As coisas se tonaram cada vez mais corridas depois do jogo de beisebol, se antes Edward já estava esbanjando felicidade, agora ele vivia em total plenitude, os bebês chutavam cada dia mais, e ele simplesmente se maravilhava todas as vezes que isso ocorria. Conseguir tirá-lo de perto de mim e de Renesmee por uma semana foi praticamente impossível, mas foi extremamente necessário, afinal Alice começou meu vestido do zero, se recusando a usar um único centímetro do antigo, o qual eu deveria ter usado anos atrás, de acordo com ela, agora seria uma vida nova, em outras bases e outras perspectivas, e utilizar algo do vestido "desprezado" seria o mesmo que estar dando uma chance ao passado novamente.

Durante aqueles sete dias, somente as mulheres ficaram na casa, todas opinando no vestido que era feito aos poucos para ser muito bem elaborado. Paralelo ao meu vestido, também foi desenvolvido os vestidos das madrinhas que seriam Rosalie e Alice naturalmente, sem falar no vestido da daminha de honra que não seria outra pessoa se não minha pequena Renesmee.

Foi só ela ficar sabendo que levaria as alianças que ficou toda orgulhosa de si e o tempo inteiro "debatia" com a tia sobre os vestidos, Alice estava transformando minha filha em uma miniatura sua... Mas eu não podia reclamar, eu estava feliz, muito feliz.

Quando os meninos voltaram, Edward e eu continuamos a visitar algumas casas para, após o casamento, podemos nos mudar para lá, contudo nada parecia perfeito. Edward era exigente quanto ao espaço da casa, os Cullens eram exigentes quanto à proximidade, e eu quanto ao conforto e a infra-estrutura da casa; aquilo realmente estava sendo desgastante, e nada dava muito resultado.

Então Edward, numa tentativa de me poupar, sugeriu para não nos estressarmos, caso não achassemos nada antes do casamento, poderíamos começar morando em sua casa ou na minha, mas não havia motivo para me desgastar com aquilo. Eu verdadeiramente não queria começar minha vida de casada morando na casa dos meus sogros ou na casa que me trazia tantas lembranças sofridas, mas talvez Edward estivesse certo e por fim, eu concordei.

Os dias iam se passando rapidamente, quando menos percebi já estava completando sete meses de gravidez e o casamento se via a uma semana dali. Eu sabia que Charlie era contra, mas no fundo eu tinha esperança que ele reconsiderasse por mim ou até mesmo por Renesmee ou pelos pequenos a caminho, mas foi naquele dia que Renné me ligou cheia de remorso, dizendo que não conseguira fazer Charlie mudar de idéia.

Ela não quis me dizer, numa tentativa de poupar-me, mas no fundo eu sabia que Charlie havia me deserdado, renegando-me como filha. Meu coração se apertou firmemente com aquilo, meu próprio pai não me via como filha, e não me levaria no altar. Tentei conter as lágrimas, não queria que Edward fizesse perguntas, mas não era possível, me senti abandonada...

Edward deve ter ouvido a conversa ou Alice deve ter visto que aquilo aconteceria, pois quase que instantaneamente seus braços gélidos estavam a me amparar sem que uma única pergunta sobre o assunto se fizesse presente, Edward apenas pedia suavemente que eu me acalmasse, e prometia-me que tudo ficaria bem. Eu queria acreditar nele, mas... Meu peito doía tanto...

Eu havia, sem nem mesmo perceber, me desacostumado com a dor e agora, a mesma se fazia avassaladora e insuportável, aquele era o fim de qualquer elo entre meu pai e eu. Edward me levou até seu quarto e respeitou meu espaço quando lhe pedi para ficar só, contudo, precisou por duas vezes, me impedir de cometer uma loucura quando a dor se fez maior que qualquer outra coisa.

A manhã foi dolorosa naquele dia e eu só podia culpar a mim mesma... De alguma maneira, eu sentia que aquilo era minha culpa e isso fazia com que a sensação de repulsa por mim mesma se tornasse a cada segundo maior. Por fim, as horas foram passando e com elas aquele sentimento de traquilidade foi me envolvendo, a dor ainda se fazia presente, mas não era mais motivo de escandalos ou lágrimas... Era motivo apenas para conformidade...

Minha mente vagou e vagou durante as últimas horas da manhã, procurei outra perspectiva da história, tentei pensar daquela maneira, tentei não enlouquecer de tristeza, e foi assim que percebi que, por mais que Charlie fosse meu pai e eu o amasse, a muito que ele não estava ao meu lado, a muito ele não me apoiava... Sem nem mesmo perceber, minha mão percorreu a cicatriz em minha barriga, relembrando-me, de como Charlie já foi cruel comigo.

Flashes de tudo que ocorreu nesses últimos meses foram batendo em minha mente, cada sorriso, cada grito, cada bronca, cada ajuda e cada desprezo. Fui percebendo quais as pessoas que realmente estiveram ali, estiveram ao meu lado, apoiando-me incondicionalmente... Eu devia muito a elas. E agora, eu sabia o que deveria fazer.

Próximo da uma da tarde, Esme e Edward trouxeram meu almoço e eu pedi então que Edward ficasse comigo agora, eu não queria mais ficar sozinha, ele concordou de bom grado. Passamos tarde deitados juntos, na maior parte do tempo permanecemos em silêncio, conversando às vezes, em um momento ou outro peguei no sono, mas nada muito pesado. E quanto mais os minutos e horas se passavam mais eu tinha certeza do que iria fazer.

O céu já começava a dar sinais de escurecer quando Carlisle chegou do hospital e veio até nós para minhas injeções, finalmente o momento que eu havia esperado o dia inteiro havia chegado, o nervosismo tomou-me por completo, e se ele também me rejeitasse?

Edward percebeu meu nervosismo mas nada comentou, talvez acreditado ser por conta das agulhas como sempre. Ficamos em silêncio enquanto Carlisle fazia as aplicações, a cada segundo que se passava o medo percorria mais e mais meu corpo, eu não sabia se sobreviveria a uma nova rejeição, mas eu precisava tentar. Carlisle estava para sair quando o chamei.

- Carlisle? – ele prontamente se virou e voltou alguns passos.

- Sim? – seu sorriso era amigável e me deixou um pouco mais relaxada e mais acolhida.

Percebi que Edward estranhou minha atitude, mas continuou se comentar nada, apenas sentou-se atrás de mim, me apoiou em seu peito e abraçou minha barriga amavelmente. Abri um sorriso fraco antes de responder, mais confiante do que antes.

- Posso falar com você um momento? – pedi tentando manter minha voz composta, Carlisle sorriu tranquilamente e se sentou na beira da cama.

- Algum problema? – perguntou ele com uma voz calma, mas eu podia perceber a leve preocupação em sua voz. Respirei fundo, numa tentativa frustrada de me acalmar, o máximo que ele poderia dizer era não.

