Disclaimer: Por muito que adore a história e as personagens do anime Shingeki no Kyojin, estas obviamente não me pertencem e todo o crédito vai para a criatividade e talento do Isayama Hajime.

Capítulo Extra!

Momento ErenxLevi!

-X-


Especial S. Valentim

Nunca deu muita importância a esse dia por isso, não esperava que Eren o culpasse por não se recordar daquela data ridícula. Comentário errado da parte do professor que assistiu à indignação e ar magoado do outro, quando questionou a sua cara metade em que dia tinham iniciado o namoro e ele não lhe soube dizer.

Dar-se conta que era o único a ter em conta essas "pequenas coisas" irritou-o muito mais do que alguma vez imaginou e a fúria só se intensificava ao ver o ar de Levi que de braços cruzados teimava em dizer que não entendia a razão para tanto alarido.

Afirmou para incredulidade do adolescente que eram somente datas e que embora, tivesse uma ótima memória para factos históricos, o início de uma relação simplesmente não estava no mesmo patamar e que Eren devia ficar feliz por estarem juntos. Todo o resto era irrelevante.

Contudo, o jovem de cabelos rebeldes não conseguia concordar com aquilo e chamou o professor de insensível, entre outros nomes, dizendo que não falaria com ele até que Levi reconhecesse que estava errado. Não saiu do gabinete sem avisar que o "não falar com ele", incluía também "nada de sexo" ou qualquer outro contacto.

O homem de cabelos negros revirou os olhos e assistiu com algum desinteresse àquela ameaça de Eren que pretendia fazê-lo mudar de ideias. Mal queria acreditar que tudo aquilo tinha começado com o rapaz a entrar no gabinete, beijá-lo sem qualquer aviso prévio para em seguida, com o rosto completamente ruborizado deixar uma caixa de chocolates sobre a mesa dele. Tudo ia muito bem, até o professor perguntar:

- Há alguma razão para tudo isto? Não que me queixe, mas...

A expressão de Eren passou rapidamente de surpresa para tristeza, seguida de raiva. Entre várias coisas que lhe disse, pelos vistos tinha passado a última semana a aprender com um colega de trabalho chamado Marco, como se faziam chocolates caseiros para lhe poder dar naquele dia de S. Valentim.

Isso de certa forma, deu-lhe algumas luzes sobre o que significava aquela mensagem da Hanji logo de manhã com corações e um português críptico que não se deu ao trabalho de decifrar, certo que não seria nada que quisesse realmente saber o que significava.

Passou-lhe pela cabeça simplesmente ignorar as palavras de Eren, pois estava certo de que ele acabaria por concluir que não era racional chatear-se por algo assim. Isto até Hanji fazer com que sentisse culpado pela sua falta de atenção aos gestos de carinho de Eren.

- Nem precisavas comprar-lhe nada de extravagante, Levi. Mesmo que lhe desses um postal de uma loja qualquer, ele já ficaria feliz. – Dizia Hanji, tentando pôr algum bom senso na cabeça do amigo que tentava manter-se a leste de toda a troca de flores, chocolates entre outros presentes que percorriam a escola. – Só queria um gesto de carinho da tua parte. Algo que lhe dissesse que neste dia, te recordaste dele e sim, devias recordar datas importantes que não envolvam a Revolução Francesa ou o início do Renascimento. O Eren tem razão. És um insensível. Eu faria greve de sexo no mínimo por uma semana.

- Não dês ideias, Hanji.

- Pobre Eren. Envolvido com um apático. – Disse num tom dramático. – Ouvi dizer que mal dormiu a noite passada para te fazer esses chocolates com todo o amor e carinho e tu nem sequer te lembras de lhe comprar qualquer lembrança.

Parou de corrigir um dos trabalhos.

- Ok! Ok! Chega! Já percebi que sou um idiota e vou comprar-lhe qualquer coisa quando sair da escola. Hoje saio mais cedo porque o corno manso vai dar a última aula de Matemática.

- Corno manso?

- O Vasco. – Respondeu e Hanji riu, continuando a comer a imensa caixa de chocolates que tinha recebido de Irvin.

- Não queres um?

- Não, obrigado e devias parar de comer tantos. Aliás, estás a comer como se não houvesse amanhã.

- Quem é que resiste a chocolate? – Perguntou. – Olha, se não quiseres os teus, eu posso... – Levi bateu-lhe na mão.

- São meus.

Hanji sorriu.

- Ah e mais uma coisa, Levi.

- O que é?

- O Eren merece mais do que uma lembrança. Acho que depois disto, merece algo no mínimo memorável.

