Capitulo 50 – O 1º Dia. – Chuva de Sangue.
- Eldar, me entregue esta varinha, antes que eu a pegue a força!
Uma jovem bruxa brigava com o filho enquanto ele corria pela sala da antiga casa de sua sogra.
Vendo que a nora estava tendo trabalho para lidar com o filho pequeno um bruxo de bondosos olhos violetas resolveu ajuda-la. Era obvio para ele que por ela ser uma nascida trouxa não estava acostumada com crianças bruxas cujos poderes despertavam muito cedo.
- Eldar! – a voz forte do bruxo fez com que o pequeno parasse imediatamente de correr, sendo pego pela mãe. – quantas vezes eu lhe disse pequeno que não pode pegar a varinha de seus pais?
O pequeno balançou a cabeça desolado.
- muitas vezes vovô.
Ele entregou a varinha para mãe, e foi se sentar onde seu avô estava folheando um livro.
- por que eu também não tenho uma varinha vovô?
O velho fitou os olhos estupidamente azuis, herdados da mãe. Seu único filho se casara com uma das mais brilhantes bruxas que ele já conhecerá antes e ela tinha os alhos azuis mais fascinantes também.
- já lhe disse pequeno que quando tiver onze anos, iremos juntos até o Senhor Olivaras e escolhermos uma varinha para você, já que ingressará em Hogwarts.
Os olhos de Eldar brilharam ao ouvir o nome do colégio que seus avos e seus pais haviam estudado.
- vovô, é verdades que todos os bruxos da família Cornnell pertence à Corvinal?
Ele agora estava em pé em frente ao avô.
- é verdade... – os olhos do velho bruxo pareceram viajar para outra era. – sempre pertencemos a casa Corvinal, da digna e sábia Rowena Ravenclaw, neste quase seiscentos anos que nossa família estuda em hogwarts nenhum Cornnell, caiu em outra casa.
- quais são as outras casas...
Mas a pergunta do neto não foi dita até o fim e mesmo que tivesse o velho bruxo não teria prestado atenção, pois um frio intenso e um temor que ele há anos não sentia invadiu cada centelha de seu corpo e alma.
Eldar percebeu o olhar vidrado e o tremor do avô, sem entender o que acontecia, até que chegou a sua percepção, uma estranha música que parecia estar vindo de todos os lados.
- Oitos almas perdidas nas trevas, oito almas para percorrer o caminho negro, oito almas para trazer o mal eterno, oito almas para destruir o mundo. Sete para servir um, sete para comandar as trevas moldando a seu prazer o futuro da humanidade.
Cantada com uma voz gutural e clara, o bruxo se ergueu e puxou o neto de encontro a seu corpo.
- o que está acontecendo vovô?
A mãe de Eldar correu até eles, trazendo a sogra pela mão com a varinha fortemente empunhada.
- Eldar! – ela gritou ao ver o filho amedrontado e logo se virou para o sogro - Pai é verdade o que...
- não é hora para conversar, Emmelin, pegue e Eldar e se esconda eles estão vindo.
Secretus
A bruxa pegou o filho no colo, que a está hora chorava assustado, a música estava mais alta, e o frio era lacerante, seus dedos doíam e sua respiração estava fraca enquanto corria com a mãe escada a cima, na antiga casa, enquanto ele via a mãe murmurar encantamentos ele ouviu vários explosões e muitos gritos eram ouvidos, como se eles estivessem na frente de quem gritava.
Emmelin se virou para o filho e chorou ao ver nos olhos azuis dele o medo.
- não se preocupe meu amor, eu jamais deixarei que lhe machuquem.
Ela tremia e chorava.
- eu quero o papai, mamãe. – ele se agarrou a ela, porém Emmelin o afastou o escondendo em um baú mágico.
- escute meu amor, não saia daqui de jeito nenhum, me prometa.
Ela fechou o baú, se escondendo perto da porta, cada grito invadindo sua mente.
E desesperadamente ela fez uma prece muda.
- por favor, Merlin, por favor, Deus, não me abandone agora daí me forças para defender meu filho, que minha magia seja usada, para que ele viva.
Eu que sou sua defensora, e que vivo pela esperança, me deixem invocar antigos encantamentos, me faça forte.
Eldar viu pelo buraco da chave a mãe, murmurar palavras que ele não pode entender e logo a varinha dela, começou a brilhar assim como seus cabelos, muito longos.
Ele não sabia o que estava acontecendo até se lembrar de uma conversa que ouvira de seus avós, sobre o mundo está sendo ameaçado por um bruxo das trevas que caçavam trouxas, em seus apenas cinco anos ele não entedia bem o que era essa guerra, porém ele ficara com medo por sua mãe, que alguns chamavam de trouxas.
- por favor, Merlin, não deixem que eles machuquem minha mãe... Permita-me protege-la.
Ele começou a pedir também baixinho enquanto as lágrimas banhavam seu rosto lívido.
Uma forte explosão assustou Eldar, e os gritos de seus avós, ficaram fortes, ele tremeu e viu sua mãe, parar firmemente em frente à porta, com a varinha erguida.
Nunca vira um brilho tão feroz nos olhos gentis da mãe, mas ele temeu.
- bombarda!
A porta explodiu e após alguns segundos quando a fumaça, sumiu ele pode ver claramente, um bruxo com olhos vermelhos faiscante, o coração de Eldar falhou. Ele não acreditava em seus olhos, não podia ser ele...
A mãe usava feitiços de ataque e o bruxo apenas evitava.