- Carlisle... – engoli em seco. – Quero lhe pedir uma coisa e quero que antes de qualquer coisa, você se sinta muito a vontade para recusar. – minha ansiedade e nervosismo estavam aumentando consideravelmente, meu coração acelerava freneticamente, e tão logo minhas mãos começaram a tremer; Edward apertou seu corpo contra o meu, consciente de meu nervosismo.

Carlisle abriu um sorriso tranquilo e apenas assentiu, contudo seus olhos traíam sua calmaria. Respirei fundo tentando novamente me acalmar, tal nervosismo não ajudaria nada e só prejudicaria a saúde de meus filhotes.

– Você tem me ajudado muito, Carlisle, muito mesmo. Cuidou de mim e guardou meu segredo quando eu ainda não estava pronta para lidar com a nova gravidez. – Minhas palavras saíram tremulas, mas ainda sim, cobertas de confiança e veracidade. – Você tem zelado por mim, paternalmente, de uma maneira que há muito Charlie não o faz... E eu lhe sou muito grata por tudo, Carlisle, tudo mesmo. Nem mesmo sei se um dia vou poder compensar tudo que fez por mim. – Carlisle sorriu amplamente e pegou minhas mãos.

- Bella, você já nos deu algo que nunca pensamos ser possível, você trouxe vida e esperança a nossa família. Nós estamos em débito com você... – ele apertou de leve minha mão. – Você fez meu primeiro filho feliz, você nos deu três grandes milagres... Esme e eu já a temos como filha, Bella. Nós a amamos como amamos Edward e os outros.

Meus olhos marearam com as palavras de Carlisle, senti Edward beijar meu pescoço concordando com as palavras de Carlisle, meu coração se encheu de calor, eu nunca me senti tão em casa como naquele momento. Charlie podia ter me renegado, contudo eu não estava desamparada.

- Obrigada Carlisle. – agradeci num sussurro, ainda emocionada demais para fazer qualquer outra coisa, mas eu ainda precisava ao menos pedir. – Eu sei que... É o casamento do seu filho também, mas... Eu... Eu gostaria muito, Carlisle... Que você me levasse até o altar. – pedi entre palavras quebradas, a emoção, o nervosismo e o medo causando uma combustão de sentimentos dentro de mim.

Percebi que, não somente Carlisle, mas Edward também se surpreendeu com meu pedido, estáticos demais para reagir, comecei a acreditar que talvez aquilo não tivesse sido uma boa idéia, contudo, não havia mais volta.

Carlisle ficou imóvel por alguns segundos, digerindo meu pedido que começava, a cada segundo, se mostrar mais tolo e infundado; contudo, logo seus lábios abriram em um sorriso amplo e seus braços me puxaram para um abraço. – Eu ficaria muito honrado, Bella... – sussurrou ele, sua voz repleta de emoção. – Muito honrado, minha filha...

Eu me senti amparada naquele abraço, acolhida como a muito não me sentia... Eu estava em casa. Edward ficou em estado de êxtase com meu pedido, não era preciso dizer em palavras para que ele mostrasse o quanto ele estava satisfeito por me ver confiando em sua família, me fazendo parte dela. Assim como eu também via, embora ele nunca dissesse, o quanto ele era a favor de me ver longe de Charlie, ele nunca conseguiria simpatizar com meu pai depois de tudo que ele me fez. (N/B: nem eu.)

Mais alguns dias se passaram e logo estávamos as vésperas do casamento, todos os detalhes estavam arrumados e tudo fluía com precisão e naturalidade; por conta de já estar no sétimo mês de gravidez eu não teria uma despedida de solteira, contudo, Alice e Rosalie juraram que em meu próximo casamento com Edward nós "tiraríamos o atraso" – palavras delas, não que eu realmente estivesse fazendo questão.

Contudo Edward teria a sua, as jovens Cullens me contaram que as despedidas de solteiro dos Cullens sempre começavam a noite com algumas estripers em uma boate de luxo e terminava com uma caçada. Obviamente eu não gostei muito de tal idéia, mas não acabaria com a brincadeira deles, afinal, no dia seguinte Edward seria meu.

Faltava pouco para Edward sair para sua despedida, já se encontrava arrumado, estava apenas a se despedir de Nessie e eu, contudo ele não se foi em seguida, aguardou Renesmee deixar o cômodo e me envolveu por trás, seu lábio torturando-me ao tocar minha frágil pele.

-Amor, há algo que eu gostaria de lhe mostrar... – sussurrou ele no meu ouvido, sua pele macia e seu hálito quente roçando em meu pescoço, fazendo-me esquecer de tudo a minha volta. (N/B: pensamento pervo on: Edward eu também quero veeer! Rsrrsrs. N/B²: Se eu fosse a Bella falava pra ele assim: "Edward, querido, não há nada aí que eu já não tenha visto!". KKKKkkkkk. Maria me desculpe, mas eu não resisti à piadinha. xD)

- E o que é? – encontrei certa dificuldade em formular aquela simples frase, Edward riu levemente ao perceber.

- É o presente de casamento de minha família para nós... – sussurrou ele enquanto fazia trilha de beijos descendo de meu pescoço para meu colo. Minha testa se franziu em confusão, um presente dos Cullens para nós? Por que isso agora?

Edward percebeu minha confusão e se afastou sorrindo, sem dizer uma palavra ele me estendeu a mão, convidando-me a acompanhá-lo. Juntos, nós seguimos para a entrada de sua casa, deixando-me cada vez mais confusa. Ele seguiu para o carro e abriu a porta pra mim, aturdida eu entrei. Edward seguiu por uma estrada no meio da mata, localizada entre a casa dos Cullens e a estrada principal, eu nunca a havia visto antes.

A cada segundo passado, a cada metro percorrido mais confusa e estranhamente ansiosa eu ficava, em determinado ponto, no meio do nada, Edward parou o carro e retirou algo do bolso, era uma venda preta. – Posso? – pediu ele suplicante, cada vez mais nervosa eu me virei para que ele pudesse prendê-la em mim.

- Edward, que brincadeira é essa? – indaguei um pouco desconfortável com um pedaço de pano tapando meus olhos.

- Eles pediram para que eu a vendasse. – Explicou, sua voz muito animada e ansiosa. - Fique tranqüila, Bella, eu estou aqui. – completou ele segurando com firmeza minha mão fazendo com que eu me acalmasse no mesmo instante.

O curto percurso final nós o fizemos em silêncio, Edward conseguia transmitir toda sua euforia apenas pelo pequeno toque em minha mão, minha mente vagava tentando compreender onde diabos estávamos indo. Por fim o carro parou. Edward ajudou-me a descer do carro e me guiou por mais alguns passos à frente parando-me por fim.

Eu podia perceber a presença de outras pessoas ali, mas julguei serem os donos do presente e aguardei em silêncio alguém tomar a iniciativa. – Esse presente é de todos nós, Bells – a voz animada e alegre de Alice soou em meus ouvidos – Contudo, você não precisa gostar, caso queira podemos mudar tudo...

