Capítulo 51: A missão do anjo.

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O primeiro que soube Eriol ao dia seguinte era que a metade de um corpo bem mais grande que o seu estava acima dele. Depois reuniu tudo o que tinha passado no dia anterior e não pôde evitar que um rubor e um sorriso tonto se apoderassem de seu rosto. Contente por ter ao fim o que procurava, se aconchegou mais contra o calor do corpo de seu namorado e tratou de voltar a dormir. Por isso não esteve preparado para sentir tensar o corpo que o abraçava e como era empurrado bruscamente.

Eriol olhou confundido como Harry saltava da cama e olhava aterrorizado para todos lados. Um sentimento de pavor começou a afundar em seu estômago quando os olhos incrédulos de seu amante se posaram nele.

-Hiiragizawa?!- gritou Harry.

Isto não me está a passar.

-Sim, sou eu. Não recorda o que fizemos ontem à noite?

Harry pôs cara confundida e negou com a cabeça, como um cão que queria se tirar as gotas de água que tinha em sua pelagem. Eriol sentiu seu coração deter-se.

-Eh… nós… tivemos… sexo? - perguntou lentamente o Gryffindor.

Mas Eriol não o prestava atenção, o gemeu e tampou sua cara com suas mãos.

-Isto não me pode estar a passar. - murmurou à beira das lágrimas, antes de rodear seu pequeno corpo com as cobertas disposto a ir desse lugar e chorar sua miséria em outro lado.

-Não! Não! Espera! Só estava a caçoar!

Escutou que se atreveu a dizer esse idiota, com claro riso em sua voz, antes de aplastar a Eriol na cama, impedindo que se fosse. Tomou-lhe só três segundos ao inteligente aluno da casa das águias entender o que lhe acaba de dizer e fulminou a Harry com a mirada, esperando que se prendesse fogo e pudesse apagar a careta estúpida que lhe estava a dar.

-Estava a tomar-me o cabelo? - sibilou com todo o veneno que pôde reunir.

Harry riu ainda mais forte, antes de lhe dar um beijo que o deixou sem alento.

-É que não pude o evitar! Eu me acordei faz uma hora! - fez caretas. - E estive a lembrar-me do que me disseste ontem à noite, antes de que te cogira e bem, não pude evitar te fazer esta broma quando vi que estava acordado, mas te propunhas voltar a dormir. - Os olhos de seu amante se estreitaram. - É um dormente pesado, sabia? Estive a tratar de acordar-te, mas nada que o fazia. Até fiz um feitiço para que seu cu não te doesse tanto esta manhã e nem pestanejasse. - tentou mudar de tema, mas Eriol ainda tinha cara de querer cometer assassinato. - Awww, vamos! foi só uma pequena broma. - deu-lhe um beijo curto. - Como poderia esquecer tudo o que fizemos ontem à noite? Sobretudo quando me dizia: "Oh, sim, Harry! Gosto! Mete-me tudo! Oh sim! Assim!"

-Basta, idiota! - gritou envergonhado, beliscando ao tarado para que se calasse.

-Auch! - queixou-se, fazendo um bico, mas cedo esqueceu-se disso, a favor de beijar a Eriol até que se lhe passasse a birra.

O qual, por suposto, não demorou muito em conseguir, porque já ambos voltaram a sentir como seus corpos acordavam com necessidade de fazer o amor.

-Nunca pensei que você ia ser meu primeiro namorado. - comentou Harry, enquanto deixava um caminho de beijos pelo peito de seu amante pálido.

-Eu o soube desde que te conheci, que estávamos destinado a estar um com o outro, para sempre. - murmurou Eriol, acariciando os cabelos negros.

-Sim? - levantou sua cabeça. - E como poderia o saber?

Eriol sorriu indulgente.

-Intuição.

-Mmmhhh. - estreitou seus olhos. - Por que sinto que me oculta algo?

-Disse-te, Harry. Desde sempre soube que serias meu. - atraiu-o para um beijo. - De modo que só me tive que sentar a esperar. Ainda que não posso negar que em algum momento tive que interceder em algumas coisas.

-Oh, assustas-me pequeno gorducho de Slytherin. - levantou uma sobrancelha e apoiou sua queixo no peito de Eriol, fazendo que o outro garoto fizesse um esforço para ver aos olhos. - Pode-se saber que coisas fez?

-Primeiro assegura-me que é meu namorado.

Harry mandou-lhe uma mirada suspeita, mas depois suspirou e levantou a mão de juramento.

-Juro que sou teu namorado, te quero e não te vou deixar nunca. - disse com dramatismo. Eriol sorriu e atraiu-o para dar-lhe um beijo. - Anda, diga. - insistiu Harry, depois que o beijo terminou.

