Capítulo 37: Explosão
(tradução: DeNobrega)
"Cantos como das camas de hospital", disse ela, demonstrando como fazer corretamente as camas. Seus dedos longos e finos puxaram o lençol firmemente ao redor da curva do colchão, então ela levantou o canto do colchão e colocou as pontas do lençol por baixo. A Sra. Pollazzi era forte, mas as mãos e os dedos se moviam delicadamente. Eu tinha visto as mãos de Edward se mover desse jeito quando ele abria a mochila e tirava os livros ou quando ele tirava minha blusa e seus dedos se arrastavam sobre a minha pele. Eles tinham mãos de músico ou mais precisamente, as mãos de um pianista.
"O piano lá embaixo", eu perguntei, "É seu?"
Ela fez uma pausa em sua demonstração de como arrumar a cama e ainda curvada, olhou para mim. "Costumava ser." Seus olhos pareciam olhar de soslaio em pensamento.
Eu balancei a cabeça.
Edward tinha tinha começado a ir tocar piano no prédio de Caius. Em algumas vezes eu fui com ele, mas quando eu não podia, ele ia sozinho. A última vez que fomos todos juntos, Edward, Masen e eu, foi no dia que Jasper e Alice partiram."
Deixá-los ir foi mais fácil para mim desta vez. Eu sabia que eles estariam de volta em três meses, e eu sabia que o trabalho estava fazendo ambos felizes.
Agora, uma semana depois que Alice e Jasper tinham partido, estava começando o primeiro dia de treinamento em meu novo emprego. Como nós trabalhamos juntas no quarto, a Sra. Pollazzi não estava cansada. Mas Masen estava se contorcendo muito em meu colo, no seu canguru. Eu tentei fazer com que ele se acalmasse, colocando os meus lábios em sua cabeça. Eu não queria perder o meu trabalho no primeiro dia, e o comportamento de Masen, me chutando com seus pés e com seus sinais agitados exigindo por leite, estavam começando a me envergonhar. Ele não ficou muito calmo. Sra. Pollazzi olhou para a cama e para mim quando eu deixei cair o meu lado do lençol.
"Sinto muito. É... eu acho que ele está com fome."
"Você precisa ir até a cozinha, Isabella?"
Aparentemente, uma vez que tinha visto o meu nome completo em meus formulários de impostos, a Sra. Pollazzi decidiu que quando ela não estava me chamando de "a menina", ela me chamaria pelo meu nome. Ela disse que havia muito mais para mim do que simplesmente Bella, que eu era maior que o meu apelido. Eu não tinha certeza se acreditei nela. Eu achei que ela só gostava de ser excêntrica, bem como pronunciar meu nome em italiano.
"Ainda não." Eu me sentei na poltrona de canto com suas flores grandes e me preparei para amamentar Masen. "Sinto muito. Só vou fazer isso nas minhas pausas. Prometo." Eu me senti um pouco envergonhada com os gritos de Masen.
"Você nunca me disse que estava amamentando."
"Eu só amamento um par de vezes por dia. Ele não mama muito mais. Mas eu quero amamentar o maior tempo possível." Uma parte de mim odiava que eu estava me sentindo mal em justificar ou dar desculpas para amamentar. Mas o medo de perder o meu trabalho foi o que me impulsionou a dizer aquilo.
A velha se aproximou e colocou a mão lentamente em meu ombro. "Uma menina jovem como você, amamentando?" Ela se inclinou mais perto e sussurrou enquanto apontava o dedo para mim. "Há um lugar especial no céu reservado para você. Grave minhas palavras."
E então meus olhos se encheram d'água.
"Qual é o problema, filha?"
Eu me senti como se devesse levantar e oferecer a poltrona para a Sra. Pollazzi. Eu não poderia fazer isso com Masen mamando, então eu me mexi desconfortavelmente e fechei os olhos.
"Alguém uma vez me chamou de pecadora. Ela me disse que eu precisava pedir perdão pela prostituição ou por ter um filho fora do casamento. Sim, eu lembro que ela disse: 'casamento'. O que você disse foi só... tão bom ouvir de alguém tão sábio."
"Oh, eu não sou sábia. Estou velha e tenho sido por um longo tempo. E, assim como a jovem que você é, meu coração indiferente a minha idade, ainda pode ser tocado de forma inesperada."
Ela se sentou na beira da cama parcialmente feita, com as mãos nos bolsos do vestido, e, silenciosamente me observou com um sorriso satisfeito até que eu terminei de amamentar. Eu queria perguntar o que ela estava pensando. Será que ela se lembrou de sua própria filha? Talvez um neto? Mas eu deixei o silêncio preencher a sala, que era o que ela parecia preferir até que voltou a falar.
"Você sabe o que eu acredito que torna uma pessoa sábia?", perguntou ela, e continuou antes que eu pudesse responder. "Observar. Compreender as pessoas. O que é mais importante do que a compreensão da nossa própria espécie?" Ela tirou as mãos de seus bolsos e as levantou para me ver. Ela mexeu os dedos. "É possível observar, não é?"
"Sim, eu observo. E você também."
