Notas da Autora

Konato está no Domo de Elite e enquanto luta, procura manter impecavelmente o teatro a qual se submetia, para que os saiya-jins não desconfiassem, assim como seu controle refinado de ki e em desses combates, ela...

Enquanto isso, Yukiko...

Yo!

Uma curiosidade.

Nesta fanfiction, Raditz foi o primeiro que aprendeu a sentir o ki e controla-lo, através de sua esposa Sayuri, que o treinou e por sua vez ensinou a filha deles.

Já, Yukiko, soube de tal técnica, o primordial, através de Gyuni e após ler alguns livros, descobriu relatos de uma técnica que lembrava e muito a que sua baa-chan, somente ouvira falar. Portanto, foi meio autodidata, aprendendo por si só e depois, ensinando a sua mãe a Gyuni.

Ao descobrir sobre a habilidade de Yukiko, refinadissima, na batalha dela no domo, Raditz e Konato, passaram a treinar para chegar ao mesmo patamar da filha de Kakarotto e Chichi.

Sem mais delongas, boa leitura.

A imagem abaixo é do oponente de Konato

Capítulo 38 - Gênio mirin, Konato

Alguns dias depois, Konato se encontrava no Domo de Elite e havia acabado de derrotar um jovem saiya-jin de Elite, embora simulasse ter tido alguma dificuldade para não identificarem o seu poder real.

O que facilitava para ela, é que conseguia aumentar e diminuir o seu ki tão rapidamente, que os scouters não identificavam tal mudança.

Então, o saiya-jin enfim tomba ao chão e ela pergunta:

- Vai continuar a lutar?

- Você é forte pirralha. – ele fala com dificuldade, enquanto lutava para ficar de pé.

- Não sou pirralha, bastardo! Respeite-me! Sou Konato, filha de Raditz, sobrinha do general de Bejiita, Kakarotto e neta do conselheiro e segundo em comando do exército de Bejiita, Bardock! Além de ser a saiya-jin que acabou de chutar a sua bunda! – ela incha o peito para falar com uma pose altiva e em tom arrogante, enchendo o genitor de orgulho.

Nisso, ela caminha até uma espécie de bancada e pega água de uma espécie de bebedouro, enquanto secava o suor que ela provocara com o seu ki, gerando calor e fazendo-a transpirar para que não desconfiassem do seu poder real e levassem a descobrir que era uma mestiça.

Então, toma alguns bons goles de água e nisso, pelo canto dos olhos, vê seu avô se aproximando com um sorriso, e seu pai na frente, disfarçando o desagrado em seu olhar para com o seu genitor.

- Isso foi incrível, Konato! Você honra o poder da Elite!

- Esses de "Elite" são tão fracos e ainda se consideram pertencentes a esta classe... Isso é um absurdo!

Fala com descaso e visível revolta, recebendo um aceno discreto de confirmação do genitor, indicando que estava seguindo com perfeição o "teatro saiya-jin", simulando as reações de um saiya-jin puro frente às diversas situações.

- Pelo visto é verdade. Acredito que decaiu e muito a classe da Elite – nisso, Bardock gargalha gostosamente, sentindo cada vez mais orgulho da neta.

- Concordo filhota. – nisso, bagunça os cabelos dela que sorri discretamente.

- É Konato? O gênio mirin da Primeira família de Bejiita?

Ela se volta para olhar um saiya-jin de Elite, consideravelmente velho e experiente, que a olhava atentamente, como se a analisasse, assim como apertava seu scouter, fazendo leituras da mesma.

- Sou. E daí? – ela pergunta asperamente, arqueando o cenho.

Já estava acostumada a se referirem a ela como "gênio", tendo em vista que conseguia lidar em uma batalha com saiya-jins mais velhos de Elite, calmamente e, portanto, se destacava.

Raditz não se incomodara, pois, não era nada anormal.

Afinal, já tiveram casos de jovens gênios, mesmo fora da família real. Inclusive, seu otouto fora um desses gênios, além de ter sido o pioneiro nas transformações em super saiya-jin e logo, altamente respeitado pelo povo.

Portanto, não era de se estranhar, que Konato, sobrinha deste, fosse considerada igualmente uma gênia, assim como o pai dela e o avô, que adquiriram até o nível três, sendo que não sabiam da forma super saiya-jin 4 de Raditz, acabando por transforma-los em uma família de destaque e uma das mais proeminentes, só perdendo para a família real, acabando por tornar assim, os feitos de Konato consideravelmente plausíveis e nada anormais, considerando a procedência dela.

E por tudo isso, eram designados como a Primeira família de Bejiita.

- Vamos lutar. – ele fala e se dirige a arena, seguido pela meia saiya-jin.

