Capítulo 52

Passaram-se algumas semanas desde a conclusão da leitura do diário. Nelas, Harry dividia seu tempo com Rony no departamento de mistérios e sempre que estava lá, parava para admirar o quadro de Amélia. Precisava encontrar uma maneira de encontra-la, esse era o pensamento que ocupava sua mente a maior parte das horas do dia, mesmo ali no trabalho. Seu amigo, ao contrário, não o incentivava a seguir nessa empreitada. Já sabemos de muita coisa, cara... não precisamos incomodar uma senhora de mais de cem anos que obviamente não quer ser encontrada, dizia Rony.

Um dia, no entanto, enquanto estavam almoçando na Toca, Hermione os chamou para uma conversa no quarto da amiga. Ela estivera afastada para falar com seus pais na Austrália e trazê-los de volta. Sabiam o quanto a amiga estava feliz por tudo ter dado certo e ela e Kingsley terem conseguido fazê-los se lembrarem de quem ela era. Entretanto, o motivo da felicidade de Hermione não era simplesmente o reencontro tão aguardado com seus amados pais. De dentro de sua mala, ela retirou uma foto de uma mulher muito bonita, posando para aquele retrato com um sorriso muito aberto.

─ Nicole Hughes. – explicou ela simplesmente.

─ O que? – indagou Harry, perplexo.

─ Quando estava arrumando as coisas dos meus pais para voltarmos para Londres, eu encontrei alguns álbuns de família velhos. Estava com tanta saudade que os abri. Essa foto estava no meio de uma das páginas. Quando perguntei ao meu pai quem era ela, ele disse que era uma tataravó bem distante... Nicole Hughes! – exclamou Hermione olhando para todos animada.

Então Harry se tocou do por que da empolgação de Hermione. Nicole Hughes era na verdade Nicole Dumbledore... a amiga tinha ligação com Amélia e o professor Dumbledore. Ela não era puramente uma trouxa que nasceu com dons para a bruxaria, ela possuía descendência. Rony foi o mais fácil de convencer de que aquilo fazia sentido... quantas vezes ao longo da leitura ele não percebera semelhanças de valores entre Amélia e Hermione. Contudo, Harry não deixava de se perguntar se Dumbledore descobrira qualquer coisa sobre aquela relação. Afinal, ele era um homem muito observador.

Em todo caso, era uma descoberta fascinante. Não porque assim conseguiam explicar a brilhante mente de sua melhor amiga, porque para ele, aquelas coisas não vinham necessariamente de sangue... e haviam várias linhagens que separavam as duas. Hermione era uma grande bruxa porque sempre se esforçara para isso, assim como Amélia se esforçara e Dumbledore também. Se havia alguma semelhança ali, era o esforço e a dedicação dos três. Rony, no entanto, não se continha ao chama-la de senhorita Dumbledore, como forma de gozação. Para ela, por sua vez, aquilo só significou um maior aumento de ansiedade para apoiar Harry em querer ver Amélia.

─ Mas, não temos ideia de onde ela está. – insistia Rony. – E o diário não fala nada também.

─ Esperem um pouco! – interveio Gina, com cara de quem ia vomitar uma ideia. – O que ela disse pro Marius, sobre levar rosas brancas ao seu túmulo caso ele morresse antes dela... e se ela o faz até hoje? – sugeriu ela, empolgada.

─ Não há registros sobre a data da morte dele no diário! – bradou Rony. – E nós não vamos para Paris para tentar descobrir!

─ Paris! – exclamou Hermione, beijando o namorado. – Brilhante, Ronald! Ela só pode estar em Paris! Ninguém além dos amigos mais íntimos dela poderia supor isso, ou quem tivesse lido o diário... vejam, - disse tornando a abri-lo. – sempre que ela fala em Paris, é com um ar tão presente, como se ainda estivesse lá!

─ Faz sentido. – concordou Harry.

─ Então vamos vagar pela cidade perguntando a cada mulher de cem anos se ela é Amélia Preminger? – desdenhou Rony, descrente.

─ Alguém sabe onde é... e está ao nosso alcance perguntar a ele. – observou Harry, pensativo. Poderiam ter perguntado desde o princípio, mas, provavelmente ele não responderia se eles não tivessem um bom argumento... e com as memórias de Amélia em mãos, tinham vários.

