Capitulo 38: Um perigoso Mundial para os anjos.

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Contrário a todo o que Arthur queria, esta partida foi a experiência mais horrível, desconcertante e vergonhoso que lhe pôde passar. E a causa de todo eram duas palavras: Ethan Nott. O moreno, tal e como o disse no Ministério, o obrigou a se sentar junto a ele e… o esteve a acossar toda a partida. Começou com sorrisos, passou a ligeiros roses, até chegar a toques mais atrevidos, que muito a seu alívio e vergonha, só Severus e Lucius chegaram a testemunhar.

O último toque foi para além do que sua modesta personalidade pôde suportar. A mão grande estava em sua coxa e para perto de seu pênis! E horror…! Podia sentir uma ereção formar-se justo ali! Enojado, o ruivo levantou-se, murmurou que ia ao banho e abandonou as gradas. Chegou ao banho e o primeiro que fez foi se lavar a cara, que estava tão vermelha como seu cabelo.

-Ah… Arthur… se estava tão precisado… o tivéssemos feito antes de vir a partida. - sibilou uma voz, desde a ombreira da porta.

-Não preciso nada teu!- gritou quase como uma menina, se aterrorizando ao ver o sorriso depredadora de seu ex e como fechava a porta com um encanto que de seguro era magia escura. - Ethan… não…

-Não que…?- interrompeu, acercando-se discretamente ao homem. - Vai negar-me que não deseja que esteja dentro de você, golpeando sua próstata e te fazendo gritar meu nome?

Dois anos de noivo com este Slytherin, tinham acostumado a Arthur a sua boca suja, quando estavam sozinhos. Mas isso tinha sido faz anos! E agora não podia evitar ruborizar-se como uma garota!

-E-Ethan…- levantou suas mãos e deteve o corpo que avançava para ele.- Basta disto, faz favor. Estás a atuar igual de como atuava na escola!- o fulminou com a mirada ao ver como se formava esse sorriso autossuficiente que tanto lhe molestava. - Recorda? Me arrinconavas nos corredores! Sentavas-te junto a mim nas classes que tínhamos juntos e me tocavas! Oh Merlin, nunca tenho passado tanta vergonha! E o pior foi quando me encerraste no banho de monitores e me roubaste minha virgindade!- ao dizer isso, se ruborizou ainda mais se era possível. O fato que estivessem num banheiro nesses momentos lhe dava um sentido de deija vu.

-Roubar-te…? - levantou uma sobrancelha.- Se mau não lembrança… quando comecei a beijar-te, te derreteste. - sussurrou, arrinconado ao homem mais pequeno contra a parede. - Abriste tuas pernas como a puta que és e depois me rogaste que te cogira.

-Oh, Merlin… Como pode ter esse tipo de má língua a esta idade? - perguntou surpreendido. Arquejou ao sentir duas mãos grandes apoiar-se em seu traseiro. - E eu não fiz tal coisa, não estava disposto. De fato, rendi-me… porque ou senão isso tivesse sido violação…

-Sim… sim… minha pequena puta… - murmurou com um sorriso, antes de abrir sua boca e depois fechar no pescoço de Arthur, no ponto exato que recordava que enlouquecia ao ruivo. E suas memórias não lhe falharam, nem bem sua boca começou a sugar, Arthur deixou sair um delicioso ronrono e rodeou o pescoço de Ethan com seus braços.

-O-Odeio-te… sabia-lo…?

-Mmmhhh…? - balbuciou incoerente. Seguiu beijando o pescoço do ruivo, enquanto suas mãos acariciavam aquele traseiro que tantas vezes foi seu. Depois separou-se e sorriu vitorioso ao ver que seu querido arquejava, estava corado e tinha os olhos metade fechados. - Então… tiro-te a roupa eu ou o faz você? - O corpo do Weasley tensou e mandou-lhe uma mirada surpreendida e obstinada ao maior. - Serei eu então…

Com um passe de varinha, Ethan os despojou a ambos de suas roupas. Arthur não teve tempo de protestar, porque, precavido, Nott se ajoelhou em frente ao ruivo e tomou seu pênis em sua boca, acalmando todo o protesto. A essas ações seguiram lhe a loucura, o desespero, a necessidade e porque não, um ansiado reencontro.

Ethan engoliu ao ruivo, fazendo que este acordasse suas mais baixas paixões. O estrelou contra a parede e fazer seu com selvageria, adorando a mirada extasiada em seu amante, ao sentir-se cheio por ele e por ninguém mais. Arthur se aferrou a ele como se fosse sua tabela salva-vidas e murmurou seu nome a cada vez que a carne de Ethan chocava contra sua próstata. Finalmente e depois de um encontro que levou mais luxuria que amor, ambos homens estoiraram, gritando o nome do outro e não se preocupando de que os pudessem escutar. Quando suas respirações se acalmaram e a razão voltou a ocupar de seus cérebros, Arthur arquejou e se separou do corpo que o abraçava.