Franzi o cenho com aquela frase sem pé nem cabeça, o que tudo queria dizer? Procurei pela mão de Edward, ligeiramente temerosa a cada segundo, ele tomou-me com carinho e embalou-me em seus braços. Nem meio segundo depois minha venda foi retirada e pude ver o tal presente...

A minha frente, estavam cada um dos Cullens, incluindo Renesmee em frente a uma casa... Era uma construção mesclada perfeitamente com o rústico e o moderno, com dois andares e, pelo que vi, uma chaminé. Estava localizada no meio da floresta, contudo o terreno próximo era plano e limpo, um jardim de flores delicadas acompanhava a janela próxima a porta.

Tudo que consegui foi abrir a boca, em sinal de descrença, meu coração se acelerou e as lágrimas surgiram em meus olhos, era a casa que tanto procuramos. Era... Perfeita. Edward amparou-me pedindo que me acalmasse e alegando que toda aquela emoção não era boa para os bebês, mas como me conter? Em nome de Deus o que eles estavam nos dando?

- Vocês... Vocês estão nos dando uma... Uma casa? – perguntei entre soluços.

- Bom... Vocês não conseguiram encontrar uma casa que agradasse aos dois. – explicou Rose. - Nós realmente queríamos vocês por perto. – ela deu os ombros. - Carlisle lembrou desta casinha abandonada, com uma localização muito boa, pois lhes dá privacidade e fica próximo a nós, então nós a restauramos, Esme cuidou da decoração... – o sorriso no rosto de minha cunhada e futura irmã era contagiante.

- Claro que se não gostar nós podemos mudar, Bella. – apressou-se em completar Carlisle. Contudo eu ainda estava paralisada pelo choque e pela emoção, não conseguia expressar nenhuma reação.

- Além do mais, - Emmett se manifestou. – Isso não pode ser considerado uma casa, - desdenhou, fazendo-me despertar do meu transe. – É mais... – interrompi-o.

- Não fale mal da minha casa! – exigi irritada, como ele poderia insultar aquele pequeno paraíso? Um riso contido dominou o local; Edward beijou meu pescoço ansiando silenciosamente por minha avaliação.

- É... Perfeita. – sussurrei sem tirar os olhos do local, fascinada, encantada com a pequena casa. Renesmee desceu dos ombros de Emmett e veio ao meu encontro, antes que eu tivesse a chance, Edward a pegou.

- Você gostou mamãe? – perguntou ela sorridente, desviei meus olhos focando-a.

-Você também era cúmplice, é mocinha? – perguntei com uma falsa irritação enquanto fazia-lhe cosquinha, ela riu tentando se livrar de minhas mãos, fazendo meu coração se aquecer, e lembrando-me de como minha filha era meu pequeno anjo sem asas.

-Vamos ver a casa? Vamos logo, vamos! – obviamente a pressa em pessoa era Alice, eufórica, novamente rimos descontraidamente e Emmett se apressou em concordar.

- A Tampinha tem razão! Vamos logo porque nós ainda temos uma longa noite pela frente. – seu tom malicioso no final da frase me fez estremecer, recordando-me de onde Edward iria dali a pouco.

Novamente senti o beijo doce Edward em meu ombro. – Se não quiser que eu vá basta pedir, você sabe que não irei negar-lhe. – sussurrou ele, sorri tristemente e o olhei, negando levemente.

- Não, pode ir. Afinal... – assumi um tom malicioso e divertido. – Você precisa curtir porque nunca mais terá essa liberdade... Estará preso a mim por toda a eternidade. – alguns riram e Edward sorriu torto fazendo meu coração se aquecer.

- Estou contando com isso. – garantiu, beijando-me rapidamente nos lábios. Sem mais delongas fomos conhecer a casa. Era tudo o que um dia eu pude sonhar, a sala era aconchegante, com uma lareira e um tapete felpudo idêntico ao que havia em minha casa, a cozinha era na medida certa assim como a área de serviço, a sala de jantar continha uma mesa média de vidro, um pequeno lavabo próximo à sala e por fim, havia uma pequena biblioteca/escritório no térreo.

No segundo andar havia primeiramente uma suíte cor de rosa a qual seria o quarto de Renesmee, em seguida dois quartos conjugados um azul e outro lilás, os quartos dos gêmeos; um banheiro grande e no final do corredor, uma suíte perfeitamente mesclada entre os móveis negros e as cores das paredes e enxovais claros, o quarto que seria meu e de Edward.

Ao longo do trajeto eles me explicaram como foi escolhido a decoração e o motivo, também justificaram o jardim e o amplo quintal aos "fundos", eu fiquei maravilhada, sabendo que eu não mudaria nada, era aquilo que eu queria, meu coração preencheu-se de acolhimento e tudo que consegui dizer foi um genuíno "obrigado", ciente que cada um dos membros de minha nova família compreendia o tamanho e a veracidade da minha gratidão.

Por fim, todos deram um momento de "privacidade" para Edward e eu em nosso futuro quarto, levando Renesmee para discutir onde seus ursinhos e brinquedos ficariam, me aproximei da janela e fitei a floresta a minha frente permitindo que cada deliciosa sensação penetrasse por minhas veias.

Edward abraçou-me por trás e beijou meu pescoço. – O que achou? – nem mesmo desviei meus olhos da vista da janela de nosso quarto, encantada com a magnitude daquele lugar que eu já ousava chamar de lar.

- É... Perfeito. – minha resposta não passou de um leve sussurro, tive tanto medo de não encontrarmos a casa ideal para nossa pequena família e de repente ganho o que sempre procurei sabendo que seríamos felizes ali.

Edward acariciou minha barriga, apoiando o queixo em meu ombro. – Só quero que você e nossos filhos sejam tão felizes como eu sou. – sua voz mansa envolveu meu coração com todo aquele calor. Virei de frente para Edward e busquei dentro das duas esferas ocres todo amor que seu toque me proporcionava.

- Nós seremos felizes. – disse confiante, querendo que ele percebesse como aquela simples frase estava repleta de todo o sentimento não só meu, mas também dos nossos filhos. Edward sorriu largamente, satisfeito por minha resposta; se aproximou com destreza e roçou seus lábios nos meus.

- Eu amo você... Não vejo à hora de nos casarmos. - Em seguida capturou meus lábios com vigor e amor, fazendo com que tudo a nossa volta não passasse de um mero borrão. Aquele beijo. Aquele homem. Aquele amor. Finalmente eu estava vivendo meu "felizes para sempre".

- Normalmente eu mandaria vocês procurarem um quarto. – A voz terrivelmente divertida de Emmett cortou meu momento com Edward, contrariados, nos separamos antes que a brincadeira se tornasse pior, contudo ele não desistiu. – Mas como vocês já estão em um quarto e Edward já fez o serviço. – ele gesticulou minha enorme barriga, fazendo-me gemer de frustração e vergonha escondendo meu rosto corado no peito de Edward. – Eu apenas vou dizer para vocês pararem de se atracar. – então sua risada monstruosa invadiu o ambiente.