─ O retrato do professor Dumbledore! – disseram Harry e Gina ao mesmo tempo. – mas, espera, os retratos dos diretores só contêm memórias que são pertinentes a ajudar os próximos diretores... – interveio Gina.

─ Não custa nada. – falou Harry, incapaz de aceitar a derrota. – Hermione, você e eu vamos...

─ Eu não vou falar o que descobri. – alertou ela. – Talvez mostre a foto para Amélia se a virmos, mas não para o Dumbledore. Quer dizer, não acho que faria diferença agora que ele está morto... e sendo meu parente ou não, eu sempre gostei muito dele...

─ Não precisa se não quiser, mas quero mesmo que venha comigo. – pediu Harry. Ela assentiu. – Voltamos logo. – disse, despedindo-se de Gina.

─ Dê um alô pro senhor Gênio, por mim. – provocou ela.

Hogwarts estava calma naquela tarde de primavera. Os alunos tinham voltado para as suas casas e apenas alguns professores permaneciam para ajudar Minerva a organizar os arranjos para o próximo ano. Ao vê-los, a diretora sorriu. Harry foi direto ao ponto, dizendo que precisavam falar com o quadro do professor Dumbledore. Ela sabia que eles estiveram metidos com o diário da velha amiga e possível amante do ex-diretor, e preferiu não fazer perguntas.

A sala continuava a mesma, tal qual Harry deixara quando achara a carta de Amélia sob as coisas de Dumbledore. Parecia que fora há tanto tempo... quase um ano...menos do que ele vivera ali. O velho bruxo ficou feliz por vê-los, mas ao mero mencionar do nome de Amélia, sua expressão se entristeceu. Hermione se apressou em dizer que ela não guardava rancor em razão dele, e que não iriam perturbá-la com perguntas que não quisesse responder. Mas estavam metidos até o pescoço nisso, acrescentou Harry, que precisavam ir até o fim.

─ Rua Saint-Jacques, número 81. – respondeu o diretor, por fim. – E digam a ela, Harry... que eu lamento por todo o sofrimento que a fiz enfrentar... – acrescentou ele, deixando uma lágrima escorrer por trás dos óculos meia lua.

─ Nas palavras dela, professor, o importante não é se vocês viveram ou não felizes para sempre, mas sim que vocês viveram. – parafraseou Harry.

O diretor acenou positivamente, deixando mais algumas lágrimas caírem, enquanto os dois deixavam sua sala. Voltaram imediatamente para a toca, para planejar a viagem. Hermione achou melhor escreverem uma carta, avisando sobre a visita, mas Rony interferiu dizendo que Amélia provavelmente se recusaria, alegando não querer ver ninguém. Gina se viu obrigada a concordar com o irmão e sugeriu que eles saíssem no dia seguinte, na hora do chá. Votada como a solução mais aceitável, Harry começou a reunir tudo o que haviam conseguido sobre ela... fotos, cartas, o diário... para que pudessem entregar-lhe.

A Rua de Amélia ficava numa das regiões mais antigas de Paris e com o acesso mais fácil para o cemitério. Como Gina supusera, ela provavelmente fazia visitas regulares ao túmulo de Marius. Ao avistarem o número 81, eles tocaram a campainha e esperaram. Uma criada atendeu, deveria ser Maggie. Harry os apresentou e disse que gostariam de falar com a senhora Preminger. Maggie olhou receosa para dentro da casa e murmurou que ela deixara ordens expressas de que não gostaria de ver ninguém...

─ Quem é, Maggie? – indagou uma voz envelhecida, porém, doce.

─ Eh... apenas o carteiro, madame... – Rony reprimiu a vontade de rir e Harry se precipitou para entrar.

─ Com licença, senhora Preminger, mas acho que a senhora conheceu os meus pais! – gritou ele da porta. Maggie o mirou ansiosa, quase o fuzilando com o olhar. Porém, o que ouviram em seguida foi o som de uma bengala batendo no chão e de passos.

Ela estava tal qual ele vira na lembrança de Dumbledore. Os cabelos estavam muito brancos, presos em um coque na altura da nuca e os olhos amendoados arregalaram-se ao vê-lo, reconhecendo de pronto quem ele era. Por um instante, pareceu que ia cair, mas então forçou sua bengala no chão e apoiou a outra mão no peito, conseguindo manter-se de pé. Demorou alguns segundos antes de sorrir, mas não parecia nem um pouco zangada ao vê-los.