-Um, bem, não são grandes coisas. - vacilou e de repente encontrou que o ombro direito de Harry se via interessante. - Em terceiro ano disse-lhe a Anthony que a ti não gostavas dos homens, porque ele fazia questão de que queria perder seu virgindade contigo. - Uma sobrancelha se levantou. - Em quarto um… pode que tenha escrito alguma que outra carta de amor para Cho Chang e Cedric Diggory, lhes fazendo achar que um lhe escrevia ao outro, assim matava a dois pássaros de um tiro e os afastava de ti. - A segunda sobrancelha seguiu lhe à primeira. - E no ano passado… - mordeu seu lábio inferior. - pode que lhe tenha sugerido a Marietta que nos traísse com o AD ao nos delatar com Umbridge, assim te enfadava de tudo com Cho.

-Que?! - exclamou Harry, levantando-se de em cima do corpo de seu namorado.

-Mas tudo saiu bem! Descobriram-nos, mas…!

-Aquilo ocasionou que Dumbledore se fosse do colégio! Se ele tivesse estado aqui, o do Ministério teria podido evitar! - rugiu. - Teria impedido que minha avó morresse!

-Estava zeloso! - estoirou, seus olhos algo úmidos. - Aquela zorra procurava qualquer motivo para estar contigo! Usava a morte de Cedric para que não a empurrasse de seu lado, por Merlin! E não tentes me culpar pelo de sua avó, sei que pudeste recorrer a Snape ou seu avô e não o fez!

Ambos respiravam agitadamente e Harry viu que uma porta aparecia ao lado da cama, de modo que quando Eriol se levantou com todas as intenções de ir para onde essa porta estava, ele se apressou a chegar ao lado do garoto e o abraçar por detrás.

-Não, espera. Merda. - suspirou contra o pescoço do outro. – Sinto muito, bem? É que me impactou que alguém tenha ido tão longe por mim. Como pudeste estar tão seguro que todo isso funcionaria?

-Disse-te já. - sussurrou um pouco mais acalmado. - Sabia que ao final terminaria comigo, mas que tinha que fazer minha parte também para despejar o caminho.

-E daí com Corner? Isso não foi se dar um pouco por vencido?

-Não, ele só me ensinou a beijar.

-Ele te deu teu primeiro beijo? - perguntou tenso, apertando seu abraço sobre a cintura do outro.

Recordando como foi seu primeiro beijo, Eriol sorriu.

-Não, esse foi outro.

-Quem?

-Ah, não sei se deveria te dizer. - disse em tom misterioso.

-Diga. - grunhiu. - Prometo que não o machucarei… muito.

-Bom, então, se é assim. - conteve-se de rir. - Deve saber que é algo curioso o que me passou, já que o que me deu meu primeiro beijo, foi também o que se apoderou de minha virgindade.

Teve um longo momento de silêncio, até que Harry deixou sair um incrédulo:

-…eu?

-Sip, você senhor.

-Mas, não me lembro. - murmurou confundido, franzindo o cenho em concentração.

-Estava bêbado nesse dia. Por isso tinha aversão ao fato que te acercasse a mim ontem à noite, cheirando a álcool. - suspirou.

-Quando?

-No Baile de Natal de quarto ano.

-Faz tanto tempo! - exclamou, girando a Eriol para poder olhar à cara com incredulidade. - Por que nunca me disse?

-Não sei. - encolheu-se de ombros. - Suponho que tinha a esperança que o recordasse, mas nunca o fez.

-Espera. - franziu o cenho. - Quando comecei com meus sonhos no ano passado, tinha um que parecia muito real. - o olhou aos olhos. - foi para perto dos corredores que levam a sua Sala Comum?

Eriol assentiu, levantando suas sobrancelhas.

-De que sonho me fala?

Harry se ruborizou ligeiramente.

-Este… bem… eu…- tartamudeou.

-Sim?

-Sonhava contigo. - admitiu relutante. - Sonhava que nos beijávamos ao princípio, mas depois os sonhos se voltaram mais quentes. - olhou-o seriamente. - Não terá lançado um feitiço ou algo, não?

-Não seja idiota. - pôs os olhos em alvo. - Para que te dar sonhos quando a realidade é muito melhor?

-Gosto desse pensamento. - sorriu pervertidamente, enquanto empurrava-o para a cama. - E acho que igualmente, podemos pôr em uso algumas das coisas que fizemos em meus sonhos. - murmurou, já começando a beijar o pescoço que tinha montões de marcas da noite passada.

-Acho que é uma boa ideia.

Nenhum dos dois recordou que nesse dia tinham classes.

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Não foi até a tarde em que ambos se saciaram do corpo do outro e decidiram dar sinais de vida, muito ao alívio de todos seus amigos preocupados, especialmente Hermione, quem estava histérica porque tinham passado das classes. Ainda que hoje tiveram Defesa e Sirius não lhes pôs falta nem a Eriol nem a seu afilhado.

