Notas da Autora

Gine e as demais fêmeas se preparam para usar as medical machines, pois, os seus machos, movidos pelo orgulho, assim desejavam...

Então, após algum tempo, Bardock fica intrigado com o chamado de Kabbage, via scouter, para encontra-lo na ponte de comando da nave.

Capítulo 38 - A preocupação de Bardock

Bardock e Gine vão até o quarto das kibajins, sendo que ambas ainda estão desacordadas e a saiyajin comenta, após cobri-las melhor, uma vez que estavam parcialmente descobertas, assim como afagou o rostinho delas:

- Estou preocupada... Elas ainda não acordaram.

- Vão acordar minha fêmea. Acho que por serem filhotes, a técnica teve mais efeito nelas e por isso, estão dormindo.

- Eu espero... –fala com visível preocupação na voz, pondo a mão em frente ao tórax.

Bardock põe a mão no rosto dela, virando-a para si, sendo que ela percebeu o olhar magoado dele pela desconfiança dela.

- Não confia nesse Bardock?

- Confio. – Gine fala após alguns minutos, acarinhando a face dele.

- Você irá para a Medical Machine. Eu ficarei de olho nelas. Quando você sair, iremos inverter.

Ele fala, pois, não era seguro ambos irem até a medical machine, acabando por deixa-las desprotegidas.

Portanto, por medida de segurança, um deles precisava ficar com elas ou próxima do quarto.

- Tem certeza que não quer ir primeiro? - Gine pergunta preocupada, pois, ela sabia sentir o poder de luta e controla-lo, assim como o seu companheiro.

- Sou um macho, além de um guerreiro calejado de batalhas. Acredite, posso aguentar tranquilamente tais danos por um tempo muito maior que o seu.

Gine fica pensativa por alguns minutos, enquanto notava a determinação no olhar dele e sorrindo, consente com a cabeça para depois falar:

- Não ficarei muito tempo. Daqui a pouco eu volto.

- Fique o tempo que precisar... Afinal, demorará semanas para voltarmos a Bejiita e quero ter a minha parceira de procriação comigo.

O guerreiro fala o final com um sorriso malicioso e Gine cora, para depois sair dali, entregando o seu scouter a ele, que estava no quarto das kibajins.

Ao chegar à sala médica, contendo as máquinas medicinais, Gine entra e prepara uma delas.

Então, enquanto digitava no painel, programando-a no automático, Kale e Seripa entram na sala e se dirigem a duas, das três máquinas restantes e a mais velha fala, com um sorriso no rosto ao olhar para a mais nova:

- Ficamos felizes que tenha perdoado Bardock, Gine.

- Concordo com Kale. Não compensa estragar a relação entre vocês por duas inferiores. Elas são, meramente, escravas.

- Eu sei... pensei no que Kale disse e resolvi perdoá-lo.

- Isso mesmo, Gine!

A mais velha põe a mão no ombro dela, sendo que ela e Seripa, já haviam terminado de preparar as máquinas medicinais delas.

- Quem vai usar a outra máquina? – Gine pergunta curiosa.

- Bem, Panpukin está bem ferido e irá usar essa última. Por ter ficado com raiva, tanto por perder a aposta, assim como por ficarmos debochando dele, acabou se descuidando. Ele já deve estar vindo... Por falar em machos, tanto o meu Asparakus quanto o Toma, falaram que nos usaremos primeiro, por sermos fêmeas, uma vez que como são machos, eles aguentam por mais tempo a dor e os ferimentos... – ela fala sorrindo, sendo compartilhado por todas – Eles estão piores do que a gente, já que ficaram nos defendendo. Mesmo assim, não dão o braço a torcer. Machos... Fazer o que, né? Imagino que com Bardock foi a mesma coisa.

- Por aí. – Gine fala, sendo que sabia que Bardock estava mais ferido do que ela.

Porém, não conseguiria fazê-lo mudar de ideia, uma vez que envolvia o orgulho dos machos. Por causa disso, nem tentou argumentar com ele.

Então, após elas se entreolharem, todas riem, enquanto abanam a cabeça para os lados.

- Por que vocês estão rindo? – Panpukin surge consideravelmente ferido, enquanto perguntava em um resmungo.

- Coisas de fêmea... Você é um macho. Não vai entender. – Seripa fala, cruzando os braços.

Panpukin resmunga algo inaudível, enquanto preparava a máquina, sendo que Gine e as outras entram nas máquinas, com a porta fechando e começando o processo de cura, conforme o liquido enchia o mesmo, após colocarem as máscaras.

