Título: Muito Bem Acompanhada

Autoras: Tati Cullen Hopkins e Nina Rickman

Beta Reader: Dany Fabra

Personagens: Severus Snape/Marlene McKinnon

Rated: M – Cenas de Sexo (NC)

Quando: Sétimo Ano – Época dos Marotos.

Disclaimer: Severus Snape, Marlene McKinnon e cia são personagens de JKR. E "Muito Bem Acompanhada" pertence a Universal Pictures. Ou seja:

Não vamos ganhar nenhum dinheiro com isso, essas humildes irmãs autoras de fic só querem reviews!

"REVIEWS, ASSIM COMO SEVERUS, FAZEM MILAGRES!"

Avisos: Como citado acima, os personagens são de JKR e o filme pertence à Universal Pictures. Mas a fanfic Muito Bem Acompanhada, sua temática, seu enredo, e tudo mais que a compreende, é de autoria única e exclusivamente nossa. Lembrando que, se existem algumas passagens aqui que não nos pertencem, essas foram postadas com autorização dos respectivos autores. Portanto, qualquer cópia – integral ou parcial –, adaptação, tradução, postagem ou afins sem a nossa autorização será denunciado sem piedade. Agradecemos pela atenção.

Agradecimentos: Às nossas queridas leitoras (e leitor!) que revisaram o Capítulo 35 e nos presentearam com suas reviews: Coraline D. Snape, Emily Farias, Eris, Olg'Austen, Suh Campbell, KaoriH, Sakura Kh, Lady Aredhel Anarion, Lari SL, Leather00Jacket e Gisele Weasley Potter.

Resumo do Capítulo: Os preparativos para o noivado de Mike e Tanya começaram. E algumas investigações também.


– CAPÍTULO TRINTA E SEIS –

PREOCUPAÇÕES E PREPARATIVOS

Depois de dez dias de descanso naquela casa de campo, Marlene havia concordado com Mike que já era hora de voltar, que não podia fugir para sempre. E, embora Mike tivesse inventado uma desculpa que justificasse o motivo da "fuga" perante seus pais, Marlene sabia que, mesmo sem sequer imaginar o que tinha acontecido entre ela e Severus, Mark e Lorraine deveriam estar muito preocupados com ela.

A viagem de volta foi tranquila e bem agradável. Junto de seu irmão, Marlene viajou todo o caminho a bordo do conversível de Tanya, já que a loira resolvera ir também e ficar mais um tempo com eles. Afinal, nos próximos dias os preparativos para o noivado de Mike e Tanya iriam começar, e Tanya insistira que não queria resolver nada dos pormenores sozinha.

E agora, quatro dias depois de terem retornado a casa de Londres, Marlene estava ali, sentada no sofá ao lado de sua mãe e de Tanya. Enquanto a garota-vampira começava a separar os primeiros modelos dos convites que Lorraine gentilmente escolhera, Marlene observava o envelope e o pergaminho recém-chegados de Hogwarts, que depois de lidos foram largados sobre a mesinha de centro.

O diploma nem recebera muita atenção de Marlene, que já esperava recebê-lo dessa forma por não ter comparecido a Formatura. O olhar dela estava parado sobre o envelope e seu conteúdo à mostra: o resultado dos NIEMs. Marlene estava realmente surpresa com um resultado em especial. Por mais inesperado que fosse, Poções tinha sido a sua melhor nota.

E certamente não o seria se Severus não a tivesse ajudado. Involuntariamente, Marlene lembrou-se das horas que eles passaram no laboratório de Slughorn, do primeiro dia em que começara a trabalhar com poções ao lado dele, de como Severus ficava olhando para ela como se fosse louca, de como ele havia lhe dado aquele tremendo susto e depois disse que "não ia beijá-la agora". Mas claro, se ela soubesse que era tão bom beijá-lo, o teria feito já naquele momento, ela pensou, sem evitar que um meio sorriso se formasse nos seus lábios. Lembrou-se de como ele havia dado a própria poção do Morto-Vivo para si, para que ela "impressionasse" Slughorn, e de como ela ficara furiosa. Lembranças. Lembranças tão boas, mas que ao mesmo tempo só faziam aumentar a sua frustração, a dor causada por outras lembranças sobre a forma como tudo havia acabado. Essas ela gostaria de esquecer, esquecer as tristes lembranças que constantemente a atormentavam.

