Cap 36 – Tudo não é o que parece ser...
Thiago não soube dizer quanto tempo ficara ali observando o céu. Até que seu corpo tremeu de frio. Ele soltou um longo suspiro e passou a mão pelos cabelos. Olhou para o relógio e com um novo suspiro, percebeu que já passava da meia-noite.
-Ela deve ter ido embora... – disse ele um pouco irritado. – E nem falou comigo.
Um pouco emburrado, o maroto desce as escadas e, já estava saindo da biblioteca, quando um suspiro lhe chamou a atenção.
-Lily? – ele se vira surpreso e olha ao redor.
Sentada numa poltrona, numa posição que Thiago achou ser desconfortável, encontrava-se a garota com um livro aberto no colo, com uma mão em cima do mesmo. O maroto sorriu fracamente e se dirigiu em direção a ruiva.
O maroto passou a mão de leve pelo rosto dela e a chamou delicadamente. A ruiva soltou um longo suspiro, mas continuou a dormir.
-Sono pesado o seu, hein? – ele sorriu fracamente. – Acho que não tenho outra escolha.
Ele tirou o livro do colo dela e a carregou nos braços, no que a ruiva tratou de se aconchegar melhor. Thiago alargou o sorriso quando ela tornou a suspirar. Ele ergueu a sobrancelha quando se encontrou de frente para a passagem fechada. Ele pulou de susto quando a mesma se abriu sozinha, no que a ruiva abriu os olhos assustada.
-Hum, o que houve?
-Ah, Lily, perdão te acordar mais... – ele olhou para a passagem aberta com os olhos meio arregalados. – Ah, deixar para lá.
-Thiago?
Ele sorriu fracamente.
-Não é nada, Lily, volte a dormir... – disse ele docemente.
A ruiva tornou a fechar os olhos e inconscientemente enlaçou o maroto pelo pescoço. Thiago recomeçou a caminhar e fechou o quadro com o pé. Ele caminhou pelos corredores, a essa altura iluminados apenas pela luz do luar que entrava levemente pelas janelas. Conhecendo a casa de cor, o maroto se dirigiu para o corredor que dava acesso a cozinha. O quadro se abriu da mesma forma que o que fizera e Thiago, mas surpreso ainda, passou por ele.
Ele subiu as escadas silenciosamente e, minutos depois, chega em seu quarto... Ele fecha um dos olhos ao ver quem estava nele.
-THIAGUITO, COMO VOCÊ PÔDE!
O maroto revirou os olhos e Lílian acordou assustada.
-Hã? – disse ela rouca.
-VOCÊ E ELA! EU... EU NÃO ACREDITO!
-Morgause... por favor... NÃO precisa gritar. – disse Thiago calmamente, do jeito que ela era escandalosa, ele achava provável que até os pais deles já deviam ter acordado...
-Eu... NÃO ELA!
Lílian rapidamente entendeu o que estava acontecendo e com um impulso, desceu dos braços de Thiago.
-VOCÊ E ELA?
-Morgause, eu já te dis... – Thiago disse rapidamente.
-E qual é o problema? Está se sentindo traída? – Lílian ergueu uma sobrancelha, interrompendo Thiago.
-Não falei com você, Evans. – disse ela irritada, lançando um olhar mortífero para a ruiva e depois se voltando para o maroto. – Thiaguito... como você pôde me trair dessa forma?
-Te trair? – disse ele com a voz rouca. – Eu nunca fui nada seu Morgause e deixei bem claro isso.
-Eu te falei, você não quis me ouvir. – a ruiva sorriu marotamente.
-Não se meta onde não foi chamada, Evans.
-Ah, não posso nem ao menos expressar minha opinião? – disse ela irônica. – Eu te falei Potter, o Potter não gosta de você.
-Ah, e ele gosta de você, por um acaso?
-Isso é só ele que pode dizer, não é?
Thiago olhou de Morgause para Lílian e de Lílian para Morgause. Podia jurar que viu faíscas voarem dos olhos de ambas. O maroto sorriu amarelo e se encostou no quadro da bisavó.
