Notas da Autora

Bardock fica surpreso quando...

Também fica irritado quando descobre que...

Gine acaba tendo que lidar com...

O Rei Vegeta, decide...

Yo!

Peço desculpas pela demora em atualizar. A semana passada foi bem tumultuada

Tenham uma boa leitura.

Capítulo 53 - Promessa

No Castelo real, mais precisamente na sala real de conferências, o rei estava analisando alguns documentos, para depois ficar pensativo ao pegar os relatórios sobre certa família que despertou o seu interesse.

Sem Bardock e Gine suspeitarem, o rei Vegeta, que havia ficado surpreendido pelo nível apresentado por Bardock, havia mandado observar o casal e sabia, inclusive, da surra que Gine, uma Terceira classe, deu em dois saiyajins de primeira classe e três de segunda classe, enquanto questionava o motivo dela não ter solicitado a mudança para a Segunda classe, com a mesma se contentando em trabalhar na Central de distribuição de carnes da capital. A seu ver, ela era um enigma.

Já, Bardock se destacava, pois, em várias missões que a equipe dele foi enviada, sendo que algumas eram inapropriadas para o nível do seu esquadrão, ele conseguiu salvar todos, assim como cumpriu com as ordens ao subjugar o planeta. Além disso, o monarca descobriu que ele era idolatrado pelos saiyajins de classe baixa e que também era peculiar, pois, salvava os seus conterrâneos, mesmo não sendo de sua equipe.

O filho deles, Raditz, era outro exemplo de distinção, ao ver do soberano, pois, era um jovem poderoso para um saiyajin de segunda classe, que se destacava na Academia de segunda classe que frequentava, com os instrutores falando que era um jovem formidável e um excelente guerreiro, sendo que o rei e mais ninguém, com exceção dos pais e da kibajins, sabiam que o seu nível era, na verdade, de um saiyajin de primeira classe.

Inclusive, havia boatos que ele conseguia enfrentar saiyajins de Primeira classe e o rei não duvidava que tais boatos fossem verdadeiros.

Quando ao segundo filho deles, Kakarotto, seu poder era insignificante e não compreendia o motivo dele não ter sido enviado a um planeta. Inicialmente, ao saber de nível tão baixo de poder, iria exigir o cumprimento da lei.

Porém, mudou de ideia, frente à família de Bardock e o fato que ele era um saiyajin fiel a coroa, sendo que sempre demonstrou isso. Por isso, podia ignorar o fato do mais novo não ter sido enviado a um planeta, ficando admirado por Bardock ter evitado tal destino a ele, enquanto tentava imaginar o meio que ele usou para conseguir mantê-lo no planeta.

Além disso, a seu ver, era um plano de Freeza e não dele. O fato de um saiyajn ter escapado, era de certa forma, um golpe ao sistema criado pelo arcosiano e confessava que havia apreciado esse ato.

Ele sai de seus pensamentos, ao ver o cronograma das missões de sua cria, pois Vegeta iria partir em breve a vários planetas e havia decidido que ele teria outro jovem com ele, pois, somente Nappa o acompanhava e o príncipe dava sinais que estava irritado.

Portanto, enquanto seu filho mais velho treinava, ele iria organizar um evento para escolher aquele que iria acompanhar, sendo que para agradar ao povo, seria um saiyajin abaixo de um de Primeira classe.

Afinal, já havia dois de elite. Poderiam levar um saiyajin de classe mais baixa, sabendo que isso era uma boa propaganda para a sua imagem.

Movido por essa ideia, ele decidiu que iria contemplar todas as classes. Revisou o seu plano original e decidiu que teria um de terceira classe, outro de segunda classe e também um de primeira classe, que seguiriam o príncipe em algumas missões, mostrando ao povo que todas as classes representavam a força de Bejiita.

