N/A: OI gente!! Segue a parte dois do capítulo!!

Agradeço a todas as reviews, obrigada, obrigada, obrigada mesmo!

Hoje estou com pressa, poiiiis... estou escrevendo o último capítulo e o epílogo, então preciso de todo o tempo que eu tiver disponível!!

Espero que gostem do capítulo!

So, ENJOY!


Capítulo 30 - De repente... O NOSSO ETERNO AMANHÃ.

PARTE II


Agora eu estava me sentindo uma estrela de cinema.

Ou uma imagem grotesca de "PopStar da fé", mesmo sendo que Edward não mais era um padre.

Em outras épocas seria legal curtir meus quinze minutos de fama, contudo não quando isso implicava o espaçamento entre eu e meu recente reencontro e reassentado amor bipolar com o ex-padre Edward Cullen.

A partir do momento em que eu poderia jurar que estava há metros do sol e estava sendo cegada por seus milhares de 'foguinhos', me perguntei por que diabos eu e Edward não viemos disfarçados como nós tínhamos ido.

Seria bem mais prático! Isso se não chamasse mais atenção para um extinto Bob Marley branco que nem leite. Já que BORAT pareceu desconsiderar esse fato muito importante e acabou nos seguindo para Cancun com sua jovem amada inimiga de nacionalidade.

Apertei-me á Edward com força, e ergui meu queixo tentando mostrar á todos que eu estava pouco me lixando para aqueles microfones que pareciam... Enguias... E... Tubarões... E... Fantasmas do passado... E... Tá bom! Eu não estava TÃO por cima assim.

"Não temos nada a declarar." Um Edward super experiente com publicidade disse passando o braço por minha cintura e me rebocando para a saída do aeroporto.

Contudo uma massa de pessoas e suas malas erguiam uma espécie de muro medieval impedindo nossa passagem, e aqueles montes de jornalistas os lindos crocodilos ferozes pacientemente esperando o momento para arrancar nosso couro.

"Ah gente... Qual é... Colega de profissão, né?" Tentei amenizar, mas não deu muito certo.

"Bella, Bella! Qual é sua relação com Jacob? Como ele lidou com isso? Você o traia na época do noivado?"

Eu já estava começando a ficar com vertigem com o bombardeio de perguntas que se seguira.

Então alguma alma boa chamou os seguranças do aeroporto principal de NYC, e os homens de preto formaram um círculo em volta do 'casal mais polêmico dos EUA' nos afastando assim dos tubarões sedentos por carnificina, ou notícia, tanto faz.

"Edward... Diz-me que você sabe tele transportar" Murmurei com o canto da boca, enquanto dava um aceninho e um sorriso amarelo para uma câmera que indicava ser do programa das oito.

Eu adorava aquele programa! Se eu aparecesse... Eu ficaria famosa... E...

Ok. Ok. Parei.

"Antes soubesse." Murmurou. Ele olhou preocupado para mim, e eu somente mordi meus lábios em resposta.

"Olha... Sabe, temos que ir embora." Cutuquei um homem de preto causalmente.

Ele somente me olhou por baixo daqueles óculos escuros e se voltou novamente.

ÓTIMO! Ignora! Eu sou uma celebridade instantânea entendeu? Mais respeito, por favor!

"Dá licença! Dá licença! O que está acontecendo aqui?" um homem vestindo um terno azul petróleo e polindo sua proveniente careca brilhante apareceu empurrando todos que ousassem entrar em seu lustroso caminho.

Passou por entre os seguranças se agachando por baixo de seus braços e pegando um lenço do bolso frontal enxugou a testa (e a careca) do suor que se instalara em sua pequena corrida para manutenção de seu aeroporto.

Então percebeu que estávamos ali, e nos encarou por longos segundos.

"Eu conheço você..." Disse para Edward.

ÓTIMO! Eu era A anônima agora.

Edward sorriu amarelo e me apertou mais contra si.

"Tá ok. Que seja... Como que ousam abalar a ordem, paciência, integridade, respeitabilidade, e já falei ordem de nosso estabelecimento? Enfim, como ousam?"

