Observações: Essa fanfiction foi inicialmente traduzida por Nate e Mariana. Atualmente está sendo traduzida por Irene, Laisa, Laysa, Larissa e Letícia com colaboração de Illem e Jéssica.

Disclaimer: Twilight e seus personagens pertencem a Stephenie Meyer. Wide Awake, cookies e únicornios pertecem a AngstGoddess003.


Capítulo 43. Chewy Granola Grievances Part 1 - Queixas de Cookie de Granola

EPOV

Eu cerrei meus olhos pra pergunta no papel conforme franzia minhas sobrancelhas em concentração e meus cotovelos afundavam no colchão.

Em que ano o Japão lançou a Segunda Campanha Indochina Francesa e expulsou os franceses de Vicky e formalmente instalou o imperador Bảo Đại no de curto período Império do Vietnã?

Minha cabeça se inclinou pro lado enquanto eu lia a pergunta pela sétima vez, eu tinha quase certeza que era uma única sentença, certo? Merda do caralho. Eu bufei e coçava minha sobrancelha enquanto relaxava mais meu estômago na minha cama.

Era tarde. Ou, cedo pra caralho. Não que importasse. Eu tinha esse maldito teste prático caçoando de mim com erros gramaticais, e eu rapidamente risquei meu melhor chute antes de seguir para a próxima porra da Língua Inglesa.

Uma língua estralou sobre o meu ombro do lado da cama, e eu cerrei meus dentes."Isso não está certo." Ela meditou quietamente enquanto olhava a minha resposta no papel amassado. Tinha se tornado vítima da minha raiva.

Eu arqueei uma sobrancelha e virei minha cabeça pra cima para ter uma visão melhor do seu rosto. "Por favor me ilumine, Senhorita 'merda-eu-sei-de-tudo'?" Eu provoquei.

Bem, na maior parte. Secretamente, ela tem me irritado bastante nas últimas duas horas.
Ela franziu seus lábios carnudos pensativamente para a pergunta por alguns momentos antes de soltar um suspiro derrotado. "Eu não posso lembrar da data. Eu só... não acho que tá certo." Ela conclui com um delicado dar de ombros e se afastou da minha cama para andar até o sofá.

Eu suspirei exasperadamente e estava me preparando para lançar uma resposta afiada em como ela não estava ajudando porra nenhuma quando meus olhos indesejavelmente migraram pra suas pernas encobertas. Sua leve saia vermelha balançava em volta dos seus joelhos, e eu estava encantado pela graça de seus movimentos quando ela pulava minha bagunça no chão.

Eu balancei minha cabeça e tentei focar na próxima pergunta enquanto falava. "Como você disse que chegou aqui mesmo?" Eu murmurei distraído enquanto caçava outro trecho no caderno. Eu tentei ignorar a vontade de me levantar e limpar todas as roupas sujas do chão. Quero dizer, essa não pode ser uma qualidade atraente, né?

A delicada risada da Bella ressoou nas minhas orelhas. "Eu não disse." Eu respondi simplesmente, e sua evasão a minha pergunta tornou impossível engolir toda a frustração, mas eu deixei pra lá. Como eu podia ficar puto com a minha garota por ter vindo me fazer companhia? Eu não podia.

Eu continuei respondendo às perguntas do exercício, e estava irritado com a certeza que iria reprovar nesse teste. Eu nunca reprovei num teste. E essa merda estava fodendo pra caralho com a minha decisão de ficar acordado.

Bella suspirou alto do sofá, ganhando minha atenção e fazendo eu focar nela. "Eu tô entediada." Ela murmurou enquanto enrolava um cacho brilhante do seu cabelo castanho em volta do seu dedo. Ela estava usando aquela roupa vermelha sexy dos Dia dos Namorados, e eu tinha certeza que ela só estava fazendo isso para me distrair.

E eu estaria sendo um merda do caralho se eu dissesse que não estava funcionando.

Eu tentei afastar meus olhos do seu decote e ignorar o jeito que o colar que eu tinha dado a ela arrastava minha atenção pro seus peitos. Eu tenho certeza que não foi por isso que eu comprei. Eu estava com nojo de mim mesmo por ficar secando ela, e ainda frustrado com ambos o seu tédio e o meu. Nós podíamos estar fazendo coisas melhores.

"Merda, Bella," Eu comecei conforme a irritação se mostrava mais uma vez na minha voz. "Nós podíamos sempre tirar um cochilo ou qualquer coisa." Eu rebati e imediatamente me senti um merda quando seu rosto caiu e ela se encolheu.

Ela deixou cair a mecha do cabelo. Deslizou pelo seu decote e caiu na sua barriga. "Nós já conversamos sobre isso, Edward." Ela sussurrou com remorso quando seus olhos desviavam para o seu colo.

Eu olhei sua expressão triste por um momento, e minha culpa inchou por ter respondido pra ela tão duramente por algo que ela não podia controlar. "Me desculpa." Eu disse delicadamente para sua careta e respirei fundo para acalmar minha frustração. Eu quero dizer, era fudido pra caralho - e raro - pra mim ficar irritado com a minha garota.

Eu me senti um merda.

Era o suficiente que ela veio, e eu me lembrei disso enquanto eu forçava um sorriso torto quando ela olhou para mim por debaixo dos seus cílios. Ela sorriu de volta hesitante, uma ponta dos seus lábios vermelhos curvando pra cima docemente, porque aquele sorriso torto era dela e de mais ninguém. Eu não era dono dela. Ela era a minha dona, caralho. Eu tinha certeza que ela sabia disso também. Era o único motivo por eu ainda estar aqui nessa casa.

Acho que Emmett talvez estivesse esperando por mim na sala de estar, e qualquer outra noite, eu já estaria lá em baixo. Tinha meio que se tornado um hábito nosso se encontrar perto da meia-noite e passar algumas horas em qualquer merda de vídeo game que Emmett escolhesse. Matava o tédio, e apesar de nós raramente conversarmos sobre qualquer coisa não relacionada com o que nós estávamos fazendo naquele exato momento, eu deixava ele me divertir com suas reações exageradas quando eu acabava com ele.

Mas pela primeira noite em mais de um mês, eu não ia deixar o meu quarto pra encontrar com ele. De jeito nenhum eu ia deixar a minha garota. Ela estava linda e sexy pra caralho conforme ela sorria e relaxava no couro preto... eu precisava tocar ela. Em todos os lugares.