"Eu posso-lhe dar algo memorável...".


Eren nem sabia porque tinha aceitado ir até à casa de Levi, depois de um dia que passou horas a atormentar as pessoas à sua volta com o seu mau humor. Aquilo ia contra a promessa de não falar com ele até o esperado pedido de desculpas, mas visto que este poderia surgir nos próximos momentos, optou por ceder à tentação.

Não obstante, repetiu a si mesmo que caso não ouvisse um pedido de desculpas nos primeiros cinco minutos que sairia em seguida da casa do professor, antes que este o tentasse fazer esquecer tudo, empurrando-o contra alguma parede. Para dizer a verdade, a ideia não lhe era assim tão desagradável dado que há alguns dias que não passavam uma noite juntos. Sabia qual era a regra durante a semana, pois não queria ir para as aulas a mancar ou rouco.

No entanto, tinha que admitir que queria poder quebrar essa regra mais vezes. Normalmente, quando isso acontecia era repentino e no local em que estivessem, o que originou a mais alguns momentos quentes no gabinete do professor, numa das casas de banho da escola, nas traseiras do café Kitten, no carro...

Com esses pensamentos enquanto subia até ao último piso no elevador, já sentia o corpo a querer cair naquele estado febril familiar. Aquele que o fazia cair nos braços de Levi se este o beijasse e o agarrasse daquela forma que só ele sabia.

"Devia estar chateado e não com desejos de que me faça esquecer toda esta raiva enquanto me...", a porta abriu-se, despertando-o dos pensamentos.

Deu mais alguns passos, tentando recuperar a compostura e manter-se firme quando tivesse que exigir a Levi um pedido de desculpas. Tocou à campainha e quando encostou a mão na porta, notou que esta estava aberta. Sem entender muito bem o que se passava, entrou com cuidado.

- Levi? – Chamou, fechando a porta e deu mais três passos em frente, antes que uma venda negra fosse colocada sobre os olhos dele.

- Shh, mon cher. – A voz de Levi fez com que relaxasse por alguns segundos, antes de sentir uma corrente de excitação percorrer-lhe o corpo pela sugestão que aquela venda e o sotaque lhe trazia. – Hoje não me portei bem contigo. – Falava enquanto guiava os passos do rapaz. – Estava errado em não dar importância a coisas que também têm relevância para mim, mas sinceramente, não estou habituado a estas coisas. Desculpa, Eren. Vou ter mais atenção a essas coisas.

Eren corou e as mãos nos ombros, fizeram que se sentasse naquilo que reconheceu como sendo o sofá da sala do professor.

- Estou desculpado, mon cher?

- Hum, hum. – Concordou com um frio na barriga e notou pelo hálito próximo ao seu rosto que apesar do apelido carinhoso, Levi não estava embriagado. Também deve a certeza disso, quando este o beijou. Demorou-se pouco com o roçar dos lábios e mordeu logo o lábio inferior do jovem que logo deu passagem para que o beijo se aprofundasse.

Levi agarrava os seus cabelos com uma das mãos, puxando o rosto contra o seu e explorando com fervor a boca de Eren que gemia baixinho cada vez que sentia língua dele envolver-se com a do outro. Ouviu também um gemido mais discreto de Levi e isso fez com que as mãos procurassem agarrá-lo e em vez de encontrar uma camisa, sentiu o tronco sem roupa, mas com uma peça estranha...

"Uma fita? Uma fita de couro?", questionava-se, sentindo como Levi prendia mais uma vez a sua língua entre os dentes dele e logo voltava a mordiscar o seu lábio para mergulhar em mais um beijo.

Percorreu o tórax do outro com as duas mãos, tentando entender o que seriam aquelas espécies de fitas de couro que se encontravam lado a lado, como se fossem umas alças feitas de couro que se encontravam bem justas ao corpo do outro. Com a ponta dos dedos percorreu novamente o material estranho e puxou-o um pouco, largando aquela alça novamente que bateu contra a pele.

- Ngh...Eren, gostas de magoar-me?

Baixou um pouco mais as mãos e encontrou algo que prendia aquelas alças às calças.

- Deixa-me ver, Levi. – Pediu numa voz que denunciava cada vez mais a respiração errática e quente que arrepiava a pele do professor. – Por favor, deixa-me ver... – Implorou e afastou a boca dos lábios de Levi para lamber o peito deste que deixou escapar um suspiro, enquanto agarrava os cabelos castanhos ainda com uma das mãos. A outra mantinha-se sempre afastada por alguma razão e repentinamente, o professor afastou-se. – Levi?