-Está em maus lençóis agora, Thiago... – disse a garota sorridente.
-Nem me fale, bisa, nem me fale... Se essas duas saírem no tapa, vai sobrar para mim... – ele engoliu em seco. – Não me agrada levar um tapa dessa ruiva novamente... Alguma sugestão?
-Bem, eu preferia ficar assistindo... – ela se ajeitou na poltrona, no que Thiago pôde ouvir o vestido farfalhar.
-E se elas destruírem o meu quarto?
-É bem capaz de te matarem primeiro... – disse ela sorridente.
-Merlim, me ajude...
-Você não diz NADA, Thiaguito? – disse Morgause, vermelha de raiva, olhando para ele.
-Dizer o quê?
-VOCÊ NÃO GOSTA DE MIM?
-Será que tudo o que eu te disse não surtiu nenhum efeito? – disse a ruiva irritada. – Ah, esqueci... você não tem cérebro.
-Olha aqui sua perua flamenjante... EU NÃO FALEI COM VOCÊ.
A ruiva riu sarcasticamente, cruzou os braços e levantou a sobrancelha.
-Mas você está falando comigo, protótipo de gente, portanto, isso me dá o direito de falar com você.
Thiago prendeu o riso quando Morgause ficou mais vermelha ainda.
-OLHA AQUI SUA...
-BAIXE O TOM DE VOZ QUANDO FOR FALAR COMIGO, POTTER... – disse ela aumentando o tom de voz. Thiago ficou surpreso ao constatar que o mesmo se igualava ao grito da Morgause.
-EU NÃO BAIXO, NÃO!
-VOCÊ NUNCA ME VIU IRRITADA, POTTER, E NEM QUEIRA VER! – disse a ruiva, num tom mais alto.
-Acho melhor eu tomar uma providência... – disse Thiago lentamente. – Garotas...
-E VOCÊ ACHA QUE EU TENHO MEDO DE VOCÊ?
-Se eu fosse você, teria, Potter... – disse ela sorrindo pelo canto dos lábios.
-Er, garotas... – ele se postou entre as duas.
-Com medo Evans? – ela disse triufante, cruzando os braços levemente.
-De você? Ah, conte outra, Potter. Não estou NEM um pouco...
-Eu sei que a conversa entre vocês está muito agradável... – disse ele calmamente.
-... Quanta vezes eu preciso dizer que não é obrigando e sufocando o Thiago dessa maneira, você vai conquista-lo? Vai sonhando com isso...
-... mas, será que...
Thiago rapidamente parou de falar quando viu a ruiva se aproximando dele.
-Lily, o que você...
Ele sentiu um arrepiou percorrer seu corpo ao ver a garota andar lentamente para perto dele.
-O que você tem que fazer é... – ela sorriu para Thiago, no que Morgause a olhava irritada. – Provocar... – o maroto corou furiosamente quando ela roçou os lábios de leve na bochecha dele, enquanto apoiava uma das mãos no ombro dele. – Seduzir... – ele olhou totalmente corado para a mão dela que subia pelo seu peito lentamente, passou pelo pescoço, até chegar na bochecha.
-Lily o que você... – disse ele com a voz rouca.
A ruiva virou o rosto do maroto para ficar de frente para o dela. Ele franziu o cenho, no que viu ela piscar o olho.
-SOLTA ELE... – disse Morgause irritada.
-E, por fim, queridinha... – ela sorriu, se aproximou dos lábios dele e depois recuou. – O conquistar definitivamente...
Thiago corou mais ainda ao ouvir a ruiva falar daquela maneira, a mão dela desce rapidamente para a nuca dele, e, num gesto rápido, ela o puxa para um beijo.
Num gesto rápido o maroto a enlaça pela cintura com uma das mãos e segura a nuca dela com a outra mão.
Tudo ficou silencioso ao seu redor e, apesar de sentir que era beijado pela ruiva, duas vozes se tornaram cada vez mais próximas...
"-Você tem certeza que é isso que deseja?
-Não me importo..."
O maroto fechou os olhos mais ainda enquanto a ruiva aprofundava o beijo, acariciando seus cabelos levemente.