Quando saíram da Sala Precisa, Eriol teve que acotovelar e empurrar a seu novo namorado, para que não estivesse colado a ele como lapa. Harry era demasiado mimoso, mas ele era tímido, sobretudo pelas miradas que recebia, e elas eram muitas, já que para esta hora, a última classe do dia tinha terminado e tinha muitos alunos nos corredores, que lhe mandavam miradas muito pouco dissimuladas.

-Harry. - murmurou, um pouco vermelho pelas risadinhas que escutou ao passar ao lado de um grupo de garotas de sua Casa. - Não posso caminhar se estás colado assim a mim.

-Awww, mas é gosto de pôr minha cara em seu pescoço, para poder cheirar-te e morder-te. Foi criado por vampiros, recorda?

Eriol sorriu e negou com a cabeça, antes de dar-se a volta, separando a seu namorado de seu corpo.

-Melhor vamos da mão, ok?

Harry fez um bico, mas conformou-se e tomo a mão de seu namorado. Começaram a caminhar assim, agarrados da mão e parando de vez em quando para compartilhar um pequeno beijo apaixonado. Quando chegaram à porta da Sala Comum de Ravenclaw, Harry apertou o corpo pequeno de seu namorado entre seus braços e lhe deu um grande beijo, como se fossem a não se ver em anos.

-Passarei por ti para o jantar, quer?

-Está bem. - murmurou, acariciando os cabelos cor negro. - Ainda que se Neville vai para Gryffindor antes, irei com ele. Parece-te?

-Bom. - ronrono Harry, fechando os olhos ao sentir a caricia.

Quando Harry chegou a sua Sala Comum, em seguida foi assaltado por milhares de perguntas, todas delas referidas a Eriol e sua escapada de ontem pela noite, ainda que ninguém duvidava que tivesse passado isso, o que queriam saber era em que tinham ficado.

-Agora somos namorados. - grunhiu enojado de ser acossado dessa maneira. O silêncio reinou no lugar. - De modo que agora deixem de incomodar.

Demais está dizer que esta notícia voou mais rápido que um snitch por todo o colégio, fazendo que muitos corações de admiradores se rompessem, outras caíssem feitas um mar de lágrimas a sua cama e outros festejassem porque ao fim o Dom Juan do colégio tinha alguém que o mantivesse fosse do mercado da solteira.

Hiiragizawa foi consciente das miradas fulminantes que recebeu quando entrou ao Grande Comedor, com um dos braços de Harry colado a sua cintura, e também dos sussurros piores que vespas. Nesse momento pensou que deveria ter cuidado com o que tomava e comia, já que as fanáticas de seu namorado poderiam chegar a tomar represálias.

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Pese ao feliz momento que Harry estava a viver, ainda tinha algo que não conseguia o ter contente do todo e isso era que seu primo seguia sem lhe falar a seu melhor amigo, e Ron atuava como se isso não se importasse. No entanto, todo mundo podia ver que isto pressagiava a ser um triângulo amoroso algo duro, ainda que Neville nunca deu indícios de estar doído por nada, mas os que o conheciam, sabia que estava triste. Ron era o pior, já que voltou-se agressivo com toda a equipa de Quidditch nas práticas e seu amigo teve que o ameaçar com sacar da equipe se não se tranquilizava.

Foi pela soma de todo isso que quando lhe ganharam os Slytherins na primeira partida de Quidditch da temporada, pela primeira vez desde que entrassem a Hogwarts, Neville não foi à celebração na Sala Comum de Gryffindor.

Harry sentia-se dividido, por um lado estava feliz de que seu melhor amigo tivesse ao fim uma namorada, mas sofria ao saber que isto lastimava a seu primo.

*Sala Comum de Slytherin*

-Que lê, Dray?

Draco fulminou a Pansy com a mirada ao escutar o apodo bochornoso. Apesar de que levava quase dois anos de namorado com Ginny (e muito provavelmente se ia casar com ela), Pansy Parkinson não parava de chamar de alguma maneira carinhosa, como se eles infinitamente mimosos o um com o outro.

-Se quer saber, Pan, é carta de meu pai, diz que meu irmão já nasceu. Foi dia 21 de novembro e, como já sabia, foi um varão.

-Outro para a coleção. - murmurou Blaise, sentado em frente a seu amigo e sorrindo malicioso.

-Não aprecio teu sarcasmo, Zabini. - sibilou o loiro. - Estamos a falar de um Malfoy aqui.

-E como se vai chamar?

-Não sei. - suspirou, e depois franziu o cenho na carta. - Pai diz que quer que se chame Salazar e papai que se chame Godric, é por isso que meu irmão até agora se chama "bebê".

