The War of Angels and Demons
"Sempre que há um discurso, tem um palco..."
- Doomsdayer.
ATO IV:
52. O Espetáculo.
Pinhead após ver o corpo de Liar, ficou furioso e prometeu à Alatáriël que iria encontrar o culpado... Ele achou que fosse algum tipo de motim realizado pelos rebeldes. Novamente o Inferno entrava em decadência.
Alatáriël andava pensativa por seu quarto, até que alguém bateu em sua porta, ela fez o máximo para poder se reconstruir emocionalmente e fisicamente. Alatáriël com um pouco de esforço andou até a porta e a abriu, era Angelique, com uma aparência não muito boa.
- Er... Posso ajudar? – Perguntou Alatáriël, tentando ser normal, mas sua voz desafinou um pouco. Angelique não fez nenhuma expressão apenas comentou.
- Eu sei sobre vocês... Pinhead... Eu tenho vergonha de você... – Alatáriël ficou em estado de choque, um tanto surpresa e curiosa em saber como Angelique descobriu, Alatáriël tentou desviar o assunto.
- Bobagem... Isso nunca aconteceu. Você está sofrendo alucinações, querida irmã. – Alatáriël desviou o olhar.
- Como assim? Irmã? Acho que não percebeu com quem está falando... Olhe bem... Acho que não se lembra de mim...? Ahh é óbvio... Já morri há tantos anos... – Alatáriël ficou um tanto confusa e um tanto intrigada.
- Hã...? Perdão... Mas não me recordo de você... Quem... Quem é você? E por que está usando a forma de minha irmã Angelique? – Perguntou Alatáriël desconfiada.
- Bom... – Disse o ser que estava na forma de Angelique, ele andou pelo quarto de Alatáriël, mudando sua forma... Esse ser seria...
- Doomsdayer, a seus serviços, milady... – Alatáriël ficou inconformada.
- Dooms...? Doomsdayer? Como... você... Sobreviveu? – Perguntou Alatáriël, intrigada, mas ao mesmo tempo sem entender nada.
- Ahh... Eu morri mesmo naquele dia, mas, com a ajuda do corpo de Woodland, eu consegui me reconstituir. É claro que, ver você, é muito reconfortante. Pelo menos, eu saí do "inferno". Engraçado... – Disse Doomsdayer se aproximando – Você ficou bem mais bonita do que da última vez... – Disse o cenobita pondo as mãos no rosto de Alatáriël.
De repente alguém abriu a porta, dizendo
- Alatáriël! Eu... – Era uma voz masculina que ambos reconheciam.
Doomsdayer virou-se para encarar uma antiga rivalidade.
- Hmpf... Pinhead. – Disse Doomsdayer com desgosto.
- Doomsdayer. Desprazer em revê-lo... – Ambos se encararam.
Enquanto isso, Dean estava no quarto de Liar, deitado na cama, ele estava deprimido.
- Ahhh... Se o Liar estivesse aqui – Disse o mesmo se cobrindo com o cobertor rosa e agarrando um dos ursinhos carinhosos rosa de Liar... – Sinto tanta falta dele... – De repente uma mão põe as mãos em suas costas... E Dean, olha... – AHHHHHHHHHHHH, SAI DEMÔNIO, DESSE LUGAR NÃO TE PERTENCE! – Disse Dean gritando e depois pegou o cobertor, enrolou-se no mesmo, num pulo saiu da cama e se escondeu atrás do puff cor de rosa... Ele ficou gelado de medo e apenas viu, o que parecia ser um espírito saindo do colchão – Puta que pariu! Agora não durmo mais tranquilo...
O ser se levantou e estendeu a mão para Dean, que fez o sinal da cruz. O ser estendia a mão tentando alcançar o garoto, que o mesmo estava tremendo de medo. Dean ficou com um pavor imenso e o ser começou a dizer, com uma voz fantasmagórica.
- Dean... Devolva... – Disse o espírito...
- Deus... Devolver o que? Nunca roubei nada... quer dizer... quase. – Confessou Dean, que já havia roubado lápis perdidos em sua sala de aula, na qual na maioria seus lápis estavam com os títulos de desaparecidos (crê eu que o pobre coitado roubava seus próprios lápis, mas isso não vem ao caso).
