Todos os personagens pertencem a Masashi Kishimoto. A história é de autoria de Maya Banks do seu livro Seduzida Por Um Guerreiro Escocês – Série Montgomerys E Armstrong. Essa fanfic é uma adaptação.
Capitulo 47
Sasuke estava sentado na cama, com Sakura no colo.
Ele envolvia sua cintura enquanto ela encarava seus irmãos e seus pais com algo que há muito tempo vinha escondendo deles. A verdade.
Ele permaneceu quieto, apenas a abraçando, quando ela tomou coragem e mergulhou na história, terminando com sua captura por Kabuto Yakushi e o terror que sentiu quando ele disse que faria tudo aquilo que prometera na época em que ela era muito mais jovem.
Gaara e Sasori tinham uma expressão de raiva no rosto. Lágrimas brilhavam nos olhos de seu pai e ele não conseguia sequer olhar nos olhos da filha. A vergonha coroava suas feições e Sakura sentiu-se mal ao ver a dor em seu rosto. Sua mãe chorava suavemente, mas também havia alegria em seus olhos, o que deixou Sakura emocionada.
Eles não estavam bravos. Suas emoções passavam pela alegria e pela tristeza. E raiva de Kabuto Yakushi, não dela.
Sakura relaxou sobre Sasuke, confortando-se em seu abraço. Ela ficou agradecida por usar sua força, pois precisou de cada gota possível para juntar a coragem de encarar sua família.
– Por que não me contou? – Gaara perguntou, com os olhos cheios de tristeza enquanto olhava para Sakura. – Você sabe que eu a teria defendido.
– Você não teria conseguido mudar a cabeça de nosso pai – ela disse.
– Sou eu quem deve carregar o peso da culpa por tudo o que aconteceu com você – seu pai disse, com uma expressão de agonia.
– Não! – Sakura negou. – Por favor, não posso aguentar ver todos vocês tão tristes. O que eu fiz foi estúpido. Eu aceito isso. Não me arrependo de minhas ações, pois talvez as coisas não estivessem como estão agora, mas não foi uma coisa boa nem foi culpa de ninguém. Eu menti. Eu enganei vocês. Fui pega em uma teia da qual não conseguia escapar. Eu apenas queria que vocês soubessem a verdade e que também soubessem que eu não culpo ninguém. Não estou zangada. Eu amo vocês.
Sua mãe levantou-se e aproximou-se de onde Sakura estava, no colo de Sasuke. Ela estendeu os braços e Sakura aceitou o gesto, abraçando sua mãe tão fortemente quanto sua mãe a abraçava.
Fazia muito tempo desde a última vez que tivera um contato assim com sua mãe, e ela adorou o calor e o amor de algo tão grandioso quanto um abraço de mãe.
Embora não fosse mais uma criança, não era tão velha que não tivesse mais necessidade do conforto da própria mãe. Não havia sensação melhor no mundo.
Sua mãe desfez o abraço, agora tocando o rosto da filha. Lágrimas rolavam de seu rosto, mas então ela sorriu com os olhos brilhantes de amor e perdão.
– Então é verdade, você consegue ler tudo o que eu falo apenas observando meus lábios?
Sakura confirmou.
– Sim.
– Que moça esperta – sua mãe disse, beliscando seu rosto.
Seu pai também se levantou e aproximou-se com um olhar sombrio. Sem conseguir aguentar mais a tristeza em seu rosto, Sakura tentou se levantar. Sentindo sua intenção, Sasuke ajudou-a a ficar em pé.
Sakura andou até seu pai e envolveu a cintura dele com os braços, pousando o rosto em seu grande peitoral e apertando-o com toda a força.
Ele retribuiu o abraço, usando a mesma força que ela. Seu corpo tremeu contra o dela e ele deu-lhe um beijo no topo da cabeça. Quando desfez o abraço, havia trilhas visíveis de lágrimas em seu rosto e uma pesada tristeza no olhar.
– Sinto muito, minha filha – ele disse.
Sakura sacudiu a cabeça.
– Não, tudo está perdoado. E sou eu quem deveria implorar por seu perdão. Mas tudo está bem agora. É isso o que importa.
O pai dela concordou.
– Sim, o importante é que você está feliz e está sendo bem cuidada.
Eveline sorriu e depois olhou de volta para Sasuke.
Ele não havia tirado os olhos dela e Sakura se surpreendeu com a profundidade da emoção em seus olhos.
Sem olhar de novo para seu pai, ela disse:
– Oh, sim, estou sendo bem cuidada, papai.
Gaara e Sasori também se aproximaram para abraça-la.
– Eu te amo, minha pequena irmã. Nunca se esqueça de sua casa aqui e das pessoas que amam você – Gaara disse, abraçando-a com força e tocando gentilmente no machucado perto de sua boca.
Ela sorriu.
– Não, não esquecerei.
Ela voltou-se para Sasuke e ele, mais uma vez, sentou-se na cama, puxando-a para o seu colo. Ela se sentia segura e protegida ali, com o calor e a força dele sendo transmitidos a ela.
– Ainda há coisas de que precisamos saber, Sakura – Sasuke disse. – Kabuto Yakushi sequestrou você, mas, quando cavalgamos para a fortaleza dos Yakushi, Orochimaru alegou que não sabia das ações de seu filho. Nós deixamos a fortaleza rapidamente, porque temíamos que você estivesse muito ferida. Pode nos dizer tudo o que ocorreu, se não for doloroso demais para você lembrar-se dos eventos?
Sakura olhou chocada para o seu marido.
– Disse que não sabia? Sasuke, ele estava lá, no calabouço, quando Kabuto bateu em mim. Eu o vi e ele recuou para as sombras, como se não quisesse que eu o visse, mas ele estava lá. Ele sabia de tudo.
