Cap. 38 – Natal

- Isso não ajuda muito a esclarecer as coisas – disse Remo.

- A banda – disse Sirius.

- É mesmo! – exclamou Tiago. – Iríamos ensinar o Harry a tocar, mas esquecemos!

- E agora, como farão? – indagou Clara.

- Podemos tentar fazer isso hoje, se eu conseguir, ótimo, senão... – falou Harry.

Após terminarem de comer, os meninos foram correndo para baixo, em direção ao salão de festas, mas não entraram lá. Foram para uma sala perto dele.

- Onde estamos? – questionou Harry ao entrar no lugar, observando tudo. Havia instrumentos musicais por toda a sala.

- Essa sala é especial para tocarmos – explicou Sirius.

- Há feitiços para não escutarem nada, não atrapalhar – continuou Tiago.

- Ao trabalho, então, se não, não vai dar tempo – disse Remo. Os três concordaram e foram até o teclado, que era o instrumento que ensinariam a Harry.

**

- Pode começar a falar, senhorita Stann! – exclamou Lily, ao se sentarem nas poltronas macias da sala de estar.

- O quê? – perguntou a garota, se fazendo de desentendida e olhando para o teto.

- Por quê? – indagou Gina, sem entender. Ela não sabia da história, apenas Lily sabia, já que descobrira naquela mesma manhã.

- Eu acho que já sei do que se trata... – comentou Clara, com um sorriso maroto, fazendo Kely corar.

- Ah... – falou Gina, com uma expressão de compreensão se espalhando pelo rosto, e Kely ficou ainda mais vermelha. – Pode ir contando!

- Eu... – começou Kely, finalmente olhando para as amigas, e contou a noite que teve. As três não interromperam, deixaram para falar quando a garota terminasse, mas foi tudo de uma vez só.

- E como se sentiu? – perguntou Clara.

- Era o que você queria mesmo, não é? – indagou Gina.

- Sabe que pode haver conseqüências, não sabe? – disse Lily, séria.

- CALMA! – gritou Kely e as três silenciaram.

- Clara, é difícil de explicar como me senti... – respondeu a garota, na ordem em que se lembrava das perguntas. – Gina, acho que sim... Senão, teria parado antes, como fiz várias vezes...

- O Sirius já tentou antes? – perguntou Gina.

- E você acha que Sirius Black é homem de enrolar? – respondeu e perguntou Clara, rindo.

- É, tem razão... – concordou Gina.

- E, se me lembro bem, meu priminho também não é assim... – começou ela, olhando para Lily, que fingiu não escutar.

- Ah... pelo que eu me lembro – começou Kely, sorrindo. – Vocês saíram do quarto pouco antes de nós... Então também dever ter dormido tarde...

- O que aconteceu? – indagou Gina.

- Nada – respondeu Lily, com sinceridade, mas ainda sem olhar para elas.

- Pode falar – disse Kely. – Eu contei tudo!

- O que fizeram?- questionou Clara, diretamente.

- Já disse – respondeu Lílian, olhando, agora, para as três. – Nada.

- Não me venha com essa, conheço meu primo – falou Clara, arqueando uma sobrancelha.

- Não vou negar isso... – começou, mas foi interrompida.

- Sabia! – exclamou Clara, sorrindo marotamente.

- É por isso que saíram tarde do quarto... – falou Kely.

- Podem deixar eu terminar, por favor? – pediu a ruiva.

- Claro – respondeu Gina.

- Eu disse que não vou negar que ele tenha tentado, mas ele me respeita, falei que ainda não estou pronta, então ele pára – respondeu ela.

- Ah, que fofo! – disse Kely.

- Totalmente o contrário do Sirius! – exclamou Gina, rindo.

- Mas o Tiago não era assim... – comentou Clara, pensativa.

- Quer dizer que ele...? – perguntou Lily, mas nem precisou terminar, pois a garota entendeu e confirmou com a cabeça.

- Em algum momento pensou que não? – questionou Clara, sorrindo.

- Para dizer a verdade, nem pensei – falou Lílian.

- E lembre-se de que ele mudou – completou Kely.

- Com certeza! – exclamou Gina.

- Mas isso você fala com ele depois, por favor – disse Kely, rindo. – Não quero saber da vida particular deles.

- E quanto a você, Gina? – indagou Clara, sorrindo.

- Vai me dizer que meu filho... – começou Lily, e Kely, juntamente com Gina e Clara começaram a rir. – O que foi?

- Vai dar uma de mãe protetora agora? – perguntou Kely.

- Não se preocupe – falou Gina.

Depois disso, ficaram conversando a manhã inteira e logo já era hora do almoço. Nina veio correndo até a sala.

- Senhoritas, o almoço está na mesa – avisou ela, e voltou para a cozinha.

- Chamaremos eles? – indagou Lily, se levantando.

- Não será preciso – respondeu Tiago, chegando na sala e abraçando a ruiva.

- Ensaiaram? - perguntou Kely, sendo abraçada pelo namorado.

- Sim – respondeu Sirius.

- Conseguiu aprender, Harry? – questionou Gina.

- As notas sim, agora só preciso aprender a música e tocar com eles – respondeu o garoto.

- A Nina acabou de avisar que o almoço está pronto – falou Clara. – Vamos?

Todos concordaram e foram almoçar. Quando já estavam quase no fim da sobremesa, Nina vem correndo até eles.