Edward envolveu minha barriga de maneira protetora e lançou um olhar de reprovação a Emmett, afinal, bem ou mal, querendo ou não, na época que Edward viveu, uma moça grávida antes de firmar casamento era motivo de desgraça para a dama e desonra para o homem. Eu sabia o quão conflitante era para ele toda aquela situação, mesmo que Edward se esforçasse para camuflar.

Rosalie e Esme adentraram no local, Rose batendo com força considerável na cabeça de Emmett ao passar e se prostrou ao meu lado. – Não ligue para ele; Bella. – sorri; levemente agradecida, Emm deu os ombros e olhou para o relógio.

- Que seja. Melhor irmos agora. – Emmett abriu um sorrisinho maldito safado. – A noite promete... – Estremeci, relembrando aonde eles iriam, fazendo minha mente forçar para relembrar do motivo para aceitar me casar.

Edward pareceu perceber minha irritação com essa maldita despedida de solteiro e apertou o abraço. – Se não quiser que eu... – ele começou a dizer, mas eu o silenciei com um dedo.

- Já falamos sobre isso. – com um suspiro, tentando inutilmente me acalmar e olhei para Emmett. – Leve-o logo antes que eu mude de idéia. – ordenei. Emmett sorriu e puxou Edward para fora do quarto. Suspirei frustrada, arrependida no mesmo minuto por ter concordado com aquilo.

Esme e Rosalie colocaram a mão sobre meu ombro, consolando-me; sorri tristemente e fiz menção de sair do quarto quando Edward entra correndo, provavelmente fugindo dos meninos. Ele tomou-me nos braços e me beijou apaixonadamente. – Eu te amo. – sussurrou ele apoiando sua testa na minha. – Te espero amanhã no altar. – aquele sorriso torto que tanto amo surgiu em seu rosto.

- Serei o bujão de gás branco. – brinquei sem conseguir conter uma risada, Edward e as meninas me acompanharam. Emmett adentrou no quarto junto com Jasper, aborrecido e começou a arrastá-lo para longe novamente.

- Tenho certeza de que será a mais linda. – Edward sorriu antes de desaparecer, nós saímos a tempo de ver o carro dos homens sumindo estrada a fora. Alice estava com Renesmee nos ombros, dando tchau até o carro sumir de vista.

Um minuto de silêncio se prosseguiu enquanto observamos os homens da família partindo para desfrutar de uma noite... Suspirei sacudindo a cabeça. Era melhor não pensar.

O dia mal tinha clareado quando sinto um par de mãos frias empurrando-me com leveza. – Bella... Bella acorde. – sussurrava a voz, insistindo em me fazer acordar. Ainda de olhos fechados, minhas mãos envolveram com mais afinco o pequeno corpo ao meu lado, certificando-me que minha menina estivesse ali ainda. Assegurando-me que eu podia continuar ali, ignorando aquela ordem.

- Bella você precisa acordar... – a voz persistia, tornando-se cada vez mais nítida, Alice, eu tinha certeza. Revirei-me levemente na cama, tentando me desvencilhar das mãos da baixinha. – Bella! – a voz irritada de Alice começou a se elevar ligeiramente, no mesmo instante abri meus olhos, irritada.

- Você vai acordar Renesmee! – grunhi baixo, olhando para minha menina, certificando-me que a mesma ainda dormia, em seguida lanço um olhar severo a Alice, ela encolhe os ombros, arrependida.

Edward e eu passaríamos de duas a três semanas em lua-de-mel, em um lugar que ele se recusava a me contar, e por conta disso, Nessie ficaria com os Cullens, meu coração apertava só com a idéia de deixá-la, eu nunca havia feito isso antes, e numa tentativa de tê-la por mais tempo possível, Renesmee havia dormido comigo, em minha cama.

Olhei meu pequeno anjinho ressonando tranqüilamente ao meu lado e sorri, afagando seus cabelos, sem ter muita certeza que conseguiria partir sem ela. Nessie, ao contrário de mim, estava mais tranqüila, ela queria que Edward e eu tivéssemos um tempo só nosso e, além do mais, ela ficaria com os tios e avós, fato que a fazia brilhar de emoção.

Beijei levemente sua testa e ajeitei as cobertas, aconchegando-a melhor e me levantei. – Alice, o casamento é apenas ao entardecer, qual a pressa em me acordar as... – olhei para o relógio em cima da cômoda me aborrecendo do mesmo instante. – Sete horas da manhã?

Alice sorriu, desculpando-se, tomou-me pela mão e me guiou para fora do quarto, dando-me tempo apenas para calçar algo no pé e vestir meu roupão. – Hoje é o grande dia, Bella! – cantarolou Alice, chegamos à cozinha, onde Esme e Rosalie esperavam-nos com um café da manhã farto e um sorriso nos lábios. – E você será a noiva mais linda que Forks já viu!

Ri levemente diante da euforia de Alice, até parecia que a noiva era ela e não eu. E verdade seja dita, eu estava tentando não pensar muito nisso, só de lembrar que em poucas horas, meu sonho de uma adolescente estava para se tornar realidade, fazia com que meu estômago se revirasse dando-me náuseas. Rosalie e Esme vieram me abraçar.

- Finalmente a noiva acordou! – um sorriso genuíno estava estampado no rosto das duas. Ás vezes ainda me surpreendia à afinidade que Rosalie e eu desenvolvemos uma com a outra, nossa proximidade se estreitou de tal maneira que era como se sempre fossemos chegadas e amigas.

Degustei de um bom café da manhã, minhas cunhadas e minha sogra insistiram para que eu comesse abundantemente, afinal, grande dia ou não, os gêmeos precisavam de energia. Não demorou muito para Rose desaparecer e retornar minutos depois com Renesmee no colo, sonolenta, esfregando os olhinhos.

- Bom dia meu anjo. – me aproximei beijando sua testa e retirando a franja dos olhos. – Dormiu bem? – perguntei carinhosamente, Nessie, ainda sonolenta, apenas assentiu e repousou a cabeça no ombro da tia.

- Que tal se a vovó fizer uma mamadeira bem gostosa para você? – Esme chegou maternal, Renesmee sorriu e assentiu com a cabeça fazendo todas nós sorrirmos; Renesmee havia se tornado o brilho na vida de todos, assim como era o meu.

Rose acariciou os cabelos de minha menina e se sentou na cadeira, ainda com Renesmee em seu colo. Alice começou a tagarelar sobre os preparativos finais e como tudo deveria sair perfeito, não me preocupei muito em prestar atenção, conhecendo Alice, eu sabia que ela estava fazendo tudo sair perfeito.