- Devolve... o meu... – Dean se assustou mais ainda, mas posteriormente ficou um tanto indignado... – Meu cobertor...
- Ei! Ei! Este não é seu cobertor é o cobertor do LIAR. E... e eu fico com ele até segunda ordem. – Disse Dean, convencendo-se (Dean na infância usava cobertores para se proteger de seus pesadelos) de que o espírito iria fazer as pazes.
- Dean... seu... imbecil... Este é o meu cobertor... Seu... viado de rabo branco – Dean pareceu não acreditar no que havia ouvido e apenas disse algumas palavras antes de...
- Liar... – Dean desmaiou.
- Dean! Dean! Seu... grande idiota! – O que parecia ser Liar, começou a importunar (ele era um fantasma, então não poderia tocar no menino) Dean, para que o mesmo acordasse. Depois de alguns momentos... – Finalmente... – Disse "Liar", com os braços cruzados, na realidade, ele parecia ter voltado a sua forma humana original. Mesmo assim sua aparição fantasmagórica havia assustado Dean.
- Er... Acho que... vou... vomitar. – Liar deu-lhe um tapa (quer dizer, tentou dar, pois, ele era um fantasma).
Ei! Preciso que você... faça algo pra mim. Aliás, preciso que traga algo pra mim. Vá no Mundo Humano, no Cemitério Hollow, na França, Paris. Vá no meu túmulo, ele está perto da estátua de décès(morte). Acredite, eu preciso que vá até lá... e digamos que... você aja como um Arqueólogo, ou um ladrão de túmulos. Mas preciso que você pegue algo. – A cabeça de Dean estava girando, até a mesma se aquietar, ele disse, um tanto confuso.
- Por que eu deveria...? – Liar ficou emburrado.
- Não me interrompa. Apenas faça o que eu digo. Vá até o Cemitério Hollow, perto da estátua de décès e roube meu corpo... (Apesar de o mesmo só restar apenas o ossos). Eu preciso dele para poder "encarnar" por assim dizer... – Dean ficou um tanto assustado e um tanto confuso, então resolveu perguntar...
- Mas... como irei a Paris. Não tenho dinheiro... E... nem sei onde fica esse cemitério do qual fala... – Liar suspirou, o mesmo, parecia estar bem mais maturo e bem mais sério do que antes.
- Dean... Você é uma Configuração do Lamento, por isso consegui "voltar" para este mundo. Foi graças à você. Bom, voltando ao assunto, de acordo com o que eu sei, aquele cubo de um dólar e noventa e nove centavos é um conjunto de dimensões, nas quais você pode viajar entre elas. É só pensar onde quer ir, mas não mude seu pensamento para outro lugar, não quer que uma parte de seu corpo fique presa em outra dimensão certo?
Dean se assustou um pouco.
- Certo! Mas... Como vou encontrar o seu túmulo? – Liar se demonstrou pensativo e um tanto intrigado.
- Já disse perto da estátua de décès... Pelo amor né? Você não entende francês, não? – Dean fez uma expressão negativa, Liar colocou (ou tentou) por suas mãos em sua testa e apenas disse algumas palavras claras – Vá logo!
- Sim, senhor! – Dean se apressou em pensar na França. Com muito sucesso um portal dimensional sugou seu corpo para outra dimensão, que seria a França.
Paris, França.
Em algum lugar do cemitério Hollow.
- Hã? Onde eu estou? Ahhh! – Dean gritou quando viu um túmulo ao seu lado... o corpo não foi enterrado direito – Nem tiveram a bondade de enterrar o coitado direito, nem quando morto tem paz. Eu hein... Que lugar nojento. – Dean dizia isso sem perceber algo que estava na sua frente.
Alguém tossiu para chamar a atenção do garoto.
- É... Dá pra parar de reclamar e encontrar meu túmulo? – Dean se assustou quando viu Liar, em sua forma fantasmagórica.
- Poderia ter, sei lá, tossido.
- Eu tossi. – Disse Liar, de forma compreensiva.
- Tá... é... poderia ter sido mais romântico ao pedir algo pra mim? Sabe por quanto tempo eu fiquei chorando por você! Eu quase morri por você e... – Liar o interrompeu.