-Oh, Merlin! Que acabo de fazer?! - exclamou em horror.

-Bem… se não me equivoco… acabamos de agarrar como animais. - disse, como se se tratasse de um tema quotidiano.

-Cale-se, idiota! - gritou, empurrando-o. - Sou um homem casado! - A culpabilidade se arraigou em seu coração e começou a vestir-se com frenetismo. - Merlin… Que tenho feito? Não devia permitir libertar meus frustrações deste modo! Oh, não…! Em que me converti? - esticou seus cabelos.

-É meu amante agora. - declarou Ethan, com tom duro e possesivo. - E não deixarei que regresse com a Ada Maligna.

-Ada Ma…? Segue-la chamando assim? - negou com a cabeça, terminando de acomodar sua túnica. - Odeio-te, Ethan. Isso se supunha que ia ser uma saída familiar, não a ocasião para enganar a minha esposa.

-Não se faça o inocente, Arthur. Sei que sabia de minhas intensões no momento que ofereci te comprar os boletos. É minha puta após tudo…

Os olhos azuis do ruivo brilharam com fúria e lhe deu uma bofetada ao Slytherin. Ethan nem se imuto e moveu sua língua para provar o sangue que saía de seu lábio. Ele gostava desta parte agressiva de seu ruivo. Ele era um sádico bastardo e o excitava ver a seu Weasley enojado.

-Não sou uma prostituta!

-Verdade… - assentiu, franzindo o cenho. - Se fosse uma prostituta deitaria com qualquer, mas você é só meu…

Arthur só o olhou com incredulidade, não sabendo se se rir ou se pôr a chorar. Pensava que com os anos, seu ex teria mudado, mas não… seguia sendo o mesmo idiota possesivo de sempre. Não sabendo que fazer, o ruivo só pôde suspirar.

-Abre a porta, Ethan. Já estivemos aqui muito tempo… podem suspeitar. - o pânico começou a apoderar de seu peito. Estava seguro que Severus e Lucius saberiam que estiveram a fazer Ethan e ele.

-Não sem que antes me prometer que não voltará com a Ada Maligna.

-Seu nome é Molly. - sibilou entre dentes apertados. - E não posso te prometer que não regressarei com minha esposa.

-Ela não te quer. - declarou, obstinado.

-Você não pode saber isso…

-Não? E então por que precisava sacar a tua família de passeio? Não era por que achava que se estava desmoronando pelas ações da Ada Maligna?

A mandíbula de Arthur apertou-se e olhou para outro lado, abraçando-se ele mesmo, sentindo como o fritou se apoderava de seu corpo. Ethan notou isto, se acercou ao menor, desenredou seu corpo e ele mesmo o abraçou.

-Regressa comigo… - murmurou, lhe dando um casto beijo à bochecha direita.

-Não é tão fácil, Ethan.

-Eu farei fácil. Conheço a pessoas que te podem ter divorciado para manhã, se o deseja.

-Não. - disse rotundo, separando-se do moreno. - Não posso jogar a metade de minha vida por um cano, Ethan. E muito menos por alguém que rompeu meu coração para se casar com alguém de sua mesma classe social. Devo recordar-te que foi você o que me empurrou a seus braços?

-Meus pais obrigaram-me. - disse, como se isso o aclarasse tudo. Não tinha um rastro de culpa em seu rosto. - E agora a Babosa Horrível e os Reis Tiranos têm morrido, de modo que pode voltar a ser só meu.

Arthur pestanejou. É que seu ex amante lhe punha sobrenomes a toda a gente que lhe desagradava? No entanto, deixando esse pensamento disturbaste de lado, Weasley viu tanta resolução nos olhos negros, que temeu que Ethan pudesse chegar bem longe para o ter devolvida… como matar a Molly. E, se punha-se a pensar, nunca o sexo foi tão bom como com Nott, ninguém, nunca pôde comprazer dessa maneira. Também, ele não era tonto e via que seu casal não tinha cura. E o mais importante, numa parte de seu coração, ainda tinha amor para Ethan Nott.

-Dá-me tempo… - suspirou.

-Numa semana.

Arthur o fulminou com a mirada.

-Não, Ethan Nott. Se quer-me de regresso, as coisas farão a minha maneira, de acordo?

Ethan retorceu-se ao escutar o tom terminante de seu amor. Seus sentimentos estavam em conflito agora. Como se atrevia seu Doninha Ruiva a lhe pôr tais termos?!

-Bem… mas só se me promete que voltaremos a ter sexo até que te decida.

Teve um longo silêncio depois dessa declaração, até que Arthur voltou a suspirar.