Regorjeando-se por ter tido tal ideia, começa a fazer os preparativos para uma espécie de torneio de lutas, onde seria definido um saiyajin de cada grupo, sendo que precisavam ter a mesma idade de seu filho, podendo ter algumas diferenças de meses, mas, nada que excedesse um ano.

No planeta Noari, Bardock havia ficado estarrecido ao saber da habilidade do povo, dele, sendo que havia ficado ainda mais surpreso com as habilidades distintas da família dele, enquanto ele explicava o motivo ele ter partido horas antes da invasão, assim como revelou o seu desejo.

- Então, quer passar o seu poder para mim?

- Sim. O poder pode ser passado através de um ritual simples.

- O poder de ver o futuro? Parece interessante.

- Sei sobre a honra de vocês, saiyajins, Portanto, lhe darei tal poder, em troca de algumas promessas.

- E se eu não quiser o seu poder?

- Senão o aceitar, frente a algumas promessas, Gine e todos aqueles que você ama, serão mortos. Sejam atualmente, daqui a algumas décadas, com exceção de um.

Frente a tais palavras ele se silencia, enquanto que passa a ficar extremamente preocupado. Após suspirar, ele pergunta:

- Como assim, irão morrer? Tem algo a ver com o bastardo do Freeza?

- Você irá compreender, quando tiver o meu poder. Saiba que ninguém irá acreditar em você. Portanto, não adianta avisar e nem desejo que tente avisar a sua raça.

Ele fica pensativo e pergunta, resignado:

- O que quer que eu prometa?

- Que salvará apenas a sua família que está em Bejiita. Kakarotto deverá ser mandado para a Terra e quanto a você, Raditz e Gine, terão o momento certo para fugir e quero que prometa que não irá tentar salvar mais nenhum saiyajin, deixando assim o destino de sua raça seguir o seu curso, pois, não adianta se livrar de Freeza, se os saiyajns continuarem existindo. A sua raça é cruel e perversa. Eles não podem sobreviver. A outra promessa consiste no fato que irá tomar cuidado com esse poder, mantendo em segredo, deixando o destino seguir o seu curso natural. Somente poderá alterar mais um evento e que consiste na futura companheira de sua cria, Raditz, sendo que ele tem a ligação verdadeira, assim como você tem com Gine. Também poderá salvar no futuro, Kakarotto, que também terá uma ligação verdadeira. Você também poderá salvar Tarble. Você irá descobrir quem ele é. Nas visões, você vai descobrir tudo isso e muito mais. Você irá interceder, sem que ninguém desconfie do seu poder. Por isso, disse que seria uma benção e uma maldição. Afinal, se alterar alguma coisa, outras serão alteradas como consequência, podendo ser para pior. Portanto, mesmo que saiba de acontecimentos futuros, não poderá revelar o que irá acontecer.

Bardock sabe que as palavras dele são verdadeiras. Mas, como sempre salvava os seus conterrâneos, a ideia de abandona-los soava como sendo cruel. Se pudesse ter o poder, sem prometer isso, tentaria salvar a sua raça. Além disso, não compreendia quem seriam as futuras companheiras de seus filhos, sendo que teriam a raríssima ligação verdadeira.

Porém, sabia que sem a promessa, ele não passaria os seus poderes e se jurasse por sua honra, teria que cumprir ou a desonra iria persegui-lo para o resto dos seus dias.

- Eu prometo. - ele fala irritado por não poder avisar os seus conterrâneos.

- Quando tiver o meu poder, você poderá ver futuros alternativos, frente a algumas modificações. É uma habilidade adicional do meu poder. Se visualizar como o universo será com a sua raça viva, após ver o que o futuro reserva a seus descendentes, principalmente ao mais novo, a ideia de salvar a sua raça será absurda, a seu ver. Mas, sei que não devo fiar-me, por completo, ao seu julgamento. Preciso ter a certeza, absoluta, que irá prometer por sua honra.

- Por que quer dar esse poder para um saiyajin? Mesmo que este Bardock seja diferente, eu pertenço a raça saiyajin.