Eldar teve a certeza que a mãe se enganara ao perceber isso, aquele bruxo não era mal, ele era o ídolo de Eldar, e Eldar usou todas as suas forças para abrir o baú e correu colocando-se na frente da mãe.
- Eldar! – uma profunda dor dominou Emmelin, ao ver o filho. – o que faz aqui...
- mamãe, ele não é mau, é um engano, ele é Vitor Krum o melhor apanhador do mundo mamãe, não vê! – Eldar gritava procurando algo nos bolsos, enquanto Vitor olhava a cena, com um sorriso sádico, seus olhos faiscavam e podia se ver uma aura negra envolta dele.
Eldar pegou um pequeno boneco estendeu para mãe, com lágrimas no olhar.
- ele é bom! Mamãe, ele está... – a frase do inocente bruxo foi interrompida.
Eldar foi atingido por uma dor, que ele jamais imaginara ser possível.
E só ouviu seu ídolo, dizer crucio. E ele não entendia. O corpo dele apenas caiu em volta de gritos de dor.
Emmelin correu e se colocou na frente do filho que jazia ofegante. Os olhos fortemente fechados e com a respiração difícil. Foi atingida por vários feitiços e sua varinha foi jogada longe partida em dois meros gravetos.
- filho. – ela tirou os olhos do filho, e olhou para Vitor que dava passos lentos até ela. – por favor, faça o que quiser comigo, ma não toque nele, ele é uma criança.
Uma risada sinistra e alta ecoou no quarto.
- como quiser minha cara.
Emmelin sentiu o gosto amargo de sangue invadir lhe a boca e foi tomada de náuseas quando ele a tocou, a cada toque das mãos gélidas dele em seu corpo lhe quebravam um pedaço da alma, porém ela suportou em silêncio, ela tinha que ficar quieta, murmurava em sua própria mente, a vida de seu filho tinha que ser salva.
Assim que sentiu a dor pura de ter seu corpo invadido, pelo bruxo, ela quis morrer.
- por favor, Merlin, deixe que eu morra mais salve meu filho...
Eldar abriu os olhos com dificuldade, e nada o preparou para ver a cena daquele homem que ele um dia admirara, sobre o corpo machucado e ensangüentado de sua mãe, ele se movimentava com furou sobre o corpo dela, e ele pode perceber que ela estava sem roupa, pequenos sussurros de dor eram perceptíveis a ele, sua mãe chorava e silencio, mais nada tirava da mente do pequeno bruxo que sua mãe estava sofrendo como nunca sofrera na vida.
Ele a beijava com violência e a cortava com uma pequena faca.
Eldar se ergueu com dificuldade ele tinha que salvar sua mãe, era só nisso que ele pensava.
Eldar caiu sem forças antes que pudesse se aproximar do local onde sua mãe era violentada, gastou suas forças para erguer a mão em direção a ela, porém nada mais pode fazer do que ver, sua mãe sendo morta em vida a cada investida do bruxo.
Ela virou o rosto e os olhos de mãe e filho se encontrarão, porém Eldar teve certeza que sua mãe jamais seria à mesma, os olhos dela estavam mortos.
Emmelin chorou ainda mais ao se deparar com o olhar de seu filho, ela se sentia falha, ela não o defenderá...
As dores foram se intensificando a cada investida dura de seu algoz e
Emmelin sentiu uma imensa felicidade quando acabou.
Não quis olhar seu corpo e se manteve de olhos fechados, porém consciente de cada corte, e de todo nojo que sentia por si mesma.
Viu-o dar passos em direção à porta sentindo o alivio percorrer cada fibra de seu ser aquebrantado.
Porém os passos cessaram antes de sumir pela porta.
O ultimo vestígios da alma da bruxa foram varridos ao ver o bruxo se virar novamente e pronunciar calmamente a maldita música.
-Oitos almas perdidas nas trevas, oito almas para percorrer o caminho negro, oito almas para trazer o mal eterno, oito almas para destruir o mundo. Sete para servir um, sete para comandar as trevas moldando à seu prazer o futuro da humanidade."
Para logo depois erguer a varinha mirando o corpo frágil de Eldar.
- lembre-se Emmelin, e conte a todos que a corte voltou.
Um segundo depois ele pronunciou a maldição da morte tirando a jovem vida de Eldar.
E mãe e filho ficaram se olhando por um longo tempo, um realmente morto o outro sem alma.
Secretus
E naquele momento em todo o céu uma chuva forte caia.
Uma chuva cor de carmesim
Uma chuva banhando corpos dilacerados e almas perdidas,
Uma chuva banhando dor e vidas perdidas.
Uma chuva carregada de gritos e soluços.
E em todos os lugares, todos os bruxos, todos os seres mágicos ouviram a música que em eras passada fora o terror, voltar a trazer apenas desespero.
Secretus
"Ah... A dor de perder a dignidade, um olhar vazio sem alma, lágrimas derramadas em corpos ensangüentados... Este é o cenário dos campos do Lorde Negro."
Secretus
Fim do capitulo Cinqüenta.
Vivis Drecco ® Secretus © 2006.
NT: um capitulo que foi dificil de escrever, pois eu a cada palavra que escrevia vivia a cena... Por isso demorou um pouco mais.
tenho outros dois prontos mais o ffnet, ta com birra comigo e não consigo mandar o capitulo, vou tentar amanhã...
e estou triste pois cade meus Reviews?
A mione03: eu ja te respondi mais responde de novo, acho que ainda nao terei certeza de quantos capitulos serão mais está na reta final.
a frase deste capitulo é minha, e mostra a dor de perder algo valioso como a honra em guerras inuteis e vazias.
até a proximo... quantos mais reviews mais rapido posto.
