Chapter 52:

Severus apareceu em sua casa. Tinha o boca cheia de sangue e a hemorragia parecia não parar por mais que a cuspia ou a engolia. O corpo tremia-lhe de dor. Tentou pensar com clareza, mas o único que tinha em sua cabeça era a persistente ideia de chegar a Dumbledore. Entre mareado e confuso, arrastou-se até os pós flú e foi-se via lareira ao despacho do diretor. Era demasiado temporão e o homem não estava ali mas o som de seu corpo ao cair ao solo entre convulsões deveu lhe acordar.

Terrivelmente confundido, Severus encolheu-se em si mesmo choramingando. Albus Dumbledore apareceu em seu despacho com o gorro de dormir e a varinha em alto, disposto a carbonizar ao intruso. Baixou a varinha de imediato e acercou-se à mancha negra que tinha no solo. Ao sentir lhe perto, Severus alçou um milímetro a vista. Por um momento viu as pantufas de Dumbledore, mas só foi um momento dantes de ver as botas negras de Lord. E se estavam as botas, estaria o resto do Lord. E voltava a estar na Mansão Tenebrosa. Gemeu de dor e começou:

- Não, faz favor, não mais, não mais. - seus súplicas fizeram-se a cada vez mais baixas enquanto o mareio ia subindo e ele se sentia a cada vez mais adormecido. Mal eram um sussurro quando escutou de forma longínqua a voz de Dumbledore, perguntando com surpresa:

- Snape? - Depois, fez-se a escuridão a seu redor.

Dumbledore colocou-lhe boca acima e inspecionou lhe, procurando a varinha. Assim que encontrou-a guardou-a em sua túnica: com um comensal nunca se sabia. Franziu o cenho e lhe levitou, levando-o a sua própria cama, na que tinha estado dormindo placidamente até fazia uns minutos. Não era madame Pomfrey, mas devia bastar por agora, pensou. Examinou lhe e franziu mais o cenho: como tinha podido se mover sequer? Estava destroçado por dentro. Pensou que quiçá Voldemort teria descoberto e teria conseguido escapar.

Sem arriscar-se a matar a seu mais recente espião tentando curá-lo ele mesmo, lhe encadeou à cama para que não se movesse e chamou a Madame Pomfrey. Enquanto ela chegava com a equipe necessária, Albus conjurou uma cadeira ao lado do doente e se sentou. E quando Madame Pomfrey abriu a porta de seu despacho, sabendo onde tinha que ir, fez desaparecer as sensatas. Poucas pessoas sabiam o verdadeiro significado que tinha a tatuagem que tinha o comensal em seu braço, e Pomfrey não se contava entre elas.

- Professor Dumbledore, encontra-se…? - cortou sua pergunta de imediato, vendo ao doente delirar e murmurar em sonhos. Em seguida pôs-se mãos à obra e cedo Snape esteve nu, coberto unicamente por suas cuecas cinzas e Madame Pomfrey estava em cima dele, agitando a varinha e vertendo poções em sua garganta. Quando terminou, Snape tinha a cabeça coberta de vendas, um braço e o antebraço onde tinha a tatuagem vendados e o peito envolvido em vendas.

- Como está?

- Sobreviverá. - disse laconicamente Poppy. Adiantou-se à pergunta de Albus. - Parece que lhe amaldiçoaram com a maldição cruciatus durante horas. Durante vários dias se tomamos em conta a profundidade de suas feridas.

- Obrigado, Poppy. - agradeceu de todo o coração Albus. Madame Pomfrey inclinou a cabeça como única resposta, olhou uma última vez a Snape e comentou:

- Não quero saber como chegou a esta situação, mas de todas as opções, só esperou que seja a mais amigável. - Albus sorriu com tristeza, sabendo a que se referia Madame Pomfrey: que Snape fosse só uma vítima mais de Voldemort e não um de suas comensais. Madame Pomfrey foi-se e Albus voltou a sentar em sua cadeira, esperando que o doente acordasse.

Meditou duramente: se Snape tivesse sido descoberto, como pareciam apontar as múltiplas vendas de Poppy em seu corpo, Albus sentiria muito decepcionado. Se não podia lhe passar informação, já não teria nada de utilidade nele, e por tanto, entregaria ao Ministério. Se não lhe servia nesse momento, Snape não serviria em nenhum outro.

