PV Ezra

Tudo está como me lembrava. Estes dias fora tinham parecido meses e eu não podia esperar mais para ter a Aria nos meus braços e poder beija-la e ser feliz sem todas as preocupações. Eu senti a falta dos beijos delas todas as manhãs para me acordar, do beijo antes de ir trabalhar e quando voltava e antes de adormecermos. Todos esses momentos davam replay na minha mente antes de adormecer todas as noites e estava a tornar-se insuportável estar tanto tempo longe da pessoa que mais amo.

Estava à porta de casa quando tirei as chaves do meu bolso. Destranquei a porta e abri-a. Assim que olhei para o interior reconheci a figura da mulher mais bonita do mundo a meio da escada. Ela só ficou parada por alguns segundos, à espera de saber se eu era real. "Aria." Eu deixei as malas, fechei a porta e corremos um para o outro. Ela saltou dos últimos degraus para os meus braços.

Ela impossível não sentir a energia que vinha dela, ela parecia mais feliz que uma criança na manhã de Natal. "Eu senti tantas saudades, amor." Eu digo-lhe enquanto lhe beijo o topo da cabeça não interrompendo o abraço.

"Eu também." Ela disse a fungar. Eu não gosto quando ela chora.

"Não chores linda."

"Desculpa." Ela desfaz o abraço e limpa as lágrimas. "Estou tão feliz por estares finalmente de volta." Ela dá-me as mãos com um sorriso.

Eu puxo-a para mim e dou-me um beijo, mas não foi um beijo normal. Foi mais intenso e apaixonado, como se tivéssemos acumulado todos os sentimentos da última semana neste beijo. Eu voltei a sentir-me bem depois da semana difícil. Isto era o que eu precisava para tirar este stress.

"Amo-te!" Diz ela no final com o maior sorriso do mundo para mim.

"Não tens a noção de como foi difícil não ouvir isso todos estes dias." Eu dou-lhe outro beijo.

"Não sabes como é difícil dormir sozinha." Diz ela.

"Sei sim." Eu ri para ela e dei-lhe mais um beijo. "Amo-te Aria. Mais do que tudo. Não te vou deixar nunca mais." E volto a aprofundar o beijo. Somos interrompidos por um arranhar na porta.

"O Nico está impaciente para dizer olá." Diz a Aria com um sorriso.

Abro a porta e ele corre alegre à minha volta. "Hey, amigo. Estás maior!" Ele tinha crescido um pouco. Ele adorou quando lhe fiz festas.

"Deves estar cansado senta-se no sofá perto da lareira. Queres comer alguma coisa?" Pergunta-me Aria.

(M)

"Eu estou bem, senta-te comigo." Eu puxo-a para o meu colo e continuamos a namorar. Eu tinha perdido cada toque dela. Ela parecia fazer magia no meu corpo a cada gesto. Quanto mais perto um do outro, maior é a necessidade. Eu senti-me endurecer um pouco. Estava a ser um pouco inadequado. "É melhor… parar um pouco." Eu digo-lhe entre beijos.

"Agora?" Ela diz ao meu ouvido. Antes de colocar a mão no meio das minhas pernas tocando no meu membro sobre as calças. Isso era torturante e fez-me querer ainda mais tê-la. Sentia-me ainda mais duro.

"Não aqui." Eu consegui dizer.

Ela guiou-me até ao nosso quarto já que eu estava muito hipnotizado nela para prestar atenção a qualquer outra coisa até lá. A forma como ela anda e mexe os quadris está a deixar-me doido. Eu queria tanto tê-la AGORA! A tensão era muito grande para ser lento e gentil como antes. Eu queria juntar-me a ela o mais rapidamente possível e chegar à libertação final, mesmo que não fosse junto com ela eu iria compensar depois e fazê-la sentir-se especial.

Assim que ela tranca a porta eu empurro-a contra ela e desfaço-me da camisola e do soutien. Ela estava surpresa com a minha atitude, mas não protestou e incentivou-me a continuar. Pouco depois ela estava completamente nua sobre a cama e eu também, deslizando rapidamente dentro dela. Tentando não fazer barulho que acordasse a criança no final do corredor.

"Ezra… isto é tão bom." Ela diz-me ao ouvido. Essa foi a última gota, ejaculei dentro dela sem nenhum aviso.

