Notas da Autora
Vegeta fica surpreso com o...
Kakarotto tenta compreender o motivo de...
Sayuuki decide...
Os escravos que fugiam decidem...
Capítulo 44 - A decisão de Sayuuki
- Qual mensagem? – Vegeta questiona, arqueando o cenho.
- Eles conseguiram localizar a nave roubada. O sinal vem do quadrante Oeste, no setor setenta e nove.
O imperador se vira aos saiyajins e ordena para um deles:
- Localize no computador esse quadrante e setor.
- Sim, Kôkuo-sama! – ele responde prontamente.
Rapidamente, o responsável pela exibição dos dados que flutuavam no ar, através de um projetor, digita o setor, assim como o quadrante e pergunta:
- Qual as coordenadas? – ele pergunta para o saiyajin que trouxe a mensagem ao imperador deles.
- 12853905A18.
Rapidamente, ele digita os dados e um mapa holográfico do setor e quadrante é exibido no ar, com um ponto brilhante se destacando, mostrando as coordenadas em cima.
- O que há nesse local? – o imperador pergunta.
- Planetas em desenvolvimento, outros de minério e um principal com um porto espacial de tamanho considerável que atende aquele setor. Há um fluxo intenso de naves tanto oficiais, quanto clandestinas, assim como há a concentração de piratas espaciais. É um porto fervilhante, por assim dizer, com um fluxo intenso de chegadas de nave e de partidas das mesmas. No caso, esse porto fica no planeta anão, XL0700, recém-renomeado de planeta Jyalow. Ele usa um sistema que fornece atmosfera artificial, pelo menos na parte central do planeta. – o saiyajin fala ao ler os dados sobre aquele setor.
- Ordeno que sejam enviadas naves imperiais, assim como de transporte de escravos para recaptura dos mesmos. Quanto a mestiça de saiyajin, ela deverá ser contida e confinada. Precisamos fazer algumas experiências nela.
- Vegeta-sama, eu quero pedir para ser o superior dessa missão de recaptura de escravos. – Kakarotto fala respeitosamente.
Vegeta arqueia o cenho e pergunta:
- Há algum motivo especial para tal pedido?
- Aquelas bastardas me enganaram, principalmente aquela chikyuujin. Além disso, ela foi responsável pela morte de inúmeras escravas minhas. Só de imaginar o transtorno que terei em ter que comprar novas escravas, eu sinto o meu sangue ferver. Não me importo com a mestiça. Mas, quero a mãe dela. Não vou aguentar esperar para puni-la, só quando as naves chegarem. – ele fala seriamente.
O imperador olha atentamente para ele, para depois sorrir e falar:
- De fato, você tem motivos fortes e eu tenha várias obrigações. Não poderemos ter a nossa batalha de treinamento. Portanto, permito que você parta e o coloco como o superior dessa missão. Você é o líder dela, sobre as minhas ordens diretas.
- Eu agradeço, Vegeta-sama. – ele fala respeitosamente, curvando levemente a cabeça.
- Lembre-se que não pode matar a híbrida. É capaz de poupá-la, até terminamos as experiências com ela?
- Sim, Vegeta-sama.
- Excelente.
Então, ele observa todos saírem, para depois se dirigir ao hangar da capital do império, enquanto procurava em seu scouter os contatos necessários para organizar a missão.
Ele mesmo não compreendia porque havia feito tal pedido, considerando o fato de que precisava reabastecer a sua mansão de escravas, além de ter outras obrigações, sendo que também queria treinar.
Só sabia que algo o impulsionou a fazer a solicitação e em nenhum momento havia pedido, pensando nas desculpas que deu para isso. Quando percebeu o que fez, já havia solicitado e não podia voltar atrás. Logo, deu as desculpas que imaginava em sua mente, assim como questionava se conseguiria aplicar a punição que ele havia imaginou a ela, ainda mais pela fuga e pela morte das escravas dele, pois, geraria o transtorno dele ter que ir ao local de venda de escravos, para comprar novas escravas.
Suspirando, confuso com os seus próprios sentimentos, ele se dirige até o Hangar principal de Bejiita, após fazer a seleção de seus subordinados, sendo que ainda precisava organizar a distribuição das naves e funções nas mesmas. Ele preferia ele mesmo gerenciar isso, a delegar a terceiros.
Há dezenas de anos luz dali, no quadrante Oeste, no setor setenta e nove, mais precisamente na localização 12853905A18, no porto espacial do planeta Jyalow, a nave que os escravos fugiram, pousou conforme as ordens em seu computador, emitidos por Sayuuki, sem que eles percebessem.
Os escravos só perceberam algo de estranho, quando a nave se preparou para pousar próximo do hangar do planeta em um local desabitado, sendo que o líder dos escravos e dos outros que estavam na ponte de comando, não conseguiram abortar a descida. Quando a nave pousa e abre a porta principal, Sayuuki e a sua filha saíram rapidamente, correndo em direção ao Hangar.
