(alguns dias depois)
PV Ezra
"ÚLTIMA PARAGEM FILADÉLFIA!" Diz o revisor.
Eu e Aria levantamo-nos calmamente e caminhamos até à porta saindo depois de um grande grupo de pessoas.
"Queres ir a algum sitio antes de irmos buscar as crianças?"
"Não, mas se tu quiseres eu vou-te acompanhar." Ela sorri para mim.
"Então podemos ir já ter com as crianças."
Continuamos a andar de mão dada, a cidade parecia mais sombria do que me lembrava. Talvez fosse a minha imaginação depois de viver no campo por tanto tempo. Tudo tinha uma graça diferente e o brilho também tinha desaparecido. Apesar da aldeia ter bastantes locais degradados todas as pessoas esforçavam-se para manter o cuidado das suas coisas, aqui tudo era tido com base no consumismo e no luxo e sem dinheiro nada disso havia.
Haviam poucas pessoas na rua a esta hora e as que andam por aqui tinham a cabeça noutro local. Muito atarefadas com os próprios pensamentos e preocupações para nos notar. Aqui somos apenas um casal normal. Este era o único elemento positivo da cidade, não ter de alimentar o apetite voraz de fofocas das senhoras mais velhas e preconceituosas. E foi por essa mesma razão que Aria quis fugir da aldeia, ter um "cadastro" limpo sem problemas. No entanto ela consegue sempre superar-se a ela mesma, conquistou o meu coração sem querer e ainda adoptou duas crianças. Eu pergunto-me o que aconteceria se alguém na aldeia começar a espalhar a verdade sobre nós. Eu fui patrão dela… Ela podia ficar em maus lençóis por causa disso. Nós temos um segredo muito grande, mas felizmente com o casamento tudo ficou mais fácil.
"Estás a ouvir?" Pergunta Aria.
"O quê?"
"Podemos ir à mansão depois?"
"Claro podemos ir, só temos de nos certificar que o meu pai não está em casa."
"No que estavas a pensar?"
"Nada de mais, só nas diferenças entre a cidade e a aldeia."
"Estou a ver. É tudo muito diferente, desculpa por ter feito isto contigo." Ela estava a falar a sério? Como é que ela se pode acusar pelo facto de me ter mudado para a aldeia.
"Tu não tens culpa nenhuma."
"Mas esta era a tua casa, Ezra."
"A minha casa é onde tu estiveres, Aria." Ela dá-me um sorriso gentil e eu beijo-a com sentimento.
"Eu também não me importo onde… desde que estejas ao meu lado." Ela diz.
PV Aria
Já me tinha esquecido como assustador pode ser andar nelas ruas escuras da cidade. Só quem morava aqui tinha coragem para passar… era perigoso para os visitantes e infelizmente isso é o que somos… Visitantes.
"Não te afastes de mim." Diz Ezra.
"Nunca." Eu junto-me mais a ele.
Eu virar a esquina somos abordados por 3 homens. Um deles tinha uma faca na mão e outro uma pequena pistola. "Queremos o dinheiro." Ezra puxou-me de maneira a ficar atrás dele. "Rápido!" Outro exige.
"Ok… Nós não temos muito dinheiro só não lhe façam mal." Diz Ezra tentado me protegem. Ele tinha razão nós não tínhamos muito dinheiro connosco e isso podia não deixar os ladrões felizes.
"Não quero saber passa para cá!" Diz ele e o Ezra passa-lhe imediatamente a bolsa com o dinheiro. "Só isto?" Grita ele claramente infeliz.
"É tudo o que temos." Diz Ezra.
"E a rapariga?" Diz um deles.
Ezra coloca-se entre ele e eu. "Ela não tem nada."
O que tinha a faca avança para Ezra. "Não… Por favor! Nós não temos mais nada." Digo eu em pânico, eu não posso perder o meu Ezra… Ele é o amor da minha vida!
O homem com a arma avança para mim. Estou por minha conta… O Ezra tem uma faca apontada à própria garganta, ele não pode ajudar. "O que uma menina bonita faz por aqui?" Ele tinha uma das mãos no meu rosto, mas eu afasto-me.
