Notas da Autora

Kakarotto e Raditz fazem um acordo mútuo em relação à...

Hakushin revela à Lendária Dragoa, uma informação que a mesma ansiava há dois milênios.

Tights continuava no quarto de Raditz, enquanto...

Capítulo 51 - O acordo entre Kakarotto e Raditz

Kakarotto medita um pouco e após suspirar, decide que poderia deixar as duas humanas se encontrarem e esperava que isso amenizasse um pouco e ajudasse Hanako, pois, confessava que não suportava ver o estado deplorável em que ela se encontrava.

- Eu juro por minha honra, que a sua escrava pode ver a minha, quando desejar. Até porque, não vejo nenhum mal nisso. Claro que em troca, você não vai tocá-la, pois, mato qualquer um que ousar tocar nela, entendeu? – ele fala possesivamente – Ela é minha.

- Concordo. Eu prometo por minha honra, assim como deve prometer, que não tocará em Tights. Respeitaremos ambos, a propriedade um do outro.

- De acordo. Só peço que empreste algumas mudas de roupas que as suas escravas usam na limpeza, sendo aqueles modelos discretos, que não mostram nada. Depois eu devolvo. Vou fazer compras com Hanako, mais tarde. Também quero pedir para que você compre uma escrava responsável para cuidar do harém. Depois, eu transfiro o valor que você gastar, para você.

- Tudo bem. Vou levar duas mudas dessa roupa.

- Vou avisa-la.

Nisso, a conecção é encerrada e ele fala, caminhando, ficando de costas para ela, para não ver o estado dela, pois, já bastava o que sentia pelo vínculo:

- Meu irmão mais velho, Raditz, virá com a sua escrava, uma humana. Concordei que sempre que ela quiser, pode vim vê-la. Fique a vontade para conversar com ela e até com ele. Eu autorizo. Meu irmão irá trazer roupas para você usar, entendeu?

- Sim, mestre. – ela fala temerosa.

- Vou dormir por várias horas e depois, iremos fazer compras. Preciso comprar algumas coisas para você, assim como eu preciso comprar algumas coisas para mim. Além disso, poderá comprar algo para a sua amiga, Kirara. Também não podemos nos esquecer da vinda de uma médica para examiná-la, daqui a três dias.

Nisso, se retira e ela sente que se acalmava, gradativamente, sendo que começou a ficar apavorada com a presença dele, assim como sentiu seu ódio crescer ao saber o que ele fazia, até que recebe uma mensagem por telepatia que a surpreende, para depois começar a conversar mentalmente.

"Agora, ele ficará dormindo por algumas horas. Aproveite esse tempo para meditar e se quiser desabafar, venha até mim. Além disso, acredito que não tenha lido atentamente os livros."

"Obrigada, kaa-chan. A senhora acha que eu não li atentamente?"

"Sim. Quando você vir até aqui, esta Hakushiro irá explicar algo que você não percebeu."

"Posso ir agora?"

"Quando você quiser, minha filha"

"Então, eu já estou indo."

"Estarei aguardando."

Então, ela fala mentalmente a sua amiga:

"Kirara-chan, eu vou sair. Você pode me chamar se o irmão desse bastardo aparecer aqui?"

"Pode deixar."

"Muito obrigada."

"Agora, vá com a sua mãe".

"Sim,"

Nisso, Hanako abre o portal, fechando-o atrás dele e quando vê Hakushiro-hime de braços abertos e um olhar bondoso para ela, corre até a sua madrinha e a abraça, chorando, enquanto que ela afagava maternalmente a sua cabeça para conforta-la.

Em seguida, a leva para dentro de seu palácio, com os guardas se curvando conforme elas passavam.

Nenhuma delas percebeu que bem longe dali, uma mulher de longos cabelos azuis, com um corpo belíssimo, possuindo seios avantajados, usando apenas um robe, sendo na verdade, uma imensa dragoa azul em sua verdadeira forma, com cristais no lugar das cristas e imensas asas, olhava através de uma espécie de arco mágico, Hanako e a princesa Hakushiro, enquanto se focava no ventre da Ryuusou, exibindo um imenso sorriso que brotou em sua face, enquanto ela parecia deleitar-se com tal visão.