Mas no primeiro segundo que eu percebi, ela parada no meio do meu quarto, toda merda de vermelha e perfeita contra o plano de fundo fudido da minha vida... ela não deixou. Ela disse 'cookie' antes de eu sentir sua pele ou cabelo, e apesar de eu estar confuso e machucado, ela me garantiu que ela estava tendo uma noite 'estranha'. Eu não sabia que diabos isso significava. Toda noite era 'estranha' a não ser que nós estivéssemos juntos. E agora que nós finalmente estávamos aqui, eu achei que poderia ser como antigamente.

Sem vergonha, a primeira idéia que cruzou a minha mente quando eu vi ela foi... sono. Bella era sono - especialmente quando ela estava parada no meu quarto as onze da noite. Pela primeira vez, eu senti como se quisesse usar ela. Ela não era só sono, mas ela era comida e luxúria e distração e conforto e carinho. Eu era um canalha por não ver ela imediatamente por quem ela era, e não pelo que ela podia me aborrecer.

A culpa, juntamente com a santidade incorruptível da palavra de segurança, ajudou a definir minha decisão de manter a minha distância a seu pedido porque mesmo se eu não podia tocar ela... ou dormir, eu era sortudo só por ter ela aqui.

Eu assisti quando ela de repente trouxe suas mãos para o seu cabelo com uma careta e removeu as duas presilhas que prendia a sua franja para trás. Meus lábios se contorceram em divertimento conforme ela olhava para elas petulantemente em sua mão. Elas sempre machucavam sua cabeça, eu preferia muito mais seu cabelo solto mesmo.

Com um suspiro contente, ela usou seus dedos para pentear seu cabelo para longe da sua testa, jogando para trás e destruindo a perfeita a perfeita linha divisória do seu cabelo quando caiu em ondas de cachos em volta do seu rosto. Era um gesto bizarramente sexy, e eu estava tão fascinado que eu quase não notei, ela jogando raivosamente os ofensivos acessórios de cabelo no meu chão com um olhar irritado pra direção onde eles pousaram.

"Você realmente abandonou o seu quarto." Ela suspirou triste para o meu chão enquanto relaxava e parecia bem mais relaxado sem a dor no crânio.

Eu não podia esconder minha careta quando eu mudava meu olhar para o meu trabalho. "Eu... não estava esperando companhia?" Eu respondi desconfortável. Era como se ela merda de soubesse quanto aquilo estava me incomodando.

"Eu podia arrumar se você quiser," Ela ofereceu em uma voz tímida.

"Não, obrigado." Eu recusei rapidamente, e talvez um pouco rudemente conforme eu evitava o seu olhar. Era uma coisa deixar ela fazer a minha comida e cantar pra eu dormir, mas eu estaria fodido se eu sacrificasse o resto de dignidade que certamente iria pegar fogo se eu assistisse eu pegar minhas boxers sujas do chão. Todo filho da puta tem que colocar algum limite.

Ela suspirou, e nós ficamos em silêncio de novo enquanto eu tentava... merda de me ... concentrar.

Questionário. Foco. Indochina. Foco. Império Vietnã. Foco. Pé da Bella a centímetros da minha roupa suja. Merda.

Concentração. Ho Chi Minh. Concentração. Vet. Minh. Concentração. Peitos da Bella e aquele colar.Caralho.

Nós tínhamos passado o mês inteiro fugindo para os fundos da escola despercebidos no almoço... bem... para basicamente beijar e ter alguma privacidade. Apesar que nós normalmente só conversamos e comemos, quando nós beijamos, eu sempre sou gentil e carinhoso. Por sorte, o desejo animal de possuir ela nunca retornou - mas nunca fomos além de beijos, e apesar de eu ansiar para tocar ela em todos os lugares, eu nunca o fiz.

Ela parecia gostar do afeto, e apesar de nós estarmos mais sexualmente frustrados e inquietos do que nós já estivemos quando dormimos na mesma cama. Toda essa merda de frustração sexual estava tirando o meu foco, e eu estava decepcionado com as anfetaminas. Quero dizer, era pra isso que elas servem, e merda... eu tinha que passar nesse teste.

"Então," Eu comecei ansioso para diminuir seu tédio e animar ela com uma conversa pelo menos, "já que você é claramente tão astuta em todas as coisas da Indochina, eu acho que deveria ser você mentalmente fodido nesse exercício." Me equilibrei no cotovelo, levantando o papel na minha mão livre, balançando levemente e sorrindo.

Ela bufou e dobrou suas pernas embaixo dela com um balançar de cabeça. Eu fiz um bico todo dramático, mas estava secretamente bastante fascinado pelo jeito que seus olhos estavam. Ela parecia descansada pra caralho. Eu quase não podia ver os círculos escuros. Eu comecei a pensar em perguntar a ela se ela tinha dormido antes dela finalmente considerar meu bico falso.

"Ai que maminha dura pro coitado do Cullen." Ela fungou e colocou seu cotovelo no encosto do sofá com um sorriso malicioso. "É isso que você ganha por estar no nível avançado." Ela piscou sedutoramente. Não está ajudando na concentração.

Eu sorri forçado por cima do careta que lutou para emergir ao som dela me chamando de 'Cullen'. Que merda foi isso? Eu não tenho certeza por quê, mas me incomodou. Ao invés de ser um canalha sobre isso, eu rolei meus olhos em divertimento e retornei o papel para o livro. "Eu vou lembrar disso quando você tiver toda desesperada pra cacete com Trigonometria." Eu sorri com malicia de volta para o que ela respondeu concordando com a cabeça e com um delicado "Touché."

Eu sorri e retomei minha leitura do livro antes de dar uma espiada nela por debaixo dos meus cílios como ela geralmente faz comigo, porque vingança é doce pra caralho."E falando nisso," Eu comecei em um baixo e sugestivo tom que eu sabia que ela provavelmente achava sexy ou alguma merda assim. "Você pode me mostrar toda maminha dura que quiser." Eu pisquei de volta pra ela de brincadeira.

Com isso, seus olhos escureceram abruptamente, e ela se endireitou no sofá. Seus longos cílios acariciando sua sobrancelha conforme ela abaixava sua cabeça e olhava de volta pra mim. E aqueles vermelhos lábios carnudos estavam esticados em um sorriso torto que imediatamente fez meus hormônios acordarem. Ela parecia... diferente pra caralho. Quase arrogante.

Meus olhos se arregalaram, e eu engoli alto enquanto suas mãos foram pra bainha da sua blusa e ela começou a levantar. Eu tenho merda de certeza que eu estava atordoado e sem palavras, e que meu queixo estava em perigo de desprender. Eu não sabia o que fazer enquanto assistia ela levantar sua blusa e tirar pela cabeça. Quero dizer, merda Bella, eu não estava sendo literal. Você nunca ouviu falar de provocação?

