Capítulo 36 - Quantas Vezes Temos que Dizer Adeus?
Sirius estava deitado na cama com Perla dormindo aninhada em seus braços. Ele não se cansava de ficar admirando a namorada e se perguntava várias vezes porque tinha sido tão infantil nos tempos de escola e não tinha se dado conta de que era completamente apaixonado por ela desde o início.
Seus pensamentos foram interrompidos por uma voz muito conhecida (e odiada) dele, que o chamava da sala, provavelmente da lareira.
Tentou se levantar sem acordar Perla, mas ela logo abriu os olhos assim que ele se levantou da cama, com uma expressão que era uma mistura de surpresa e sono.
− O que houve? - perguntou, mas Sirius apenas fez sinal para a sala, onde a voz o chamava cada vez mais alto.
− Fenwick, eu espero que você tenha um ótimo motivo pra ter me acordado a essa hora - falou Sirius de mal humor.
− Black, pode ter certeza que eu não estou nem um pouco feliz em estar te chamando a essa hora - falou Fenwick que tinha a cabeça envolta por chamas vermelhas na lareira.
− Então desembucha logo, que eu não tenho tempo pra perder - retrucou Sirius impaciente.
Fenwick ia responder, mas parou de falar e ficou olhando na direção que Sirius tinha vindo. Este logo entendeu o motivo do silêncio.
− Boa noite, srta Montanes - falou para Perla, que vestia um robe branco em cima da camisola rosa, que era um pouco visível mesmo sob o robe.
− Eu acho que você não veio até aqui pra ver a MINHA namorada - falou Sirius enciumado, ao ver que Fenwick não tirava os olhos de Perla.
− Não, na verdade eu vim te dar um recado. Moody quer todos os aurores no quartel imediatamente - falou ele, olhando pra Sirius.
− E será que eu posso saber o motivo dessa reunião "repentina" no meio da noite?
− Os McKinnon foram assassinados - respondeu Fenwick.
− Marlene - falou Perla baixinho.
− Não só ela, como o irmão David e os pais - respondeu Fenwick tristemente - É melhor se apressar Black. E boa noite, srta Montanes.
E com um estalo ele desapareceu da lareira. Sirius correu para o quarto para mudar de roupa e Perla foi atrás dele, bastante preocupada.
− Sirius...
− É, eu sei Perla... é horrível - respondeu ele, terminando de se vestir e se preparando pra sair.
− Toma cuidado - falou ela, colocando a mão no rosto de Sirius e fazendo-o encara-la.
− Eu vou tomar - respondeu ele, selando seus lábios com um beijo e saindo em seguida.
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Alice lia calmamente um livro, deitada na cama, quando Frank abriu a porta do quarto, aparentando extremo cansaço.
− Como foi a missão? - perguntou, fechando o livro e o colocando na mesa de cabeceira.
− Cansativa. Tiago acabou de assumir o meu posto - respondeu Frank, retirando os sapatos e deitando na cama.
− Sabe, as vezes eu fico me perguntando se fizemos bem em entrar para a Ordem. Quer dizer, nós já temos tanto trabalho no quartel e ainda fomos assumir mais essa obrigação.
− As vezes eu me pergunto isso também, Alice - respondeu Frank sonolento - E apesar de pensar muito sobre o assunto, nunca chego a uma conclusão.
− Acha que deveríamos desistir?
− Não. Por que apesar de não sabermos se fizemos bem em entrar, acho que não é certo sairmos. Mas se você quiser desistir...
− Eu nunca desisto de ficar ao seu lado - respondeu Alice sorrindo e beijando o marido.
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Kelly e Amélia conversavam animadamente sobre Helena, que já engatinhava e começava a dar os primeiros sinais de querer andar, quando a mesma começou a chorar.
Kelly levantou do sofá onde estava sentada na sala e foi até a cozinha pegar a mamadeira da filha enquanto Amélia pegava a sobrinha no colo. Antes de chegar ao seu destino, Kelly escutou uma conversa vinda da cozinha entre o marido Edgar e Gideão.
− As coisas têm piorado a cada dia. Eles estão atacando pessoas, sejam elas trouxas ou não - falou Gideão bastante preocupado.
− E o que Dumbledore pensa a respeito?