- Minha mãe me pediu, como seu último desejo. Além disso, ao dar tal poder a você, eu irei mudando as linhas do destino de vários seres, sendo que algumas linhas já foram alteradas sem a minha influência, sendo para melhor. Além disso, sinto que senão fizer isso, será ainda pior, de acordo com as minhas visões. O fato de eu ter sobrevivido até hoje, talvez seja a prova que o destino anseia que eu sobreviva, pelo menos até passar o meu poder para você.

- Você fala do destino como se fosse um ser.

- Quem sabe? Só sinto e sei que irá sentir também, quando adquirir o meu poder. Porém, desde já, o advirto que será uma benção e uma maldição ao mesmo tempo, dependendo da situação que irá vivenciar.

- Não me importo com isso. Tudo o que quero é que a minha família sobreviva e juro por minha honra, que irei respeitar as visões, evitando ao máximo intervir, assim como irei salvar somente a minha família e o outro saiyajin em suas visões, além da futura companheira predestinada para Raditz e a minha cria mais nova no futuro.

- Ótimo! – nisso, ele se ergue e fala – Me golpeei no tórax quando eu mandar, pois, já terei concentrado a minha habilidade, para poder passar a você.

- Bem... sem querer apressa-lo, quando irá passar o seu poder para mim? Um dos meus subordinados está se aproximando desse local.

Então, sem falar nada, o alienígena se concentra, com uma luz o envolvendo, até que ele fala:

- Agora, me acerte no tórax e quando eu morrer, meu poder será passado para você. Use-o sabiamente.

Então, ele o mata com apenas um golpe, sendo que a luz passa a envolvê-lo, enquanto surgiam inúmeros flashes difusos, até que o brilha em seu corpo cessa e quando o seu subordinado se aproxima, ele vê que Bardock estava caído inconsciente no chão, próximo do corpo de um alienígena que não pertencia a aquela raça.

Ele corre até ele e o sacode, demonstrando uma intensa preocupação:

- Bardock! Bardock!

Ele avisa sobre o estado de Bardock, através de seu scouter aos demais, que ficam preocupados, enquanto que levava Bardock até a nave, para depois coloca-lo em uma máquina medicinal, com todos achando estranho o fato das ondas neurais dele, terem um padrão diferente do normal.

O que não sabiam, é que Bardock estava tendo visões do futuro em forma de um fluxo e que, por ele ser intenso, estava preso em sua mente, pelo menos até o fluxo das visões normalizarem, lentamente, para que ele passasse a controla-las.

Enquanto isso, os membros do grupo de ataque estavam preocupados, pois, ainda estava inconsciente, apesar de não haver nenhum problema físico e isso os estava confundido.

Em Bejiita, Gine estava dormindo, profundamente, até que um som intermitente a desperta e ela identifica como sendo o aviso de mensagem oriundo de seu scouter.

Ela se levanta e pega o aparelho, colocando-o no ouvido para depois ouvir a mensagem e ao ouvi-la, sente seu coração restringir, pois, segundo a mensagem, o seu companheiro foi encontrado inconsciente, após terminarem a invasão de um planeta, sendo que ele havia sido levado a uma máquina medicinal e não havia acordado ainda, apesar de não ter nenhum ferimento no corpo.

A saiyajin estava estática, enquanto digeria a noticia, até que chora sentada na sua cama, enquanto torcia para que Bardock estivesse bem e que ele iria acordar em breve. Pelo menos, era a sua esperança. Mesmo assim, não pode impedir que lágrimas rolassem pelo seu rosto, enquanto pensava em como daria essa noticia chocante aos seus filhos.

