

– Arqueiro – ela ofegou, ainda sem conseguir respirar direito. – Sasuke foi atingido no campo. Bateu a cabeça quando caiu. Precisei deixá-lo sozinho. Não consegui erguê-lo. Precisei buscar ajuda!

– Shh – Naruto a tranquilizou. – Você fez o certo. Consegue se levantar? Está machucada?

Ignorando a dor que devastava seu corpo ferido, ela se esforçou para se levantar, já tentando alcançar as rédeas do cavalo de Sasuke, que estava ao lado, bufando e relinchando.

Itachi a agarrou.

– Não, Sakura! Você fica aqui. Diga onde podemos encontrar Sasuke. Nós iremos atrás dele.

Naruto já estava gritando ordens para os homens, e eles correram para suas montarias. Sakura ignorou as ordens de Itachi e livrou-se de suas mãos.

– Eu vou mostrar! – ela disse com a voz rouca. – Por favor, vocês têm que ajudá-lo!

Ela tentou montar o cavalo novamente, mas não teve forças. Naruto apanhou-a e, quando pensou que o cunhado a impediria de montar, ele a empurrou para cima, ajudando a mulher a subir no animal outra vez.

Sem esperar, ela direcionou o cavalo de volta para o portão e atravessou a ponte, disparando pelo campo, sem se importar com a dor ou o medo. Sasuke precisava dela. Ele poderia estar morrendo naquele exato instante.

Desta vez, quando se aproximou de seu destino, conseguiu controlar o cavalo com mais facilidade.

Mesmo assim, pulou da sela antes mesmo que o animal parasse totalmente. Correu para o corpo imóvel de Sasuke e se pôs ansiosa perto dele, enquanto esperava os outros desmontarem de seus cavalos.

Itachi e Naruto se aproximaram correndo, com expressões sombrias e preocupadas enquanto examinavam o irmão. Eles olharam para o ferimento em sua cabeça e depois inspecionaram a flecha cravada em sua carne.

– Ele não está morto – Sakura disse ansiosa enquanto e sacudia a cabeça vigorosamente. – Ele não está morto!

Itachi a puxou e envolveu seu ombro para apoiá-la.

– É claro que não, Sakura – ele disse. – Vamos levá-lo de volta para a fortaleza. O médico já foi chamado e estará esperando para cuidar dos ferimentos quando voltarmos.

– Mas como? – ela perguntou, olhando para todos ao redor do esposo.

Itachi a puxou de volta e encarou seus olhos com firmeza.

– Vamos criar uma maca e carregá-lo. Não se preocupe. Mas não quero que você monte o cavalo dele novamente, pois poderia ter morrido. Irá voltar comigo, porque não está bem para caminhar de volta.

Ela sacudiu a cabeça, negando veementemente.

– Não vou sair do lado de Sasuke.

Itachi começou a argumentar, mas Sakura desviou os olhos e depois o empurrou, para não ver o que ele dizia.

Ela voltou correndo para Sasuke, que estava sendo transferido para a maca improvisada que os homens carregariam rumo à fortaleza. Assim que o ergueram, ela se aproximou para pegar a mão do marido.

Naruto reforçou o argumento de Itachi, insistindo que ela cavalgasse com um deles, mas ela estava determinada a não deixar Sasuke, nem mesmo pelo tempo de voltar para a fortaleza.

Com um suspiro, Naruto montou seu cavalo e depois apanhou as rédeas do cavalo de Sasuke. Os homens cercaram aqueles que carregavam a maca, para que o laird ficasse protegido por todos os lados. Sakura manteve o ritmo ao lado deles, segurando a mão do esposo com força.

Ela não gostava da palidez em seu rosto nem do sangramento que ainda se derramava de sua cabeça e estremecia cada vez que olhava para a flecha cravada em seu ombro. Mesmo se o ferimento em si não fosse mortal, ele poderia facilmente sucumbir à febre e morrer nos próximos dias.

A jornada de volta parecia interminável e, quando finalmente entraram no pátio, o clã inteiro estava agitado.

Ino os encontrou, seus olhos vermelhos de tanto chorar. O padre Sai estava ao seu lado, impedindo que ela corresse em direção ao irmão ferido.

Sakura odiou vê-la tão perturbada, mas não podia perder tempo para consolar a cunhada. Sua prioridade era Sasuke e seu bem-estar. Nada era mais importante.

Eles carregaram Sasuke pelas escadas até seu aposento e Sakura correu na frente para tirar as cobertas da cama. Depois, rapidamente acendeu a lareira e todas as velas que conseguiu encontrar, a fim de que o quarto estivesse bem iluminado para aquilo que estava por vir.

Para sua surpresa, o médico era um jovem chamado Neji, que aparentava a mesma idade do padre Sai. Ela estranhou quando ele entrou no quarto e começou a examinar Sasuke. Sakura chegou perto de Naruto para questionar a habilidade do jovem rapaz em cuidar dos ferimentos do guerreiro.

Naruto assegurou que tudo ficaria bem e que o jovem tinha muitos conhecimentos médicos. Sua mãe fora a curandeira do clã até falecer no inverno passado e lhe transmitira seus conhecimentos de medicina. Mas, para Sakura, a gota d'água veio quando Tsunade e Tenten entraram de repente no quarto, querendo ajudar Neji.

– Não! – Sakura gritou, correndo para empurrá-las para fora do quarto. – Fora! Vocês não tocarão nele. Sumam, vocês duas. Deixem meu marido para seus irmãos e para mim. Ninguém irá tocá-lo sem a minha permissão. Juro por tudo que é mais sagrado que vou cortar a cabeça da pessoa que me desobedecer.