"Não foi nossa culpa sabe..." Retruquei.

"Não foi culpa de vocês? Mas claro que foi culpa de vocês! Espera, quem são vocês?"

Eu estava de boca aberta em incredulidade por estar naquela situação.

Eu merecia? Tá ok. Não responda.

"O seu dono... Nós não fizemos nada... Somos turistas, só isso..."

"O quê? Do que me chamou?"

"De... Senhor?"

"Olha aqui menina atrevida..." Apontou o dedo para mim, mas algumas vozes saíram de dentro de sua calça. OHMEUDEUS! Uma calça que fala!

Então ele retirou um negócio preto de lá que eu percebi com um intenso alívio que era um radiofone.

"Sim Barney? Ok... Ok... Vou levá-la." Desligou e suspirou. Limpou a careca novamente e se virou para mim com um olhar entediado.

"Você é Isabella Swan?"

"É..."

"RESPONDA MENINA!"

"Claro né! Acho que eu sou o quê? Marilyn Monroe?"

Ele respirou pesadamente que suas narinas até dilataram.

"Devo informar então que a senhorita está presa!"

"O QUÊ?" Eu e Edward gritamos juntos. Olhei para ele a fim dele me dizer que se tratava de uma pegadinha, contudo ele se encontrava tão incrédulo e até mais do que eu.

O que eu tinha feito? Corrompido um padre? Viajado por uma semana? Falsificado documentos? Fugido de um casamento?

O QUÊ? O QUÊ? DEUUUUUUUUUUUS! Eu estou no meio de um bando de loucos! Eu quero ir embora! Não agüento mais essa história! EU QUERO LIBERDAAAAADE!

"C-como a-ss—sim... Seu cara? Presa? Por quê? O que eu fiz? Juro que não fui eu!"

"Você não pode levar-nos presos!" Edward respondeu me colocando atrás dele e eu pus minhas duas mãos bem firmes em sua cintura, enquanto minha cabeça espreitava minimamente.

"Senhor... Eu não estou falando de levá-los os dois! Mas ela." Apontou para mim e eu logo escondi a cabeça atrás de Edward. Será que ele me veria agora?

Será que eu já estava a salvo?

"Como assim?" Edward argumentou chocado. "Quais são as acusações contra ela?"

"Isso vai ser discutido na delegacia!"

"Eu não vou para a delegacia!" Berrei saindo atrás de Edward e enfrentando a careca, ops, o homem. "Eu sou uma pessoa honesta! Eu pago meus impostos! O meu aluguel! Trabalho honestamente para essa joça! Sou roubada pelo governo como todo bom cidadão! Por que eu deveria ir presa?"

"Bella..." Edward me chamou parecendo preocupado, mas eu ignorei seu braço me puxando para ele.

"Olha aqui seu cara... Não me venha com mandatos de prisão, pois eu sou tão cidadã quanto você e quero meus direitos!"

Ele somente me encarava e limpava causalmente as salivas que respingavam de minha boca para a cara dele.

Então como se eu estivesse ao lado de um enorme sino ele gritou parecendo que um terremoto havia acontecido.

"A SENHORITA ESTÁ PRESA!"

Então ele me agarrou pelos pulsos, juntando-os e um dos homens de preto retirou uma algema do bolso e colocou em mim! Em mim! Vê se pode?

"Você não pode prendê-la!" Edward interferiu impedindo que os homens me levassem.

"Jovem, o problema não é com você. É com ela!"

"Se ela for presa! Eu também vou!" Respondeu com firmeza me segurando junto dele.

"Edward..." As lágrimas já caiam de meus olhos. "O que está acontecendo?"

"Não sei amor..." Ele se virou para mim acariciando levemente minha face corada pela frustração e raiva. "Mas não vou deixar fazerem nada com você. Nada entendeu?"

Assenti e olhei novamente para o senhor careca que nos encarava entediado.

"Que seja! Vão os dois para a delegacia agora!"

Ele saiu e fomos empurrados para segui-lo.