Por algum motivo, eu não parei ela.

Ela descartou o tecido vermelho e então foi deixada sentada em seu sutiã de renda vermelho que tinha mais aparições repetidas nas minhas fantasias do que eu estou disposto a admitir. Lentamente, ela alcançou por detrás dela, arqueando seu peito e olhando diretamente nos meus olhos com um sorriso malicioso conforme ela soltava seu sutiã e deslizava ele dos seus ombros.

Eu queria abrir minha boca e dizer a ela como merda de desnecessário todo esse strip tease estava sendo, mas... eu não conseguia formar as palavras, então eu assisti, petrificado, quando o sutiã de renda vermelho caiu dos seus braços e aterrissou em seu colo.

Eu podia sentir os meus olhos escurecerem conforme eles percorriam seus seios nus, e eu me arrumei involuntariamente contra a cama, minha ereção pressionando dolorosamente no colchão abaixo de mim. Não que eu não tenha me tornado acostumado com dolorosas ereções nós últimos quatro meses. Provocadora pra caralho.

Ela sabia que eu não podia toca-lá, não podia beija-lá, não podia nem merda de cheirar ela. E mesmo assim aqui estava ela - se despindo e sorrindo diabolicamente conforme relaxa no sofá para reassumir o seu enrolar do seu cachos brilhantes no seu dedo- sem blusa.

Eu afastei meus olhos da visão de seus rígidos seios e aquele maldito colar e encaracolado cabelo contra sua pálida pele para acalmar os hormônios e tentando terminar meu exercícios.

"Touché." Eu concedi em uma embaraçosa voz rouca enquanto eu lutava para focar na Indochina.

Ela iria pagar por isso amanhã no almoço, quando eu espero poder tocar ela de novo.

Espero.

...

Eu não podia lembrar exatamente quando Bella foi embora aquela manhã. Eu fui no banheiro mijar porque a cafeína misturado com uma ereção fazia minha bexiga implorar por um alivio. Quando eu sai, ela tinha simplesmente... ido, e o sol estava raiando do lado de fora das minhas portas francesas.

Eu bufei e passei meus dedos pelo meu cabelo enquanto olhava para o chão sujo, debatendo se devia ou não limpar. Ela podia vir de novo essa noite e eu iria me sentir a merda de um porco. Eu resolvi esperar até depois que eu retornasse da escola, porque aquelas horas eram sempre as piores para mim e eu agradeço a distração.

Eu me arrumei como eu sempre faço e estava fora da casa antes que Carlisle pudesse olhar pra mim nem que de passagem. Eu parei de falar com ele depois do meu aniversário. Me chame de porra de criança, mas eu estava irritado com aquela merda.
Eu estava cansado de jogos e me recusava a fazer qualquer coisa fora do que a música mandava. Eu ia pra escola, conseguia notas, comia comida, fazia minha higiene, trocava minhas roupas, e seguia como a merda de um filhotinho quando eu repetia tudo de novo no dia seguinte.

Eu busquei Jazz e permiti ele falar animadamente sobre algum novo filme enquanto eu concordava com minha cabeça e fingia prestar atenção. Minhas pálpebras caíram e eu lutei para me manter coerente enquanto dirigia. Eu usei a memória da minha garota sentada no sofá despida a noite inteira para me manter alerta.

Yeah. Merda eficiente do caralho.

Quando nós chegamos no estacionamento, eu estava ansioso-nervoso que ela estava se sentindo 'estranha' e que ela não iria querer que eu tocasse ela. Por sorte, ela saiu do Porsche e andou diretamente para mim como ela fazia toda manhã. Eu reprimi uma careta quando eu notei que ela parecia diferente de horas atrás. Seus olhos estavam mais escuros, rosto pálido, bochechas fundas, e lábios pálidos enquanto suas pálpebras roxas cobriam maior parte da sua visão. Ela parecia bem antes de sair do meu quarto, mas agora ela parecia... como ontem quando nós paramos no estacionamento da escola.

Eu sorri quando ela entrou nos meus braços e segurou meu pescoço tão apertado que quase me sufocou, e eu estava aliviado pra caralho. Eu envolvi sua cintura com meus braços, aninhando-a e afundei meu nariz no seu capuz, finalmente podendo tocar ela e cheirar e beijar sua cabeça. Apesar de eu ter gostado da visita de ontem a noite, era insuportável a merda de ver e não poder tocar.

Eu sorri intimamente pra ela quando ela me soltou. "Tudo foi bem essa manhã?" Eu perguntei nervoso, merda de rezando que ela não tinha sido pega pela Esme. Essa é a ultima coisa que nós precisamos, e gostaria de ter prestado mais atenção ao risco na hora.

Ela franziu seus lábios e inclinou a cabeça. "Yeah." Ela deu de ombros, indiferente e, eu soltei um fôlego que eu não tinha nem mesmo percebido que estava segurando. Ela não estava se sentindo 'estranha', ela não foi pega. Minha garota é uma delinqüente juvenil boa pra caralho.

Eu sorri aliviado e a levei para a aula, ansioso para o almoço, e eu podia dizer que ela também estava porque quando meus lábios encontraram o seu pescoço na frente da sua porta, ela estremeceu. Eu sorri contra a sua pele e soltei ela e assistia enquanto ela entrava na sala. Arrastando seus pés e batalhando de um jeito que me preocupou pra caralho. Ela não aparentava estar tão mal mais cedo.

Eu afastei o sentimento de desconfiança e segui com o dia como eu normalmente fazia. Eu fui parado pelo meu teste de História. Merda de um 'F', caralho. Amargou o meu humor, então eu amassei o papel no meu punho, jogando no lixo do corredor conforme fazia meu caminho para encontrar Bella para o almoço.

Quando eu ia visitar a merda da Indochina mesmo, caralho?

Ela estava esperando por mim no seu lugar com sua cabeça descansando em seus braços quando eu cheguei. Ela deve ter escutado eu me aproximando porque quando eu entrei pela porta, sua cabeça de repente se levantou e ela sorriu pra mim toda convencida.

Eu admito, eu tenho estado impaciente pra caralho pelo almoço a merda do dia inteiro. Eu devia estar levando ela para o refeitório para que ela pudesse dormir porque ela parecia perturbadoramente exausta, mas ao invés, eu coloquei meu braço em volta dos seus ombros quando ela levantou e a conduzi para fora da sala de aula para o nosso lugar familiar. Eu não precisava suportar toda a culpa, porque seus passos estavam animados contra o pavimento conforme nós nos aproximávamos dos dois prédios, como nós fazíamos todos os dias que nós saíamos pelas portas ao meio dia.