A manhã passou rapidamente, as meninas se empenharam em me relaxar, explicando que diferente de uma noiva normal – a qual já fica muito nervosa e ansiosa – eu ainda estava grávida de gêmeos e o estresse fazia mais mal que o normal. Um banho aromático ali. Uma massagem aqui, e tudo foi se encaixando.

As horas se passaram rapidamente, Renesmee me manteve serena e foi meu foco o dia todo, mesmo a contragosto de Esme e as meninas eu queria aproveitar ao máximo a presença de minha menina; degustamos de um almoço leve e rápido e então, começamos a nos arrumar.

- Você está tão linda, Bella. – elogiou Esme emocionada, fitei-a através do espelho e sorri, realmente, Alice e Rosalie haviam feito um trabalho magnífico, eu mal me reconhecia.

Meu vestido era liso, separado por uma fita azul escuro logo abaixo do busto, realçando minha barriga, o busto era rendado e forrado cobrindo os seios, em sequência, até o pescoço e os punhos, a renda era transparente, cobrindo assim, toda minha pele, incluindo a cicatrizes em meus pulsos.

Meu cabelo foi semi preso com um aramado feito de pedras azuladas igualmente a fita, permitindo que leves cachos caíssem sobre meus ombros, nas orelhas brincos delicados, os quais eu possuía há algum tempo, uma maquiagem leve no rosto e estava pronta.

- Vovó tem razão, mamãe! – Renesmee sorriu animada. – Você está parecendo uma rainha! – nos olhos de Renesmee eu não via nada mais que uma sincera admiração, isso me fez sorrir, apoiando-me na parede, me abaixei na altura dela.

-E você está parecendo uma princesa! – devolvi sorrindo, peguei-lhe a mão e rodeia, observando como minha filha estava maravilhosa. Nessie riu envergonhada, isso só me fez sorrir mais ainda. – Minha princesinha! – acrescentei tocando-lhe o nariz levemente.

Nessie riu e me abraçou. – Amo você, mamãe! – disse-me ela com toda a simplicidade de uma criança. Beijei-lhe a cabeça.

- Também amo você, meu amor, muito, muito, muito. – garanti enquanto nos separávamos. Rose e Alice me ajudaram a levantar, Renesmee correu para o lado de Esme.

- Bom. – Rose virou-me para si. – Algo novo... – ela tocou meu vestido. – Algo azul... – ela tocou a fita e as pedras em minha tiara. – Algo velho... – ela tocou meus brincos. – E algo emprestado. – Alice surgiu segurando uma liga branca com algumas pedras requintando-a; meu rosto ferveu de vergonha ao ver aquilo, mas antes de poder fazer qualquer objeção, Alice já havia colocado a liga no lugar. – É pra devolver! – concluiu Rosalie severamente.

- Se Edward sabe o que é bom pra ele, - grunhiu Alice mortalmente calma. – É bom que ele não faça nem um mínimo estrago nisso. – Estremeci, sem saber ao certo se era de medo por Edward ou de vergonha.

Uma batida na porta nos fez despertar daquele momento constrangedor, Esme foi abrir a porta e retornou com Carlisle também pronto para a cerimônia, sorrindo.

– Estão prontas? Está na hora! – Era visível que assim como todas nós, Carlisle também estava nervoso e até mesmo ansioso para o casamento. As meninas se afastaram permitindo que Carlisle me fitasse. – Ah, Bella, você está linda! – ele elogiou aproximando-se e beijando minha testa.

- Obrigada. – agradeci levemente rubra, Renesmee se aproximou parando a nossa frente.

- E eu, vovô? – perguntou ela dando um gracioso giro para que Carlisle visse todo seu vestido. Ele riu levemente divertido.

- Ora, mas você também está maravilhosa! – Renesmee fez uma breve reverência flexionando levemente os joelhos e segurando as barras do vestido. – Uma verdadeira princesa! – Renesmee abriu um sorriso radiante.

- Viu, eu te disse. - acrescentei piscando, ela apenas riu com as mãozinhas no rosto. Sem mais delongas, todas desceram, levando Renesmee, iriam no carro da frente, deixando apenas Carlisle e eu no quarto.

- Tenho muito orgulho de você, Bella. – disse-me ele, tomando minha mão. – E te admiro muito. – ruborizei e desviei o olhar, mas Carlisle tomou meu queixo virando-me para ele. – Você é uma guerreira, batalhadora, passou por coisas monstruosas, caiu por muitas vezes, mas soube se levantar, soube se fazer forte no meio da fraqueza. Mesmo sem brilho, soube encontrar a luz, nas coisas simples...

A essa altura meus olhos estavam rasos d'água, comovida pelas palavras firmes e melosas de Carlisle. – Criou uma filha linda e enfrentou, vilões e mocinhos, pessoas boas e ruins, amigos e inimigos, para protegê-la, sem medir esforços. Você é uma moça muito especial, Bella, muito especial! E Edward tem muita sorte por tê-la. – apenas sorri, as lágrimas já caindo de meus olhos, e abracei Carlisle.

- Obrigada... – sussurrei embriagada pela emoção. Sentido todo o calor e amor de um verdadeiro pai, de meu novo pai, passar para mim através de sua alegria simplesmente em ver uma filha feliz, independente de quem ela tenha escolhido.

Seguimos silenciosos no carro, a mão firme de Carlisle segurava a minha, me dava forças e apoio. As imagens na janela não passavam de um borrão, meu estômago estava repleto de borboletas aumentando meu nervosismo, minhas mãos frias e úmidas, e minha cabeça gritava pela desistência, com medo de dar aquele salto em um abismo tão grande e obscuro. Mas eu não ouviria minha razão, não agora, era hora de ser feliz.

O carro parou em frente à casa dos Cullens, local onde ocorreria a cerimônia e, posteriormente, a recepção, um arrepio percorreu meu corpo e o medo começou a tomar-me, minha respiração acelerou e os bebês se agitaram, fazendo com que uma leve vertigem me tomasse.

- Você está bem, Bella? – a voz preocupada de Carlisle soou em meus ouvidos, lembrando-me de respirar fundo e me acalmar, Edward me aguardava, agora seríamos um do outro, para sempre.

Enchi meus pulmões de ar e assenti, criando forças para dar esse passo tão importante em minha vida, um passo que julguei a muito, impossível. Carlisle ajudou-me a sair do carro e seguimos para a sala, a qual havia sido modificada para a realização da cerimônia.

Tudo estava maravilhoso, flores espalhadas por todos os lados, as cores em uma perfeita harmonia, um doce perfume de flores campestres dominava o ambiente. Alice havia feito um trabalho incrível.

- Pronta? – perguntou Carlisle quando paramos na ante-sala, aguardando nossa deixa para adentrar. Olhei para meu sogro e pai e sorri assentindo, recebi um sorriso encantador em resposta. Seu braço envolveu o meu e aguardamos.

A marcha nupcial começou a tocar ao som do piano de Edward, Rosalie estava tocando já que era a segunda melhor pianista da família. Carlisle apertou levemente minha mão. – Não me deixe cair... – pedi num sussurro quando começamos a entrar.