Antes de começar a arrumar os quartos, no início da manhã, eu assei os doces da pousada. Independente do que estava no cardápio para esse dia, eu aqueci e aumentei a temperatura do forno. Eu amarrei Masen no canguru e subi as escadas para recolher os cartões de café da manhã que os hóspedes deixaram pendurado nas maçanetas. Em seguida eu desci para preparar as bebidas e os doces pedidos. Cafés, sucos ou simplesmente leite. Subir as escadas carregando Masen e as bandejas foi uma façanha muito mais difícil. Um movimento errado de Masen ou meu, o pedido de um hospede estaria acabado nas escadas. Eu prestei atenção em Masen cuidadosamente enquanto caminhava com a minha bandeja. Eu sussurrei para ele ficar quieto. Ele foi um bom menino para mim, depois de ser bem amamentado.
Eu raramente interagia com qualquer um dos hospedes, e quase nunca os via, a menos que esbarrássemos indo ou vindo. Eles geralmente saíam em seus passeios ou atividades diárias, enquanto eu terminava de limpar a cozinha e me preparava para o dia seguinte. Deixei Masen passear na cozinha enquanto eu trabalhava e eu trocava sua mochila de brinquedos diariamente, para manter seu interesse. Eu também cantarolava ou cantava enquanto trabalhava, e às vezes ele se juntava com seus assobios ou seu balbucio 'ma-ma-ma'. Ele estava em uma fase que realmente amava seu piano de brinquedo. Nada mais o distraia como o piano. Às vezes ele mesmo pegava a mochila, encostava-se à parede e se esforçava para abri-la apenas para tirar o piano sozinho. Ele sempre desistia antes que o trabalho estivesse completo, pois mesmo se ele de alguma forma conseguisse abrir o zíper, ele não conseguia tirar o piano.
"Ok", eu diria, enxugando as mãos no avental, e, em seguida, puxando-o para ele. "Aqui está."
Depois que terminava a cozinha, eu tinha que subir as escadas novamente para limpar os quartos ocupados. Eles eram fáceis de limpar, pois o trabalho era feito diariamente. Masen gostava de ajudar tanto quanto eu o deixasse, e às vezes choramingava quando eu o pegava ante que ele tocasse a banheira.
"Mamãe tem luvas", eu dizia, segurando minhas mãos de borracha amarelas. "Somente as mãos enluvadas estão autorizadas a tocar isso."
Eu sabia que sem Masen eu poderia terminar o meu trabalho em menos tempo, mas eu guardei isso para mim mesma. O importante era que eu terminava a tempo todos os dias, e saía por volta da uma hora.
Janeiro, bem como dezembro, foi repleto de dias muito frios, mas ensolarados e com o nevoeiro matinal levantando geralmente antes do meio-dia. Havia apenas alguns dias cinzentos, aqui e ali, e os chuvosos eram ainda mais raros. Depois do trabalho, eu pegava alguns dos restos de doces e frutas, e andava com Masen até o parque que ficava a dois quarteirões da pousada. Havia uma casa a venda em exposição para que alguns possíveis compradores pudessem conhecê-la, para ver se ela poderia ou não se tornar sua próxima casa. Eu vi um casal, mais velho do que eu, carregando um bebê mais novo que Masen seguindo o seu corretor de imóveis até o caminho.
Eu gostaria de saber sobre a minha vida, pensando em como, por tantas vezes o quanto eu tinha mudado, eu nunca tinha experimentado o sentimento de procurar uma casa. Eu era muito jovem para me lembrar de quando minha mãe me levou para Phoenix. Oito anos depois, eu voltei a morar com meu pai. De lá para os Cullen, e depois, Stanford, onde mais uma vez eu não tive escolha. Escolher a primeira casa era algo que eu esperava experimentar com Edward. Eu andei, como se estivesse em transe com Masen perto do meu peito, até o caminho que o corretor e o casal haviam feito. Eu pensei em espiar e ver se eu poderia imaginar uma vida com a minha família lá. Mas quando cheguei à porta, eu me virei. Ainda não era possível. Seria apenas uma alternativa, e eu me lembrei de que estava bem com a minha realidade.
Eu continuei andando para o parque. Era um alívio estar lá, fora do campus, com seus parques cheios de areia, escorregadores e balanços de plástico e borracha. O parque infantil era contornado por um grande gramado bem cuidado, sequoias naturais, pequenas árvores nuas, com seus ramos rígidos se movendo ao vento. Lá, eu conheci outras mães, nenhuma delas me perguntou se eu estudava em Stanford. Na verdade, o tema da faculdade nunca veio à tona. E mesmo que eu fosse a mais nova ali, pela primeira vez eu finalmente me senti aceita.
Edward tinha começado as aulas novamente, e foi capaz de reduzir suas horas de trabalho. Ele agora trabalhava três dias por semana em vez de cinco, e desde que eu voltasse para casa, quando ele terminasse a faculdade, podíamos passar as tardes e noites juntos. Ele não tinha mais que ficar todas as horas estudando, o que ocasionava o aumento da minha própria ansiedade, talvez, mais do que a dele. Nos sábados em que Edward estava de folga na clínica, ele se juntava a Masen e a mim para almoçarmos no parque.