"Nós sabemos andar!" Edward berrou, e me segurando pela cintura me guiou atrás do homem. Minha vontade era de esconder a cara em algum lugar e esse algum lugar se mostrou o peito de Edward.

Ele acariciava meus cabelos e murmurava coisas no alto de minha cabeça. Enquanto isso os flashes continuavam a agir ao nosso redor.

Edward

Eu não sabia o que estava acontecendo, mas conseguia entender que era uma tremenda injustiça!

Por que eu e Bella presos? Ok, por que um mandato contra Bella?

Na delegacia me impediram de entrar na cela com Bella. Cela! Como se Bella fosse uma criminosa!

Eu comecei a argumentar contra, afinal não deixaria Bella sozinha do jeito que se encontrava, sendo que a culpa era inteiramente minha!

Contudo eu soube que era melhor eu permanecer fora, fazer alguns contatos e impedir que aquela tremenda injustiça continuasse acontecendo.

Bufando de raiva e com a promessa de fazer tudo o possível á Bella, me dirigi até um orelhão.

Mas antes mesmo que eu terminasse de discar qualquer número uma mão forte segurou meu pulso me impedindo.

Então levei um susto ao ver o pai de Bella ali.

"É... Ch-Charlie?"

"Garoto, você está encrencado." Falou rispidamente. E ao seu lado, o que acarretou em um grande choque de minha parte, apareceu uma Sue com um olhar mortífero e um sorriso malicioso nos lábios.

"Olá padre. Lembra-se de mim?"

Bella

Depois de me esgoelar o tempo todo dentro daquela cela, quase manter surdos as pessoas das outras, e os policiais, finalmente me permiti sentar naqueles colchões imundos e com baratas fazendo piquenique festivos.

Poderia jurar que ouvi um "Parabéns Lucie" surgido debaixo dos colchões.

UGH! Eu era uma pessoa com graça, sabedoria... Uma jornalista super respeitada e...

"Inferno, me deixa em paz!" gritei para os caras da cela da frente que batiam canecas nas grades e ficavam me atiçando com aquelas línguas ferinas e dentes podres.

Aquilo me lembrou alguma coisa de "Piratas do Caribe" embora não conseguisse entender o motivo.

Eu repassava em minha mente todos os meus atos na última semana.

Ok... Além de mostrar algumas coisas 'proibidas para menores de 18' á Edward, eu não havia feito nada.

Ok! Vamos rebobinar. Seria crime nos EUA abandonar o noivo no altar?

Bem... Claro que não! Era um país livre, e desde que eu não tivesse dito o "sim" eu poderia muito bem fazer o que bem entendesse.

Ah... Espera!

Oh não!

Tecnicamente eu havia dito o sim!

Quando minha mãe louca me fez algumas perguntas e eu acabei respondendo. E se aquilo significasse alguma coisa?

E se eu estivesse casada com Jacob e presa por adultério?

Oh Meu Deus! Eu era foda, pelo menos isso eu tinha que admitir. Trair o marido na semana de lua de mel com o cara mais gostoso do país! HAHA! Só para quem pode.

Mas depois dessa sessão 'eu posso', o medo começou a se alargar pelo meu peito.

Não existia pena de morte para adultério? Ohmeudeus! Eu te amo Edward!

Então fui libertada (interrompida) de meus pensamentos quando um policial mal encarado, com umas botas de lavar quintal originalmente preto apareceu.

"Tem visita."

"Ah cara, não precisava usar essas frases clichês! Eu sou uma moça direita! Eu sou inocente! INOCENTE!"

"Todos nós." Respondem da cela da frente os homens imundos. Ignorei e esperei pacientemente a visita.

"EDWARD!" Sorri de orelha a orelha quando vi meu amor vindo em minha direção. Nossas mãos se uniram através da cela, e eu tentei perguntar alguma coisa á ele, porém sua cara estava fechada e ele parecia... Irritado?

"O que houve?"

Então mais passos e meu pai assumiu o local, com a expressão extremamente severa, e me lembrando MESMO um policial.