Nisso, eles ficam de frente e após alguns minutos, ele voa para o alto.

O adversário analisa Konato e percebe que não há nenhuma brecha em sua posição, sendo uma combinação, no mínimo, perfeita, de defesa e ataque, enquanto este sorria, pois de fato, seria uma batalha interessante.

Então, começa a se concentrar, aumentando o seu poder e nisso, o scouter de Konato apita, até que para em quinze mil de unidade.

- Não vai aumentar o seu poder?

- Claro!

Nisso, ela só deixa escapar uma fração ínfima de um por cento de seu poder verdadeiro para que não desconfiassem, mantendo-o sempre nos quinze mil de unidades, pelo menos até crescer e poder eleva-lo ainda mais. Até aí, o manteria consideravelmente alto, mas, não demasiado, para ficar no patamar no aceitável, considerando a fama da família dela por parte de pai.

- Percebo que temos o mesmo nível! Mas, sou mais experiente que você para compensar essa igualdade.

Konato quase ri, pois, aquilo era uma parte ínfima de menos de um por cento de seu poder de luta. Logo, para ela, era completamente irrisório.

Nisso, ele desloca-se rapidamente golpeando Konato no rosto, fazendo esta ser arremessada para trás e depois, golpeia a cabeça dela, mandando-a para o chão, fazendo uma pequena cratera.

Então, para em frente e fala:

- Droga. . . Devia ter me segurado. . . - mas, para espanto de todos, ouvem uma voz.

- Incrível! Senti um pouco esses golpes. . . Fico feliz em ter alguém como você para lutar. – ela comenta, falsamente, para que não desconfiassem, sendo que não sentira nada, enquanto que detestava se conter, somente podendo lutar com todas as suas forças contra o seu genitor e longe de Bejiita.

Porém, como seu pai dissera, ela precisava de múltiplos oponentes para ter bastante experiência de batalha, quando fosse pleitear o cargo de treinadora.

Nisto, surpreso, a vê flutuar da cratera e pousar em frente a ele, sem estar ofegante ou ferida, retirando a sujeira de sua roupa.

Nisso, o adversário quebra o silêncio e fala, com um sorriso de canto:

- Que bom que resistiu.

- Apesar de tudo, não usou seu poder total. . . Vamos, lute com tudo! Não se contenha pela minha idade. – ela fala com um falso sorriso de canto como parte de seu teatro impecável.

- De fato, é uma saiya-jin pura que honra o sangue de nossa raça! Então, irei fazer o que me pede, pois percebi que é do tipo que não morre fácil. . . Herdou uma boa resistência. E em matéria de poder e habilidade, também honra a sua família.

- Bem... Agora, creio que é minha vez de atacar. . . - e sorrindo some da vista deste.

Komako percebe-a no seu lado e tenta golpeá-la, mas nota ser uma ilusão, pois a verdadeira o golpeia nas costas. Mas ele consegue se refazer e pousa na frente da mesma.

- Técnica interessante - e sorrindo parte para cima da jovem, golpeando-a.

Esta é atirada para trás e se refaz, ficando de pé.

Porém, o adversário some e reaparece atrás dela, tentando golpeá-la com a mão no sentido horizontal, mas, Konato se abaixa a tempo de desviar e contra-ataca com um chute lateral nele atingindo o seu rosto, que desvia, para depois ambos começarem a trocar golpes, socos e chutes, desviando dos golpes um do outro e bloqueando-os.

O combate corpo-a-corpo prossegue por alguns minutos, com nenhum dos dois cedendo, podendo-se sentir o poder emanado daquela batalha, que deixavam todos que a assistiam em um silêncio total, prestando absoluta atenção, sendo que muitos nem sequer piscam os olhos, por estarem estarrecidos e igualmente maravilhados, inclusive Bardock.

Até que em um determinado momento, Konato tenta golpeá-lo com o pé, mas este pega seu tornozelo e a arremessa para o alto, que se refaz a tempo, evitando se chocar no campo que rodeava o domo, e que o teto fosse atingido durante as luta e ao tentar dar um chute nela, que descia dos céus, impulsionando o seu corpo. Mas, esta desaparece do nada, antes que conseguisse chuta-la.

E quando ela reaparece para tentar golpeá-lo no queixo, este desvia e a golpeia no rosto.

Aproveitando que a meia shinyoujyutsu estava no chão, caída, tenta pisar na cabeça desta, mas esta rola para o lado desviando dos chutes e então, gira o corpo no chão, chutando Komako com o pé no estômago deste, arremessando-o para longe, sendo arrastado pelo chão pela força do golpe da meia saiya-jin que tentava pisar nele.