- Senhor? – chamou ela, ao lado da mesa.

- Sim, Nina? – perguntou Tiago.

- O senhor e a senhora chegam hoje, pediram para lhe entregar isso – respondeu ela, entregando uma carta ao rapaz, que abriu a carta e começou a ler.

Filho,

Tivemos alguns contratempos hoje, pelo menos não foi durante a viagem, o ministério nos chamou para uma missão. Portanto, nos atrasaremos um pouco, mas chegaremos a tempo de receber os convidados.

Só não teremos tempo de terminar de arrumar o salão de festas. Por favor, faça isso por mim e peça ajuda da Nina, ela sabe como arrumar tudo. Já mandei cartas para a família, e as duas em ponto provavelmente muitas corujas chegarão com os presentes, já que ficará difícil aparatar com todos eles.

Os vestidos das meninas chegam as três. Cada caixa tem um nome, dê uma olhada e entregue a elas. E por favor, não dê o vestido errado, comprei todos para combinar.

Sabe o que fazer, não é? Está guardado no meu armário, na gaveta de jóias. Não esqueça...

Beijos,

Mãe.

Terminou de ler a carta e olhou para os amigos. Logo depois caiu na risada, pois todos o olhavam de um modo estranho.

- Por que está rindo? – perguntou Remo, confuso.

- A cara de vocês foi muito engraçada! – respondeu Tiago.

- Queremos saber o que eles escreveram – disse Clara, diretamente, estendendo a mão para ler a carta. No entanto, em vez do garoto entregá-la, ele guardou o pergaminho no bolso.

- Disseram que vão atrasar um pouco, tiveram alguns contratempos hoje, mas nada sério – falou Tiago.

- E por que não me deixou olhar a carta? – indagou a garota, arqueando uma sobrancelha.

- Nada... – respondeu Tiago.

- Vai, me deixe ler – pediu ela, mas Tiago não se moveu. – Se não deixar, te penduro no teto de cabeça para baixo e pego a carta. Para você não deixar, deve ter alguma coisa aí importante.

- Como assim? - questionou Harry, sem entender do que ela falava.

- Não digo de notícias ruins – respondeu ela, olhando instintivamente para Lílian, que continuou sem entender.

- Não vai funcionar, Clarinha – disse Tiago, com um sorriso maroto nos lábios.

- Veremos... – disse Clara, se levantando. Sacou a varinha e sua expressão ficou mais séria. Nesse momento, todos se levantaram. Sirius e Remo, que estavam de lados opostos da mesa, afastaram os outros e Tiago sacou a varinha também.

- O quê…? – começou Kely, mas foi interrompida por Sirius.

- Espere.

- O que está acontecendo? – perguntou Lily a Remo, do outro lado da cozinha.

- Se preparem. O duelo vai começar – disse ele, sério.

- Como? – indagou ela, pensando que não escutara direito, mas parou quando Remo fez sinal para ela ficar em silêncio.

Os dois ergueram as varinhas e, quando pensaram que iam atacar, Clara saiu correndo para a porta em direção à sala e Tiago saiu correndo atrás dela.

- É sério, não entendi nada – comentou Gina, perplexa, enquanto Remo e Sirius riam e caminhavam em direção à sala.

- Depois explicamos – falou Sirius, entrando na sala, onde Tiago e Clara corriam em volta dos sofá e da mesa.

- E por que ele está correndo atrás dela? Não seria o contrário? – questionou Harry, pensando que quem ameaçou foi Clara, não Tiago.

- Ela nunca conseguiria alcançá-lo – explicou Remo, rindo. – e se chegasse perto, ele provavelmente viraria e a pegaria, então, fazem o inverso.

Tiago pegou Clara e a levou até os jardins. Os marotos e as meninas não perderam tempo e foram atrás. Quando chegaram, caíram na risada.

Clara estava presa no galho de uma árvore pelos pés, de cabeça para baixo, com roupas amarelo canário e um sutiã vermelho por cima.

- E agora, quem é que pendurou quem? – perguntou Tiago, sentando na neve, rindo.

- Sem graça! – reclamou Clara, cruzando os braços. – Será que alguém poderia me colocar no chão?

- Espere só mais um minuto – falou Tiago, com um sorriso malicioso nos lábios, que Clara entendeu imediatamente.

- Ah, não, nem pensar! – falou ela, agitando os braços e o corpo, mas não conseguiu se soltar.

- O que vai fazer? – indagou Lily.

- Espere e verá! – respondeu Tiago, erguendo a varinha e fazendo um feitiço mudo. Logo em seguida, um objeto saiu voando de uma das janelas em direção a ele, que o pegou.

- Uma... – começou Kely, mas entendeu o que ele pretendia fazer.

Tiago foi até Clara e começou a bater fotos. A garota tentou se encolher, esconder, tirar a máquina do garoto, mas nada funcionou. Ao final da sessão, Tiago havia tirado mais de vinte fotos. Então soltou-a e saiu correndo para guardar a máquina antes que ela tentasse impedi-lo.

- Você não vai revelar aquelas fotos! – falou Clara, irritada, com o indicador no peito do primo.

- E por que não? – perguntou ele e começou a rir. – Estão tão fofas!

- Se mostrar a alguém, te mato! – respondeu ela, se virando, vermelha de raiva.