"Pai! Oi pai! Papai lindo! Você veio me salvar?" Brilhei os olhos com esperança.

Ele cruzou os braços de encontro ao peito e afastou Edward com um empurrão enquanto se prostrava naquela posição bem em minha frente.

"Uh-ou." Murmurei ao ver que meu pai não parecia muito contente. E minhas esperanças foram caindo a partir do momento em que percebi que talvez ele resolvesse me deixar permanecer ali.

"Isabella Swan." A voz dele surgiu como adagas. OPS... "Eu posso saber por que raios..." Ele enxugou o suor da testa. Ah... Ali vinha coisa.

Olhei de esguelha para Edward e este se esquivava das mãos dos caras da cela da frente. Talvez aquela fosse à última vez em que eu o visse. Talvez meu pai resolvesse nos impedir e...

"Posso saber..." Continuou meu futuro ex-pai. Pois sim! Eu estaria morta daqui a pouco! "POR QUE RAIOS VOCÊ NÃO SE JOGOU NOS BRAÇOS DESSE MENINO ANTES DO MALDITO CASAMENTO COM OUTRO HOMEM?"

"Pai não foi minha culpa! Não fui eu! Eu juro pela minha vovoz... E... Oi? O que você disse?"

Charlie parecia extremamente lívido.

"Por que você esperou todo esse tempo para se jogar nos braços de Edward? Se você sabia que ele era o cara para você, porque quase se casou com outro homem? Feriu os sentimentos dele? E ainda por cima se fez uma celebridade instantânea e perseguida que nem Robert Pattinson e Kristew Stewart?"

"É..." Eu estava embasbacada com aquilo.

"É bom ter uma boa explicação para isso moçinha."

"EU NÃO ACREDITO QUE ESTÁ FAZENDO ISSO, CHARLIE." Então vi uma Sue louca aparecer e me encarar com fúria. Jesus! Ela era louca. "Eu te contei tudo! Sua filha está casada com meu filho! Ela disse sim!"

"Eu já expliquei senhora Black..." Edward disse calmamente encostado em uma parede com as mãos para trás. "Se for levar por esse argumento... Antes do 'sim' ela proferiu dois 'não'."

"Mas ela proferiu o sim!"

"Mas é a primeira que basta se formos levar para esse lado, além do que eu não dei nenhuma benção." Ele sorriu brilhantemente, e eu senti um orgulho imenso do meu Edward.

"Charlie... Você vai deixar sua filha se envolver com um padre?"

"CALA A BOCA MULHER!" Charlie berrou. "Você poluiu meus ouvidos e quis prender minha filha por adultério, sendo que ela é uma mulher livre! E outra... O rapaz explicou que não é mais padre. E se minha filha o ama que assim seja! Eu não vou impedir que minha filha seja feliz!"

Eu sorri. "Então eu fui presa por causa de Sue? Sua cachorra!" Berrei. "Como ousa? Eu não casei com seu filho!"

"Eu prometi que você iria pagar caro, Isabella!" Ela apontou o dedo para mim. "Mas nem seu pai banana consegue resolver alguma coisa! Quer saber? VOCÊS SÃO UM BANDO DE PATÉTICOS!"

E abanando o cabelo saiu a passos firmes da delegacia.

Porém antes de lá chegar o delegado apareceu subitamente e fez um gesto com a mão para que ela parasse.

"Senhora Black... Então... Você denunciou à senhorita Swan, sendo que ela é inocente, e o sabia. Isso é falso testemunho."

"E você saia da minha frente também!" Ela berrou. "Você sabe quem sou eu? SUE BLACK! É isso mesmo meu filho! BLACK! BLACK!"

"Será que ela é parenta de Sirius Black?" um cara barbudo perguntou de sua cela. "Cara, ele é um grande amigo meu!"

Ignoramos.

"Não se exalte senhora..." O delegado advertiu.

"Não se exalte? Quem é você para mandar em alguma coisa sobre mim? Saia da minha frente agora!"