- Olha... Eu estou com vontade de te dar uns belos de uns tabefes na cara, por ter sido idiota a ponto de abrir a passagem para que Doomsdayer saísse. E quem morreu aqui sou eu, e agora vai trabalhar vagabundo! E depois conversaremos seriamente sobre isso.
Dean, mesmo achando que Liar havia sido um pouco grosso, o garoto foi procurar o túmulo com a ajuda do fantasma de Liar.
- Que estranho... Onde será que fica a estátua de décès? – Dean até agora não sabia o que significava essa palavra décès... – Lembro que meu túmulo não era tão difícil de achar – Liar ficou pensativo.
- Dá pra me dizer o que significa dé... alguma coisa? – Disse Dean, procurando pelo túmulo com o nome de Joshua Scott. Sem sucesso.
- Décès é morte na sua língua. – Disse Liar, distraído procurando seu túmulo.
- Por que diabos você quis ser enterrado ao lado da estátua da morte? – Perguntou Dean, tentando entender o motivo.
- Eu e ela tivemos um caso, satisfeito? – Disse Liar, que parecia ter voltado ao seu estado normal.
- Mas a morte, não seria um homem? Quero dizer... – Dean ficou boquiaberto.
- Aqui é a França, meu bem! Nós franceses somos incrivelmente charmosos... e atraentes... – Disse Liar tentando colocar a franja (não muito longa) de seu cabelo atrás da orelha...
- Bom... isso não posso questionar. - Murmurou Dean, mas Liar escutou, porém, não disse nada em relação a isso, o cenobita apenas deu um pequeno sorriso, ele pareceu ter ficado feliz com isso – Bom... Er... Vamos achar seu túmulo... Pra que você volte a ser... o mesmo Liar de sempre, que eu... – Liar se aproximou ainda mais de Dean...
- Que você? – Perguntou Liar, intrigado.
- Nada. É... vamos encontrar logo o túmulo, esse lugar está me dando arrepios... – O sorriso dos lábios fantasmagóricos de Liar, desapareceu.
Liar foi até o interruptor do cemitério, o mesmo, havia algumas lâmpadas, mas as mesmas estavam desligadas. Quando Liar ligou o interruptor.
- Mas que porra é aquela...? – Foram as únicas palavras que Dean conseguiu dizer quando viu a estátua da morte enfeitada com aqueles pisca-pisca de natal, só que a cor era rosa... rosa fluorescente. E para completar o túmulo do Liar estava à frente da estátua, interligado pelo pisca-pisca. – Você ama rosa...
- Rosa é uma cor tão feliz. – Disse Liar dando pulinhos... – Acho que vou deixar ligado, pra verem a beleza do meu lindo túmulo perto da estátua de décès.
Dean não conseguiu formular uma frase para os comentários absurdos de Liar, ainda bem que havia uma pá ao lado do túmulo, Liar ficou ao lado de Dean, esperando que o mesmo continuasse a cavar e a cavar, até encontrar seu corpo.
- Vamos lá! Mais força! Vamos está quase lá... isso força... Mais rápido! – Liar dizia isso, mas Dean estava fazendo tudo sozinho, após achar o corpo de Liar, Dean rasgou um pouquinho a camisa para enfaixar a mão, que estava com alguns cortes, não tão profundos mas o mesmo não queria que Liar visse. – Uhh lálá! Meu velho corpitcho... Só que ele está tão deprimido. – Dean deu um sorriso rápido, depois virou de costas e foi se sentar em um banco. Liar nem ao menos percebeu que Dean estava diferente, não reparou que Dean estava assumindo o corpo de um homem, e que a maturidade de adolescente havia sido deixada para trás. Liar não se importou muito naquele momento com os sentimentos de Dean, que estavam totalmente partidos.
Liar ficou incrivelmente feliz ao encontrar seu corpo, Dean apenas observava de longe e de repente o espirito de Liar desapareceu, e o ossos do mesmo, estavam se preenchendo por carne e Dean ficou com a língua pra fora. Posteriormente o corpo de Liar foi preenchido por sua carne, ele se tornou o antigo Joshua Scott. O antigo cenobita pareceu admirar seu corpo, depois de longos minutos percebeu que Dean estava sentado no banco do cemitério...