Muitas cadeiras ocupadas ocupavam todo o corredor que percorríamos, um tapete vermelho era nosso caminho, alguns convidados sorriam e acenavam, outros cochichavam entre si, mas pouco me importei, meus olhos percorreram ansiosos pelo fim do corredor, onde estava Edward magnífico me esperando.

Ofeguei ao vê-lo impecavelmente vestido, quando meus olhos alcançaram seu rosto, seu sorriso triunfante eu nada mais enxerguei, tudo a minha volta não passou de um mero borrão, e todos os meus temores desapareceram, vendo-o ali, sorrindo à minha espera eu percebi o quanto aquilo era correto e vi como nosso futuro seria feliz.

Chegamos ao altar e Edward se aproximou, Carlisle entregou-me a Edward enquanto dizia – Cuide bem da minha filha. - Edward sorriu mais ainda assentindo.

- Com a minha vida. – jurou ele, então Carlisle se virou para mim e beijou minha testa.

- Cuide bem do meu filho. – sorri sentindo as lágrimas brotarem em meus olhos e assenti freneticamente.

- Com a minha vida. – repeti as mesmas palavras que Edward havia usado, Carlisle sorriu e se afastou; Edward me virou para si e beijou minha mão antes de me conduzir frente ao juiz.

Nossas mãos permaneceram unidas o tempo inteiro, meus olhos nãos conseguiram se desviar do de Edward e minha atenção se fazia dele e apenas dele. Não sei dizer quais foram as palavras do juiz, tão pouco sei dizer quanto tempo se passou, meu universo se tornou Edward e nada mais importava. Meu coração batia por ele, minha vida era dele.

- Vocês estão aqui hoje reunidos para se receber em matrimonio, - o juiz falou ao mesmo tempo em que Edward apertava minha mão, instruindo-me a prestar atenção, assim o fiz, contudo não consegui desviar meu olhar de Edward, cada vez mais embriagada pelo amor que lhe devotava. – É de livre e espontânea vontade que o fazem?

Edward olhou-me e sorrimos, cúmplices, cada vez mais confiantes de como aquilo era correto e o quanto nosso amor era maior do que todas as provações que já vivemos, juntos e com confiança, respondemos que sim e o juiz voltou a falar fazendo com que eu me tornasse alheia às suas palavras.

- Isabella Marie Swan, - meu coração acelerou, quando foi que chegamos a esse momento? – Você aceita Edward Antony Masen Cullen como seu legítimo esposo? Para amá-lo e respeitá-lo, na saúde e na doença, na alegria e na tristeza, na riqueza e na pobreza por todos os dias de sua existência? – Assim como havíamos pedido anteriormente, o juiz trocou o final da sentença.

Meu coração se aqueceu e eu busquei nos olhos do homem ao meu lado a confirmação que embarcaríamos juntos naquela aventura sem fim, desejando ver naquelas esferas douradas toda a segurança e todo o amor que minha alma sempre buscou. Seu sorriso, seus olhos... Bastou ver a emoção que emanava dele, bastou sentir a brisa de felicidade que sua alma soprou sobre mim que eu soube que seríamos felizes e com toda a confiança, porém embriagada pela emoção e as lágrimas eu disse:

- Sim! – o sorriso de Edward se alargou mais ainda e sua mão segurou a minha com mais força, eu senti sua felicidade, eu senti sua emoção. Nós éramos um ali. Seja qual fosse nosso destino, que viessem novas provações, que viessem novas alegrias, nós estaríamos juntos e isso bastava para mim.

- Edward Antony Masen Cullen. – o juiz se virou para Edward. - Você aceita Isabella Marie Swan como sua legítima esposa? Para amá-la e respeitá-la na saúde e na doença, na alegria e na tristeza, na riqueza e na pobreza; por todos os dias de sua existência? – Eu podia sentir a felicidade e o amor de Edward, mas por instinto, prendi a respiração, ligeiramente nervosa, ansiosa pela resposta de Edward.

Ele me encarou com nada mais que amor e disse alto e vibrante. – Sim. – Sorrimos cúmplices, as lágrimas percorrendo meu rosto compulsivamente, a alegria consumindo-me deliciosamente.

Renesmee se aproximou de nós com a almofadinha que continha as alianças, seu sorriso era imenso, eu não precisava que ela me mostrasse seus pensamentos para que eu soubesse que aquele momento era esperado por ela, sonhado e almejado inúmeras vezes. Edward se ajoelhou na altura de nossa menina e pegou as alianças, beijou a testa de Nessie e a mesma se afastou.

Peguei a aliança de Edward e a coloquei em seu dedo, meu olhar perdido no seu enquanto pronunciava. – Edward, receba esta aliança como prova do meu amor e da minha fidelidade. – Levei sua mão a meus lábios e a beijei, tornando aquele toque frio tão caloroso quanto o amor que nos rodeava.

Edward pegou minha aliança e repetiu meu ato, sem desviar seus olhos dos meus. – Isabella, receba esta aliança como prova do meu amor e da minha fidelidade. – E assim como eu fiz, beijou minha mão fazendo com que uma corrente elétrica de euforia e incredibilidade percorresse meu corpo.

- Pelos poderes concedidos a mim, - o juiz declarou. – Eu os declaro marido e mulher; pode beijar a noiva. – ele gesticulou a mim. Edward sorriu e me tomou nos braços com cuidado, nossos olhares se prenderam, seus lábios se aproximando dos meus; um leve roçar... Um leve hálito... E seus lábios capturaram os meus.

Um beijo terno e caloroso, sem pressa, livre de todos os medos e magoas, livre do passado, livre do futuro. Nosso beijo era nosso, apenas nosso. Só existia ele para mim. Só existia eu para ele. Flutuamos sobre nuvens, dançamos em um arco-íris, o sol brilhou para nós. Aquele momento se fez eterno, assim como nosso amor.

Nada mais existiu. Um gesto justificou as palavras. Um olhar justificou os atos. Um toque calou o passado, curando todas as feridas e criando a esperança de um mundo sem lágrimas que não fossem de emoção.

Edward e eu... Eu e Edward... Uma única alma divida em dois corpos.

Um coro de aplausos nos obrigou a retornar para a realidade, separamo-nos lentamente, Edward enlaçou minha cintura enquanto nos virávamos para nossos convidados. Os primeiros braços que senti me envolvendo foi o de Rennée.

- Ah Bella, estou tão feliz por você. – soluçava ela, sorri apertando o abraço. – Que você seja muito feliz!

- Obrigada mãe. – respondi em uma voz entrecortada pelo choro, pelo canto do olho vi que Edward e Esme estavam em um momento semelhante. Relutantes, Rennée e eu nos separamos. – Eu amo você mãe. – sussurrei beijando-lhe a face.

Rennée sorriu e apertou levemente minha mão. – Eu também amo você! – e as mães trocaram, Esme veio me cumprimentar e Rennée foi cumprimentar Edward.

