Queridas me perdoem mas eu postei um cap adiantado.
Este aqui é o verdadeiro " O incidente"
SORRY....
Bjs
Saímos do restaurante exatamente duas horas depois e eu já estava desesperada. Tinha muito trabalho a fazer.
Me deixou em frente ao prédio da empresa. Quando eu estava saindo do carro ele me puxou e me deu um beijo demorado na boca. Em seguida disse:
_ Me lembre da próxima vez que te levar para almoçar escolher um restaurante um pouco mais longe....No Alaska por exemplo.
_ Você disse Alaska? _ eu saia com dificuldade do carro de tanto rir _ Até de noite então?
_ Até de noite _ ele respondeu.
Eu dei a volta pelo carro parando em frente a sua janela.
_ Obrigada _ e envolvi meu diamante com a mão me abaixando para beijá-lo de novo.
Colei nossos rostos e disse:
_ Ei, Edward, eu não quero o mundo, eu só quero você. Eternamente, lembre-se.
E saí.
Ele ainda ficou alguns minutos processando o que eu tinha falado.
Era verdade.
Eu não queria coisas materiais. Eu queria ele. Sempre fora assim. Até hoje eu não tinha me mudado para um apartamento só meu, porque eu gostava de ficar com Charlie. Não que meu salário não fosse bom. Era. Mas eu não gostava de ficar sozinha.
Não trabalhava para ficar rica. Eu gostava do que fazia.
Eu tinha que voltar com o assunto da minha transformação depois do noivado. Eu estava envelhecendo a cada dia e correndo perigo de vida a cada segundo, com este mundo tão violento. Me lembrei da fera do meu sonho. " Era só o que me faltava" , pensei.
O resto do dia passou voando.
Já havia passado das seis quando peguei meu carro e comecei a dirigir para casa. Peguei o telefone e disquei seu numero para avisar que estava indo embora. Caiu direto na caixa postal. Liguei de novo e a mesma coisa. " Vou deixar uma mensagem" .
_ Edward, sou eu...Te espero em casa...Saudades!!
Odiava deixar recado na caixa postal. Mas era necessário. Quando coloquei o telefone na bolsa não vi um buraco enorme na estrada, uma das rodas caiu nele estourando o pneu traseiro esquerdo. Consegui segurar o carro e parar no acostamento.
_ Merda!!! _ gritei.
E agora? Vou acionar o reboque. Peguei o celular de novo e comecei a ligar para a assistência 24 horas do veículo. Não passavam carros e nenhuma viva alma pelo caminho. Consegui agendar um reboque para daqui a trinta minutos.
Comecei a ligar para ele desesperadamente, pois o local era deserto e já estava de noite. Nada. Só caixa postal.
Deixei várias mensagens.
"Edward o pneu do carro furou. Me liga..."
"Edward...cade você amor?"
"Amor...eu tô com medo, aqui tá escuro....vem me buscar"
Liguei para a casa. A esta hora meu pai estava no caminho. E ele não gostava de celular. Chamou e ninguém atendeu.
_ Mas que droga!! Cadê todo mundo? Será que Alice ainda não me viu?
De repente me assustei um pouco com um grupo que vinha na minha direção. Na mesma hora resolvi abandonar o carro e pegar um táxi. Mas não passava nenhum .
Eles se aproximaram mais e pude ver que eram quatro. Estavam rindo alto e tinham garrafas nas mãos. Comecei a caminhar o mais rápido que pude atravessando a rua.
Foi pior. Um deles começou a correr e me alcançou me puxando pelo braço. Estávamos numa parte muito escura da rua. Ele me olhou de cima a baixo dizendo:
_ Puxa garota, você é gostosa demais...Ta indo pra onde?
Consegui puxar meu braço. Quando ele investiu para me agarrar dei uma joelhada nas suas partes íntimas. Corri o máximo que pude com aqueles sapatos. Ah não, de novo não!
Um outro que estava próximo me alcançou me jogando no chão. Na mesma hora senti meus joelhos ralando no asfalto. Meus olhos encheram de lágrimas. Ele ficou por cima e me virou para ele puxando o cordão do meu pescoço. Colocou no bolso e correu. O outro da joelhada também me alcançou e tomou o lugar do que correu.
_ Agora você vai aprender uma lição garota...