Minha mãe... Faz tempo que não visito o túmulo dela... pensou Dean, sabia exatamente onde sua querida mãe estava enterrada, mas por um deslize, não ouviu o que Liar estava dizendo à ele.
- Ei! Você por acaso ficou surdo? – Perguntou Liar, bravo, mas nesse momento Dean se teletransportou para um local diferente do da sua mãe, Liar foi junto por estar tocando no mesmo.
O Suposto Abandonado Orfanato Honorhall.
Dean e Liar desabaram sob o chão, com sangue seco e corpos por todos os lados.
- Pra onde você nos trouxe!? – Perguntou Liar furioso, Dean ficou um tanto confuso, nem mesmo ele sabia onde eles estavam. Os cabelos de Dean estava nem curtos e nem longos, mas a franja havia crescido um pouco, ela incomodava os olhos do mesmo. Dean pegou uma tesoura que havia em cima da bancada e a cortou, sua franja ficou de lado e não cobria mais a sua visão. Só agora, Liar percebeu que olhos castanhos de Dean haviam mudado para um tom mais claro e amarelo, uma cor de mel – Er... Vem cá... – Disse Liar, pondo seu braço em torno do pescoço de Dean...
- Er... Liar... Sabia que está... Pelado não é? – Dean dizia isso ironizando e riu um pouco depois quando Liar, olhou para baixo e viu que estava sem calças...
- Será que tem alguma roupa aqui...? – Perguntou Liar, confundindo o lugar assombroso com uma Mega Store de Roupas.
- Acho que sim... Isso aqui parece ser o antigo orfanato em que cresci, depois dos... esqueci com qual idade vim pra cá. Mas alguém veio aqui e matou... todos... Todos? – Dean repetiu essa palavra várias vezes, e depois parou e disse, num sussurro. – Logan. – A respiração de Dean ficou ofegante e alta. Liar pode ouvir as palavras de Dean, mas o mesmo antes de dizer algo foi correndo para seu antigo quarto. Liar reclamou enquanto subia as escadas.
- Hmpf! Estou sem roupa e o garoto acha que eu posso sair correndo e pular por aí. – Liar, podia reclamar mas, seu coração estava dizendo que havia alguma coisa errada. O que aquele imbecil vai fazer? O estado emocional dele está uma merda, ainda nos traz aqui para ver o seu irmão, e eu achando que este lugar não seria o Orfanato Honorhall, e sim, o Inferno da cabeça de Dean. Ele estava superando os caminhos da própria mente, com a minha suposta morte (não significa que ainda estou vivo, só estou vivo em partes) o coração dele deve ter desmoronado completamente, além disso, se ele não acordar para realidade ficará preso em sua própria mente... pensou Liar, que estava raciocinando o ocorrido.
Depois de se perder várias vezes, errando as portas para o quarto certo, ele finalmente encontrou Dean, em seu antigo quarto, paralisado e pasmo. Sua pele havia ficado branca, ele parecia um morto ambulante, o corpo de Dean estava frio, Liar aproveitou a oportunidade e pegou uma calça que estava jogada por aí e esta serviu em seu corpo. O mesmo se sentiu aliviado.
Liar foi e abraçou Dean, o mesmo estava congelado, até que Liar parou e olhou para frente vendo...
- Dean... É melhor a gente sair daqui... Vamos, você não pode ficar vendo essas coisas. Você vai vomitar... – Liar estava se referindo a grande quantidade de sangue e órgãos espalhados por todos os lados, isso causava aflição em Dean, mas o mesmo, estava imobilizado, pensando que aquele fosse seu irmão (o que não era), Dean estava chocado.
De repente, um terremoto começou a sacudir o local inteiro, as luzes começaram a piscar, o chão começou a tremer, mas a luz da janela que representava a luz da lua, desaparecera. Será que o poder de Dean era tão grande assim? Ele teletransportou Liar, o orfanato Honorhall para algum lugar... Ou alguém fez o mesmo.
Liar abriu a porta e viu que havia escadas dando a um local com tochas acesas, Liar sabia que lugar era esse.