Nós entramos entre os prédios, e eu soltei ela quando nós finalmente chegamos no local e assumimos nossas posições regulares no chão, lado a lado contra a parede. Ela sorriu quando retirou meu saco marrom, e eu merda de rolei meus olhos enquanto pegava.

Eu fui para os cookies primeiro, e não porque eu sabia que eles estariam deliciosos, mas porque eu estava curioso sobre Esme. Era comum a minha garota basear os nomes dos seus cookies em Esme ultimamente, e eu estava querendo saber sobre os seus avanços nas tentativas de quebrar sua resolução sobre o nosso relacionamento.

É claro, o nome do cookie não era muito incentivador. Chewy Granola Grievances.

Fiz uma careta para a tinta preta, esfregando com meu dedão como se pudesse apagar todas as merdas e tornar tudo perfeito. Grande piada do caralho.

Com um suspiro Bella tirou o capuz, e franzi minhas sobrancelhas em preocupação para a textura apagada do seu cabelo enquanto eu colocava os cookies de lado. Estava tão brilhante ontem a noite.

"Então." Ela começou, se inclinando contra o meu lado com um bocejo profundo. "Eu perguntei por aí e... finalmente descobri quem é o James Bond original." ela continuou quando o bocejo diminuiu, balançando a cabeça e olhando para mim.

"Você estava certo. Sean Connery foi o Bond original." ela concedeu sobre um debate que nós tivemos no dia anterior. Então ela rolou os olhos para a minha expressão convencida, porque... merda Bella. Todo mundo sabe que Connery foi o Bond original.

"Em minha defesa," ela acrescentou indignada pra caralho, esfregando seus olhos do resto das lágrimas do bocejo. "Roger Moore foi muito melhor." Ela deu de ombros e relaxou contra a parede e colocou suas pernas a sua frente.

Eu bufei para sua ignorância e copiei sua posição, levantei meu braço e ela me permitiu acesso aos seus ombros. "Okay, eu podia passar á hora inteira discutindo essa merda." Eu arqueei uma sobrancelha pra ela ceticamente, porque... nem fudendo Moore foi melhor do que Connery. "Mas," eu continuei trazendo ela pra perto e plantando um beijo na sua testa. Eu abaixei minha voz em um tom sugestivo de novo. "Você vai provavelmente só me mostra seus peitos para me distrair dos seus insultos a filmes clássicos." Eu murmurei contra sua pele com um sorriso conforme minha mão encontrava seu queixo e levantava seu rosto.

Ela encarou meus olhos com diversão e seus lábios se torceram. "Com licença?" Ela quase riu, mas eu a cortei quando eu tortamente suguei sua lábio inferior na minha boca, e agora, era ela que estava sem palavras.

Eu beijei ela lentamente e delicadamente, mas minha mão estava merda de morrendo para descobrir se ela ainda estava usando aquele sutiã vermelho. Eu não tenho tocado seus seios desde a última noite em que nós dormimos juntos, eu então estava hesitante em merda de só... agarrar.

Mas ela suspirou na minha boca e abriu seus lábios para aprofundar o beijo, e o desejo conforme nossas línguas se encontravam me lembrou... ela não estava hesitante noite passada sobre mostrar eles.

BPOV

A sensação da sua língua contra a minha fez cada célula do meu corpo vir a vida, e eu reprimi um gemido quando a mão de Edward encontrou o meu quadril e me puxou para perto.

Melhor jeito de ficar alerta de todos os tempos.

O dia todo tem sido uma luta, e mesmo que eu nunca deixe Edward ver isso, e passei todas as aulas consumindo café da minha garrafa para ficar acordada. Eu normalmente não esconderia o fato de eu estar tão cansada, mas eu sabia que ele provavelmente ia insistir em me levar pro refeitório pra dormir, e eu estaria perdendo isso.

Nossas línguas se misturaram sensualmente, e o jeito que ele agarrava meu quadril trouxe um flash de lembrança: aquela tarde a mais de um mês quando ele me tinha pressionada contra a parede de tijolos atrás de mim. Eu gemi na boca de Edward para a memória, e ele torceu seu corpo para mais perto em um flash de luxúria e animação que me animou minuciosamente.

Ele nunca mais agiu assim. Ele segurou minha bochecha e acariciou meu cabelo enquanto sua língua movia sobre a minha gentilmente. Ele era gentil e amoroso - não era mais dominante e urgente. Eu senti um familiar senso de culpa e vergonha por estar confusa a qual versão de afeto eu prefiro.

Tinha vezes que eu quase considerei mencionar terapia de novo para simplesmente provocar aquela reação - até que eu percebia o quanto má e horrível isso me faria ser, o que novamente fazia meu peito inchar com culpa e confusão.

Na verdade, eu estava muito cansada para gastar a quantidade de esforço mental necessária para resolver os complexos significados por trás disso tudo, então eu deixei ele me beijar assim, e eu amei cada segundo da sua adoração reverente dos meus lábios, rosto e cabelo. Eu tinha que afastar a vontade de estimular essa sua personalidade mais urgente.

Sua mão começou a subir pelos meus lados, e eu angulei meu corpo para o seu e serpentear meus dedos pelos cabelos atrás da sua cabeça. Ele sorriu no beijo quando sua mão subiu, e eu estava momentaneamente confusa com o seu divertimento até que sua mão de repente agarrou meu seio.

Eu arfei em surpresa, e ele se afastou minimamente, abrindo seus olhos para encontrar meu olhar com um sorriso enquanto ele lambia seus lábios e massageava meu seio em sua palma preguiçosamente. Seus olhos estão tão escuros, e eu estava imediatamente preocupada como eles pareciam tão desfocados. Praticamente movendo de lado a lado enquanto seu nariz cutucava o meu levemente e eu gemi involuntariamente. Ele não tinha me tocado assim em... muito tempo, e estava começando a fazer meu sangue a ferver conforme minha respiração se tornava profunda.

Ele pegou meu gemido com um encorajamento, e rapidamente moveu sua mão para a bainha do meu agasalho, deslizando por baixo dele enquanto seus lábios foram para o meu pescoço. Eu reclinei para dar a ele melhor acesso conforme sua mão fria deslizava meu torso até o meu seio novamente.