Este afastou a mesa do centro com um dos pés e tirou algo dos bolsos. Colocou sobre o rosto e mordendo o lábio. Observou o ar ruborizado de Eren que perdido, mas sem querer mexer-se para não causar qualquer reação negativa, aguardava expectante o próximo passo.

- Eren podes tirar a venda. – Falou e mordeu o lábio ao ver que o rapaz se apressava a seguir aquela dica e após ajustar os olhos à claridade, viu-o suster a respiração ao ver o que tinha à sua frente.

- Le...Levi...

- Gostas, mon cher? – Perguntou enquanto Eren absorvia toda a imagem à sua frente e podia concluir que Levi devia ter colocado os óculos há pouco tempo, pois teria notado alguma coisa enquanto se beijavam. Mas mais do que isso eram aquelas duas tiras de couro que atuavam como uma espécie de alças que estavam presas às calças clássicas e na mão esquerda estava um...

"Merda aquilo é... é um chicote, não é?".

- Levi, eu...

A voz ficou presa na garganta quando num movimento rápido e preciso, a sua teoria foi confirmada. Levi moveu a mão esquerda, deixando escapar entre os dedos parte do chicote que segurava para agitá-lo e bater no chão.

- Shh, só falas quando eu quiser. – Disse num tom autoritário. – De quatro no chão.

Eren obedeceu prontamente um pouco trémulo e sem querer deixar de olhar para o professor. Este veio até Eren e agarrou-o pelos cabelos, puxando-os. Forçou o adolescente a acompanhá-lo de gatas pelo chão até ao quarto. Ao chegar perto da cama, em vez de agarrar os cabelos dele, puxou pela camisa para que se sentasse na cama.

- De quatro aí em cima da cama, mon cher. Virado para o outro lado.

- Mas eu...

Ouviu o som do chicote novamente, mas desta vez, o golpe não foi apenas um. E embora, um deles tenha sido no chão apenas para assustá-lo, o seguinte bateu-lhe nas pernas.

- Ia dar-te um pré-aviso, mas fazes-me mudar de ideias cada vez que abres a boca e pensas em desobedecer-me. Ia bater só uma vez, mas agora acho que mereces mais do que um golpe, não é?

- Hum, hum.

- Achas que é isso que quero que respondas?! – Bateu novamente, desta vez numa das nádegas, fazendo o rapaz quase perder a força nos braços e ter que abafar um gemido de dor misturado com prazer.

- Peço desculpa, Capitão Levi.

- Hum, muito melhor assim. O que te parece, Eren? Devo bater com menos força ou está bom assim?

- É bom assim, Capitão Levi.

- Isso mesmo. – Passou a mão nas coxas do rapaz que mais uma vez teve que tentar segurar mais um gemido. – Lindo menino... quero bater mais. Vou bater-te mais.

Eren sentia a pele arrepiar-se e preparou-se para mentalmente para os golpes que se seguiram. Doía, mas não era de todo mau. Arrepiava-o. Fazia-o deixar escapar queixas de dor acompanhados de gemidos. Levi exigia que agradecesse por cada golpe que ele desferia e notou como a voz se ia alterando à medida que agradecia uma vez, atrás de outra. Estava a perder a cabeça com aquela situação. O tom autoritário, a dor, as palavras repletas de malícia, as respirações agitadas de ambos.

- Ah, Levi... Capitão Levi, mais! Por favor, mais!

- Uma puta no cio... – Disse, aproximando-se mais de Eren e após meter a mão entre as pernas dele, encontrou de imediato o membro duro por baixo das calças que acariciou sem cuidado. – A minha puta no cio. Tira as roupas. Quero que tires tudo.

Eren demorou algum tempo até se endireitar na cama e começar a tirar as roupas quase desesperadamente, enquanto via de soslaio como Levi o observava e...

"Vou enlouquecer aqui", concluiu ao ver o outro acabava de levar dois dedos à boca e lambia com gosto sem quebrar o contacto visual.

Apressou-se a tirar o resto das roupas e logo de seguida, com a mão que ainda segurava o chicote, chamou Eren com o dedo indicador. Este saiu da cama e aproximou-se com passos pouco certos do professor e sem dizer uma palavra, colocou a mão sobre o ombro dele e fez com que ficasse de joelhos à sua frente.

- Masse-moi verge.

Eren hesitou um pouco, pois embora já tivesse tido algumas aulas de francês com Levi aquele vocabulário certamente não tinha passado pelas coisas que tinham conversado.