E começou a desabotoar a calça. Os outros riam alto e lhe davam cobertura. Eu tentava com toda força do meu ser empurrá-lo, mas ele era muito pesado.
De repente ele ficou tão leve que eu o senti...VOAR...
Braços gelados me pegaram no colo e me levaram para o Volvo. Olhei rapidamente e vi os outros caídos no chão. Ainda tentei ver se respiravam, mas não consegui. Ele entrou rápido no carro e começou a dirigir.
Não falou nada.
Fiquei observando sua expressão. Ódio.
Ele parou o Volvo num posto de gasolina e ordenou que eu ficasse no carro.
_ Eu volto em dez segundos.
E saiu correndo sem se preocupar se alguém olhava. Eu estava muito assustada e comecei a contar até dez. Quando cheguei no oito ele já estava de volta. Trazia o cordão numa das mãos.
Entrou no carro. Deu partida e dirigiu até minha casa.
Não falamos nada no caminho. Não que eu não quisesse. Mas estava com medo do que ia ouvir. Minha cabeça era um turbilhão de questionamentos.
Será que ele os matou?
Vi que os outros ficaram no chão. Não tinha dado tempo dele beber seu sangue, mas e quanto ao que roubou o cordão? Esse eu não vi. Comecei a tremer muito de nervoso. Ele percebeu e pegou minha mão.
Depois soltou rapidamente.
Não pensei mais nos ladrões. Afinal de contas se eles fizeram o que fizeram e receberam um bom troco, a vida tinha sido justa. E quem era eu para julgar Edward pelo que fizera? Eu mesma queria matá-los por tentarem me violentar.
Ele estava muito nervoso. Sua pupila passava de negra a rubi. Sabia que elas só ficavam assim quando eles sentiam sede. " E daí?", pensei. "O que importa é que estou viva." Mas aquele silêncio estava me matando.
Quando chegamos à casa ele me tirou do carro nos braços. Charlie já estava em casa e tomou um susto quando viu a cena. Não demorou muito para ele perceber o que tinha acontecido. O sangue escorria pelas minhas pernas.
Charlie ficou nervoso perguntando o que tinha acontecido. Edward começou um relato do que ele tinha presenciado. Omitindo a justiça com as próprias mãos.
Eles ficaram os dois cuidando de mim.
Charlie pegou um pano e secou o sangue. O que eu agradeci intimamente, pois não sabia como Edward estava.
Este foi até o andar de cima e pegou curativos e o kit de primeiros socorros.
Eu fiquei falando para eles que estava tudo bem, que eu mesma poderia fazer os curativos. Eles não aceitavam.
Quando o machucado já estava quase limpo eu pedi para subir e tomar um banho. Edward se ofereceu para me levar no colo. E Charlie até o apoiou. Ele viu que precisávamos de privacidade e disse que ia sair alegando que iria pegar Sue em casa e trazê-la para cá.
Fiquei agradecida. Queria ficar a sós com ele e queria que ele me desse um banho.
Quando ouvimos o barulho da porta ele começou a tirar minhas roupas. A saia estava toda manchada de sujeira e sangue. Notei ele prendendo a respiração de novo. Então perguntei:
_ Edward...o que você fez?...
_ Bella, não vamos falar sobre isso. O que importa é que você esta em casa, viva e bem.
olhou para os meus joelhos e continuou: _ quase.
Vi suas pupilas crescerem de novo.
_ Mas Edward como você ....eu quero saber....
_ O que você quer saber? _ e agora ele estava quase gritando _ o que eu fiz com aqueles marginais? Pois então eu vou falar. Fiz o que qualquer pai faria, qualquer marido ou namorado, irmão...qualquer um que visse a pessoa amada sendo violentada e roubada faria. Mas eu queria ter feito mais. Queria ter arrancado cada membro do seu corpo sem matá-los, para que sentissem dor, muita dor. E depois queria ter retirado com minhas próprias mãos o coração do seu peito. Era isso que eu devia ter feito. Infelizmente eles não estão mortos. Minha intenção era de morte, mas não o fiz. Porém você sabe como sou forte.
Ele estava de pé andando de um lado para o outro.
Eu ouvia tudo perplexa. Então ele não tinha matado aqueles monstros. Não sabia mais o que pensar. Eu também estava revoltada. Mas não queria a morte de ninguém.