-Oh, Ethan… - balbuciou, massageando suas têmporas.

O moreno sorriu malicioso e acercou-se a beijar a seu amante, enquanto desfazia o encantou que travava a porta.

Quando chegaram às gradas, muitos perguntaram onde estavam. Arthur ignorou a careta divertida de seu novo genro e a mirada de suspeita de Lucius. Nem sequer escutou que mentiras disse Ethan, ele estava muito ocupado em tratar de encontrar uma posição cômoda para se sentar, sem que lhe doesse o traseiro.

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*Acampamento*

-Wow… foi emocionante. - comentou Lestat. - Ainda que essas Veelas desagradaram-me.

-Lestat de Lioncurt desagradado com mulheres atraentes? - perguntou Louis, com falsa surpresa.

Harry pôde os olhos em alvo. Começam outra vez…

-Para que o saiba, essas Veelas me disturbam porque eu devo ser o único loiro que enlouqueça às multidões…

-Sim… sim… Senhor Ego Grande. - disse Harry, acomodando-se os sapatos. - Agora saiamos, o Senhor Weasley disse que fôssemos a seu carpa para que comamos todos juntos outra vez Vamos, Neville. - balbuciou, antes de sair da carpa seguido por um relutante Neville. A partida tinha aborrecido um pouco e, para arrematá-la, o tonto de Ronald esteve babando por Krum e as Veelas durante toda partida.

-Eu não tenho um ego grande… - disse Lestat e olhou a seu companheiro. - verdade, mon amour?

Louis pôs os olhos em alvo e tomou a mão de seu amante, para puxa-lo até lá fora. No entanto, quando estavam na entrada, Harry voltou a entrar, sendo empurrado por Severus Snape. Neville vinha depois deles, uma mirada aterrorizada em seu rosto.

-Que passa? - perguntou o loiro.

-Há comensais lá fora. - disse Snape, luzindo severo e pálido. Louis arquejou. - Arthur está a dirigir aos meninos ao bosque, aconselho-lhes que façam o mesmo. - sibilou, antes de sair.

-Espere! Irei com você! - gritou Lestat, para depois correr depois de Severus.

-Papi Lou?

Louis tentou acalmar seu coração e manejou dar-lhe um sorriso tímido a seu filho.

-Vamos, rapazes. Devemos encontrar um lugar seguro.

Fora encontraram-se com Hermione, Ron e os demais Weasley e todos caminharam até o bosque, onde Remus, Draco e Lucas se lhes terminaram de unir. Mas, com todo o caos de pessoas que ia e vinham, o grupo se foi separando da pouco. Até que, muito a seu horror, Neville e Harry se encontraram sozinhos.

-Acho que vejo a Malfoy… vamos, Harry. – balbuciou Neville, levantando a cabeça.

-Espera…! - gritou, detendo ao rapaz. Ante a mirada de pergunta de sua primo, Harry assinalou um ponto para perto de uma árvore afastada. - Não é esse Hiiragizawa?

Os olhos do castanho viajaram até onde assinalava seu primo e seus olhos se abriram como pratos ao notar a seu colega de casa, sentado no pasto e parecendo desorientado. Não foi uma surpresa para ele sentir a seu primo correr até onde estava o garoto e o ver ajoelhar a seu lado. Não posso achar que ainda negue seus sentimentos. Será idiota. É em momentos como estes que agradeço que não compartilhamos o mesmo sangue.

-Eriol…? - chamou, não notando que usava o nome de pilha do rapaz. - Está bem?

-Isso creio… - balbuciou, fazendo uma careta de dor. - Vê minhas lentes por algum lado?

-Não… - franziu o cenho, olhando para todos lados. - Espera, farei um Lumus para procurá-los…

-Mas… não pode fazer magia fora de Hogwarts.

-Hermione fez. - disse Neville. - Acho que com o caos, o Ministério não notará que é magia de menores de idade.

-Não tenho minha varinha!

-Que?

-Merda! Tê-la-ei perdido na correria! - grunhiu enojado e voltou até onde estava Eriol. Procurou entre os trajes do Ravenclaw, não notando o rubor do garoto ao ser revisado, e sacou a varinha do garoto. - Lumus! - balbuciou, antes de voltar a procurar.

-Ejem… - tossiu Neville, apagando a atmosfera incômoda que seu primo criou sem notar. - Que te sucedeu?

-Tenho vindo só… de modo que tive que escapar só, mas alguém me chocou e caí. Não pude encontrar minhas lentes, de modo que tinha medo de avançar.

Harry escutou a explicação, enquanto voltava, e sentiu vergonha ao pensar que ele se ia burlar de Eriol por ser o único quatro olhos que ficava.

-Tem… aqui estão suas lentes. - balbuciou.

-Arigatou. - sorriso.

