Olá. Bom, vocês primeiramente vão notar que nós pulamos umas boas cenas aqui, mas só me ignorem ok.
Vamos em frente, hoje e sempre! :)
.
.
.
Harry – 17 anos – Ministério – Lily's POV
.
.
.
- Apesar de saber que eles têm que fazer isso, meu sexto sentido de mãe está me dizendo que algo vai dar errado – eu comentei com James, que estava sentado na janela, ouvindo os três amigos formarem um plano para invadir o Ministério da Magia.
- É claro que algo vai errado, é o Harry. – James comentou.
- Fale direito do seu filho, seu trasgo. – brinquei fazendo um biquinho e James sorriu, despenteando os cabelos e então voltou a prestar atenção na conversa. Eles terminaram de tomar o café da manhã e se ajeitaram para aparatar. James pulou da beirada da janela e caminhou lentamente até parar na minha frente, e então me estendeu a mão como se estivesse me convidando para um baile.
- Charmoso – falei, mas lhe dei a mão e nós os seguimos até os primeiros degraus do Largo Grimmauld. – Eu vou primeiro com Hermione e Ron, e você fica pra ver que Harry foi em segurança e depois ache o Sirius – falei lhe dando um beijo na bochecha. Ele assentiu conforme eu me posicionei perto dos dois e pus a mão no ombro de Ron. James piscou pra mim antes que eu sentisse o famoso puxão no umbigo e notasse que a conhecida casa de Sirius agora tinha se transformado numa travessa vazia. Quando os três estavam ali, eles entraram embaixo da capa de invisibilidade, e eu fiquei fora, esperando James e Sirius, que não demoraram.
- Eles decidiram agir hoje? – Sirius comentou assim que chegou arrumando o cabelo – Onde foi parar a famosa "preparação"?
- Shhh. – falei.
- Estamos mortos Lily, ninguém nos escuta. – ele retrucou.
Rolei os olhos mas continuei em silêncio. Não demorou até que todos os três tivessem estuporado ou atacado suas vítimas (Mórbido falar assim), e tomado as Poções. Eu tinha ao mesmo tempo medo e orgulho de Harry. Era uma situação complicada. Eu sabia que ele estava fazendo o bem, mas agora sem a proteção que eu joguei inconscientemente nele quando bebê, ele estava à vista de qualquer mal. Principalmente daquele mal que eu mais temia. Os três, que agora eram adultos desconhecidos pra mim, entraram no banheiro. Eu segui Hermione já que ela iria sozinha e deixei para que ambos seguissem Harry e Ron.
O banheiro feminino era absurdamente estranho. As entradas para o ministério tinham mudado tanto assim?
- Honestamente, nos fazer entrar no ministério através dum banheiro é ridículo, não é como se ninguém notasse o movimento estranho – uma bruxa logo ali comentou e eu franzi o cenho. Por sorte, Hermione realmente era a bruxa mais inteligente que eu já havia conhecido. Ela entendeu logo que era através da descarga que eles entrariam. Ouvi ela soltar um murmúrio de nojo e sorri. Quando entramos no cubículo, eu segurei em seu braço e olhei pro vaso abaixo de nossos pés. Hermione suspirou e deu a descarga. Aparecemos em uma lareira, já dentro do Ministério.
- Que ridículo – comentei.
Seguia Hermione de perto, tentando não a perder de vista, já que agora ainda não havia decorado seu novo rosto. O Ministério não tinha mudado muita coisa por dentro. Claro, eu não saberia dizer perfeitamente, eu só havia visto esse lugar quando vinha ver James no trabalho. Falando nele, ele apareceu do nosso lado junto com Ron e Harry. Sirius olhava tudo em volta um pouco mais atrás.
- Saudades do trabalho – James explicou e eu sorri.
- Ok, só pra relembrar – Sirius comentou – o que temos que achar mesmo?
- O medalhão. Está com a Umbridge. – falei.
- Aquela velha pútrida. – Sirius comentou – Ainda me lembro das famosas merdas que ela fez no 5º ano do Harry. Ela é asquerosa.
- Sim, ela é – confirmou James – mas ainda assim, precisamos dela hoje, então qualquer sinal dela, avisem.
Nós três seguimos os outros três, enquanto eles iam andando pelo Ministério e procurando. O Ministério sempre fora um lugar imenso, e eu sabia que achar uma única mulher ali seria impossível, principalmente num dia lotado como esse. Passamos por uma pilha de folhas e eu parei para ler o que estava escrito.
- ... Indesejável Nº1?! Isso é sério?! – exclamei. James olhou por cima do meu ombro e sorriu.
- Indesejável? – ele riu – na minha época o pior nome era "arrogante". Yo, Padfoot! Olha isso! Harry está ficando conhecido como Indesejável Nº1! – ele berrou e Sirius riu. Fechei os olhos e suspirei.
- Oh James...
Os amigos começaram a rir juntos, mas eu desconfiava que era uma maneira de disfarçar o nervosismo que todos estávamos sentindo.
- Sério, vocês não param? – perguntei quando entramos no elevador. Eles ainda estavam rindo e ainda comentando sobre o nome "Indesejável". Não era uma coisa engraçada, mas para um pai e padrinho que foram de longe as maiores dores de cabeça de Hogwarts, parecia ser fonte de diversão e até um pouco de orgulho, mas era claro o medo que isso deixou os dois, afinal, isso o tornava conhecido e procurado. Por isso minha desconfiança.
- Desculpa Lily, é que...