O Natal acercava-se cedo e o castelo estava enfeitado como sempre, por esse motivo, quando Harry costumava caminhar com seu noivo pelos corredores passava intencionalmente pelos lugares onde tinha visgo, para ter um escusa para beijar a Eriol, sem que nenhum professor lhe dissesse que essa atitude não era a adequada.

-Que te passa?

-São esses dois. - suspirou Harry. - É tão incômodo estar no meio deles, pelo menos Hermione segue igual, ainda que não deixa de incomodar com querer saber como sei tanto em poções.

Eriol sorriu e beijou a frente de seu noivo. Ambos estavam sentados afora, sobre uma manta que tinha um encanto de impermeabilidade nela, para que a neve não os molhasse, também tinham conjurado um fogo que não queimava, mas que se aquecia. Eriol estava sentado e apoiava suas costas contra o tronco de uma árvore, enquanto Harry estava atirado na manta, com sua cabeça no peito de seu namorado, enquanto este o acariciava.

-Não deve te meter, isto o têm que solucionar eles.

-Sim, sim, Hermione diz-me o mesmo. - suspirou, dantes de sacar uma caixa de seu bolso.

-E isso que é?

-Deu-me Romilda Vane. - murmurou, abrindo a caixa. - Disse que lhe enviou seu avô, mas que a ela não gostava, de modo que… - estava a de ponto de meter um dos caldeirões de chocolate a sua boca, mas Eriol lhe tirou da mão.

-Não acho que seja recomendável que o comas.

-Por que? - fez um cozido.

-Falta pouco para o jantar.- sorriu, dantes de dar-lhe um beijo, enquanto guardava o doce em sua caixa e depois colocava-a em seu bolso. Ele era cuidadoso de comer qualquer coisa que lhe ofereciam e parece que teria que fazer o mesmo com Harry. Por que seu avô mandaria algo que não gosta? Ajá, sim claro.

-Hey, com quem vai passar o Natal?

-Provavelmente em minha casa, com minha mãe (1), Nakuru e minha mascota. Por que?

-Ginny disse-me que seu papai e Nott vão aproveitar este Natal para se casar e todos vamos ir para lá. Vens comigo? Será dia 25 na noite, você pode passar a Noite Boa com sua família.

-Seguro, irei. - murmurou sem duvidá-lo, dantes de dar-lhe um beijo.

Quando as pequenas férias para as festas chegaram, Harry e seus amigos foram todos a seus respetivos lares, ficando em encontrar na mansão Nott no dia indicado para o casamento. A celebração seria algo muito pequeno, já que nem Arthur nem Ethan queriam que todo mundo Mágico se inteirasse em seguida. A cabeça do a família Nott negava-se a pôr ainda em mais perigo aos ruivos, se é que se chegava a saber que Arthur estava casado com uns dos traidores da escuridão.

.:.25 de dezembro.:.

*Mansão Nott*

-Aqui está. - Draco chegou com seu novo irmão nos braços, Lucien Godric Salazar Malfoy (porque os pais não puderam se pôr de acordo, de modo que lhe procuraram um nome que gostasse aos de dois e os primeiros nomes que ambos pensaram o agregaram como segundo e terceiro) e o descarregou nos braços de Ginny.

-Ai, Draco. Tem mais cuidado. - repreendeu a ruiva, tomando ao bebê nos braços, para depois proceder a sorrir-lhe e fazer-lhe caras.

-Está perfeitamente bem, recorda que eu sou o maior e este é meu quarto irmão. - recordou com voz cansada. - Sei como sustentar a um bebê.

Ginny pôs os olhos em alvo e foi junto a Hermione, para mostrar ao bebé. A única mulher do Quarteto de Ouro estava convertida numa bagunça de nervos, já que hoje Theodore tinha-a apresentado como sua namorada oficial a seu pai. Desde aquela festa em Halloween ambos se estiveram a frequentar, falando de tudo e trocando opiniões, até que Theo lhe pediu que fosse sua namorada, duas semanas atrás, e ela terminou aceitando. A apresentação já tinha terminado, Ethan só tinha cabeceado apertado à rapariga como saúdo, após tudo, ela seguia sendo uma filha de Muggles, mas não disse nada depreciativo por seu sangue.

-Gostou de meu presente? - murmurou Harry ao ouvido de seu namorado, enquanto rodeava a cintura de Eriol com seus braços possessivamente.

-Claro que sim. - sorriu, movendo sua cabeça para poder olhar aos olhos. - Como sabia que gosto das xícaras e bules japoneses?

-É um adicto ao chá. - encolheu-se de ombros. - E como estiveste a viver num ano lá, supus que bebeu muito chá japonês e lhe tomou o gosto. Então, se toma chá japonês, deve ter as xícaras e bule tradicional.

Eriol sorriu.

-Excelente decisão, senhor Lioncurt. - murmurou, antes de posar seus lábios com os de seu namorado.