Desconcertado, Harry olhou para outro lado. Neville conteve-se para não rir.

-De nada. - grunhiu o moreno. - Pode caminhar?

-Não… acho que me dobrei o tornozelo, precisarei algo de ajuda. - anunciou incômodo. (N/A: Awww… Eriol é a dama em apuros! XD)

Harry grunhiu devolvida e agachou-se para colocar um dos braços de Eriol sobre seu ombro, deixando que uma de suas mãos se acomodasse na cintura do mais pequeno. Com um ligeiro impulso, Eriol pôs-se de pé. Ambos rapaz se ruborizaram pela cercania.

-Ah… sinto-me como um muito mau terço neste momento. - comentou Neville, com verdadeiro pesar.

Harry o fulminou com a mirada e Eriol se ruborizou ainda mais.

-Usa sua maldita varinha para dar-nos luz e levar-nos a onde está a demais gente, primo. - sibilou Harry. - Meu papi Lou deve estar preocupado.

*Em outro lugar*

Aliás, Louis estava-o. Se não fosse por Remus e sua eterna paciência e vontade de ajudar, Louis já estaria a procurar como louco a seu filho e se sacando todos os cabelos.

-Não se preocupe, Senhor Pointe du Lac. - disse Remus, com voz apassive. - Harry e Neville são garotos muito inteligentes e saberão encontrar-nos. Ademais, já há silêncio, isso quer dizer que detiveram aos comensais ou que se dispersaram. O perigo parece ter acaba…

Mas Remus não pôde terminar o que ia dizer, porque uns arquejos se escutaram tudo a seu redor. As miradas de medo que viu nos meninos e que Bill abraçasse mais apertado contra seu corpo a seus gêmeos, se deviam à luz verde que provia do céu. Abrindo os olhos como pratos, o licantropo murmurou:

-A Marca Tenebrosa.

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Após muito esperar, Lestat e o Senhor Weasley chegaram com os garotos que faltavam. Eriol vinha com eles e era carregado pelo vampiro loiro, porque ainda não podia caminhar.

-Oh, Harry! - exclamou Louis e abraçou a seu filho. - Não ganho para sustos contigo, sabe? - sussurrou ao ouvido do garoto.

O moreno fez uma careta, mas não disse nada. Em mudança dedicou-se a olhar aos ocupantes da carpa. O professor Snape estava a ser atendido por seu amante, porque tinha uma grande ferida em seu braço, enquanto os gêmeos olhavam-no com caras pálidas e assustadas. Charlie tinha rasgada a camisa. Seus amigos estavam ilesos.

-Esses idiotas! - grunhiu Lestat, uma vez que deixou a Eriol num dos cadeirões, para que fosse atendido por Arthur. - Tentaram culpar a meu filho de convocar essa marca estúpida!

-Harry Potter convocando a Marca Tenebrosa? - perguntou Severus com sarcasmo. Apesar de dor em seu braço, não podia deixar de lado fazer essa observação.

-Isso mesmo disse eu. - disse o Senhor Weasley, enquanto vendava o tornozelo de Eriol. - Acho que todos estávamos muito nervosos e não pensávamos bem quando os encontramos…

-Como sempre… vocês desejas desculpar a todo mundo por seus transgressões… - disse Ethan Nott, desde a entrada. O corpo de Arthur crispou, mas não girou para o ver.

-Ethan. - saudou Snape. - Sabe algo?

-Estão a evacuar. - sibilou. - Dizem que é melhor que abandonemos o acampamento o quanto antes.

-Então vamos a nossa carpa a empacar. - sentenciou Louis, arrastando a seu filho e sobrinho com eles.

-Papai… Eriol… - Harry pestanejou, luzindo desconcertado pelas palavras que saíram de sua boca.

-Oh sim… - disse Arthur. - Seu tornozelo curará dentro de umas horas, até que a poção faça efeito. Por agora, é melhor que não o mova. - sorriu ao garoto.

-Eu levarei de novo. - disse Lestat. - É nosso vizinho e vamos à mesma direção, após tudo.

. dia seguinte.:.

*Mansão dos Vampiros*

-Sabia! Algo me dizia que não tinha que te deixar ir, meu bebê!

Neville forçou um sorriso a seu papai e deixou ser abraçado. Na ombreira da porta da sala, Armand olhava-o com o cenho franzido. O garoto assentiu a seu pai, dizendo-lhe com esse simples gesto que estava muito bem.

-Estou bem, papai. - acalmou, palmeando as costas do vampiro. - E, se traz-te alívio a seu coração, também me arrependo de ter ido. - franziu o cenho. - Definitivamente, o Quidditch não é para mim.

Daniel sorriu aliviado e voltou a abraçar a seu filho. Como gostaria que de meu filho dissesse o mesmo, pensou Louis com algo de inveja, após escutar a seu sobrinho.

