Edward ficou duas semanas e meia no hospital. Foram 9 dias na UTI e 7 no quarto.

Quando saiu ainda tinha o gesso, ambos no braço e perna esquerda, e tinha que usar uma cadeira de rodas até recuperar seu tônus muscular com a fisioterapia.

Com a influência médica de Carlisle eu consegui que John o visitasse umas três vezes, já que John estava ansioso com a falta do pai.

Um dia ele chegou a partir meu coração quando me perguntou se o pai havia morrido e nós estávamos escondendo dele, por isso, contra a minha vontade, tivemos que levá-lo pra ver Edward.

Não queria que ele fosse por maldade, mas porque John ainda é uma criança, apesar de ser maduro, é apenas uma criança, tanto é que ele ficou chocado quando viu Edward todo quebrado em cima da cama.

- Não acredito que finalmente vou embora. – Edward disse enquanto eu o arrumava no banheiro do hospital.

- Eu também! – beijei sua testa – Sabe que Alice está organizando uma festa, não sabe? – ele fez uma careta – Não me olhe assim! – pedi – Alice é sempre Alice, lembra?

Fiz um carinho na sua cabeça que agora tinha uns poucos fios espetados, cerda de 2 cm de altura.

- Eu não quero uma festa Bella! – ele disse seco.

- Jude, não é uma festa, só vamos estar nós lá. – eu disse me agachando pra ficar na altura de seus olhos – E o fato de você estar vivo é um motivo pra comemorarmos.

- Eu estou vivo, mas inválido! – ele bufou.

- Hey! – segurei seu queixo – Não diga isso! Nunca mais! – disse séria – Você só precisa ganhar força nas pernas e voltar a andar, você só está nessa cadeira porque é um folgado. – sorri e beijei seus lábios – Sei que você consegue dar uns passos.

- Você sabe que não precisa fazer isso, não sabe? – ele me olhou nos olhos.

- Não sei do que você está falando! – pousei minha mão na sua bochecha.

- Eu nunca mereci você Bella. Eu sou um idiota! – ele tirou minha mão do seu rosto – Você não precisa ficar comigo assim... – ele apontou pro próprio corpo - ...não precisa ser minha babá ou minha enfermeira.

Me levante irrada. Nós já tínhamos discutido aquilo dezena de vezes. Ele sempre dizia as mesmas coisas "inválido" "não se prenda a mim" "enfermeira ou babá".

Respirei fundo e me abaixei de novo.

- Edward Anthony Cullen. – fechei meus olhos – Eu amo você, sou sua esposa e tenhos uma família... – passei minha mão na barriga - ...eu estou aqui, eu vou fazer isso... – apontei pra ele na cadeira de rodas - ...porque eu amo você, porque eu não posso viver sem você, porque nossos filhos precisam de você, estamos claros? – ele assentiu – Juro, que se você tocar mais uma vez nesse assunto eu bato em você.

Me levantei e beijei sua testa. Ele me puxou e eu cai sentada no seu colo.

- Eu te amo John! – ele levantou o braço com muito esforço e me fez um carinho.

- Eu também Jude! – deu um beijo demorado – E por isso eu preciso que você continue forte e lutando, ok?

- Ok! – ele forçou um sorriso.

- Vamos, levanta daí! – estendi minhas duas mãos a ele e peguei sua muleta que estava encostada na parede do banheiro. – O médico disse que você precisa andar pra voltar a ter força nos músculos.

Ele segurou minhas mãos e se impulsionou, enquanto eu o puxava, mas ao invés de segurar a muleta ele me abraçou e me jogou com força contra a parede.

- Você não sabe como eu estou com saudade de você! – ele disse rouco.

- Ahhh tenha certeza que eu consigo imaginar. – mordi os lábios.

- Olha como você me deixa só de sentir seu cheiro. – ele me apertou mais contra a parede e eu pude sentir sua ereção.

- Ow! Vejo que a parte que me interessa está boa. – o alisei por cima do pijama.

- Por favor, não pare! – ele estava de olhos fechados.

- Amor... – o chamei – eu queria, muito, muito continuar, mas estamos em um hospital. – me afastei e peguei sua muleta – Logo, estaremos em casa. – pisquei pra ele.

Ele pegou a muleta e a posicionou em baixo do braço.

- Vamos, você precisa execercitar as pernas. – parei na porta do banheiro quando vi que ele não se mexeu.

- Não posso sair assim John. – ele deu meu sorriso torto e olhou pra baixo.

Segui seus olhos e vi o volume enorme, diga-se de passagem, na calça do seu pijama de hospital. Ele estava sem cueca então era beeeem visível sua animação.

- Vou te esperar lá fora. – dei uma última olhada e mordi os lábios.

