Título: OF ELVES AND HUMANS

Autora: Reggie_Jolie

Casando: Legolas/ Deirdre

Censura: R

Gênero: Drama/Romance

Beta: Sem betagem. Apenas revisão básica.

AVISOS: sexo e violência

Disclaimer: Nenhum dos personagens me pertence. Todos vieram da mente brilhante de J.R.R TOLKIEN e, bem, essa história é uma forma de homenagear esse autor de histórias tão fascinantes e intrigantes. Apesar disso, os personagens originais – Deirdre, Bard, Elina, Onodher e outros - são meus e não podem ser utilizados sem minha autorização.

Linha temporal: Começa no ano 2992 da Terceira Era, antes da guerra pelo Anel de Poder se alastrar por toda a Terra Média e termina no ano de 1541 da Quarta Era. Seguindo, principalmente, o universo dos livros (O Senhor dos Anéis - trilogia completa - O Hobbit e Contos Inacabados).

Sumário: Elfos, Homens, amor, amizades, batalhas vencidas e perdidas. Uma história de amor, pura e simplesmente.

Palavras em itálico: élfico, Sindarin ou Quenya. Haverá um pequeno glossário para as referidas palavras no final do capítulo.

NOTA DA AUTORA: Lembro aos que estão lendo esta fanfic, que é a mesma história de senhor dos anéis, sendo que escolhi contá-la a partir do ponto de vista de Legolas. E para não ficar absolutamente cansativo os capitulos serão curtos.

"Sua demanda é conhecida por nós_ disse Galadriel, olhando para Frodo. Mas não conversaremos sobre ela mais abertamente neste local. Mesmo assim, talvez o fato de terem vindo até aqui procurando ajuda não terá sido em vão, e fica claro agora que esses eram os propósitos de Gandalf. Pois o Senhor dos Galadhrim é considerado o mais sábio de todos os elfos da a terra média" GALADRIEL In O senhor dos anéis, A Sociedade do Anel. P 579

CAP. 40. LOTHLÓRIEN

LÓRIEN

LEGOLAS

ANO 3020.

Conforme o convite feito pela Senhora Galadriel e o senhor Celeborn, permanecemos em Lórien. É estranho mas não consigo lembrar de muita coisa Gmili. Afimou Legolas.

Ao que o khuzd olhou o edhel, sentado a seu lado e concordou.

É como se o tempo em que permanecemos em Lórien tivesse apagado toda a memória da dor e do cansaço, continuou Legolas.

Rúmil e Orophin sorriam.

Uma única coisa eu consigo lembrar, disse Legolas. Era que chovia. Sempre havia sol, e ele brilhava intensamente, mas de vez em quando, caía uma chuva suave e ela passava, deixando todas as coisas novas e limpas.

Fevereiro de 3019 da Terceira Era.

FRODO

E assim se passaram os dias. Com todos os integrantes da companhia descansando. Legolas e Gmili passeavam pelo lugar. E os Galadhrim cantavam músicas sobre Mirthrandir. No entanto Legolas se recusou a traduzi-las, alegando que a dor ainda estava muito próxima.

Então num outro dia, quando Frodo e Sam passaeavam ao crepúsculo e discutiam sobre Lório, viram a Senhora, e ela os convidou a acompanhá-la.

Este é o Espelho de Galadriel_ disse ela_ Trouxe-os aqui para que possam examina-lo, se quiserem.

"Que vamos procurar? Que vamos ver? "Perguntou Frodo.

"Você deseja olhar?" Ela perguntou.

Frodo não respondeu.

Sam foi o primeiro a ver. E Sam viu... o Condado sendo mudado. As árvores sendo derrubadas; as ruas escavadas e desejou desesperadamente retornar ao Condado. Mas no intimo Samwise Gamgi, sabia que esse desejo não seria possível.

"Deseja olhar Frodo?" Indagou Galadriel.

"A senhora me aconselha a olhar?" o hobbit parecia indeciso.

"Não." Disse ela. "Não aconselho a nada. Não sou uma conselheira. Você pode aprender alguma coisa e, quer as coisas que veja sejam boas quer sejam más, a visão pode ser compensadora, ou não. Ver é ao mesmo tempo bom e perigoso. Apesar disso, eu acho, Frodo, que você tem a coragem e a sabedoria suficientes para se arriscar, caso contrário não o teria trazido aqui. Faça com quiser!"

Frodo aproximou-se vagarosamente e fitou a água. Em principio viu apenas as estrelas que apareciam no céu. Depois a visão começou a mudar. Ele viu a Gandalf, ou ele achara que era Gandalf, mas depois pensou que poderia ser Saruman. Bilbo. O mar. O vazio. E no Vazio um grande e solitário Olho, sem pálpebra.

"Não toque na água!" Disse a Senhora.

"Eu sei o que você viu. Pois também está em minha mente." Disse Galadriel.

O hobbit já estava recomposto. Embora assustado.