"Mmm," ele soltou contra o meu pescoço, e estava mordendo meus lábios quando seu dedão massageou meu mamilo por cima do tecido. "Você mudou do vermelho, mas eu não dou a mínima merda." Ele murmurou na minha pele e afundou seus dedos por baixo do meu sutiã, me surpreendendo de novo, me fazendo arfar e arquear em sua mão involuntariamente. "Eles todas parecem melhor no meu chão mesmo." Ele gargalhou roucamente e continuou massageando.

Eu batalhei a vontade de subir no seu colo enquanto eu gemia para a sensação das suas mãos. "O que é com esse interesse repentino com minhas roupas íntimas?" Eu perguntei distraidamente enquanto acariciava seu cabelo e o puxava pra perto. Eu estava agradecida pela sua coragem, porque eu realmente gostava dos beijos leves, mas tinha decidido que isso era muito melhor.

"Você foi cruel pra caralho ontem a noite," Ele grunhiu no meu pescoço enquanto eu arqueava contra ele para o trazer mais pra perto. "Eu espero que você saiba que eu reprovei naquele teste por causa desses aqui." Ele murmurou e alterou para o meu outro seio enquanto eu gemia.

Eu serpenteei meus dedos em seu cabelo e franzi minhas sobrancelhas em confusão. "O que?" Eu perguntei sem fôlego quando seus dentes roçaram no lóbulo da minha orelha.

"Você vai ter que me contar como você conseguiu passar pelo sistema de segurança de Carlisle." Ele soltou roucamente contra a minha orelha. "Porque ... merda, Bella. Eu tenho tentado fazer essa merda a anos." Ele sussurrou e retornou seus lábios para o meu pescoço enquanto me massageava, e sua língua encontrou minha pele e quase me distraiu completamente, mais eu consegui me afastar infinitamente.

Eu encontrei seu olhar nublado, e ele ainda estava lambendo seus lábios e me tocando enquanto eu franzia minhas sobrancelhas em confusão. "De que merda você tá falando?" Eu perguntei em uma tentativa de me afastar e resistir ao prazer que sua mão presa firmemente entra a minha pele e meu sutiã fornecia.

Seus lábios se contorceram em um sorriso malicioso, e ele mergulhou de volta para o meu pescoço. "Não finja que você não pode lembrar do strip tease." Ele riu sonolento na minha pele, e eu tentei me afastar de novo.

"O quê?" Eu repeti minha pergunta fracamente, porque eu estava completamente perdida nessa conversa e suas mãos não estava ajudando o meu foco. Ele balançou sua cabeça no meu pescoço com outra profunda gargalhada e não parou os movimentos da sua mão.

Era bom. Muito bom. Eu estava quase me conformando em desistir dessa conversa estranha antes de pensar melhor, mas quando eu tentei me afastar de novo seus lábios e língua estavam no meu pescoço, e comecei a me ficar frustrada.

Eu coloquei minhas mãos no seus ombros e tentei empurrar ele pra trás, mas ele não cedeu, então eu fiz a única coisa que eu tinha certeza que ia funcionar. "Cookie," Eu falei rapidamente e talvez mais irritada do que intencionalmente.

Suas mãos imediatamente saíram do meu sutiã e agasalho enquanto ele afastava com um meio grunhido meio gemido e reassumiu sua posição contra a parede. Seus olhos estavam pesados e apertados conforme sua mão deslizava pelo seu cabelo e olhava cegamente para frente, carrancudo.

Eu arrumei o meu sutiã e agasalho e franzi minha testa para sua expressão irritada. "O que aconteceu ontem á noite?" Eu perguntei delicadamente, inclinando minha cabeça para o lado e indo pegar sua mão. Eu odiava irritar ele e usar a palavra de segurança para motivos sem relação com o meu pânico era realmente injusto. Eu me sentia o menino lobo chorando ou algo assim.

Ele bufou e me permitiu pegar sua mão conforme encontrava o meu olhar e arqueava uma sobrancelha. "Você entrando no meu quarto, tirando sua blusa, maminha dura, te lembra alguma coisa?" Ele falou em um tom duro e levantou suas sobrancelhas na expectativa.

Eu olhei em seus olhos momentaneamente para determinar se ele estava brincando ou não comigo, ou se eu tinha me tornado tão sonolenta que eu simplesmente não entendi suas palavras. Mas ele parecia serio. E ele estava carrancudo.

"Edward," Eu comecei, e limpei minha garganta porque parecia estar apertada, e eu não tinha idéia do que estava acontecendo. "Eu nunca sai do meu quarto, noite passada." Eu sussurrei em um lamento enquanto agarrava sua mão e tentava acalmar ele com as caricias gentis do meu dedão.

Seus lábios abruptamente se curvaram em um sorriso, olhando pra mim com uma inesperada expressão contemplativa. A minha permaneceu inalterável conforme eu acariciava sua mão e procurava seus olhos verdes em confusão. Conforme ele encarava minha expressão perdida por muitos momentos, seu sorriso lentamente diminuiu para uma linha apertada e suass sobrancelhas se franziram levemente. "Pare de zoar comigo, caralho." Ele sussurrou e gentilmente puxou sua mão para longe.

Eu devia estar de boca aberta pra ele. "Estou sendo seria." Eu insisti, me sentindo levemente insultada que ele não acreditava em mim, mais Edward zombou de mim em retorno e olhou pra mim desconfiado.

Eu me frustrei conforme eu lembrava da minha rotina noturna em voz alta. "Eu fiz cookies ás oito, eu estava na cama ás nove, eu li quatro capítulos do meu livro, eu usei meu banheiro as três e vinte e sete, e então fui de volta para de baixo dos cobertos até que o sol raiou, e eu nem sai do meu quarto, Edward." Minha firme frustração mudou para alarme conforme as palavras saiam da minha boca e ele se tornou visivelmente chateado.

Eu encarei seus agitados olhos verdes por muito tempo, incerta do que fazer. Seu rosto permaneceu duro e a agora constante ruga em sua testa aprofundou conforme seus olhos ainda continham aquele movimento desfocado.

De repente, ele se levantou do chão e seus olhos se tornaram furiosos quando ele pegava sua mochila e se virava pra mim com um olhar furioso. "Você." ele apontou seu dedo acusadoramente para onde eu sentava, "é completamente cheia de merda." ele cuspiu, virando em seu calcanhares e trotando pela caminho entre os dois prédios enquanto eu olhava pra ele em choque.

Me levou um tempo para recuperar meus pensamentos racionais antes de eu me levantar e ter a presença de espírito de me aproximar do refeitório pra procurar por ele, mas conforme eu entrava e olhava pra mesa, eu notei que o lugar de Edward estava vazio. Me inclinei pra fora da porta aberta e olhei para o estacionamento antes de perceber que seu carro não estava lá.