Porém, usando as mãos no solo, desvia e tenta aplacar seu arremesso, antes que chegasse ao campo de energia, enquanto que Konato tenta mais quatro vezes pisar nele com o mesmo usando o mesmo método.

Em um determinado momento, ele consegue se virar e corre, para depois voar, desviando do campo a tempo e indo para o outro lado, sendo que a jovem faz o mesmo e o segue.

Porém, este gira o corpo no ar e a pega de surpresa, conseguindo chuta-la como uma bola quando esta passa ao lado dele, que consegue refrear seu avanço do nada, estancando seu voo no ar.

A meia saiya-jin fica sem reação momentânea e o inimigo voa para o alto e quando se aproxima dela, a chuta, novamente, arremessando-a para o chão.

Mas Konato consegue se recuperar antes de chocar-se contra o campo e parte para cima do veterano, ambos começando a desferir chutes e socos em um novo combate corpo-a-corpo, desviando dos golpes um do outro, enquanto bloqueavam e golpeavam-se fortemente, sendo que a imensa energia que desprendia no ar, faz todos se afastarem, surpresos, para não serem atingidos pelo poder gerado.

Após minutos de combate corpo-a-corpo, Komako consegue desferir um soco no rosto dela, fazendo-a cair contra o chão.

Porém, esta se recupera, girando seu corpo em seu próprio eixo e pousando com os pés no chão, sendo que o veterano desce também em frente a ela.

Nisso, ambos observam um ao outro, analisando-se, desde que a batalha começara, enquanto que não haviam trocado nenhuma palavra.

Os que assistiam, prendem a respiração, esperando que um ou outro recomeçasse o ataque, mas sentiam uma espécie de muro em volta deles, impedindo da plateia quaisquer reações.

Raditz continuava orgulhoso da filha, que estava dando um show e sorri de canto ao ver que Bardock ficara sem palavras e praticamente, estarrecido.

Após algum tempo, o saiya-jin concentra seu poder e com as mãos juntas, desfere um ataque poderoso de energia e como reação, Konato pula para o alto, segundos antes do golpe se aproximar, dando a impressão que fora engolfada pela imensa luz laranja gerada pelo ataque que se arrasta por uma extensão considerável, fazendo vários saiya-jins se afastarem do trajeto deste, até o mesmo explodir ao longe com violência, abrindo uma cratera considerável na parede do Domo.

Então, Konato surge acima dele e tenta golpeá-lo com o pé, no sentido horizontal, mas este se esquiva e ao se agachar, tenta golpeá-la com a mão em sentindo horizontal também, mas, sorrindo, a meia saiya-jin some da frente dele, deixando-o estupefato, aparecendo um pouco mais afastado atrás deste, avançando.

Ao chegar perto de seu oponente, tenta chuta-lo, mas é bloqueado com o antebraço deste, que sorria imensamente, animado com a batalha.

Konato se afasta tentando outro golpe, mas, Komako bloqueia novamente e nisto recomeçam mais um ataque corpo-a-corpo, ambos desviando e bloqueando o golpe um do outro, enquanto lançavam golpes poderosos.

Porém, mal sabia ele, que a meia saiya-jin se segurava, não usando nem uma pequena fração de um por cento de seu poder total e conseguindo simular alguma dificuldade para que não suspeitassem de nada.

Ficam por alguns minutos trocando socos e chutes, com ambos defendendo-se e contra-atacando, enquanto Konato simulava cansaço e dificuldade, por mais que os golpes fossem extremamente lentos para ela, até que esta resolve atingir um chute no estômago deste, enviando-o consideravelmente longe, enquanto que o veterano segurava o abdômen em dor.

Ele então usa seu poder e se recuperando, parte para cima da jovem voando com todo o seu poder, mas, ela desaparece da frente dele, reaparecendo no lado deste, um pouco acima, voando pelo ar.

Irado, o saiya-jin lança um poderoso ataque contra a meia shinyoujyutsu utilizando todo o seu poder, esperando que surpreendesse a jovem, que consequentemente, ficaria sem ação e com isso, demoraria para desviar de seu ataque.

Tendo isso em mente, decide prosseguir com a sua estratégia.

A imensa esfera parte para cima dela, que sorrindo, se esquiva facilmente, desaparecendo no ar instantes antes do golpe atingi-la.

Porém, é tão rápido e a luz tão intensa, que os demais, inclusive Komako, não podem ver o que se sucedeu, menos Raditz e nisso, muitos passam a crer que Konato falecera, pois o poder da meia saiya-jin desapareceu do scouter deles.

Mas, mal sabiam que a mesma já estava no chão, quieta, percebendo que todos olhavam para cima, menos, o seu pai, pois sentiu pelo ki onde ela estava.

