Boa noite

R: "Quinn sinto muito... sinto de verdade, não me odeie por favor!" – Rachel seguia os passos da loira que se esmerava para recolher suas coisas do jardim de Ashley.

Q: "Nemo!" – exclamou chamando o animal.

R: "Quinn, por favor... me fale algo."

Q: "Rachel... relaxa, ok?"

R: "Como quer que eu relaxe? Quinn me diga algo, por favor."

Sp: "Meninas! Acontece algo?" – Spencer aparecia segurando um par de toalhas.

Q: "Não Spencer... é só que tenho que ir agora e Rachel vai me levar."

A garota não terminada de acreditar em nada. Quinn nem a olhava na cara e Rachel permanecia tratando de se vestir com os olhos completamente inundados em lágrimas.

Sp: "Trouxe toalhas para vocês." – disse mostrando as mesmas.

Q: "Obrigada." – respondeu a loira pegando uma e secando um pouco o cabelo para mais tarde colocar o vestido que permanecia no chão.

Rachel fez o mesmo e utilizou uma das toalhas para tentar se secar o mais rápido possível.

Sp: "O que foi Rachel?" – perguntou sem que Quinn pudesse ouvi-la.

R: "Amanhã te conto." – respondeu visivelmente afetada.

Q: "Vamos?" – interrompeu a loira uma vez que já havia encontrado Nemo.

R: "Claro." – engoliu em seco ao ver o rosto da garota.

Um gesto estranho. Não sabia se estava brava ou chateada.

Q: "Me despeça de Ashley e obrigada pelo jantar..." – deu um beijo em Spencer ao mesmo tempo que se afastava até a casa para sair pela porta principal.

Rachel seguiu seus passos ainda com o cabelo pingando e a roupa molhada que havia colocado. Não entendia a pressa que Quinn tinha, igual que tão pouco entendia porque lhe fazia caso daquela maneira. Não era o mais adequado sair assim da mansão, nem sequer havia dado tempo para se secar completamente.

Quinn não demorou em se sentar no carro uma vez que Rachel abriu o mesmo.

Em silencio, com alguns choros que Rachel deixava escapar, começaram a rodar em direção a Ohio Ave.

Havia passado apenas 10 minutos de percorrido entre ambas as casas, mas para Rachel foi o trajeto mais longo de toda sua vida. Não se atrevia a falar, não sabia o que dizer e nem como atuar.

Talvez aquilo era o tão temido choque de que tanto os médicos diziam e ela havia provocado, por não ser coerente, por se deixar levar e explodir da forma que fez.

Quinn por sua vez respirava profundamente. O medo que havia sentido desde que soube que Rachel e ela haviam sido um casal e que não saiu bem havia desaparecido. Já sabia tudo, sabia qual havia sido o motivo polo que ela fez dano na morena, mas descobrir que Rachel havia feito tudo aquilo foi algo novo. A morena tinha razão. Agora começava a assimilar aquelas palavras da garota quando lhe deixou claro que ela não havia sido a melhor nem a boazinha, mas ela não quis saber naquele momento... e juraria que agora tão pouco fez ilusão de averiguar.

Rachel parou o carro na frente da casa. Permanecia com a respiração entrecortada enquanto Quinn abria a porta sem dirigir um só olhar para ela. As lágrimas voltavam a cair sobre as bochechas da garota que via como todos seus medos se tronavam realidade. Quinn não queria saber nada dela.

Aquele paixonite que tanto falava foi apenas ilusão e de repente começou a se lamentar por não ter feito caso a Spencer e Ashley, e ter aproveitado a situação para estar com Quinn, mesmo que não lembrasse de nada.

Voltava a escapar, voltava a se afastar pela rua e sentia que não podia fazer nada, nada além de chorar.

Quinn rodeou o carro e foi rumo a sua casa, mas parou a escassos metros.

Q: "O que espera?" – perguntou lançando um olhar para o carro.

Rachel não compreendia muito bem a que se referia.

R: "O que?" – murmurou.

Q: "Vamos... me acompanhe. Ou vai me deixar sozinha?"

Rachel se surpreendeu e sem mediar palavra abandonou também o carro, seguindo os passos de Quinn até sua casa.

Seguia sem compreender o que é que ela pretendia.

R: "Quinn... o que... o que fazemos?" – perguntou confusa um vez que entraram na casa.

A loira se limitou a deixar o pequeno Nemo em sua cesta e caminhou até a cozinha para encher um copo de água.

R: "Aonde está Judy?"