Deus! Acalme meus hormônios, por favor!

Me sentei no corredor e depois de poucos minutos Edward apareceu, demos uma boa volta pelos corredores do hospital até suas pernas não agüentarem mais sustentar o corpo e ele ter que sentar numa cadeira de rodas qualquer e eu o levar de volta pro seu quarto.

Dr. Clark veio logo em seguida e junto com ele trouxe os papéis da alta de Edward.

O ajudei a se acomodar no volvo e fomos pra casa.

Quando chegamos lá toda a nossa família nos esperava. Só faltava meu pai e Sue.

John e Jude ficaram agarrados ao pai o tempo todo e John ainda falou umas coisas engraçadas sobre o "novo" cabelo de Edward. Como "tirou o cabelo pra lavar papai" ou "seu cabelos encolheu", coisas que ele aprende na escola.

O almoço foi maravilhoso, mas eu estava exausta e tenho certeza que Edward também. Ficar quase três semanas entre hospital, casa e um pouco de trabalho da gravadora – que eu estava fazendo em casa – definitivamente não é uma boa ideia pra uma mulher grávida de quase meses.

Eu estava sentada no sofá de casa com todos a minha volta conversado, mas as vozes foram ficando cada vez mais longe e eu não consegui lutar contra o peso das minhas pálpebra.

- Querida! – uma mão pequena me sacudia. - Querida?

- Hmmm? – eu realmente não sabia se estava sonhando, acordando ou dormindo ainda.

- Vá descançar Bella. Edward já está no quarto! – Esme dizia.

- Já vou! – me deitei no sofá e me aninhei.

Não era bom como a minha cama, mas era melhor que a poltrona do hospital.

Senti dois braços quentes e enorme me pegarem no colo.

- Edward? – perguntei, mas não podia ser ele. Seu braço estava fraco e engessado.

- Não Bellinha seu cunhadinho preferido! – reconheci a voz de Emmett e logo depois um beijo na minha testa.

- Eu não posso...as crianças! – eu tentava abrir meus olhos quando senti meu corpo se deitado num colchão grande e macio.

Minha cama!

- Descanse Bella. As crianças estão com Rose e Alice. – ouvi a voz de Esme de novo.

- Obrigada! – forcei um sorriso.

Automaticamente tateei a cama e senti o corpo de Edward.

Sorri ao sentir suas mãos me puxarem pro seu peito.

- Durma minha Bella. – ele sussurrou no meu ouvido e logo depois ouvi minha canção de ninar enquanto suas mãos passeavam pela minha barriga um pouco crescida e Sofia se agitada com o toque do pai.

Quando acordei já estava claro. Fechei as cortinas porque Edward ainda dormia e fui até o quarto das crianças, mas elas não estavam lá.

Só então percebi que já era quase 11 horas da manhã e eu tinha dormido mais de 12 horas. Eu realmente precisava.

Desci e fui até a cozinha.

- Bom Dia Carmen.

- Bom dia Senhora. – ela me respondeu – Fiz suas panquecas.

- É por isso que eu te amo! – dei um beijo na sua testa e me sentei.

- Esme saiu com Jude? – perguntei a ela.

- Sim, acho que foram na casa de Dona Alice. – ela disse mexendo algo no fogão.

- Carmen, prepare uma bandeja de café que eu vou levar pra Edward, ok? – falei colocando o primeiro pedaço de panqueca na boca. – Uhmmm...e eu quero conversar com você. Senta aqui. – puxei um banco pra ela.

Ela hesitou mais sentou.

- Carmen, Esme deve ter te contado sobre Edward, não é? – ela assentiu – Por isso vou precisar da sua ajuda. Quero que você esteja pronta pro que ele precisar, pode deixar a casa de lado, a prioridade é ele, ok? – eu disse.

- Ok, senhora. – ela se levantou e foi acabar de preparar a bandeja.

Eu terminei de comer minhas panquecas e fui até o telefone.

Liguei pro hospital e contratei uma fisioterapeuta que viria todos os dias as 6 da tarde e cada sessão duraria 40 min.

Fui até a cozinha peguei a bandeja e subi.

- Hey! – alisei sua barriga exposta – Não vai mais acordar hoje? – brinquei.

Ele mordeu os lábios ainda de olhos fechados.

- Você não deveria fazer isso! – ele deu meu sorriso torto.

- Por quê? – me sentei ao seu lado.

- Por quê? – ele abriu os olhos e me olhou - Por quê? – sorriu – Porque eu posso não agüentar! – ele finamente disse.

- Quem disse que eu quero que você agüente! – mordi meus lábios. – Eu estou grávida Edward, você sabe como eu fico quando eu estou grávida! – bati meus cílios o provocando.