*Habitação de Marius*

Marius levantou uma sobrancelha e deixou de ler seu livro, para olhar como seu pequeno animago caminhava de um lado a outro em a habitação. Deixou sair um suspiro e fechou o livro, depois de marcar a página.

-Está a salvo aqui, Rabastan.

-Mas…! Viram a marca! - agitou seus braços. - Acha que ele esteja de regresso?

-E isso em que diferenciaria as coisas? - levantou-se do cadeirão, para caminhar e abraçar ao outro homem. - Agora me pertence e não há nada que esse louco possa fazer contra as ancestrais leis dos Vampiros que se fizeram para os criados e seus amos.

-Mas ninguém de meus ex parceiros sabem de nosso trato… - murmurou, apoiando sua cabeça no ombro amplo de Marius. - Se regressa, ainda pode me convocar. A marca em meu braço ainda faz que compartilhemos um laço.

-Procurarei a forma de apagar sua marca.

Rabastan levantou o rosto, para olhar com seus olhos celestes grandes a Marius.

-I-Isso é impossível… só ele pode a remover. - balbuciou, ainda que tinha esperança em seus olhos.

-Isso é o que ele quis que vocês cressem, Rab. - murmurou, dando um beijo curto a seus lábios. - Mas estou seguro que tem alguma outra saída. Nenhuma marca mágica é eterna ou impossível de remover. Encontrarei a forma, juro-te.

Rabastan sorriu timidamente e, com a mesma timidez, rodeou o pescoço do vampiro com seus braços e levantou a cabeça, para começar a beijar a seu companheiro. E tal e como passava a cada vez, Marius não pôde conter o impulso de morder os lábios de Rabastan, fazendo que surja algo de sangue deles, que ele saboreava como se fosse um delicioso manjar. O mago ronronava a cada vez que ele fazia isso, já aprendendo a desfrutar quando se alimentavam dele. Ao princípio tinha-se assustado de ser mordido em qualquer lugar, para que seu sangue saísse, mas depois comprovou que toda ferida feita a sua pele já estava curada em matéria de duas horas. Tal eram as mordomias de um criado.

Da pouco, Marius foi empurrando o homem à cama, conseguindo que ambos caíssem lentamente, tinham muito tempo disponível para se amar e o vampiro era alguém de muita paciência, por isso nunca apressava as coisas. Também contava o facto que a mente de Rabastan ainda estava a sanar e qualquer movimento brusco poderia o espantar.

Deixando os lábios convulsionados e sangrentos, a boca do moreno começou por descer até o pescoço, onde lambeu e beijou a ferida que a noite passada tinha deixado, agora já estava quase desaparecida, mas ele poderia reconhecer sua marca desde o ponto que fosse. Prestou pouca atenção ao lugar, já que já ontem se tinha alimentado e estava cheio. Em lugar, começou a abrir a camisa de seu amante e deixou um casto beijo no peito que ia aparecendo. Quando ao fim se desfez de toda a roupa, os mamilos erguidas e rosados chamaram sua atenção. A pele de sua amante era tão branca, que ele tinha gosto de chupa-la, para deixar marcas vermelhas por todos lados e assim enfeitar um pouco essa formosa pele que o enlouquecia.

Abaixo seu, Rabastan retorcia-se e deixava sair uns ronrons que faziam que um pouco de seu autocontrole se desequilibrara, mas ele sempre terminava voltando em si.

-Ma-Marius… deixa isso… há outra parte de mim que te precisa. - suplicou.

Sorrindo malicioso, o vampiro se apiedou de seu amante e baixou suas mãos a calça do mago, para desprendê-los e sacá-los de seu magro corpo. O pênis de Lestrange saltou orgulhoso, quando não tinha nada que o aplaste e Marius não perdeu tempo em meter em sua boca, chegando até abaixo e permitindo que sua respiração cocegas a pele que rodeava ao membro duro.

-Se… se… - balbuciou Rabastan, tomando os cabelos escuros de Marius entre suas mãos e movendo os quadris, para aumentar o ritmo de sua mamada.

Deixando que o garoto o guiasse em isso, Marius se ocupou de que seus dedos se untaram com o lubrificante que esteve baixo a almofada até faz uns segundos. Com três de seus dedos untados, um se fez caminho na entrada de seu amante, conseguindo um grito de assombro e prazer proveniente do preso.

Rabastan mordeu seus lábios e se ruborizou furiosamente quando seus próprios quadris empurrar contra esse dedo, para que o penetrassem ainda mais. Em todos seus anos em Azkaban, tinha perdido toda sua destreza na cama, fazendo que seus primeiros encontros com Marius fossem algo torpes. Mas como isso estava gravado em sua mente, agora, dois meses após ser adoptado como criado de um Vampiro, todos seus instintos tinham regressado, fazendo que seus encontros sexuais sejam perfeitos.