Ainda confuso e admito, um pouco magoada, eu entrei o refeitório e fiz um zigue zague até Alice, porque eu tinha que descobrir o que estava acontecendo.

...

"Você quer o quê?" ela perguntou incrédula enquanto eu balançava de um pé a outro ansiosamente ao seu lado.

Eu grunhi em frustração, sem paciência e energia pra discutir com a Alice. "Alice, por favor. Eu sei como dirigir um carro." Eu parecia uma criança desesperada, mas ela estava desperdiçando tempo. Ela meio que rio histericamente antes de vir para o seu pé em uma clara recusa ao meu pedido. Jasper olhou pra mim se desculpando do lado oposto a ele enquanto eu tomava um profundo, acalante fôlego.

Eu me inclinei perto da sua orelha, e Emmett me olhou curiosamente do outro lado da mesa. "É o Edward." Eu sussurrei implorando, e seu garfo parou no ar enquanto ela olhava pra mim de lado.

Eu esperei por mais alguns momentos, crescendo impossivelmente mais frustrada, e preparando pra andar até em casa antes de ela suspirar em derrota e começar a procurar em sua bolsa.

"Se o Posche morrer, você morre." Ela me deu um olhar significativo enquanto eu pegava as chaves e sorria apertado em obrigada. Eu nem esperei pra responder qualquer pergunta, eu corri pra fora do lugar e fui direto para o Porsche amarelo.

Me confundiu.

"Estúpida, exageradamente cara tecnologia Alemã." Eu murmurei enquanto saia do estacionamento e descobria que ambos a freio e acelerador eram incrivelmente sensíveis. Eu deixei a dificuldade de operar o veiculo sobre ridícula exaustão - e os movimentos de parada e iniciar - me distrair da ansiedade que serpenteava no meu peito conforme eu aproximava da nossa rua.

Eu estava aliviada quando eu vi seu carro prata em seu lugar usual enquanto eu parava na nossa garagem e estacionava o Porsche. Sem hesitação, eu sai do carro e fiz meu caminho pelos jardins para a casa dos Cullens. Eu tinha sorte que tanto Carlisle quanto Esme ainda estavam no trabalho conforme eu entrava na varanda e olhava a porta na dúvida.

Eu não tinha como saber o quanto ele realmente estava com raiva de mim ou se ele mesmo ia abrir a porta, e eu ainda estava sem paciência para discutir qualquer coisa. Decidindo que eu não queria esperar mais pra descobrir o que diabos estava acontecendo, eu peguei a maçaneta e entrei rapidamente.

A casa estava quieta, e aparentemente vazia enquanto eu timidamente entrava a sala de estar. Mas seu carro estava na garagem, e eu tinha quase certeza que ele estaria em seu quarto, então com um suspiro profundo eu comecei a subir as escadas.

Era estranho como era confortável - como se eu tivesse vivido nessa casa alguma vez, mesmo que eu raramente passava algum tempo em outro cômodo fora o quarto de Edward. Meus dedos deslizavam pelo corrimão levemente enquanto eu subia e cuidadosamente passava os quartos do segundo andar.

Conforme eu subia o segundo lance das escadas, minha ansiedade e impaciência me venceram, e eu subi dois degraus de cada vez, praticamente caindo sobre os meus dois pés, até que eu estava no corredor e aproximando a sua porta cautelosamente.

Estava aberta, mais só um pouco, e eu podia detectar um pequeno som de papéis sendo mexidos enquanto eu espalmava minha mão contra a madeira e levemente a abria para que eu pudesse espiar lá dentro.

"Edward?" Eu chamei suavemente conforme eu entrava no quarto meio na dúvida.

Ele estava de joelhos, ainda usando sua jaqueta de couro, e mexendo por uma pilha de bagunça no chão, brevemente encontrando o meu olhar e grunhindo em conhecimento. Eu fiquei de pé desconfortável, assistindo ele procurar seu chão por algo enquanto eu deixava meu olhar vagar pelo quarto que eu uma vez conhecia tão bem.

Eu não via a mais de um mês, e eu franzi a testa para as roupas jogadas perdidas no chão e perduradas no encosto do sofá enquanto eu me mexia desconfortável. Estava um pouco bagunçado, mas eu racionalizei que ele raramente tinha visitas então fazia sentido ele ficar um pouco descuidado. A cama reinava o espaço, e eu acho que eu talvez tenha soltado um pequeno suspiro olhando pra ela em recordações. Eu nunca tinha visto nada parecer tão confortável na vida inteira.

Eu voltei a observar ele enquanto ele se abaixava e parecia estar olhando embaixo da cama.

"O que você está procurando?" Eu sussurrei cautelosa, trazendo meu lábio inferior entre meus dentes. Eu queria que ele explicasse seu comportamento estranho antes que eu enlouquecesse imaginando as piores coisas possíveis, mas ele parecia determinado enquanto continuava sua caça embaixo da cama.

Ele balançou sua cabeça, e todo o seu cabelo bagunçado encontrou o carpete quando ele afundou mais a sua cabeça e seus olhos varriam o espaço embaixo do sofá. "O maldito-" pausou e se levantou com um bufar, estalando seus dedos e fechando seus olhos como se estivesse tentando lembrar de algo. "O... uh... maldito... coisa pra cabelo." Ele finalizou decepcionado, gesticulando pro seu cabelo pra enfatizar.

Eu franzi minhas sobrancelhas pra sua termologia. Coisa pra cabelo? "Prendedor de cabelo?" Eu questionei, arqueando uma sobrancelha enquanto ele continuava sua procura, olhando embaixo das roupas no chão. Ele balançou sua cabeça então eu continuei tentando. "Um, presilha pra cabelo?" Questionei fracamente mais uma vez, procurando no fundo da minha memória por vários termos de acessórios de cabelos, e ele voou do chão, rodando pra encontrar o meu olhar.

"Sim." Ele assentiu rapidamente, parecendo sem fôlego conforme seu peito subia e descia. "As merdas de presilhas pra cabelo." E então ele simplesmente ficou lá e me encarou. Eu não sabia o que dizer ou pensar. Por que Edward teria presilhas pra cabelo?

"Presilhas pra cabelo de quem?" Eu perguntei em um pequeno sussurro, mexendo nas mangas do meu agasalho.

Suas mãos voaram pro seu cabelo, e ele agarrou dos punhos com um grunhido de frustração enquanto olhava pra mim. "As que você estava usando ontem a noite, Bella."

Ele grunhiu por dentes cerrados enquanto estreitava seus olhos pra mim. Eu estava congelada.