Harry grunhiu contra sua boca e sustentou-o mais apertadamente, para aprofundar o beijo que estava a compartilhar. Bem perto de ali, Louis retorcia-se em seu assento.

-Não gosto disso para nada. - murmurou, franzindo o cenho no casal. - É imoral, se beijando assim em frente de todos, há meninos aqui! E, sobretudo, Harry ainda não nos apresentou a Eriol como seu namorado oficial.

Lestat e Marius compartilharam uma mirada de incredulidade antes de que o loiro lhe falasse a seu companheiro.

-Deixa de dizer tolices, eles estão bastante afastados dos olhos curiosos, você os vê porque quiseste te sentar aqui, para os vigiar. E não faz falta que nos apresente como namorado oficial, o incomodámos tanto com o tema que ele deve pensar que já estamos ao tanto da situação.

-Mesmo assim. - grunhiu, antes de tomar de um brusco sorvo o suco de abobora que estava a beber.

Finalmente, o homem que ia casar ao par apareceu e os presentes se reuniram ao redor de Arthur e Ethan. A testemunha por parte do ruivo ia ser seu filho maior e por parte de Ethan, seria Lucius. A cerimónia em si foi bastante rápida, já que ambos homens não queriam nada mais que se confirmasse sua união legalmente e não precisavam discursos a mais. A festa seguiu lhe depois, com elfos domésticos atendendo aos presentes, muito ao enojo de Hermione, que foi aplacada por seu namorado, quem lhe disse que agora que era sua namorada, poderia ir convencendo da pouco a seu pai para que lhe dê um salário às criaturas.

No entanto, no meio da celebração, um elfo anunciou que o único filho de Arthur que faltava na festa estava na entrada, mas ele não estava só, senão que vinha com o atual Ministro de Magia. Ethan não teve mais remédio que os deixar passar, pese a que não lhe agradava nada ter ao rapaz ali, porque sabia que ele vivia com a Ada Maligna.

-Perdoa por interromper, Ethan. - saudou Scrimgeour, tratando amigavelmente ao homem, já que conheciam-se do Ministério. - Mas Percy e eu estávamos pela vizinhança e não pude deixar de passar a te desejar um feliz casamento.

-Agradeço-te, Rufus. - assentiu, antes de rodear a cintura de Arthur com um braço e fulminar com a mirada a Percy. - Se deseja-lo, pode sentar-te e os elfos atenderão num minuto.

-Não desejo impor nesta reunião tão privada, Ethan. A verdade é que só vim porque Percy queria saudar a seu papai. - Todas as miradas se dirigiram ao garoto, que a verdade, não parecia muito feliz de ver a seu pai abraçado desse homem. - e enquanto eles se saúdam, encantaria ter umas palavras com o jovem Lioncurt, se não é muita moléstia.

Um silêncio tenso reinou depois de suas palavras, em seguida Lestat e Louis adoptaram poses à defensiva, enquanto Harry deixava de molestar a Eriol para olhar ao Ministro.

-Seguro. - disse despreocupadamente. - Não há nenhum problema, há coisas que eu também queria conversar com você.

Seu pai mandou-lhe uma mirada de advertência, Harry só assentiu e guiou ao homem com a bengala para o jardim da mansão.

-Levou muito tempo querendo-me contatar contigo. - foi o primeiro que disse o homem, quando saíram. - Sabia?

-Não, não o sabia. E para que quereria me ver?

-Não sabe porque Dumbledore e o vampiro Marius têm estado me dando evasivas. - murmurou o Ministro. - E o motivo pelo que desejo te falar é se é que pode me confirmar esses rumores que estão por ali, a respeito de que é o Eleito.

-Essas são estupidezes, eu não sou Eleito de nada. Lastimosamente, acho que o Profeta tem perdido credibilidade e após as tolices que disse de mim no ano passado, agora se está aferrando de qualquer coisa, para voltar a ter popularidade.

-Vejo. - assentiu, assombrado pela resposta veemente do rapaz. - No entanto, apesar de que diga que são tolices, o importante aqui é o que a gente crê e os rumores de que és o Eleito para derrotar a Ele-que-não-deve-ser Nomeado, são a cada vez mais fortes. Não tem falado disso com Dumbledore?

-Não, importo-me com um corno o que a gente cria. O diretor e eu não perdemos o tempo em prestar atenção a simples rumores de gente assustada que quer pôr o peso do mundo nos ombros de um adolescente.

A mandíbula de Rufus tensou, em sinal de que estava a perder a paciência pelas respostas que lhe estava a dar Harry.

-Mesmo assim, se é que deseja me dizer algo ao respeito, as portas do Ministério estão abertas para ti, em qualquer momento.

-Não, obrigado não acho que frequentarei aquele lugar nunca mais, a não ser que seja necessário.