"-O arrependimento não vem agora... quero que você pense muito antes de tomar qualquer decisão. Você tem que... -Não preciso de tempo para pensar... quando faremos? -Precisamos esperar a hora certa... somente a hora certa..."
Ele apertou a cintura de Lílian levemente, enquanto sentia a cabeça latejar fortemente, o coração batia rapidamente e ele sentia as pernas fraquejarem.
"-E quando será o momento certo?
-Não se preocupe... te direi quando o mesmo chegar... -Mas... -Sem mais delongas..."
A ruiva interrompeu o beijo e Thiago abriu os olhos ofegante. Se a ruiva não desviasse o olhar rapidamente, veria que o maroto estava completamente pálido.
-Aprendeu agora, Potter?
A garota fechava os punhos irritada.
-ÓTIMO, FAÇA BOM PROVEITO DELA, THIAGO POTTER!
Ela deu as costas e saiu do quarto. Sirius, Remo, Ana e Lisa se afastaram da porta rapidamente e segundos depois a garota a abriu. Morgause bateu a porta do quarto com força e foi para o seu quarto, completamente furiosa.
-Será que ela vai desistir dele de uma vez? – indagou Sirius no que os outros deram de ombros.
-Será que devemos entrar? – disse Ana preocupada.
-Não... – Sirius sorriu marotamente. – Deixemos os pombinhos à sós.
-Lily... por que... – disse ele ofegante e massageando as têmporas.
-Você me salvou de Voldemort... – começou a ruiva com um sorriso triunfante. – ...e eu te salvei de... Potter? – ela rapidamente ficou preocupada ao ver que o maroto estava pálido. – O que aconteceu?
-Nada, Lily, nada.
Vívian apenas olhava de um para o outro, em silêncio.
-Potter, você está bem mesmo?
-Estou... – ele parou de massagear e encarou a ruiva com um sorriso maroto, apesar de sentir a cabeça latejar. – Acho que vou arranjar novas Morgause's para ter igual tratamento.
A ruiva revirou os olhos.
-Eu apenas fingi, Potter.
-Não acho que aquele beijo tenha sido só fingimento Lily... – a cabeça de Thiago latejou novamente e ele reprimiu um gemido.
-Claro que foi! Garanto que, depois dessa, ela não vai mais te perseguir...
-É disso que eu preciso no momento...
O maroto caminhou lentamente até a cama e se sentou nela com um suspiro. A ruiva apenas o observava curiosa.
-Potter?
O maroto deita na cama, apenas do joelhos para baixo ficando para fora da mesma. Ele passa a mão pelos cabelos e suspira.
-Thiago? Você está bem mesmo?
-Coisa minha, Lily, coisa minha.
-Você está... esquisito.
Ele se ergueu pelos cotovelos e sorriu marotamente, encarando-a.
-Preocupada Lily? Eu não acho que você beija mal... – ele deu uma pausa, sentindo a cabeça latejar novamente. – Nem um pouco mal... Se é isso que está te preocupando.
Lílian corou furiosamente.
-POTTER!
-Ai... – ele gemeu, levando as mãos à têmpora. – Não grita, por favor, Lily.
-Você está com dor de cabeça?
-Acho que sim...
-Mas por que não disse antes... – disse ela divertida. – ... Eu podia ter gritado mais cedo.
-Engraçadinha. – disse ele risonho.
-E então, você vai voltar para o seu precioso quarto hoje?
-É melhor, não... – disse ele calmamente. – E se, depois, essa louca decide voltar? Acho que se ela aparecer novamente, você saberá cuidar dela perfeitamente.
Lílian riu enquanto Thiago se levantava.
-Bom resto de noite, ruivinha.
A ruiva olhou para o relógio, o mesmo marcava quase duas da manhã.
-Exagerado... – ela revirou os olhos. – Boa madrugada, Potter.
-Sabe, se fosse um Thiago, certamente seria uma ótima madrugada.
Lílian riu e balançou a cabeça.
-Quem sabe no futuro?