É o que acontecerá se você fracassar. A sociedade está se rompendo. Ela falou na mente de Frodo. Já começou. O hobbit, apenas a olhou sem esboçar reação alguma.

Ele tentará tomar o Anel. Você sabe de quem eu falo. Um por um, ele os destruirá.

Então o hobbit fez algo que Galadriel não previra.

Ele subitamente ofereceu-lhe o anel.

Se você me pedir, eu O darei a você.

A elleth encontrou a voz novamente.

"Você me oferece o Anel livremente."

"Não nego que meu coração tenha desejado o Anel intensamente." Disse Galadriel vençendo o espaço que a separava do pequeno.

"No lugar do Senhor do Escuro, você teria uma Rainha, não escura, mas bela e terrível como a aurora!"

Para Frodo ela sofreu uma transformação. Ela cresceu e tornou-se dona de uma beleza, difícil de se olhar e ele temeu internamente.

"Traiçoeira como o mar! Mais forte do que os fundamentos da Terra! Todos me amarão e se desesperarão!"

Então subitamente o transe passou. Galadriel voltou ao seu tamanho normal, e quando ela falou novamente a voz estava mais baixa, quase um sussuro.

"Eu passei no teste. Vou diminuir e seguir para o Oeste... e continuo sendo Galadriel."

"Eu não posso fazer isso sozinho." Frodo suplicou.

"Você é um portador do Anel Frodo. Portar um Anel do Poder é estar sozinho. Esta tarefa foi designada a você. E, se você não descobrir um meio, ninguém descobrirá."

"Então eu sei o que eu preciso fazer," disse o hobbit. "Subitamente consciente de como proceder dali em diante," sem a presença de Gandalf.

"É que estou com medo de fazê-lo."

A elleth curvou-se e olhou o hobbit nos olhos e disse:

"Até a menor das pessoas pode mudar o rumo do futuro."

GMILI

No dia seguinte, toda a companhia foi chamada a presença de Celeborn e Galadriel.

O que o senhor dos elfos reservara para eles surpreendeu a todos.

É chegada a hora_ disse ele_ em que aqueles que desejam continuar com a Demanda devem endureçer seus corações e deixar esta terra. E o Senhor Celeborn ofereceu a todos a outra alternativa.

"Aqueles que não mais desejam prosseguir podem permanecer aqui, por um tempo. Mas quer fiquem, quer partam, a paz não pode ser assegurada."

Todos nós fitamos o senhor dos elfos em silêncio. Se alguém tinha desejo de desistir, de voltar para seu lar em segurança, silenciou.

"Como alguns de vocês sabem, continuou Celeborn, os viajantes não poderão esqueçer o Grande Rio. Não é possível atravessa-lo com bagagens entre Lórien e Gondor, a não ser de barco. E não estão as pontes de Osgiliath destruídas, e todos os desembarcadouros sobre o dominio do Inimigo?"

"E para que lado irão. A demanda os levará para o lado Leste do Rio. Não é meu papel, disse Celeborn, fazer essa escolha em seu lugar. Mas vou ajudá-los como puder."

"Prepararemos tudo, e vocês serão esperados no porto antes do meio-dia de amanhã_ disse Celeborn_. Enviarei pessoas pela manhã para que possam ajuda-los nos preparativos da viajem. Agora desejamo-lhes uma boa noite e um sono tranquilo".

"Boa noite meus amigos!"_disse Galadriel_ "Durmam em paz! Esta noite, não sobrecarreguem seus corações pensando no melhor caminho. Pode ser que as trilhas nas quais cada um de vocês deve pisar já estejam diante de seus pés, embora talvez não consigam enxerga-las. Boa noite!"

ARAGORN

O dia que antecedera a partida fora de muitas dúvidas. Aragorn passara a maior parte em silêncio, debatendo consigo o que fazer. Quando Gandalf estava com eles, ele pensava que o melhor a fazer era seguir com Boromir e libertar Gondor. Sim. Ele deveria ser revelar a Sauron. Gandalf tomaria conta do pequeno e do Anel. Mas agora, Aragorn pensava, tudo mudara.

Ele tinha uma obrigação maior para com Frodo. Precisava levar o portador do Anel para Mordor. Sendo assim ainda não era chegada a hora de se mostrar. Que o inimigo pensasse nele apenas como um ranger. A discussão continuou noite adentro até que todos cansados dormiram.

E no dia da partida. A comitiva recebeu presentes; alimentos, cordas, capas para a viagem.

Todos estavam no gramado próximo a uma fonte. Esperando a hora de partir.

Haldir viera despedir-se dos viajantes. Os elfos cantavam no alto das árvores. Seguriam Haldir que os guiou através de Caras Galadhon até a margem do Veio de Prata.

Três pequenos barcos cinzentos tinha sido preparados para os viajantes.

"Venham!"_ disse Haldir. _"Está tudo pronto agora para vocês. Entrem nos barcos! Mas tomem cuidado no inicio!"