- Oh, querida! – Esme me abraçou apertado fazendo com que uma sensação boa e acolhedora fluísse dela para mim, sem que mais palavras precisassem ser ditas. O silêncio criado no meio de toda aquela festa se fez suficiente.

Então Danilo, meu amigo de farra se aproximou para me cumprimentar, Edward não gostou nada daquilo e começou a rosnar baixo, ato que ignorei totalmente e abracei Danilo. – Obrigada por ter vindo.

Separamo-nos e Danilo sorriu daquela maneira marota que sempre faz. – Eu te disse que aquele não era seu mundo, Isa; estou feliz por ter achado seu verdadeiro lugar. – ele se virou para Edward e estendeu a mão, meu novo marido a apertou de má vontade. – Você tem muita sorte, Isa é uma moça muito especial.

- Sei disso. – Edward disse enlaçando minha cintura assim que o cumprimento entre os dois terminou.

- Que vocês sejam muito felizes. – Declarou Danilo por fim antes de se afastar causando um alívio instantâneo em Edward. Era melhor não comentarmos.

Em sequência nossa filha veio pulando para o colo de Edward e nós três nos abraçamos, Renesmee tocou nosso rosto nos mostrando o quão feliz ela estava, pois finalmente tinha um papai e uma mamãe como os coleguinhas. Edward manteve nossa menina no colo enquanto recebíamos o restante dos cumprimentos.

A festa ocorreu nos jardins, tendas e mesas por todos os lados, a iluminação toda feita à base de velas. Edward e eu posamos para diversas fotos, algumas com os convidados e familiares, outras com nossa filha, mas principalmente apenas nós, sorrindo, cúmplices, denunciando o quão mágico era nosso momento.

Brindamos cruzando nossos braços, Edward com uma taça de champanhe que ele engoliu corajosamente, e eu com uma taça de suco, todos os Cullens se recusaram a me deixar beber, mesmo que fosse apenas para brindar, logo em seguida cortamos o bolo e mais uma vez Edward degustou do pedaço de bolo que lhe dei na boca com muita destreza. Mais fotos. Mais cumprimentos.

- Me daria à honra de uma dança, senhora Cullen? – Edward sussurrou em meu ouvido, estremeci com a leveza e a firmeza de seu convite. Edward pressionou seu corpo no meu, instigando-me. Sem que eu nem mesmo respondesse ele tomou minha mão e me conduziu para a pista de dança, mesmo perante meus receios Edward começou a me conduzir numa dança perfeita.

Apoiei minha cabeça em seu peito, descansando, percebendo só agora como todo aquele evento tão prazeroso havia me desgastado. – Você está bem? – perguntou Edward, seus lábios roçando em meus cabeços, sua voz suave, sussurrada.

- Estou cansada. – confessei também num sussurrou, fechei meus olhos e me permiti ser guiada. Edward me puxou para mais próximo.

- Creio que já abusamos demais de vocês. – disse-me ele, a mão que jazia em minha cintura escorregou levemente para minha barriga, a acariciando.

- Estamos bem. – garanti sem abrir os olhos. Alguns minutos em silêncio se seguiram, Edward sustentando noventa por cento do meu peso, rodopiando-me, valsando sem que eu precisasse me esforçar.

- E aí, posso dançar com a minha irmãzinha ou você vai continuar monopolizando-a? – a voz doce e divertida de Jasper surgiu próxima a nós, fazendo com que parássemos de dançar. Abri meus olhos e encontrei-o ali sorrindo para nós. Edward esticou minha mão para ele, o qual a pegou no mesmo instante.

- Cuide bem da minha mulher e dos meus filhos! – exigiu Edward antes de se afastar, Jasper e eu rimos diante da super proteção de Edward, começamos a valsar em um silêncio agradável, fosse pelo poder de Jasper ou pela segurança natural que ele me passava.

- Estou muito feliz por você ter finalmente se permitido ser feliz. – disse-me ele, quando eu acreditei que valsaríamos em completo silêncio. Busquei seu olhar, tentando compreender suas palavras, tentando ler seu real significado em seus olhos. – Você sabe que faz muito tempo que você desistiu de ser feliz... – esclareceu ele.

Suspirei com pesar, voltando a apoiar minha cabeça em seu peito, evitando olhá-lo, evitando um assunto que eu preferia que não fosse comentado. – Não se preocupe... – continuou ele. – Não estou aqui para falar do passado, mas sim para parabenizá-la por sua vitória... – ele tomou meu queixo, forçando a olhá-lo. – E para dizer o quão linda você está, irmãzinha.

Sorri abertamente recebendo um sorriso igualmente feliz em resposta. – Obrigada, Jaz, por tudo. – ele tomou minha mão e a beijou, sem dizer uma única palavra, mas deixando claro que ele entendeu com perfeição o quão longe ia meu agradecimento.

Logo depois foi a vez de Edward retirar a liga de minha perna, com os dentes, meu rosto de ter ficado em um vermelho vivo, pois Emmett e Jasper não se agüentaram de dar risada, foi muito constrangedor, mas Edward pareceu levar na esportiva, embora seu constrangimento fosse visível para mim. Seus olhos nunca deixaram os meus, nem mesmo quando ele jogou a liga caindo nas mãos de Danilo, para minha completa surpresa. Instantes mais tarde eu joguei o buque, sem me preocupar muito em quem a pegaria, mas fiquei feliz em ver Ângela com ele nas mãos.

Depois disso, valsei com também com Emmett, Carlisle, Phil e Edward novamente, mas o cansaço estava realmente me abatendo deixando claro que o fim da festa havia chegado para mim e Edward. Alice, Esme, Rosalie e Rennée, me guiaram para dentro da casa, ajudaram-me a me trocar, tirando o vestido de noiva e vestindo um vestido mais leve que Alice havia previamente escolhido.

Despedi-me delas ali mesmo, ciente que lá em baixo seria mais tumultuado. Cada uma foi uma despedida. Uma dor da saudade antecipada. Uma promessa de cuidados e um breve retorno. Lágrimas por cada uma daquelas mulheres que eram tão importantes para mim.

Elas me acompanharam quando desci, todos os convidados estavam ali, esperando junto a Edward; despedi-me somente de Emmett, Jasper, Carlisle, Phil, Ângela e Ben, deixando os demais por se satisfazerem com um aceno. Edward e eu seguimos de mãos dadas e apenas lá fora que nos despedimos de Renesmee.

Edward a pegou no colo e a abraçou com força, sussurrando palavras baixas demais para que eu ouvisse, lágrimas banhavam o rosto de minha pequena, fazendo meu coração se partir, mas ao me abaixar a sua altura e nos abraçarmos ela me mostrou que ela estava feliz por nós e que estaria esperando nossa volta.