-Assim espero, ruivinha, assim espero. – ele piscou o olho e abriu a porta. – Vocês adoram escutar atrás da porta, não é?
Todos sorriram amarelos, e Sirius passou a mão pelos cabelos.
-Caro Pontas, apenas queremos nos manter informados...
Thiago revirou os olhos e balançou a cabeça.
-Você não muda mesmo Almofadinhas, e além de não mudar... leva os outros para o mau caminho...
-Ah, tenho que honrar meu título de Maroto! Já algumas pessoas... – ele olhou para Remo rapidamente.
-Já disse, não é por que eu quero passar nos exames que deixo de ser um maroto.
Todos riram, enquanto Thiago fechava a porta do quarto.
-Ah, vamos dormir! – disse o maroto divertido.
-Sirus Black muda de assunto rapidamente. – Aluado comentou, revirando os olhos.
-Bem, não temos nada para fazer, não é mesmo? Mas, se a Lisa concordasse em dar um passeio noturno comigo, eu não me importaria.
A garota revirou os olhos e balançou a cabeça.
-Você não estava irritado comigo?
-Considero essa volta com um pedido de desculpas.
-Espere deitado por ela então, Sirius Black.
-Na sua cama, de preferência?
Thiago, Remo e Ana gargalharam, enquanto Lisa corava e Sirius sorria marotamente.
-Ah, sim... durma de preferência, para que eu possa tacar fogo nela e...
-A depender do fogo, querida. – Sirius a interrompeu, piscando o olho.
-... livre o planeta da sua existência. – ela completou como se não tivesse sido interrompida.
-Juntamente com essas discussões. – disse Thiago revirando os olhos.
-Olha só quem fala? – Sirius ergueu uma sobrancelha. – E você e a ruivinha?
-Bem, somos um caso à parte. – ele sorriu marotamente.
-Ah, sei... vocês dois são a anomalia humana. Você a ama, mas nunca se declarou. Ela te odeia e corresponde aos seus beijos e se preocupa com você... Somos mais complicados que ele, Liz? – ele sorriu marotamente, enquanto encarava a garota.
-Basta você maneirar, de preferência exterminar sua canalhice e não seremos mais tão complicados assim. – disse ela calmamente.
-Basta você ter paciência, ser SINCERA comigo e eu ficarei satisfeito.
-Devemos interferir? – disse Thiago risonho.
-Ah, não, eles estão se dando tão bem... – Ana sorriu e abraçou Remo.
-Desde quando eu não fui sincera com você, Black? – ela ergueu uma sobrancelha.
-Desde sempre, cara Lisa, desde sempre... Quer que eu cite?
-Acho melhor eu dormir, estou sobrando aqui. – Thiago sorriu. – Boa noite.
-Boa noite. – disseram Ana e Remo ao mesmo tempo, no que Thiago entrou no quarto e fechou a porta.
-Não precisa, eu já sei. – disse ela cortando o assunto rapidamente.- Eu te joguei no lago... roubei suas roupas... fingi que iríamos ter um encontro, mas somente saímos... entre outros.
-Espero que nesse seu entre outros, você inclua o que eu estou pensando.
-Vamos seguir o caminho de Thiago? – Remo sorriu marotamente.
-Será que só encontraremos os corpos dos dois pela manhã?
-Não... acho que eles sobrevivem... – disse Remo risonho.
Eles rapidamente saíram e deixaram o "casal" à sós.
-O quê? – disse ela curiosa.
-Acho que você já deve estar ciente, não?
-Ciente do quê, Black? – ela indagou já irritada.
-Foi você, não foi?
Ela ergueu uma sobrancelha, sem nada entender.
-Eu? Como assim, Sirius? Sinceramente, não estou entendendo onde você está querendo chegar.
-Ora, Lisa, sejamos claros um com o outro. Era você a Morgause, não é? Quando eu a beijei, na verdade, era você?
Ela ergueu uma sobrancelha.
-Eu? Sirius... você PIROU! – ela rapidamente dá as costas para o maroto indo em direção ao quarto dela.