─ Eu jamais esperaria uma visita do filho de Lilian e Tiago Potter a minha casa. – comentou tornando a apoiar as duas mãos sobre a bengala. – E esses devem ser irmãos de Carlinhos Weasley. E a senhorita...

─ Granger. – respondeu Hermione gentilmente.

─ Oh sim, li seus nomes numa matéria do O Pasquim. – confessou ela risonha. – Embora não confie tanto assim em Lovegood, mas não posso dizer que não me fazem rir as suas matérias, que imaginação! Ora, vamos, deixei-os entrar, Maggie. Eu seria expulsa da sociedade bruxa de vez, se não atendesse esses meninos... nossos salvadores certos? – indagou ela saindo na frente deles para os fundos.

Era uma casa confortável e muito bonita. Harry percebeu que ela mantinha retratos de família expostos, ao contrário de Elifas. Porém, nenhum de Dumbledore... ao menos não aonde a vista dele alcançava. Guiou-os até o seu jardim. Hermione suspirou ao vê-lo. A mais vasta coleção de rosas que ela já vira, e lírios, e petúnias, e azaléias. Ao centro, uma mesa com quatro cadeiras e no canto, estava Fawkes em seu poleiro. Amélia conjurou mais uma cadeira para si e se sentou, fazendo sinal para que eles se sentassem também.

─ Mas e então? A que devo a honra da presença de Harry Potter e seus amigos? – perguntou ela gentilmente. – Maggie, está quase na hora do chá, se você puder...

─ Trago em um minuto, madame. – respondeu a criada, deixando-os à sós.

─ Bem, senhora Preminger...

─ Amélia. – interrompeu ela, sorrindo.

─ Amélia, bem, nós estivemos com o senhor Doge há algum tempo e... – começou Harry sem jeito, incapaz de se decidir se começaria pelo lugar certo ou não. Entregando Elifas Doge daquela maneira.

─ Elifas! Como ele está? Confesso que gostaria de visita-lo mais vezes ao ano, mas a idade... está ficando desconfortável aparatar. – comentou ela dando de ombros.

─ Ele está bem. – respondeu Harry. – Nós fomos visita-lo porque... bem...

─ Harry encontrou uma carta no escritório do professor Dumbledore, assinada pela senhora. – disse Hermione indo em auxílio de Harry, estendendo a carta para Amélia. Rony olhou para a namorada como se dissesse "vamos sair daqui antes que ela nos mate", enquanto a velha senhora fitava a carta com pesar.

─ Onde ela estava? – perguntou ela um pouco abalada.

─ Sob o apoio de escrever cartas. – respondeu Harry observando a folha de papel.

─ Ele provavelmente deve ter relido no dia em que... – murmurou ela a si mesma, tapando a boca em seguida para reprimir um soluço. Os quatro amigos se entreolharam, preocupados. Mas, ela logo se recompôs. – Sua mãe também gostava de enigmas, tanto quanto seu pai gostava de atrair problemas para si. Ouvi dizer que você puxou isso deles. – ela comentou carinhosamente. – Elifas o entregou a vocês, não foi? O meu...

Harry mal esperou ela terminar de falar e pediu o diário para Hermione. Ela o retirou de dentro da bolsinha que ainda continha o feitiço de extensão indetectável e entregou para Amélia. Ela acariciou a capa dele com ternura e mirou o grupo de adolescentes a sua frente com um sorriso esperto.

─ Acredito estar em desvantagem agora. – ponderou ela, e Rony sorriu.

─ Harry e o professor Dumbledore eram muito próximos. – explicou ele. – Meu amigo não conseguiu resistir à iminência de obter um pouco mais de informação sobre ele.

─ Entendo. – assentiu ela. – E tudo o que conseguiu foram as lamúrias de uma velha senhora...

─ Consegui apagar um pouco do veneno de Rita Skeeter da minha cabeça, na verdade. – corrigiu Harry, gentilmente. – Ela não foi compreensiva com os erros do professor Dumbledore como você, e confesso que eu mesmo... quando soube de todo o plano para conseguir as relíquias da morte e aquele papo do bem maior...

─ Fizeram você deixar de respeitá-lo um pouco. – concluiu ela sorrindo, esperta. – Bem, todos cometem erros quando somos jovens. Até o senhor Gênio.