– O que acha desse aqui, Lene? – a pergunta gentil de Tanya despertou-a de seus devaneios.

Marlene olhou para o lado, percebendo que Tanya estava com a mão estendida até si. A loira lhe mostrava agora um convite de tecido cor champanhe e bordado cuidadosamente com letras douradas.

– É... bonito Marlene respondeu sem emoção.

– Querida, você já disse isso dos últimos três convites que a Tanya mostrou – comentou Lorraine.

Desde que Marlene havia chegado, Lorraine havia percebido que sua filha não estava bem. Mesmo que Marlene não tivesse dito nenhuma palavra sobre o que pudesse ter acontecido, Lorraine desconfiava que tinha a ver com Severus, pois discretamente havia reparado que sua filha não estava mais usando aquele anel que outrora fora motivo de polêmicas e desavenças. Mas sendo mãe, não quis perguntar nada sobre isso logo que Marlene voltara; queria que sua filha lhe contasse quando se sentisse bem para isso, mesmo não aguentando vê-la triste e desinteressada daquela forma.

– Foi o que eu achei – respondeu Marlene. – E é a Tanya quem vai escolher, mamãe. Não eu – ela concluiu num suspiro impaciente.

Percebendo o clima, Tanya interviu.

– Eu vou escolher sim – a loira pontuou –, mas pra isso, eu só posso contar mesmo com a opinião de vocês, porque tanto eu como as minhas irmãs não somos lá muito modernas...e riu. – Então, quanto mais opiniões, melhor.

– Sendo assim, eu sei de mais alguém que pode nos ajudar – Lorraine disse de repente e Tanya e Marlene a olharam confusas.

– Quem? – ambas perguntaram em uníssono.

– Bem, eu havia pensado na minha irmã – disse Lorraine e Marlene sentiu o estômago dar um salto. Não pela sua tia, mas era só o que faltava, ter Dorcas ajudando nos preparativos. – Mas como eles estão fora da Inglaterra, eu pensei na Eileen.

O alívio que Marlene sentira durou menos de um segundo.

"A Dona Eileen... O Severus! Não...!" – pensou ela, sem conseguir disfarçar o choque.

– Eileen... A mãe do namorado da Lene, não é? – Tanya perguntou.

– Exato – respondeu Lorraine, voltando-se para a filha, que estava lívida. – Você tem algo contra pedirmos a ajuda de Eileen, Marlene? – perguntou ela.

– Por que eu teria, mãe? – Marlene fez-se de desentendida. – Eu gosto muito dela – pelo menos essa parte era verdade.

– Por mim tudo bem – disse Tanya e Marlene a olhou apreensiva. Como Tanya aceitava que Lorraine convidasse Eileen para ajudar, mesmo sabendo de tudo?

– Eileen sempre teve bom gosto – Lorraine frisou. – Se ela quiser colaborar, tenho certeza que a ajuda dela será muito benéfica – e então se levantou do sofá. – Vou mandar uma carta para ela agora mesmo. Com licença.

Assim que Lorraine deixou o ambiente, Marlene voltou-se a Tanya incrédula.

– Tanya? – ela perguntou inquisidora, como se desejasse uma explicação.

– O Severus não vai aparecer aqui, Lene – Tanya explicou, baixando o tom de voz. – Mesmo se a mãe dele vier, ele não viria até aqui pra ver a gente decidindo as coisas do noivado...!

– Tem razão – Marlene concluiu aborrecida. – Ele não iria aparecer aqui por nada.