-Ah, não Sta Delacourt... teremos uma conversa BEM séria, antes de qualquer coisa.
Ela o encara irritada, ao perceber que o mesmo colocara a mão na maçaneta, antes que ela, impendindo-a de abrir a porta.
-O que te faz pensar que eu era ela? Seria esse o seu desejo? Inventar uma desculpa maluca para não se sentir culpado da sua canalhice e faltar com a promessa?
Lisa se recostou no vão da porta, enquanto Sirius a encarava firmemente.
-Quer mesmo saber? – ele sorriu no que ela corou.
Sirius sorriu marotamente e abriu a porta do quarto, no que ela recostou mais ainda no vão da porta.
-Não.
-Você não perguntou? – ele se aproximou dela lentamente.
-Não acho que eu queira saber da resposta agora.
-Com medo de admitir, Lisa? – ele chegou mais perto.
-Admitir o quê?
-Que me ama... Que a Morgause era você... Que não consegue mais esconder o que sente por mim... – ele segura a cintura dela firmemente. – E acima de tudo... – ele para a poucos centímetros dos lábios dela. – Essa tristeza no olhar é inconfundível. – ele exibiu um fraco sorriso.
-E o que te faz achar que eu estou triste? – disse ela com a voz rouca.
-Por achar que tudo o que eu faço é para te iludir, que eu, como o maroto que sou, posso muito bem se fingir de interessado, ou até mesmo estar interessado, mas com o passar do tempo irei te descartar e procurar outra mais interessante... sou inconfiável, volúvel, cachorro, sem-vergonha...
A garota fechou os olhos levemente, enquanto ouvia ele sussurrar em seu ouvido aquelas palavras.
-... O que eu digo, não é a mais pura verdade? Hum...
-Sirius eu... – ela engoliu em seco.
-Você vai dizer que é mentira... – a cada palavra dita ele beija o rosto dela, descendo levemente para os lábios. – Que eu não sei de nada... Mas, saiba Lisa... – ele roçou os lábios de leve nos dela e se separou. – Você não é a única a ditar as regras desse jogo...
Ele sorriu marotamente e se separou dela.
-E então... – ele voltou ao tom maroto. – Vai me responder?
A garota abriu os olhos levemente.
-Hunft! – ela revirou os olhos. – Isso não me afetou em nada, Black.
-Não? E isso...
Lisa sentiu-se ser puxada pelo maroto rapidamente e, no segundo seguinte, ela sentiu os lábios dele colados aos dela. Ele aprofundou o beijo quando percebeu que a garota havia deixado espaço para tal feito, puxando-a mais para perto de si. Ela subiu as mãos pelo peito do maroto e o enlaçou pelo pescoço. Sirius separou rapidamente dos lábios dela e pegou fôlego para recomeçar um outro beijo.
-... Te afeta? – ele completou ofegante, mas exibindo um sorriso maroto no rosto.
Os lábios da garota estavam vermelhos, assim como os dele. Lisa rapidamente desenlaçou o pescoço do maroto e cruzou os braços.
-É golpe baixo, sabia?
-Ah, não negue que gosta dos meus beijos... Sta Revoltada.
Lisa sorriu marotamente, enquanto ele a soltava. Ela põe a mão no ombro dele e sussurra no ouvido do maroto.
-Apesar de tudo, até que você não beija tão mal assim...
Sirius sorriu fracamente, enquanto ela entrava no quarto.
-Isso responde a minha pergunta? – ele se postou de frente para a porta, a fim de vê-la melhor.
-Claro. – disse ela ficando atrás da porta.
-Mas... mas como? Poção polissuco?
-Eu já contei o que você queria Sirius, agora, me deixe dormir... – disse ela empurrando a porta.
-Mas, Lisa!
A garota revirou os olhos divertida.
-Boa Noite... – ela sorriu fracamente.
-Você NÃO vai fazer isso! – disse ele decidido, segurando a maçaneta da porta com a mão.
-Ah, vou sim... você quer saber demais!
-Por que você fez isso hein? – ele perguntou indignado.
-Apenas estava com vontade... – ela sorriu marotamente, empurrando a porta de leve.