─ Já que tocou no assunto, eu preciso dizer que lhe dou o maior crédito por esse apelido. – interrompeu Rony, empolgado. – E quando o chamou de cabeção no primeiro ano, foi simplesmente genial!

─ Se pensássemos em dizer coisas assim para o professor Dumbledore na época de Hogwarts, acho que já levaríamos detenção. – concordou Gina. – Conhecê-lo sob seus olhos fez dele... mais real.

─ Sim, eu sei como as pessoas costumavam agir ao redor dele. – comentou ela sorrindo para Gina. – Alvo, no entanto, nunca perdeu o brilho de sua juventude.

Harry concordou com um aceno de cabeça. Maggie voltara com a bandeja de chá e serviu os quatro antes de servir Amélia.

─ Mais alguma coisa, madame? – perguntou Maggie, ao lado dela.

─ Não, obrigada, querida. – disse antes de beber um pouco do seu chá. A criada os deixou. E Amélia puxou a varinha de dentro das vestes, fazendo um aceno levíssimo com ela.

─ É a mesma Maggie que cuidou da senhora quando...? – indagou Hermione, pegando um bolinho.

─ Oh, sim. Desfrutamos de uma longa vida dependendo uma da outra. – respondeu Amélia. Um álbum vinha flutuando até ela enquanto respondia Hermione. – Vamos ver... ah, aqui está. – disse retirando uma das fotos de dentro dele depois de folhear por alguns minutos. Entregou-a a Harry. Era Amélia com ele no colo e com Lilian ao seu lado quando era bebê. Não poderia ter mais do que seis meses. – Acho que fotos de seus pais nunca devem ser o bastante, então, fique com ela.

─ Obrigado. – agradeceu com os olhos marejados. – Quando...?

─ Fui uma das últimas a visitar seus pais em Godric's Hollow. – explicou ela. – Você era tão pequenininho... tentou pegar minha varinha várias vezes, se bem me lembro. Sua mãe e seu pai estavam tão preocupados que você não fosse levar uma vida normal, caso Voldemort nunca se fosse... As visitas faziam bem a eles.

Hermione cutucou Harry e estendeu a foto de Nicole adulta por baixo dos forros da mesa.

─ Bem, acho que posso retribuir o favor. – disse ele entregando a foto a ela.

Amélia ficou com os olhos instantaneamente marejados, acariciando a foto de sua filha como se estivesse mesmo tocando em seu rosto. Algumas lágrimas despontaram de seus olhos... Hermione também começou a chorar, com Gina em seu encalço, Rony e Harry sorriam entre si.

─ Onde você conseguiu isso? – perguntou ela com a voz trêmula.

─ Estava num álbum velho da minha família. – respondeu Hermione. – Acho que ela era uma parenta muito distante do lado do meu pai.

─ Então você... – falou Amélia com a voz embargada. – Oh, venha cá e me dê um abraço, minha querida. – pediu soluçando. Hermione obedeceu de pronto. – Ora, quem diria que eu viveria para conhecer um descendente da minha Nicole... Deixe-me olhar para você... – disse levantando-se, ainda de mãos dadas com ela, para admirá-la melhor.

─ Foi a aluna mais brilhante do nosso ano. – comentou Harry sorrindo.

─ Nós não sobreviveríamos um dia das nossas vidas malucas em Hogwarts se não fosse pela Hermione. – acrescentou Rony.

─ Oh bem... posso dizer que fico muito contente em ouvir isso. – disse Amélia acariciando o rosto da morena. Então, ela puxou o anel com a pedra cor de rosa dos Preminger do dedo anelar e entregou-o a Hermione.

─ Não... eu não posso aceitar...

─ Ora, vamos, minha querida. Eu nunca tive o prazer de dar um presente a minha Nicole, e essa joia iria acabar morrendo comigo mesmo. Prefiro pensar que estou passando para frente como um emblema de família. – insistiu ela, fechando-o dentro da mão de Hermione.

─ Mas... eu não sou uma Preminger... – retrucou a morena.

─ É uma Preminger tanto quanto eu fui uma Dumbledore. – rebateu a outra secando as lágrimas dos olhos de Hermione.

─ Ele nunca me disse uma palavra, mas deu para ver pelo modo como os olhos dele umedeceram quando mencionei a senhora que ele a amava muito. – comentou Harry.