– Lene, não fica assim – pediu Tanya, acrescentando com firmeza: – Eu tenho certeza que isso vai se resolver, de uma forma ou de outra, isso vai se resolver.

"Vai se resolver sim, nem que eu mesma tenha que investigar isso." – ela completou em pensamento.

Marlene só sacudiu a cabeça em desaprovação, enquanto no escritório que ficava do outro lado da sala, Lorraine terminava de escrever a carta para Eileen. Ela estava quase selando o envelope, quando retirou o pergaminho dali e o encarou confusa. Pensava que o que estava prestes a escrever ali poderia deixar a amiga preocupada, e apesar de sentir que não deveria fazer isso, queria saber a verdade; se soubesse, poderia ajudar Marlene. Estava tão preocupada... E se sua filha ainda não queria lhe dizer o que tinha acontecido, talvez Eileen dissesse.

Sem pensar duas vezes, pois se pensasse certamente desistiria, Lorraine acrescentou sua pergunta ao pergaminho. Só então o selou, imediatamente prendendo a carta à sua coruja e a soltou pela janela.

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"O que aconteceu com nossos filhos?"

A pergunta que acabara de ler na carta que Lorraine havia lhe mandado momentos atrás, retumbava em sua mente.

– Eu me faço a mesma pergunta, Lorraine – Eileen murmurou para si mesma.

De fato, Eileen vinha fazendo essa pergunta para si mesma por quase todo o tempo, desde que seu filho voltara até Spinner's End. Ela deixou a carta sobre sua escrivaninha e então saiu de seu quarto. Mas enquanto passava pelo corredor, seu olhar aflito recaiu sobre a porta do quarto de Severus.

Eileen sabia que ele não estava lá. Aliás, agora eram raros os momentos em que seu filho estava em casa. E ela, sendo mãe, não precisava pensar muito para saber que a agitação dos últimos dias tinha a ver com os planos de Severus e dos amigos de se juntarem ao "Lorde das Trevas".

Eileen estava cansada, sentia-se cansada. Por mais que conversasse com Severus sobre isso, não surtia efeito, ele se mostrava cada vez mais irredutível quanto a sua decisão e ela já não sabia mais como o faria entender que aquele não era o melhor caminho. Suspirando, ela percorreu os olhos pelo quarto. Observando as vestes que ele havia deixado largadas em cima da cama, ela se aproximou e as recolheu, dobrando-as em seu braço, quando o barulho do metal batendo contra o piso lhe despertou.

De imediato, Eileen reconheceu a jóia que brilhava no chão. E quando se abaixou para pegar o anel, quase não acreditou no que viu: um dos elos que ela julgava ser talvez o mais importante daquela aliança, estava quebrado.

Pelo que entendera, e até mesmo pelas suposições de Lorraine, Severus tanto havia feito que conseguira mesmo afastar Marlene de sua vida. Apesar de achar estranho o comportamento recente de seu filho e de saber exatamente o que ele pretendia fazer nos próximos dias, Eileen não pensou que chegaria a esse ponto. Ele amava tanto Marlene, tinha certeza absoluta disso, e agora encontrava o anel naquele estado; o que ela só veio tomar conhecimento tendo mexido por acaso nas vestes dele.

Perplexa, ela se sentou na cama, ainda observando o anel com incredulidade. Mas não importava quanto tempo ia ficar ali, pensou Eileen, pois quando Severus voltasse, se voltasse, ia ter que lhe dar uma explicação.

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Longe dali, do outro lado de Londres, Dorcas se servia de Firewhisky no balcão do Caldeirão Furado. Depois do que tinha acontecido em Hogwarts, parecia que estava sendo desprezada até pelos amigos. Seus pais e seus irmãos estavam fora do país e ela imaginava que não seria muito bem-vinda na casa de seus tios, já que Marlene não queria nem ver sua cara.