Mas senão… Snape estaria débil, tanto física como mentalmente, sua fé em seu Amo estaria cambaleando e Albus via aí a possibilidade de arrastar totalmente a seu lado. Já estava em terreno perigoso, indo de um Amo a outro, pensou jocosamente, não seria tão difícil lhe fazer sentir culpado por Lily. Sempre podia sacar a flutue sua patética tentativa de lhes separar lhe dando um filtro de amor a James e isso, combinado com sua dura ética profissional, fariam sentir culpado.

E no entanto, tinha seguido suas palavras: tinha estado pondo proteções na casa dos Longbottom, os outros candidatos, e a eles lhes tinha mandado procurar um guardião para fazer um fidelio. Era a mais antiga e segura das proteções que podia lhes outorgar e Albus estava muito seguro de que Voldemort iria a por os Potter: conhecia-lhe o suficiente para saber que era terco e néscio. Não desistiria facilmente.

Severus acordou-se passada a meia tarde. Dumbledore não estava na habitação e ele estava atado duramente à cama, sem varinha e em roupa interior. E tinha vendas, muitas vendas. De modo que tinham-lhe curado, murmurou. Sua cabeça já não se sentia embotada e não tinha mais mareios nem confusão. De todas formas, Severus fechou os olhos e esvaziou sua mente enquanto Dumbledore entrava:

- Já está acordado, Severus. Que recuperação mais rápida. - alabou sem verdadeiro entusiasmo. Severus fixou seus olhos nos azuis do Diretor e engoliu saliva. - Descobriu-te Voldemort?

- Não, senhor.

- Então, por que está nesse estado tão deplorável?

- Ele me… Está a castigar pela compaixão que tenho mostrado com a… Filha de muggles. - sussurrou. Estava a castigar lhe por algo relacionado com isso, de modo que não foi difícil fazer crível a mentira.

- Não sabe nada de nosso trato?

- Não, senhor. Lamento não ter contestado antes, mas não estive em minha casa nestes últimos dias.- Dumbledore assentiu condescendentemente, desatando-lhe e devolvendo-lhe a varinha. Severus se reclinou sobre a cama, apoiado em suas antebraços. Sua cabeça doía, mas não era nada comparado com os dias anteriores.

- Severus, acha que isto que faz é o melhor?- começou Dumbledore. Severus engoliu saliva, sem saber a que se referia. Quiçá sim tinha-lhe caçado.

- Não sei a que se refere, senhor.

- A ir de um Amo a outro, Severus. Entendo o que tenta fazer por Lily, mas me temo que já é muito tarde. Têm um filho, Severus. Esquece-a, não fará nenhum bem que continue por esse caminho. Nem sequer conseguiu com esse filtro de amor que lhe deste a James. - e o horroroso momento chegou. Tentando guardar a compostura, Severus desviou a mirada e sussurrou:

- Era para Lily. Supõe-se que ela devia lhe tomar e assim deixaria e quereria. - Dumbledore olhou-lhe com falsa amabilidade, tentando controlar o grito de desprezo que tinha na garganta, e lhe aconselhou:

- O amor não é coisa de poções, Severus, senão de sentimentos. - o aludido sacudiu a cabeça, movendo o pescoço para esticá-lo. Dumbledore continuou. - Se tivesse algum tipo de ética, deixaria marchar. Ela já decidiu ao escolher a James. Respeita sua decisão.

Se não fosse porque Severus sabia a verdade sobre o que tinha passado, teria sentido culpado. Maldito Dumbledore e seus artimanhas, pensou com fúria. Inclusive quando não tinha feito nada parecia o pintar tudo de forma que ele ficava como um maldito depravado incapaz de respeitar a ninguém. Não é como se realmente respeitasse tudo o que devia respeitar, começando pelas leis da vida, devido a que matava, e terminando por sua própria dignidade, ao se arrastar como uma maldita rata ao colo de seu senhor.

Dantes de que tivesse que contestar algo e seguir com essa conversa incómoda, o braço começou a lhe doer. Pôs-se em pé de um salto e arrependeu-se em seguida: a dor não tinha mitigado tanto como pensava. Sacrificou pôr-se as calças e a camisa e colocou-se diretamente a túnica. Colocou-se as botas ante a mirada de Dumbledore e marchou-se, despedindo lhe com 'voltarei depois'.

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Nota tradutor:

Hummmmmmmm

Francamente velhote, você é o que não respeita as decisões de todos... enfim

Espero que gostem do capitulo

Vejo vocês nos reviews e nos próximos quatro capítulos

Ate breve

Fui…