-Gosta…?

-Sim! Dá-me mais!

Marius sorriu e comprazeu ao meter o segundo dedo. Rabastan retorceu-se ainda mais e deixou sair alguns gritinhos amortecidos, que cedo se converteram em completos quando a boca de seu amante lhe deu uma chupada experiente e fez que todo seu corpo congelasse, para que depois seu orgasmo enchesse a boca de Marius. Fazendo caretas, o vampiro engoliu todo o sêmen e levantou os quadris do mago, para poder localizar sua ereção. Sem aviso e com pouca preparação, Marius fez-se passo no ânus de seu amante, fazendo que Rabastan deixasse sair algumas lágrimas de dor, que seu amo se encarregou de beber, para depois murmurar ao ouvido todo o que o excitava poder tomar dessa maneira.

Lestrange gemeu e atraiu ao vampiro para um beijo, tratando de ocupar sua mente em outra coisa que não seja a dor. Marius podia ser muito acalmado, paciente e amável, mas quando sua libido estava alta, poderia chegar a ser despiedado. Não que o ex comensal se queixasse, porque depois que passava a dor, seu amante se convertia em experiente, o fazendo ver as estrelas que nem com Régulus chegou a ver.

Eventualmente, Marius começou a mover-se, agarrando os quadris ainda magros pela falta de boa comida em sua encerro. O vampiro agarrava-o tão forte e goleava seu traseiro com tanto selvageria, que seus quadris ficavam algo feridas, mas graças a sua união criado-amo, os hematomas desapareciam para o dia seguinte.

Grunhindo seu êxtase, Marius penetrou uma e outra vez ao animago, golpeando a próstata do homem com a cada estocada, fazendo que Rabastan se agarrasse de seus ombros, para que o impulso das investidas não o arrojassem da cama. Marius sustentou-o e o beijou, enquanto sentia que seu orgasmo se acercava. Uma de suas mãos procurou o membro novamente ereto de seu amante e começou a bombeá-lo, para ajudá-lo a ter uma nova libertação.

Após umas quantas investidas mais, gritos de prazer (que não se escutavam por toda a casa graças a umas paredes especiais) ambos se correram ao uníssono, como lhes passava por estar enlaçados.

*Em outra habitação*

Sirius estava cruzado de braços e olhava pela janela como o sol se escondia, para dar lugar ao anoitecer, quando uns braços rodearam sua cintura. O animago bufou e pôs os olhos em alvo, quando a boca de seu "Amo" se travou em seu pescoço para beijar e sentiu uma dureza se colar a seu traseiro.

-Sabe…? Nesse contrato que assinei dizia que eu seria teu criado… não teu brinquedo sexual. - murmurou.

Santino soltou a Sirius, franzindo o cenho.

-Não é meu brinquedo sexual.

O mago girou-se para olhá-lo, levantando uma sobrancelha.

-Não…? E quais eram suas intensões quando me beijava faz um momento? - inclinou a cabeça. - Se mau não lembro, tivemos sexo esta manhã…

-Uh… - o vampiro se retorceu nervoso em seu lugar. - Só te saudava.

-Se… maltrata. - disse com uma careta incrédula.

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*Mansão Prince*

-Parece que tudo se complica… - disse Bill, fazendo uma careta.

-Não deve se assustar só porque uns tontos decidiram jogar aos meninos maus. - acalmou Severus, encerrando a seu companheiro num abraço.

O ruivo suspirou e deixou que sua cabeça descansasse no ombro de seu amante. Ambos estavam na sala, sentados nuns dos cadeirões para duas pessoas, após beber seu chá da tarde.

-Tenho estado pensando em algo… - comentou Bill, de repente.

-Em que…?

O menor incorporou-se e olhou a seu companheiro com seus olhos azuis penetrantes.

-Gostaria de ter outro menino… - murmurou. - Um que possamos criar juntos e lhe dar amor desde seu nascimento…

-Um bebê…? - perguntou incredulamente.

As portas da sala abriram-se e os gêmeos entraram fazendo caretas de orelha a orelha. Tinham ligeiras manchas nas túnicas e rosto, deixando a entender que vinham do laboratório de poções.

-Oh, mãe…

-Que lhe disseste a nosso papito? Porque está mais branco que um fantasma.

Bill sorriu e indicou a seus filhos que se sentassem em frente a eles.

-Bem… - tomou a mão de Severus, que da pouco saía de seu choque. - Estava a propor-lhe a seu pai… - inspirou fundo. - que tenhamos um bebê.

O ruivo pestanejou surpreendido ao ver como os sorrisos de seus filhos se apagavam num abrir e fechar de olhos. Severus franziu o cenho, não lhe gostando nada essa mudança de atitude.