─ Eu sei que sim, querido. Posso ter tido minhas dúvidas no passado, mas o tempo tem uma forma de mostrar como erramos em alguns dos nossos julgamentos. Eu sei que sim. – disse sorrindo para Harry e tornando a abraçar Hermione.

Continuaram a conversar por horas, sobre Hogwarts, sobre os mortos da segunda guerra bruxa que Amélia conhecera... ela também ficara mal com a morte de Alastor Moody e dos Lupin. Achava que Kingsley era a escolha mais sensata para Ministro da Magia e revelou que escreveria para sua substituta no departamento de inomináveis, Stella Smith, para acrescentar um voto dela. Próximo da hora do jantar, eles se despediram. Ela deu um último abraço apertado em Hermione, Rony e Gina e em seguida tornou a entregar o diário a Harry.

─ Fique com ele. – pediu. – Não sei quanto tempo mais Elifas ou eu teremos nessa vida... qualquer um o descobriria se ficasse entre os bens de dois mortos. Prefiro que alguém jovem tome conta das minhas lembranças. De preferência alguém com os olhos brilhantes como os de Lilian Potter.

─ Vamos tomar conta delas. – garantiu Harry. – Até logo, Amélia.

─ Até logo, crianças. – disse despedindo-se deles.

Naquela noite, pela primeira vez em muito tempo, Amélia Preminger se deitou sem sentir pesar em seu coração. Sem qualquer onda de culpa ou arrependimento, e isso fez com que seu sono ficasse mais leve... Leve o suficiente para leva-la dali até o lugar que ela ansiava há muito ver. De pronto, ela não o reconhecera, até se olhar em um dos espelhos dispostos no console da lareira e ver que seus cabelos haviam voltado ao tom castanho que sempre tiveram e que nenhuma ruga lhe escondia os olhos. Olhou mais uma vez para trás e reconheceu o hall de entrada da casa dos Flamel.

Por um momento assustou-se, até começar a ouvir as notas de uma melodia conhecida... E então uma voz entoou branda, vinda da sala de visitas... "In the still of the night... as I gaze out of my window, at the moon in it's flight, my thoughts all stray to you." Ela a seguiu com passos calmos até seu local de origem, para encontrar a pessoa que ela mais almejava ver... Ele estava como ela gostava de se lembrar dele... Com seu terno mais alinhado, os cabelos acaju na altura dos ombros. Estava chegando ao refrão da música, quando ela o alcançou e repousou uma das mãos em seu ombro, juntando-se a ele... "Do you love me as I love you? Are you my life to be? My dream come true... or will this dream of mine, fade out of sight... Like the moon growing dim, on the rim of the hill, in the chill... still... of the night."... Sentou-se ao seu lado enquanto as notas finais eram tocadas e ele sorriu assim que se virou para encará-la. "Por que demorou? Está atrasada." Os olhos azuis muito brilhantes de Alvo Dumbledore pareciam dizer, vidrados nos olhos amendoados de Amélia Preminger.

Estavam finalmente juntos em um lugar onde seriam felizes para sempre.


Enfim... o fim. Sinto muito pelos outros capítulos não terem uma nota final... mas como postaria os finais um atrás do outro, achei melhor guardar as palavras apenas para o último.

Primeiramente, gostaria de agradecer a todos que acompanharam esta fic. Fiquei muito satisfeita com a recepção que ela obteve e se continuou em cinquenta capítulos - a mais longa que fiz até hoje - foi graças ao carinho e atenção de vocês, meus leitores. Uma ideia que eu guardei para mim mesma por três anos, achando que seria taxada de absurda, acabou se provando a minha fic com os maiores índices de acesso. Obrigada mesmo a todos que comentaram, aos que favoritaram, que recomendaram... a todos os leitores, mesmo os fantasminhas, rsrs. Vocês fizeram essa autora mais feliz por 1 ano e quatro meses. Vou sentir saudade desse casal.

Agora... sigamos em frente, como Amélia.

Um beijo carinhoso a todos,

de sua leal autora,

Ana Holmes

P.S: Desfrutem o capítulo bônus que por questões estéticas será tratado como epílogo. E para não quebrar com uma honrosa tradição! Reviews serão sempre bem vindas, mesmo dos que chegaram depois...