Somente após alguns minutos, o computador da nave voltou a operar, seguindo as instruções da ponte de comando da nave ao responder aos comandos deles, com o líder e os outros irados, tentando descobrir como Sayuuki conseguiu inserir coordenados no computador sem que eles soubessem, assim como para travar o mesmo, de modo que não conseguiram abortar o pouso, com os comandos somente voltando a operar e responder as suas ordens, após a nave pousar.
- E quanto a elas? – um deles pergunta, vendo mãe e filha se afastando da nave, se embrenhando na multidão.
- Deixe-as. Elas não sabem o quanto esse porto é perigoso, principalmente para as mulheres. Se elas querem correr perigo, que seja feito a vontade delas. Vamos, temos que sair daqui o quanto antes.
- Sim, senhor.
Eles digitam novas coordenadas no computador da nave que parte do planeta, sem eles saberem que estavam sendo rastreados, conforme Sayuuki previu, sendo que havia tentado alertá-los para o perigo de permanecerem com a mesma nave e que o mais sensato seria mudarem de nave e de preferência, para uma sem qualquer cadastro. Ou seja, uma nave clandestina.
Porém, eles não lhe deram ouvidos.
No planeta, mais precisamente no hangar principal do mesmo, que naquele momento estava lotado de naves, sendo muitas destas irregulares e que se preparavam para partir, Sayuuki e sua filha andavam, com a mãe da meia saiyajin atenta a qualquer movimento suspeito.
Enquanto isso, Yukiko olhava em um misto de fascínio e receio vários alienígenas diferentes, com características físicas distintas, sendo que nunca havia visto antes tantas raças diferentes de uma só vez.
A mãe segurava fortemente a mão da filha, enquanto elas andavam dentre a multidão que se aglomerava nas ruas e imediações, com a meia saiyajin sentindo um aperto no coração ao identificar as coleiras em escravos que seguiam os seus mestres.
Conforme entravam na área do Hangar, onde se encontravam as naves estacionadas, a bioandroíde olhava atentamente as naves paradas, andando por pilotos e tripulações, procurando captar as conversas, até que vê mais afastado, uma nave com a porta aberta e dois alienígenas conversando entre si, gerando uma oportunidade perfeita ao ver dela, ainda mais ao detectar o nível de poder deles e a ausência de armas.
Ela se agacha e fala, olhando para a sua filha:
- Nós vamos entrar escondidas naquela nave. Eles estão distraídos conversando entre si. – ela mostra a nave com o dedo.
- Mas, eles não ficarão bravos se fizermos isso? – ela pergunta inocentemente.
- Sim. Bem, quando entrarmos, quero que vá para a frente da nave e tampe os ouvidos. Pode fazer isso?
- Por quê? – ela pergunta confusa.
- Quando crescer, eu conto. Pode fazer o que a mamãe pediu?
- Sim, kaa-chan. – ela fala sorrindo inocentemente.
Sayuuki sorri e afaga maternalmente a cabeça de sua filha, para depois se levantar e pegar na mão dela, com ambas passando a se esgueirarem longe da vista de ambos os alienígenas, parados de pé ao lado da entrada da nave.
Rapidamente, mãe e filha entram, sendo que um dos alienígenas percebeu uma movimentação suspeita atrás dele e ao olhar para trás, pode ver a ponta de um pé, entrando pela porta.
Ele fala algo ao seu amigo no idioma deles, para depois eles entrarem atrás delas, com Sayuuki percebendo isso, exclamando, sem deixar de olhar para trás:
- Vá para a frente, filha e faça o que eu pedi!
Sayuuki estava tranquila, pois, previamente havia se concentrado no ki e descobriu que somente havia aqueles dois na nave.
A criança vai até a frente da nave, senta no chão e tampa os ouvidos, obedientemente, conforme a sua genitora pediu.
Atrás da nave, longe da vista daqueles que passavam, Sayuuki subjuga os alienígenas, antes que usassem as suas armas, sendo que usa seu cérebro bioandroíde para analisar os botões de controle da porta, conseguindo assim fechá-la e não obstante, após muito treino, conseguia usar duas mentes ao mesmo tempo e nesse caso, usava a parte que era um computador altamente tecnológico dentro da mente dela, para lidar com o idioma deles.
Após rendê-los, os leva até uma sala e a fecha, começando a tortura e assim se seguiu por vários minutos, sendo que conseguiu descobrir que era uma sala a prova de som, após ativar o sistema de bloqueio da voz.
Através da tortura, descobre que havia mais tripulantes e em seguida, os mata, rapidamente, colocando os corpos em uma sessão da nave, que após análise, descobriu que era onde eliminavam o lixo.
Ela torna a abrir a porta e espera pelos outros que entram distraídos, conversando entre si, para serem mortos, rapidamente, antes que pudessem reagir e assim se segue, até ela se certificar de que toda a tripulação estava morta, com os corpos sendo jogados no comportamento destinado ao lixo onde seria destruído.