E assim foi feita distribuição dos caminhantes. Gmili e Legolas, Aragorn, Frodo e Sam; Boromir, Merry e Pipin.

Quando os barcos contornavam uma curva fechada no rio viram um enorme cisne, vindo em direção a eles. Eles compreenderam que na verdade era uma embarcação. Dois elfos de branco o conduziam com remos negros. E nele estava a senhora Galadriel.

"Viemos para dar-lhe o nosso último adeus. E para favorece-los com as bençãos de nossa terra."

Os barcos seguiram o da a senhora e próximo dali, todos tiveram um derradeiro momento de festa, com um banquete com o Senhor e a Senhora de Lórien.

O senhor Celeborn falou mais uma vez sobre a viagem que os aguardava e a Senhora ofereceu presentes a cada um dos viajantes.

Mas a Senhora Galadriel fora generosa com todos. Incluindo Gmili, que recebeu três dourados fios, que a senhora cortara de uma de suas tranças.

Descemos o Veio de Prata e entramos no Anduin. As grandes paredes de pedra assomavam a nossa frente. Sendo substituídas algum tempo depois pela floresta. Seguíamos a correnteza.

MIRKWOOD

AMROD

Naquele dia, a alvorada demorava por causa de uma bruma espessa sobre a floresta. Tudo era cinzento. Sair de Mirkwood sem ser notado era algo no mínimo impossivel. Sair sem avisar o rei então...

Quando o rei soubesse, Amrod tinha certeza de que seriam caçados. Ele só esperava ter tempo de explicar-se primeiro. Ele sabia que a humana, não era exatamente sortuda. Então intimamente Amord estava esperando a hora em que seria descoberto.

As lanternas estavam acesas e iluminavam a madrugada. O rio da floresta corria ali. Passando por entre os milhares de corredores ambos dirigiam-se aos estábulos. Precisavam preparar as montarias e sair.

Passaram pelos portões sem dificuldades. Amrod parecia estar subestimando o fato de estar escoltando Deirdre. Os guardas nos portões olharam-nos, ela sorriu e os cumprimentou e eles abriam os portões. Viram-se diante das faias e fora do reino.

Deirdre pressionou a Moonracer, que partiu num trote compassado. Como se não estivesse colocando a cabeça de ambos em perigo. Estaria logo em Imladris. Se tudo corresse bem. Era uma longa descida a sua frente.

A medida que seguiam rumo ao sul, o sol fraco do inverno, parecia tocar mais amplamente a terra. Nenhum dos dois conversava, fazendo a viagem em silêncio. Eles seguiam lado a lado, por entre as árvores sem folhas e com muitos galhos secos, que pareciam garras. O ar frio caracteristico de Mirkwood no inverno oe envolvia constantemente. Pararam muito pouco. Apenas para se alimentarem.

Havia capim na estrada. Não muito alto. Ao longe montanhas com picos enevoados e restos de antigas construções humanas.

"Eu sei que você está recesoso Amord. Mas agradeço por ter vindo comigo" afirmou Deidre.

" Somos amigos. Amigos ajudam uns aos outros." disse Amord. "Mas você sabe que em algum momento, seremos perseguidos por orcs ou outras criaturas."

"Aye."

Chovia. E chovia todos os dias. Amord agracedia intimamente o fato de estarem descendo e não subindo a estrada que levava a Imladris. A medida que seguiam a estrada ouviam o barulho de água próxima.

Chegaram a um vale comprido, estreito, profundo e silencioso.

"E esse é o Bruinen?" Indagou Deirdre.

"Sim. Esse é o Bruinen. Um pouco mais e estaremos no Vale de Imladris. Portanto já estamos nos dominios de Lorde Elrond."

"Yallume."

"Eu só espero, que você esteja fazendo a coisa certa Alteza." afirmou Amord.

"Estou Amrod, confie em mim." afirmou Deirdre.

O dia mal amanhecia, quando Deirdre e Amrod chegaram ao ponto onde o Bruinen descia ruidoso pelas paredes do vale formando várias cascatas. Como fosse madrugada ainda faltava o brilho do sol a incidir as paredes realçando cada detalhe, os tons de verde, cinza, prata e branco.

Deirdre tinha os olhos bem abertos totalmente disposta a não perder nenhum detalhe daquele reino élfico tão diferente do lugar onde ela vivia.

Os viajantes subiam a estrada em zigue-zague nas montanhas, o som de vozes elficas parecia acompanhar cada passo dado pelos viajantes, até encontrarem a ponte de pedra sobre o Bruinen, logo acima das cascatas. O portão era alto o suficiente para que os cavaleiros não precisassem desmontar. A pedra cinzenta fora esculpida e formava dois longos arcos e uma pequena torre lateral, propiciava a visão de toda a estrada e do vale do Bruinen logo abaixo.

"Noro Lim" Amrod instou a montaria a seguir mais rápido e em instantes ele e Deirdre estavam no pátio de Imladris.

A SER CONTINUADO...