"A SENHORA ESTÁ PRESA!" Berrou e pegou nos pulsos dela. Sue abriu a boca em susto e começou a esmurrar o homem com sua pesadíssima bolsa Victor Hugo.

A bolsa parecia realmente pesada, pois o homem a soltou para proteger o rosto com as mãos, e a bicha louca saiu correndo por entre os corredores da delegacia.

"PEGUEM A FORAGIDA!" Gritou o delegado depois de se recuperar.

Eu debrucei-me sobre as grades para conseguir ver tudo de camarote. Parecia cena de filme!

Demorou uns bons dois minutos até que o policial viesse arrastando uma Sue descabelada – e sem bolsa- até a minha cela.

"VOCÊ NÃO PODEEEEE... VOCÊ NÃO PODEEE... EU VOU TE PROCESSAR! EU VOU TE CAÇAR ATÉ A MORTE SEU DELEGADO DE QUINTA! SUA MÃE É MINHA"

"Fica quieta, senhora!" E praticamente jogou a louca na mesma cela que eu. Eu logo tratei de ir para o outro lado da cela um por um. Quanto mais distância melhor.

Mas espera... Por que o delegado estava fechando a cela novamente comigo dentro com uma mulher louca que se levantava lentamente enxugando alguma coisa na boca e com olhar assassino que nem um zumbi subindo das trevas?

"EI! NÃO ESTÁ ESQUECENDO-SE DE ALGO NÃO?" Gritei. O delegado parou... Pensou... Refletiu... E com um sonoro "Ah" abriu a cela e eu saí, não sem antes haver uma atitude desvairada da louca para fugir.

Fui correndo para os braços do meu pai que logo retribuiu com algumas palmadas em minhas costas.

"Obrigada pai..." Murmurei contra seu peito. Afinal, ele só queria me ver feliz e não estava me julgando por amar e escolher permanecer com Edward.

Quando levantei meus olhos para vê-lo, vi que ele olhava para outro lado e piscava os olhos diversas vezes.

"Vai menina... Vai com seu cara, vai... Está tudo bem."

Sorri e o abracei mais forte uma vez enquanto partia para os braços de Edward que começou a inspecionar se eu estava bem, ferida, mutilada, assassinada, enforcada, decapitada e diversas outras coisas.

"Estou bem." Dei um selinho nele, sorrindo logo em seguida.

"Cara... Eu vi o casamento! Tá no youtube!" Um preso revelou escondendo as lágrimas. "Nunca chorei tanto em minha vida..." Abraçou um colega. "Foi tão lindo... Vocês são lindos..."

"E posso saber como vocês tiveram acesso ao Youtube?" O delegado apareceu de repente com uma expressão extremamente zangada.

"É... É..." O preso engoliu em seco. "É... Ah meu Deus... Meu coração... Estou morrendo... Mãe eu te amo... Puf..." E caiu com a mão no coração e com um suspiro super exagerado.

Reviramos os olhos e Edward me abraçando pela cintura me guiou para fora da região das celas. Assinamos alguns papéis, e depois que o delegado pediu desculpas, fomos embora ao carro alugado de Charlie. Por sorte os fotógrafos estavam aglomerados na porta da frente, e saíamos pelos fundos.

No carro foi emocionante. Meu pai no motorista, Edward como passageiro e eu parecendo uma criança no meio do banco de trás.

Lancei um olhar chateado para Edward pelo retrovisor, e este retribui logo colocando o punho na boca e provavelmente escondendo um sorriso, quando meu pai olhava para nós com intensos olhos de águia.

Está certo. Ele aprovava, mas também isso não queria significar que ele deixaria ocorrer certas liberdades entre nós (em sua presença).

"Acho melhor ligar para o garoto Black." Meu pai falou assim que estacionou na frente do meu prédio, e teve que contornar até a entrada dos fundos, já que a entrada estava lotada por tablóides.

"É... Por quê?"

"Por que a mãe dele está presa!" Meu pai falou como se fosse óbvio.

"Liga você..."

"Não! Você que tem que ligar."