− Não sei. Mas ele anda bastante nervoso. Principalmente com esse sumiço do Dearbon.
− Há quanto tempo ele não dá noticias? - perguntou Edgar preocupado.
− Dois meses. Dumbledore acredita que ele esteja... - Gideão parou de falar ao pensar no que ia dizer - Parece que Você-Sabe-Quem anda de olho na gente.
− Ele tem adivinhado muito de nossos passos.
− Dumbledore acha que é mais do que "adivinhação", Edgar. Acha que eles sabem o que estamos fazendo, os passos que temos dado.
− Mas como isso seria possível? - perguntou Edgar intrigado.
− Um espião. Só pode ser um espião.
Kelly se apoiou na parede e sentiu uma pontada no peito. E ficou se perguntando o que poderia acontecer com Edgar nas missões da Ordem. O que seria dela e da filha se acontecesse alguma coisa com ele? Não seria capaz de suportar.
Balançou a cabeça e tentou afastar esses pensamentos de sua mente, enquanto entrava na cozinha.
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Thais permaneceu sentada em frente a porta de madeira, com os olhos cheios de lágrimas, escutando cada urro de dor que Remo dava durante sua transformação. Ela fazia isso durante todas as noites de lua cheia enquanto ele assumia sua forma lupina. Foi o jeito que encontrou de estar sempre perto do maroto, mesmo nos momentos mais difíceis.
Quando amanheceu, ela destrancou a porta e entrou na sala onde Remo estava. Encontrou-o caído num canto, aparentemente desacordado. Ele estava com arranhões por todo o corpo, além de alguns hematomas.
Ela foi até ele, sentou ao seu lado e colocou a cabeça do maroto em seu colo. Remo abriu os olhos e sorriu ao ver quem era.
− Você está aqui, de novo!
− Eu sempre vou estar com você, Remo. Seja em que situação for.
− Sabe o que torna minhas transformações mais fáceis? - perguntou ele com dificuldade - Saber que quando ela acabar, você vai estar do meu lado.
Thais sorriu e depositou um beijo nos lábios do maroto, enquanto acariciava seus cabelos.
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Remo, Sirius e Pedro estavam num restaurante bruxo, num lugar escondido de Londres, aguardando a chegada de Tiago. Sirius tivera a "brilhante" idéia de reunir os marotos para um almoço juntos, para relembrarem os velhos tempos.
− Você está atrasado! - brincou Sirius com Tiago assim que este chegou.
− O que houve? - perguntou Remo, preocupado ao ver que Tiago estava bastante pálido.
− Fenwick... - murmurou Tiago.
− O que aquela "besta humana" aprontou dessa vez? - perguntou Sirius despreocupado.
− Foi assassinado - respondeu Tiago, que estava em estado de choque.
− Ótima brincadeira, Tiago. Eu quase acreditei.
− Sirius, eu acho que ele está falando sério - falou Remo.
− Quando aconteceu? - perguntou Pedro curioso.
− Hoje de manhã - respondeu Tiago - Moody acabou de me contar.
− E eu o xinguei hoje de manhã - falou Sirius, sendo censurado por Remo - ele vivia dando em cima da Perla - defendeu-se o moreno.
Pedro puxou ainda mais a manga da blusa, para tentar esconder a marca que agora ardia em seu braço esquerdo. Ele era um traidor. Estava entregando seus próprios amigos, pessoas que sempre o defenderam e sempre confiaram nele. Mas não tinha como voltar. Não há volta quando se tratava de Lorde Voldemort.
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Lílian abriu a porta de casa e deu de cara com Tiago sentando no sofá a esperando. Ela largou as chaves em cima da mesa e deitou no mesmo sofá que ele estava, colocando a cabeça no colo de Tiago.
− Cansada?
− Muito. Você não tem idéia de como estamos tendo trabalho no St Mungus.
− Eu imagino. Com todos esses ataques...
− Eu não quero falar sobre isso, Tiago.
− E o que a minha ruivinha quer então? - perguntou Tiago marotamente.
− Sabe desde quando você não me chama assim? - Tiago ficou sem saber o que responder - Desde que estávamos em Hogwarts.
− E a sua única preocupação era me dar uma detenção - Lílian sorriu.