-Você está irritada, não é? Mas a culpa NÃO foi minha! – ele rapidamente disse. – VOCÊ era ela! Eu a beijei, quer dizer, eu te beijei porque fui movido pelo meu instinto. Apesar de não ter consciência de que não era você, era a Morgause... mas se bem que era você e... – ele bufa de raiva enquanto ela ri. – Ah, esquece!
-Esquecer o quê Sirius? – ela falou enquanto ele passa a mão pelos cabelos irritado. – O que você disse não foi algo plausível...
-Vocês duas combinaram para encucar minha cabeça, não foi? – disse ele irritado. – Como você conseguiu convencer a Morgause a te dar um fio de cabelo?
-Você que está dizendo isso, não estou negando nem afirmando nada... – disse ela empurrando a porta, mas a mesma não saiu do lugar. – Sirius! SOLTA A PORTA.
-Não...
-Ah, não solta? – ela sorriu marotamente. – Então...
Sirius soltou um grito de dor quando a garota mordeu a mão que ele segurava a maçaneta.
-BOA NOITE! – ela rapidamente bateu a porta na cara do maroto, enquanto ele olhava emburrado para a mão com as marcas dos dentes da garota, sendo que umas já sangravam fracamente.
-Você não conseguira esconder isso por muito tempo, Sta Delacourt.
Do outro lado da porta, a garota solta um suspiro e fecha os olhos.
-Grande burrada a sua, Lisa Delacourt! Você é simplesmente a pessoa mais idiota que existe na face dessa Terra! - ela sorriu e passo a mão pelos lábios. – É Lisa, você realmente subestimou esse maroto.
Sirius se deitou de bruços na cama emburrado, enquanto enrolava um lenço na mão ferida.
-Ainda falam que o cachorro do grupo sou eu... – ele bufou de raiva. – Eu nunca mordi ninguém em toda a minha vida de Almofadinhas... e essa maluca, do nada, me morde... Hunft, onde já se viu.
O maroto soltou um longo suspiro.
-Por que que com ela eu sempre tenho que tomar medidas drásticas? E, ainda assim, eu não consigo arrancar uma informação completa dela? Que garota mais complicada.
-Você sabia que falar sozinho é o primeiro sinal de loucura?
Sirius pula de susto e se senta na cama rapidamente.
-Qual das duas é você? – ele disse revirando os olhos. "Essa maluca quer me enlouquecer de vez ou só impressão mesmo?".
-Tá maluco, Black?
-Ah, esquece, Morgause. O que você está fazendo aqui?
-Ouvi gritos, resolvi ver o que era... Cheguei a ponto de ver a Delacourt te morder e você fechar a porta do quarto, aliás, bater para ser mais precisa.
Sirius riu.
-É normal se fazer isso quando se está irritado... Acho que você também fez isso.
Ela corou e sorriu amarelo.
-Bem, eu sou um caso à parte.
Sirius ergueu uma sobrancelha, ainda desconfiado.
-Você não é a Lisa ,disfarçada novamente, ou é?
-Que história é essa de Lisa disfarçada? A mordida afetou seu cérebro? – disse ela corada de raiva. – ME COMPARAR AQUELA PERUA FLAMEJANTE?
Sirius começou a rir.
-Ah, não a "perua flamejante" é a Evans. Eu estou falando da Delacourt.
-Ah... ta. Como assim disfarçada? – ela fechou a porta e se recostou nela.
-Hum, posso te fazer algumas perguntas? – ele ainda tinha uma sobrancelha levantada.
A garota deu de ombros.
-Egito o que te lembra?
Ela reprimiu uma careta.
-Ser trancada numa tumba pelo Thiago.
-Hum, primeiro brinquedo do Thiago?
-Uma vassoura, o que mais seria?
-Há quantas gerações essa casa é dos Potter.
-Não faço a mínima idéia... – ela suspirou. – Mas está a um bom tempo.
-Seu nome completo?
Ela reprimiu uma careta.
-Preciso mesmo dizer?
Sirius ergueu uma sobrancelha.