Sentia-se tão sozinha ultimamente... Por isso, havia convidado para passar algumas semanas em sua casa duas bruxas com quem tinha feito amizade no Brasil. Elas chegariam a Londres naquela noite, e Dorcas as recepcionaria no Caldeirão Furado.

Enquanto Dorcas olhava entediada para a bebida a sua frente, todos os olhares se voltaram para a porta de entrada. Ela se virou para ver o que tanto tinha chamado a atenção de todos: Mulciber, Avery, Rosier, Barty Crouch Jr. e Regulus Black acabavam de chegar.

Dorcas lhes lançou um olhar desinteressado e imediatamente voltou a atenção para a sua bebida outra vez. E assim que ela virou o rosto, Mulciber cochichou em tom perverso:

– Vejam só o que temos ali – ele acenou para Dorcas num movimento de cabeça. – A prima da filhote...

Avery deu uma risadinha debochada.

– Cara, ela não tem nada a ver com isso – disse ele, ao ver o olhar interessado de Mulciber sobre Dorcas.

– Todos que não estão a favor do Lorde, estão contra mim – foi o que Mulciber respondeu antes de se afastar.

Enquanto Avery e os outros se sentavam numa mesa mais atrás, ele se dirigiu até o balcão, onde estava Dorcas.

– Posso te pagar uma bebida? – ele sussurrou às costas dela, numa voz incrivelmente sexy.

Ao ouvir aquela voz, Dorcas imediatamente colocou a mão por dentro das vestes, a procura da varinha.

– Eu não costumo aceitar bebidas de Comensais da Morte – ela respondeu firme e sem encarar Mulciber. Então ficou em pé, chamando o atendente: – Tom, por favor, a conta.

– Deveria aceitar, pois eu não costumo oferecer – Mulciber insistiu, parando à frente dela e estendendo as mãos para mostrar que estava desarmado. Ele então se dirigiu a Tom, que acabara de chegar ali: – Traga mais Firewhisky para a senhorita aqui.

Dorcas ficou surpresa com aquela insistência. Ela realmente estava surpresa, mas não saberia dizer o que a levou a aceitar o convite de Mulciber e sentar ali outra vez. Além da surpresa havia mais alguma coisa. Talvez fosse a dor, a mágoa recente por ter sido desprezada por quem amava, ou até mesmo a pouca iluminação naquele canto em que eles estavam teria facilitado. Afinal, à meia-luz Mulciber não parecia ser tão perigoso ou ruim.

Ao menos, foi isso que Dorcas pensou quando, momentos depois, em meio a mais uma dose de Firewhisky, ela começou a desabafar.

– ... ele me pisou, me humilhou, acho que ele nunca me amou de verdade – Dorcas murmurou e bebeu mais um pouco do Firewhisky.

– Ele foi um idiota – Mulciber respondeu, enchendo o copo dela outra vez. Quanto mais vulnerável ela estivesse, melhor.

Ela sorriu, um meio sorriso sensual.

– Mas eu quero esquecê-lo – ela disse, lançando a Mulciber um olhar insinuante e aproximou mais o rosto do dele. – Me faça esquecê-lo...

Mal dissera essas palavras, Dorcas jogou os braços em volta do pescoço de Mulciber, envolvendo sua nuca, encostando o corpo ainda mais ao dele. Ela desceu uma das mãos até o peito dele enquanto a outra continuava firme em sua nuca, puxando levemente seus cabelos. Ela fechou os olhos quando ele envolveu a mão em sua cintura, puxando-a mais para junto de si. Abriu os olhos de novo, encontrando o olhar dele, e o viu sorrir um sorriso indecente antes de colar seus lábios nos dela.