_ Eu tive tanto medo Edward.._ e comecei a chorar.
Ele me pegou no colo rapidamente. Me colocou no chuveiro quente lavando meu corpo e minha alma. Depois me secou cuidadosamente me colocando na cama. Me dando muitos beijinhos e fazendo carinho.
Tirou o cordão de dentro do bolso e disse:
_ Você tinha razão. Eu não devia ter te dado isto.
_ Não Edward. Eu amei. _ e estendi a mão para pegá-lo.
Segurei o diamante imenso e coloquei perto do meu peito dizendo:
_ Só voltarei a usá-lo quando for uma vampira. E então quero ver quem vai se atrever a tirá-lo do meu pescoço.
Ele sorriu um sorriso morto. E disse:
_ Sim. Vou falar com Carlisle depois do noivado. Temos que começar a planejar sua transformação. Nunca mais quero passar o que passei hoje.
Eu não sorri.
Mas por dentro, estava. A transformação me traria várias coisas. Força, velocidade, imortalidade etc. Mas a mais importante de todas seria ele. Para sempre.
Eu daria um jeito de voltar a minha vida normal. Eu sempre dava um jeito em tudo e não seria diferente desta vez.
O toque da campainha me fez despertar dos meus pensamentos.
_ Será que Charlie não levou as chaves? _ eu estava confusa. _ Ou será que ele queria nos avisar que estava chegando?
_ Não é Charlie. Você vai gostar da surpresa, venha...._ e me puxou me carregando no colo e descendo as escadas comigo tão rápido que pensei que ia cair.
Ele me colocou no sofá e correu para abrir a porta.
_ Eu juro que da próxima vez eu arrombo a porta....Bella!!! _ e Alice corria para me abraçar.
_ ALICE!!! _ agora eu gritava e me levantava para retribuir o abraço. _ Mas como? Ai que saudades....
A baixinha voou delicadamente para me abraçar. Senti seus braçinhos gelados e me senti em casa.
_ Bella...Você esta bem? Vocês podem imaginar o que eu passei nestas últimas horas? _ e agora ela olhava para mim e para Edward com um olhar desesperado _ Eu não conseguia falar no seu telefone Edward, deve ter umas mil mensagens....e o seu Bella, só dava ocupado...Quando vi que não ia conseguir te avisar peguei o jato e vim para cá o mais rápido possível....
Jasper estava com ela. Quando o vi corri para abraçá-lo também . O seu toque foi muito bom porque fiquei calma em fração de segundos. Apenas olhei para ele agradecendo.
_ Que bom que vieram....Assim vocês podem me ajudar a encontrar uma boa casa...._ Edward disse olhando especialmente para Alice.
_ Tudo bem Edward você me convenceu. Bella precisa de você aqui...Aliás ela precisa de todos nós aqui.
_ Isso não será preciso se Edward resolver me transformar logo.
_ Vamos conversar sobre isso depois. Charlie chegou...._ Edward dizia caminhando em direção a porta. _ E Sue veio com ele.
Ficamos aguardando eles entrarem .
Fiz as apresentações e ficamos conversando. Sue era bastante agradável e rapidamente todos esqueceram dos últimos acontecimentos. Ela e Alice se deram muito bem. Gostavam das mesmas coisas e não paravam de conversar sobre o noivado, vestidos e coisas que eu achava totalmente, fúteis. Jasper, Edward e Charlie ficaram conversando sobre futebol e eu fiquei calada pensando.
Somente respondendo um sim, ou um " ah bom", de vez em quando.
Mas minha mente ía longe.
Se eles podiam conversar com outros humanos e se sentirem, à vontade, eu também poderia. Eu tinha quase certeza que poderia voltar para minha vida, minha família e meus amigos. Acho que poderia até continuar trabalhando.
Sorri internamente ao lembrar de Edward falando :
" Acho melhor não Bella. Se as coisas não saírem como você quer...Você pode ser incapaz de enxergar o que é certo, e o que é errado numa mesa de negócios. Agora imagina; você esta em uma reunião e um dos executivos começa a atacar você, digo verbalmente, e você vê que não tem outra opção se não ....matá-lo....porque é o que seu corpo quer. Sua mente pode até trabalhar contra, mas a raiva é um sentimento muito forte..."