Após algumas semanas, com Raditz e as kibajins dando forças para Gine, quando ela voltava toda a noite do trabalho, sendo que a sua ocupação distraia a sua mente o dia inteiro, a impedindo de se lembrar do estado de seu companheiro, enquanto que torcia para que ele acordasse em breve, para que pudesse ficar tranquila, ela é surpreendida pelo anuncio do rei, que consistia na realização de uma espécie de torneio de lutas, sendo separado para cada classe e com saiyajins na mesma faixa etária do príncipe, para acompanharem o filho dele em uma missão.

Raditz ficou animado, pois, seria uma honra imensa seguir o príncipe em uma invasão e ao ver a felicidade dele, não pôde deixar de ficar triste, pois, ela havia relutado demais em se preparar para o dia, inevitável em que o seu filho mais velho iria querer seguir uma das profissões mais cobiçadas por todos os saiyajins, sem envolver graus de patente. A invasão de planetas.

Algumas horas depois, olhava tristemente para Raditz, que procurava ignorar o olhar, pois, estava ansioso para derrotar vários saiyajins de sua idade, por uma chance de seguir o príncipe Vegeta em uma missão.

Ele terminava de ajeitar a sua armadura, quando escuta a voz de sua mãe, que está triste:

- Tem certeza que quer ir a uma missão com o príncipe Vegeta? Você sabe o que ele irá fazer.

- O meu pai faz isso e a senhora não o critica. – ele fala, sem olha-la.

As kibajins estão ouvindo a conversa e confessavam que não apreciavam a ideia do amado irmão delas ajudar a purgar um planeta.

Gine suspira tristemente, sendo que já devia ter esperado algo assim, já que todo o saiyajin desejava participar dessas missões. Mesmo assim, ela não conseguia digerir, ainda, o desejo de seu filho.

- Vocês disseram que iriam me apoiar em minhas decisões, mesmo tendo poder para me impedir. Vai fazer isso? – ele pergunta arqueando o cenho.

- Desculpe meu filho. É que eu ainda não digeri a notícia, que se for o vencedor, sendo que sei que irá vencer, irá partir em uma missão. Claro, eu sabia que algum dia chegaria esse momento. Portanto, deveria ter me preparado mais.

- Entendo...

Então, satisfeito, ele se prepara para sair, sendo que as kibajins se despedem, tristemente, enquanto ele evitava estoicamente ser influenciado pelo olhar triste daquelas que via como irmãs mais velhas.

Nisso, ele e a mãe saem, rumo ao local onde seriam realizadas as batalhas, sendo que seria dividido por classes e a única regra é que deveriam ser saiyajins de determinada idade, pois, deveriam ter a mesma idade do príncipe.

Raditz havia treinado muito e tinha esperança que iria conseguir vencer os seus oponentes, se consagrando assim como vencedor.

Então, ao chegarem ao local e a mãe dele vai para junto dos outros saiyajins para assistir o seu filho lutando, enquanto que o mesmo era orientado para o local que deveria esperar a sua vez de lutar.

Após tomarem os nomes dos jovens saiyajins, eles se afastam, já programando as lutas, enquanto que Gine sentia o seu coração se restringir em seu peito.

Há dezenas de quilômetros dali, Bardock desperta e aperta o botão para que a água medicinal fosse drenada, para depois a porta ser aberta.

Ele ainda digeria as visões que teve, enquanto que compreendia que só haveria uma chance e ele precisava aproveitar essa chance, antes que fosse tarde demais, passando a concordar com o alienígena, que de fato, a sua raça não podia existir, com exceção de alguns conterrâneos, pois, viu o futuro tenebroso do universo com a sua raça viva, espalhando o terror e o sofrimento as demais raças.

Portanto, ele não se sentia mal em não mudar o destino de sua raça, após ver o que o futuro reservava para as suas crias.

Rapidamente, Bardock observa a data planetária e fica aliviado ao saber que ainda dava tempo de começar a mudar o destino dele, de sua companheira e de seus filhos, concordando que Kakarotto devia ser enviado para a Terra.

Então, em um piscar de olhos, ainda nu, pede transmissão para Bejiita. Mais precisamente a um scouter especifico.