- Foi você quem começou... – defendeu-se ele. – Não ficariam lindas num mural para a festa de hoje? – continuou, para deixar a prima mais irritada.

- Pode escrever seu testamento se fizer isso! – exclamou ela, mais vermelha ainda.

Depois disso, foram para o salão de festas e, com a ajuda de Nina, começaram a arrumá-lo. Colocaram as toalhas brancas nas mesinhas redondas, os vasos de flores ao centro, colocaram as cadeiras em volta e espalharam a mesas pelo salão, de modo que um grande espaço ficasse à frente do palco, como pista de dança.

Quando estavam terminando, as corujas começaram a entrar levando embrulhos de diversos tamanhos. Alguns eram pequenos, portanto levados por corujinhas minúsculas, outros precisavam de duas ou três corujas para carregar.

Desamarraram-nos das patas das aves e colocaram embaixo da enorme árvore de natal.

- Que horas são? – questionou Lílian.

- Três em ponto, por quê? – respondeu Tiago.

- Meninas, temos que nos arrumar! – exclamou ela.

- Calma, os vestidos de vocês ainda nem chegaram – falou Sirius.

- É verdade – disse Gina. – Como começaremos a nos arrumar agora se a roupa ainda não chegou?

Tendo que concordar, elas voltaram para a sala junto com os marotos e ficaram conversando, impacientes, a espera das corujas que levariam os vestidos.

Logo avistaram oito grandes corujas voando em direção à casa e clara foi correndo até a janela, abri-la para permitir a passagem das aves. Elas entraram e pousaram no chão, parecendo cansadas com a viagem.

Tiago tirou o pacote delas e entregou a cada uma das meninas, conforme o nome que estava na caixa.

- Nina! – chamou ele e o elfo veio correndo.

- Sim, senhor? – perguntou ela.

- Leve essas corujas até a estufa para se recuperarem, por favor – pediu e Nina obedeceu.

Após receberem as caixas, elas correram cada uma para seu quarto, para tomarem banho e se arrumarem para a festa.

Por que elas são tão apressadas quando o assunto é se arrumar? – indagou Sirius, olhando-as correr escada acima.

- Ninguém nunca entenderá as mulheres, Almofadinhas – respondeu Tiago.

- Alguém aí topa uma guerra de neve? – sugeriu Sirius, com um sorriso maroto. Os três concordaram e foram para os jardins, outra vez, que estavam cheios de neve.

- Individual ou dupla? – questionou Harry.

- Acho que é mais legal sozinho, fica mais disputado, engraçado – respondeu Remo, rindo.

- Então, vamos lá! – falou Tiago e cada um foi para um canto. Ele ficou perto de algumas árvores, Sirius perto da fonte, Harry nos portões e Remo também perto de algumas árvores.

- Com ou sem magia? – gritou Sirius.

- Sem, é melhor – respondeu Tiago e começaram a fazer suas bolas de neve.

Em poucos segundos, bolas de neve voavam para todos os lados. No meio da batalha, Sirius jogou uma bola de neve um pouco grande demais e acertou uma coruja que voava baixo.

- Opa! – exclamou ele, correndo até onde a coruja havia caído, sendo seguido pelos outros. Tiago pegou a coruja e levou para dentro de casa. Depositou-a no sofá e olhou o endereço da carta que ela levava.

- A carta é para mim... – falou ele aos amigos, tirando-a da pata da ave.

Marotos,

Chegarei com Alice no horário da festa. Desculpem não ter chegado pela manhã, como disse que faria...

Até breve,

Frank.

- O que foi? – perguntou Sirius, se esticando para ler a carta.

- Daqui a pouco então, eles vão chegar – comentou Remo, ao terminar de ler a carta.

- Estamos esquecendo de alguma coisa... – disse Harry, tentando se lembrar do que era. Os quatro se entreolharam.

- A música! – exclamaram juntos, e saíram correndo para a sala de música, ensinar Harry. Entraram ofegando na sala e foram diretamente para o teclado. Ficaram mais de meia hora somente ensinando o garoto e, quase cinco horas, tocaram todos juntos, três vezes.

- Acho que já está bom – disse Sirius, levantando do banco. – Ele está tocando junto conosco e está certo.

- Parabéns, Harry – disse Remo, sorrindo.

- Obrigado – agradeceu o garoto.

- Pontas, o que foi? – indagou Sirius, vendo que o amigo estava com os olhos fora de foco.

- Hã? – respondeu ele, voltando à realidade.

- Qual o problema? – perguntou Remo.

- Ah, nada. – respondeu Tiago, guardando o violão. – Preciso ir – e, dizendo isso, saiu da sala, deixando três marotos completamente confusos para trás.

- Essa eu não entendi – falou Harry, olhando para a porta que acabara de bater.

- Nem eu – comentou Sirius, arqueando uma sobrancelha.

- Vamos voltar para a sala, Remo e Alice já devem estar chegando – disse Remo. Eles concordaram e seguiram para a sala, onde Nina corria para abrir os portões. Poucos segundos depois, ela retornou com Alice e Frank atrás.

- Olá – cumprimentaram eles, ao entrarem.

- Oi – responderam os três.

- Se precisar de alguma coisa, é só chamar – disse Nina, fazendo uma reverência e voltando à cozinha para fazer o cardápio de natal que Sara havia deixado.