"Por que eu?" Perguntei chocada. "Além do que eu não posso fazer nada. Eu não tenho mais celular."

"E por que você não teria mais celular?"

"É..." Corei e encarei nervosamente Edward que encolheu os ombros discretamente. "Por que eu sou uma pessoa ambiental... E celular... Gasta muitas árvores."

"Árvores?"

Assenti.

"Certo..." Suspirou. "Mas você pode pegar o celular de Edward emprestado..."

Ops...

"Então... Eu também não tenho o meu comigo, chefe." Edward disse escondendo uma risada.

"Oh, agora os dois são humanos ambientes hein?"

"Pois é." Respondemos juntos e rimos.

"Já entendi... Já entendi..." Meu pai disse abanando a cabeça enquanto estacionava na porta dos fundos.

Já estava quase descendo do carro quando meu pai me impediu.

"Bella... Acho melhor você ligar para sua mãe. E a família de Edward. Mas precisamente todos os convidados da festa... Você deve satisfações."

"Pai..." Gemi.

"Olha, eu não estou contra nada, mas tudo há conseqüências. Você escolheu o garoto, então precisa se responsabilizar. E você também, Edward, você é uma pessoa pública deve satisfações."

"Eu sei..." Edward abaixou a cabeça mexendo nos cabelos nervosamente. "E vamos fazer o certo, chefe."

"Ok." Suspirou. "Pode ir, Bella."

"Ok pai. Tchau. Vamos Edward!" E este estava quase abrindo a porta quando meu pai o impediu.

"Aonde pensa que vai?"

"É... Sair com sua filha?"

"Está pensando o que moçinho? Você não vai entrar no apartamento dela sozinho não!"

"Pai, como se ele não tivesse feito outras vezes."

"BELLA!" Exclamou chocado.

"É isso mesmo. Tenho vinte e quatro anos, sou bem grandinha e dona do meu próprio nariz. Vamos Edward..."

"Bella, eu acho..." Edward começou visivelmente não querendo contrariar Charlie e sua arma.

"Vamos. Meu pai tem que deixar de ser do século passado. Tchau pai!" Saí do carro e quase tive que arrastar Edward para fora. Meu pai estreitou os olhos para mim, porém logo abanou a cabeça e arrancou pneus.

"Seu pai usaria mesmo aquela arma?" Edward perguntou com o canto da boca.

"Lógico que não. Meu pai é uma manteiga..."

"Em quão fundo dentro do ser dele é uma manteiga, Bella?" Perguntei visivelmente assustado o que me fez rir.

"Qual é Edward? Até parece que você nunca conheceu pai de nenhuma namorada."

Ele pareceu sem graça e mexeu nos cabelos nervosos, desviando o olhar.

"Tecnicamente nunca Bella... Victória aos treze anos não conta, nem Tanya..."

"Ah..." Corei. "Esqueci que você desde cedo esteve no seminário. Desculpe."

Ele sorriu então e me abraçou.

"Não há nada o que desculpar. É que a arma do seu pai realmente me causa arrepios Bella." Ele falou excessivamente dramático.

Eu ri enquanto apertava suas bochechas com as mãos fazendo de sua boca um perfeito biquinho que eu logo tratei de beijar.

"Você é lindo."

"Olha quem fala..." Sorriu torto e me abraçou de lado caminhando comigo para dentro do prédio.

Wars, o porteiro, ficou nos encarando cada passo que dávamos e minha vontade era de perguntar "se nunca tinha visto, não?", porém Edward praticamente tampou minha boca ao ver o que eu pretendia fazer.

"Menos confusão, melhor." Sussurrou em minha orelha.

No meu apartamento depois de Edward prontamente usar os raros ingredientes nos armários para fazer uma refeição para nós, já que não fizera compras, pois eu tecnicamente não voltaria ao meu apartamento por uma lua de mel, fiquei parada sentada no encosto do sofá branco encarando o telefone.

"Um doce para coragem." Edward me abraçou por trás e sussurrou no meu ouvido me estendendo um bloquinho de chocolate na boca.