Foi então que a porta do elevador se abriu, e Umbridge entrou. Mortos ou não, o elevador inteiro ficou em silêncio. Um silêncio duradouro que só foi quebrado por Sirius, quando ele se inclinou para frente e grunhiu olhando pra ela.
- Ah Mafalda! – ela exclamou. Começou a conversar com eles normalmente, como se fossem colegas de trabalho. Eu sacudi a cabeça tentando afastar essa imagem bizarra da cabeça, então lembrei a mim mesma que eram. Eu parei de prestar atenção no que falavam quando Harry teve que sair do elevador. Dei um passo para segui-lo, mas Sirius me parou.
- Eu vou. Vocês acompanhem os dois. – antes que pudéssemos comentar algo a mais, Sirius disparou atrás do Harry. Eu e James nos entreolhamos, mas James logo seguiu Ron pra fora do elevador também, e eu engoli em seco perto de Hermione novamente. Peguei uma mecha do meu cabelo e comecei a enrolá-la entre os dedos. Umbridge e Hermione conversavam sobre alguma coisa da qual eu não estava ligando muito. Chegando no último andar, eu congelei na porta do elevador, quando notei que o corredor estava lotado de dementadores. Eles não me afetavam mais, mas conseguiam sentir a minha presença, o que já era incômodo.
- Expecto Patronum – murmurei. Da ponta da minha varinha, uma corça se formou com fios prateados. Eu sorri. Ela não teria efeito algum, mas era bom ter uma fonte de luz por perto. O animal seguiu do meu lado durante todo o corredor, até então desaparecer quando Umbridge abriu a porta, e nós entramos na sala do tribunal. Hermione foi obrigada a se sentar do lado de Umbridge, e eu me sentei na cadeira do lado. No balcão, um patrono andava de um lado para o outro.
Um movimento no andar debaixo chamou minha atenção alguns julgamentos depois, um homem qual eu reconheceria em qualquer lugar da Terra, mesmo naquele estado mais transparente.
- Sirius – chamei. Sirius olhou pra mim e avaliou a situação no geral, que era basicamente o que Harry fazia também. – Cadê o Harry?
- Debaixo da capa. Em algum lugar aqui do meu lado – ele disse olhando em volta sem ver o nada, claramente frustrado com a situação. ,
- E James?
- Ele não está com você? – ele perguntou.
- Não, está com Ron. E Harry?
- Tudo tranquilo até aqui. Umbridge e Hermione?
- Na mesma – falei. Voltei a olhar para Umbridge e ela se inclinou para frente, para pegar um documento de algum outro bruxo ali sentado. Um brilho dourado me fez arregalar os olhos.
- Essa não... – falei.
- O quê?
- No pescoço dela Sirius. O medalhão.
Sirius cerrou os olhos e xingou Umbridge em alta voz.
- Hermione – falei – vamos me escute, sequer olhe pra lá, está no pescoço dela, por favor... - Como se ela realmente tivesse me escutado, ela olhou e viu. Adorava quando isso acontecia.
- Que... que bonito, Dolores. – ela disse.
- É uma herança de família. – ela disse – o "S" é de Selwyn, sou parente deles...
A partir daí tudo aconteceu muito rápido. Um grito, um clarão vermelho, e de repente Umbridge estava desacordada, caída em cima do balcão sem demonstrar sinais vitais. Eu me pus de pé e pulei pra baixo, aterrizando perto de Sirius, que me ajudou a ficar de pé. O patrono havia sumido, e outro bruxo estuporado logo depois, mas feitiços e mais confusões. Eu me virei pra Sirius, que tentava debilmente afastar os dementadores com seu patrono 'inexistente' de cachorro.
- Eu – odeio – dementadores! – ele berrava. Virei depressa procurando Harry, que agora tentava soltar a mulher que estava sendo julgada. Ao lado dele, o cervo prateado batia a pata impaciente enquanto girava ao redor dele.
Harry agarrou Hermione e a outra mulher e correu.
- Sirius! – gritei. Nós dois corremos atrás deles. Notei um olhar carinhoso bem depressa de Sirius no patrono de Harry antes que uma lontra também invadisse nossa visão. Conjurei o meu, mesmo sabendo que não adiantaria de muita coisa. Era engraçado ver o cervo e a corça correrem lado a lado, ainda mais junto com um cachorro. Durante quase 20 minutos subimos níveis, nos perdemos e fugimos – Padfoot, você não sabe o caminho dessa droga?!
- Não saindo desse corredor! – ele respondeu.
Quando o elevador começou a subir, no caminho para a saída, a mulher julgada se atirou em um homem desconhecido.
- Reg!
Sirius fez uma cara wtf até então notar James atrás dele.
- Amém! – ele gritou – onde se meteram? Não tem ideia do quão difícil foi fazer Ron fazer aquela maldita sala parar de chover e por que diabos estão com essas caras? – ele perguntou. Eu o puxei pra dentro, e então notei que o desconhecido era Ron.
- Explicações depois James, temos que sair daqui agora! – berrei.
Chegando no pátio, nós começamos a correr atrás dos três. Um bruxo corria atrás da gente lançando feitiços. Vi que eles se encaminhavam para as lareiras.
- Agarrem eles, eles vão andar de pó de flu! – berrei.
Agarrei o pulso de James, que agarrou a camisa de Sirius e no último momento, eu pulei e agarrei o ombro de Harry, e assim, senti o rodopio nos levar para algum lugar cujo eu não fazia ideia.
.
.
.
.
.
.
E aí pessoal, eu perdi o jeito? Ou não? Gostaram? Foi grande? Foi pequeno? Vocês ainda me amam apesar de me odiarem? Ou nunca me amaram? Digam alguma coisa. Please.
Ang.