- Estão com as roupas para a festa? – questionou Sirius a Alice e Frank, que concordaram.

- Em falar nisso... – começou a garota, mas Remo, Harry e Sirius terminaram a frase.

- Precisa se arrumar porque já está tarde. Sabemos.

- Como sabem? – perguntou Frank, espantado.

- Mulheres... Começam a se aprontar três horas antes, no mínimo – respondeu Remo, rindo.

- Pelo menos eu já tomei banho, só preciso colocar a roupa, fazer o cabelo, a maquiagem e por os sapatos – disse ela.

- Só? – perguntou Frank, ironicamente. – Nós só precisamos tomar banho e colocar a roupa e o sapato.

- Fazemos isso em quinze minutos – completou Harry.

- Como vocês mesmos disseram, somos mulheres. Demoramos para nos arrumar e gostamos disso – rebateu ela. – Poderiam me levar a algum quarto para que eu possa me arrumar?

- Claro – respondeu Remo.

- Pelo que eu sei, todas vão se juntar no quarto de Kely para terminar de se arrumar, então, te levo direto para lá. Tudo bem? – indagou Sirius e a garota concordou.

Ele a guiou até o corredor onde ficavam os quartos e ela andava olhando para tudo, de boca aberta, espantada com o tamanho da casa e tudo o que havia nela.

Sirius bateu na porta, mas não obteve resposta. Então, supôs que a namorada ainda estivesse no banheiro. Abriu a porta e fez sinal para Alice entrar. Ela agradeceu e entrou no quarto. Colocou a malinha na cama e começou a se trocar.

Pouco tempo depois, Kely saiu do banheiro e correu para abraçar a amiga.

- Quanto tempo! – exclamou Kely.

- Nem tanto assim! – respondeu Alice, rindo. – No máximo uma semana e meia.

Ajudou Kely a colocar seu vestido e pegaram o estojo de maquiagem, no momento em que Lily e Gina entraram no quarto. As duas abraçaram Alice e começaram a se maquiar.

**

Sirius, Harry e Remo foram, cada uma para seu quarto se arrumar. Enquanto isso, Tiago estava no quarto dos pais. Entrou e foi direto ao armário da mãe, de onde tirou uma caixa de veludo vermelho tamanho médio.

Depois disso foi para seu quarto, tomar banho e colocar a roupa.

**

Sara e James aparataram em frente aos portões da mansão e entraram correndo.

- Por que a pressa? – perguntou James, confuso.

- Já são cinco horas! – respondeu a ruiva, entrando na casa como um furacão.

- Já sei... Tem só duas horas para se arrumar antes dos convidados chegarem.

- Exatamente. Ainda bem que sabe, assim não preciso repetir. Perdi as contas de quantas vezes já disse isso a você.

Ela foi direto para a cozinha, onde Nina olhava o peru assando. Na mesa, havia vários pratos com diferentes comidas neles. Quando o elfo percebeu quem tinha entrado, fez uma reverência e os cumprimentou.

- Boa tarde, Nina – disse Sara, sorrindo. – Está tudo certo?

- Está sim, senhora – respondeu ela.

- então, terei que deixar tudo por sua conta essa noite, acabei me atrasando mais do que previ.

- Não tem problema, senhora, está saindo tudo certo. Estará pronto na hora da festa – disse o elfo.

- Obrigada, Nina, fico tão tranqüila ao saber disso. Vou tomar meu banho, tenho que estar pronta antes da chegada dos convidados.

Apressada, ela saiu da cozinha e foi rapidamente para seu quarto, deixando com James a tarefa de subir com as malas. Ele, por sua vez, subiu vagarosamente e, em vez de ir para seu quarto, foi para o do filho, pois sabia que demoraria, no mínimo, meia hora até a esposa desocupar o banheiro.

Bateu na porta e Tiago respondeu:

- Pode entrar!

- Boa tarde, filho! – exclamou James, dando um abraço em Tiago.

- Como foi de viagem? – perguntou ele, terminando de colocar a camisa.

- Ótimo, foi tudo realmente maravilhoso. O único problema foi ontem, que recebemos uma coruja do ministério, pedindo ajuda de todos os aurores, pois Voldemort tinha atacado de novo.

- Que bom, pelo menos aproveitaram bem.

- Com certeza! – respondeu pai, sentando-se na cama de Tiago. – Espere, deixa eu te ajudar com isso – disse ele, fazendo o nó na gravata do filho. – Está pronto?

- Acho que sim – respondeu ele, com um sorriso nervoso.

- Não fique assim. Se ficar, será pior, mais difícil.

- Não me peça isso, é uma coisa impossível.

- Se ela te ama mesmo, não vai hesitar.

- Tem certeza? – questionou Tiago, ficando mais nervoso.

- Claro que sim. Foi assim com sua mãe.

- Certo, tentarei me controlar. Obrigado.

- De nada, filho. Agora, vou indo. Ver se sua mãe já resolveu sair do banheiro – terminou rindo e fechando a porta do quarto.

Tiago pegou a caixinha vermelha, em cima da cama, e uma verde, que estava em sua gaveta, e foi até a varanda. O sol estava quase se pondo atrás de algumas montanhas ao longe. Seus raios provocavam uma mescla de dourado, laranja e rosa nas nuvens altas e claras. Isso tornava aquela beleza única, que nunca era igual todos os dias...