Eu quase não via Caius. Ele também estava na faculdade, enquanto eu trabalhava, e eu quando ele entrava na pousada já tinha saído. Nós só nos encontrávamos no trabalho aos fins de semana.
Eu tinha notado ao longo da parede esquerda um conjunto de portas duplas que, quando tentei abri-las, estavam trancadas. Um sábado, minha curiosidade me obrigou a perguntar a Caius sobre o que estava por trás das portas.
"Ah, o que está atrás da porta número um? Um muro", disse ele.
"Portas falsas?"
Ele riu. "Sim, a parede criou um apartamento separado. É totalmente funcional com a sua própria cozinha e banheiro. Ele ainda tem um quintal privado."
"A Sra. Pollazzi vive lá?"
"Não, ela não vive aqui. Dá essa impressão porque ela fica muito aqui. Este apartamento foi criado para o zelador, a cerca de quinze, vinte anos atrás, e desde então tem sido alugado para um empregado que precisa, geralmente um aluno. A menina cujo cargo você assumiu, vivia lá. Vamos, eu vou te mostrar. Você provavelmente deve entrar e limpá-lo de vez em quando, afinal... apenas o mantenha livre de poeira e habitável. Você sabe?"
Ele abriu a mesa antiga que se colocava contra a parede debaixo da escada e tirou uma chave. Eu segurei a mão de Masen e permiti que ele andasse enquanto nós seguimos Caius pela porta da frente. À esquerda da pousada, ele puxou uma corda, liberando o portão. A entrada para o apartamento era ao lado da casa.
O apartamento era pequeno. Tudo ficava à direita, exceto o quarto que ficava do lado esquerdo.
O tapete da sala era do mesmo tom de azul da sala de estar na pousada, e os poucos móveis estavam cobertos por lençóis. Havia uma meia-parede que separava a área de jantar da sala de estar. A mesa de jantar coberta pelo lençol estava centrada nessa área, e na outra parede tinha um armário com prateleiras na parte superior e na parte inferior ficavam as gavetas, tudo de uma cor creme. A cor de uma banana descascada.
Do outro lado da meia-parede, ali entre a sala de jantar e sala de estar, tinha um canto que levava para o quarto. Eu reconheci o canto, com seu teto inclinado, como o local sob as escadas da pousada. Do outro lado da parede estava a recepção que guardava a chave deste apartamento. Eu gostaria de saber se daqui dava para ouvir os passos das pessoas subindo e descendo a escada. O quarto era grande e vazio, com piso de madeira, e do outro lado do quarto ficava o único banheiro do apartamento.
A cozinha era azul, azulejos em um tom cobalto atravessavam a parede entre a pia e o fogão, e os armários eram azuis claros. Do lado de fora da porta da cozinha, uma parede de pedra cinzenta separava este metro quadrado do jardim da pousada.
Eu poderia me imaginar vivendo aqui com Masen e Edward, e eu me deixei levar pelos meus pensamentos neste momento. Por mais pequeno que o apartamento fosse, ele ainda era maior do que o barraco que Edward e eu sonhamos. Nos fundos havia espaço suficiente para um jardim com tomate e a videira que Edward havia me dado no Natal. Eu já sabia onde eu iria colocá-la. Bem no círculo de tijolos cercado por grama.
"Lá costumava ser um pequeno gazebo", disse Caius, como se soubesse exatamente o que eu estava olhando. "A madeira ficou velha e podre, por isso teve que ser removido."
Eu não tinha dito nada a Caius desde que eu tinha entrado no apartamento. Ele tinha feito toda a conversa e eu às vezes ouvia. Na maioria das vezes eu estava refletindo sobre como tornar este lugar da minha família. A brecha entre a sala e o quarto, por exemplo, poderia facilmente ser transformado em um pequeno quarto para Masen com o uso do biombo que já tínhamos. Isso lhe daria mais espaço do que ele tinha agora, compartilhando nosso quarto na Universidade de Stanford. Este apartamento poderia ser o nosso primeiro lugar, longe de Emmett, longe dos nossos pais. Poderíamos sentar juntos e desfrutar do jardim que eu iria plantar e ensinar Masen como cuidar.
Quando eu saí na frente carregando Masen, Caius fechou a porta do apartamento que eu de alguma forma sabia que iria ser a minha próxima casa. Eu senti essa possibilidade como senti o vento no meu rosto no final da manhã. Eu poderia fazer isso acontecer. Então, livre de ajuda financeira, por conta própria, Edward e eu poderíamos nos casar, e não seria uma piada para ninguém. Nem mesmo minha mãe ou Phil poderiam dizer que não estávamos nos sustentando.
O resto do sábado, eu passei em uma nuvem, um sonho que eu não poderia esperar por Edward para compartilhar. Em casa, depois de colocar Masen para dormir, eu fui para a sala onde Edward estava estudando. Eu finalmente tive um momento para conversar com ele sobre o apartamento.