Após algumas horas, com Bardock saindo do quarto delas, verificando se a porta estava trancada, sai da nave e passa a andar próxima da mesma para comer algo, ao pegar vários braços e pernas, enquanto usava o ki para cozinha-los, sendo que sente a aproximação de dois poderes de luta.

De fato, fora muito bom o fato de Gine ter desenvolvido, inconscientemente, a habilidade de manipular o poder de luta, para depois ele aprender, com ambos dominando o controle, assim como aprenderam a sentir o poder de luta.

Então, Toma e Asparakus se aproximam dele, sendo que cada um comia um pedaço de uma perna e o mais velho fala:

- Notamos que Gine o perdoou... Meus parabéns! Achávamos que ela não o perdoaria tão rápido.

- Também achava que não conseguiria de forma tão rápida o seu perdão. Confesso que me surpreendi. – ele fala, após terminar o pedaço, sendo que arranca a outra perna do alienígena.

- Nunca imaginei que existisse uma saiyajin como ela. – Asparakus comenta, enquanto se servia de mais um pedaço de um corpo próximo dali.

- Eu também. – Toma comenta – Imagino o que ela passou.

- Muita coisa... – Bardock fala em um suspiro – Acreditem, quando falo, que se eu não a tivesse encontrado, duvido que estaria viva até hoje.

- Não duvidamos. – Toma comenta.

Então, eles passam a comer mais alguns pedaços, evitando o tronco por causa das entranhas, conversando alguns assuntos amenos, até que Kabbage surge, tendo acabado de se saciar e exclama:

- Vamos partir!

Então, servindo-se uma última vez, eles sobem, sendo que os gêmeos já haviam subido, enquanto começaram as suas usuais discussões sobre diversos assuntos, assim como divergiam sobre quem matou mais, como comumente faziam, após a missão.

Distante dali, há dezenas de anos-luz dali, um jovem alienígena, pertencente a raça hayartjin, do planeta Hayart, chamado Kanassi (alusão ao planeta Kanassa) estava dormindo em sua nave, até que desperta, abruptamente, enquanto lutava para ordenar as lembranças, até que ele fica em transe, com os seus orbes outrora negros como carvão, ficando cinzas.

Após alguns minutos, sai do transe e caminha em direção ao banheiro, apoiando as suas mãos no lavatório, enquanto olhava o seu reflexo no espelho e perguntava a si mesmo:

- Será que era real?

Então, torna a se recordar do guerreiro de cabelos espetados e roupas estranhas, assim como tendo uma cauda castanha, sendo parecido com o pai deste que usava uma bandana e armadura.

Além disso, vira uma mulher de armadura e cauda e outro, mais velho, com armadura e cauda, além de duas garotas com orelhas e caudas diferentes entre si.

Ademais, viu que eles se encontravam com diversos outros seres, além de ver outro guerreiro, juntamente com eles, parecido com o de bandana vermelha, com a diferença que não tinha cicatriz da bochecha, estranhando o fato de chamarem ele tanto de Kakarotto, quanto de Son Goku, além dele usar roupas diferentes e não armadura como os outros, apesar de ter uma cauda, sendo que a mesma envolvia a cauda de uma mulher de cabelos negros e olhos azuis, com uma cauda igual a dele, que envolvia a cintura dele, sendo que viu os olhares de ambos, um para o outro, indicando que estavam juntos, já que olhavam com amor um para o outro.

Claro, ainda era cedo para discernir o fluxo de recordações, pois, fora demasiadamente intenso e não compreendia porque tais visões intermitentes e fortes o tomavam, enquanto desconfiava que o caminho dele e do saiyajin de bandana vermelha e cicatriz na face iriam se cruzar, dali há alguns anos.

De fato, ele era filho da suprema sacerdotisa de sua raça, possuidora da clarividência e visões. Ele herdou isso dela, mesmo contra a sua vontade e embora fosse visto como um dom precioso, muitos o repudiavam, pois, era estranho ao ver deles e muitas vezes desejou ser normal.

Por ter herdado os poderes dela, acabou tendo que seguir a mesma vocação da genitora, algo que odiava.

Porém, a morte dela e uma oferenda do mais fiel consultor de sua genitora, lhe permitiram tentar uma nova vida longe do planeta, enquanto lutava para evitar a visão de sua raça sendo aniquilada por um ser branco de cauda e chifres, chamado Freeza, pelo que deduziu em suas visões.