Entendendo a dúvida do rapaz, pegou na mão dele que estava sobre a sua cintura e pôs sobre a suas calças massajando-o lentamente.

- Isso mesmo, Eren. Pedi-te que me desses uma massagem aí nessa zona. – Continuava a lamber os dedos e aquilo estava a mexer com a vontade do rapaz em tentar assumir o controlo ou implorar por aqueles dedos dentro dele. Qualquer uma das opções soava-lhe perfeita naquele momento. – Je le veux plus fort.

Aquela expressão ele reconhecia. Mais forte. Ele queria que fosse mais forte e ouvindo essa indicação passou a mão com mais força sobre as calças de Levi, sentindo-o cada vez mais duro.

- Capitão Levi...

- Sim, Eren?

- Posso tirar...?

- Sim, podes tirar a minha roupa. – Afirmou. - Tens sido um bom menino.

Sem querer esperar mais, desapertou o único botão das calças e puxou o zíper. Pôs as mãos na cintura bem definida do homem à sua frente e baixou as calças juntamente com os boxers. O outro ajudou-o inclusive a tirar mais rápido, levantando os pés, um de cada vez até estar no mesmo estado em que o moreno à sua frente. Sem qualquer tipo de roupa, pois as alças de couro também tinha caído e mostravam as marcas deixadas para trás naquela pele pouco tocada pelo sol, mas que cobria um corpo definido e torneado em todas as proporções certas.

Sem desviar os olhos do professor, deixou alguns beijos suaves num primeiro momento, antes de deixar a língua percorrer a extensão lentamente de cima abaixo num ritmo lento. Repetiu esse gesto mais do que uma vez, sentindo Levi arrepiar-se e deixar escapar alguns gemidos que se esforçava por conter.

Passou os dentes de leve e quando viu que o professor ia avisá-lo acerca disso, engoliu-o e forçou a garganta a relaxar para que o acomodasse.

- Ah, Eren! – Gemeu, agarrando os cabelos do rapaz com as duas mãos. – Essa boca tua deliciosa... – Sentiu novamente a língua acariciá-lo. – Ngh, assim mesmo. Espero que já tenhas resistência para aguentar uma coisa destas... – Mantendo as mãos firmes nos cabelos castanhos e respondendo às interrogações do adolescente, moveu os quadris contra a boca desta que num primeiro momento ficou tenso, mas logo tentou habituar-se o melhor que conseguia àquele ritmo.

Era rápido e procurava ir cada vez mais fundo. A temperatura insanamente quente dentro daquela boca, deixava-o fora de si, mas ainda assim tentava entre o prazer que estava a sentir, não deixar de ter em consideração que era raro que fizesse algo assim e podia correr mal se não soubesse quando parar.

Viu como Eren se forçava a aguentar, não dando qualquer sinal para que parasse. No entanto, assim que viu uma lágrima no seu rosto, afastou-se.

- Podes avisar se...se achares que estou a ir longe de mais. – Falava claramente com dificuldade em controlar a respiração.

- Conseguia aguentar mais... – Respondeu com um meio sorriso.

- Não me provoques, Eren. – Avisou e logo se dirigiu à cama, deitando-se. – Vem. Hoje quero que tenhas algum trabalho.

- Vais deixar-me...?

- Montar, Eren. – Mantinha o chicote numa das mãos. – Não ponhas ideias na tua cabeça. – Falou enquanto via o ar um pouco amuado do rapaz enquanto se colocava sobre ele e apontou para a gaveta. – Pega aí no lubrificante a não ser que não queiras mesmo andar amanhã.

O rapaz assentiu e depois de espalhar uma quantidade considerável sobre o membro do outro, começou a sentar-se.

- Ngh... não sei se vou ter força nas pernas. – Falava enquanto a expressão de amuo era mistura com alguma dor e prazer.

- Vais sim porque sou eu que estou a mandar, entendeste? Agora mexe-te!

Apoiou as mãos sobre o peito de Levi e moveu-se ligeiramente para logo receber um golpe na perna, seguido de uma ordem para que os movimentos fossem mais rápidos. Assentiu e tentou obedecer o melhor que conseguia, mas sentia o corpo muito trémulo, apesar de ficar fascinado cada vez que via a expressão do outro contorcer-se em prazer e incitá-lo a manter o ritmo.

- Hum...podes apoiar as mãos nos meus joelhos. – Sugeriu, depois de esticar as pernas e Eren inclinou-se ligeiramente para trás com os olhos claramente a ficar fora do foco, mas ainda consciente o suficiente para ouvir aquelas indicações. Apoiou-se nas pernas do outro e tornou a subir e descer com cuidado para tentar acostumar-se novamente ao ritmo.