Rosalie e Emmett estavam discutindo novamente. Eu os ouvi levemente através da parede quando eu fiz meu caminho até Edward. As vozes ficaram mais altas antes que de ficar tudo quieto e Rosalie sair. Emmett a pegou pelo braço.
"Espere Rose." Emmett virou-a pelos ombros, girando-a tão facilmente como se fosse um pião.
Ela olhou para ele, de braços cruzados, a cabeça inclinada, boca franzida na espera do motivo pelo qual ele pediu para que esperasse. Ele olhou para ela sem liberar seus pensamentos.
Eu continuei indo em direção a Edward onde ele estava sentado com um livro, tão calmo em sua leitura, ignorando completamente o cenário ao seu redor.
"Ele finalmente adormeceu", eu sussurrei em seu ouvido e montei no colo de Edward, beijando seu rosto e, em seguida, seus lábios. Seu livro caiu no sofá e ele segurou meus quadris, me puxando para perto contra ele.
"Bella, o que você está fazendo?" Rosalie perguntou.
Eu me virei. "Beijando Edward. O que você está fazendo?" Eu não sabia que meu sorriso ainda estava presente, até que eu vi o olhar em seu rosto. Eu ainda estava flutuando em algum lugar distante na minha imaginação.
"Tendo ânsias de vômito. Porque você faz essa merda sempre que Emmett e eu estamos brigando? Eu juro que você está fazendo isso de propósito."
Meu sorriso desapareceu. Ele foi embora sem deixar vestígios, como se nunca estivesse lá em primeiro lugar. Eu me levantei e as mãos de Edward caíram para o lado dos meus joelhos.
"Você não tem que olhar", eu disse.
"Você faz bem na minha frente, e toda vez que estamos brigando."
"Quando vocês não estão brigando? Quando vocês estão discutindo, eu fico tensa e Edward me acalma." Eu quase o senti pegar meus dedos, meu próprio corpo contradizendo as minhas palavras quando eu senti meu temperamento trabalhando seu caminho para fora da minha boca, apesar do toque de Edward.
"Isso é exatamente o que eu estou falando. Você salienta que estamos sempre brigando e sutilmente adiciona o quão perfeitos você e Edward são. É revoltante e cruel."
"Rosalie", Edward disse, "ela..."
"Pare Edward", eu disse. "Eu posso me defender." Eu me virei para Rosalie, que estava balançando a cabeça para mim, com os olhos estreitos. "Qual é o seu problema? Eu não posso beijar Edward sem fazer isso com você? Então, eu o amo. Este é o nosso tempo juntos quando Masen está dormindo. Devo começar uma briga com ele apenas para te agradar?"
"Bella, apenas pare. Olha como você o trata e ele não faz nada. E eu vejo como você está começando a afetar Emmett, também. Você pode manipulá-los, mas a mim você não engana. Edward, o seu amor por ela te cega, você não pode ver o que ela está fazendo com você, pode? Você vai se arrepender disso, Edward."
"Do que você está falando? Como eu o trato? E o que eu estou fazendo para Emmett?"
Edward estava de pé ao meu lado agora, com a mão nas minhas costas.
"Você está enganando Emmett assim como você faz com Edward. Ele passa por cima de si mesmo, só para te fazer feliz. Você sabe que eu não posso nem mesmo ir até uma loja com Emmett sem que ele fique me perguntando se eu acho que há qualquer coisa que você precise?" Ela parou para zombar e revirar os olhos. "Você mora aqui, claro, mas por que cuidar de você seria o trabalho do meu namorado?"
Meus olhos dispararam entre Rosalie e Emmett. "Eu não pedi para ele..."
"E Edward nem sequer foi ver a família no Natal, porque você não quis ir."
"Decidimos juntos..." Será que não decidimos? Eu pensei sobre isso. Será que foi a minha decisão? Eu tinha sugerido isso, mas... Eu olhei para Edward... ele concordou comigo. Ele disse que era uma ideia brilhante.
"Minha família passou a véspera de Natal com os Cullen e Esme estava triste, Bella. Você sabe como ela é, e ela nem sequer tentou esconder a sua decepção."
Olhei para baixo e começou a levar a mão à cabeça, mas Edward a pegou e cruzou nossos dedos. Eu senti o dedo dele acariciar as costas da minha mão.
"Foda-se, Rose", Edward disse. "Eu tenho tentado fazer Bella parar de pensar nas outras pessoas."
"Em quem ela pensa?" Rosalie perguntou. "Quando Masen estava doente e ela teve que levá-lo ao hospital, ela pensou que era mais importante ligar para Emmett do que para você, Edward."
"O quê?" Eu disse olhando para cima novamente. "O que você..." Eu virei para Edward. Ele balançou a cabeça. Será que ele falou com ela? Foi essa a conclusão que ele teve naquele dia? "Você, você tinha prova. Eu liguei para Emmett para perguntar o que eu deveria fazer."
"Bella", Edward disse, "Eu não..."
"Espere. Você conversa com Rosalie? O que mais ela sabe?"
"Não é assim. Nem um pouco."
"Que diferença faz se ele fala comigo, Bella? Você conversa com Emmett, não é?" Rosalie disse, com Emmett de pé atrás dela, com os olhos no chão. "E com Caius."