Aquela paisagem transpassava tranqüilidade, o que acalmou Tiago. Ele respirou fundo o ar frio e olhou para as caixinhas. Voltou a olhar para o céu, que já estava de um jeito diferente do que esteve há dois minutos.

- Tudo muda... – murmurou ele, sentindo o vento frio do anoitecer bater em seu rosto. – Eu mudei... Mas só há uma coisa que nunca mudará... – começou, mas foi interrompido por alguém abrindo a porta. Instintivamente, guardou as caixinhas e se virou para ver quem era.

- Já está pronto? - perguntou Sirius, caminhando até ele e se apoiando nas barras de ferro da varanda.

- Depende. Em que sentido? – perguntou ele, rindo um pouco.

- Nos dois.

- Para a festa sim. Mas estou um pouco nervoso.

- Um pouco? Está mais para totalmente! – respondeu Sirius, fazendo o amigo rir. – Vamos lá, vai dar tudo certo.

- É o que eu espero – disse Tiago, com um sorriso fraco.

- Vamos descer? O Harry e o Remo já foram.

- E as meninas?

- No quarto ainda, para variar – respondeu Sirius, rindo.

- Certo, vamos – concordou Tiago e seguiu Sirius até a sala, onde todos os homens da casa estavam. Entraram e se sentaram ao lado de James. – E a mamãe? Ela não disse que estaria pronta até as sete?

- Disse, mas nunca conseguiria. Quando ela terminou o banho, eu entrei e me aprontei antes dela. Deve estar terminando, daqui a pouco desce.

Momentos depois de James ter dito isso, Sara entrou na sala, usando um vestido preto simples até o joelho e uma echarpe também preta. Os cabelos ruivos presos em um perfeito coque alto e sandálias pratas.

James se levantou e ofereceu-lhe o braço.

- As meninas descem daqui a pouco – explicou ela. – Estão terminando de fazer os cabelos.

Os dois saíram para o salão de festas, esperar os convidados, e os marotos ficaram conversando por mais meia hora, até que as meninas apareceram no alto das escadas. Clara era a primeira. Remo, como ia ser seu acompanhante, se levantou e esperou no pé da escada.

A menina estava usando um vestido dourado e sandálias da mesma cor. Se cabelo estava solto e liso, brincos e colar simples e a maquiagem não muito forte. Terminou de descer sorrindo e aceitou o braço de Remo. Então, juntos foram para o salão de festas, onde já havia alguns parentes.

Nem um minuto depois Gina surgiu, com um vestido vermelho, sandálias prata e cabelos presos em um alto rabo de cavalo. Usava o colar que ganhara de Harry em seu aniversário de namoro e um par de brincos combinando. Harry se pôs de pé e guiou-a ao salão, juntar-se a Remo e Clara.

Alice foi a próxima. Usava um vestido branco até os joelhos, e com detalhes em prata. Sandálias brancas e brincos e corrente de ametistas. Os cabelos presos pela metade e com cachos na parte presa. Frank se levantou e foi até a escada.

- Está linda! – disse ele à garota.

- Obrigada – agradeceu ela, e os dois saíram da sala.

Cinco minutos e nada.

- Por que elas sempre demoram tanto? – perguntou Sirius, impaciente com a demora.

- Elas são assim por natureza. Se ainda houve alguma coisa e precisaram consertar, vão demorar mais ainda – respondeu Tiago, rindo. Foi nesse momento que Kely apareceu. – Por que eu tenho que ser sempre o último? – perguntou Tiago a si mesmo.

A garota estava com os cabelos soltos e lisos, que batiam no meio das costas. Um vestido dégradé azul. Claro na parte de cima e azul marinho na de baixo, com bordados também em azul. Usava o conjunto de jóias que ganhara de Sirius. Os dois saíram e Tiago ficou ali, sozinho e impaciente, andando de um lado para o outro.

Pensava que havia se passado vinte minutos, quando, na verdade, menos de cinco depois a ruiva apareceu no alto das escadas. Tiago parou imediatamente de andar e olhou para ela.

Lílian começou a descer as escadas e Tiago ficou hipnotizado. Ela usava um vestido verde esmeralda, sandálias prata e o cabelo solto e cacheado. Chegou ao lado dele, que continuava sem falar nada.

- Vamos? – perguntou a ruiva, tirando-o do transe.

- Hã... Espere um momento – pediu Tiago, voltando à realidade.

- O que foi? – perguntou a ruiva, se virando.

- Eu... – começou ele, mexendo no bolso do terno e tirando a caixinha de veludo vermelho. – Queria que usasse isso – terminou, abrindo-a e revelando um lindo colar de esmeraldas.

- É lindo! – foi a única coisa que ela conseguiu dizer.

- E é seu – respondeu Tiago, com um enorme sorriso.

- Não, não posso aceitar – disse ela.

- Pode. É um colar da família. Passado de geração em geração a quem amamos. E agora eu dou a você. Te amo, Lílian Evans – falou Tiago, beijando a ruiva. – Posso? – perguntou ao se afastarem, apontando para a jóia.

- Claro – respondeu ela, sorridente, virando-se para que ele colocasse o colar.

- Ficou maravilhoso! – exclamou ele, vendo o efeito da jóia, cuja cor era a mesma de seus olhos. A garota sorriu e, por alguns instantes, ficaram apenas se olhando.