Sua mãe, antes de falecer, tentou alerta-los do perigo, mas, estavam cegos para o que conseguiriam, ao se aliar aos arcosianos, pois, havia muitas coisas que foram garantidas a eles através de um provável acordo.

Ele sorri, amargamente, ao imaginar que a sua raça já deve ter descoberto as reais intenções de Freeza e que estão pagando amargamente por seus erros, sendo as mesmas pessoas que chamaram a sua mãe de traidora da raça, por tentar provocar caos e confusão.

Graças a nave dada de presente por um homem rico que sempre ia consulta-la, ele pôde fugir meses antes da visão se concretizar, sendo que a sua mãe, em seu leito de morte, pediu para ele fugir do planeta condenado.

Porém, o que estranhou, foi o fato de que ela disse que ele tinha uma missão. Iria sofrer e muito, mas, que era necessário viver, até encontrar aquele que lhe seria digno de receber tal poder, baseando-se no futuro dele e que iria reconhecê-lo apenas de olhar para ele, além de fornecer, de forma indireta, a vingança que desejava.

Kanassi sacode a cabeça para os lados, não compreendendo o motivo das palavras de sua genitora, que ecoavam em sua mente, justamente após as suas visões e questionava a si mesmo, se estavam interligados.

Então, vários avisos soam em sua nave e ele fica alarmado ao notar que não percebeu a aproximação perigosa de uma nave e ao ir para a ponte de comando, não reconhece a mesma, assim como o computador de bordo e usando o máximo possível os motores da mesma, luta para se afastar de tal nave.

Porém, em sua fuga desenfreada, ele acabou entrando em um cinturão de asteroides e decidiu desafiar a sorte, conseguindo fugir da nave, sendo que a nave que o seguia, acabou se despedaçando, pois, tentou a mesma façanha que ele.

Porém, alguns asteroides atingiram um dos motores e houve a explosão do mesmo, que ao ser destruído, desestabilizou a nave, além de provocar um dano considerável na fuselagem em decorrência da explosão do motor.

Então, ele acaba caindo em um planeta estranho e teve que usar os motores auxiliares para deter a queda, sendo obrigado a realizar um pouso de emergência, enquanto orava para que a nave aguentasse a entrada na atmosfera do planeta mais próximo de onde estava.

Então, quando pensou que poderia respirar aliviado, ao conseguir pousar em segurança, ele é cercado por alienígenas, que apontam estranhas armas para ele, que se rende, enquanto é algemado e levado a uma prisão e ao virar para o lado, percebe que a nave dele estava sendo analisada e previa que ela seria estudada, exaustivamente.

Então, há centenas de anos luz dali, na nave de Kabbage, mais precisamente em seu quarto, Bardock estava tentando desviar a sua mente das dores musculares lacerantes que sentia, sendo igual para os outros, pelo que desconfiava, até que sente a alteração no ki delas e antes de ir até o quarto das kibajins, aproveitou o fato que cada um dos seus colegas foi para a sua própria cabine e que Kabbage estava na ponte de comando, para preparar a comida para ambas, assim como água, pois, acordariam famintas, por terem ficado mais de um dia sem comer.

Após tudo estar pronto, ele entra no quarto delas, se certificando pelo ki que não havia ninguém perto dali, enquanto entrava, apoiando a bandeja na mesa, chamando a atenção delas, que conversavam entre si em seu idioma.

Então, elas olham para a comida e se levantam, sendo que deixam os bichinhos de pelúcia na cama, enquanto sentavam e se serviam, até que Tsuki pergunta, olhando para os lados e depois para Bardock:

- Gine?

- Ela está em uma máquina se curando.

- Curando? – Yue pergunta.

- Medical machine? Máquina que cura? – Tsuki pergunta, com um pouco de dificuldade.

- Sim.

Então, elas olham atentamente para ele e param de comer, fazendo-o arquear o cenho, para depois a mais velha falar:

- Bardock machucado.

Então, elas saem e se aproximam de um armário, apontando para o alto, enquanto a menor fala:

- Caixa cura.

Ele olha para o alto e percebem que se referiam a caixa de medicamentos e fala, ficando surpreso ao ver a preocupação delas, ao ponto de pararem de comer, mesmo que as suas barrigas roncassem de fome, conforme havia acabado de perceber, ao ouvir um ronco:

- Eu vou usar a Medical machine.