"Rosalie", Edward disse. "Isso é o suficiente."
"Edward, pare com isso! Eu vou dizer a ela quando é o suficiente." Eu enfrentei Rosalie. "É isso, não me diga que isso é como antes? Depois de todo esse tempo? Rose, você ainda não acha que eu sou boa o suficiente para Edward."
"Bella, é claro que ela não acha isso." Edward trouxe a minha mão aos lábios, mas eu não o reconheci. Meu temperamento estava aceso como um fósforo, só este ato não poderia simplesmente apagar.
"Edward e eu estamos juntos há dois anos. Temos Masen. Você e eu somos amigas. Como eu não sou bom o suficiente?"
"Eu nunca disse que você não era boa o suficiente, Bella. Não coloque palavras na minha boca para virar o jogo. Não se faça de vítima."
"Eu estou me fazendo de vítima agora? Rosalie, se não é por eu não ser boa o suficiente para ele, então pelo que é?"
"Você o tratou assim nem um minuto atrás. Você se virou para Edward, calando-o, assumindo que ele iria te defender... Você nem sequer o deixou terminar a frase e ele não disse nada. Você manda e ele segue suas ordens como se você fosse melhor. Você sabe quão malditamente sortuda você é de ter alguém como ele?".
"O que significa isso?" Emmett perguntou, falando pela primeira vez.
"Eu sei que eu tenho sorte", eu disse.
"É melhor você saber", ela disse, "Porque um dia ele pode abrir os olhos."
"Rosalie, por que você está sendo uma vadia agora?" Eu disse.
"O que você disse?"
"Eu disse... Eu sinto falta de Alice! Vamos, Edward." Peguei em sua mão e comecei a conduzi-lo para o nosso quarto. "Vamos para um lugar onde é permitido que eu te beije."
"Sim, vá em frente, siga-a, Edward. Você não estava estudando? Será que ela se importa? Não pense por si mesmo. Não coloque o pé no chão ou qualquer coisa. Ela pode pisar por você. Ela é a pessoa que o arrasta ao redor como se você estivesse em uma coleira. Você não é quem costumava ser. Você... você não é Edward. Você é o namorado de Bella." Eu senti o puxão no meu braço quando ele congelou em seu lugar.
"Rosalie -" ele começou, mas eu o interrompi, só iria adicionar combustível para a raiva de Rosalie.
"Esquece. Você está tão longe. Ele não está em uma coleira. Porque você não pergunta a ele se ele preferia estar aqui ouvindo isso ou no nosso quarto fazendo amor comigo. É uma bela pergunta a ser respondida. Enfim, como você pode falar com ele desse jeito depois de reclamar sobre o quão terrível eu supostamente o trato? E depois de tudo, tudo o que ele fez por você. Ele estava era o seu 190. Ele deixou sua vida de lado quando você..."
Eu parei e deu um passo para trás como se eu pudesse apagar as minhas próprias palavras. O silêncio que seguiu minha explosão ecoou em mim com um sino de igreja. Doeu em meus ouvidos.
"Bella", Edward disse, e eu olhei para ele. Suas mãos estavam completamente fora de mim. Não na minha cintura, nos meus quadris ou nos meus dedos. Eu tinha levado isso longe demais. Eu soube assim que me peguei dizendo isso. Mas Edward deve ter percebido que eu não quis dizer isso.
"Bella, acalme-se", disse Emmett.
Eu olhei para Rosalie, mas ela não estava olhando para mim. Ela estava balançando a cabeça, com lágrimas nos olhos, olhando para Edward, que estava olhando para ela. Ela mordeu os lábios, o queixo tremendo, em seguida, virou-se e saiu da sala. Emmett a seguiu indo para a cozinha.
"Bella? Como você pode dizer isso? Ela estava sendo irracional, mas ela não merece isso, porra!"
"Eu sei. Sinto muito. Eu não quis dizer aquilo. Saiu sem querer. Eu não pude controlar."
"É a sua mente e sua boca, Bella. Controle-os!" Ele me deixou lá e foi atrás de Rosalie.
Eu voltei para o sofá e me sentei, esperando que um deles ou todos eles voltassem. Eles ficaram fora por um longo tempo. Depois de talvez uma hora, eu comecei a levantar para me juntar a eles na cozinha, não importava o quanto minha presença era indesejada, mas Edward voltou sozinho e eu me sentei novamente. Ele não parecia mais feliz comigo. Na verdade, ele parecia mais irritado. Se sentou na cadeira ao lado do sofá e se inclinou para frente, olhando-me nos olhos.
"Nunca mais mencione a minha ajuda a Rosalie em uma de suas brigas."
"Eu não queria."
"Bem, você fez isso. O dano está feito."
"Dano?"
"Ela acha que eu reclamei com você quando eu estava ajudando-a com a perda de sua irmã, um momento em que ela se culpou pela morte de sua irmã. Ela acha que foi um fardo para mim e que eu reclamei com você sobre isso. Eu fiquei preocupado com você naquela época, mas eu reclamei de ajudá-la?"