− Bons tempos aqueles...
− Bons pra você né? - provocou Tiago - Por que a senhorita vivia me dando uma detenção. Sem contar os foras que eu levei. Ah, e os tapas também.
− Você adorava me provocar...
− E você adorava se fazer de difícil - Lílian fez cara de indignação - Eu sabia muito bem que você era louca por mim. Ninguém consegue resistir ao meu charme.
− Eu ainda não acredito que eu me casei com você, Sr Convencido.
− Lily, tudo era uma questão de tempo. Eu sabia que por trás de todo aquele "ódio" existia um grande amor - falou Tiago marotamente - Você que era cabeça dura demais pra entender isso.
− Eu devia ter te afogado no lago quando tive a oportunidade - respondeu Lílian sorrindo.
− E perder Tiago Potter? Você não seria tão louca!
− Me provoca mais um pouco pra você ver o que eu sou capaz de fazer.
− Eu adoraria ver - provocou Tiago. Lílian riu.
− O que eu faço com você?
− Quer mesmo que eu diga? - perguntou Tiago. Lílian balançou negativamente a cabeça.
Tiago levantou do sofá, a pegou no colo e subiu as escadas em seguida.
− O que você vai fazer comigo? - perguntou Lílian, fingindo que estava com medo.
− Bom, eu vou aproveitar que hoje nós não temos missão da Ordem, que não temos que trabalhar, que não tem Sirius, nem Perla, nem ninguém pra atrapalhar, e relembrar os velhos tempos.
− Eu te amo, sabia? - falou Lílian, selando os lábios de Tiago com um beijo.
− Diz de novo, que eu acho que não entendi - falou Tiago, enquanto abria a porta do quarto.
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Perla conversava tranqüilamente com Kelly no aniversário de um ano de Helena, quando Edgar interrompeu a conversa das duas, bastante irritado.
− O que aconteceu, querido? - perguntou Kelly curiosa.
− Você devia dar um jeito no seu namorado - falou Edgar para Perla.
− O que foi que o Sirius fez dessa vez? - perguntou Perla despreocupada.
− Ele não me deixa chegar perto da MINHA filha. Fica se exibindo com ela por todos os cantos.
− A culpa foi sua de ter deixado o Sirius ser o padrinho dela - justificou Perla, rindo da irritação de Edgar - Você sabe que ele adora aparecer. Principalmente com garotas.
− E como a Helena adora ele também...
− Todas as garotas gostam do Black. Eu queria entender o que ele tem demais pra atrair tanto a atenção - falou Edgar. Perla e Kelly trocaram olhares.
− Quer mesmo que eu diga? - provocou Perla.
− Poupe-me dos detalhes, srta Montanes - respondeu Edgar sorrindo. Mas logo em seguida ele fechou a cara - O que deu nela? - perguntou apontando para a irmã, que estava sentada no parapeito da janela, olhando para lado de fora.
− Parece que Gideão marcou de encontrar com ela e até agora não apareceu - explicou Kelly.
− Ela anda bem deprimida. Primeiro a Helen, e agora a Marlene. Amélia perdeu as únicas amigas que tinha. Não sei o que seria dela se não fosse por Gideão. - falou Edgar tristemente - Acho melhor eu ir falar com ela.
− Pode deixar, sr Bones. Do jeito que você está estressado é capaz de irritá-la ainda mais - respondeu Perla, provocando Edgar e indo falar com Amélia - Oi.
− Oi Perla - respondeu Amélia, sem nem olhar para a garota a sua frente.
− Por que essa tristeza toda?
− Não é nada. Eu só estou um pouco triste com todos esses acontecimentos.
− Sei como se sente... e Gideão, onde ele está?
− Foi levar o Fábio na casa do pai. Ele anda muito deprimido desde que... você sabe. Desde a morte da Marlene.
− Tem mais coisa te perturbando, não é? - perguntou Perla, que conhecia muito bem o comportamento de Amélia.
− Acredita que Bartolomeu Crouch assinou uma lei que permite que os aurores usem maldições imperdoáveis?
− Era de se esperar isso vindo dele. Ele é totalmente partidário de exterminar todo mundo que esteja do lado das trevas.