- Eu amo você, meu bebê... – sussurrei, meu coração partido em ter que deixá-la, nossas lágrimas denunciando nosso pesar. – Vamos voltar em breve, tá bom? – separei-me dela e tentei conter o choro, afagando seus cabelos e limpando as lágrimas. – Seja boazinha e obedeça seus tios e avós. – Renesmee apenas assentia com a cabeça.

- Amo você, mamãe. – sussurrou ela. – Façam uma boa viagem! – sorri diante de tal inocência e a abracei novamente tocando seu medalhão.

- Mais que minha própria vida. – concordei erguendo-a no colo, fazendo Edward e os próximos se anteciparem, um último beijo e sorriso antes de tirarem minha pequena de meu colo. Renesmee foi para o colo de Esme segurando com força o medalhão, assentindo em compreensão.

Edward me ajudou a entrar no carro e partimos para uma lua-de-mel em algum lugar. Edward segurou firmemente minha mão, mas meus olhos se mantiveram firmes na imagem de minha menina até que não fosse mais possível vê-la.

N/B: Aooowwww... que lindo o casamento! Foi simplesmente PERFEITO!

Nossa só eu quase morri de ansiedade por esse capítulo? Mas vamos concordar, a espera valeu à pena. Essas forram as 17 páginas mais rápidas de se betar... mas eu não resisti e rebetei o capítulo.

Tá MARAVILHOSO, eu até separei as partes que eu mais gostei:

1ª. "Bujão de gás branco" - ri muuuuuito alto com essa... KkkkkkkkkkkkkKKkkkk xD

2ª. "Tenho certeza de que será a mais linda" - Awww.. que liiiiiiiindoooo. Ele não é fofo, não é todo homem que acha a mulher grávida atraente. Eu quero um Ed desse pra mim.. onde compra? *.*

3ª. "Você é uma guerreira, batalhadora, passou por coisas monstruosas, caiu por muitas vezes, mas soube se levantar, soube se fazer forte no meio da fraqueza. Mesmo sem brilho, soube encontrar a luz, nas coisas simples" - awww... devo dizer que eu quase chorei nessa parte? Foi simplesmente linda, o Carlisle é um fofindo(fofo+lindo) mesmo. E Maria tome o que Carlisle falou pra Bella como eu falando pra você, porque não é nada mais que a verdade! *.*

4ª. Ai gente e o Jazz dançando com a Bella? Foi TUDOOO! O Jazz é outro fofindo! Eu simplesmente amei, eu quero um irmão desse também! *.*

5ª. E o Emmett fazendo piadinha quando eles estava se beijando no quarto da casa nova? "Normalmente eu mandaria vocês procurarem um quarto. (...) Mas como vocês já estão em um quarto e Edward já fez o serviço.(...) Eu apenas vou dizer para vocês pararem de se atracar." KkkkkkkkkkkKKkkkkk, eu ri muuuuuuito nessa também... skaoskaoskaoskkkkkk.

6ª. Aw, a parte em que a Bella pede pro Carlisle entregar ela no altar é linda! E o Carlisle e um fofindo mais uma vez por aceitar.

Ai gente melhor eu parar de colocar as minhas partes favoritas, senão seria mais fácil eu simplesmente copiar todo o capítulo. xD

Ah sim, ódio mortal ao Charlie, que grande filho de uma jurubeba(não se pode falar palavrões, a "censura" é até 13 anos), um desgramento. Mas que Carlisle(minha maneira de falar palavrão) de tão idiota que ele foi... Aiiiiiiiiiii que ódio!

Aqui vai um aviso pro Charlie: "Charlie, eu sei o que você fez, que sei quem você é, portanto o dia que você aparecer aqui pelos lados de Maringá-Pr, esteja preparado para o seu fim." Ksaoskoaskaoskkkk Adoro fazer ameaças para personagens, é quase um hobbie.

*.*

Ah, agora vem o "papo" sério. Como vocês ficaram sabendo, ou não, a Maria ficou muito chateada com certos acontecimentos (aos quais não me referirei por pedido dela). Tanto que ela pensou em abandonar a fic. Calma gente, ela não abandonou, tanto que vocês tem esse capítulo fresquinho para vocês.

Então eu como leitora, beta, tradutora, fã assídua da Maria, e amante de boas fics, venho aqui pedir pra vocês algumas coisinhas:

1º. Quando vocês acharem que certa história é um plágio, INVESTIGUEM antes de denunciar ou sair ofendendo Deus e o mundo;

2º. LEIAM ATENTAMENTE os avisos iniciais das fics, das capas, as sinopses, porque muitas vezes fics estão sendo REPOSTADAS PR outras pessoas que não sejam o autor, e MUITAS vezes com AUTORIZAÇÃO! Portanto, para que ninguém saía ferido, nem a pessoa que reposta a fic, nem o autor, nem você mesmo que denunciou, afinal é fácil deixar-se ser levado pela primeira impressão.

3º. COMENTE, afinal esse é o combustível do autor.

4º.CUIDADO com o que você escreve.

"Como assim cuidado com o que eu escrevo, Mônica?" – você irá me perguntar. E eu vos digo que aquilo que você escreve pode ser usado contra você. Aqui é a INTERNET gente, onde é possível saber de PRATICAMENTE tudo, onde se escreve de tudo, onde as pessoas acham que PODEM escrever qualquer (perdoem-me pelo linguajar) MERDA! Mas não é assim! Se você ofende alguém por comentário, rewis, tuiti, recado, MSN e outras coisinhas a mais, você pode SIM, ser processado. E não me venham falar: "Acha, eu tenho fakes, ninguém NUNCA vai saber que fui eu!", isso NÃO é verdade. Se você posta/escreve/comenta/tuita da sua casa, você pode ser rastreado. Se você utiliza uma lan house pra esse tipo de coisa, ou porque não tem net/PC em casa, é possível rastrear a lan house, e o PC em que foi escrito, e pelo horário de quem esteve lá. Afinal, a lei federal OBRIGA os donos de lan houses fazer cadastro com nome, RG, telefone e endereço de quem usa os computadores! (sendo o telefone e o endereço opcional).

Portanto, cuidado com o que vocês andam dizendo por aí. Pois se alguém se sente ofendido você pode se dar muito mal.

5º. (Juro que é o último) Quando vocês forem denunciar alguém por plágio sejam CIVILIZADOS e EDUCADOS, pois no fim das contas NINGUÉM gosta de ser OFENDIDO, por mais que a pessoa mereça. Se denunciarem utilizem um linguajar mais apropriado; ou seja; evitem xingamentos, palavrões, ou ofender o plagiador de qualquer maneira. E NUNCA se esqueçam de que se tiver que denunciar você deve apresentar o link da história ORIGINAL.

Bem gente, era isso que eu queria dizer á todos, desculpem o incomodo, ou se ofendi alguém de alguma maneira, juro que não foi minha intenção. E só coloquei esses "desejos" pra que vocês estejam avisados e tomem cuidado, afinal ninguém quer ser processado, não é mesmo. ;D