Eu balancei minha cabeça. "Nem uma vez. Você fez tanto por ela que eu não podia acreditar que você não reclamasse."
"Ela não acredita nisso. E você precisa saber agora que se eu tivesse que fazer tudo de novo, eu faria exatamente da mesma maneira."
"Eu sei disso. Edward, eu não quis dizer isso. Eu estava com raiva. Eu estava atacando, e talvez quando você estava cuidando dela, isso me incomodou um pouco, e isso é egoísta, mas eu nunca deveria tê-lo trazido a tona."
"Não. Você não deveria ter feito. Não com Rosalie."
"Então, estamos de acordo. Você está me castigando?"
"Bella! Isto não é sobre castigar você! É sobre fazer as coisas direito com Rosalie! Limpando uma enorme bagunça que você fez com uma frase incompleta."
Eu não conseguia olhar para ele. Comecei a andar para o nosso quarto.
"Bella, talvez Rosalie estivesse empurrando seus botões e dizendo coisas que ela não tinha nada que dizer, mas você..."
Eu me virei. "Sim, eu sei. Eu sou a única puta que obviamente te trata como lixo... Quero dizer, é tão óbvio, você é miserável o tempo todo, não é? Você nunca sorri. Você nunca ri. Você nunca tem relações sexuais sempre que você quer. Eu sou uma namorada tão mal-intencionada, por que você ainda quer ficar comigo?! E então eu o obrigo a me beijar e fingir ser feliz só para fazer as outras pessoas se sentirem mal com seus próprios problemas. Você sabe até quão tarde eu fico planejando as intrigas sobre quem eu posso machucar no dia seguinte? Isso tudo faz sentido, não é mesmo? Você me conhece melhor, Edward. Você me conhece. Eu não deveria ter dito o que eu disse a Rosalie, e eu vou pedir desculpas a ela e eu vou fazer isso direito, mas pare de gritar comigo sobre isso, agora. Eu já me sinto mal o suficiente."
Ele se sentou e colocou o rosto entre as mãos. "Foda-se. Eu sei que você não quis dizer isso, Bella. Eu sei. Mas eu não sei como você pode ter dito isso."
"Eu também não sei, mas eu disse. E agora temos que lidar com isso. Eu sei como você é ligado a Rosalie e eu nunca tentei ficar entre vocês, e não estou pedindo para você tomar partido agora. Eu errei e eu quero consertar isso, mas você me dizer que eu sou uma pessoa horrível, é muito doloroso... talvez possa parecer que estou me fazendo de vítima, mas dói. Também me machuca, Edward."
"Machuca você, Bella?" Ele olhou para mim novamente. "Você foi a única que disse aquilo e isso te machuca? Há consequências para suas ações e não é culpa de ninguém."
Eu olhei para ele. Eu queria ir para o nosso quarto, mas eu estaria me fazendo de vítima de novo? Eu deveria apenas continuar aqui e deixar que ele gritasse comigo, até que ele sentisse que eu fui sido punida o suficiente? Eu voltei para o sofá e me sentei. Ele não olhou para longe de mim. Eu precisava que ele me perdoasse, porque eu não podia lidar com o jeito que ele estava olhando para mim e falando comigo. Eu me ajoelhei na frente dele, peguei a mão dele, e quando ele não se afastou de mim, eu pensei que talvez ele estivesse começando a me perdoar. Mas então ele tirou sua mão da minha.
"Você se lembra daquele dia no hospital quando Rosalie me disse o que seu pai tinha dito a ela?"
Eu balancei a cabeça.
"Você me perguntou como ele poderia ter dito algo parecido a ela?"
"Sim".
"Eu tive a mesma sensação que você, quando você disse aquilo para ela esta noite. Isso foi como eu me senti. Eu estou sendo honesto. Eu sei que você sente muito. Mas isso não significa que eu entendo como você pode ter dito aquilo."
Sentei-me no chão. Quando ele voltou a falar sua voz era suave, calma e triste.
"Você sabe como ela ficou depois do acidente. Você sabe o que ela pensava. Porra Bella, ela pensava em se suicidar. Você sabe que ela acreditava que a irmã errada morreu. Ela precisava de mim."
Minha mão voou para a minha boca. Edward começou a sacudir a cabeça. "Não. Bella. Espere." Ele tomou meu pulso, puxando minha mão da minha boca. "Espere".
"Eu, eu sinto muito, Edward." Eu estava tentando não chorar. Eu não queria que ele pensasse que eu estava chorando por simpatia. Eu apertei meus olhos. Eu pisquei as lágrimas. "Você... você acha que eu... o que eu disse... Será que irá trazer aqueles sentimentos de volta?" E se esses pensamentos nunca tinham a deixado? E se tivessem adormecidos em seu interior? E se ela tivesse acabado de enterrá-los como eles fizeram sua irmã? Eu não sabia que eu estava me afastando de Edward até que bati no canto do sofá. Minhas ações não foram minhas. Abracei minhas pernas ao meu peito.
"Não. Não, não. Volte aqui." Ele se inclinou para frente, pegou meus braços e me puxou até que eu estava na frente dele novamente. Ele segurou meu rosto, mantendo meus olhos nos dele. "Bella, não pense sobre isso. Não é isso que está acontecendo."