Ela desceu as mãos pelas costas dele aprofundando o beijo, suas línguas brincando aquele joguinho sórdido. Porque não havia sentimento, de nenhum dos dois. O que Mulciber queria estava bem claro, mas Dorcas queria também uma espécie de vingança. Queria que a noite terminasse em sexo, apenas para mostrar para si mesma que conseguia viver sem Remus. E então parou de pensar nele quando sentiu a mão do outro dentro das suas vestes, deslizando pela sua coxa até onde o tecido do vestido dela permitia.

No meio daquele torpor, ela nem percebeu que o próprio Remus havia chegado ali. Sirius, James e Lily estavam com ele, e, assim que viram o que acontecia no balcão, ficaram surpresos e também preocupados com a expressão apática de Remus diante daquela cena.

Remus ficou lívido quando viu aquilo, Dorcas e Mulciber se beijando, ele estava entre as coxas dela, praticamente prensando-a contra o balcão. Ela se esfregava nele se contorcendo, ele a segurava bem firme pela nuca com uma das mãos e a outra... Remus nem quis imaginar o resto.

– Moony, tenha força, cara – James disse, encorajando-o. – Você mesmo disse que não tinha mais volta.

– Mas eu não sou obrigado a assistir esse tipo de coisaRemus respondeu em tom seco. – Com licença – e então virou as costas em direção à saída, deixando os amigos para trás.

Dorcas interrompeu o beijo por um minuto para tomar fôlego e assim que olhou a sua volta, percebeu que Remus tinha saído intempestivamente. E quando notou que ela e Mulciber ainda estavam sendo observados pelos amigos dela, afastou-se dele de imediato.

Irritado com aquele afastamento brusco, ele pegou o rosto dela de novo, sem nenhuma delicadeza.

– O que há com você? – ele perguntou ríspido.

Pega de surpresa, ela lhe dirigiu o sorriso mais falso que possuía.

– Oh... Sabe Mu, os meus pais e os meus irmãos estão viajando... – Dorcas disse sedutora. – A minha casa está tão vazia... Tá a fim de ir pra lá?

De novo, ele deu aquele sorriso indecente antes de responder.

– Só se for agora – e desaparataram.

Imediatamente, Lily tentou correr até o lugar onde Dorcas estava com Mulciber, mas James a impediu.

– Mas James, a Dorcas... – a ruiva murmurou preocupada – ... com aquele Mulciber...?

– Ela devia saber o que estava fazendo. Não é, Padfoot? – James perguntou ao amigo.

Mas Sirius não respondeu. Há alguns minutos, ele e Regulus se entreolhavam numa disputa muda. E quando não aguentou mais receber do irmão aqueles olhares cheios de acusações, Regulus se levantou da mesa onde estava e também saiu.

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Severus chegou cansado a Spinner's End. Quando seus amigos decidiram ir até o Caldeirão Furado, ele resolveu voltar para casa, precisava descansar um pouco. Mas quando entrou em seu quarto, se deparando com Eileen sentada na sua cama, segurando o anel quebrado e lhe dirigindo um olhar inquisidor, ele teve certeza que descansar era a última coisa que conseguiria fazer.

– O que significa isso? – a pergunta de Eileen foi direta.

– Você não deveria mexer nas minhas coisas – Severus respondeu em tom seco, aproximando-se da cama sem encarar a mãe. Ela se levantou num pulo.

– Você não deveria mentir pra mim – Eileen disse séria e quando Severus a encarou firme nos olhos, ela prosseguiu: – O que significa isso?

– Significa exatamente o que você está vendo, mãe – Severus respondeu impassível. – Esse anel está quebrado, quebrou porque acabou.

– Acabou? – perguntou Eileen, queria saber: – Acabou como?

– Eu e Marlene não estamos mais juntos – ele disse e sua expressão não se modificava nunca.

– O elo da confiança foi quebrado – ela afirmou com veemência, pondo o anel bem diante dos olhos dele. – E pra ter se quebrado desse jeito, algo muito ruim aconteceu. O que foi dessa vez? A Marlene descobriu o que você pretendia e resolveu terminar tudo?