-Oh… vejo…

-E não nos iam consultar para algo assim? - pediu Fred, com mais força da necessária.

-Uh… bom… é só um pensamento, não acho que vocês… - murmurou Bill.

-Sim, claro. - cortou George. - Desculpa-nos…

-Vocês são os adultos, após tudo…

-E não há necessidade de dizer a seus filhos crescidos que querem ter mais meninos…

-De fato. - assentiu o gêmeo. - Nós já somos grandes e não precisamos de seu carinho.

-Total… já nos disseram a verdade, agora estão tranquilos com sua consciência e podem seguir com sua vida…

-Nos lhe importa que nós tenhamos que lidar com as miradas de desdém, os murmúrios a nossas costas…

-Ou que tenhamos o ónus de ser a causa pela qual a família se separou…

-Garotos… eu… - sussurrou Bill, com voz trêmula.

-Não, tem o que queira…

-Igual… já nos somos os bebês que te arrebataram…

-Tem os meninos que deseje…

-Frederick! George! - rugiu Severus, levantando de seu assento, para fulminar aos gêmeos com a mirada. - Desculpar-se-ão com seu papai neste instante!

-Por que? - grunhiu George, mostrando o mesmo enfado do maior. - Estão a dizer-nos em nossa cara que desejam substituir-nos!

-Não é isso!

-Não…? - perguntou Fred com incredulidade. - É evidente que agora que já passou a novidade de nos ter devolvida desejas outros filhos! Como se fosse que nós não te precisamos!

-Mas era só uma ideia! - disse com voz afogada.

-Vai! Tem o que queira! - balbuciaram ao uníssono, antes de abandonar a sala.

Bill deixou sair um soluço e abraçou-se ao pocionista, enquanto suas lágrimas caíam. Severus franziu o cenho na porta que os gêmeos tinham açoitado ao sair. Não sabia que se sentissem dessa maneira.

. depois.:.

-Uma túnica de gala? Para que? - perguntou Harry, enquanto caminhava meio dormido até a cozinha, para o café da manha.

-Não me pergunte a mim. - disse Armand, encolhendo-se de ombros. - Na lista de colégio indicavam-se que deveriam levar uma para este ano escolar… de modo que Lestat os vai levar a comprar uma.

-E tem que ser tão cedo?

-São as onze. - replicou Neville, completamente pronto e acordado.

Nesse dia, os garotos compraram as mais bonitas e caras túnicas que puderam encontrar, já que Lestat queria que se vissem deslumbrantes. No entanto, ninguém quis lhes dizer para que eram as ditosas túnicas. E tiveram que regressar a Hogwarts com a incerteza.

*Expresso de Hogwarts*

Os garotos conversavam sobre a ideia de que era o importante que passaria neste ano em Hogwarts, porque nem Ron e Hermione sabiam também não para que lhes pediram as túnicas de gala. Só tinham contribuído ideias de indiretas que lhes atiraram Charlie e o Senhor Weasley. Em isso estavam, quando a porta se abriu de repente, revelando aos gêmeos, que luziam como se tivessem corrido um bom trecho.

-Que passa? - perguntou Ginny.

-Escondemo-nos de nosso pai. - disse George, caindo pouco cerimonioso no assento junto a Neville.

-Então vão para outro lado. - disse Ron. - Se fizeram-lhe algo ao professor Snape, não quero que lhe agarre comigo.

-Oh, Ronnie! - Fred levou uma mão a seu peito, simulando dor. - É um tio tão pouco caritativo!

-Aqui, estão… - sibilou um a voz que gelou o sangue de todos os presentes.

Severus Snape tinha manejado abrir a porta sem fazer nenhum som e agora olhava com o cenho franzido a seus filhos. Os gêmeos por sua vez, estavam sérios como nunca os outros o tinham visto.

-Não desejamos falar. - disse George.

-Mas eu sim e eu sou o que manda aqui, de modo que me vão seguir a meu vagão neste instante.

-E se negamo-nos? - desafiou Fred.

Severus os fulminou com a mirada. Harry, Neville, Ron, Hermione e Ginny, desejaram correr despavoridos.

-Posso usar magia e creiam-me, não será um simples feitiço para os desmaiar.

Notando a ameaça, os gêmeos queixaram-se, mas seguiram a seu pai. Depois que eles saíssem, Draco Malfoy chegou ao vagão.

-Os gêmeos estão aqui? Snape está a procurá-los.

-Estavam, mas já os encontrou. - disse Neville. - Sabes que sucedeu? - perguntou com curiosidade.

-Não de tudo. - franziu o cenho. - Acho que tiveram uma briga. Os gêmeos estiveram muito tempo em casa nesta última semana, disseram que sua casa tinha um ambiente "Não grato".

-Sua casa? Por que sua casa? - perguntou Ginny, com o cenho franzido.