Q: "Com Cathy. Veio por ela e iam jantar... não acho que voltem logo." – disse voltando para sala.

Rachel permanecia cravada no meio da sala, esperando algo que não sabia o que era.

Q: "Por que fez isso?" – perguntou finalmente.

R: "O que?" – perguntou desconcertada.

Q: "Por que me contou?" – mantinha a calma enquanto dava um gole na água.

R: "Porque não aguentava mais... não podia continuar fingindo que tudo ia maravilhosamente bem entre nós..."

Q: "É que tudo ia maravilhosamente bem entre nós, Rachel." – interrompeu.

R: "Mas Quinn, é tudo fantasia... necessitava que soubesse o que realmente te fiz..."

Q: "Mas eu te pedi que não me contasse... só queria saber o bom, não me interessa o ruim... além do mais, te disse que pouco me importava o que tivesse feito, que eu te necessito ao meu lado e ponto."

R: "Por que não se coloca em meu lugar?... você pensava que tinha sido sua culpa, que classe de pessoa sou te deixando acreditar nisso?"

Q: "A classe de pessoa que acho que é, a mesmo que me levou para patinar, para o parque de diversões, a mesma que me levou para ver o pôr do sol e me fez subir no prédio mais alto da cidade... a mesma garota que esteve noite e dia cuidando de mim e que me roubou um beijo quando menos esperava... essa mesma garota, Rachel... acha que eu saber o que fez ia influenciar para mudar minha opinião sobre você?"

R: "Não... não está brava?" – perguntou incrédula.

Q: "Sim... sim estou, porque te pedi que não me contasse e você o fez."

R: "Você me pediu sinceridade." – foi rápida.

Quinn não esperava aquela resposta e não teve palavras para contradizer.

R: "Como vê... eu fui sincera." – disse um pouco mais tranquila.

Q: "Não é justo." – se deixou cair no sofá com o gesto contrariado.

R: "Não entendo Quinn." – se aproximou do sofá.

Q: "Sim... continuo sem lembrar nada... por muito que tenham me dito, continuo sem saber o que sentia quando tudo aconteceu e como é evidente, continuo sentindo o mesmo por você... mas agora você não vai me tratar igual." – recriminou com uma atitude infantil.

R: "Um momento... toda essa birra é porque acha que eu não vou te tratar da mesma maneira?" – perguntava completamente incrédula.

Quinn se limitou a abaixar sua cabeça e observar a água em seu copo.

R: "Não posso acreditar!" – exclamou. "Quinn Fabray, acaba de me fazer acreditar que havia te perdido para sempre e só pensava nisso?"

Q: "Como?" – perguntava com inocência.

Rachel secava as lágrimas que havia se acumulado em seus olhos enquanto conseguia esboçar um leve sorriso de tranquilidade.

R: "Pensa que ia te abandonar?"

Q: "Não... penso que já não vai ser o mesmo porque seguramente que você não para de se sentir culpada."

R: "Eu só queria que soubesse... queria que soubesse que não me portei bem com você, que não podia voltar a te beijar sem que soubesse a verdade!" – exclamou se sentando ao lado da garota.

Q: "Não vai mudar sua postura comigo?"

R: "Nem pensar... a menos que você me peça."

Q: "Isso só pode ter suas leituras... ou você tem pena de mim ou quer estar ao meu lado."

R: "O que você acha?"

Q: "Não sei... me diga você."

Rachel sorria. Todo o horror que acabava de suportar há uns minutos se converteu na melhor das sensações ao descobrir a insegurança que mostrava a garota, deixando claro que necessitava estar ao seu lado... que desejava.

Q: "Não vai me dizer nada?" – perguntou ao ver que a morena não falava, simplesmente se limitava a observá-la.

Rachel encurtou a distancia com a loira e se aproximou até ficar ao seu lado. Afastou com suma delicadeza uma mecha de cabelo, ainda molhado, que caia sobre a bochecha da garota ao mesmo que lhe dava um imenso sorriso.

R: "Não posso viver sem você." – confessou. "não poderia me separar de você mesmo que quisesse." – e lentamente, como se o ar dificultasse sua aproximação, foi avançando até seus lábios.

Quinn mantinha a calma completamente perdida nos enormes olhos da morena.

Rachel não duvidava, desejava fazer e o fez. Com ternura beijou os lábios da loira, esperando ser correspondida por ela.

Quinn fechou seus olhos ao contato e pensou nas palavras de Santana quando horas antes havia lhe deixado claro que só tinha que se deixar levar.