Eu continuei a beijar o corpo dela enquanto mantinha a minha mão direita perdida no meio das pernas dela continuando a dar-lhe prazer. "És tão bonita e perfeita." Ela puxou-me para outro beijo intenso. Ela estava perto. Eu conhecia os sinais do corpo dela e intensifiquei os meus movimentos. Para não a deixar gritar dei-lhe outro beijo deixando-a apenas gemer e arquear as costas ainda contra mim.

(Fim M)

"Desta vez foi… muito intenso." Diz ela ainda com uma respiração ofegante.

"Gostas-te?"

"Sim. É sempre perfeito." Ela deitou-se junto a mim. "Ainda vais voltar à cidade em breve?" Ela pergunta, mostrando claramente a preocupação de a deixar sozinha novamente.

"Eu não tenho de ir, talvez daqui a alguns meses para visitar a minha mãe e o meu irmão. E tu vens comigo claro." Eu beijo-a.

Ela sorri. "Eu não queria estragar este momento, mas como foi tudo?"

"Foi estranho a minha mãe e a avó estavam realmente chocadas com o que aconteceu. Eu não tinha uma boa relação com o meu pai, mas também foi estranho estar na mansão e saber que não o ia ver novamente. O meu irmão apareceu no funeral e voltou para o colégio, ele era o mais próximo. Ele estava muito abalado."

"Ele não devia passar por tudo sozinho, é uma pena estar tão longe."

"Ele vai superar, é um rapaz forte. No testamento o meu pai deixou 75% para a minha mãe e o restante para nós os dois directamente. Quando ela morrer o resto será dividido pelos dois."

"Então o teu pai não te excluiu mesmo da herança. Talvez devêssemos devolver o dinheiro à tua avó."

"Eu falei com ela. Ela não quer o dinheiro de volta, vai dar a mesma quantia ao meu irmão.

"Como já disse a tua família não tem dinheiro, a tua família É dinheiro." Eu ri do comentário dela.

"Tu fazes parte da família Aria, tu também tens dinheiro."

"Eu não preciso de dinheiro, só preciso de ti." Ela beija-me.

PV Aria

Ficamos em silêncio só breves segundo, quando voltei novamente à realidade. Olhei para o relógio e vi 16h50. "Céus… distraímo-nos muito. Eu tenho de ir."

"Onde?" Pergunta Ezra.

"A Sophie já devia ter acordado à 1 hora senão logo à noite não vai dormir, tenho de ir buscar o Jac e falar com o meu irmão pelo caminho." Eu levanto-me e começo a vestir-me rapidamente.

"Eu posso acordá-la." Diz Ezra também se vestindo.

"Isso seria uma óptima surpresa." Eu arranjo o meu cabelo e a minha roupa.

Ele penteia o cabelo com as mãos e vem até mim para mais um beijo. "Vamos lá." Ele leva-me pelo corredor até ao quarto dela.

Abro um pouco a cortina para deixar alguma claridade entrar. Ezra tinha um sentido paternal enorme, ele era muito gentil com as crianças. Ele beijou a testa da menina e chamou-a suavemente. Não tardou para ela responder e perceber que era o Ezra e não eu. Abraçou o pai.

"Sentia a tua falta docinho." Diz Ezra para a menina.

"Eu tive saudades tuas papá. Não nos vais deixar sozinhos de novo, pois não?"

"Não coelhinha, eu não vou sair novamente sem vocês."

"Eu vou buscar o teu irmão." Digo para ela. O Nico entra no quarto. "Vocês os três vão se divertir até nós voltarmos, certo?"

"Sim! Olha papá fiz alguns desenhos esta semana." Diz Sophie captando a atenção do Ezra.

"São lindos querida."

Eu saí com o maior sorriso no rosto, tudo parecia estar a voltar à normalidade.


O clima aqueceu xD Espero que tenham gostado. O próximo capitulo talvez seja o último mais ainda não sei bem, ainda não escrevi mais nada para além disto. Assim que o tiver vou publicar logo. 😉

Obrigada EzriaBeauty e espero que tenhas gostado do reencontro destes dois! 😉😘

Sigam-me para saber quando sai o novo capítulo 😉 Obrigada a todos por lerem! Bjs!