Ela havia matado todos os tripulantes, pois, se houvesse um vivo, poderia denunciar o roubo da nave e não queria que tal informação chegasse aos ouvidos de algum saiyajin. A sua filha era prioridade e faria qualquer coisa para defendê-la e se tivesse que matar vários para salvá-la, assim faria.
Afinal, desconfiava que a nave dos escravos, estava sendo rastreada e era questão de tempo até chegarem a aquele planeta e detectarem o pouso da nave no mesmo, assim como, posterior saídas dela. Logo, o roubo de uma nave poderia atrair a atenção deles. Se saísse do planeta sem qualquer alarde, haveria mais chances de se afastar em segurança, até porque era um Hangar bem movimentado e demoraria muito tempo para fiscalizar todas as partidas de naves do planeta. Tudo isso passou na mente dela que decidiu seguir com o plano de eliminar, efetivamente, a tripulação para ter a nave, sendo que depois se livraria dos corpos.
Nesse interim, Sayuuki havia descoberto que eram mercenários que lucravam com assassinatos.
Portanto, não teve qualquer piedade ou pena com eles, assim como remorso.
Após se certificar que todos foram mortos, encontra a sua filha e a leva até a ponte de comando, onde estuda o painel, até que faz o mesmo procedimento que fez na nave de Bejiita que os escravos usavam para fugir ao se conectar no computador da nave, conseguindo assim descobrir todos os comandos e sistemas do mesmo, sendo que aproveitou para confirmar se de fato havia eliminado toda a tripulação e após ficar aliviada, ela se desconecta do computador e parte do planeta.
Yukiko notou que a sua genitora somente relaxou, após digitar uma rota de voo, explicando a ela que passava longe dos quadrantes que usualmente eram frequentados pelos saiyajins, pois, Sayuuki havia decidido explorar um quadrante bem distante de onde estavam atualmente.
Afinal, fugir dos saiyajins era algo extremamente necessário, ao ver dela.
Alguns meses depois, á dezenas de anos luz dali, os escravos que fugiram estão pilotando a nave, até que eles são atacados por outras naves e com a nave avariada, o computador decide fazer um pouco de emergência no planeta mais próximo.
Com dificuldade, o líder se aproxima da janela e arregala os olhos ao ver que eram naves saiyajins e que vários saiyajins saíram das mesmas e voavam na direção deles. Os amigos dele também olhavam pela janela, assim como os demais escravos nos decks inferiores.
- Ela estava certa, chefe! Eles rastrearam a nave! – um deles exclama, chocado.
Muitos começaram a chorar e se desesperar, enquanto o líder cerrava os dentes e se amaldiçoava por não ter acreditado na estranha mulher, pois, ela sempre esteve certa e ele errado. Se a tivesse ouvido, teriam trocado de nave e teriam melhores chances de fugir.
O simples pensamento das torturas e castigos que seriam aplicados neles pelos seus donos por terem fugido do planeta, fazia o sangue dele gelar e um terror intenso toma-lo, assim como tomava os demais.
Então, ele pega aquele que era o seu braço direito e ambos vão até o controle da nave, enquanto ele falava:
- Vamos fazer aquilo. Você consegue?
- "Aquilo"? – o que era o braço direito pergunta aterrorizado – Mas, se fizermos...
- Prefere ser punido pelo seu mestre? Creio que nenhum deles deseja voltar ao planeta para ser punido.
O alienígena consente e começa a digitar na tela liquida, sendo que o líder do grupo de fuga também digita alguns comandos e após ficarem satisfeitos ao verem que conseguiram iniciar o protocolo de implosão dos motores que iria consumir a nave, o líder se vira para todos que o olhavam e fala pesarosamente:
- Peço perdão a vocês. Se eu tivesse ouvido aquela mulher, nós...
Ele começa a chorar, baixando o rosto, sendo o mesmo para todos, enquanto surgia um contador no painel.
No lado de fora, os saiyajins estavam se aproximando da nave, quando a mesma explode, segundos antes de entrar na atmosfera do planeta abaixo deles, sendo que a explosão atinge vários saiyajins, enquanto que algumas naves do planeta Bejiita perdiam os controles primários, com eles tendo que abandoná-las, antes que elas fossem desintegradas, em virtude dos graves danos estruturais que sofreram mesmo com os escudos levantados.
Tudo o que eles conseguem ver é os restos da nave e corpos sendo desintegrados pelo atrito da entrada deles na atmosfera do planeta, reduzindo-os a meras cinzas.
Há dezenas de anos-luz dali, Sayuuki estava supervisionando os controles da nave, enquanto Yukiko conversava com a sua sensei em sua mente, sendo que a dragoa faz um pedido inusitado para a meia saiyajin, que um pouco hesitante, concorda.
A meia saiyajin sai de sua mente e olha para a sua mãe, perguntando:
- Kaa-chan?
- Sim, minha filha? Aconteceu algo? – ela pergunta preocupada ao ver a sua filha nervosa.