"Eu gostaria de poder engolir o que falei. Sinto muito por ter jogado a morte de Irina na cara dela por raiva. Oh Deus, todos os sentimentos que devem ter voltado por isso. Eu fui horrível com ela e, indiretamente, com você. Nenhum dos dois merecia, e eu sinto muito."
"Bella. Eu sei que você sente muito. Eu levei isso longe demais."
Seu olhar não tinha deixado o meu. Eu levei uma mão para sua bochecha. "Eu não sou horrível, Edward. Foi um erro. Eu falei sem pensar e parei o mais rápido que pude, mas era tarde demais."
Ele pegou a minha mão que estava em seu rosto, levou-a aos lábios e beijou. Esse gesto me disse que ele poderia me perdoar. Eventualmente, ele iria, e mais lágrimas turvaram meus olhos e meu nariz queimou com o meu esforço para mantê-las afastadas.
"Sinto muito", eu disse, passando os braços ao redor de seu pescoço, e seus braços se colocaram em torno de mim e me puxaram para o seu colo, e ele me segurou tão apertado como eu o segurei. "Eu sinto muito."
"Eu sei Bella. Sei que você sente."
"Eu te amo, Edward. E eu amo Rosalie."
"Nós também amamos você. Eu te amo."
Eu enterrei meu rosto em seu pescoço e o beijei. Uma e outra vez, eu beijei cima e para baixo de seu pescoço. "Sinto muito. Você pode me perdoar? Será que ela vai?"
Ele não respondeu então eu me afastei, mas ele segurou meu rosto e puxou meus lábios nos dele. O beijei avidamente, saboreando o gosto de sua boca. Mesmo que ele não pudesse me perdoar, no entanto, ele estava me dando isso.
"Eu te amo, Bella. Isso não muda nada. Não pense que isso muda alguma coisa. Eu te amo."
"Eu gostaria que nada disso tivesse acontecido." Eu o beijei com mais vontade.
"Eu também." Ele me beijou de volta com a mesma euforia, e nossa respiração e necessidade do outro estava aumentando com cada beijo. Eu coloquei a minha mão sob a camiseta dele e senti seu abdômen. Sua pele era perfeita sob meus dedos, e elas percorreram até suas costas.
"Eu quero sentir você", eu disse.
"Hmmm". Ele beijou minha garganta até a minha clavícula. "Vamos lá, vamos lá, vamos lá, vamos para o nosso quarto." Nós nos beijamos por todo o caminho para o quarto e a nossa cama. Edward pairou sobre mim, tirando minha roupa, e depois ele parou. Ele estava sem camisa, mas ainda estava de jeans, e estava um pouco ofegante e olhando para mim, para o meu rosto. "Antes de fazer isso, eu preciso te contar uma coisa."
Eu me sentei. "O quê?"
"Você está certa. Eu conheço você, e eu conheço seu coração. Não há nada para perdoar. Foi apenas um erro, Bella, e isso poderia ter acontecido com qualquer um. Deus sabe que eu cometi erros neste relacionamento, e eu vou fazer isso novamente. Como fiz esta noite." Ele levou a mão ao meu peito. "Seu coração é lindo, Bella, e eu sinto muito que eu perdi a paciência com você. Eu sei o quão ruim você deve ter se sentido".
"Obrigada." Eu agarrei seus lábios com os meus e levei minhas mãos ao redor de seu pescoço, e o puxei até que ele estava em cima de mim novamente. "Isso somos nós, Edward", eu disse, e eu não tinha sequer notado que eu estava chorando, até que ouvi o tremor na minha voz, e senti suas mãos limpando as lágrimas do meu rosto. Mas eu não precisava ou queria que ele fizesse isso. Eu queria seus lábios nos meus. "É por isso que estamos aqui." Eu estendi a mão para o rosto dele e o puxei com força contra os meus lábios.
Ele praticamente arrancou a minha calcinha. Se elas estivessem rasgadas, eu não ficaria surpresa. Suas calças tinham saído e sua pele estava contra a minha, e era tudo o que eu pensei que precisava, até que ele me deu mais. Ele encheu de beijos o meu corpo, enquanto as lágrimas continuavam a cair. Nossos beijos e toques ficaram mais duros e ásperos contra o outro, e nossa necessidade pelo outro era quase um pânico. Eu não conseguia o suficiente do seu gosto. Eu envolvi minhas pernas em volta dele e o empurrei de costas até que ele soube o que eu estava pedindo, e ele me deu. Tudo o que meu corpo pediu, ele me deu. Nós não fomos suaves; não éramos gentis, não éramos lentos. Não era romance. Se tratava de viver. Vivendo um para o outro, e nós estávamos vivendo a vida com tudo o que tínhamos apenas um para o outro, e nada mais. E quando terminamos, ainda não tínhamos o suficiente um do outro, e os beijos egoístas voltaram mais uma vez.