Mordi e propositalmente mordi a ponta de seu dedo o que o fez respirar mais pesadamente no meu pescoço.

Gemi e me voltei para ele.

"Sue já deve ter ligado para ele."

Edward calmamente limpou algo no canto de minha boca, enquanto falava.

"Mas você que deveria ligar. Acho que você deve ter uma conversa com ele. Afinal, nós dois. Mas acho que não seria muito aconselhável ser eu o cara a ligar para ele."

"Eu tenho que ser esse cara?" Murmurei desanimada.

Ele riu. "Sim." Deu-me um rápido selinho.

"Que tal..." Sussurrei enrolando o colarinho de sua camiseta com os dedos, sorrindo malicioso e falando mancinho. "Você me desse uma coragem extra com alguma sessão na minha cama empoeirada lá no meu quarto... E depois... Só bem depois... Eu ligasse para Jake?"

Ele sorriu malicioso e mordiscou meu lábio inferior falando com a voz rouca e extremamente sexy. "Eu estou tremendamente tentado em aceitar sua oferta, Isabella." Passou a língua gentilmente pela minha boca, e quando eu ia abri-la para permitir sua passagem, ele se afasta de mim com um sorriso safado. "Mas você só terá esse documento aqui depois de ligar para ele."

Eu soltei um muxoxo de descontentamento enquanto me jogava no sofá, fechando os olhos.

"Eu não tenho coragem." Gemi.

"Tem sim." Ele disse de algum canto afastado de mim. Espiei-o e vi que estava retirando a camiseta revelando aqueles oito bloquinhos que me faziam arfar só com a visão.

"Edward..." Gemi. Ele olhou de esguelha para mim e logo virou as costas retirando os sapatos com os próprios pés, ficando somente com aquela calça jeans azul escura.

"Vamos Bella... Estou te esperando." Sorriu se sentando com as pernas bem espaçadas em uma cadeira do lado oposto da sala.

Fiz menção de ir até ele, mas com um "Nananinanão" e um gesto de mão me impediu.

"Primeiro... Ligar."

Soltei outro muxoxo enquanto via ele me provocar com a língua passando pelos lábios.

"Você é do mal." Murmurei contrariada pegando o telefone, enquanto ele dava uma forte gargalhada.

Disquei o número da casa de Jake que já sabia de cor, e minhas mãos tremiam ao segurar o vocal.

Ah... O que eu não faço por Edward?

Somente na terceira tentativa e depois de umas sete chamadas a voz de Jake, extremamente sonolenta – que a principio não reconheci- atendeu.

"Alôô...?"

Engoli em seco.

"Alô?"

"É... Hm... Oi Jake."

"Bella?" Ele pareceu tremendamente surpreso.

"Pois é... Bem... Eu..."

"Bella, eu não tenho nada para falar com você." Gritou desligando o telefone logo em seguida.

Olhei para Edward com uma cara sofrida e ele pediu para que eu tentasse de novo.

Respirando fundo disquei novamente e só depois de muita insistência, Jake voltou a atender parecendo alterado.

"O que é porra?"

"Jake..." Quase choraminguei. "Por favor, me ouça."

"Bella, eu não tenho nada para falar, e nada para ouvir. Acabou! Chega. Quer contar os detalhes da lua de mel com o padre filho da puta?"

"Não!" Falei com a voz mais firme. "Eu só queria te informar uma coisa importante..."

"Ah parabéns. A data de seu casamento? Ótimo! Muito azar a vocês!"

"NÃO, JAKE! Eu sei que você deve estar morrendo de raiva de mim, e tá bom admito que não seja para pouco, mas me ouça."

"Cinco segundos."

Respirei fundo.

"Sua mãe está presa."

"O QUÊ?"

"É... Ela tentou me prender por adultério, sendo que eu nem casada eu sou para cometer adultério! Ela acabou sendo presa por falso testemunho e desacato á autoridade."

Fechei os olhos esperando um bombardeio de gritos do outro lado da linha, mas tudo o que eu ouvi foram suspiros.

"Bem feito á ela."