Edward nunca falava comigo assim, e eu me sentia horrível por irritar ele, mas... eu não tinha usado nenhuma presilha ontem a noite - e certamente não no quarto dele. Pra minha expressão vazia, ele grunhiu mais uma vez e voltou a escanear o chão e a procurar embaixo dos seus jeans e camisetas enquanto eu ficava de pé e assistia confusa.

Seus movimentos se tornaram desesperados conforme ele jogava papeis e roupas pra todo o lado, seus olhos arregalados e examinando cada coisa a sua vista enquanto sua respiração começou a sair em profundos suspiros. Edward parecia tão desesperado e frenético enquanto ele caia no chão, olhando embaixo da cama e sofá pela terceira vez, que eu comecei a fazer a coisa mais irracional e insana.

Eu ajudei ele a procurar.

Eu me senti totalmente ridícula conforme eu comecei a levantar as almofadas do sofá e passar a minha mão pelos vincos atrás dessas... presilhas pra cabelo, mas eu não podia não ajudar ele quando ele parecia daquele jeito. Nós sempre fomos um time, e mesmo que eu duvide que eu vá encontrar elas, meu primeiro instinto era de só... ajudar. Era absurdo, mas eu quase pedi pra ele descrever como elas eram enquanto eu comecei a levantar as roupas do chão e a escanear o carpete dourado com meus olhos, deduzindo que minha atenção deveria estar focado no chão como a dele.

Ele me prestou o mínimo de atenção enquanto eu procurava com ele, me dando uma olhada ocasional de apreciação pela minha criatividade quando eu comecei a chacoalhar as camisetas. Uma grande parte de mim esperava encontrar elas conforme eu procurava pelos bolsos os jeans no chão. Isso era insano, porque se eu realmente encontrasse elas, significaria que elas pertenciam a outra garota. O pensamento fez o meu coração cair. Eventualmente, eu percebi o que estava fazendo e, me sentindo bastante ridícula, me virei para ver ele arrancando os lençóis da cama para continuar sua procura.

Meus olhos se arregalaram em horror. "Ela es-" Eu pausei e tentei cuspir as palavras ainda mantendo minha sanidade. "Eu estive na sua cama noite passada?" Eu perguntei num sussurro torturado conforme ele se virava pra me encarar. Ele franziu suas sobrancelhas e seu peito ainda estava ofegando, e eu não tinha certeza do que estava sentindo. Alguém, alguma garota esteve na cama dele? Eu estava com ciúmes de... mim ou de outro alguém ?

Ele balançou sua cabeça, e eu suspirei em alivio, mas ele parecia impossivelmente mais frenético. "Você estava lá." Apontou pro sofá e começou a andar apressadamente até mim. "Bem merda de ali, Bella. Você não se lembra?" Ele parou do meu lado e agarrou meu braço grosseiramente enquanto ele olhava nos meus olhos com uma expressão frenética. Me assustou tanto que eu quase... cedi e admite que eu lembrava.

Mas eu honestamente não estive em seu quarto, então eu permaneci calada e balancei minha cabeça cautelosamente.

Sua rosto caiu, e ele soltou meu braço, andando de volta pra cama e desabando nela com um suspiro derrotado. Ele riu uma vez e abaixou sua cabeça em suas mãos enquanto eu encarava ele.

"Um de nós esta merda de enlouquecendo." Ele murmurou em suas mãos, e eu honestamente não podia dizer isso a ele, mas... eu sabia que não era eu. Eu tenho estado sonolenta e desorientada ás vezes, mas noite passada estava sólida na minha memória.

Ele riu em suas mãos de novo e de repente pulou da cama, correndo até o sofá onde ele agarrou o encosto e começou a puxar pra olhar por detrais. O absurdo da situação e sua persistência estavam começando a me irritar. " Eu não estive aqui, Edward." Eu afirmei firmemente enquanto assistia ele jogar o sofá completamente no chão de cabeça pra baixo. Ele não escutou e continuou procurando. Eu estava ficando frustrada. "Quando foi a ultima vez que você dormiu?" Eu perguntei bruscamente, e ele congelou abruptamente.

Ele permaneceu silencioso por muitos momentos, encarando a parede onde o sofá uma vez esteve antes de se virar pra mim. "Eu honestamente não consigo lembrar." Ele admitiu em um baixo e contido sussurro, e meu coração se quebrou um pouco conforme ele se abaixava para o chão desarrumado na minha frente e olhava nos meus olhos. Ele parecia tão perdido, e eu gostaria de poder afastar aquilo quando me ajoelhei a sua frente e percebi... ele nunca teve outra garota em seu quarto.

Ele nunca teve ninguém em seu quarto.

Eu suspirei e seus olhos estavam fazendo aquela coisa estranha de desfocar novamente o que fez meu coração bater forte em preocupação. "Talvez..." Eu sussurrei e olhei em volta do desgrenhado quarto ansiosamente. "Talvez você estivesse tipo..." Eu dei de ombros, minhas mãos mexendo inquietamente nas mangas no meu agasalho de novo conforme eu evitava seu olhar e lutava pra dizer minha teoria sem ofender ele. "Alucinando ou algo assim?" Eu ofereci cautelosamente conforme meus dedos puxavam e torciam, e eu reprimi uma careta quando eu ouvi as palavras saírem da minha boca e planarem no ar entre nós.

Depois se alguns segundos, eu encontrei seu olhar com cautela e não fiquei surpresa pelo que eu vi em sua expressão. Eu estaria igual se ele tivesse me acusado de ser louca. Ele parecia frustrado e acusatório conforme seus olhos estreitavam. Eu engoli em seco.

"Porque tem que ser eu?" Eu disse com uma carranca obscura, e sua expressão transformou-se para desconfiada enquanto eu mordia meu lábio inferior entra meus dentes. Me faltava coragem para expressar mais minha opinião enquanto seus olhos se tornavam impossivelmente mais furiosos.

"Carlisle me disse tudo sobre os seus breves surtos psicóticos no ginásio." Ele se levantou do chão, nunca quebrando meu olhar espantado conforme ele se colocou reto na minha frente e me olhou de cima do seu nariz. "Você tem um histórico de perca com a realidade, Bella. Eu não." Ele parecia quase aliviado quando as palavras escaparam de sua boca e seus ombros visivelmente relaxaram por baixo da sua jaqueta.

Eu negação era obviamente um rio na Terra de Edward também, mas estaria ferrada se eu deixasse ele me convencer nessa... do que Edward chamou? Merda podre?