"Deixa-a em paz." Diz Ezra.
"E o que vais fazer?" Pergunta ele a rir. Ele cheira-me. Foi tão nojento… "Ela cheira bem." Ele lambe o lábio inferior e depois olha para os outros.
Quando olhei para nos olhos do Ezra eu ti tanto terror quanto eu própria sentia… Eu sabia que ele queria tirar-me daquela situação. Mas ele não pode… Nesse segundo o homem agarra-me e eu dou um pequeno grito.
"Não! Se querem mais dinheiro eu posso arranjar só não lhe toque." Diz Ezra.
"O meu apetite por dinheiro diminuiu quando vi esta beleza." Ele agarrou-me mais firme.
"Não, por favor…" Mas foi tarde de mais os lábios nojentos daquele homem estavam nos meus… nunca tinha sentido algo tão rude. Foi tão desprezível… Os meus olhos estão abertos o tempo todo e eu pode ver o olhar de dor do meu marido e ao mesmo tempo a fúria crescente. Ele socou o homem da faca que estava no chão agora e o outro gemeu de dor sagrando do nariz depois do soco que o Ezra lhe deu, eles os dois entraram em luta e o sujeito que me estava a beijar volta-se para eles apontando a arma para o Ezra.
"Não!" Eu grito, mas já era tarde de mais o som estridente da arma já tinha acontecido. Ezra agarrou-se ao braço gemendo com a dor e eu corri para ele que já estava no chão. Ele estava muito mal. Quando olhei em volta os indivíduos já tinha desaparecido.
"Estás bem princesa?" Ele pergunta com dificuldade.
"Eu estou bem." Eu digo a chorar. "Precisas de ajuda, temos de ir ao hospital. Consegues andar?" Ele tinha sido um saco de pancada para aqueles homens, ele tinha o maxilar inchado pelo morro que levou e sabe-se lá onde mais o atingiu. "Meu Deus… Estás a sangrar imenso." Eu digo ainda a chorar, tentando enrolar um lenço na zona da ferida.
"Eu estou bem Aria." Ele geme de dor quando eu faço mais um pouco de pressão.
"Desculpa."
"O que se passou menina?" Pergunta um senhor que passou pela rua perguntou.
"Por favor, tem de me ajudar o meu marido foi baleado."
Há cerca de 1 hora atrás o Ezra entrou para retirar a bala e ainda ninguém apareceu. Eu sou uma bola de nervos, ainda não me consegui acalmar e não conseguia parar de chorar. Eu não posso perdê-lo… Eu amo-o tanto! O que vai ser de mim se ele não estiver lá? "Srª Fitzgerald?"
"Sim?" Respondo.
Era uma enfermeira jovem. "Já pode ver o Sr. Fitzgerald, ele está em recuperação."
"Correu tudo bem?"
"Sim o seu marido está bem. Ele ainda deve ficar mais algumas horas, por precaução. Ele ainda deve estar a dormir, mas pode estar lá quando ele acordar." Ela sorri deixando-me entrar no quarto.
"Obrigado." Era horrível ver o Ezra numa cama de hospital fria.
O braço dele estava coberto pela ligadura e parecia um anjo a dormir. Pelo menos agora não sente dor. Eu enlaço os dedos dele nos meus e ele abre levemente os olhos para mim. "Olá." Eu digo numa voz quase sumida. As horas de choro não me deixaram bem para falar. "Correu tudo bem, estás bem agora."
"Olá." Ele diz com um sorriso, mas ele está exausto e adormeceu novamente.
Pobre Ezra... Vamos esperar que ele fique bem... Eu estive a pensar e talvez ainda consiga publicar mais um capitulo esta semana. (ainda não está confirmado)
Estou a pensar numa possível gravidez EzriaBeauty ;)) Obrigada pelo comentário e esperto que tenhas gostado!
Sigam-me para saber quando sai o novo capitulo ;) Obrigada a todos por lerem! Bjs!