– É isso mesmo, ela descobriu – ele mentiu com tranquilidade. – E me deixou quando percebeu que eu não iria mudar de idéia.

– Pensei que por ela, você fosse capaz de mudar de idéia – Eileen comentou, surpresa com a tranquilidade dele.

– Eu não mudaria de idéia, mãe – Severus disse com uma calma inabalável. – Nem por ela, nem por ninguém.

Entendendo que ele falava dela mesma, Eileen piscou indignada.

– Então você tem certeza que vale a pena deixar as pessoas que você ama saírem da sua vida pra poder se juntar ao Lorde das Trevas? – ela perguntou num grito.

– Tenho – ele respondeu friamente.

A frieza dele a deixou chocada. Ela sentia que aquilo não era totalmente verdade, mas não sabia mais o que fazer ou dizer.

– Só posso dizer que a Marlene tem meu total apoio – Eileen disse com autoridade. – Infelizmente, não podíamos esperar que ela tomasse outra atitude.

Severus nada conseguiu responder a Eileen. Queria tanto lhe dizer toda a verdade, principalmente diante das lágrimas nervosas que via pender nos cantos dos olhos de sua mãe. Mas não podia. Tinha certeza de que se explicasse os verdadeiros motivos, Eileen não mediria esforços para vê-lo junto de Marlene outra vez. E embora desejasse isso ardentemente, ele sabia que não era o melhor para Marlene. Suportaria tudo, menos que acontecesse algo de mal a ela por sua culpa. Tudo que fizera foi com o propósito de proteger Marlene e por mais difícil que fosse, seguiria firme nesse propósito até o fim.

– Eu estou indo passar uns dias fora – Eileen comunicou por fim, acrescentando as palavras duras de seu desabafo: – É até bom que você fique sozinho. Primeiro, pra pensar no que você fez. E segundo, pra você se acostumar com isso. Porque se você realmente pretende seguir esse caminho que escolheu, é assim que você vai estar daqui pra frente. Sozinho.

E sem dizer mais nada, Eileen saiu.

SSMMSSMMSSMM


Notas das Autoras

– TATI –

1. Oi pessoal! Bem, mais um capítulo ameno, mas vocês viram que a Tanya prometeu fazer algo por Sev/Lene e a Eileen está inconformada com o que aconteceu. Então aguardem, que no próximo cap os mediadores vão entrar em ação para que o nosso casal problemático volte a ficar junto!

2. Sabem aquele aviso sobre a fic ser única e exclusivamente nossa, um pouquinho antes dos agradecimentos no início do cap? Então, por favor, não o ignorem! Lembrando que, se existem algumas passagens aqui que não nos pertencem, essas foram postadas com autorização dos respectivos autores. Então, sobre o aviso, volto a repetir: não o ignorem!

3. E aqui, eu gostaria de pedir aos leitores fantasmas e a todos que colocaram a fic nos alertas e nos favoritos e que ainda não comentaram, por favor comentem! Afinal, as reviews podem sobreviver sem os favoritos e os alertas, mas não o contrário! E, quem tem tempo pra ler e favoritar, ou colocar nos alertas, também tem tempo pra comentar, né?

4. Beijos a todos os que leram, e um super obrigado adiantado a todos os que além de ler vão clicar no balãozinho para comentar! Só que o pessoal que não comenta, bem, esses nós nunca vamos saber o que estão achando da fic, suas sugestões, enfim... É para vocês leitoras e leitores que nós escrevemos, então nós queremos muito saber o que vocês estão achando! Qualquer que seja a opinião de vocês sobre a fic, nós vamos adorar ler!

– NINA –

Mais um pedido:

GENTILEZA GERA GENTILEZA

REVIEWS GERAM CAPÍTULO NOVO!

O BALÃOZINHO DO REVIEW THIS CHAPTER É LINDO, NÉ?

ENTÃO CLICA NELE E DIZ PRA GENTE O QUE ACHOU! ;)

III

II

I