Ninguém notou, mas um ligeiro rubor apareceu nas bochechas pálidas de Draco.

-Meu papai convidou-os a que viessem quando quisessem desde que se inteirou que são filhos de Severus. - encolheu-se de ombros.

-Severus…? - perguntou Harry. - Tens muita familiaridade com ele.

-É meu padrinho.

*Nuns vagões mais adiante*

-… seu papai sofreu muito com a separação, quase até a loucura. - negou com a cabeça. - Parece-me totalmente injusto que tomem esta atitude ante esse tema em particular. Entendam que não se trata de substituição…um filho nunca poderá substituir a outro, nem sequer se um deles tem morrido. E vocês são especiais, sempre serão…

-Bem… pode ser que tenhamos exagerado… - fez uma careta.

-Mas foi todo muito repentino…

-Sim, acabamos de nos inteirar que quem achámos que eram nossos pais não o eram, senão que eram outros…

-E agora que mal começamos a nos familiarizar com nossos verdadeiros pais…

-Vocês saem com que querem trazer outro filho a este mundo…

-É impossível não se sentir…

-… deslocado e não querido. - disseram ao uníssono.

Severus suspirou e massageou suas têmporas.

-Posso entendê-los, mas sua reação tem deixado quase na depressão a seu papai. Liam acha que tem cometido um novo erro com vocês e está devastado.

Os gêmeos olharam-se entre eles, apenados.

-Não pensamos que lhe tomasse tão mau. - murmuram.

-Ele é sensível em todo o que respeita a vocês. - assegurou. - E até disse-me que nunca terá outros filhos se esse é o desejo de vocês.

Uma mirada horrorizada passou pela cara dos gêmeos.

-Merda…

Os gêmeos deixaram-se cair nos assentos, luzindo muito abatidos. Fazendo um esforço muito grande, Severus levantou-se de seu assento e caminhou até sentar-se no que estavam seus filhos, no meio de ambos. Passou um braço pela cada ombro de seus meninos e apoiou uma mão na cada cabeça. Beijou o cabelo ruivo baixo suas mãos e depois acariciou. Os gêmeos relaxaram seus corpos após a caricia e pela segurança que sentiam ao estar desta maneira tão familiar e carinhosa com seu pai.

-Pediremos desculpas. - murmurou George.

-Bem… então convidarei a que venha esta noite a Hogwarts.

Uma vez em Hogwarts, após esquivar a Peeves, escutar a canção do Chapéu e a seleção, Dumbledore apresentou-lhes ao novo professor de Defesa, um homem muito estranho, com muitas cicatrizes e um olho falso horroroso. Dito homem sentou-se junto a Marius, quem tinha a seu coelho em seu colo, muito à exasperação de seus netos. Como se fosse que ao animago lhe podia passar algo se estava duas horas longe de sua vista!

No entanto, parte-a final do discurso do diretor foi o que chamou mais a atenção de todos os presentes. Nesse ano levar-se-ia a cabo o Torneio dos Três Magos ali, e seriam anfitriões de outras duas escolas, Durmstrang e Beauxbatons.

-Sabe o que isso significa, meu querido primo?

-Que…? - respondeu Neville, com voz cansada, enquanto acompanhava a seu primo a sua Sala Comum.

-Nova gente que conhecer! - riu. - Quem sabe que classe de belezas tragam as outras escolas…

-Libidinoso.

-Awww…

-Eu vou o tentar! - disse Fred, por trás deles. - Seria genial poder ter esse prêmio para poder investir em nossas bromas!

-Sim! - apoiou seu irmão.

-Creio recordar… - disse uma voz a suas costas, assustando a todos os Gryffindors e ao Ravenclaw, por segunda vez nesse dia. - Que o Torneio tem um limite de idade…

-Awww… mas papi.

Severus os fulminoou com a mirada. Como se atreviam a choramingar dessa maneira adiante de tantos idiotas de Gryffindor?!

-Já tenho dito que não. E vocês devem recordar que nestes anos têm suas NOM, de modo que não terão tempo para pensar nesse estúpido Torneio. - grunhiu. - Seu papai e eu desejamos que obtenham ainda que seja 5… e Poções com a nota mais alta, por suposto.

-Cinco?! - arquejaram os gêmeos, luzindo horrorizados.

-Sim, cinco. - sibilou com desprezo. - Agora me sigam, vocês têm uma promessa que cumprir. - sentenciou, antes de dar-se meia volta, causando que sua túnica fizesse um som de fru-fru.

Fred e George fizeram uma careta de dor, mas começaram a seguir a seu pai até as Masmorras.

Continuará…

Nota tradutor:

Mais um capitulo para vocês e espero que gostem e comentem

Vejo vocês nos próximos capítulos!

Ate breve

Fui…