- Queria saber, mas não posso! – ele fechou a cara.

Eu sabia que ele queria me tocar, mas ele teria q fazer um esforço enorme pra movimentar o braço que não estava engessado.

- Eu te ajudo amor! – fique em pé e tirei minha calcinha.

- Bella...por favor! – ele olhou pra porta.

- Estamos sozinhos Jude! – me sentei novamente e peguei sua mão levando até me sexo – A não ser que você não queira. – fiz um bico.

- Porra! Olha como você está! – ele me estimulava com os dedos.

- O que eu posso fazer se eu me excito só de te olhar! – subi em cima dele e passei uma perna de cada lado da sua cintura.

- Você quer, por favor, tirar minhas roupas? – ele pediu meio irritado – Você tá me deixando louco! Vou explodir se eu não tiver você agora Bella!

Eu não pensei duas vezes. Puxei a calça do seu pijama até o joelho, por causa do gesso e sentei com vontade nele.

- Senti tanto a sua falta! – ele disse meio que gemendo.

- Eu também amor! – peguei sua mão e coloquei no meu quadril.

Eu adorava quando ele me ajudava a subir e descer, ou quando simplesmente me apertava com tanta força que chegava a doer, mas assim como ele eu tinha que ser paciente e acreditar que ele ficaria bom.

- Vem pra mim Bella! – ele pediu fechando os olhos com força e eu entendi que ele estava chegando no limite.

Aumentei minhas investidas nele e senti meu corpo todo se arrepiar.

- Eu vou...oh Edward... – explodimos juntos, em perfeita sincronia.

Cai no peito dele e ele levantou a mão até minha cabeça, fazendo um carinho ali.

- Você é maravilhosa! – ele disse antes de me beijar.

- Você ainda vai me convencer disso.

Me deitei ao seu lado e me aninhei ao seu peito.

- Eu trouxe café pra você. – falei desenhando em sua barriga.

- Pensei que eu já tivesse comido. – eu o olhei e dei um tapa nele. – Au! Doeu! – nós rimos.

- Anda, você tem que comer. – me sentei na cama e o ajudei a sentar encostado na cabeceira.

- Você também. Já comeu? – ele perguntou.

- Já. Carmen fez panquecas de banana pra mim. Sofia adora! – sorri.

Eu vi que ele estava tentando levantar a mão e tocar minha barriga. Eu a peguei e o ajudei a tocar nela.

- Todos eles adoravam! – ele sorriu – John até hoje adora.

Ter ele ali era tão bom! Eu não tinha palavras pra agradecer por Edward está vivo, por estar em casa com a nossa família.

Ele estava vivo e era isso que importava. As brigas, o ciúme, a mentira que ele me contou tudo agora era resto, nada mais me importava, a não ser nós 5.

- O que foi? – ele perguntou enquanto eu dava um pedaço de panqueca na sua boca e a limpava em seguida.

- Nada, por quê? – retruquei.

- Você estava distante! – ele disse.

- Estava pensando em nós! Em você vivo e na nossa família. – sorri e lhe dei suco.

Ele ficou em silêncio.

- Isso é constrangedor. – eu o olhei confusa – Bella, eu não consigo nem comer sozinho...a não ser é claro que eu queria me sujar como uma criança aprendendo a comer... – seu rosto caiu – Nem te tocar eu consigo. – ele me olhou – Você não precisa fazer isso...

Juntei todas as minhas forças e dei um tapa bem dado no ombro dele. A bandeja que estava em cima do seu colo chegou a balançar.

- Que isso? – ele quase gritou.

- Eu disse pra você que se você tocasse nesse assuntou eu te bateria, não disse? – ele assentiu, mas sua expressão estava triste. – Edward, não me faça brigar com você, por favor...eu não estou aqui obrigada ou te fazendo um favor, eu amo você e você é parte de mim, consegue entender isso? – ele ficou em silêncio - Consegue? – perguntei mais uma vez.

- Me desculpe! – ele disse e sua voz estava cansada – É que não paro de pensar nisso...você está grávida, tem os meninos e ainda tem que ser minha babá...minha mãe largou os projetos dela e meu pai sozinho em Forks pra nos ajudar...até Alice parou de trabalhar por causa de mim, você também consegue me entender?

Vendo pelo ponto de vista dele, ele até que tinha razão. Se fosse comigo eu me sentiria mal tanto quanto ele.

- Entendo Jude, mas você vai ficar bom logo só precisa se esforçar. – fiz um carinho no seu rosto – Já marquei sua fisioterapia...eu vou voltar a trabalhar, mas estarei aqui todos os dias quando você estiver na sessão de fisioterapia...vamos passar por isso juntos amor. Por isso somos uma família.