"Jake..." Tremi a voz. "Você não vai fazer nada?"

"Não. Minha mãe encheu meus ouvidos essa semana inteira sobre você, e eu estou cansando, eu só quero ficar sozinho. Vai ser bom para ela um pouco de xilindró."

"Mas... Ok, eu sei que ela é louca e tudo... Mas é sua mãe. E ela está na cadeia!"

"Bella..." Ele riu com escárnio. "Quem é rico não fica muito tempo na cadeia. Logo minha saí de lá por fiança. Agora acabou a sessão de prestação de serviços?"

"Sim, mas... Jake... Eu queria dizer que eu sinto muito..."

Ele respirou pesadamente do outro lado.

"Não sinta." E desligou. Fiquei encarando o aparelho por longos minutos e suspirei pesadamente com o coração dilacerado pelo meu melhor amigo, ou ex-melhor amigo.

"Você está bem?" Edward murmurou se aproximando de mim.

Assenti e olhei para ele com os olhos marejados.

"Ele não está. Isso que me preocupa."

"Ele vai se recuperar, Bella. Sei que vai. Nenhum sofrimento é para sempre por mais que para sempre nós achamos que ele vá durar."

"Confio em você." Sorri. Ele sorriu e se sentando no sofá bateu com as mãos em seu colo me chamando, o que eu fiz prontamente.

Enrosquei-me em suas pernas e ficamos juntinhos por não sei quanto tempo.

Minha cabeça se movia no ritmo da respiração de Edward e minhas mãos calmamente acariciavam seu abdômen.

"Melhor...?" Perguntou.

"Aham."

Ele então beijou o topo de minha cabeça e seus lábios foram descendo pela minha testa, minha sobrancelha, meus olhos, meu nariz, minhas bochechas, e finalmente minha boca em um beijo singelo e puro.

Retribui o beijo calmamente e logo fomos envolvidos por uma onda de paixão e desejo.

Edward me levou ao quarto no colo e vagarosamente me depositou na cama como se eu fosse feita de porcelana ou de algo que quebrasse a qualquer toque.

Ele deitou por cima de mim tomando cuidado para seu peso não me sufocar, e acariciou meu rosto lentamente, enquanto fechava os olhos.

"Por que você está de olhos fechados?" Perguntei curiosa.

Ele então os abriu e vi as suas enormes esmeraldas brilharem.

"Eu quero ser capaz de te reconhecer até no escuro. O seu cheiro já reconheço... Quero reconhecer pelo tato também." Sorriu brilhantemente.

"Tateie em mim então, Edward." Capturei seus lábios e o puxei mais contra mim. "Você é o único que poderá fazer isso."

Ele sorriu de encontro a minha boca e lentamente suas mãos foram retirando cada peça de roupa tanto minhas quantas as suas.

"Aproveite então também, senhorita Swan." Ele disse de encontro ao meu pescoço com a cabeça de seu membro encostando-se a minha entrada. "Você também é a única que tem esse privilégio."

Sorri, e assim ele lentamente me penetrou.

Como sempre acontecia me sentia completa ao lado dele. Como um perfeito quebra-cabeça.

Eu sabia que quanto mais fizéssemos amor, mais gostaríamos de ter, pois o amor era assim... Pelo menos o verdadeiro.

Quanto mais, melhor.

E Edward... Bem, ele era o melhor para mim.

Um dia eu cheguei a pensar que o amor não existia. Um dia eu cheguei à conclusão de que as pessoas fingiam todas aquelas caras apaixonadas, loucuras amorosas, e frescurinhas e tudo...

Mas então chegou Edward em minha vida e eu percebi que o amor existe.

E melhor ainda do que saber disso era vivê-lo, e graças á Deus (e se isso se aplica à "De repente religiosa"), eu tinha a chance de vivê-lo da melhor maneira possível.

Como eu faria no restante dos dias em minha vida, até que de mãos dadas eu e Edward nos despediríamos do mundo e deixaríamos para trás nossos filhos e netos, herdeiros de um verdadeiro e puro amor.