Afinal, de todos ali presentes, seu genitor e ela, eram os únicos capazes de sentir o ki, só usando o scouter para comunicação.

Konato decide esperar passar o efeito do golpe do mesmo, pois não iria golpeá-lo deslealmente pelas costas, dando algum tempo dele vê-la antes de finalizar aquela batalha.

Após o golpe passar, todos olhavam para a nuvem que se dispersava e revelava que havia um buraco imenso no campo elétrico do Domo, enquanto que o saiya-jin se arrependera de tê-la matado.

Então todos escutam uma voz:

- Estou aqui!

Nisto, todos olham para o chão, chocados, enquanto que Komako estava estarrecido, para depois ficar apavorado, pois, nunca vira alguém escapar ilesa de seu ataque mais poderoso, reconhecendo-a como sendo consideravelmente rápida, apesar da idade.

Então, em um piscar de olhos, Konato aparece na sua frente e dá uma poderosa cotovelada no estômago deste o enviando ao chão, fazendo-o cair já inconsciente.

Nisso, finge cansaço e fala, secando o suor da testa que provocou com o seu ki e se aproxima do pai e avô, estando este ainda agradavelmente surpreso, pois esperava que ela tivesse mais dificuldade.

- Muito bem, filha. Você honrou o seu sangue e a sua linhagem!

- Confesso que não foi fácil e acredito que ele perdeu por ter me menosprezado em decorrência da minha idade, achando que a experiência dele seria um fator decisivo.

- Provavelmente... Mas, mesmo assim, provou que de fato é um gênio! Estou tão orgulhoso! Espero que Kakarotto me dê netos do mesmo nível que você!

- E Turles? – o filho mais velho deste questiona, arqueando o cenho.

- Bem, se foram ao menos bons... Por mim, tudo bem. Mas, não sei se ele iria gerar uma boa continuação da linhagem – ele fala coçando a nuca e depois, suspirando amargurado.

Raditz revira os olhos e fala em pensamento, indignado:

"De fato, é um saiya-jin bastardo... Nesses momentos, até este Raditz tem pena de Turles."

- Já estou cansada... Quero ir para casa, para descansar.

- Concordo. Vou leva-la até lá e depois irei a Central com seu avô.

- Pensei que tinha esquecido filho!

- Não esqueci pai.

- Até. – ela simplesmente fala seriamente, sem se virar e nisso, ambos, pai e filha se retiram dali.

- Vou esperar na Central!

Bardock exclama e em seguida se retira, vendo que alguns escravos retiravam o saiya-jin da arena, já que os outros a queriam desocupada para lutarem entre si e não pode deixar de sentir seu peito inflar de orgulho por sua neta derrotar um saiya-jin veterano.

Após dois dias, chega o dia da batalha de Yukiko na Arena de escravos pela disputa no segundo nível da Terceira Chave, onde de sessenta e quatro escravos, apenas trinta e dois sairiam vitoriosos.

A mesma já estava na pequena cela fechada na área de seu pai e como sempre, Chichi os acompanhara e fora presa na espécie de barra, olhando apreensivamente o oponente da filha, um macho de uma raça alienígena que ela conhecia muito bem, já que todos pensavam que a meia saiya-jin era filha de um da raça dele, um jovem ryojark-jin, que já mostrava as suas presas em um sorriso insano e não se surpreendera, pois sabia os tormentos que um escravo passava e dependendo da categoria, era pior ainda, fazendo muitos perderem a humanidade e sanidade, abraçando com ardor a insanidade para fugirem da dor e do sofrimento da amarga realidade.

Por isso, imaginara o quanto ele sofreu para ter uma face insana, podendo-se ver a loucura nos orbes azuis, que estavam praticamente ensandecidos, enquanto era mantido preso por correntes elétricas devido a sua ferocidade.

Nisso, a porta abre automaticamente e Yukiko sai, se posicionando atrás da faixa, esperando esta ser abaixada e sente pelo ki, que seria uma luta acirrada, pois, sentira que o ki dele era do nível que ela ostentava, regularmente, para não desconfiarem.

Logo, teria que usar muita estratégia contra ele, para justificar uma vitória, pois temia o que o dono dela faria, mais em relação a sua mãe, caso perdesse.

Kakarotto usa o scouter para medir o poder dele e fica preocupado, pois o poder deste era igual ao de Yukiko e então, exclama para ela:

- Use e abuse de estratégias, entendeu? E se esquive, sempre que possível!

- Sim, mestre. – ela fala olhando para frente, concentrada.

Então, a faixa luminosa desaparece e nisso, ele avança contra ela, velozmente e igualmente feroz, como uma besta ensandecida, surpreendendo a meia saiya-jin pela ferocidade do mesmo, que lembrava um animal enfurecido e sanguinário.