- Merda. – Liar virou Dean, para que o mesmo olhasse em seus olhos, o antigo cenobita não sabia o que dizer... Então disse algumas palavras, tentando consolá-lo – Dean... Eu sei que quando eu voltei não te dei atenção, é que eu... Não me dou bem com essas coisas melosas, mas eu vou cuidar de você, eu sei que você está de luto pelo seu irmão, mas, aquele pode ou não ser seu irmão. Então... Eu queria pedir que confiasse em mim. Depois que tudo acabar, depois, eu e você, vamos morar juntos, pode ser na França, nos Estados Unidos, no Paraguai, na China, em qualquer lugar do mundo... Você vai poder escolher... Mas preciso que confie em mim agora e, preciso que você seja forte, pois, depois desta porta, você vai encarar... Uma pessoa. E, caso dê algo errado, irei fazer o que for preciso para te proteger dessa tal... pessoa. Mas, além de tudo confia em mim! – Dean balançou a cabeça entendendo tudo e as únicas palavras que conseguiu dizer foram...
- Essa foi a merda mais bonita que você disse na sua vida... – Disse Dean, sendo franco e Liar levantou uma sobrancelha.
- Er... Tá. E... saiba de uma coisa... Eu te amo. – Disse Liar à Dean, que ficou corado. O antigo cenobita deu um selinho em Dean, e depois acenou positivamente com a cabeça, dizendo – Vamos... Seja forte. – Dean também respondeu com um aceno, e segurou a mão de Liar. Ambos viraram para a porta e adentraram a mesma. Os dois já estavam esperando pelo pior.
O Inferno:
Purgatório do Abandono.
Era um lugar que havia fogo cobrindo os cantos da parede. Havia um garoto com uma jaqueta de motoqueiro, uma calça jeans preta, o mesmo havia um cabelo preto, o corte do cabelo era um tipo de corte dos anos oitenta. Dean reconhecia esse corte de cabelo de algum lugar, então, o garoto perturbou o silêncio.
- Ei... Er... Quem é você? – Dean não reconhecia este adolescente que estava a sua frente, pois o mesmo estava de costas, Liar já reconhecia este adolescente. Quando o desconhecido virou para ficar frente à frente com Dean... – Como...? Eu já esperava por isso... – Dean desviou o olhar.
- Não dê uma de idiota agora, depois de tanto tempo, nem me reconhece direito. Você continua o mesmo de sempre. – Enquanto o desconhecido dizias essas palavras Liar apertava cada vez mais a mão de Dean.
- Hmpf. Não estou dando uma de idiota. Apenas estou sendo claro, além do mais, foi algo que você sempre me ensinou, Logan. – O irmão de Dean em pessoa (ou quase) estava com olhos de um maníaco.
- Hmpf... Então quer dizer que você amadureceu, D. – Logan não pareceu ter gostado da visita de Dean, porém, não perdeu o seu sarcasmo – Bom! Olhe a minha nova casa! Gostou dela? Hmm... Não importa. Eu acho bem aconchegante aqui... – Liar ficou com uma expressão tediosa, suas sobrancelhas ficaram sérias e sua face também.
Ele vive no inferno e está dizendo que é aconchegante... Vá entender... pensou Liar, Dean respondeu na mesma medida o sarcasmo de Logan.
- Claro... Olha só que bonito a lareira, o fogo... Nossa linda a sua casa. Mas nem eu sei por quê estou aqui... – Disse Dean, ele estava confuso.
- Oras... Não foi você que me trouxe até aqui...? Não foi você que traçou meu caminho até o Inferno? – Disse Logan, o que deixou Dean se sentindo culpado. Liar rangeu os dentes e quase deu um chute na cara de Logan, porém, se segurou – Você nunca foi bom o suficiente, nunca será forte o suficiente, nunca será útil. Você jamais será alguém. – Disse Logan com um sorriso psicopata nos lábios, Logan estava com uma doença. Uma doença da mente.