Eu concentrei cada pedacinho de energia que a cafeína e a raiva poderiam me fornecer, firmei minha mandíbula, e levantei meu queixo enquanto me levantava do chão e encontrava seu olhar furioso com o meu próprio. Pelo menos eu fui legal sobre as minha insinuações. Ele parecia profundamente satisfeito com as suas.

Em endireitei meus ombros e estreitei meus olhos pra ele e... como ele ousava? Eu sabia onde eu estava ontem a noite. Ele precisava seriamente acordar e farejar a privação de sono, e não ele o que estava usando drogas? Ele começou a me olhar de um jeito que eu conhecia muito bem. De um jeito que eu odiava vindo das pessoas passando ao redor, imagina vindo do meu próprio namorado.

Ele estava olhando pra mim como seu eu fosse louca.

Bem, se foda isso e... "Vai se fuder." Eu cuspi, inacreditavelmente mais ofendida para a sua persistência em jogar tudo isso em mim. Eu segurei meu grunhido enquanto o encarava e o desafiava com meus olhos a repetir suas insinuações.

Ele bufou, e eu podia ver seus punhos fecharem ao meu lado pela minha visão periférica enquanto eu assistia seus olhos verdes brilharem e seus lábios se curvarem em um sorriso amargo. "Se foder?" Ele começou, dando um passo mais perto e quase tocando meu corpo enquanto ele inclinava sua cabeça para o lado e olhava em meus olhos. "Eu podia tentar me foder de novo." Ele murmurou conforme se aproximava, seu peito tocando o meu enquanto ele olhava curiosamente em meus olhos. "Mas eu estaria me poupando em monte de merda de decepção se eu me fodesse sozinho." Ele sussurrou, e seus lábios abruptamente se transformaram em um sorriso zombeteiro enquanto ele se inclinava a centímetros do meu rosto. "Afinal, minha mão nunca diz 'cookie'." Ele cuspiu a palavra de segurança amargamente na minha cara, e depois de alguns momentos com as palavras circulando pela minha cabeça, eu senti meus lábios se separarem e meus olhos se arregalarem em choque.

Seus olhos verdes disparam para os meus olhos enquanto eu sentia a familiar presença de lágrima da minha reação atrasada, e eu percebi o quão intencional tudo isso era.

Eu tinha duas opções, e meu queixo começou a tremer com meu ultimo instinto enquanto eu encarava seus olhos nada arrependidos. Eu podia chorar e admitir que seu comentário era provavelmente a coisa mais magoam-te que alguém já me disse. Eu podia admitir que afundou uma estaca profunda e me fez questionar meu valor como mulher merecedora de amor e afeição e futuros com casamentos e crianças. Eu podia ser uma fraca e uma garotinha chorona que deixava um canalha machucar ela com seus insultos intencionais - só pra fazer ele se sentir melhor. Eu podia me afastar e correr para me esconder no meu quarto azul enquanto eu soluçava pateticamente.

Grande merda.

Eu fui machucada e surrada e quase mutilada, e Edward Cullen não iria me fazer chorar com palavras impensadas. Seguindo meu instinto primário iria só... iria simplesmente não ser o suficiente, então eu pisquei para conter as lágrimas e as afastei enquanto eu continha meu lábio tremulo.

O segundo instinto teria que ser.

Minha mão estremecia contra a minha coxa, e sem mesmo um momento pra pensar, eu levantei e coloquei cada fibra de força que eu podia juntar na minha palma conforme ela voava em direção ao seu rosto com um doloroso tapa que ressoou nas paredes brancas do quarto.

Uma aguda, repentina picada repercutiu na minha mão quando esta se encontrou com a sua bochecha. Eu assisti admirada quando sua cabeça cambaleou para o lado e seu corpo balançou com a força. Ele congelou pra se estabilizar, sua cabeça ainda virada enquanto ele levantava sua própria mão para seu rosto e meu olhar lentamente viajou para a minha própria mão.

Eu encarei minha palma e meu queixo caiu de novo, completamente pasma que eu... bati no Edward e de alguma forma tinha forças o suficiente pra fazer forte. Uma onda estranha de adrenalina pulsou pelo meu corpo conforme minha respiração acelerava, e estranhamente, era... realmente purificante. Encarando um homem na cara e finalmente ter a coragem de só... revidar era libertador em um jeito que fez meus ombros formigarem com um força que eu nunca soube que era capaz de ter.

Muito melhor do que sair correndo chorando, eu decidi. Meus lábios se contorceram enquanto eu abria e fechava meu punho e a pinicada diminuiu.

Lentamente, meu olhar vagou da minha palma para o rosto do Edward, onde ele estava esfregando sua bochecha de forma calmante e olhando de volta pra mim em espanto. Eu mantive minhas costas eretas e olhei para esse diretamente enquanto abaixava minha mão para o meu lado.

Eu não lamentava.


NT Lê: Vivas? Confusas? Minha sugestão nesse momento é que vocês gritem. Cara, me ajudou quando eu estava traduzindo.

Caso vocês tenham qualquer tipo de dúvida sobre esse capítulo, se sintam a vontade para vir me questionar. É normal a confusão, eu mesma li duas vezes pra tentar absorver todo o capítulo. E eu vou me permitir a ousadia de pedir para vocês não julgarem os nossos personagens aqui sem ler bem o capítulo, e pensar no que eles passaram.

Por incrivel que pareça, isso é para o melhor deles.

Cada pessoa lida com traumas de forma diferente. Essa história -principalmente a partir de agora- trata muito disso. Isso vale pra Esme, pro Emmett, pra Rosalie, pro Carlisle, pro Edward, pra Bella e para todos no planeta. O que é insiguinificante para uns, é devastador para outros

Carol, sua review me tocou profundamente. Gostaria de poder te responder mais atenciosamente, mas como você não é cadrastada fica dificil. Suas palavras foram profundas e você resumiu os meus exatos sentimento ali. Fico feliz que a WA possa estar te ajudando de alguma forma, do mesmo jeito que me ajudou. E devo dizer, depois de ler sua review fiquei ansiosa para postar logo os outros capítulos, porque sei que lá vai ter uma coisa a mais. Caso queira, entre em contato comigo, estou sempre a disposição.

Novamente, muito obrigada por todo o carinho. Me deixa muito orgulhosa saber que vocês consideram Wide Awake a história favorita de vocês. E isso foi confirmado desde o ultimo capítulo, poís varias pessoas favoritaram a fic. Muito obrigada mesmo.

Juro que não vou fazer vocês esperarem muito pelos próximo que capítulo. E posso dizer uma coisa? Ele promete! E vale a pena lembrar essa fic é M por um motivo.

Beijos, Letícia.