Então, entorna mais um tonel de bebida, para depois soluçar por estar bêbada, ignorando o olhar de asco de Hakushin.

Com uma mão, desfaz tal arco, que desaparece e enquanto os seus servos retiravam os vários tonéis vazios, outros traziam novos tonéis cheios, enquanto que ela se deitava de qualquer jeito em uma espécie de sofá imenso e luxuoso.

A lendária dragoa não pode deixar se sorrir de forma jocosa, sendo que ao seu lado, flutuando no ar, ao lado do jovem dragão mago, Hakushin, havia um estranho espelho, que havia mostrado uma jovem poderosa e imponente com uma cauda.

- Eu disse que a minha informação era valiosa. Acredito que encontrou o que tanto necessitava.

- Sim... Eu irei pagar muito bem por essa informação. E sei que quando a meia saiyajin vier para cá, terei que ir com ela para outro lugar. Somente os dragões e outros seres místicos, podem ficar nessa parte da dimensão mágica. Vou leva-la até onde treinei todos os meus outros discípulos.

- Eu não mostrei o irmão gêmeo dela.

- O quê?

- A Ryuusou Hanako está grávida de gêmeos... Ou melhor, ela irá um casal. A fêmea se chamará Yukiko e o outro, um macho, cujo nome será Gohan, segundo o que vi no futuro.

- Dois? Só posso treinar um e escolho a fêmea. A última vez foi um macho. Normalmente, prefiro as fêmeas. Os machos são tão chatos... Claro, há algumas raras exceções, como foi com o último. Por acaso, ele será mais poderoso?

- Ambos serão poderosos... Na verdade, tanto ela, quanto ele possuem um poder oculto.

- "Poder oculto"? Isso parece bem interessante.

- Sim.

- Mal vejo a hora de treiná-la. Só irei treinar a fêmea.

- Tenho que lhe avisar de algo, Lendária dragoa.

- Qual aviso? – ela arqueia o cenho.

- O avô paterno deles... O saiyajin chamado Bardock. Ele tem o poder de ver o futuro. Logo...

- Ele pode ver o que acontecerá com os netos... Mas, ele é um saiyajin... Ou vai me dizer que mesmo sendo um saiyajin, ele poderia tentar intervir, caso tivesse tais visões?

- Com certeza, ele tentaria intervir, mesmo sendo um saiyajin, pois, não é como os outros, assim como a sua esposa e filha mais nova. Por ser diferente e ter tal poder, acredito que não ficaria em silêncio se prever o que irá acontecer.

- Ele poderia atrapalhar os meus planos... – ela fica pensativa.

- Eu possuo comigo a joia Miyari.

- Joia Miyari?! – ela está surpresa – Quanto deseja por ela?

Ele fala o valor e a lendária dragoa consente, pois, de fato, era uma joia raríssima, cuja criação da mesma demorava dois mil anos e somente alguns seres conseguiam cria-la.

Portanto, era um preço justo, considerando a raridade da mesma.

Então, ele entrega a joia a ela, que se concentra, recitando palavras antigas, enquanto conjurava um espelho com a imagem de Bardock, para depois o espelho ficar deitado, enquanto ela colocava a joia, que agora resplandecia, no centro do mesmo, sendo que entra no reflexo, fazendo o estranho espelho brilhar, até que diminuiu de tamanho, ficando do tamanho de uma unha mindinha, enquanto se tornava um colar, sendo que ela coloca em seu pescoço.

Ela abre os olhos, enquanto sorria, sendo que Hakushin fala, sorrindo:

- Agora, nada a impedirá, já que bloqueou a visão dele sobre os netos.

- Após tantos milênios... Enfim, poderei me divertir. Eu confesso que estou muito entediada. Ela será bem diferente dos outros e mal vejo a hora de assistir de "camarote" os seus atos.

Nisso, ela soluça novamente, para depois pegar com a mão a corda do imenso barril, entornando o líquido, para depois arrotar de forma nojenta, enquanto se inclinava ainda mais, perdida em recordações aprazíveis.