- Eu vou provar aqui e agora que sou útil! Você pode se teletransportar? Não. Você pode fazer parkour? Não. Você pode... abrir dimensões? Não, não pode. Eu sou muito melhor do que você... – Enquanto Dean falava, algumas palavras que Liar havia dito a muito tempo atrás, voltaram a bater em sua mente. "Lembre-se Dean, jamais deixe o orgulho te vencer... E lembre-se você não é igual a ele..." Dean viu que com aquelas palavras estava perdendo a sua sanidade, então, viu que para superar Logan, ele teria que usar sentimentos que ele tinha e que seu irmão jamais teria. Mesmo sabendo que Ruriel transformou seu irmão naquele monstro, Dean a partir daí não teve pena dele. Dean deixou que Logan o insultasse, até chegar a hora certa.
- O que foi? Precisa da mamãe? Hahahahahaha. – Dean olhou Logan, com os olhos semicerrados.
- Não.
- Precisa do papai? Pra te ajudar a fazer a lição de casa? Precisa deles para dizerem que você é melhor do que eu? - Pronto. Chegou a hora.
- E por que eu iria querer ser alguém como você? Eu tenho tudo o que quero, um parceiro em quem posso confiar, em uma amiga que me bate (ou me dá uma surra, depende) se eu fizer algo errado. Eu tenho habilidades únicas, tenho meus salgados, tenho amigos como a Aura, Pinhead, Luke, Mythraell e Alatáriël... Tenho tudo o quero, por que eu iria pedir mais? Você é quem não tem nada, jamais saberá o valor da amizade, do companheirismo... Jamais terá esses sentimentos. Você só sente raiva, ódio, vingança. Eu acho que depois de todos esses anos descobri o porquê dessa vingança barata sua: Você sempre sentiu inveja de mim, pois, eu tinha as coisas que você mais queria na sua vida. Eu tinha e tenho ainda, amigos, afeição, pessoas em que posso confiar, pessoas com quem posso desabafar e é claro tenho uma pessoa linda e maravilhosa do meu lado, que eu tenho orgulho de dizer, ELE é meu namorado e futuro marido. Na realidade, Logan, a única coisa que sinto por você, seria... Pena. Tenho pena de você que sempre usou drogas para substituir todos esses sentimentos. Eu tenho pena de você. Você é quem é nada, você é vazio. Uma casca oca. Sem nada dentro. É isso o que você é. – Dean disse palavras tão belas que até Liar ficou emocionado e lisonjeado por ter um homem daqueles ao seu lado, Logan ficou espantado e sem palavras para retrucar com seu irmão.
Logan rangeu os dentes, franziu as sobrancelhas e retirou um canivete de seu casaco.
- Você. Vai. Pagar. Muito. Caro. Pelo. Que. Disse. PIRRALHO! – Logan ia atingir Dean na barriga só que Liar, apenas movimentou sua mão e impediu que o canivete atravessa-se a barriga de Dean, mas o canivete atravessou sua mão. Liar já estava acostumado com a dor, então, aquilo nem fez cócegas.
- Se eu fosse você, retiraria isso daí... – Antes mesmo de Liar fazer algo, Dean se agachou e deu um chute em Logan, que o mesmo, voou para longe, Liar tirou o canivete da mão, como se nada tivesse acontecido.
Liar e Dean nem esperaram para sair daquele local, Dean colocou suas mãos nos bolsos de sua calça e Liar colocou seu braço entorno do pescoço de Dean. E assim eles saíram, mas Dean murmurou algo.
- Até nunca mais, Logan.
O Palco:
Rivalidade.
- Doomsdayer, há quanto tempo... – Disse Pinhead sério, Doomsdayer prestava mais atenção em seus pensamentos e em como derrotar Pinhead do que nas falas do mesmo.
- Hmpf. O Palco... Não é aqui. Além do mais onde foi mesmo? Ahh sim, na sala de reunião. Bom vou deixar as surpresas para depois. – Antes de Doomsdayer desaparecer, Pinhead lhe fez uma última pergunta.
- Você... matou o Liar? – Doomsdayer sorriu e isso o entregou, mas mesmo assim, ele quis responder a essa pergunta.
- Sim. Mas eu tenho cúmplices. Pinhead. – Após dizer isso, Doomsdayer se foi, deixando Alatáriël e Pinhead com raiva.
- Como eu disse... Ele vai pagar. – Exclamou Pinhead.