− E o pior que ele está sendo cotado para ser o novo Ministro da Magia... já imaginou como vai ficar o Ministério se ele assumir o cargo?
− Bom, eu sei que a Suprema Corte tem uma integrante muito boa - Amélia riu com o comentário de Perla.
− Só você pra me animar.
− Helena está ficando linda não acha? - disse Perla, falando de assuntos mais agradáveis.
− Linda. E Sirius não desgruda dela.
− Edgar está morrendo de ciúmes.
− Ele já morria de ciúmes das namoradas dele. Achou mesmo que ele não ia sentir ciúme da própria filha.
− Eu só queria que... - mas Perla parou de falar, ao ver a chegada de um convidado inesperado - Dumbledore?
− Algum problema? - perguntou Edgar para o recém chegado. A expressão no rosto de Dumbledore não era nada feliz.
− Eu sinto muito lhe trazer essa notícia no dia do aniversário de sua filha - lamentou Dumbledore.
− Que notícia? - perguntou Sirius curioso, com Helena nos braços.
− Frederic e os filhos foram assassinados.
− Gideão... - falou Amélia, antes de desmaiar.
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Era Ano-Novo. Depois de todos os acontecimentos, os pais de Tiago resolveram fazer uma festa para comemorar a virada do ano, junto com seus amigos e com os amigos do filho.
Tiago, Frank e Pedro vestiam roupas brancas, desejando ter paz no ano que viria. Já Remo usava azul, segundo ele, para proteção e tranqüilidade. Lílian usava um vestido longo que ia até a altura do tornozelo, verde da mesma cor dos olhos.
− Lily, você está com esse vestido para combinar com os seus olhos ou por algum outro motivo em especial? - perguntou Sirius marotamente.
− Nada como começar o ano tendo esperança de que o próximo será melhor! -respondeu ela sorridente.
− Já Alice e Thais pensam em outras coisas! - brincou Tiago, apontando para as duas garotas que usavam um vestido rosa.
− Eu apenas quero que o meu amor pelo Frank seja eterno - defendeu-se Alice.
− E eu quero a mesma coisa, só que com o Remo - falou Thais, sendo beijada pelo namorado.
− Apenas tranqüilidade pra mim no ano que vem já estava de bom tamanho - falou Remo - E quanto a você Sirius? Você e a Perla estão querendo se apaixonar por quem? - perguntou, já que tanto Sirius quanto Perla usavam vermelho.
− Nós só estamos querendo manter acesa a chama da paixão - respondeu Sirius, abraçando a namorada - Nada como se apaixonar todos os dias pela mesma garota.
− Sabe, se eu não estivesse vendo essa cena, eu jamais acreditaria se me contassem.
− Concordo com você, Pontas - respondeu Remo - Almofadinhas apaixonado era a última coisa que eu podia imaginar.
− Milagres acontecem, Remo - respondeu Perla, puxando Sirius para um beijo.
A contagem regressiva havia começado. Logo, os fogos começaram e o jardim dos Potter se encheu de pessoas desejando "Feliz Ano Novo" umas para as outras.
− Feliz Ano Novo - falou Sirius para Perla, fazendo-a sorrir.
− Todos os dias que eu te tenho ao meu lado são felizes - respondeu Perla, beijando Sirius com extrema paixão.
Um barulho surgiu num canto do jardim, fazendo todos olharem para ver o que estava acontecendo. Vários comensais apareceram derrubando mesas e atacando as pessoas que encontravam em seu caminho.
Tiago, Alice e Frank, logo correram na direção do tumulto, para tentarem conter os comensais. Sirius pensou em ir atrás dos amigos, mas antes de fazer isso, parou para falar com Perla.
− Vai pra dentro da casa, Pê.
− Eu não vou para lá, enquanto você arrisca!
− Não é um pedido, Perla. É uma ordem! - falou Sirius. Perla ficou irritada com a atitude do maroto - é para o seu próprio bem. Remo, Pedro, vamos.
Sirius saiu acompanhando de Remo e Pedro (contra a vontade) deixando Perla junto com Thais e Lílian.
− Eu não vou ficar escondida enquanto o Tiago se arrisca - falou Lílian, saindo atrás do marido.
− E nem eu - falou Thais, seguindo a ruiva.