-Seguro? Sei por Dolores Umbridge que desejava te converter em Auror, se é que deseja o ser, deverá receber seu treinamento dentro do Ministério, sim ou sim.

-Disse que era só uma possibilidade e agora que me diz que a bruxa que no ano passado fez abuso de seu poder para me incomodar, torturou sem necessidade a estudantes e em geral foi uma dor no cu para todo mundo, segue trabalhando lá, muito menos entrarei nesse lugar. - grunhiu, apertando seus punhos.

-Sei que me está a ocultar algo, Lioncurt. Em verdade não é o Eleito? Não sabe a onde vai Dumbledore quando se ausenta do colégio?

-Não sei e se o soubesse, não diria, porque não é assunto seu nem meu o que ele faz. - disse com uma expressão de enfado.

-Vejo que te treinou bem, fala igual que outros de seus seguidores.

-Não sou nenhum seguidor seu, mas se tenho de eleger com quem me ficar, o prefiro a ele.

Dito isso, Harry se deu meia volta e entrou à casa. Na ombreira, Lestat de Lioncurt, Santino e Sirius Black esperavam ao menino e pela mirada que lhe mandaram, era melhor que o Ministro se retirasse em seguida.

-Que queria esse idiota? - assolou Louis, caminhado para onde estava seu filho, para lhe dar um forte abraço. - Como se atreve a irromper numa festa privada e pedir falar contigo?! Espero que não te tenha dito nenhuma tolice! Porque vai se ver comigo!

-Vamos, papi Lou. Não foi para tanto, só me fez umas perguntas.

-Está seguro? Só umas perguntas? Não te ameaçou nem nada?

-Eh, não, não. - contestou evasivo.

-Está a mentir-me! Anda, diga que te disse! - exclamou, sacudindo um pouco ao garoto, pelos ombros.

-Basta, Louis, não faça tanto envolveu por isto. - intercedia Lestat.

-Bagunça! Esse homem traz-se algo entre mãos e quer meter a Harry no meio!

-Pode ser, mas não o vamos permitir, ok? - disse o loiro, em tom calmante.

Mas Louis não parecia poder ser acalmado por essas palavras, de fato tinha empalidecido mais do normal e seus olhos começaram a se abrir a cada vez maiores.

-Papi? - pediu Harry, levantando uma sobrancelha.

-Eu… acho que já é tempo.

-Que?!

Com o dia 26 de dezembro recém começando, Benjamin de Lioncurt (2) nasceu na mesma mansão Nott, baixo os cuidados de madame Pomfrey e a assistência de Severus, quem queria assegurar-se que o menino criado com sua poção e feitiço estivesse são.

-Não quero que as classes comecem.

Harry e Eriol estavam na cama do primeiro, ambos muito nus, só cobertos por uma coberta de seda azul, o calor corporal e o fogo na lareira lhes eram suficientes como para não ter frio nessa fria manhã de janeiro.

-Não nos fica de outra. - murmurou Eriol aconchegando melhor no abraço de seu noivo. - Ademais, tinha entendido que queria te ir o quanto antes, já que não suporta os prantos de seu irmão. - agregou o Ravenclaw, com um sorriso zombador.

Harry grunhiu.

-Pode ser cruel quando quer, eh?

-Eu cruel? Devo recordar-te quem deixava-me de lado nos jogos quando éramos meninos ou me ignorava e me chamava pouca coisa quando estivemos em Hogwarts? E isto não foi faz muito tempo.

-Eh, bom, bom. Isso está no passado. - riu vergonhosamente. - Agora somos namoradoos e o passado se esquece.

-Sim claro, porque é muito conveniente.

-Por suposto. - murmurou o moreno de olhos verdes, antes de girar e localizar-se em cima do corpo de Eriol, para começar a beija-lo.

-Harry, não tem visto…?

Louis congelou na porta ao olhar a seu pequeno filho, numa posição muito traumatizante para ele com seu namorado na cama. O jovem casal, por outro lado, ao escutar a voz do vampiro separaram-se de um salto e Eriol agarrou a coberta com forças, para tampar sua dispas.

-Papai! Quantas vezes te disse que golpeies antes de entrar?! - exclamou, não incomodando em tampar seu corpo. - Sobretudo agora que Eriol vem tão de seguido!

-Bom! Perdoa se é que ainda não me posso fazer à ideia de que meu bebê está a ter sexo baixo meu mesmo teto! - gritou.

-O único bebê nesta casa é o que tem em seus braços! - assinalou ao pequeno ser envolvido em caras e finas mantas de lãs que Louis tinha em seus braços. Benjamin era um menino formoso, com pele rosada e motas de cabelo loiro em sua cabeça. Ainda não demonstrava sinais de que o vampirismo de seus pais lhe tenha sido herdado. - E sabe faz muito que sou "sexualmente ativo"!

Louis fulminou a seu filho com a mirada, antes de dar-se meia volta e sair da habitação, dando um estrondo.