Ela ficou tão perturbada que, por fim, Naruto e Itachi ordenaram que as mulheres saíssem do quarto. Sakura ficou ao lado de Sasuke e olhou seriamente para Neji, que estava limpando o ferimento na cabeça dele.

– Por que ele ainda não acordou? – ela perguntou ansiosamente. – É um ferimento sério? E quanto à flecha?

Neji pousou a mão gentilmente no ombro de Sakura.

– Milady, é muito cedo para dizer. Eu não acho que o ferimento na cabeça seja muito sério, mas, quanto mais ele permanecer inconsciente, mais me preocupa. Terei de remover a flecha, então talvez seja até melhor que fique desacordado, ao menos até eu retirá-la.

Sakura afastou as mãos e as juntou com força. Naruto tocou o ombro dela e apertou, tentando tranquilizá-la. Ela se virou para ele.

– Tudo vai dar certo, Sakura. Sasuke já sofreu coisas muito piores. Ele ficará bem. Você verá.

As lágrimas que ela tentava segurar se libertaram e um soluço escapou da garganta, ainda dolorida pelos gritos de antes.

– Venha comigo – Naruto disse, ainda gentilmente tocando seu ombro. – Deixe que Neji faça o que é preciso. Vá e sente perto da lareira, onde ficará mais confortável. Você sofreu uma terrível queda do cavalo e Neji terá de examiná-la após terminar com Sasuke.

Ela se levantou ainda trêmula, relutante em deixar o marido, mesmo que por um instante. Hesitou, dividida entre querer se aquecer e permanecer junto a Sasuke.

Itachi tocou seu braço e ela lentamente ergueu os olhos para ele.

– Sakura, venha. Você sofreu um choque terrível. Não quero você perto de Sasuke quando Neji remover a flecha. É possível que ele reaja e acabe machucando você mesmo sem estar acordado.

Entorpecida, ela permitiu que Itachi a guiasse para a lareira. Ele apanhou uma das cobertas da cama e envolveu seus ombros quando a cunhada se sentou.

– Você gostaria de algo para beber? – ele perguntou.

Levou um instante para sua mente processar as palavras em seus lábios, depois ela sacudiu a cabeça com vagar.

Sakura acomodou-se ao lado do fogo, sem nunca deixar de olhar na direção de seu marido enquanto Neji se preparava para retirar a flecha. Em algum ponto, Sasuke deve ter se contorcido, pois ela viu movimento, e então Naruto e Itachi rapidamente o seguraram.

Sakura levou as mãos até a boca, para abafar um grito. Era tudo o que podia fazer para não correr até Sasuke. Queria que ele soubesse que ela estava perto. E se ele pensasse que ela o havia abandonado? Pior, e se ele tivesse visto o mesmo que ela viu e pensasse que ela havia tramado o ataque?

Um gemido audível escapou de sua garganta, e Itachi e Naruto viraram a cabeça em sua direção.

– Ele acordou por um momento, Sakura – Naruto disse. – Isso é um bom sinal.

Ela agarrou-se a essa pequena esperança e puxou mais a coberta enquanto observava Neji cortar as penas da flecha, deixando o resto da madeira limpa para que fosse empurrada atravessando o ombro de Sasuke. Isso deixaria uma ferida aberta, mas seria um buraco menor do que se tirassem a flecha por onde havia entrado.

Calafrios percorreram o corpo de Sakura. Ela tremia incontrolavelmente, e seus dentes pareciam que iriam cair de sua boca de tanto que batiam.

Quanto tempo passou ali, tremendo e balançando de um lado a outro, ela não sabia. Então, Neji finalmente levantou-se, trazendo a flecha em suas mãos, cobertas de sangue. O médico começou o longo processo de limpeza e sutura dos ferimentos.

Naruto e Itachi deixaram Sasuke e se aproximaram de Sakura, cada um tomando um lugar ao seu lado. Ambos se posicionaram de modo que ela pudesse enxergar seus rostos.

– Você está bem? – Itachi perguntou com uma expressão preocupada.

Demorou um longo momento para digerir as palavras. Naruto e Itachi trocaram um olhar preocupado, e então Sakura finalmente assentiu.

Os homens falaram sobre outras coisas, mas Sakura estava entorpecida demais para compreender. Ela sabia que eles tinham perguntas. Sim, queriam saber o que havia acontecido, e a moça estava aterrorizada com o que precisaria lhes contar.

Ela fechou os olhos, apenas querendo escapar do pesadelo em que se encontrava. Sasuke não podia morrer. Simplesmente, não podia.

Naruto tocou seu braço novamente, mas ela permaneceu imóvel, encarando a cama em que seu marido estava. Finalmente, os irmãos se levantaram e se afastaram. Ela deixou seu olhar segui-los por um momento e viu que estavam discutindo uma ação imediata para levar os outros homens em busca do agressor.

Um frio percorreu suas veias.

A guerra seria inevitável quando descobrissem a verdade.

E aew minhas cerejinhas? O que estão achando? Mais treta...

Muito feliz pelos comentários de vocês e esse capitulo é dedicado a vocês Bela 21, Susan n.n, Guest ;)

E não esqueçam de acompanhar as adaptações foderosas da minha diva Obsidiana Negra S2 aqui no fanfiction

u/8177207/Obsidiana-Negra

E também tem uma autora ali que sou fã numero um, a escrita dela e as historias dela são tipo PIKAAAAA algumas são SasuSaku você não vão se arrepender de acompanhar e vão ficar viciadas nas historias dela, ela posta tanto no blog dela como no Social Spirit: Nyx Nakayama

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Bem ate a proxima Beijos .