Me imaginei atacando o Sr Marshall, um dos diretores-executivo da empresa, que era arrogante e intragável . Todos o odiavam e eu seria eleita a heroína se decidisse matá-lo. Ri com este pensamento.
Eles me olharam e somente Alice perguntou o que era. Me levantei e caminhei em direção a porta, depois para o lado de fora da casa.
Precisava de ar.
Ela veio atrás de mim. Não falou nada. Apenas ficou ao meu lado. Eu sabia que ela só queria o meu bem, acima de tudo. Ela já havia provado isto várias vezes desde que nos conhecemos. Então me virei para ela e olhei bem fundo nos seus olhos dourados:
_ Alice você me ama?
Ela piscou os olhos várias vezes. Acho que não estava acreditando que eu ainda tinha dúvidas. E afirmou isso perguntando.
_ Você tem duvidas?
_ Não. Mas me ocorreu que você amasse Edward mais que a mim...Mas isso não é problema. Eu só queria saber se você também me ama e...
_ Sim Bella. A resposta é sim para a pergunta que você vai me fazer.
_ Ahhhh....Então ele vai me transformar...._ eu estava surpresa. Um sorriso se formou na minha boca.
_ Ele não quer isso, mas tem muito medo de te perder. E depois de hoje ele percebeu que não pode estar em todos os lugares ao mesmo tempo.
_ Quando?
_ Depois do casamento.
Eu olhava para ela. Nenhum sobressalto. Nada. Resolvi perguntar.
_ Alice você já viu nosso casamento?
_ Sim. E ao contrário do que vocês pensam eu não vou fazer um escarcéu só por causa de um casamento. O que mais importa é a felicidade de vocês. Se quiserem podem casar em Lãs Vegas, eu não ligo.
Ela estava olhando para o céu estrelado agora. O olhar perdido e triste.
_ Ah Alice...._ e pus meu braço por cima do seu ombro _ Tudo bem, pode fazer meu casamento. Do jeito que quiser.
Ela sorriu timidamente e disse:
_ Não precisa dizer isso para me agradar. Sei que vocês não gostam de festas.
_ Não Alice. Estou falando sério. Não estou preocupada com a festa e sim com o depois.
Ela virou o rosto para trás para se certificar que ninguém ouvia, depois virou falando numa voz tão baixa que eu quase não ouvi.
_ Com a lua de mel?
Eu ri.
_ Claro que não. Estou preocupada com a minha transformação, Alice.
_ Hum....Seria uma festa linda....
_ Será uma festa linda! _ eu quase gritei.
E então ela começou a dar vários pulinhos no mesmo lugar. Me abraçou tão forte que eu tive que pedir para ter cuidado. Como ela era forte! Tão pequena e de aço.
_ Calma baixinha! Esqueceu que eu sou feita de manteiga? _ eu estava rindo com ela.
Resolvemos entrar.
Não comentamos nada com eles. Percebi que Edward tentava ler alguma coisa na mente dela mas não conseguia. Acho que ela estava bloqueando sua entrada. Era melhor assim.
Charlie os convidou para dormir em casa alegando que tínhamos muitos colchonetes. É claro que eles não aceitaram dizendo que iriam para o hotel que Edward estava.
Falei para Charlie que iria também. Assim ficaria mais perto do trabalho já que estava sem carro. Iríamos pegá-lo amanhã.
Ele não gostou muito. Vi Sue falando alguma coisa em seu ouvido enquanto eu pegava algumas coisas. Quando estava subindo para fazer uma bolsa de roupas ele me parou no pé da escada.
_ Tudo bem Bells. Você já e maior de idade e faz o que quer. Mas tome cuidado, ok?
_ Ok pai...
Não consegui subir as escadas. Meus joelhos doíam.
Pedi a Alice que fizesse uma bolsa para mim.
Dez minutos depois ela descia com uma mala. "Oh Deus! Essa baixinha não tem jeito mesmo", pensei.
Me despedi de Charlie e Sue. Prometi ligar quando sair e quando chegar.
Agora esta certo.
O próximo será " O incidente 2" para não confundir quem já leu.
Mais uma vez me desculpem....
E deixem reviews pelo amor de Deus!!!