"É por isso que estamos aqui." Ele repetiu o que eu disse com uma voz que mal estava lá, misturas com as respirações ofegantes, e ele continuou falando através dos beijos. Beijos sobre minhas pálpebras ainda úmidas e os restos de lágrimas. Beijos no meu pescoço, meu rosto, minha testa, meu peito, sem nenhum padrão. "Eu estou aqui para você, Bella. Eu te amo. Cada pedaço de você. Cada erro que você já cometeu, eu te amo por isso. E todo dom generoso que você já teve, eu te amo por isso, também. Esse amor não vai acabar Bella." E, ainda assim, suas palavras eram meras respirações. E seus beijos estavam no meu estômago agora.
"Eu te amo", eu respondi de volta. "Não importa quão irritado você está comigo ou o que você me diz. Eu não adoro uma parte de você, eu te amo você todo."
"Não", ele disse, e seus lábios estavam de volta nos meus novamente. "Não, não importa quão bravo eu esteja. Você não merece o meu temperamento. Você não." Seus lábios estavam na minha bochecha e se movendo em direção a minha orelha.
"Seu temperamento é uma parte de você, Edward."
Seus beijos pararam e seu rosto ficou em linha com o meu, com os olhos úmidos e brilhantes. "Bella, eu te machuquei? Eu fiz você se sentir uma pessoa má?"
"Eu já me senti assim antes que você dissesse alguma coisa."
"Mas eu tornei tudo pior."
"Você estava com raiva."
"Você me disse que não é má. Eu sei baby." Seus dedos acariciaram meu rosto do meu couro cabeludo até o meu queixo. "Eu sei que você não é má. Você nunca poderia ser. Será que eu fiz você se sentir assim?"
"Eu tive medo que você pensasse isso. Quando você me comparou ao pai de Rosalie."
"Oh merda, Bella Você não é nada parecida com o pai dela. Eu lamento. Tudo saiu errado, eu só queria dizer como eu me senti. Que eu não conseguia entender de onde essas palavras vieram porque parecia o oposto de você. Mas o que você disse, não chega nem perto do que o pai dela disse. Ele não está nem mesmo no mesmo planeta."
"Obrigada."
Ele deu uma risada. "Não me agradeça. Isso é fato." Ele me envolveu em seus braços e se virou a fim de que eu estivesse deitada em cima dele. "Bella. Isabella Swan. Você é a melhor pessoa que eu já conheci. Eu preciso que você entenda e acredite nisso."
"Mas eu prejudiquei você e Rosalie."
"Então o quê? Você está autorizada a cometer erros sem ser repreendida pela pessoa que te ama mais do que sua própria vida. E eu te amo mais que a minha vida." Ele me beijou. "Você estava chorando enquanto estávamos fazendo amor. Você está bem?"
"Eu estou bem." Eu balancei a cabeça. "Foi de alívio, de amor... e de arrependimento. Eu ainda me sinto terrível pelo o que eu disse a ela."
"Eu não deveria ter reagido daquele jeito. Eu estava irritado e preocupado com Rose, mas eu fiz tudo errado. Eu não estava pensando claramente."
Eu me sentei e comecei a sair cama. "Eu tenho que ir falar com ela."
Ele pegou meu braço e me puxou para cima dele novamente. "Não. Espere até de manhã. Deixe-a esfriar. Ela está com Emmett agora. É o que ela precisa. Vamos fazer tudo certo juntos, amor."
Eu deixei que ele colocasse a minha cabeça em seu peito. "Ok".
"Eu sei que você entende que Rosalie e eu somos próximos. Ela é e sempre será uma parte importante da minha vida, eu irei ajudá-la quando ela precisar de mim, mas não importa o que, todos os dias, em cada momento, eu escolho você. Eu estou do seu lado. Você não tem que me pedir para escolher, mas eu escolhi você de qualquer maneira. Em qualquer circunstância, será sempre você. Ela pode ser uma parte da minha vida, mas você é minha vida".
Eu o abracei e segurei firme. "Edward, eu odeio quando brigamos. Isso me assusta."
"Eu também."
"Eu não sei o que eu faria sem você."
"Você nunca terá que descobrir Bella."
N/T: Pois é meninas, nosso maior medo veio a tona. Rosalie começou a mostrar suas garras, ou seria melhor dizer patas? Já que ela é uma vaca. Quem se faz de vítima no final das contas?
Deixando o ódio de lado e voltando para a magia do momento, quero desejar a todas vocês um Feliz Natal, um a virada maravilhosa e que 2015 nos traga muitas fics, novas autorizações, muitos lemons (a tradutora adoooora), muito sucesso em nossa vida pessoal e profissional.
Beijos a todas vocês e para as minhas amigas Cah, Karencsilva e para a Nai que além de amiga e parceira, é minha beta.
Até 2015!
Obrigada pelos beijos, Dé e obrigada por ter tirado tempo para proporcionar esse capítulo extra de presente de Natal para os meus xodós!
Como eu já disse mais cedo, esse é o último post do ano e eu quero desejar Feliz Natal e um 2015 maravilhoso a todos vocês que me acompanharam durante todo o ano. Seja comentando, ou apenas favoritando, todos são muito bem vindos!
Até o ano que vem!
Beijo,
Nai.