-Ook... Morgause Marrie Ritts Peardon Potter.
Sirius abriu um sorriso maroto.
-Qual a raiva para esse nome?
-O Marrie e o Ritts.
-Você é a Morgause.
A garota revirou os olhos.
-Se não fosse eu, quem seria então?
O maroto tornou a rir.
-Você é sempre emburrada assim, ou só comigo?
-Certas pessoas, duas precisamente, foram suficientes para acabar com meu humor.
-Deixe eu adivinhar... Thiaguito Pontas Potter e Perua Ruivinha Evans.
Ela revirou os olhos e se sentou em uma poltrona, irritada.
-Ah, como você adivinhou? – disse irônica.
-Sou expert nessa matéria... Vai tirar seu time de campo, então?
-Tenho escolha? – ela deu de ombros. – Ele realmente gosta dela.
-Demorou para perceber, não?
-Eu já tinha desconfianças...
-Você gosta realmente do Thiago, não é?
-Nessa vida não pode ter tudo, não é? – ela suspirou. – Melhor assim, ele me acha insuportável mesmo...
-Para ser sincero, tenho que concordar...
-Nossa, você é tão realista... – ela revirou os olhos. – Devia dar pelo menos uma palavra de consolo.
-Se você mesma percebeu isso, por que não resolveu mudar sua maneira de ser? – Sirius perguntou curioso.
-Hum, bem... para você ter a atenção da Delacourt, não chega a ser insistente às vezes?
Sirius assentiu.
-Bem, eu REALMENTE era assim nos primeiros anos... um pouco grudenta, devo comentar. Quando mudei meu jeito de ser, percebi que era tarde demais... Sabia que, mesmo se mudasse, o Thiago não olharia para mim. Decidi ser então a "Morgause" de sempre.
-Sua tática não funcionou... – disse Sirius num suspiro.
-Pelo visto a sua também não. – ela sorriu marotamente, e o mesmo lembrava perfeitamente o sorriso maroto de Thiago.
-Você é que está sendo atendida aqui... meu problema é um caso à parte.
-Será que sua tática está funcionado mesmo? – ela levantou uma sobrancelha.
-Você não vai dar uma de Thiago, vai?
-Quem sabe... – ela sorriu.
-Até que você não é tão chata quanto aparentava ser...
-As pessoas às vezes precisam esconder suas verdadeiras faces... – ela piscou o olho, enquanto se levantava.
-Você vai embora, por um acaso? – ele franziu o cenho.
-Ah, sim, eu vou... Aceito minha derrota. – disse ela abrindo a porta.
-O que te fez desistir do Pontas, assim, do nada?
-Quem é Pontas? – ela pergunta, ainda de costas para ele.
-Ahh, o Thiago.
Ela sorriu fracamente e, ainda com a mão na maçaneta, ela se virou para encara-lo.
-Percebi que a batalha está inteiramente perdida.
-Por quê?
-A outra já gosta dele, só não percebe isso... ou finge não perceber. Tive muitas chances de tentar conquistar o Thiago, mas as aproveitei de forma errônea. – ela sorriu fracamente. – Boa Noite, Black.
-Boa Noite, Morgause.
-Hum, por favor. Informe meu pedido de desculpas para todos, principalmente o Thiago.
-Não seria melhor você mesma falar?
Ela negou.
-Acho que não estou preparada para isso. – ela sorriu e Sirius percebeu que os olhos dela estavam marejados. – Até algum dia, Black.
-Até... e se cuida.
A porta se fechou lentamente e Sirius soltou um longo suspiro.
-Como será que a Lisa está agora? – ele olhou para a mão mordida com um sorriso. – Terá volta... ah se terá. – completou com um sorriso maroto e, sem nem mesmo tirar a roupa do corpo, resolveu ir dormir.
N/A: Bom, o próximo cap será o último das férias... depois entraremos nos campso de Hogwarts novamente... Hehehehe. Eu simplesmente adoro a Morgause... fiquei com pena dela...huahahaha. Talvez ela apareça futuramente na fic, mas sem Thiaguitos...huahahaha.