O corpo de Sasuke se enrijeceu e ele encarou os outros no quarto com uma expressão de fúria. Sakura tocou seu rosto, para que olhasse para ela novamente.
– Ele parecia com medo do filho. Isso não fez sentido para mim. Kabuto era muito menor do que eu me lembrava, menor até mesmo do que seu pai. Quando eu era mais jovem, ele parecia enorme, como um monstro de algum mito. Quando o vi novamente, mal pude acreditar que aquele homem alimentara meus pesadelos por tanto tempo.
– Ele deve morrer – Sasuke disse, com a expressão fria como gelo.
Sakura olhou preocupada para os outros, que também pareciam enfurecidos. O rosto de seu pai estava vermelho de raiva.
Naruto deu um passo à frente.
– Sei que você está com raiva, Sasuke. Ninguém o culpa disso. Mas Sakura precisa de você agora. Não deveria sair de seu lado para vingá-la. Você puniu aquele que foi o maior responsável por seu tormento. Deixe-me levar nossos homens até a fortaleza dos Yakushi para cuidar do assunto.
Sasuke começou a sacudir a cabeça, mas o pai de Sakura ergueu a mão.
– Seu irmão está certo, Sasuke. Esse não é um assunto para você tratar. Seu lugar agora é com a sua esposa. Eu emprestarei minhas tropas. É provável que eles se entreguem sem lutar. Eles sabem que não podem vencer.
– Eu irei com ele – Sasori disse, com o rosto fechado.
– Eu também – Itachi disse.
A cabeça de Sakura se movia de pessoa para pessoa tentando ler os lábios de todos. Kizashi sorriu quando Gaara também tomou a causa para si. Depois olhou para Sasuke.
– O que você diz, Sasuke? Acha que dois lairds podem dar espaço e permitir que seus homens mais leais se livrem da víbora das terras altas?
– Eu reivindico a posse da fortaleza – Sasuke disse. – Será um presente para Sakura e para nossa filha, independente de quando ela nascer, seja a primeira ou a última. Qualquer filho que Sakura tiver comigo tomará o papel de laird em nosso clã, mas quero que nossa eventual filha tenha uma herança garantida, para que nunca se sinta como Sakura, quando tentou escapar de um casamento com um monstro brutal.
Os olhos de Sakura se encheram de lágrimas e ela abraçou o pescoço de seu marido, apertando com força enquanto lágrimas quentes desciam por seu rosto.
Quando finalmente desfez o abraço, ela beijou seus lábios, sem se importar que as pessoas testemunhassem aquela intimidade. Ele a acomodou em seus braços mais uma vez e ela olhou para o grupo de homens que já fazia planos para os Uchiha e os Haruno avançarem em sua primeira missão conjunta como aliados recém-formados.
Os irmãos de Sakura e os de Sasuke já discutiam quem receberia a tarefa de executar Orochimaru por suas mentiras e traição. Sakura desviou os olhos, sem querer testemunhar aquela sentença de morte.
Sasuke ergueu o queixo dela e acariciou seu rosto.
– Sua mãe quer um pouco de tempo com você – Sasuke disse ao erguer o queixo de Sakura e acariciar seu rosto. – Vou descer com os outros enquanto discutem o plano e voltarei mais tarde para ver como está.
Ele gentilmente a colocou de lado na cama, depois se levantou, gesticulando para os outros saírem do quarto.
Quando saíram, Sakura virou os olhos para sua mãe, repentinamente nervosa agora que estavam sozinhas.
Mebuki se sentou na cama de frente para Sakura e tomou suas mãos.
– Você o ama – sua mãe disse, com uma expressão suave.
– Oh, sim – Sakura suspirou. – Amo muito. Ele tem sido maravilhoso para mim.
Sua mãe sorriu e apertou suas mãos. Ela inclinou-se para a frente e beijou o rosto de Sakura, depois se afastou com a alegria ainda brilhando no rosto.
– Está muito evidente que ele também ama você.
Sakura não respondeu de imediato, mas então olhou diretamente para sua mãe, sentindo o coração martelar no peito.
– Sim, acredito que ama. Ele não disse isso, mas acredito que sim com todo o meu coração.
Sua mãe concordou.
– Sim, eu também acredito. Ele é tão protetor e carinhoso com você, Sakura. É uma coisa gloriosa de se ver.
Sakura suspirou.
– É o único momento em que realmente sinto raiva por não conseguir ouvir.
Sua mãe franziu as sobrancelhas.
– Por quê?
– Porque, mais do que qualquer coisa, eu gostaria de poder ouvi-lo dizer as palavras. É só isso que eu pediria.
Sasuke estava do outro lado da porta, escutando discretamente quando aquele tom triste tomou conta da voz de Sakura. Seu coração doeu quando soube que ela desejava o impossível, que precisava tanto ouvir aquelas palavras.
Ele pensou longamente na situação enquanto Sakura e sua mãe conversavam dentro do quarto. Não, ela não podia ouvi-lo por meios normais, mas ele encontraria uma maneira de ser ouvido por ela. Sasuke não queria que Sakura duvidasse que ele a amava mais do que era possível amar qualquer outra pessoa.
Ele tocou a porta fechada do quarto e sussurrou:
– Eu te amo, Sakura. Vou fazê-la me ouvir, nem que seja a última coisa que eu faça.
Como será que nosso laird vai fazer nossa diva ouvir ele o.O
Acho que só falta dois capítulos para o fim!
Obrigada minha diva Obsidiana Negra e a sempre presente Bela21 pelos comentários... e a gatissima Lary que sempre me cobra pelos capítulos kkkkkkk
Bem amanha talvez tenha novidades rsrsrsrs
Kiss...