- Bom, acho melhor irmos... Todos já devem estar no salão – falou Lily, rompendo o silêncio.

- Ah, claro – respondeu Tiago, dando o braço a ela e voltando a ficar um pouco nervoso, mas não tanto quanto há algumas horas.

- O que foi? – perguntou a ruiva, percebendo isso.

- Hã? Nada... – respondeu ele, sem olhar para Lílian. Ela lançou um olhar desconfiado, mas nada falou. Chegaram ao salão de festas e entraram. Estava lotado.

- Quantas pessoas foram convidadas? – questionou a ruiva, olhando a toda volta do salão.

- Quase cem – respondeu Tiago. – Toda a família.

- Como cabe tanta gente num lugar só? – indagou ela, espantada.

- Magia – respondeu o garoto, simplesmente. – Vamos?

Os dois foram até onde seus amigos estavam. No momento sentados em uma mesa mais afastada, por causa do barulho.

- O que estavam fazendo? - perguntou Remo, se referindo à demora dos dois.

- Nada – respondeu Lílian, sinceramente, sentando-se ao lado de Kely.

- Que colar lindo! Não sabia que tinha um desse! – exclamou Kely, vendo a beleza da jóia da ruiva.

- Tiago me deu – respondeu ela, enquanto o garoto sentava-se ao seu lado.

- É lindo! – disse Alice, observando-o também.

- É um colar de família – respondeu Sirius, que já tinha visto a jóia e sabia dos planos do amigo, recebendo, assim, um olhar assassino deste, pois quase colocara tudo a perder.

- Como assim? – perguntou Kely, desconfiada, olhando as expressões dos dois, principalmente a de Sirius, que estava com cara de quem deixara escapar algo que não devia.

- É uma jóia de família que eu decidi passar para Lily, pois a amo – respondeu Tiago, rapidamente, antes que Sirius estragasse tudo.

- Ah... – falou Kely, embora ainda não estivesse totalmente convencida.

- Vamos beber alguma coisa? – indagou Tiago e todos concordaram. – Vai comigo, Almofadinhas? – terminou, lançando um olhar significativo ao garoto.

- Hã, sim, vamos – respondeu Sirius. Os dois se levantaram e foram até o bar, onde vários tipos de bebidas estavam dispostas.

- Toma cuidado com o que fala! – brigou Tiago. – Quase acabou com tudo. Se a Kely fala alguma coisa e a Lily descobre...

- Tudo bem, deixei escapar, me desculpe – interrompeu Sirius.

- Se deixar escapa outra vez, servirei cachorro quente para os convidados!

- Não vou deixar – falou Sirius, serenamente, embora com um pouco de medo do olhar de Tiago.

Eles pegaram dois jarros de suco de abóbora e retornaram à mesa. Após beberem o suco, se levantaram e foram até a pista de dança. Depois de um tempo, Sara chegou até eles.

- Meninos, todos já chegaram, podem começar – avisou ela, e se retirou.

- Começar o quê? – perguntou Gina.

- A tocar – respondeu Harry, se dirigindo ao palco, assim como os outros marotos.

- E vocês vão lá para a pista de dança! – falou Tiago, puxando Lily e deixando-a com as meninas bem à frente do palco.

Os quatro subiram no palco e se posicionaram. Sirius na bateria, Harry no teclado, Remo no baixo e Tiago com o violão, à frente. Pelo visto, ele era o cantor.

- Eu dedico essa música a Lílian Evans, a mulher da minha vida – disse Tiago, sorrindo, e o mesmo fez a ruiva. Eles começaram a tocar uma música lenta e bonita.

Right Here Waiting

Oceans apart day after day

And I slowly go insane

I hear your voice on the line

But it doesn't stop the pain

(Oceanos se separam dia após dia

E vagarosamente estou enlouquecendo

Escuto sua voz ao telefone

Mas isso não para minha dor)

If I see you next to never

How can we say forever

(Se te vejo perto do nunca

Como podemos dizer para sempre?)

Wherever you go

Whatever you do

I will be right here waiting for you

Whatever it takes

Or how my heart breaks

I will be right here waiting for you

(Onde quer que vá

O que quer que faça

Estarei bem aqui esperando por você

O que quer que aconteça

Ainda que machuque meu coração,

Estarei bem aqui esperando por você)

I took for granted, all the times

That I thought would last somehow

I hear the laughter, I taste the tears

But I can't get near you now

(Admiti, todo o tempo

Que pensava suportar de alguma forma

Escuto risos, provo lagrimas

Mas não posso estar perto de você agora)

Oh, can't you see it baby

You've got me going crazy

(Oh! não pode ver querida

Que está me deixando louco?)

Wherever you go

Whatever you do

I will be right here waiting for you

Whatever it takes

Or how my heart breaks

I will be right here waiting for you

(Onde quer que vá

O que quer que faça

Estarei bem aqui esperando por você

O que quer que aconteça

Ainda que machuque meu coração,

Estarei bem aqui esperando por você)

I wonder how we can survive

This romance

But in the end if I'm with you

I'll take the chance

(Desejo saber como podemos sobreviver

A este romance

Mas no final, estando com você

Correrei o risco)

oh, can't you see it baby

you've got me going crazy

(Oh! não pode ver querida

Que estar me deixando louco?)