-Maldição, tem razão, já quero regressar ao colégio.

*Hogwarts*

Ao chegar a Hogwarts, encontraram-se com a novidade de que cedo começariam suas lições de Aparecimento, ainda que Harry não estava muito emocionado por isso, não após a experiência que teve ao ir a casa de Slughorn. E falando disso, após ver outra memória com Dumbledore, onde viram a cena de Tom Riddle no dia que visitou a antiga casa de seus pais, mas também viram outra, pela qual Harry ao fim entendeu de que se tratava a missão que o diretor lhe tinha encomendado a primeira vez que se viram, durante as férias.

-Agora entendo tudo, senhor. - Dumbledore sorriu com orgulho. - Meu trabalho é recuperar essa memória, verdadeiro?

-Sim, Harry. Temo-me que meu querido amigo é muito precavido como para usar algum método mágico para obter essa memória. Só a dissuasão funcionará neste caso.

-Entendo, então, quando faremos?

-Agora mesmo podemos ir a sua casa e fazer uma primeira tentativa. Não acho que trabalhe, mas ao menos faremos saber que não nos esquecemos dele e esperaremos a que nos dê outro convite a sua casa e essa próxima vez, se conseguiremos.

Efetivamente, Slughorn recebeu-os muito bem em sua casa, mas quando Harry fez o comentário dos Horcruxes o mago congelou e lhes sugeriu muito cortesmente que abandonassem sua casa, ainda que Harry conseguiu lhe sacar a promessa de convidar para outro dia.

*Primeira classe de Aparecimento*

Enquanto a professora McGonagall falava, Harry estava ao lado de seu namorado e tocava-o, abraçava-o e roubava-lhe beijos de vez em quando, muito à moléstia de Eriol, quem o empurrava subtilmente, envergonhado pelas miradas que estava a receber.

-Senhor Lioncurt, comporte-se e preste atenção!

Algumas pessoas riram, Harry só lhe sorriu à mulher e se afastou de seu namorado. Depois tentou tomar a mão de Eriol, mas este lhe negou e, pelo contrário, caminhou para a outra ponta do salão, onde Neville se mantinha o mais afastado que podia de Ron e sua querida namorada Lavender. O Gryffindor franziu o cenho pela atitude de seu namorado, mas depois encolheu-se de ombros e olhou ao professor do Ministério que tinha vindo a lhes ensinar.

E assim o tempo passou dentro de Hogwarts, com Harry e Eriol aprendendo isto de ser namorados. Harry nunca foi um menino muito mesquinho, mas também não gostava de compartilhar, sendo filho único, sempre obteve tudo o que quis, e recém quando Neville apareceu em sua vida, ele aprendeu o significado de compartilhar. Ainda que como ambos meninos tiveram a cada uns seus brinquedos, para o moreno nunca foi fácil o prestar. O mesmo passava com o fato de ser o centro de atenção de seus pais, por sobre todas as coisas, era Louis quem esteve sempre ao lado de Harry, antes de que ele se queixasse de falta de atenção.

Era por isso que os ciúmes se formavam em seu interior a cada vez que via a Eriol falando com outra pessoa numa atitude mais que amistosa para seu gosto. Também não era fácil assimilar o fato de que seu namorado se negasse a estar com ele quando lhe pedia e o ter que esperar a que Eriol se desocupara para lhe prestar atenção.

*Habitação de alunos de sexto ano de Ravenclaw*

-Wow! Convida-me um?

Eriol olhou o que Anthony lhe assinalava e levantou a caixa de caldeirões de chocolate com uma mão.

-Vá, pensei que os tinha atirado. - comentou. - E não, não posso te dar, porque não sei se o recheado é só de chocolate. - voltou-os a atirar em seu baú, com um gesto de desdém.

-Que quer dizer? - perguntou o outro garoto, enquanto seguia a*Eriol ao banheiro, onde este foi se pentear.

-Uma das tantas fãs de meu namorado presenteou-lhe antes de que nos fôssemos de férias de Natal e não acho que sejam umas inocentes doces. - murmurou, pondo um pouco de gel em seu cabelo. - Pensei em revisá-los, para saber que tinham, mas os guardei em meu baú e os esqueci. Agora só os vou atirar.

Mas quando ambos garotos voltaram à habitação, Neville Molloy estava com uma mirada deslumbrada, sentado na cama de Hiiragizawa e com um caldeirão de chocolate a meio comer em sua mão.

-Romilda! - gritou de repente, assustando aos outros dois. - Tenho que ver a Romilda e lhe dizer que a amo! - seguiu, antes de sair pitando da habitação.

-Oh, não! Tal e como pensava! - suspirou Eriol. - Veem, Anthony, temos que fazer algo para o curar.