Então, após alguns minutos, ela estala os dedos e alguns empregados surgem com mais barris, com uma cordinha presa para ajuda-la a entornar com apenas uma mão, enquanto que ele falava, sendo que Hakushin agradecia o fato dela ter aceitado usar, ao menos, o roupão, enquanto ignorava, estoicamente, os arrotos, sendo que achava algo absurdamente nojento:

- Com certeza, irá se divertir. Há milênios espera por isso, não é?

- Sim... A última vez que treinei alguém e lhe dei poderes, foi há muito tempo atrás e foi tão divertido ver os atos dele.

- Para o reino não foi. – ele fala com um sorriso divertido, pois, confessava que de certa forma foi divertido, pelo menos, a seu ver.

O problema era que a família real, não achou nada divertido, o que o último discípulo dela fez e por causa disso, ele soube que elas oravam para que ela nunca encontrasse outro, novamente, que fosse digno dela para treiná-lo.

Afinal, os crivos que ela tinha para escolher aquele que iria treinar, podiam ser considerados por muitos como, no mínimo, irresponsáveis, pois, tal treinamento e poder, precisava ter uma melhor seleção, sem se importar com o futuro.

- Eles são tão chatos! E daí, que tiveram que resolver "alguns problemas", através dos Ryuusous e de alguns Supremos Ryuusous? Eu achei muito legal e me diverti com os atos dele. Eu sabia o que ele faria. Por isso o treinei e dei a ele as minhas técnicas mais poderosas. – ela fala com um imenso sorriso ao se lembrar do que o seu último discípulo fez, há dois milênios atrás, enquanto entornava mais um barril – a seleção que eles fazem é, no mínimo, chata e igualmente entediante.

- Bem... a família real exige que a escolha dos afilhados seja bem rigorosa, para evitar problemas futuros.

- São idiotas... Isso sim! Qual é a graça de treinar uma criatura mortal, sabendo o que ele pode ou não fazer? Que coisa sem graça... Bem, quanto ao seu pagamento, o pegue com a minha governanta. Espere na sala que vou chama-la aqui, para falar o valor.

- Muito obrigado, lendária Dragoa. Espero que enfim, possa ter o que tanto almeja... Confesso que também prefiro um pouco mais de "ação", digamos assim.

Então, ambos sorriem de forma cúmplice e ela fala, passando a exibir um semblante sério:

- Lembre-se que não pode revelar a imperatriz e para nenhuma das princesas. Eu pretendo enfrenta-las no momento propício... Principalmente, a Hakushiro-hime. Afinal, estamos falando de sua afilhada. Portanto, de todos, será ela que irá me criticar mais e que irá tentar me persuadir do que desejo, mesmo sabendo que é algo infrutífero. Nenhum dragão pode fazer algo contra mim. Eles... Não, os universos, irão perder e muito, se eu ousar deixar de lado um compromisso que assumi a bilhões de anos atrás, em troca de alguns privilégios irrevogáveis.

- Com certeza, terá o meu silêncio. Com a sua licença.

- Toda. – ela faz um gesto com a mão e ele sai.

Então, a governanta entra e se curva levemente, com a dragoa lendária falando o valor, para depois a mesma sair, enquanto ela usava os seus poderes para invocar um arco, novamente, sendo que desta vez jazia uma pequena pedra no centro que brilhava e que revelava os acontecimentos do futuro, após treiná-la, com ela sorrindo ao ver o que a jovem meia saiyajin faria e murmura:

- Simplesmente... perfeito.

Nisso, ela estala os dedos e surge uma esfera de cristal imensa que reluzia e com um gesto dela, a esfera abre, revelando vários pequenos cristais em formato de ovos, sendo que havia alguns lugares vagos em formato oval.

Ela suspira e sai uma estranha névoa multicolor, sendo que ao percorrerem os lugares vagos, se condensam, até ficarem sólidos, assumindo uma coloração diferenciada, sendo que ela sorri, imensamente, ao ver um ovo dourado com algumas estrelas azuis no centro, pois, quando usava os seus poderes milenares, não tinha controle sobre que tipos de seres poderiam surgir.

Era algo aleatório.