- Obrigado! – ele pediu.

- Eu que agradeço por você esta aqui! – o beijei – Você poderia ter morrido Edward! Deus sabe o que passamos quando as noticias só pioravam...eu, sua mãe, John, até Sofia ficou quietinha enquanto nós sofríamos...mas você está vivo Jude e nós vamos passar por isso juntos, eu e você.

Ainda ficamos alguns minutos no quarto e Edward chorou um pouco. Ele estava bem abalado.

Edward sempre foi um homem independente, que cuidava das suas coisas. Quando ele queria uma coisa pegava e fazia, não ficava esperando por ninguém pra fazer. E agora ter que depender de todos pra tudo deveria ser realmente difícil.

Esme e Alice chegaram com Jude e Mary e distraíram Edward enquanto eu tomava um banho e mudava a roupa.

Ajudamos Edward a descer de muletas e ficamos um pouco no quintal, estava um dia agradável.

Peguei meu notebook e resolvi algumas coisas da gravadora antes de voltar a trabalhar, que por sinal seria amanhã.

Liguei pro meu antigo professor em Julliard e passei o currículo de Edward pra ele por fax. Expliquei tudo que aconteceu com Edward nas últimas semanas e ele prometeu avaliar o currículo dele e quando ele tivesse bom teriam uma reunião.

Eu fiz isso porque eu não sabia se Edward se recuperaria totalmente, então ele precisava de um emprego relativamente calmo e como ele adorava violino, de repente ele podia dar aulas em Julliard. Tenho certeza que ele adoraria.

Os dias passaram rápidos.

No inicio de outubro Edward tirou os gessos e agora a fisioterapia seria para os membros que estavam engessados.

Ele estava indo bem na recuperação. Sua perna já está forte o suficiente pra ficar em pé sozinho. Agora ele fazia fisioterapia 3 vezes na semana.

Jude estava cada dia mais serelepe. Seu vocabulário aumentava a cada dia e ela tinha um gênio...um gênio...que ninguém segurava a menina. Segundo Edward, ela puxou a mim, mas eu sabia que ele estava errado.

- Você não sabe como é poder te tocar de novo. – ele disse no vão dos meus seios. Suas mãos percorriam as minhas costas.

Eu estava sentada nua em seu colo depois que fizemos amor.

- E você não acreditava que ficaria bom! – alisei seus cabelos, que agora estavam um pouco maiores.

- Eu devo tudo a você! – ele me olhou. – Você acreditou em mim, quando nem eu mesmo acreditava! – ele pausou – Eu te amo John!

- Também te amo Jude! – respondi.

Nos deitamos e logo dormimos.

No final de outubro a fisioterapia acabou e Edward andava sozinho, mas ainda com ajuda da muleta.

Segundo o ortopedista a fratura foi muito grave, então tinha que esperar o osso "cicatrizar" sem forçá-lo.

Edward consegui o emprego na Julliard e agora ele era professor de violino.

O que era bom já que ele não daria aulas todos os dias da semana. Segundas e Quartas ele ficaria em casa.

Eu já estava com 5 meses completos e comecei a fazer o enxoval de Sofia, assim como o quarto dela, que seria um projeto de Esme na sua volta ao trabalho.

Num domingo estávamos todos reunidos na mesa de jantar da minha casa.

Seria a nossa última pequena reunião, já que Esme ia embora. Carlisle veio buscá-la. E até Alice voltaria a atender no seu consultório junto com Jasper.

Quando acabamos de jantar sentamos todos na sala de estar e acabamos jogando Guitar Hero que o Emmett tinha trazido.

Foi uma noite maravilhosa.

Infelizmente todos foram embora e enquanto me despedia de Alice, Edward foi colocar as crianças pra dormir.

Fui até meu quarto trocar de roupa, porque aquela bermuda jeans estava amassando Sofia e quando entrei no meu quarto sorri.

Edward estava dormindo segurando um livro. John estava no seu lado esquerdo e no seu lado direito estava Jude sendo segurada por seu braço ao redor da pequena cintura dela.

Coloquei minha camisola e deitei na cama cuidadosamente, mas Edward acordou.

- Tem lugar pra mais um? – sorri e fiz um carinho nele.

- Pra você sempre tem! – ele me esticou a mão e eu a segurei.

- Não vamos colocar eles em suas camas? – ele perguntou.

- Não, eu gosto disso! – sorri e apaguei a luz do abajur.

- Eu te amo Jude! – disse a ele.

- Também te amo John! – ele respondeu.

E nada mais foi dito. No quarto só existia a sensação maravilhosa de se sentir completa.

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