Perla ficou numa confusão de sentimentos. Por um lado ela queria seguir as amigas e lutar ao lado de Sirius. Mas por outro lado, ela sabia que Sirius não se perdoaria se alguma coisa acontecesse com ela.
− Que droga, Sirius - falou para si mesma - Me perdoe!
Perla sacou a varinha e ia sair na direção que todos haviam seguido, quando um comensal apareceu a sua frente. Ela ficou esperando que o comensal a atacasse, mas ele nada fez. Apenas ficou a encarando. Perla não entendia o por que daquela atitude. Mas havia algo de familiar naquele comensal. Ela conhecia aqueles olhos de algum lugar.
− Como vai, Perla? - perguntou o comensal, tirando o capuz.
− Você?
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Tiago tentou chegar a tempo a todo custo. Mas infelizmente não conseguiu. Tudo que ele conseguiu foi ver os pais caindo mortos aos pés de ninguém menos que Voldemort.
− Seu desgraçado! Vai pagar por isso! - disse indo na direção do bruxo. Lílian, Alice e Frank perceberam o que Tiago ia fazer e correram para ajudar o maroto.
Enquanto isso, Remo e Thais lutavam contra vários comensais. Até que um deles atingiu Thais. Remo correu para socorrer a namorada. O comensal apontou a varinha para Remo, mas nada fez. Ele olhou bem para os olhos dele, que eram a única parte visível do rosto, encoberto pelo capuz. E de alguma forma ele reconheceu de quem eram. Jamais poderia esquecer aquele olhar.
O comensal deu ordem para que os outros atacassem e saiu na direção que os marotos tinham vindo.
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− Emma?
− Surpresa, Perla?
− Eu poderia esperar qualquer coisa de você! Mas isso? Confesso que isso estava além da minha imaginação.
− Como tudo, não? Você sempre tem que estar no meu caminho me atrapalhando.
− Por que você fez isso, Emma?
− O que você queria que eu fizesse, depois da humilhação que você e seus amigos me fizeram passar? Não, Perla. Eu precisava me vingar. E foi o que eu fiz. A começar pela Branstone.
− Então foi você?
− Ela mereceu. Por tornar a minha vida na Lufa-Lufa um inferno.
− Mas ela bem que tinha razão sobre você - falou Perla com ódio - No final das contas você acabou se saindo pior que seus pais.
− Você não sabe de nada da vida, Perla. Como poderia saber? A filhinha mimada, acostumada a ter tudo e todos ao seu redor. Edgar, Snape, Sirius e Remo... sempre atrapalhou meu namoro com ele.
− Eu sempre tentei te ajudar - argumentou Perla com raiva - Por Merlim, eu briguei com meu melhor amigo, só para o seu namoro dar certo. Não é minha culpa se você é uma fracassada.
− Pois a fracassada aqui teve o prazer de matar seus tios. De certa forma eu te fiz um favor, os tirando do caminho. Eles sempre foram um inferno.
− Eu não acredito que te coloquei dentro da minha casa. Que te tratei como uma irmã. Que você foi quase uma filha da minha mãe.
− Sem esse sentimentalismo barato, Perla. Não combina com você - respondeu Emma, apontando a varinha para ela - Que tal um duelo? Para relembrarmos os velhos tempos.
Perla e Emma começaram a duelar. Perla lançou dois feitiços em Emma, que escapou de raspão de um e com um feitiço escudo do outro. Emma também lançou dois feitiços em Perla e acabou sendo sucedida no segundo.
O duelo entre as duas estava de igual para igual. Ora Perla conseguia acertar Emma, ora o inverso acontecia. Até que num determinado momento, Emma conseguiu fazer com que a varinha de Perla voasse para metros de distância da dona.
− E agora Perlinha? O que vai fazer sem sua varinha? Vai implorar pela vida, como fizeram seus tios? Ou melhor, como fizeram os Evans?
Perla foi tomada de um grande ódio que invadiu todo o seu corpo. Num minuto ela esqueceu de toda a dor que estava sentindo nos locais onde tinha sido atingida pelos feitiços de Emma. Uma grande aura dourada envolveu a garota, deixando Emma assustada. Perla fixou os olhos na varinha de Emma, que em segundos, saiu voando pelos ares.