*Sala Comum de Gryffindor*

Harry estava com seus amigos fazendo umas tarefas de última hora, em caso de Hermione, revisando uma já terminada, quando o retrato se abriu de repente e por ali entrou Neville, quem olhou freneticamente para todos lados, até que encontrou a Romilda e em sua cara se formou o sorriso mais estúpido que seu primo lhe tenha visto nunca.

-Romilda, meu amor!

Após dizer isso, agarrou à assustada rapariga dos ombros e lhe estampou um beijo. Ao mesmo tempo que Ron rompia sua pluma de tão forte que a apertou, Eriol e Anthony entraram à Sala.

-Neville, pare! - exclamou Anthony.

-Mas que merda é isto?! - gritou Ron, estrelando as palmas de suas mãos na mesa tão forte que a fez tremer.

Ante os olhos surpreendidos de todos, Ron se acercou a grandes passos para onde estavam aqueles dois e os separou com brusquidão.

-Não, me solta! Preciso beijar a meu amor!

-Que amor nem que nada! - rugiu o ruivo, apertando ainda mais a Neville entre seus braços. - Você não ama a esta! Não pode a amar!

-E quem é você para me dizer a quem amar, Ronald?! - espetou. - Solta-me! Romilda, amor, ajuda-me!

Romilda Vane saiu de seu estupor, gritou e correu fora da Sala Comum, seguida de suas amigas. Ao ver isto, Neville forcejou ainda com mais forças, mas Ron era bem mais forte e não o deixou se ir.

-Que passa? - perguntou Harry, recobrando o fala.

-Comeu-se os caldeirões de chocolate que Romilda te tinha presenteado faz um tempo, recordas? - respondeu seu namorado. - Acho que agora se confirma minha teoria de que tinham alguma poção de amor.

-Mas que zorra! - grunhiu Ron, mais enojado do que um esperaria.

-Não a chame zorra, sua doninha asquerosa! - saltou em seu defesa o enfeitiçado. - E solta de uma vez, devo voltar a beija-la!

-Quer um beijo?! Pois bem, terá!

E num impulso que ninguém se esperava, Ron agarrou a Neville de ambos lados de sua cara e lhe estampou um beijo de novela. O destino quis que justo Lavender e Parvati entrassem nesse momento e vissem a cena.

-Ron! Mas que faz? - gritou a rapariga.

-Oh, Merlin. - suspirou Eriol, levando uma mão a sua testa.

Ninguém disse nada quando a garota se foi, estavam demasiados ocupados em tratar de poder fechar sua boca no caso de Harry ou impedir que seus olhos saíssem do lugar no caso de Hermione.

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Evidentemente, aquele espetáculo terminou para sempre com o namoro de Won-Won com Lavender e a relação de Ron e Neville estava mais estranha que antes. A cada vez que ambos estavam na mesma habitação evitavam olhar aos olhos e, se por acaso isso ocorria, eles desviavam a mirada e se ruborizavam furiosamente.

Para quando chegou o partido contra Hufflepuff, no entanto, Neville veio pessoalmente ao vestuário a lhe desejar boas sortes a todos, ainda que quando disse isso, seus olhos só estavam posados no ruivo. Como sempre, uma partida de Quidditch anual sempre deixaria a Harry na enfermaria e este não foi diferente, de modo que quando o garoto acordou na enfermaria não o surpreendeu do todo se encontrar ali e algo dolorido. O que sim fez que sua sobrancelha se levantava foi ver a seu primo sentado sobre o colo de Ron, rodeando o pescoço deste com seus braços e lhe comendo a boca.

-Bom se é que querem um lugar privado para beijar-se, não usem a desculpa de me visitar para o fazer. - murmurou divertido.

-Harry! - gritou Neville, separando-se de Ron, como se este queimasse.

-Sim, sou eu. Ou é que até se esqueceram que o pobre Menino-que-viveu estava aqui inconsciente?

-N-não, claro que não. - murmurou Ron.

-Bom. - riu divertido. - E desde quando está a passar isto? - assinalou-os a ambos.

-Eh, a verdade? - disse torpemente, rascando a cabeça. - Esta é a primeira vez que nos beijamos, desde aquela vez que comeu os caldeirões. - respondeu Ron, algo ruborizado.

-Ah, ou seja que tenho a novidade.

-Ainda não sabemos para onde vai isto, Harry. - apressou-se a dizer Neville, notava-lhe muito incômodo. - De modo que faz favor, não o vá dizendo por aí, ok?

-Claro, claro. Mas… felicidades. - piscou um olho. - Já era hora.

Continuará…

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Nota tradutor:

Enfim já era hora desses dois enfim serem amados pelos seus respectivos desejos não... Eriol quase matou Harry com seu olhar 43 :p

E que beijo em Rony!

Espero que vocês gostem e comentem, desejo realmente muito isso

Vejo vocês em breve!

Ate…