Wherever you go

Whatever you do

I will be right here waiting for you

Whatever it takes

Or how my heart breaks

I will be right here waiting for you

Waiting for you

(Onde quer que vá

O que quer que faça

Estarei bem aqui esperando por você

O que quer que aconteça

Ainda que machuque meu coração,

Estarei bem aqui esperando por você)

Tocaram os últimos acordes e a música terminou. Todos no salão aplaudiram. Quando terminaram, Tiago tirou o violão e pegou o microfone.

- Há uma razão especial para esta noite – começou ele, sentindo que não estava mais tão nervoso quanto antes. E se virou para Lily, encarando-a nos olhos. – Ninguém nunca me fez mais feliz do que você, você me mostrou tudo de bom que eu poderia querer. Há muito tempo que te amo, e você me ignorava. Isso fez com que eu mudasse e, finalmente, você olhou para mim. Esses foram os meses mais felizes da minha vida e espero que ainda tenhamos muitos. Eu sei que nada nem ninguém poderá me separar de você. Então, eu pergunto – disse, se ajoelhando à frente dela, tirando uma das estrelas de cristal do bolso, enquanto a ruiva olhava o objeto sem entender. – Aceita se casar comigo, Lílian Evans? – nesse momento, a estrela se desfez em uma caixinha de cristal, que se abriu, revelando uma bela aliança de ouro, com uma pedra brilhante incrustada nela.

A garota ficou sem reação. Não esperava um pedido de namoro, ainda menos um de casamento. O salão silenciou e todos os olhares se voltaram para a garota. Quando ela voltou à realidade, sorriu.

- Sim, eu aceito – respondeu, e todos começaram a bater palmas. Tiago pulou do palco com um enorme sorriso, pegou a aliança e colocou na mão delicada da ruiva. Depois disso, beijou-a docemente, sentindo-se mais feliz do que nunca.

- Te amo, futura senhora Potter! – disse Tiago, ao se afastarem.

- Também te amo – respondeu ela, sorrindo.

- Parabéns aos noivos! – falou Sirius, abraçando os dois. Todos seguiram seu exemplo, e Sara chegou para abraçar o filho quase chorando.

- Qual o motivo? – perguntou Tiago, espantado.

- Você vai se casar! – respondeu ela.

- E isso não seria motivo para rir? – indagou ele, rindo.

- Sim, mas é tão estranho saber que já são noivos... Você cresceu tanto... – terminou ela, chorando e abraçando o filho. – Espero que sejam muito felizes!

- Obrigado, mãe.

Depois disso, uma banda contratada por Sara começou a tocar e todos voltaram à pista de dança. Dançaram até a meia-noite, e os parentes começaram a entregar os presentes.

- Espero não estar muito atrasado – falou alguém, às costas de Tiago. O garoto se virou e sorriu ao ver quem era.

- Claro que não, Dumby. Quer dizer, só um pouco – terminou, rindo com o diretor.

- Olá, professor – cumprimentou Lílian, que estava ao lado do noivo.

- Olá, senhorita – respondeu ele.

- Pode chamá-la de senhora Potter de agora em diante – disse Sirius, entrando na conversa. – Olá, Dumby!

- Olá a todos – falou o diretor, pois todos os marotos e as meninas se aproximaram, ao ver que ele havia chegado. – Por que devo chamá-la assim?

- Estamos noivos – respondeu Tiago, com um sorriso enorme.

- Meus parabéns! – exclamou Dumbledore, sorrindo. – Devo confessar que nunca, desde que entraram em Hogwarts, pensei que fossem se tornar amigos, quanto mais, noivos! Ainda me lembro das reclamações da professora McGonagall em relação às brigas dos dois.

- Estou muito feliz que isso tenha passado! – disse Minerva, que também acabara de chegar.

- Por que demoraram tanto? – questionou James aos dois.

- Houve um problema, e como sempre, o Ministério nos chamou – respondeu a professora, suspirando. Ela usava vestes verdes escocesas e Dumbledore, magníficas vestes cor vinho.

- Vamos, aproveitem a festa! – exclamou Sara e os dois foram para uma mesa, comer e beber alguma coisa.

- Não sabia que eles viriam – disse Frank, quando eles se afastaram.

- Acho que esqueci de avisar – respondeu Tiago, observando-os ir para a pista de dança.

Eles retornaram à mesa e comeram alguma coisa, antes de voltar a dançar. As duas da manhã, não agüentavam mais e todos começaram a ir embora.

- Amanhã arrumaremos isso – falou Sara, olhando para a bagunça no salão.

- Estamos indo dormir, até... Mais tarde! – disse Tiago e os dez subiram para os quartos.

- Onde ficaremos? – perguntou Alice.

- Podem escolher – respondeu Tiago. – Se quiserem ficar no mesmo quarto, tem um sobrando ao fim do corredor, perto do de Kely ou podem escolher onde querem dormir.

- Vamos para lá, mesmo – disse Alice. – Só preciso pegar minhas coisas no quarto de Kely.

A garota foi até o quarto e pegou a mala que havia levado. Enquanto isso, Frank foi ao quarto de Sirius pegar suas coisas. Os dois, então, entraram no quarto e fecharam a porta.

- Boa noite – disse Clara, entrando em seu quarto. O mesmo fez Remo.

- Acho melhor cada um dormir em seu quarto hoje – disse Lily.