O fez. Não soube como mas em apenas uns segundos estava desfrutando, conhecendo, experimentando uma das melhores sensações que podia sentir em sua vida. Os lábios de Rachel lhe davam milhares de carícias sobre os seus, inundando de calor todo seu corpo. O aroma da garota, o sabor da morena era delicioso para seus sentidos e aquele calafrio que sentia cada vez que sua língua deixava pequenas carícias em seu interior lhe fazia enlouquecer.

Como pode esquecer aquilo? Como se permitiu aquele luxo de não recordar algo tão belo, tão especial?

Rachel se deixava levar. Sentir como Quinn havia aceitado aquele beijo e se deixava guiar por ela lhe fez tomar confiança. Para ela aquele beijo não era o primeiro, não era uma nova experiência, mas era o mais especial.

O calor que Quinn desprendia, o tato de seus lábios, de sua língua, faziam ela recordar que estava ali, ao seu lado depois de tanta dor, de tanto horror sofrido.

O amor havia sido mais forte que aquele golpe. Seu coração continuava palpitando por ela e já não ia provocar mais situações que a afastasse dela. Já estava tudo dito, já sabia de tudo e continuava lhe pedindo que estivesse ao seu lado.

Agora chegava o momento de reforçar aquele amor, de fazer ela feliz e lhe dar sua vida se fosse necessário.

R: "Como está?" – perguntou se separando com dificuldade dos lábios da loira.

Q: "Não quero falar... só quero que volte a me beijar." – sussurrou cravando seus olhos sobre os da morena.

Rachel obedeceu e voltou a recobrar aquele beijo que não devia ter parado. Dessa vez suas mãos avançaram ao mesmo tempo e seguraram a cintura da loira, enquanto ela levantava as suas para acariciar o rosto da morena.

O incomodo do sofá fez elas caírem de cotas, apoiando ambas sobre o encosto mas sem separar os lábios daquele intenso e mais que provável eterno beijo em que estavam envolvidas.

Nenhuma das duas estava disposta a parar.

A cena era íntima, especial. Não souberam quanto tempo estiveram naquela posição. Quinn jamais pensou que um beijo durasse tanto e sentisse tão curto ao mesmo tempo.

Rachel nunca imaginou poder estar tanto tempo desfrutando dos lábios de sua garota sem passar para outra fase, como teria acontecido meses antes.

Só necessitava se beijar, se sentir daquela forma, voltar a recuperar o sabor dos beijos no caso de Rachel e sentir aquela nova sensação na pessoa de Quinn.

O ruído de umas chaves tirou elas daquele maravilhoso transe. Judy estava abrindo a porta.

Q: "Que inoportuna." – sussurrou ao escutar o som.

R: "É algo típico... se acostume com a ideia de que vão nos interromper milhares de vezes." – respondeu se separando da garota.

Judy entrava na casa, acompanhada de Cathy e se surpreendeu ao descobrir ambas garotas sentadas no sofá. Haviam parado o beijo, estavam separadas, mas os olhares entre ambas e um ou outro sorriso furtivo, deixava entrever que algo havia acontecido.

J: "Oi... o que fazem aqui? Não estavam na casa de Ash?"

Q: "Ficou tarde... e você sempre quer que eu descanse, não é verdade?" – respondeu com um pouco de humor.

J: "Sim, mas não esperava te encontrar tão logo." – disse.

R: "Bom... amanhã temos uma visita ao museu com Angie, é hora de descansar." – respondeu se levantando do sofá.

C: "O que fazem molhadas?" – perguntou a cirurgiã ao ver o cabelo da morena.

Q: "Ashley nos jogou na piscina." – seguiu os passos de Rachel.

J: "Essa garota é louca... vão ficar gripadas."

Q: "Não acho... de fato não sabe o calor que tenho agora mesmo." – respondeu lançando um olhar para a morena.

R: "É melhor eu ir... não suporto mais tempo com essa roupa molhada!" – exclamou sorridente.

Quinn a observou. Ela sim suportava aquela imagem da morena com a blusa fina deixando ver parte de seu corpo graças a transparência que provocava a água.

Transparência que deixou a mostra um pequeno mas abismal detalhe que ruborizou por completo a loira. Rachel não voltou a colocar o sutiã quando saíram da mansão e seu peito era perfeitamente visível sob a roupa úmida.

A morena percebeu aquele detalhe e rapidamente cruzou seus braços, evitando que Judy e Cathy notassem. Gesto que chegou tarde para ambas que já haviam comprovado o estado em que se encontrava a garota.