Elas se entreolham e a maior pergunta:

- Usar Medical machine?

- Sim.

Então, elas voltam a comer, sendo que a menor pergunta, sendo que era possível sentir a preocupação na voz dela:

- Doí? – ela aponta para ele.

Após se refazer da surpresa, Bardock fala, sendo que ambas estavam preocupadas com ele:

- Não. – mentia, mas, nunca iria assumir que sentia dor, pois, tinha o seu orgulho.

Após alguns minutos, a maior fala, após conversar com a menor:

- Yue, kibajin phelis (phelis vem de felino).

- Tsuki, kibajin lupins (lupins vem de lupino).

Bardock processa o que elas disseram, pois, elas eram kibajins e após alguns minutos, compreende que devia ser uma espécie de classificação deles, provavelmente baseado pela aparência, já que as orelhas e caudas de ambas eram consideravelmente diferentes e se recorda que havia características diferentes dentre eles, sendo extremamente visíveis quando assumiam a forma de fera, enquanto percebia que eles agiam muito bem em equipe, apesar de serem diferentes, indicando que pareciam viver em paz, entre si, enquanto que somente havia visto um único castelo.

Esperava que com o tempo, conforme elas conseguissem conversar no idioma deles, pudesse conseguir mais informações, pois, de fato, sentia certa curiosidade sobre tal cultura extinta, que apesar de ser formada de raças diferentes, viviam em harmonia, algo surpreendente, já que raramente havia visto isso, mesmo já tendo purgado dezenas de planetas, senão mais, sendo que não contava a quantidade de planetas que invadia, pois, não havia motivo para fazer algo assim, enquanto que não duvidava que os gêmeos, apesar de burros, com certeza, haviam marcado em algum lugar o saldo de planetas destruídos, assim como o resultado de suas competições.

Claro, poderia acessar seu registro em Bejiita e assim saber quantos planetas já invadiu, mas, não via um uso prático para tal informação.

Então, elas terminaram de comer e após beberem água, ficam na frente dele, sorrindo, com Bardock arqueando o cenho, enquanto elas falavam, apontando para si mesmas e depois para ele:

- Kibajin phelis.

- Kibajin Lupins.

Então, ficam com o dedo apontado para ele que fala, ao apontar para ele:

- Saiyajin.

- Saiyajin? – a menor pergunta, curvando a cabeça para o lado.

- Sim.

Nisso, elas falam rapidamente em seu idioma, até que vão até a cama e tiram debaixo dos travesseiros pranchetas holográficas, sendo que cada uma vai para o lado dele, com o saiyajin notando que elas estavam demasiadamente entusiasmadas, enquanto mostravam desenhos que fizeram na prancheta holográfica, com o guerreiro ficando surpreso ao saber que elas dominaram a prancheta eletrônica em apenas alguns dias, segundo a sua parceira de procriação.

Claro, que animadas como se encontravam, falavam em seu idioma, até que Bardock recebe uma chamada em seu scouter e ao identificar quem era, faz sinal de silêncio e elas tampam as bocas, após apoiarem as pranchetas na mesa.

- Sim, Kabbage?

- Venha até a ponta de comando, preciso conversar com você.

- Tudo bem. Já estou indo.

Nisso, ele desconecta e fala, se levantando:

- Vou ter que sair. Ficarão seguras aqui dentro.

- Sair? – a menor repete, tristemente, assim como a amiga, com ambas tendo as caudas e orelhas cabisbaixas.

O guerreiro suspira e fala, afagando a cabeça delas rapidamente:

- Desenhos bonitos.

Ele fala aquilo e percebe que elas ficaram alegres, comemorando o elogio dele, sendo que ele nem chegou a ver os desenhos e não lhe interessava, percebendo que elas sentaram-se à mesa, ainda mais entusiasmadas e começaram a fazer mais desenhos, enquanto sorriam.

Então, sai do quarto e tranca a porta, enquanto pensava consigo mesmo, aborrecido:

"Está ficando mole demais, Bardock".

Porém, mesmo com esse pensamento, percebe que foi uma boa ideia ter as kibajins, pois, com certeza, seriam companhias ideais para sua parceira de procriação, que era única e especial.

Então, conforme andava em direção a ponte de comando da nave, desejava saber o que Kabbage queria falar com ele, sendo que estava preocupado, pois, não sabia o motivo do seu genitor querer vê-lo, enquanto se recordava das suas descobertas e posterior compreensão dos planos do bastardo do Freeza para a sua raça.