− Agora Emma, a luta é só entre eu e você! - falou Perla, avançando pra cima de Emma e lhe dando um soco no rosto. Emma sorriu, apesar de estar com a boca sangrando e avançou para cima de Perla.
Mais uma vez, a luta estava em condições de igualdade. Mas Perla estava se saindo melhor que Emma. E depois de vários chutes, socos e pontapés trocados entre as garotas, Perla conseguiu imobilizar Emma. Com um feitiço, ela fez a varinha de Emma voar para sua mão e a ameaçou.
− Vamos Perla. Me mata. Não é isso que você quer.
− Não me provoque, Emma. Por que eu sou capaz de fazer.
− Faça isso, Perla. Eu vou adorar - provocou Emma mais uma vez.
Perla encarou Emma, que apesar de estar imobilizada pela garota e ameaçada com a própria varinha, sorria. Perla olhou para o outro lado do jardim e viu Sirius duelando, então entendeu o que se passava na cabeça de Emma.
− Eu não sou como você! - falou ela, jogando a varinha de Emma no chão e virando as costas para a garota.
Ela mal começou a andar quando escutou a risada de Emma. Uma risada fria e sem nenhuma emoção.
− Você devia ter me matado quando teve a chance - falou ela - Mas, como você mesma disse, não é igual a mim - Perla olhou para Emma e viu que a garota apontava a varinha em sua direção - Está na hora de dizer adeus!
Perla fechou os olhos esperando o feitiço que foi lançado, sem ter nem ao menos tempo de pegar sua varinha.
− Avada Kedrava.
N/A: Em primeiro lugar, FELIZ ANO NOVO! Esse capítulo foi meu presente de virada de ano pra vocês. Eu sei, não foi um presente muito feliz, mas pensem pelo lado positivo, pelo menos o capítulo saiu rápido. E não me matem, por que senão vocês não vão saber o que vai acontecer no próximo capítulo(que por sinal eu já comecei a escrever!). Então se vocês querem ver o que vai acontecer, mandem REVIEWS e façam uma autora muito feliz, que vai ficar muito inspirada e terminar o próximo capítulo bem rápido!(assim eu espero!)
Esse capítulo foi mais uma passada do tempo, falando das mortes dos integrantes da Ordem (que eu não tenho estômago pra descrever!). A cena da luta da Perla com a Emma eu queria que fosse mais detalhada, mas eu não consegui escrever a cena com tantos detalhes. Mesmo assim eu espero que gostem!
Anaisa: Eu também adoro as suas fics. Pena que a minha tá acabando, né? Mas se tudo der certo tem continuação. Bjos.
Ana Luthor: Eu já perdi a conta de qtas vezes eu disse isso, mas vou dizer de novo: Eu amo suas REVIEWS gigantes. Eu sei,o capítulo anterior ficou meio "dramalhão mexicano", mas sabe, é tão difiícil fazer essa parte da fic, que não tô conseguindo escrever sem fazer um draminha! Espero que tenha gostado da cena da Emma com a Perla. Como eu disse, não consegui descrevê-la em detalhes, ams eu espero que goste. pelo menos dessa vez, ela apanhou! Bjos.
Witches: Bom, sua pergunta foi respondida. Acabei de postar. Não demorou tantod essa vez, né? Espero que goste. Bjos
Thaisinha: Feliz Ano Novo pra você também! Espero que goste desse capítulo! Ele é tão triste, mas eu espero que esteja bom. Bjos
Lele Black Potter: Espero que goste desse capítulo também. Bjos
Anninha: Miguinha, to fazendo o possível pra ter continuação. Vc sabe que se vc pede, eu atendo né! Afinal, sem vc a Perla nãoe staria aonde está. Bjos.
Krol: Me diz, como é possível a fic ter um final feliz se aquela malvada da tia Rowling mandou meu querido pra prisão(não ligue, eu fico irritada só de pensar que ela o jogou naquele véu!Eu também amo ele!). Espero que vc tb goste desse capítulo. Ele ficou menor, mas é porque eu queria postar logo e tb não conseguia ficar escrevendo mto sobre mortes. Eu tb adorei o Helena Bones. Fico feliz que tb tenha gostado. Bjos