- Ngh, vai... ah... muito fundo, ngh... não vou conseguir.

- Vais sim. Por mim, Eren. Vá, mais forte, mais rápido. – Apertou as coxas do rapaz com força. – É uma ordem.

- Sim, senhor... – Disse e fechou os olhos, mordendo o lábio enquanto forçava-se a aumentar o ritmo e logo perdeu o controlo sobre a voz. – Levi! Ah, Levi!

Tentava fazer o melhor que conseguia. Quando o ouvia dar ordens, quando pensava na possibilidade de o satisfazer, isso nublava qualquer outro pensamento sobre cansaço ou vergonha que pudesse ter naquela situação. Nem mesmo o facto de estar naquela posição tão exposta e dolorosa para quem tinha passado as últimas horas de pé, o faziam hesitar em seguir aquela ordem.

Sempre que conseguia focar a sua visão, o que via era Levi atirar a cabeça para trás com mais um insulto e gemido audível, pedindo-lhe que continuasse aquele ritmo frenético. Esse que tinha imposto e estava novamente a turvar a consciência de tudo o ocorria à sua volta.

Estava quente. Cada vez mais quente.

A voz soava-lhe rouca, mas incapaz de guardar-se na garganta que libertava mais um gemido que mais era um grito, pois Levi tinha ordenado que se curvasse sobre ele e se apoiasse com os ombros ao lado do corpo dele e com isso, deixava os movimentos dele juntarem-se aos seus e isso ia levá-lo ao limite. Não tinha dúvidas disso.

Gemiam diretamente ao lado um do outro, as respirações misturavam-se também com o som da cama a tentar suportar os movimentos ininterruptos que ocorriam sobre ela.

Repentinamente, Eren surpreendeu-o e sem entender muito bem porquê, vi-o pegar novamente no lubrificante depois de ter estendido o braço para alcançar o frasco.

Depois de besuntar os dedos com uma quantidade generosa, sem que nada fizesse prever afastou-se um pouco de Levi.

- O que...?

Separou as pernas do professor que tentou sentar-se, mas parou ao sentir dois dedos entrar nele.

- Ah! Merda... mais devag...ah!

Eren pensou que podia aproveitar-se da situação, mas tendo em conta que estava há vários minutos a tentar segurar o orgasmo eminente, não iria durar muito se fosse com aquilo para a frente. Definitivamente, não queria que na primeira vez que tomasse Levi daquela forma, fosse algo que demorasse pouco tempo. E com isso em mente, acrescentou mais um dedo enquanto com a outra mão que já não precisava segurar os quadris do outro, agora segurava a própria ereção. Masturbava-se ao mesmo ritmo que enterrava mais os dedos dentro do outro que deixara de debater-se contra aquelas sensações e gemia de forma cada vez mais audível.

Queria gravar na sua memória a imagem do professor a arquear as costas na cama enquanto chamava pelo nome dele. Ainda tinha os óculos, o que ainda alimentava mais a fantasia naquele momento e inclinando-se sobre ele sem parar o movimento dos dedos ou de se masturbar, beijou-o. Esse gesto serviu para abafar vários gemidos até que Eren afastou os lábios para gemer diretamente perto da orelha de Levi que virou o rosto o suficiente para morder o pescoço do moreno e foi assim que ambos atingiram o clímax.

Passaram-se vários minutos até que regularizassem a respiração e o primeiro a falar foi Eren.

- Se... se este é o meu presente de S. Valentim, foi o melhor que já recebi até hoje.

Levi sorriu e os braços que mantinha caídos na cama, trouxe-os até ao moreno, abraçando-o.

- O presente ainda não acabou. Posso dar-te uma noite longa... só tens que me deixar recuperar desta, até porque não esperava por este momento no final.

- Não resisti. – Murmurou. – Quero saber como é estar dentro de ti...

Levi arrepiou-se ligeiramente, mas manteve a postura firme quando disse:

- Desconfio que vais ficar na curiosidade. Vou abusar tanto de ti esta noite que vais esquecer até do teu nome. Portanto, não vais ter tempo para pensar nisso ou em outra coisa qualquer...


-X-

Agora más notícias :/

O meu computador decidiu abandonar-me T_T e portanto, enquanto não resolver o problema da avaria não sei quando vou poder atualizar porque este computador onde estou agora é do meu irmão e não posso estar a utilizá-lo tanto tempo quanto precisaria para escrever o que ainda falta do próximo capítulo...

Tentarei resolver o problema nos próximos dias.