Q: "Te acompanho até a porta." – interrompeu a tensão que se criou na sala.

R: "Quinn... me arruma algum suéter? Não quero ir assim pela cidade."

A loira aceitou e rapidamente entrou em seu quarto para buscar alguma roupa para entregar para a garota.

R: "Judy... gostaria de falar com você a sós." – murmurou evitando que Quinn escutasse. "é importante."

J: "Aconteceu algo?" – estranhou.

R: "Não... bom sim, mas tem que ser a sós... podemos nos ver amanhã?"

J: "Claro..."

R: "Ok... vou te mandar uma sms avisando."

Q: "Gosta desse?" – entrou na sala lhe mostrando um suéter azul.

R: "Perfeito." – pegou e rapidamente vestiu.

Rachel se despediu de ambas e caminhou até a porta, enquanto Quinn seguia seus passos.

Ainda sentia aquela cosquinha que tinha invadido ela com o beijo que minutos antes a morena havia lhe dado.

R: "Que horas vamos ao museu?" – perguntou na varanda de entrada.

Q: "Não sei, Bette vai me ligar e confirmar a hora... se quiser eu te aviso."

R: "Perfeito... passo para pegar vocês."

Q: "Ok." – sorriu.

R: "Bom... é hora de ir."

A cena voltou a ser terna. Rachel e Quinn permaneciam absortas uma na outra, esperando algum tipo de reação para se despedir. Eram como duas adolescentes completamente ruborizadas pela situação.

R: "Posso te abraçar?" – rompeu o silencio, finalmente.

Q: "Achei que não ia me pedir nunca." – respondeu com um sorriso.

Rachel avançou com doçura e lançou os braços ao redor do pescoço da loira, enquanto ela entrelaçava suas mãos na cintura da morena.

Durou apenas uns segundos aquele intenso encontro. Os suficientes para que o perfume de ambas se mesclassem e cada uma levasse o cheiro da outra. Os suficientes para guardar o calor que desprendia cada uma.

Um pequeno beijo na bochecha foi o ponto final daquele abraço e a posterior separação de ambas.

R: "Descanse." – sussurrou sorrindo.

Q: "Me avise quando chegar..." – respondeu da mesma forma.

Rachel se afastou até o carro enquanto Quinn permanecia em silencio, vendo como aquela garota de olhos grandes e escuros, com um enorme cabelo preto e seu suéter azul, cruzava o jardim.

Uma estrela de Hollywood, uma amiga, sua... garota?

Rachel não podia acreditar em tudo o que havia acontecido naquelas horas. Em seu caminho até a residência não parava de revisar todas e cada uma das situações que havia vivido naquele dia.

A descoberta de Beth, o encontro com Shelby, a confissão de Quinn e para terminar... aquele beijo, aquelas carícias e sobretudo... aquele olhar de cumplicidade com a loira.

Voltava a ter ela, voltava a estar a seu lado da mesma forma que tanto desejou. Continuava sem recordar mas ao menos já sabia o que tinha acontecido entre elas. Já não havia nada que a afastasse e ainda por cima, Quinn correspondia aqueles sentimentos.

Nada podia mudar o estado de euforia em que se encontrava a morena ao chegar em sua casa, ao menos isso era o que achava.

Percorreu apenas alguns metros pelo corredor até chegar em seu apartamento quando alguém a interrompeu.

Não pode se dar conta até que a viu. Ia imersa na tela de seu telefone celular enquanto enviava aquela SMS que Quinn havia pedido.

Já estava em casa e era hora de deixar a loira completamente tranquila.

"Sã e salva em casa, não sei se poderei dormir... mas tentarei. Descanse. R."

Enviar aquela mensagem voltava a encher a morena de ilusão.

L: "Podemos conversar?" – a voz feminina da garota tirou ela de seu embelezamento.

Rachel não esperou aquela surpresa e ficou completamente paralisada em frente a porta de seu apartamento.

R: "O que faz aqui?" – conseguiu perguntar.

L: "Vivo aqui... lembra?"

R: "Não tenho nada do que falar com você." – respondeu abrindo a porta.

L: "Eu sim." – soou impertinente.

R: "Pois busque alguém que te escute..."

L: "Rachel... não podemos continuar assim." – disse parando a porta segundos antes de que a morena tentasse fecha-la. "não se dá conta... somos pessoas e não podemos nos tratar como animais."

R: "Animais? Os animais tem mais lealdade do que você... não se dá conta de que já não me importa Leisha? Não é ninguém para mim e nem será... não te quero em minha vida."