- Ah, vai fazer isso com seu mais recente noivo? – indagou Tiago, fazendo bico.

- Seus pais estão aqui hoje, Ti, é melhor – respondeu a ruiva. – E não adianta fazer essa cara, não vai funcionar!

Então, cada um seguiu para seu quarto. Tomaram um banho, já que dançaram quase a noite toda e caíram na cama, adormecendo quase que imediatamente. O único que não o fez imediatamente foi Tiago.

Embora houvesse um tempo em que Lily terminara o namoro, o dia do aniversário de namoro deles era aquele, dia vinte e cinco. Ficou pensando no que faria por algum tempo. Adormeceu, então, alguns minutos depois, e acordou quase dez horas da manhã, por causa da claridade.

O sol nascia do outro lado da casa, mas a claridade era suficiente para acordá-lo. Se esquecera de fechar as cortinas.

Sabendo que não conseguiria dormir mais, se levantou, ainda de olhos fechados por causa da luz e foi até o banheiro. Escovou os dentes, tentou dar um jeito nos cabelos e, desistindo destes, retornou ao quarto. Se trocou e desceu. Como previra, todos ainda estavam dormindo.

Entrou na cozinha e tomou seu café sozinho. Ao terminar, foi até as estufas. Voltou de lá e, antes de entrar na mansão, olhou se não havia ninguém ali. Com as mãos cheias, teve um pouco de dificuldade em abrir a porta, mas acabou conseguindo.

Foi, então, de fininho, sem fazer barulho até as escadas. Subiu e estava quase entrando em seu quarto, quando quase deixou tudo cair no chão.

- O que está fazendo? – perguntou alguém as suas costas.

**

N/a: aí está o capítulo 38, espero que tenham gostado!!!

Leeh: Eu acho que a Warner deveria colocar o Mike Newell, de HP e o Cálice de Fogo, ou até o Afonso Cuarón, de HP e o Prisioneiro de Azkaban, pra dirigir o sétimo... pra mim, o Mike Newell fez o melhor trabalho: ele conseguiu colocar quase todas as informações do livro, sendo que é bem grande, e mesmo quem não leu conseguiu entender, os efeitos ficaram bons, trilha sonora e, principalmente a ação... enfim, ficou perfeito... Aí chega o David Yates e acaba com tudo ¬¬ uashuashu se eu soubesse onde arranjar um Potter, pode ter certeza que já teria um comigo, mas infelizmente não sei... Beijoss e obrigada pelo review!

Carolzynha LF: rsrs e ele é de perder tempo? Aushuahsuash também amoooo os marotos de paixão *-* Eles aprontam muuuito, mas, ainda bem, assim fica bem mais divertido XD Que bom que gostou do capítulo! Beijoss e obrigada pelo review!

Janne Potter: Se a Lily negasse, acho que a Kely, a Gina e a Clara matariam ela rsrs A gente aqui, procurando um Tiago Potter pra gente e sem sucesso algum, e ela lá, com um desses... Não seria louca de dizer não... Imagina a cara do Tiago se ela fizesse isso... Coitado. ushaushau e que noite do Sirius e da Kely, né! Beijos e obrigada pelo review!

Marta Swan Potter: Se eu soubesse onde arranjar um Tiago Potter, eu estaria nas nuvens... rsrs Se um maroto revelasse todos os seus segredos, não seria um maroto e, se não fosse um maroto, não teria tais segredos para revelar. Sendo assim, um maroto não é um maroto quando revela seus segredos. Aushuashua adoro montar essas frases malucas... Beijoss e obrigada pelo review!

AnnaWeasley: Castigo foi pra mim, ter que passar todo aquele tempo fazendo lição Ç.Ç rsrs e não vou deixar ninguém morrer de curiosidade... eu acho... uashuahsuah que bom que gostou do capítulo!! Beijoss e obrigada pelo review!

De novo, não sei quando vou poder postar... Tenho uma viagem marcada pra quinta e volto no domingo... segunda-feira começam as provas bimestrais, então, é possível que dê pra postar só quando elas acabarem, lá pro dia 24. Sorry...

Mas aí vai um pedacinho do capítulo trinta e nove para vocês =)

"- Tenho uma coisa para dizer – falou Clara, indo para frente de onde todos estavam reunidos e todos os olhares se focaram nela. Ninguém sabia do que ela estava falando.

- Pode dizer, querida – falou Sara, depois de alguns segundos de silêncio.

- Irei para Hogwarts esse semestre – disse ela, e o silêncio continuou.

- O... O quê? – questionou Tiago, que pensava não ter escutado direito.

- Houve vários problemas na minha escola de magia, então, terminarei meu último ano em Hogwarts! – explicou ela.

- Agora é que Hogwarts vai desmoronar – comentou Sirius, arrancando risadas de todos.

- O que disse, senhor Black? – perguntou a garota, com as mãos na cintura, fingindo estar indignada.

- Agora é que Hogwarts está perdida de vez! – repetiu ele.

- E posso saber por quê? – pediu a garota, rindo também.

- Se só os marotos já causam problemas, imagine com você junto! – explicou Tiago e as risadas aumentaram.

- Espero causar muitos problemas com meus primos preferidos! – exclamou ela, abraçando os dois.

- Quero só ver no que isso vai dar! – disse Remo."

Beijosss!