Ao perceber o ovo dourado, ela fala consigo mesma, admirada:

- Então... surgiu esse ovo? Que sorte! É o ovo que pretendia dar para ela, como parte de seu treinamento e quero dar o mais poderoso para Yukiko, pois, nutro muitas expectativas. De todos os meus discípulos, será a mais poderosa. Portanto, quero dar o ser mais poderoso, para ela.

A lendária dragoa leva o dedo delicadamente ao ovo e acarinha o mesmo, enquanto sussurrava:

- Você terá uma mestra, que com certeza, irá adorar você.

Então, com outro estalo dos dedos, a esfera que flutuava e que estava aberta, se fecha, para depois desaparecer no ar, enquanto ela abria uma espécie de baú de cristal, belíssimo, com belos entalhes e joias encrustadas.

Cuidadosamente, deposita a joia em forma de ovo na almofada de veludo azul do mesmo, para depois fechá-lo, ao passar a mão em cima do mesmo, depositando-o ao seu lado, para em seguida voltar a beber, sentindo-se imensamente feliz, pois, a meia saiyajin quebraria, no futuro, a monotonia que reinava atualmente e que tanto a exasperava.

Em Bejiita, mais precisamente na Mansão de Raditz, ele suspira e ordena a uma escrava para que separasse duas peças de roupas de escrava doméstica, sendo aquela usada para raças demasiadamente feias.

Enquanto isso, no espaçoso e luxuoso quarto do saiyajin, Tights se recordava de sua vida na Terra e tudo o que ela fazia, antes da sua vida mudar, quando foi capturada para se tornar escrava, sendo que com o advento dos anos, acabou aceitando a sua dolorosa realidade e chegou a respirar aliviada, por não ter sido estuprada, apesar de ser escrava há anos, assim como tivera a sorte de ficar junto de sua família, sendo que inúmeras famílias foram separadas, conforme os seus familiares eram vendidos.

Ela respirou com alívio, até o dia em que foi dada de presente para um hakushiro-jin, cujo olhar luxuriante, indicava que não seria usada em um laboratório e sim, para virar escrava sexual dele, sendo algo que lhe encheu de pavor.

Então, suspira tristemente, ao pensar em como a sua vida fora irônica, quando conseguiu fugir, após uma violenta explosão, próxima dela, que distraiu quem a levava para a nave do hakushirojin.

Ela aproveitou a distração bem-vinda para fugir e conseguiu fugir deles, apenas para ser encontrada por um saiyajin e se tornar escrava dele, somente conseguindo aproveitar a sua liberdade por mísera meia hora, antes de ser capturada por outra raça.

Agora, era usada como brinquedo sexual por seu dono e mesmo não sendo penetrada por ele, o saiyajin lhe privou de seu pudor e vergonha, assim como viu todos os detalhes do seu corpo e conforme esperado, ainda mais que era virgem, seu corpo acabou reagindo aos toques dele, algo que a deixou ainda mais deprimida e culpada, por mais que soubesse que era uma reação natural, enquanto imaginava, como lidaria com a vergonha de ter o seu corpo exposto e o toque lascivo dele em seu corpo, a cada dois dias.

Claro, devia estar aliviada por ainda permanecer virgem, mas, temia que um dia ele resolvesse "experimentá-la" por completo, não se satisfazendo mais, apenas, com a masturbação e isso lhe enchia de terror. A masturbação já era horrível e acrescentar a penetração, só daria uma nova dimensão para o horror a seu ver, ao imaginar que ele estaria dentro dela.

Frente a esses pensamentos, ela chora ainda mais, sendo que chorava desde que acordou e apesar de ter tomado banho, tendo esfregado seu corpo até a pele ficar irritada, ainda sentia-se suja.

Então, ele sobe as escadas e caminha por um corredor, até chegar às portas duplas de seu quarto, passando a escutar o choro da humana e quando se aproxima do mesmo, ele abre automaticamente.

Ao entrar no quarto, sente que o ar estava impregnado com o cheiro salgado de lágrimas, assim como de medo e conforme adentrava no cômodo, encontra a sua escrava em um canto, chorando silenciosamente, sendo que notou que ela havia tomado banho.