L: "Mas Quinn não opina o mesmo." – entrou na sala da casa. "para Quinn eu sou alguém e isso cedo ou tarde vai nos unir, não podemos fazer isso com ela..."

R: "Não acredito." – sorria com ironia. "está em minha casa me dizendo que pelo bem de Quinn, devemos arrumar nossas diferenças?" – parou. "você?... você se preocupa por Quinn quando há uns dias te disse que não deveria dizer nada a el primeiro que fez?... sabe o que poderia ter provocado nela?"

L: "Eu?... eu não disse nada que ela não soubesse... foi você." – gritou com ela. "você é a que se dedicou a encher de mentiras a cabeça dela, me deixando mal para que não se aproximasse... é você a que quebrou as normas."

R: "Do que está falando?" – perguntou completamente relutante. "Leisha, de verdade não me interessa, não quero te ter por perto... não é boa e não quero pessoas ruins ao meu redor."

L: "Eu não vim te pedir que sejamos amigas, vim enterrar esse assunto e que nos agradamos na frente de Quinn... acho que é justo que seja ela quem decida com quem quer ficar."

Rachel começou a rir ao mesmo tempo que seu celular vibrava. Quinn respondia a sua mensagem.

"Se não pode dormir, me diga que eu te ligo... conheço uma grande cantora que poderia te cantar uma canção de ninar. Por certo... te falaram algum vez que beija muito, mas muito bem? Q."

Aquela resposta não fez mais que aumentar aquele sorriso que mostrava a morena.

R: "Mas de verdade acha que tem alguma oportunidade com Quinn?... sem embebedá-la?" – ironizou.

L: "Só vim te dizer... nada de guerra suja... que Quinn decida."

R: "Lee, não faça a ridícula... Quinn não está afim de te dar nenhuma oportunidade, poderia ser ruim e te dizer que tente... mas no fundo me dá pena e não quero que passe esse mal momento."

L :"Claro..." – respondeu. "agora é um anjo!"

R: "Estou te dizendo claramente... depois não diga que não te adverti."

L: "Mas quem você acha que é?"

O telefone da morena voltava a vibrar, tirando de seu enfrentamento com a garota.

Esqueci de te perguntar algo muito importante. Acho que meu beijo tão pouco foi ruim, né? Q."

O sorriso voltava a aparecer no rosto de Rachel, alterando ainda mais o estado de Leisha que sentia como aquele sorriso era algum tipo de zuação com ela.

R: "Leisha... se me desculpa, tenho que descansar..." – se aproximava da porta para convida-la a sair do apartamento.

L: "Não tem nem ideia com quem está tratando." – disse ao passar ao seu lado.

R: "Muito bem Leisha." – voltava a ser sarcástica. "que tenha sorte, vai necessitar."

A garota não voltou a dirigir o olhar para a morena e abandonou a casa, se perdendo pelo corredor enquanto Rachel voltava a pegar seu telefone.

Uma nova mensagem apareceu.

"Acho que estou passando o limite. Será melhor que te deixe descansar. Cuide-se. Q."

"Sinto muito tem demorado a responder. Tive uma pequena interrupção. R."

Quinn se surpreendeu.

"Devo ficar com ciúmes? Q."

"Não, em absoluto. Só tenho olhos para você. R"

"Me alegro... por certo, não me respondeu. Q"

"Volte a formular a pergunta. R"

"Sei beijar? Q."

"O que acha? R."

"Não sei, é a primeira vez que beijo alguém... ou ao menos que eu recorde. Q"

"Pois como uma garota experiente que sou, te direi que não beijei ninguém mais que tenha feito melhor que você, o qual é muito ruim... R."

"Pensava que seria algo bom. Q"

"Não, não é nada bom... o que vou fazer se não quiser voltar a me beijar? R."

"Eu pensava o mesmo. O que vou fazer se não quiser voltar a me beijar? Q."

"Então, está combinado... voltaremos a nos beijar, né? R."

"Os beijos não se pedem... se dão ou se roubam. Q"

Rachel não pode evitar deixar escapar um sorriso ao ler aquela última mensagem.

Definitivamente Quinn havia voltado a sua vida e não podia ser mais feliz.

"Descanse pequena princesa, amanhã vai ser divertido e necessito que esteja com forças. R"

"Boa noite! Q."

"Boa noite! R."


OBS. 1: História original escrita por CARMEN MARTIN na fanfic 2 NUEVOS CAMINOS ( s/7412103/1/2_Nuevos_Caminos)